Ela voltou. (Updated)

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É da essência do ser humano ser relativo aos outros, mesmo que se esqueça isso muitas vezes. Consciências anestesiadas não sentem.  Sensibilidades distorcidas não identificam as relações.  Reconheço: a cada dia fica mais fácil perdermos as referências, tanto as maiores (Tempo e História) quanto as mais sutis.  E fica mais difícil identificarmo-nos com com quem as representa.

Claro que me incluo nisso, tanto que às vezes penso que somos treinados para fazer do cotidiano algo cego (sob pena de sermos taxados de idealistas, românticos,  conservadores, reacionários etc. ) ou , o que é bem pior, a praticar o afeto e a ação  imediatistas.

Mudando o tom cinzento, eu queria só dizer que estou encantada  com a volta dessa moça,  linda, encantadora, que nos salva de comportamentos desvinculados de compromissos, de certas referências.  E como ela faz isso, tarefa tão difícil? De muitas maneiras, suponho, mas  é através de seu blogue que  testemunhamos o engendramento de novas formas de pensamento que matam o desencanto,  promove projetos  e reconstitui  territórios de jovens pessoas: os seus alunos.

Mas ela faz isso fazendo o mesmo a si própria. Ela se faz, se refaz e se traduz. E nos conta como é… que se faz.

Eu nem vou falar muito mais, porque eu não me faria entender, eu os subtrairia da essência e da importância que ela tem. Da sua paixão e mesmo do que ocorre quando ela está – muitas vezes sem querer –  nas entressafras da paixão.

Porém,  uma coisa eu não dispenso: dizer que tive minha vida enriquecida com a presença dela, ela evitou  grande parte do aniquilamento de minha crença nas pessoas com seu belos  gestos de acolhimento, sorrisos  encorajadores, expressões de ternura, compreensão  e delicadeza. No início, foi  virtualmente.  E depois tudo foi mais que confirmado…. ao vivo e de forma adoravelmente  colorida (lembra os guarás, Lu?) , quando estivemos juntas aqui em Belém do Pará. Na minha terra, na minha/nossa casa. Em dias maravilhosos de um julho inesquecível.

Então,  pessoas, eu posso falar, porque vi, testemunhei e  sei do que estou falando;-))) Ela é demais!

Lulu, eu te amo. Você é que é! ;-0)   E é também um território sem limites de entrega,  é prova de amor, e é um universo de magia vital.

AquiA volta da que não foi

Aquipraticamente tudo o que ela mostra que é.

A ilustração é um magnífico Mapplethorpe  porque sim. E em preto e branco porque há muito de vida, cor e som na Lulu.

“Indomável pecadora” ou a loura inteligente de Hollywood

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Mae West

Filha de imigrante alemã e de lutador de boxe afeito à bebidas, Mae West encantou-se pelo show biz aos 7 anos. Como garota prodígio – muitas vezes irritante -, participava de concursos com a anuência da mãe e reprovação do pai. A figura paterna estimulou sua repulsa ao modelo de sociedade patriarcal. Após ter se tornado a mulher (atriz) mais bem paga dos EUA, disse:

ball.jpgNos meus filmes e nos meus livros, fiz o possível para mostrar que uma mulher deve ter os mesmos direitos de um homem. Mas nem pensar em trocar meu vestido e minhas jóias por um terno.”

A professora de História na Universidade da Califórnia, Jill Watts é autora de “African-American History” e ” The 1930s and the Great Depression”, e com esse cacife é autora de uma biografia da louraça, An Icon in Black and White, na qual mostra e liga o panorama social do pós-crash de 29 com o movimento negro e o emblema máximo da cultura americana na época: Mae West. Os ingredientes eram piscadas maliciosas e rebolado insinuante. Mas não só.

