…” Congele el jubilo”: Mario Benedetti (1920-2009) R.I.P
MARIO (Orlando Hamlet Hardy Brenno) BENEDETTI, (Paso de los Toros, 14 de septiembre, 1920 –2009 ), poeta, ensaista e escritor .
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Há um conceito belíssimo em crítica literária, notadamente na Poesia, que se deve a Benedetti: “desexílio“. (v. Padre Nuestro)
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Esta homenagem é tosca, bem sei, mas é o que posso agora. Certamente milhares serão feitas melhor.
Saudades imensas.
Para todos, mas em especial para Aliki, Milton Ribeiro, Ricardo Cabral e Ery Roberto.
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P.S. Eventualmente mas muito eventualmente estou há tempos no Twitter. Repito, quando puder voltarei para ficar. Trust me. Beijos a todos. Todíssimos.
Leia aqui também: Três poemas de Mario Benedetti
Não perca jamais a oportunidade de colocar-se em contato com a Poesia de Benedetti. No video do You tube, ele lê, declama, diz (dichtung) seu poema, inspiração para um filme:”El lado oscuro del corazón” (1992) de Eliseo Subiela. Já a querida Aliki me informou a respeito de um livro de haiku (Rincon de haikus 1999 )- cada haikai rigorosamente com as 17 sílabas.
Ah! como eu poderia passar sem esse blog querido que só me dá alegria com os amigos? Não poderia. EntãoBenedetti se fué. Vive!
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Não poderia perder a oportunidade de repetir aqui o que todos já conhecem, (já que não destoa:-) : Entrevista de Nelson Moraes - admiração incessante e permanente -à ótima revista BULA
21 comments 18 May 2009
Chamadas
Fórum Social Mundial em Belém, Pará
27 de janeiro a 1º de fevereiro de 2009

Extraído do artigo de Marco Aurélio Weissheimer e Clarissa Pont
= = Leia mais na Agência Carta Maior = =
= = Outro artigo sobre o FSM 2009 aqui = =
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Ainda na Carta Maior, vale a pena ler o excelente artigo “Sionismo, as armadilhas de origem” do meu querido amigo Carlos Eduardo A. Martins e Gilson Caroni Filho. Link e texto extraído da matéria, abaixo:
Os autores citam Leon, personagem fictício, em “Whisper” vol. 2 no. 36, maio de 1990, de Steven Grant:
Tem que olhar todos os pedaços. Tem que desmontar tudo. Aí você vai entender.
* * *
Obrigada aos queridos leitores do Sub Rosa. Quando puder, voltarei para ficar. Beijos.
30 comments 25 January 2009
ANIMAIS: somos ou não somos? (UPDATED)
PELO MENOS 26 MIL ANIMAIS FORAM AFETADOS PELAS ENCHENTES EM SANTA CATARINA; ENTIDADES DE SÃO PAULO ORGANIZAM CAMPANHA PARA DESABRIGADOS.
Tobias Mathies/AFPPhoto![]() |
eles precisam de ajuda
por Flávia Gianini (*)
Durante 11 dias, um grupo percorreu a região de Itajaí, a mais afetada pelas chuvas em Santa Catarina, atrás de animais. Era uma caçada do bem. Na peregrinação, conseguiram salvar 80 bichos. Todos eles estavam muito assustados. Alguns, presos em quintais de casas abandonadas. Outros, sobre telhados e carros. A maioria passava frio, fome e sede. Houve casos de cães afundados no meio da lama.
Eles foram alojados no canil da ONG Viva Bicho, que já soma um total de 650 animais. Para complicar a situação, a sede da entidade corre sério risco de desabar. “Isso parece um pesadelo”, desabafa Bianca Jung, 26, secretária da organização.
Vítimas silenciosas da tragédia, cerca de 26 mil animais domésticos foram afetados pelas enchentes, estima a Rede Catarinense de Solidariedade aos Animais (Resa). Analista de ações para catástrofes, o veterinário Werner Payne, da ONG VETERINÁRIOS SEM FRONTEIRAS , sobrevoou com a Defesa Civil a zona interditada do complexo do Baú, a mais atingida por desmoronamentos.
Cem mil animais, entre aves, porcos e bois, continuam presos na região, segundo estimativa do especialista. Muitos morreram afogados e soterrados.
“A água baixou e agora é possível ver os corpos jogados. Há ainda centenas deles vagando pelas ruas, famintos e com sede”, conta Halem Nery, 61, coordenador da Resa e secretário do Instituto Ambiental Ecosul. Existem bichos presos em casas vazias. Outros estão ilhados em árvores, sem poder se mexer ou se alimentar.
Em meio à tristeza, às mortes e ao sofrimento, a solidariedade promove a esperança. Entidades de defesa de São Paulo começam a organizar campanhas para ajudar os animais em Santa Catarina.
Até a noite da última quinta, cinco casos de leptospirose tinham sido confirmados. Amanhã, uma nova campanha de vacinação em massa deve ser realizada. Para conseguir salvar a vida dos animais abandonados, as entidades contam agora com mais um capítulo da solidariedade humana.
