SR10 – Y así pasan los dias! (updated)

Sim, sim,  eu já sei, já se passaram 10 anos,  os 10 anos também se passaram, grandes coisas fazer dez anos de internet, e quem vive de passado é museu, OK, eu sei disso mas quero, como agradecimento a essas pessoas e às coisas tão lindas  e tão queridas que disseram ,  dividir lembranças. Apenas duas belas lembranças.

1– Assim eram as nossas primeiras páginas: (clique e se não abrir, não vamos nos ‘descorçoar’ (hahah!é assim, Isa?) persevere, em algum momento a Webarchive: Wayback Machine  libera).
a)Sub Rosa em setembro  de 2001  –

b)Sub Rosa em outubro de 2001

2– E, por fim, aqui uma entrevista ao jornal O Globo– à época  CadernoInfoETC – em fevereiro de 2002. A jornalista é (a também então blogueira) Elis Monteiro.

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EM – Nome, idade (se quiser), onde mora e profissão.
Meg – Maria Elisa Guimarães, Meg para os amigos, já passei dos 40 ;  -) moro no Rio de Janeiro, (nasci em Belém do Pará) ; sou professora de Filosofia, e faço  Crítica Literária.

EM – a)Endereço do blog e uma pequena descrição dele (sobre quais assuntos costuma escrever mais). b)Qual ferramenta de edição usa e há quanto tempo fez o blog. c) Como classificaria o seu? Humor, entretenimento, poesia, etc?
Meg – O Sub Rosa, em sua origem foi no Blogger com este endereço: http://flabbergasted.blogspot.com ) . Não há como descrever um blog, Coloco nele tudo que desperta minha admiração, o que me deixa entusiasmada, o que me tira o fôlego. Me interesso por tudo, tenho um apetite insaciável pelo mundo. Tenho espírito de filósofo, mesmo. E a Filosofia se interessa por absolutamente tudo: não há limites.

b)Não uso nenhuma ferramenta de edição especial como Dreamweaver, Front Page etc, porque sou de uma magnífica burrice cibernética, o que já me fez decidir doar o meu cérebro pra quem possa estudar isso:  -). O João Ubaldo Ribeiro vai doar o dele para a NASA, acho que farei o mesmo. Hohoho. Daí que usava o próprio Editor do Blogger . Agora uso o Grey Matter, que é o programa de um cara muito bacana o Noah Grey http://www.noahgrey.com (adoro o blog dele).

Fiz vários blogs e alguns eu até perdi o endereço (fui influenciada pela Fernanda Guimarães Rosa que tem o pioneiro The Chatterbox). Mas só comecei pra valer, no final de agosto de 2001, vivi um pouquinho a fase do “Antes do 11 de Setembro.”
Classifico o meu SubRosa como sendo de uma generalidade irritante. Tento dizer que corresponde à chamada clínica geral, afinal dá pra escolher o que escrever, se a gente se interessa por tudo? Mas posso dizer duas coisas das quais trato poucamente ou nadamente: -) Filosofia e Sexo : -).

EM – Número de visitas (se tiver contador). Se não tiver, pode ter uma noção da repercussão de seu blog junto à comunidade “blogueira”?
Meg – Tenho vários contadores. Sabe o que acho? Que ao final do dia contar quantas pessoas vieram, equivale a uma firma ou loja que contasse a féria do dia, hahaha…
Agora falando sério, é através dos contadores que você sabe quem lhe visitou, e principalmente você conhece blogs que estão surgindo. (Visitar é bem melhor do que escrever um comentário, Ei, visite meu blog:- (. É mais inteligente, também)
Mas é preciso ter cuidado com os números: tem que saber que os AMIGOS vão várias vezes por dia. Alguns contadores registram como visita as suas próprias entradas (tenho um que me diz quando entrei) E acho que o número de visitas que tenho é modestíssimo.
Soube que há blogs com mais de 500 visitantes por dia e outros que recebem até 5.000 : D . Ao saber disso é que vi que não tenho a menor importância na comunidade blogueira, mas tenho – se tiver – entre os amigos.