A aproximação de Mae, uma mulher branca, com a cultura negra, era tida como trabalho precursor e original, mas não era bem-visto. Com suas palavras e gestos, representava a exacerbação da sexualidade e, por tais contornos, não se encaixava na categoria das brancas de classe média dos EUA. Por causa disso, muitos se referiam a ela como devassa, libertina, indecente e monstro de lubricidade;-) Juro!. Chegou até a ser presa! Mas nem assim ela segurou o “tchã” (ops, isso significa que ela ‘não deixou a peteca cair’, ou seja, continuou impávida e atrevida). Continuou a escrever sobre prostituição, homossexualidade e relacionamentos inter-raciais. “Por não estar na mesma sintonia da maioria branca, Mae era vista pela sociedade branca como uma atriz afro-americana, mesmo que inconscientemente”, diz a autora.
A influência da cultura afro na carreira da atriz surgiu na infância, quando ela morava no Brooklyn. Nos arredores de casa, teve contato com o blues e se tornou fã do artista negro Bert Williams, em quem se inspiraria para peças de vaudeville. Enquanto estrelas brancas contemporâneas revelavam a descoberta do jazz, Mae se referia à magia de ouvir os trompetes na adolescência.
Apesar do ponto de vista – aquela frase do terno ali acima – Mae nunca foi engajada com a causa feminista, com a causa da mulher. Mas isso não significa que sua carreira não fosse ligada à resistência e à rebeldia. Começou e terminou na contramão. Na década de 30, enquanto o sucesso das atrizes era associado à beleza e à juventude, Mae conquistou espaço em Hollywood como mulher madura, com 40 anos, acostumada a se relacionar com homens e fazer deles objeto. Em uma de suas muitas frases de efeito, comentou:
ball.jpg “Tenha um namorado para um dia de chuva – e outro, caso não chova.”

É verdade que apesar de não preencher os quesitos para a indústria da fama, Mae enchia palco e tela com seu corpo curvilíneo e talento para falar de sexo com espontaneidade. Fora das telas, admirava a beleza apolínea e valorizava a variedade de parceiros. Casou-se apenas uma vez, mas teve inúmeros amantes.
ball.jpg “Geralmente evito tentações, a não ser as que eu não possa resistir”, disse.

Não é de espantar que sua carreira deslanchasse com a peça “Sex“, em 1926. (OK, SEX?!…isso lembra quem, mesmo???).  O início, porém, veio com sabor de problemas. Pouco depois da estréia, foi presa por “corromper a juventude” e solta dez dias depois com o pagamento de fiança. O que não “aliviou” sua peça seguinte, intitulada “Drag”, sucesso absoluto em Nova Jersey ao tratar da vida de travestis. Apesar dos bons resultados, a Broadway recusou a montagem porque a polícia de Nova York havia advertido que, se a peça fosse para lá, Mae seria presa outra vez.

Rejeitada até o início dos anos 30, sua grande chance ocorreu quando o estúdio Paramount, que lutava para manter seu lugar ao sol, ofereceu a ela o papel principal de “Noite após Noite“. Foi assim:
Acostumada a escrever os roteiros de suas peças com versão pessoal, Mae odiou a história do estúdio e se ofereceu para reescrever tudo, tudinho – mas só que com seu tempero, muuuito tempero, é claro. O resultado não poderia ser melhor. Seu humor corrosivo a levou imediatamente ao estrelato e salvou o estúdio da falência. Mae representava uma possibilidade de otimismo para os americanos que estavam com problemas por causa da depressão. O humor era uma saída. E Mae West tinha também uma idéia muito clara sobre isso. Olha só:nesse primeiro filme , ela fazia uma cena na qual entregava um belo casaco prateado a uma camareira que, maravilhada, comentava:
ball.jpg – “Nossa Senhora, que belos diamantes.”
Com o estilo que a imortalizou, Mae respondia:
 “Nossa Senhora não teve nada a ver com isso, queridinha.”

Sua resposta ficou tão conhecida, que deu nome à sua autobiografia anos mais tarde.

Em 1933, Mae West adaptou para o cinema sua peça mais famosa, “Diamond Lil” (“Uma Loira para Três”), outro sucesso espetacular. Mas, apesar desses êxitos, Hollywood tentou fazer de Mae uma moça bem-comportada. Não adiantou, claro. Em 1934, se intensificou a censura no cinema e a atriz tornou-se o alvo número um. Mesmo assim, não fez concessões.
No filme “Uma Dama do Outro Mundo”, soltou mais uma ao ser abraçada por um admirador:
ball.jpg “Isso é um revólver que você tem no bolso ou você está apenas contente por me ver?”

Apesar da perseguição, Mae era única em Hollywood. Apenas Shirley Temple despontava como estrela infantil e disputava as bilheterias com a loira. E não é curioso perceber que os dois principais ícones americanos eram uma mulher ousada e uma criança? É bem o reflexo de uma sociedade confusa.
Depois da tirania da censura, seus filmes foram editados e se tornaram menos saborosos. Em 1940, Mae fez “Minha Dengosa“, que pouco entusiasmou o público e, menos ainda, a atriz. O resultado foi o seu afastamento do cinema por 27 anos.
Essa coisa de censura, estabeleceu um Código de Moral tão severo que Mae foi obrigada a parar de trabalhar em Hollywood. Se permanecesse, teria de renegar-se. O que não aceitou.

