HQ e incentivo a leitura – Parte final (updated)

Pessoas queridísimas: Espero sinceramente que vocês, a esta altura do campeonato, não estejam achando essa questão boring to death. Mas, mesmo que estejam:-) dêm um desconto, certo? Pois tenho duas coisas maravilhosas para vocês, mas só depois de terminar esta série e .. ooooh! terminar aqui mesmo junto com o mês, certo? Tenho mais alguns (belos) depoimentos. Incluí dois.
Esta foi a pergunta principal, como (nem) todos já sabem:

“Você acha que história em quadrinhos (HQ) ajudaria as pessoas (principalmente os adolescentes) a lerem mais, (inclusive os clássicos, como Machado, Eça, e outros?)”

E aqui estão as respostas. Eu preparei um texto a respeito da questão em si, da situação editorial, comparei as edições populares, com as quatro obras er.. como se deveria dizer: ‘quadrinizadas’? (O neologismo existe já, ou…) “O Alienista“-Machado de Assis, “Memórias de um Sargento de Milícias“- rico e delicioso romance de Manuel Antônio de Almeida (que prima pela ridicularização do excesso emotivo e indispensável para quem quer saber a respeito do Rio de Janeiro Antigo e (na época) Imperial, e “O Cortiço“- Aloisio de Azevedo e mais A Relíquia – Eça de Queiroz – estes dois últimos altamente realistas/naturalistas) , mas, graças aos deuses, o abandonei, pois acho que eu só ia estragar tudo. Estou felicíssima de ter tido a idéia da enquete, aliás nem sei se a idéia é boa ou não, só sei que tive quase tudo, ao fazê-la. E, no fim das contas, convém não esquecer que isto é… um blog. Ri muito, muito, e muito logo com uma das primeiras respostas(e só Deus sabe o quanto eu preciso de uma folga e rir muito, muito, abençoados os que me fazem rir, porque tem muita gente irritante no mundo, não é?) e – engraçado – sabem que foi só a partir dessa engraçadíssima resposta que tive idéia de publicar?!? Pois foi. Aprendi demais, e me diverti imensamente com a correspondência trocada:-) Bom, nem vou falar mais. Asseguro que vocês irão rir no final e eu nem quero saber de mais nada. Só quero agradecer por ter amigos e colegas tão maravilhosos. E , uma vez que todos – à maneira do Monsieur Jourdain, no Bourgeois Gentilhomme, de Molière – somos filósofos ainda que sem nos dar conta, todos vão pressentir que nada é conclusivo, respostas são assassinas de perguntas. E o importante é sempre perguntar. Um beijo a todos. Ou melhor, a todos e a cada um, um beijo.

Comecemos, com as respostas, então:
1-“Maria Elisa.
Eu gosto sim de histórias em quadrinhos, desde a mais tenra meninice, e naquela época isto se chamava gibi. Uma alusão a um negrinho, que fora símbolo de uma revista em quadrinhos.Minha mãe não gostava não, destruía tudo que podia. Naquele tempo as casas tinham porões, e eu os escondia todos lá. Estragavam-se , claro, […] Os personagens que eu mais gostava[..] Mandrake, o célebre mágico criado por Phil Davis e ? (esqueci o nome agora). Outro era o Miudinho, um gigante com jeito de criança. Outro era o Brazinha, como foi apelidado aqui no Brasil. Também adorava o Pererê do Ziraldo, falo naturalmente da primeira fase, do começo dos anos 60.
Sim, os quadrinhos podem, mas não garantem, fazer com que os leitores passem a leituras mais profundas. E as adaptações servem pra fazer esta ponte. Mas não garantem que o leitor se interesse por leitura sem ilustrações. É muito provavel mas não é garantido. De qualquer forma é uma porta pra cultura, pois quadrinhos nada mais é do que literatura gráfica. O que mais acredito é que quadrinhos não dão cultura geral, mas cultura visual. Cultura geral é só mesmo com a literatura, quadrinhos tem a profundidade de um pires, salvo as exceções de sempre.
beijoão.-.
João Antônio Bührer– do blog Grafolalia.