EM – Você já conheceu pessoas devido a seu blog? Fez amigos?
Meg – Oh yessss. Você quer dizer pessoalmente, não é? Sim, conheço vários blogueiros, já recebi vários em minha casa, e principalmente, já hospedei uma blogueira famosa em minha casa. Foram dias maravilhosos de fevereiro deste ano. A Aninha [Ana Maria Gonçalves, blogueira, escritora, autora de “Defeito de Cor”) do Udigrudi. E essas pessoas são amigas sim, e que não relaciono mais com o blog. Elas transcendem esse fato.
Algumas outras falam comigo pelo telefone. E outras pessoas, ainda, eu já conhecia antes, ou conhecia alguém da família. Laura Rónai, queridíssima amiga do Mostly Music – eu já a conhecia como a brilhante música que é, agora, ela  faz parte da minha vida.

EM – A que horas costuma “blogar”? Por quê?
Meg – A qualquer hora. Estou sempre no ar ; -) Costumo blogar mais à noite (insônia), mas também blogo de dia. Agora, sou muito lenta para fazer posts. Levo horas. E algumas vezes refaço.

EM – Como são os seus hábitos diários e como o blog se insere neles (se trabalha, a que horas escreve, se tem filhos, como concilia todas essas coisas). Vê o blog como lazer?
Meg – Querida, o próprio blog foi uma mudança de hábito ; -) Tiro muita coisa do meu trabalho para colocar no blog. Não tenho filhos, queria tê-los:- )
Decididamente o Sub Rosa não é lazer, embora me dê muito prazer (angústias também)

EM – Sua família conhece seu blog? Como eles vêem o fato?
Meg – Sou uma celebridade pra eles..hahaha. Sabe como é, não é?;  -)

EM – Qual foi o motivo que te levou a “blogar”? Informar as pessoas, se conhecer um pouco mais, escrever alguma coisa que não tinha onde publicar?
Meg – Às vezes me sinto como num trabalho voluntário ; -).
O que me levou a blogar, sempre escrevo isso, foi a dor causada por duas doenças graves,  entre elas, uma  severíssima depressão… Foi terrível. Uma amiga de Lista de Discussão, me disse que eu me desse um presente. Algo de que eu gostasse muito. Eu adoro viajar e escrever…Viagem não podia, naquele momento,  então…
Dois dias depois eu fiz o blog Sub Rosa (que é uma expressão latina de origem egípcia, mas que todo mundo pensa que é modéstia minha [que sou uma rosa “sub”:  -) . Logo não é papo furado quando eu digo que escrevo para mim.
Hoje estou melhor, convivo com as oscilações da saúde., e o blog se tornou uma parte importante da minha Vida.
Claro que o movimento e a experiência weblog fazem parte de uma das maiores revoluções acontecidas dentro da revolução Internet. Foi uma ‘recuperação da subjetividade’; o que filósofos como Baudrillard, por exemplo, tanto condenaram na Internet: fragmentação do sujeito e desaparecimento da alteridade. O blog é a maior das vertigens da subjetividade.
E claro o blog foi um canal para que se escrevesse sem o rigor exigido pelas publicações,acadêmicas ou não; e com autonomia para se escrever sobre o que se quisesse e gostasse. Onde mais? ;  – ))

EM – Vc vê o blog como uma espécie de hobby?
Meg – Aaaah, não! De jeito nenhum: hobby é coisa pra madame, pra perua , né não?
Eu sou profissional ; – )) Blog, de um modo geral, é algo que é importante pra mim.Também sou observadora e analiso esse fenômeno.

