Idelber Avelar

Para nossa alegria e para o bem de nossa vontade de sempre aprender, *ele* está de volta: ontem foi o aviso de reinauguração. Hoje, a maestria de sempre;  como ele mesmo diz a segunda reencarnação (?).

Seja muito (re) bem vindo, querido, mas como  já lhe disse, embora pesadamente político, desde quando música, literatura, cultura e …filosofia não são pesadamente políticos? Para qualquer extremo do compasso:-).

Čápová e Rossi

Hana ČÁPOVÁ - Renesančni sonety I
Hana ČÁPOVÁ. Renesancní sonety I. 1991, 13 x 19 cm
Clique na imagem: a vida melhora instantaneamente

Cristina Peri Rossi: nasceu em Montevideo, Uruguai, em 12 de novembro de 1941. É a primeira mulher a ganhar o Prêmio Internacional de Poesia Fundação Loewe, em sua XXI edição, com o livro “Play Station”.

R.I.P.

Ese amor murió
sucumbió
está muerto
aniquilado       fenecido
finiquitado
occiso             perecido
obliterado
muerto
sepultado
entonces,
…………………¿porqué late todavía?

“Inmovilidad de los barcos” 1997

Sub Rosa

ORACIÓN

Líbranos, Señor,
de encontrarnos
años después,
con nuestros grandes amores.

“Inmovilidad de los barcos” 1997

Sub Rosa

LAS PALABRAS SON ESPECTROS

Las palabras son espectros
piedras abracadabras
que saltan los sellos
de la memoria antigua

Y los poetas celebran la fiesta
del lenguaje
bajo el peso de la invocación

Los poetas inflaman las hogueras
que iluminan los rostros eternos
de los viejos ídolos

Cuando los sellos saltan
el hombre descubre
la huella de sus antepasados

El futuro es la sombra del pasado
en los rojos rescoldos de un fuego
venido de lejos,
no se sabe de dónde.

“Babel bárbara” 1991

Sub Rosa

DISTANCIA JUSTA

En el amor, y en el boxeo
todo es cuestión de distancia
Si te acercas demasiado me excito
me asusto
me obnubilo          digo tonterías
me echo a temblar
pero si estás lejos
sufro entristezco
me desvelo
y escribo poemas.

“Otra vez eros” 1994

Sub Rosa

DEDICATORIA

La literatura nos separó: todo lo que supe de ti
lo aprendí en los libros
y a lo que faltaba,
yo le puse palabras.

“Evohé” 1971

Sub Rosa

Seu blog: El poema de la semana
Web Oficial: Cristina Peri Rossi
Notícia sobre o prêmio
Mais poemas

Sub Rosa

Eu volto ;-)

PAINTING & MUSIC – CROSSOVER: Robert Black, Ige D’Aquino, Cláudio Boczon

Absolutamente imperdível:

Performance no Conservatório e no site USTREAM.tv

Performance no Conservatório de Tatuí e no site USTREAM.tv

Ai de quem não assistir!;-) Eu estou de olho em vocês!;-)
Eles são a vanguarda da vanguarda, the cream of the crop da artes.
No site da USTREAM – (AQUI) você se “matricula”;-) e faz login para assistir, certo?

Olhem só:
O contrabaixista (double bass) americano Robert Black e o famoso e reconhecido artista plástico brasileiro Ige D´Aquino fazem performance inédita no Brasil:

Música e pintura, duas importantes vertentes da arte, executadas simultaneamente num mesmo palco.

Com essa proposta inovadora, o contrabaixista americano Robert Black e o artista plástico brasileiro Ige D´Aquino apresentam-se no teatro “Procópio Ferreira”, do Conservatório de Tatuí, a 130km de São Paulo, no dia 26 de julho a partir das 20h30.
A performance de música e pintura, denominada “Painting Music – Crossover Performance Multimidia”, já foi executada na Europa e Estados Unidos e promete surpreender os espectadores.
Também participará da performance o artista plástico curitibano Claudio Boczon. (o bonitão de óculos) :-)
A ação também será realizada nas cidades de Itu e Campinas, também no interior de São Paulo.
Em “Painting Music”, artistas que dominam diferentes linguagens da arte contemporânea fazem apresentação única. Enquanto Robert Black executa música atonal em seu contrabaixo acústico, o artista plástico Ige D’Aquino pinta sobre telas amplificadas (microfones minúsculos são fixados atrás das telas) – há, ainda, envolvimento de Claudio Boczon conectado à tela, com sintetizador que constrói uma base musical para o artista plástico e o contrabaixista trabalharem.
Segundo Ige D´Aquino, um artista sofre a interação com o outro, resultando numa catarse: o músico utiliza pedais eletrificados para prolongar a sonoridade de seu baixo com o arco enquanto o pintor utiliza-se dos pincéis e espátulas sobre as telas indicando uma percussão na tentativa de acompanhar o músico.
“Ao término da performance, Robert Black e Claudio Boczon interferem na tela com seus cabelos pintados ou ‘chicoteando’ as telas com o arco ou arremessando o corpo contra as telas ou… como foi dito, é improviso, tampouco os artistas sabem o resultado final”, afirma Ige D´Aquino.
A parceria de D´Aquino e Black já completa 10 anos de atividades no Brasil e no mundo. A participação do artista Claudio Boczon – o bonitão de óculos, é novidade e deverá enriquecer a performance.
A apresentação tem apoio cultural da Sabesp. A criação coletiva, ao vivo, resultará numa obra de arte que será doada ao Conservatório de Tatuí.
RESSALTE-SE que em Tatuí a iniciativa terá caráter filantrópico: os 437 ingressos disponíveis serão trocados por alimentos não-perecíveis que, posteriormente, serão doados ao Fundo Social de Solidariedade.
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Clique em ” more” que você terá uma mini-bio de cada um dos três artistas que nos privilegiam com sua performance, OK?

Leia mais deste post

GRAMATOLOGIA; Livro de Artista; livro-objeto; e, incidentalmente, elogios críticos

amir_britto_cador

Este é um post in progress, como quase todos os que faço. Sei exatamente o que quero fazer, mas também sei que envolve muita coisa por acréscimo, que pode ou deve ser dita ou não: como a questão de vivermos numa sociedade em que as pessoas lidamos mal ou *NÃO* sabemos ser elogiadas. Em conversas com amigos, professores, críticos ou não, chego mesmo a dizer que ao receber uma “constatação elogiosa” sentimo-nos como desnudadas, expostas ao frio. O insulto parece ser muito mais bem recebido ou pelo menos recebido de modo menos desconfortável do que *a enunciação de algo agradável* a respeito da criação, obra ou objeto da autoria de alguém. E é fácil explicar isso: ao insulto sabemos como revidar. Ou falando ou desqualificando quem fala. Paradoxalmente – e aí reside o melhor da reflexão – esta mesma sociedade é aquela que não aceita críticas. Nem poucos encômios. Leia mais deste post