Longe do cinema, Mae dedicou-se aos palcos da Broadway. Com mais de 60 anos, ainda saracoteava numa boa, dançava e cantava com halterofilistas em suas comédias. Mas fez ainda dois filmes inexpressivos: “Homem e Mulher até Certo Ponto”, em 1970, e “Myra Breckiridge“, de 1978. Apesar disso, jamais interrompeu os disparos de sua metralhadora giratória em entrevistas sarcásticas até pouco antes de sua morte, em 1990, aos 87 anos. Mae gostava muito e tinha grande prazer de ser a lenda na qual se transformou.

Passados mais de 70 anos de sua explosão, a indústria cultural não foi capaz de apresentar outra artista com seu registro e talento”, comenta Jill. “Muitos dizem que Madonna é sua discípula. Apesar de ver paralelos, acho que Mae sempre será única”, conclui.

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Agora vejam , ou relembrem as Pérolas de uma sabedoria ou a  Sabedoria de uma pérola;)

ball.jpgO amor tudo pode, exceto contra a pobreza e a dor de dentes.

ball.jpgO resto da América pode pedir vida, liberdade e felicidade. Eu fico com o spotlight“.

ball.jpgQuando descobri que adorava minha mae e não gostava lá muito de meu pai, me senti culpada. Infelizmente, o Dr. Freud não estava para me dar explicações.”

ball.jpg “Casei quando aconteceu entre mim e [Frank] Wallace, aquilo que os especialistas chamam de ‘química’ e eu chamo de ‘aquela coisa física'”.

ball.jpg Garota da chapelaria: – “Nossa Senhora, que belos diamantes!”
Mae West:- “Nossa Senhora, não teve nada a ver com isto, querida.”

ball.jpg Durante a filmagem de “Nigth after nigth”, Alison Skipworth se aborreceu com Mae, que lhe roubava todas as cenas:- “Quero que você saiba que sou uma atriz!”
Mae, com ar de cumplicidade: “Tudo bem querida, guardarei seu segredo.”

ball.jpg “A virtude tem suas vantagens, mas não dá bilheteria.”

ball.jpg “É quando uma garota sai da linha que os homens vão atrás dela”

ball.jpg Num diálogo em Diamond Lil, sua empregada dizia:
– “Quero encontrar um homem moreno alto e bonito
Mae: “ Querida, você quer encontrar três homens, não um”

ball.jpg Quando Cary Grant (What a man!, ela dizia dele) lhe pergunta: “Nunca encontrou um homem que a fizesse feliz”?
Mae:- “Claro que sim, uma porção de vezes“.

ball.jpgEntre dois pecados, escolho sempre aquele que ainda não experimentei

A um repórter, sobre sua situação quase insustentável, depois de filmes como I’m no Angel e “It Ain’t no Sin” e com sua fama de bad girl:
ball.jpgEu e o sexo temos muito em comum. Não quero o crédito de tê-lo inventado, mas posso dizer (modéstia à parte) que o redescobri, e o melhorei bastante”

Respondendo à campanha de William Randolph Hearst (sim, o “Cidadão Kane”) que escreveu um editorial intitulado “Não é hora de o Congresso tomar uma providência contra Mae West?”, quando um jornalista lhe perguntou sobre sexo e religião, Mae disse:
ball.jpg “Tudo o que eu quero é divertir as pessoas, fazê-las rir tanto a ponto de esquecerem que são capazes de chorar”.

Sobre um moço, digamos, pouco atraente:
ball.jpg “Sua mãe devia tê-lo jogado fora e ficado com a cegonha.”

Certa vez, Anita Loos, a consagrada roteirista de “Os Homens preferem as louras” e fã ardorosa de Mae, após uma conversa de negócios, mandou-a deixar em casa, em seu Rolls Royce, dirigido por um chofer negro. Quando chegou em casa, após darem muitas ‘voltas’ por toda Beverly Hills, Mae telefonou para Anita:
ball.jpg Obrigada, querida, por tudo, e principalmente por aquela sinfonia de chocolate.

ball.jpg “Errar é humano, mas é divino. Aliás, eu adoro uma coisa errada

(Assim disse Mae West, atriz americana, 1892[?]/ – 1980) .