EM – Qual é a relação que vc mantém com seu blog e com os visitantes? Costuma responder os emails que eles mandam? Como costumam ser esses emails? Agradáveis, críticos?
Meg – O blog é minha forma preferencial de me comunicar com as pessoas (essa é uma necessidade inerente ao ser humano, não é?). Então, é isso: o blog tornou-se uma parte importante da minha forma de vida, atualmente. Não é tudo, mas modificou muito a minha vida. E com os visitantes eu partilho as coisas que gosto, as que não gosto e só de saber que existe quem leia já é ótimo. Elas conferem a alteridade ao que expresso. Amo e respeito cada um que escreve para mim, por causa do blog. Só existe eu porque existe o OUTRO, não é? Adoro que comentem, me entristece ver um post sem comment. Mas, sou de opinião que só se deve comentar como uma solicitação do assunto do post. Não o comentário burocrático, como forma de cordialidade. É como dizia sabiamente o Paulo Francis: “Gosto que as pessoas me leiam e saibam o que acho das coisas. É uma forma de existir”.
Agora quanto a e-mails eu adoro. Pinta de tudo:-) E muitas vezes os críticos são extremamente agradáveis. Devo a muitos visitantes que me escrevem, novos pontos de vista sobre assuntos que abordo, principalmente quando eles questionam e são gentis a ponto de me escreverem ou comentarem, apontando um engano.
Muito legal ter perguntado isso, pois é um novo tópico a respeito dos blogs que talvez muitos não tenham se dado conta. Eu tento responder a todos, mas isso demanda tempo e muita gente não entende a demora:
EU NÃO TENHO ASSESSORIA DE IMPRENSA !! ;  – )).
Por outro lado, antes éramos uma rua de blogs. E costumávamos visitar todos os nossos conhecidos, e comentar praticamente todos os posts. Agora, não, querida. Surgiram milhões de blogs,  somos uma cidade de blogs e não damos conta de retribuir todas as visitas, e na verdade, hoje eu deixo de visitar os blogs que adoro para visitar os novos, os que estão chegando. E sinto muito que as pessoas a quem eu passo dias sem visitar, tomem isso como uma forma de desamor. Não é!.

EM – Você acredita que o blog seja capaz de fazer uma rede (ring) de amigos? Já percebeu isso?
Meg – Como assim, Bial??? ;  – ) Não sei se entendi sua pergunta. Rede de amigos? ou ring de blogs amigos? Se for isso , obviamente que sim. Se a Afrodite, a Aninha ou a Joyce visitam e descobrem algum blog interessante, pode crer que isso é uma referência, e eu vou lá. A Cora é a blogueira que mais faz isso. (Aliás se tenho alguma notoriedade, devo à Zel, à Cora e só depois a mim mesma; -)] A Cora tem um papel de difusora, de reunir em torno de si, os mais diferentes tipos de blogueiros, e de nos indicar blogs que por nós mesmos demoraríamos muito a saber deles. As opiniões dela são importantíssimas também, e fico feliz se minhas opiniões coincidem com as dela.
Agora, se for uma rede de amigos, pessoas que se conhecem e que blogam…etc.. eu também percebo isso e cito como exemplo, os glo-blogueiros: os blogueiros jornalistas d’ O GLOBO. Como você, Elis, a Joana, querida, e todo o grande elenco.

EM – O que vc acha essencial que os blogs tenham?
Meg – Links querida, links. Os blogs são a expressão da vontade de seus donos. Mas se não houver links não é blog. É qualquer outra coisa menos blog. Acho que o grande diferencial do blog, é que ele oferece um enriquecimento à parte, para quem o visita. Um blog não pode se esgotar em si mesmo. Ele deve oferecer caminhos, deve permitir que o leitor saia dele com mãos (mentes) cheias, o blogueiro deve mostrar os caminhos que percorreu e oferecer esse caminho de links, URLs, para que o leitor  possa ver o que o blogueiro não viu, possa ir mais além.Aprendi isso com o  o Hernani Dimantas  (Por que linkar outros blogs?). Linkar bem é tudo!

EM – Você tem o hábito de visitar blogs de outras pessoas? Quais considera os melhores?
Meg – Uhuuu! Ia ter muita graça alguém fazer blog e não visitar outros…
Visito todos que eu posso , todos que conheço, até os de  que eu não gosto ;- )
Os melhores? Todos os que estão na minha Lista de favoritos, (mesmo os que estão extintos. Uma lista é um statement) e os que ainda vão estar. Como já disse, no momento estou preocupada com os que estão chegando agora.