O que doar:
Água potável
Caixa de transporte
Casinha
Coleira
Material de higiene
Ração
Remédios (antibióticos, sarnicidas e anestésicos)
Utensílios médicos (máscaras, luvas, seringas e agulhas)
Vacinas
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Onde:
Casa do Consolador
(www.casadoconsolador.com.br) – Rua Guapiaçu, 75.
Pet Center Marginal (www.petcentermarginal.com.br). Av. Presidente Castelo Branco (marginal Tietê), 1.795, tel. 2797-7400.
Posto de Coleta. Av. Marechal Mario Guedes, 301, Jaguaré, tel. 3768-1977
E ainda tem mais este que tirei daqui da Fal:
“Eu não fico aqui fazendo altas campanhas, porque acredito do fundo do coração que cada um sabe o que fazer. Mas enfim, a Cora falou, a Jã me escreveu pra reforçar e eu acho que não existe causa mais meritória: os bichinhos de Santa Catarina também são vítimas da tragédia e a gente vive esquecendo deles.
Bianca, da ONG Viva Bicho
![]()
(47) 8425-1459 | 9903-5441
Para ajudar a ONG com doações em dinheiro: (porque nessas horas, meus caros, a gente pecisa mesmo é de grana)
Banco do Brasil Ag. 1489-3 cc 20793-4
Associação Viva Bicho
CNPJ 06 156 776 / 0001 – 81
*
É quase sábado, corações, e eu tou …”
A Fal é TUDA mesmo, né? Vocês tão lendo e acompanhando a Fal lá no IG, tão ou não tão?. Tá bombando. Tá lindo. Sempre sigo as palavras da Fal. Quando ela diz é porque é. É o Wortbrücker que só ela tem.
Pois é, imaginem se iam esperar por mim, mas não custa repetir:
Aqui ó:
Esse de hoje, está o fino, quer dizer, o máximo, baratotal, como só ela escreve.. (Vocês percebem que só uso gíria da hora?;-)
*******
Quando falo em bichos, eu lembro sempre do meu amigo César Miranda que, quando perguntei um dia hor-ro-ri-za-da: César,querido vc não gosta de bicho?!!!???!!!!
Ele respondeu candidamente: Gosto, sim, Meg, tanto que meus animais preferidos são: frango e peixe.
Ah! bom!:)
Beijos. E me esperem só um tiquinho mais. Tá, amores? E a Isabela, que linda.Obrigada, maninha. Gente, isso sim é que é um blog-maravilha, hein?!!!!
=-=-=-=
(*) Matéria da REVISTA da Folha de S. Paulo.
ONG VIVA BICHO (simplesmente é *o* bicho!) Aqui se doa. (Bianca)
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ONG ABRIGO ANIMAL; em JOINVILLE; credenciada também para receber ajuda.
Os dados são os seguintes:
Falar com Sheila:
Telefone : 47- 3416-0734 // 9951-3130
Doações-:
BRADESCO -
Agência 2150 -
Conta 20445-5
CNPJ: 046035730001-60
OBRIDADA.
35 comments 8 December 2008
Čápová e Rossi

Hana ČÁPOVÁ. Renesancní sonety I. 1991, 13 x 19 cm
Clique na imagem: a vida melhora instantaneamente
Cristina Peri Rossi: nasceu em Montevideo, Uruguai, em 12 de novembro de 1941. É a primeira mulher a ganhar o Prêmio Internacional de Poesia Fundação Loewe, em sua XXI edição, com o livro “Play Station”.
R.I.P.
Ese amor murió
sucumbió
está muerto
aniquilado fenecido
finiquitado
occiso perecido
obliterado
muerto
sepultado
entonces,
…………………¿porqué late todavía?
“Inmovilidad de los barcos” 1997
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ORACIÓN
Líbranos, Señor,
de encontrarnos
años después,
con nuestros grandes amores.
“Inmovilidad de los barcos” 1997
![]()
LAS PALABRAS SON ESPECTROS
Las palabras son espectros
piedras abracadabras
que saltan los sellos
de la memoria antigua
Y los poetas celebran la fiesta
del lenguaje
bajo el peso de la invocación
Los poetas inflaman las hogueras
que iluminan los rostros eternos
de los viejos ídolos
Cuando los sellos saltan
el hombre descubre
la huella de sus antepasados
El futuro es la sombra del pasado
en los rojos rescoldos de un fuego
venido de lejos,
no se sabe de dónde.
“Babel bárbara” 1991
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DISTANCIA JUSTA
En el amor, y en el boxeo
todo es cuestión de distancia
Si te acercas demasiado me excito
me asusto
me obnubilo digo tonterías
me echo a temblar
pero si estás lejos
sufro entristezco
me desvelo
y escribo poemas.
“Otra vez eros” 1994
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DEDICATORIA
La literatura nos separó: todo lo que supe de ti
lo aprendí en los libros
y a lo que faltaba,
yo le puse palabras.
