Wanna Be Startin’ Somethin’ (UPDATED)

Tributo a MJ- Bye, by CCARRICONDE
Tributo a MJ- Bye, by CRISTINA CARRICONDE

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Voilà! E por que não (re)começar agora, não é, gente?

Tenho mil coisas a dizer, nenhuma porém de que me sinta capaz de falar agora…

Só sei que agradeço a todos, todos que me ajudaram neste momentos difíceis, a alguns até agradeço por me terem feito rir (ah! esse danado do Lord Caco )

Aliás, só para *me amostrar* e e embora sem querer ofender ninguém, o Lord é tão chique , mas-tão-mesmo que … lembram a coleção TEMPO_REI da Editora Positivo de que falei aqui em outro post há algum tempo? Pois muito bem, agora na mesma coleção Ricardo [Ramos] Filho e a escritora Vivina Viana são colegas . Ela lançou – como toda a torcida de todos os times já sabem – o livro Aqui em Nova York . Bem, na verdade, segundo ela me informaou, agora que está  nas Minas que ela  as tem  Gerais e completas)  houve outros lançamentos, relançamentos, mas comentarei depois.
Olha aqui, só por agora: Cronopinhos

No mais quero dizer, que apesar de todos os contratempos e alguns dias de raro sofrimento, nunca estive tão feliz. Et pour cause…
Daí o título, que fico devendo ao querido Fausto Rego, que ganhou a Bia para enriquecer o grande elenco das mulheres (lindíssimas) da família.

Magaly, eu te amo. Pela sua amizade e apoio que nunca falharam. E isso a gente não agradece, apenas, emociona-se. E Oh moça linda do Des Tours,  Des ‘Incommunales’ Délices, je t’aime aussi bien.

Pessoas todas, queridas, (as que sabem a quem estou me referindo) eu amo vocês. Obrigadíssima- pelos emails, telefonemas, colo, orações, receitas, piadas, paciência com meu humor..como é mesmo o meu humor…:-), enfim, por tudo, obrigada, e muito graças a vocês, já estou quase boa e já é hora de voltar a ser feliz.

E só pra eu ir embora, tomar meu chá com o Chapeleiro, devo dizer que não, não, não acreditem… há pessoas que morrem… e outras que, ao contrário, se imortalizam. Viva o Rei! Magina… mais vivo que jamais.

E um obrigada especial a (poucos) quem têm gentileza, sensibilidade , superioridade para, já que não podem impedir o massacre, pelo menos com elegância cobrem a nudez das almas vergastadas.

(ai, essa frase tá meio assim … não está?.., mas deixa ficar.(=)

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Um R. I. P. sentido  ao escritor  RODRIGO SOUZA LEÃO. – ( 1963 – 02 julho 2009) – aqui  entrevista ao Portal Literal.

Aqui, o blog do poeta, músico, jornalista e wordsmith .  Aliás, eu pergunto, quem não se lembra do seu lado *zineiro*? Quem não recebia o Balacobaco? Pois é…
Notem os posts. O último é de 25 de junho.

Rodrigo era também um provocante entrevistador. (E eu, claro,  tinha as minhas preferidas).

Segundo consta aqui, está pronto um livro com suas  entrevistas.

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Gente, meninos, eu juro: Eu,  acreditem, não sei mais fazer post. Pelo menos, aqui. Se é que algum dia eu soube:-(

UPDATE / NOTA / ESCLARECIMENTO: Pessoinhas queridas,   eu não disse que não sabia mais fazer posts, at all, ou  em relação ao conteúdo deles.  Isso, sem o menor medo de estar em crise de vertigem de pequena altura hohoho – acho que ainda sei. Um tiquinho, pois assunto nunca me faltou. E modéstia(falsa ou verdadeira) é coisa que como vocês sabem… vocês sabem. Existe?