EM – Você tem medo ou vergonha de se expor através do blog? Ou gosta disso?
Meg – Querida, sabe o que acho? Não são as pessoas que se expõem nos blogs. São os blogs que expõem seus autores. O blog, em sua continuidade, ‘denuncia’ quem somos. E depois, não controlamos o nosso índice de exposição. E finalmente, não há como fazer auditoria da auto-exposição.
Quando eu digo expor-se, não me refiro apenas aos blogs confessionais, o blog é um ótimo índice de como somos realmente. Livro aberto pra quem souber ler. Principalmente nos Arquivos.

EM – Você usa uma espécie de sistema de comentários, como o Yaccs? O que acha da importância da interatividade nos blogs?
Meg – Sim, e interatividade é importantísima, e faz parte da essência do blog, quer se use ou não ferramenta de comentários. Quem não usa comentários, usa Livro de visitas, ou coloca o email bem visível para o contato.
E entre as mais importantes significações da interatividade está o fato de que os visitantes são ou se tornam co-blogueiros. Escrever um blog é uma tarefa que não se faz sozinho. Vira um trabalho coletivo. Quer no fato de que as pessoas que nos lêem seguem indicações e chegam a outros destinos, vão em frente, como também, suas críticas, seus questionamentos, os que apontam erros nossos, contribuem expressivamente para se saber a quantas se anda. Mais importante que o contador.
Um outro tipo de interatividade é a de visitantes que escrevem indicando links, mandando fotos, imagens; isso acontece comigo e fico felicíssima. Eles nos estimulam. Com alguns chega-se a estabelecer uma discussão, por e-mail, que às vezes me faz atrasar na atualização do blog.
Do mesmo modo, o que chamo de  ‘patrocínio cultural’: posts inteiros que são levados pelos leitores – uhuuu, isso é maravilhoso.
Acho que blog é uma experiência conjunta de se viver melhor. Da prática da partilha, a negação da propriedade absoluta. Exercício de esforços do afeto.

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Confesso que  hoje, com a proporção que essa ferramenta  ganhou,  fico pensando: ainda que se pudesse prever era muito difícil ter consciência do que realmente isso iria significar. Sempre achei dificílima a seção de futurologia. Gosto mais mesmo é de passadologia, é mais certeira. Indesmentível, não dá pra contar vantagem. É isso, e vou falar o menos possível. Nada. *pisc.

ZUENIR, VERÍSSIMO e(m) BELÉM -Só Vendo.

Entre os dias 25 de agosto e 5 de setembro, realizou-se em Belém, a XIV  FEIRA PAN-AMAZÔNICA DO LIVRO . O mundo inteiro e  mais algumas  pessoas frequentaram o local (HANGAR, centro de convenções) durante esses dias, como podem ver no link.
O jornalista e escritor Zuenir Ventura, o escritor e colunista Luis Fernando Veríssimo, entre muitos outros, estiveram aqui como conferencistas e participantes em debates . No dia 8, de setembro, já de volta ao Rio Janeiro, mestre Zuenir escreveu no jornal O Globo esta crônica. Muito a contragosto, deixo de fazer qualquer comentário. Eu e meus adjetivos saímos de cena.( Afinal, como diria Noel Rosa: a Vila não quer abafar ninguém…)

ZUENIR VENTURA

SÓ VENDO

Acostumados com o clichê preconceituoso que acredita não haver vida inteligente fora do eixo Rio-São Paulo, nos surpreendemos quando encontramos alguma atividade cultural em cidades do chamado “interior” — o “centro” somos nós, claro. Por exemplo: onde é possível reunir cerca de 650 mil pessoas, um terço dos moradores, para tratar de um assunto meio fora de moda, a leitura? Pois acabo de ver o fenômeno em Belém, na XIV Feira Pan-Amazônica do Livro, um dos três principais eventos do gênero no Brasil, este ano dedicada à África de fala portuguesa. Houve shows com Gilberto Gil, Lenine, Emílio Santiago, Luiza Possi, mas o destaque foram os R$30 milhões faturados com a venda de 500 mil volumes, superando, segundo os organizadores, a Bienal do Rio.