“Evohé” 1971
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Seu blog: El poema de la semana
Web Oficial: Cristina Peri Rossi
Notícia sobre o prêmio
Mais poemas
![]()
Eu volto ;-)
13 comments 27 November 2008
Uma vida fabiana
Edição especial que contém, além do texto integral, fotografias de Evandro Teixeira que, durante dez dias, percorreu o sertão nordestino especialmente para produzir as imagens deste livro. Publicação prevista para 28/11/2008.
Olá pessoal.
A nossa Meg não está bem de saúde e me pediu que viesse aqui para agradecer a todos vocês, leitores do Sub Rosa e amigos que enviaram seus depoimentos e deixaram comentários durante esses dias de comemoração.
Ela também me pediu para publicar meu depoimento, o texto “Uma vida fabiana” e o artigo “Enxada versus caneta: educação como prerrogativa do urbano no imaginário de jovens rurais” em seu outro blog Textos Especiais.
Fico encabulada, confesso, mas não consegui me escusar: quando tentei falar com ela ontem à noite, não pôde me atender. Assim, antes de irmos aos Textos Especiais, breves explicações sobre os textos.
No início deste ano, ao concluir uma especialização, depositei uma monografia onde procurei homenagear “Dialética do esclarecimento” (1947-2007), obra de Adorno e Horkheimer e “Vidas Secas” (1938-2008), de Graciliano Ramos. Abaixo, seu resumo:
Além de homenagear os aniversários de setenta anos de Vidas secas (1938-2008), romance de Graciliano Ramos, e de sessenta anos de Dialética do esclarecimento (1947-2007), clássico dos filósofos Max Horkheimer e Theodor W. Adorno, este trabalho é uma análise comparativa entre o imaginário de Fabiano – personagem de Vidas Secas – e o de jovens da zona rural do sul e sudeste do Brasil pesquisados por Maria José Carneiro (1998), para discutir a educação como prerrogativa do urbano no imaginário do homem rural. Através da análise de resultados da referida pesquisa de campo (CARNEIRO, 1998), pôde-se constatar que, tal qual Fabiano, o homem rural ainda percebe a educação como prerrogativa do urbano, tendo as vezes que optar entre sair do rural para freqüentar escolas e universidades ou ficar, se não tiver aptidão para os estudos, ocorrendo, dessa forma, a antinomia do título deste trabalho: enxada versus caneta. Ao mesmo tempo, o esclarecimento está associado à evolução, modernidade e domínio da natureza, visão que é dialética e filosoficamente criticada por Horkheimer e Adorno (1985) na obra também objeto desta homenagem. Este trabalho também enfoca o fenômeno da desruralização em busca de educação e qualidade de vida, políticas públicas de incentivo à permanência no campo e as novas configurações dos espaços urbanos e rurais. Ressalta que o desenvolvimento rural deve ser promovido porque é um direito do cidadão rural, que este deve ter acesso a educação em seu espaço de origem para que não continue a ser forçado pelas circunstâncias a optar entre sua profissão e a educação, ou seja, enxada ou caneta.
Em outubro, para participar de um colóquio internacional de educação, converti a monografia em artigo e, já que precisava resumir o trabalho a um máximo de quinze páginas, retirei a crítica filosófica de Adorno e Horkheimer, mas consegui publicá-la a parte, na Revista Autor, com o título “Uma vida Fabiana” em 01-Nov-2008.
Quanto ao artigo apresentado no colóquio, estou aguardando o parecer – tomara que uma carta de aceite – de uma revista. Assim, pelo menos por enquanto, não poderei atender ao pedido de Meg e postá-lo em Textos Especiais, pois uma das exigências para sua publicação é que seja inédito. Mas vejam como ficou o resumo de seu resumo:
Este artigo [...] adotou trabalho de campo de Carneiro (1998) sobre o ideal “rurbano” dos jovens de duas áreas rurais do sul e sudeste do Brasil e o comparou ao imaginário de Fabiano, personagem do romance Vidas secas de Graciliano Ramos (2006). Tal qual Fabiano, embora desejem educação, os jovens pesquisados a percebem como prerrogativa do mundo urbano, enquanto o espaço rural é visto como lugar de trabalho , tendo que optar entre sair do rural para freqüentar escolas e universidades ou ficar, quando não têm aptidão para os estudos [...].
Em Vidas Secas, vocês devem lembrar, um dos filhos faz uma pergunta à Fabiano e este “vira o rosto para fugir à curiosidade infantil”. Acha que os filhos não têm o direito de saber, porque vão querer aprender sempre mais. O que eles devem aprender mesmo é a cortar mandacaru, amansar gado, consertar cercas… No entanto, já no final do livro, quando mais uma vez fogem da seca em direção à cidade grande, pensa nos filhos “em escolas, aprendendo coisas difíceis e necessárias”. É esta antinomia que meu trabalho aborda, comparando-a a resultado de trabalho de campo realizado por Maria José Carneiro, professora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, em 1998. Espero que ele seja publicado.
Meg manda beijos.
Um abraço,
Isabela.
11 comments 24 November 2008