O que eu disse, ou quis dizer e não me fiz entender, amados e ‘alcandorados ‘leitores atentos, foi não saber mexer com essas imensas e permanentes  e incessantes  inovações que são feitos a cada 3 dias aqui no WordPress Até pra colocar as categorias a coisa “pega”… Deve ser por ter passado quase 5 meses sem vir aqui.  depois  eu pego o jeito. Pronto, falei:-).

Pararabéns para Cristina Carriconde e César Miranda. Amigos.


by Camille Claudel
Cristina e César: meus queridos Amigos, dois entre os mais leais, mais sinceros, não complacentes, nem indulgentes, enfim, duas pessoas que partilham, não só o dia de nascimento (21 de maio) como também a arte de exercitar a arte da Amizade.. E Amizade, convenhamos , tal como o Amor, não é para amadores.
Eu devo muito aos dois: nos momentos em que me foi necessário muito, e em que eu me sentia tão pouco, não regatearam, nem hesitaram em oferecer mais do que eu talvez esperasse, baseada na imensa pequenez (sim, aqui vale o oxímoro)  que eu via vindo em quase todos lados.
Mas ainda que não fossem tão grandiosos (e eu nem sei se vocês  – os dois- se conheciam um ao outro) nessa ocasião, em todo o tempo de Amizade só tive de vocês dois o respeito (mútuo, é bom que se diga) a força, a valorização e o chão que me faltava.
Está certo,  a Amizade de vocês (e olha quantos anos já se passaram, com o César mais de 10 anos, ei César, já esgotamos há muito a carência, não é?) me deixa muito orgulhosa mas aqui pra nós,  comigo a Vida tem sido sempre maravilhosa, pois como diz o poeta J. R. Jimenez: “Não sou eu que escolho o melhor, o melhor é que me escolhe“.É esse milagre de serem os melhores e me presentearem com sua preciosíssima Amizade que  quero hoje agradecer nos Parabéns que lhes dou, nos votos de todos os BENS, além do BEM; e que tudo que  lhes aconteça seja sempre maior e melhor que o limite e a qualidade do que desejam Leia mais deste post

Para a Fal, a mais amada, parabéns para minha sistah quilida…

A deusa italiana é a Fal. Clique em link ali embaixo
Queridos, este é o único post para o qual eu não desejo comentários (tá bom se quiserem…né? deixem, mas só para dizer que sim!
E apôs … todos chispando lá pro site da Falzinha! Minha flawless flower!
Minha linda deusa italiana, eu sou apenas a sua serva muy leal , salve, salve, ó idolatrada.
E duvido que alguém discorde: a humanidade ainda precisa elevar-se muito para chegar perto do que é essa mulher no quesito, agora sim a palavra em seu sentido real, generosidade, doação intensa, ausência de retaliação, além de ser escritora com um dos textos mais preciosos que conheço (e olha que pouquíssimas coisas tenho feito nessa vida além de ler (ok…tá bom, ainda faço outras traquinagens, por certo)

É isso: talento, inteligência, senso de humor, wit (que não são a mesma coisa) e uma incrível compassividade e altivez para entender o ser humano sem pedir explicações. Porque ela é sábia.

E porque entende que muitas vezes a raiva que se tem dos outros provém da raiva que se tem por si mesmo… eu acho, né?

Mas ela, simplesmente é ela. Vão por mim, quem não quer ser amiga da Fal?

Fal, quilida maninha, eu te aaaaammmmmooooo!!!!!!!!!!! Parabéns pra você!
Parabéns! E é como disse a você pelo telefone…*TODO* mundo só quer que você seja feliz.
Minha deusa… trago-te em meu já andado coração. E como sou feliz por isso. Aliás, como você bem, sabe, a Dona Elisa é feliz por isso!
Agora, gente, quando forem lá no LV da Fal, pros neófitos, aquela instituição e agremiação chamada Livro de Vistas da Fal… cuidado, meninas, não sejam umas batráquias desavergonhadas (*): o Rui é meu;-))))))

Meus 5 leitores, aviem-se…. Depêchez-vous!