Há cidades brasileiras que só vendo. A capital do Pará é uma delas. Além de ser uma das mais hospitaleiras do país, gosta de seu passado e é hoje um exemplo de como revitalizá-lo. Já escrevi e repito que a intervenção que o arquiteto Paulo Chaves fez no cais da cidade, transformando armazéns e galpões na monumental Estação das Docas, é uma obra que não deve nada à que foi realizada em Barcelona ou Nova York (o prefeito Eduardo Paes devia ir lá ver). Outro genial exemplo de reaproveitamento é o centro onde se realiza a Feira, o Hangar, um gigantesco espaço que antes, como diz o nome, servia de estacionamento para aviões.

E não fica nisso. Há roteiros culturais como o do núcleo Feliz Lusitânia e seu Museu de Arte Sacra, onde se encontram uma Pietá toda em madeira, o São Sebastião de cabelos ondulados e a famosa N. S. do Leite, com o seio esquerdo à mostra dando de mamar. Sem falar nos museus do Encontro e de Gemas do Pará, e numa ida a Icoaraci para ver as cerâmicas marajoara, tapajônica e rupestre.

Para quem gosta de experiências antropológicas, recomenda-se — além dos 48 sabores regionais, a maioria, do sorvete Cairu — uma manhã no mercado Ver-o-Peso, onde me delicio nas barracas de banhos de cheiro lendo os rótulos: “Pega não me larga”, “Amansa corno”, “Afasta espírito”, “Chora nos meus pés”. Com destaque para o patchuli, que a vendedora me diz ser o odor de Belém. Mas antes deve-se passar pela área dos peixes: douradas, sardas, tucunarés, enchovas, piranhas, tará-açus. “Esse aqui é o piramutaba”, vai me mostrando o nosso guia, o cronista Denis Cavalcanti; “aquele é o mapará, olha o tamanho desse filhote”.

Desta vez, o ponto alto da visita foi uma respeitável velhinha fazendo o comercial do Viagra Amazônico para mim e o Luis Fernando Verissimo: “O sr. dá três sem tirar, e depois ainda toca uma punhetinha”. Isso com a cara mais séria do mundo, sem qualquer malícia, como se estivesse receitando um remédio pra dor de cabeça. Só vendo.

Publicado no Jornal O Globo . Fonte: Radio do Moreno

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Brevíssima iconografia da crônica de Zuenir:
XIV FEIRA PAN-AMAZÔNICA DO LIVRO – ESCRITORES
ZUENIR VENTURA:

Zuenir na XIX FPL
Zuenir na XIV FPL

XIV FEIRA PAN-AMAZÔNICA DO LIVRO – ARTISTAS


A Pietà, do Museu da Arte Sacra:
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Pietà, Museu de Arte Sacra, Belém/PA foto Octavio Cardoso.

2- A Estação das Docas – projeto de Paulo Chaves.
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3- O Mercado Ver-o-Peso, onde Veríssimo e Zuenir receberam a receita. Não que precisassem, é claro:-)

mercado ver o peso

E, last but not least …. ele!

viagra natural
viagra natural (amazônico)

Com isso, estou *fazendo a minha parte*, viu Denise Rangel, e viu, só, Allan? :-)
(a) Viagra Natural
(b). No Facebook – Sustentabilidade.

Nota :

Devo este post ao jornalista Fernando Jares Martins que escreveu sobre o assunto, em seu ótimo blog “Pelas Ruas de Belém”..

Estibordo ou bombordo?

Eu sempre tive medo que alguém me perguntasse a diferença entre essas duas horrorosas palavras. Bom, ninguém me perguntou eu continuo não sabendo, mas achei o título legal para anunciar que o Lord Almirante Nelson voltou, isto é, voltou com seu blog – em novo endereço e com um belo visu – Ao Mirante!

Agora sim, está feita festa. Alegria, era o que faltava… (como diz o lindo samba de Cartola)…

O objetivo deste post – para que eu me faça entender – é somente avisar aos meus dois ou tres gentis leitores que, porventura,não conheçam o endereço novo. Imagina se eu, mesmo com atraso -ia deixar de dizer.

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P.S. {spqg]  Jimmy Fallon  arrasando no Emmy. :-)

Pérola!