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“Tudo o que eu quero é divertir as pessoas, fazê-las rir tanto a ponto de esquecerem que são capazes de chorar” (M.W.)

Mae West tem muitas outras frases famosíssimas, plenas de *wit*, mas essa última me comove, me faz ter o maior respeito por ela. Ela é uma das minhas personalidades preferidas. Fico boba, com tudo o que ela dizia, muitas de suas ‘boutades’ poderiam ter sido ditas, sei lá…não sei como não escolheram a Mae West pra Prêmio Nobel da Paz categoria Faça Amor , Não Faça a Guerra. Sério.
Viveu por 92 anos. Trabalhou até os 81 anos, em seu último filme “Myra Breckinridge” escrito e adaptado por, imaginem, Gore Vidal. Precisava mesmo ser muito especial. E o que dizia gostar de fazer parece que fazia um bem incrível para a saúde dela. Com todo o respeito;-)))

Ah,  vão  essas tiradas de Mae. Podem acrescentar outras, digam as que mais  (ou menos) gostam. Reparem que não coloquei aquela famosa “Quando sou boa sou muito boa, mas quando sou má, sou melhor ainda. Resisti e não coloquei;-)

“Enquanto o homem certo não aparece,me divirto com os errados”

FELIZ PÁSCOA!

A todos,  os meus desejos de Feliz Páscoa, com  tudo o que ela representa para cada um.
Reproduzindo-se por todos os demais dias!
E, ao mesmo tempo, agradeço por todos os votos. 
Com muitos beijos.
C l iq u e   a q u i.       Ou      A Q U I

ONTEM FOI O DIA DA POESIA (II)

Tal como foi no ano passado, deixo um poema para comemorar a data, um dia depois.
Sabemos todos que fora da Poesia não há salvação. Eu queria Celan, ou René Char que quase nunca publico, ou mesmo Mario Faustino que já vejo ser um pouquinho mais citado. Mas estou re-re-reapaixonada por Vinicius de Moraes. Todo o Rio de Janeiro está e acho que o Brasil precisava esquecer um pouco os estereótipos de enfant gaté, e letrista, boêmio e os diminutivos e se voltar para ao menos tentar (re) conhecer o grande poeta que ele foi. (Uma excelente sugestão seria o ler o próprio Vinícius acuradamente e ao mesmo tempo ler o livro do crítico e ensaísta José Castello, que já é um clássico: Vinícius, o Poeta da Paixão.
Assim sendo, permitam-me hoje homenagear Poeta e Poesia, com Vinicus de Moraes…porque hoje é sábado. Com este poema que o Poetinha (urgh!) certamente deve ter escrito, inspirando-se na ‘ideiazinha’ do querido Milton Ribeiro, neste “superpostzinho” aqui. Vinícius chamaria Miltinho, veja lá.

Este é um poema muito comentado e pouco conhecido: Leia mais deste post

Dividindo…

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Crescer  significa abrir-se à amplidăo dos céus, mas também deitar raízes na obscuridade da terra; que tudo o que é verdadeiro e autêntico somente chega à maturidade se o homem for simultaneamente ambas as coisas: disponível ao apelo do mais alto céu e abrigado pela proteçăo da terra que oculta e produz.”
Martin Heidegger. Feldweg


(Nota para mim mesma, divido com quem gostar…)

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E já que a palavra é dividir, não perca, eu subscrevo inteiramente, este post: Post antigo não é post morto. A idéia é uma criação coletiva de dois blogueiros de responsa, além de  muito queridos: Peri s. c. , o melhor  e mais chic armazém da blogosfera,  e Ery Roberto, também autor da arte final, dos banners , logos, etc;-) 

Embora para mim pareça muito clara a razão pela qual as pessoas – seja qual for o assunto – só comentam no post mais recente, esses meninos meteram a mão  na massa (este cliché ainda não é um clichê: eu acabei de criá-lo há dois segundo…vai pegar, eu penso) Por favor, vejam lá.  Comentem e não deixem que isso passe. Tomara que se torne um  hábito.

Bons feriados.

 

Arthur C. Clarke completa sua odisséia

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Clarke lutava desde os anos 60 contra uma sindrome pós polio e sucumbiu diante de uma crise respiratória.

O escritor britânico de ficção científica Arthur C. Clarke, autor do conto que deu origem ao film e 2001: Uma Odisséia no Espaço, morreu nesta terça-feira, aos 90 anos.

