A melhor tradução de flabbergasted

Flabbergasted já foi eleita há alguns anos a palavra mais bonita (?) da língua inglesa. Numa outra votação, deu *serendipity* Eu adoro as duas. Agora, traduzir já são outros ‘five hundreds’ .Vi isso (a eleição) há séculos, num dicionário online desses bons. Daí…

Minha homenagem ao CATLOVERSDAY ( * )

funny pictures-I am not often shocked. Right now I am totally flabbergasted.
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(*) Muito lindão, não é? Que fique claro, no entanto, que foi com autorização expressa de minha filha, minha cã – a Dorothy (over the rainbow) Guimarães.

(**) Obrigada, figliolinha:-)

Ausencia – Vinícus de Moraes

Jean Seberg no Maxim's Paris, 1957, no filme "Bonjour Tristesse"(1958)

Jean Seberg no Maxim's Paris, no filme "Bonjour Tristesse"


Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei… tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.

=-=-=-=-=-=-
♣  ♣ 
Ah! Parabéns e muitas graças ao  santo nosso de cada dia, almost teen:-)
Parabéns, São Google

Alguma coisa acontece…

ZUENIR, VERÍSSIMO e(m) BELÉM -Só Vendo.

Entre os dias 25 de agosto e 5 de setembro, realizou-se em Belém, a XIV  FEIRA PAN-AMAZÔNICA DO LIVRO . O mundo inteiro e  mais algumas  pessoas frequentaram o local (HANGAR, centro de convenções) durante esses dias, como podem ver no link.
O jornalista e escritor Zuenir Ventura, o escritor e colunista Luis Fernando Veríssimo, entre muitos outros, estiveram aqui como conferencistas e participantes em debates . No dia 8, de setembro, já de volta ao Rio Janeiro, mestre Zuenir escreveu no jornal O Globo esta crônica. Muito a contragosto, deixo de fazer qualquer comentário. Eu e meus adjetivos saímos de cena.( Afinal, como diria Noel Rosa: a Vila não quer abafar ninguém…)

ZUENIR VENTURA

SÓ VENDO

Acostumados com o clichê preconceituoso que acredita não haver vida inteligente fora do eixo Rio-São Paulo, nos surpreendemos quando encontramos alguma atividade cultural em cidades do chamado “interior” — o “centro” somos nós, claro. Por exemplo: onde é possível reunir cerca de 650 mil pessoas, um terço dos moradores, para tratar de um assunto meio fora de moda, a leitura? Pois acabo de ver o fenômeno em Belém, na XIV Feira Pan-Amazônica do Livro, um dos três principais eventos do gênero no Brasil, este ano dedicada à África de fala portuguesa. Houve shows com Gilberto Gil, Lenine, Emílio Santiago, Luiza Possi, mas o destaque foram os R$30 milhões faturados com a venda de 500 mil volumes, superando, segundo os organizadores, a Bienal do Rio.

Há cidades brasileiras que só vendo. A capital do Pará é uma delas. Além de ser uma das mais hospitaleiras do país, gosta de seu passado e é hoje um exemplo de como revitalizá-lo. Já escrevi e repito que a intervenção que o arquiteto Paulo Chaves fez no cais da cidade, transformando armazéns e galpões na monumental Estação das Docas, é uma obra que não deve nada à que foi realizada em Barcelona ou Nova York (o prefeito Eduardo Paes devia ir lá ver). Outro genial exemplo de reaproveitamento é o centro onde se realiza a Feira, o Hangar, um gigantesco espaço que antes, como diz o nome, servia de estacionamento para aviões.

E não fica nisso. Há roteiros culturais como o do núcleo Feliz Lusitânia e seu Museu de Arte Sacra, onde se encontram uma Pietá toda em madeira, o São Sebastião de cabelos ondulados e a famosa N. S. do Leite, com o seio esquerdo à mostra dando de mamar. Sem falar nos museus do Encontro e de Gemas do Pará, e numa ida a Icoaraci para ver as cerâmicas marajoara, tapajônica e rupestre.

Para quem gosta de experiências antropológicas, recomenda-se — além dos 48 sabores regionais, a maioria, do sorvete Cairu — uma manhã no mercado Ver-o-Peso, onde me delicio nas barracas de banhos de cheiro lendo os rótulos: “Pega não me larga”, “Amansa corno”, “Afasta espírito”, “Chora nos meus pés”. Com destaque para o patchuli, que a vendedora me diz ser o odor de Belém. Mas antes deve-se passar pela área dos peixes: douradas, sardas, tucunarés, enchovas, piranhas, tará-açus. “Esse aqui é o piramutaba”, vai me mostrando o nosso guia, o cronista Denis Cavalcanti; “aquele é o mapará, olha o tamanho desse filhote”.