Ollha só:

“Eu comprei um sutiã tudo de bom, arribagarotos, com capinha durinha pra não aparecer os beecos. Quando comprei ele não cabia, ficou meses me esperando, e finalmente tá dygno. Tudo isso, todo esse empenho, praGui pegar o sutiã hoje de manhã, pedir pra amarrar no próprio peito e dizerque tava fantasiada de ORANGOTANGO. E ainda pra bater no peito e urrar e tudo. Nhé. Ser mãe é abdicar da dignidade.”

Eu não podia deixar de dividir com vocês essa pérola phyna. Quando vou ler o blog dela, ela nunca me decepciona.

A Tati é que é!  Quer mais? Bem, ela  é minha amiga no Facebook (thank goodness) , e escreve  posts bárbaros, aqui, no Perolada.

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Ah! eu também estou atrasada nas respostas aos mil e sete comentários que meus queridos me deixaram.  Juro que logo estou estou voltando pra responder.

Tiau!

Idelber Avelar

Para nossa alegria e para o bem de nossa vontade de sempre aprender, *ele* está de volta: ontem foi o aviso de reinauguração. Hoje, a maestria de sempre;  como ele mesmo diz a segunda reencarnação (?).

Seja muito (re) bem vindo, querido, mas como  já lhe disse, embora pesadamente político, desde quando música, literatura, cultura e …filosofia não são pesadamente políticos? Para qualquer extremo do compasso:-).

FIONA APPLE

Deixo hoje, para um domingo mais feliz, esta música – Why  try  to change me now,  do outstanding  Cy Coleman, que adoro.

Divido com todos e dedico a meu good friend and noble Lord Broken-Pottery, cujo gosto musical quase sempre coincide com os meus. Espero que esta também coincida, com Fiona Apple.

Boa semana a todos!

Sub rosa: Axiomas

Agora em meu retorno, após quase um ano no estaleiro, me vem uma sensação em que creio que não tenho mais ou quase não tenho mais nada a dizer em blog. Os blogs agora parecem fora de moda, depassés, exceto os de política ou os corporativos.
Isso merece um post: *para que serve um blog, after all?*(***)
Vejo uma quantidade imensa de blogs que eram meus favoritos e que ao se chegar lá há uma mensagem : “aberto exclusivamente a leitores convidados”, beijomeliga. Pfui! Triste! afinal o que  eu posso fazer pra ser convidada? Eles nem vão saber que eu fui lá:-( . Lembro  o  grande Groucho Marx:  “Não entro pra clube que me aceita como sócio”…
Então, fico chupando o dedo, imaginando que meu tempo (o tempo do blog) passou. É como diz na missa: ‘felizes os convidados par a ceia do Senhor’.
Volto cabisbaixa. E vou me queixar à Magaly que tem uma percepção muito correta do que acontece e do que deixa de acontecer:-)
Insisto, porém – já que estou alegre e cheia de vida (e cheia de amor pra dar, hoho) – pelo menos por algum tempo, nos meus poemas, nas minhas rosas e fico com a leve impressão de quando eu deixar de fazer o Sub Rosa, já vou tarde, como diria o Chico, na canção.
Me voilà:

AXIOMAS
Orides FontelaSempre é melhor
saber
que não saber

Sempre é melhor
sofrer
que não sofrer

Sempre é melhor
desfazer
que tecer

Sem mão
não acorda
a pedra

sem língua
não ascende
o canto

sem olho
não existe
o sol .

Orides Fontela (São Paulo, 1940- 1998)
P.S. Não deixem de ler o artigo do também Poeta Donizete Galvão no mesmo site.
Infelizmente, esgotadíssimo, a Livraria Duas Cidades editou a obra completa de Orides, na admirável coleção “Claro Enigma”

****
That is it.

***Em tempo, ainda em tempo:
Fui visitar o querido  Lord Broken Pottery e lhes digo, esqueçam tudo o que eu disse acima. Vim de lá a tal ponto tocada que  só posso, sem palavras, recomendar que leiam aqui:

Maria Guimaraes Sampaio

e aqui:

Alguém escreveu

Toques de encantarias. Alumbramento.