‘Batráquias desavergonhadas‘ – expressão absolutamente genial inventada por quem mesmo?..Ora, façam um esforço hohoho

E também cozinha que é uma tentação enlouquecedora e diz a lenda que foi ela primeiro que qaundo fez um prato com siris, disse assim depois de comê-los: Esses siris, em verdade vos digo, não morreram em vão… diz a lenda!

Ou seja ela é profissional no ramo de matar todos nós de shakespeariana inveja.

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P.S. UPDATE NECESSÁRIO: Por um enorme equívoco este post depois de publicado foi despublicado. Peço imensas e sinceras e humildes desculpas. O que sempre faço quando erro.

Pensando e avaliando melhor, o post está sendo republicado definitivamente. For good!.

Te amo, Fal.

Pessoas queridas, por favor não se sintam menos queridas, acontece que a Fal é especialíssima.

“BELÉM, nortista gostosa eu te quero bem” (Manuel Bandeira)

No dia 12 de janeiro deste ano, a cidade de Belém (antes Santa Maria de Belém do Grão Pará) onde nasci e hoje, após 15 anos de ausência, moro, fez 392 anos de fundação.
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foto Geraldo Ramos.

Como todos (não) sabem eu estava doentésima, impedida de blogar e praticamente durante todos esses dias do mês, limitei-me a ‘re-publicar’ posts antigos ou nem tanto.

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Estação das Docas “refuncionalizada”;-)

A Júnia, minha amiga, uma médica que mora em minha Oh Minas Gerais, totalmente apaixonada por Belém me chamou atenção para esse texto do Carlos Alberto Dória e só então eu me toquei do anivesrsário da minha cidade (shame on me. Perdão, Senhor). E resolvi publicar aqui.

Só ontem, porém, é que vi mais uma das encantarias dessa menina encantadoríssima ;-) que é a (professora) Luciana Rayol de quem, todos sabem, eu gosto muito, muito. No seu maravilhoso blog Cintaliga (que ela faz com mais duas ‘coquettes copines‘: a Patrícia e a Eva) ela fez um post especial, no dia 12, e adivinhem a quem dedicou, hein?, hein?.. er…não é por estar na minha presença mas vejam lá.;-).

E foi assim, sem que ninguém me tivesse avisado, o que fez valer ainda mais a surpresa, que eu vi o rico e finíssimo presente de Luciana.

Luciana – que é também uma espécie de Vênus ou Afrodite nosssa – e quem é amazônida sabe que não invejamos nenhuma mitologia – Anadiômena, a saída das águas, rosa morena que convive com as nossas águas ‘grandes’ – foi logo depois de minha queridísima Luana, do Diário de Lulu , responsável pela queda dos véus de meus olhos. Antes tão acostumados e familarizados por uma lembrança antiga e viciada, hoje, rompidos o hábito e o esquecimento, reconstituídos, prontos para ver a verdadeira Belém, que é linda e é amada. E que antes eu não via. Obrigada, Luciana e Lulu!

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Pietà, Museu de Arte Sacra, Belém/PA foto Octavio Cardoso.

Vão ao final, talvez, mais fotos, mas certamente músicas que Luciana menciona

E ah! Luciana, não se ‘amofine’ com nada. O Thiago de Mello, é figurinha carimbada, mas sempre está em Belém, na casa de Dona Norma Barata, esposa de Ruy, o Paranatinga, e mãe de Paulo André. É minha querida amiga, nossa amiga, minha, dele e -se você quiser – sua também.;-)

De novo, obrigadíssima, Luciana. Anadiomena. Walter Benjamin que o diga.

A riqueza sem preço de Belém
Por Carlos Alberto Dória
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CHARLOT – 30 anos sem…

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Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade.
Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura.
Sem essas virtudes, a vida será de violência
e tudo será perdido.