Segundo informações do seu secretário pessoal, Clarke teve uma parada cardio-respiratória às 18h30 (1h30 da manhã de quarta-feira no horário do Sri Lanka).
Físico e escritor, Clarke escreveu cerca de 100  livros, incluindo “2001 – Uma Odisséia no Espaço” (que ganhou versão cinematográfica sob direção de Stanley Kubrick em 1968) além de cerca de 500 artigos e contos.

Em 1968, seu conto A Sentinela foi transformado no filme 2001: Uma Odisséia no Espaço, dirigido por Stanley Kubrick.

As descrições vívidas e detalhadas de naves espaciais e supercomputadores nos livros de Clarke conquistaram milhões de leitores ao redor do mundo.

Muitos creditam ao escritor o mérito de dar uma face mais humana e prática à ficção científica.

Nascido em Somerset, Clarke era filho de um fazendeiro. Durante a Segunda Guerra Mundial, serviu na Royal Air Force (a Força Aérea Real britânica) em um então projeto ultra-secreto de desenvolvimento de radares.

“Ele estava à frente de seu tempo de tantas maneiras”, disse o astrônomo britânico Sir Patrick Moore, amigo de Clarke desde a adolescência. “Um grande escritor de ficção científica, um ótimo cientista, um grande profeta e um amigo muito querido. Estou muito, muito triste com a sua partida.”

Três desejos
Durante as comemorações de seu 90º aniversário em dezembro de 2007, Clarke fez três desejos: encontrar extraterrestres, que o homem abandone seu hábito petroleiro e que o Sri Lanka encontre a paz.

“Se me fosse permitido fazer apenas três desejos, eu gostaria de ver alguma evidência de vida extraterrestre. Sempre acreditei que não estamos sozinhos no universo, mas ainda aguardamos que um ET venha nos visitar ou nos deixar algum tipo de sinal”, disse Clark em vídeo publicado na Internet.

“Em segundo lugar, eu gostaria que nos livrássemos de nossa atual dependência do petróleo e adotássemos fontes de energia limpas”, acrescentou. E finalmente: “Vivo no Sri Lanka há mais de 50 anos, e durante metade desse tempo tenho sido uma testemunha entristecida de um conflito amargo que divide meu país adotivo. Eu desejaria ardentemente ver uma paz duradoura no Sri Lanka o quanto antes”, disse o autor ao completar sua 90ª órbita ao redor do sol.

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BBC e UOL
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Longe de mim  fazer o Sub Rosa parecer um obituário.  Au  contraire, fico feliz de ter vivido no mesmo século de Sir Arthur Charles Clarke, que, ao lado Ray Bradbury e Isaac Asimov, faziam a Santíssima Trindade, o A B C  da Sci-fi  (desculpe, caro Fábio, mas ainda vou ler o Robert Heilein, graças a você, por enquanto estou com  o grande Sturgeon, aguardando por mim).

Dá-me uma sensação de inexprimível felicidade ver completar-se um ciclo, os Grandes se vão  e a Vida a continuar. Parabéns à minha queridíssima , muito mesmo, amiga Alena Cairo, que está conduzindo uma  pequena e doce peregrina numa viagem de renovação da força da alegria,  da paz na medida em que é possível e necessária e esperança concreta de Vida melhor, mais digna e mais justa. Melhor essência humana. Milhões de beijos para minha sobrinha, por mim,  ela nascerá com um livro na mão e rosas em volta:-)

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Mais aqui: TIMES online

Anthony Minghella – 1954-2008 (R.I.P)

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Robin Wright ex- sra. Sean Penn, Jude Law, Juliette Binoche e Sidney Pollack
Aos 54 anos de idade? Essa não!

Era um dos meus queridos, e a meu ver foi quem leu melhor a  Patricia Highsmith . Bom, claro que depois de Hitchcock,  obviously.
O filme francês , do René Clement, apesar de muito bem dirigido e contar com o *divo* Alain Delon  tem o final mais moralista que valha-me deus -nossa -senhora, E pra quem tem alguma *intimidade* com Patricia sabe que não era esse o espírito da coisa.

Minghela era também muito culto e lia muito,  apresentava suas idéias com clareza e imprimia isso a seus filmes. (embora eu deva dizer que *detesto* o Inglês Doentinho  .

Tô muito chateada. 54 anos?! Isso lá é idade  yada, yada, yada… francamente, darling! Ticontá! :o”((