Desta vez, o ponto alto da visita foi uma respeitável velhinha fazendo o comercial do Viagra Amazônico para mim e o Luis Fernando Verissimo: “O sr. dá três sem tirar, e depois ainda toca uma punhetinha”. Isso com a cara mais séria do mundo, sem qualquer malícia, como se estivesse receitando um remédio pra dor de cabeça. Só vendo.

Publicado no Jornal O Globo . Fonte: Radio do Moreno

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Brevíssima iconografia da crônica de Zuenir:
XIV FEIRA PAN-AMAZÔNICA DO LIVRO – ESCRITORES
ZUENIR VENTURA:

Zuenir na XIX FPL
Zuenir na XIV FPL

XIV FEIRA PAN-AMAZÔNICA DO LIVRO – ARTISTAS


A Pietà, do Museu da Arte Sacra:
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Pietà, Museu de Arte Sacra, Belém/PA foto Octavio Cardoso.

2- A Estação das Docas – projeto de Paulo Chaves.
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3- O Mercado Ver-o-Peso, onde Veríssimo e Zuenir receberam a receita. Não que precisassem, é claro:-)

mercado ver o peso

E, last but not least …. ele!

viagra natural
viagra natural (amazônico)

Com isso, estou *fazendo a minha parte*, viu Denise Rangel, e viu, só, Allan? :-)
(a) Viagra Natural
(b). No Facebook – Sustentabilidade.

Nota :

Devo este post ao jornalista Fernando Jares Martins que escreveu sobre o assunto, em seu ótimo blog “Pelas Ruas de Belém”..

PEDRO NAVA

SOBRE A AMIZADE

pedro nava

“Aparentar-se pelo coração é ser *AMIGO*.
É preciso dons inatos de solidariedade, bondade e compreensão, a que se juntam também o momento especial de superposição e coincidência de interesses, opiniões, princípios, regras, desregras – momento que pode ser fugaz ou transformar-se em duração da vida inteira.”

Pedro Nava (1903-1984) inBeira-mar

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Arte difícil e mágica. Mas tão fácil quando é espontanea.

Estou lendo ( ou tentando ler) – entre outras coisas – o sexto volume (Balão Cativo) da extensa auto biografia de Pedro Nava, uma das minhas mais caras admirações. Foi um profícuo memorialista.  Vida muito rica, fascinante e intensa,  como pode ser observada aqui.

Mas no fundo,  foi uma sacada muito bem feita da professora  Monique Le Moing, que ao escrever seu livro de Doutorado sobre o médico e poeta mineiro, deu-lhe o título de “Solidão povoada”.

Melhor título não seria mais apropriado.

Chapeau, M. Claude Chabrol!

chabrol, o (outro) que amava as mulheres

“Sempre filmei não importa o quê, mas nunca não importa como

Claude Chabrol

Éric Rohmer, em janeiro . Agora, Claude Chabrol, nascido em 24 de junho 1930 e saído de cena em 12 de setembro de 2010. Longa vida a Godard!
Fico meio constrangida ao escrever este post sobre Claude Chabrol, reconhecidamente um mestre ( Hitchcock disse certa vez que gostaria de ter feito o “Le Boucher/”O açougueiro) filme que Chabrol dirigiu em 1970. Puxa… se fosse comigo eu não falava mais com ninguém. Acrescente-se a isso o fato de que Chabrol foi diretor, ator, realizador, produtor, roteirista, adaptador, (dialoguista) , cenarista, cenógrafo, jornalista, crítico de cinema da mítica revista Cahiers du Cinéma -entre 1952 e 1957 – e tudo o que decorreu dessa aventura, enfim, jogou nas onze, bateu escanteio e cabeceou.
Devo confessar que, primeiro, fui ao blog do Milton Ribeiro, pois ele sempre faz   e muito bem) essas homenagens do tipo necrológio, ou se preferirem, o elogio fúnebre dos escritores, cineastas, compositores de música erudita. Basta dizer que o melhor que já li, no gênero, entre tantos, foi seu tributo a Robert Wise.
Não encontrei nada, daí que resolvi escrever alguma coisa a respeito de um dos meus cineastas preferidos, verdadeiramente um mestre , no sentido rigoroso do termo – mas muito se escreveu sobre ele, sua morte e, principalmente, sua biografia, de modo que falar a respeito resulta em insossa repetição de tudo o que está aí, basta olhar o Google.
Assim sendo, vou dizer algumas coisas muito particulares de minha experiência pessoal de fã. Que é um risco. Assim sendo, peço a todos: read at your own peril:

Dono de uma filmografia vastíssima e com vários núcleos de interesse ou temática – podemos citar, pelo menos três, cruzando-se uns com os outros: (1) os de crítica ferrenha (embora, com ironia e humor, muitas vezes) às contradições de uma burguesia provinciana, que ele bem conheceu quando viveu grande parte de sua adolescência, no interior da França e que lhe permitiu retratar um painel dessa classe, uma espécie do que Balzac realizou em muitíssimo maior escala, na literatura, 2) os chamados polar,(misto de policial com noir) em que Chabrol mostra toda a sua excelência, não fosse ele, admirador entusiasmado de Hitchcock. São filmes com mistério e suspense, não raro assassinatos e adultério, triângulos mistos. E neles, a ilocução proveniente das câmeras são tão expressivas – às vezes, mais – quanto a dos personagens, a câmera, em seus planos, travellings, resultado do olhar do diretor.  E finalmente (mas não só) o que justifica a legenda da foto: a exemplo de Truffaut, a questão das mulheres, os assuntos de mulheres. Pertencentes a todas as classes, mas retratadas com distanciamento e rigor, em seus comportamentos, faux-semblants, hábitos, segredos, vistas também com ironia e  um certo tipo de humor cáustico. Chabrol é dono de um incrível senso de humor.
Não coloco exemplos que ilustrem as temáticas, primeiro porque eu não saberia fazer isso, os filmes de Chabrol são um desafio a classificação. E depois porque como já disse, as temáticas se entrecruzam.
Também é preciso dizer que a carreira de Chabrol é brilhante e irregular, mas mesmo nos períodos de filmes mais comerciais, a sua marca, o que faz dele um mestre do mis-em-scene, se destaca em todos eles.
E. como diz a legenda da foto acima, Chabrol dirigiu e tratou de temas que envolvia e sublinhava questões femininas, e sua carreira é também marcad pelo perído de suas musas; Stéphane Audran, sua segunda esposa, e a grande ligação cinematográfica que ele teve com Isabelle Huppert, só para citar duas entre elas..

Mais vale, então, mostar os filmes que eu vi, os que mais amo, e aqueles que eu sinto muito por não ter visto, uma vez que da extensa, prolífica produção do mestre, muito, mas muito pouco ‘passou’ no Brasil. E a maior parte destes,foi vista por privilegiados, em mostras especiais, ou raras e felizes sessões em cineclubes. Ah! sim, e na Tv a cabo, . Eu, por ex,. vi muitos deles em Mostras do canal Eurochannel, que já foi muito bom, acreditem.

Voilà:
1- La Céremonie, 1995 – com o infame título em português, Mulheres diabólicas.-Primeiro filme que vi. Fiquei boba Emoção. Aturdimento.
2- Le boucher/O açogueiro, 1969 – para quase todos, o ponto mais alto da filmografia de Chabrol.

3- Un affair des femmes/Um assunto de mulheres,1988 – Aqui Isabelle Huppert está magistral.

4- Les biches/As corças, 1968 -Stephanie Audran , esposa e musa do cineasta, brilha ao lado de  J.acqueline Sassard
5- La rupture/Trágica separação, 1970
6- Une femme coupée em deux/Uma garota dividida em dois,2007 – Belo filme, com a lindíssima Ludivine Sagnier.
7- La femme infidèle/A mulher infiel, 1969

Eis aí, minha relação, mas não significa que sejam os melhores filmes. Para mim, são. E são os filmes que consegui ver. Nunca vi Mme. Bovary, adaptação de Chabrol para o romance de Flaubert. Mas dizem que livro e filme se afastam bastante. Acredito. Afinal,, a camera de Chabrol *contava* uma história. Outra história, com produção de muitos e novos sentidos.  Afinal ele era o metteur en scene, por excelência.Mas vou  sempre querer ver os outros.

Bem, agora,  torço para que, se quiserem – e eu quero muito –, cada um de vocês acrescente ou retire filmes que sejam seus favoritos.  Ou que não gostarem, claro. (Grande parte dos filmes famosos de Chabrol, podem ser vistos no YouTube).

Quanto a mim, só resta dizer: Chapeau bas, maitre Chabrol!


Presente da Academia – tesouros da Warner

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De 16 de setembro até 12 de dezembro, a Academy of Motion Pictures Arts and Science (que equivale dizer o OSCAR©
mas não só) estará promovendo uma exposição de fotos que inclui, entre outros, Judy Garland, Humphrey Bogart, James Cagney, Bette Davis, Joan Crawford, Errol Flynn, Olivia de Havilland, Audrey Hepburn, Elizabeth Taylor, Marlon Brando, Natalie Wood, Warren Beatty, Vivien Leigh, Steve McQueen, Paul Newman, Barbra Streisand, Robert Redford, Jane Fonda, Keanu Reeves, Brad Pitt, Denzel Washington, Heath Ledger, e a turma do “Harry Potter” . Ou seja, quase tudo do que quase todos… adoram.
Fotografias raríssimas da minha querida Marilyn Monroe e outras idem, de James Dean tanto nos filmes quanto as que ele mesmo tirou quando estava começando uma carreira paralela de fotógrafo.
Oitenta e cinco anos de produção da Warner Brothers que podem ser vistas por todos. E o que é melhor, grátis. Basta estar em Hollywood, for sure.

Você pode conferir aqui:

Na foto acima, Arthur Edeson registra a famosa cena do adeus, no aeroporto. Bogart e Bergman.

via Hollywoodianas