Charles Spencer Chaplin

(16 abril 1889-25 dezembro 1977)

LANA – EM TOM MAIOR. (R.I.P) – Updated

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Quando eu a conheci, descendo de um belo carro, enorme, prateado e se dirigindo para a minha casa, eu sabia que ela era ela. Com um tailleur, cabelos loiros armados em um coque, elegantíssima, a mulher, a pessoa, a senhora mais bonita que eu já vira. Ela vinha do trabalho, quer dizer;-) do Cartório que pertencia à sua família e convidou-me a ir à noite em sua casa.
Quando a vi de novo, no mesmo dia, à tardinha, ela me levou para o seu studio (chique a até não poder mais.) A primeira coisa que eu reparei foi um poster, adivinhem, da front page do jornal New York Times, do dia 8 de novembro de 1917, sim, pois é!, a que noticiava a Revolução Russa. Então, olhei novamente para ela e comecei com a minha marca registrada que é – e temo, sempre será – *cometer* gaffes. O que eu disse? Claro que não sou boba de dizer aqui. Mas tinha a ver com com o fato de ela estar mais alta, os cabelos mais louros e soltos do coque da manhã. E o sorriso.
Idade? mas qual mulher bonita tem idade? Ela não tinha.
Conversamos, conversamos, eu não sei sobre o quê, porque só via os discos, os quadros e os livros… quantos livros, ah! e havia os livros do Che, do Mao. Um poster do Che, belo como nunca. Eu jurava que aquele estúdio era um universo daqueles, os paralelos. Foi assim.
Elanyr Pessoa Gomes da Silva, a majestosa, admirável LANA, que era dondoca, do high,high, high,high society, esposa, mãe de dois filhos, Beth e Eduardo – todos diziam que ela era a cara de várias atrizes lindas do cinema, era a Faye Dunaway, (e era), aqui está outra) e, segundo uns amigos, dizem que foi com ela que nasceu a expressão “uma loura de fechar o comércio” (que, claro ninguém entende, assim de pronto, só contando a história).
A partir desse dia, minha vida mudou completamente. Os filósofos chamam isso de clivagem. OK, eu concordo . E daí a alguns dias eu também vim saber que Lana havia passado também por uma clivagem. Ou melhor, vivia (n)uma clivagem.
A dondoca, a mulher de sociedade, da alta burguesia, soube usar brilhantemente esse lado de sua vida, para exercer um papel do qual muitas pessoas se lembram porque foram atingidas por ele: ela era a protetora, a mecena$, aquela que dava cobertura a praticamente todos os militantes que combatiam o golpe de 1964. e devo dizer que nessa época eu só sabia de ouvir falar, muito de longe, a palavra S*U*B*V*E*R*S*I*V*O*(S). Ajudava com dinheiro quem precisava, colocava pra ir levar revistas pros presos. Isso era chamado *tarefa*. Transportava fugitivos e encrencados.
Mas também, em seu estúdio recebia a “intelligentsia” da terra e os artistas que vinham à cidade (não é pra me fazer de importante, mas adivinhem onde eu troquei as primeiras palavras com o Caetano Veloso? Iuhu!!! E uma pintora, que todos os artistas conhecerão, Maria Bonomi, também conheci lá. Ney Matogrosso, ai que bonito que era. E tantos outros.
E isto sem contar que ela tinha um cinema particular em casa, onde levava filmes que jamais vi depois, nem em circuitos de cinemas de arte.
Bom, ela morreu ontem (anteontem) e sua história fascinante inclui – sem que precisasse- uma opção que fez por trabalhar fora, fora do cartório da família: trabalhou em propaganda numa firma importante a MENDES PUBLICIDADE (ela conhecia e era conhecida por todo o mundo). Depois foi ser jornalista. E o que mais ela poderia fazer melhor no jornalismo? Isso mesmo, colunismo social. E com o pseudônimo de Jeannete Blanche (por aí vocês tiram hoho). Mas logo ela viu que não era essa bem a praia que ela queria, e com a carteira de jornalista que obteve, ela passou a assinar uma coluna conceituadíssima EM TOM MAIOR, sobre artes, promoção e cobertura de eventos culturais e, claro, política. Era uma conspiradora eficiente.
Mas não deixou jamais de ser o que já tinha sido em anos de dondoquice: era hors councours das listas de Dez mais Elegantes. E por muitos anos, comandava uma mesa cativa no Hotel Hilton.
Foi professora da Universidade Federal do Pará, do curso de Jornalismo. Fez Curso de Mestrado. Em Literatura e ensinava Literatura Paraense. E vivia com um fulgurante entusiasmo (no sentido grego da palavra) das pessoas que se consomem no que fazem ou escolhem fazer. Foi magnífica como Diretora de um dos Teatros mais belos do mundo e um dos mais importantes do Brasil, o Teatro da Paz, -( aqui também )- do qual cuidava como se fosse sua casa. Claro que a chamavam de chata, mas quem entendia de preservação de monumentos…? Era zelosa demais e intervinha com dinheiro dela para gerir dificuldades de orçamento. Isso, *eu vi*, eu testemunhei.
Eu sei que este post, tal como todos os meus posts, deve estar ainda mais deconexo: eu não paro de chorar.
E então, ainda que eu tenha mais uns milhões de recordações, de anedotas, de irreverências, gaffes cometidas, eu vou parar por aqui. Não sem antes dizer, que ela era insuportável nessa coisa de ter uma opinião e não voltar atrás – o que me irritava demais – nunca aceitou que eu sofresse de depressão, arre! mas eu a adorava por ser das pouquíssimas pessoas que eu conheci que eram realmente destituídas de dois tipos de inveja: Não invejava nem o sucesso dos demais e … oh! por Gaia, ou por Jove! ela, a Lana, jamais teve inveja de quem era feliz no amor. Disso eu tenho provas. E mais, ela adorava a minha melhor amiga, a jornalista Regina Alves e quem gosta de quem eu gosto, me adoça por inteiro. E era muito amiga da fabulosa jornalista Helena Cardoso, pessoa que eu adorava também.
Ela gostava de cantar e eu ria muito de ela cantar umas músicas antigonas, das quais eu vim a gostar depois: tangos e boleros;-) . Não achei nem para comprar o tango UNO, nem NOSTALGIAS… mas, como sou uma pessoa de sorte, lembro de certa vez ela me ter dito, solenemente, qual música era mais significativa para ela.
E desta vez, Laníssima, a Lei de Murphy não funcionou. Eu achei! Aí está a tua música e letra. Fazes-me falta, querida. E serei sempre, sempre muito agradecida por tudo.

Pequeno concerto que virou canção
(Geraldo Vandré)
Não,
Não há por que mentir ou esconder
A dor que foi maior do que é capaz meu coração
Não,
Nem há por que seguir
Cantando só para explicar
Não vai nunca entender de amor
Quem nunca soube amar.
Ah…
Eu vou voltar pra mim
Seguir sozinho assim
Até me consumir
Ou consumir
Toda essa dor
Até sentir de novo
O coração
Capaz de amor.

Agora, um tango que ela adorava cantar e eu morria de rir, até que hoje vi bem a letra e entendi porque ela me chamava de Hermana;-) Hey, Obrigada, you rule!,

É um tango de reponsa, olha só o “tamanho do estrago” – como diz Ali G. – que é a letra:
=-=-=-=
Nostalgias
Juan Carlos Cobián/Enrique Cadícamo/con orquesta/Canta: Charlo/

Quiero emborrachar mi corazón
para apagar un loco amor
que más que amor es un sufrir…
Y aquí vengo para eso,
a borrar antiguos besos
en los besos de otras bocas…
Si su amor fue “flor de un día”
¿porqué causa es siempre mía
esa cruel preocupación?
Quiero por los dos mi copa alzar
para olvidar mi obstinación
y más la vuelvo a recordar.
Nostalgias
de escuchar su risa loca
y sentir junto a mi boca
como un fuego su respiración.
Angustias
de sentirme abandonado
y pensar que otro a su lado
pronto… pronto le hablará de amor…
¡Hermano!
Yo no quiero rebajarme,
ni pedirle, ni llorarle,
ni decirle que no puedo más vivir…
Desde mi triste soledad veré caer
las rosas muertas de mi juventud.