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2-“Acredito piamente nisso porque inclusive foi o que aconteceu comigo. Recentemente escrevi um post sobre os meus livros prediletos e lá eu falei que tudo começou com as HQ.”
Yvonne
E eis aqui o post no blog da Yvonne.
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3-“Tenho minhas dúvidas, quanto aos clássicos Machado, Eça, etc. Acho que não. Mas, para despertar o interesse, para formar público leitor com certeza, sim.”
Valter FerrazPerplexo Inside.
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4-“Acho que sim. Meu filho leu “A Metamorfose” de Kafka e outros livros, gostou deles e depois foi aos originais.
Milton Ribeiro, blog homônimo
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5-“Minha idéia, Meg
Gostava de Luluzinha, lá pelos 7,8,9….Depois Peanuts.
Não acho que quadrinhos vão incentivar o pessoal pra leitura. A linguagem dos quadrinhos é pá, a literatura é pá tac tigum e etc.
Misturar linguagens? Bom, mas quadrinhos com literatura? Só se for o Macunaíma.
Creio que a fruição só virá quando o adolescente entender a linguagem verbal, trabalho com isso dia e noite. Quando entender a linguagem de Guimaraes Rosa vão que vão….
Ilustrar sim, quadrinhos, eu acho que nada a ver.
Eu costumo representar durante as aulas….ler com sentimento. Mas isso no começo , depois largo. O negócio é encarar a primeira dificuldade da literatura. Só assim vão crescer como leitores.
Quadrinhos seria um torrão de açúcar na boquinha dos ursinhos.”
Rose Marinho Prado. ( Aliás vocês precisam ver como a Rose escreve, principalmente nos profiles que ela faz de si mesma, no Ourkut e mesmo nos scraps, eu morro, morro, várias vezes, de rir, sozinha ou claro, quando dá, acompanhada :-))) E vou fazer um post só com os perfis da Rose. É fantástico, pois ela não precisa mais provar nada, é professora- excelente- há bastante tempo.
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6– “Se os clássicos fossem apresentados aos leitores, talvez sim, quem gosta de quadrinhos gosta da história, além dos desenhos, só que clássicos não vendem em bancas a preço barato e bem expostos, se tiverem conhecimento dos livros, talvez leiam sim.”
Matilda Penna
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7“Sim. Meu filho se interessou mais por leitura depois de se apossar de minha coleção de gibis.”
Sandra Pontes.
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8- Não consigo imaginar os grandes escritores em quadrinhos de uma forma que chame a atenção do adolescente, mas tudo é possível. E eu não entendo nada de adolescentes. :)
Palpiteira
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9-– “acredito que sim, pois é uma forma fácil de leitura e faz todo sentido na nossa sociedade baseada em imagens.”
Thas Fabris
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10 – “não”
Deusa Italiana:-)
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11- – “Quanto à terceira pergunta, não sei se consigo ser coerente: a leitura dos quadrinhos é uma leitura rápida; a imagem ajuda o processo de captação de idéias Pode, sim, induzir a uma curiosidade maior em relação a obras literárias, mas não de modo absoluto Tudo depende da fomação que teve, dos hábitos que formou.”
Magaly C. Magalhães- Blog “Eu pensando”.
(Nota: É preciso esclarcer que a Magaly, como sempre, culta que é, fez um belo trabalho sobre as HQ -brasileiras. É tão interessante o trabalho que, se colocado aqui, fugiria à idéia central do que se quer – e merece ser publicado isoladamente.
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12 – “Querida pessoa querida. Boa noite! Respondendo às suas perguntas:
1. Na minha infância, entre 10 e 14 anos, e também até os 16 anos, eu li, devorei como uma traça, revistas em quadrinhos como O Guri, Globo Juvenil, Histórias Maravilhosas e muitas outras em voga nos anos de 1940 a 1950. Ao lado de Monteiro Lobato, Jules Verne, Alexandre Dumas, os livros de Coleção Terra Mar e Ar, de aventuras de capa-e-espada, os livros de Tarzã, as revistas em quadrinhos tiveram um papel importante na minha leitura e posso dizer que, por intermédio do hábito de lê-las é que descobri os outros livros como os de Machado de Assis que li todos com prazer. […]
(Sim) Acredito que a história em quadrinhos pode ser um estímulo à leitura dos jovens, ainda hoje.
Antonio Augusto– que é tão “qu’rido” – meu adorável amigo lá do Orkut
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13 –:”Não sei. Talvez isso possa acontecer, se os desenhos forem apelativos. No entanto, acho que se corre o risco de, no caso dessa leitura não ser acompanhada, os adolescentes não tirarem proveito desse conhecimento com os clássicos
O’Sanji Lupuka – (Portugal), minha doce e linda O’Sanji. Obrigada, déa, diva;-)
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14-“Oi, Meguita querida,
“Claro que li, e muito, as HQ. Gibi Mensal, Globo Juvenil Mensal, e a grande expectativa dos imensos e os tão esperados albuns de final de ano; (preferidos)Tocha Humana e Centelha, Principe Submarino, o Namor, Fantasma Voador, que nunca vi voando, Quimix, Fisix e um outro que eu nem me lembro mais, Capitão América, Batman e Robin, Capitão Marvel, SuperHomem, e outros tantos,[…] Sem esquecer do Flash Gordon, seu Planeta Mongo, ….e tome recordações maravilhosas! […] Claro que acho , achava e acharei, importante as HQ´s. Se elas não serviriam para um input na direção de Machado e outros, o que mais?
Claro, tendo uma mãe que aos sete anos leu Os Lusiadas, isso tambem ajudou.”
Este é o meu queridíssimo Fernando Cals (ele é arquiteto) e podem me acusar de não ter critérios na pesquisa, podem, pois é verdade, dâhn! – Imaginem se eu ia deixar de publicar tudinho que ele mandou com esses nomes lindões que deixaram meus olhos redondinhos e arregaladíssimosss de admiração por esses nomes que os senhoritos e as senhoritas (uhuuu!) não se lembraram. Ou nem devem conhecer . Agora eu posso impressionar os meus interlocutores, certo? afinal, como eu digo sempre: isn’t that what a blog is for? – Obrigada, Fernando. Eu esperaria uma eternidade e mais dois dias, querido;-).
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15--“Sou louca por história em quadrinhos. Desde criança, com a Turma da Mônica e Luluzinha, até hoje, com as graphic novels de Will Eisner e tudo que Neil Gaiman faz.
*Luluzinha é um clássico, a ingenuidade das suas histórias ambientadas no meio do século passado me cativa até hoje. Toda a saga de Sandman, que está de novo nas bancas, em edições de luxo. Minisséries como Moonshadow e V de Vingança, lançadas nos anos 90, são ótimas de ler até hoje. E de vez em quando eu leio turma da Mônica, só de farra.
3-Sem dúvida. Uma nova roupagem dá nova vida aos clássicos, que assustam sim por terem o peso desse rótulo, a linguagem rebuscada e outro tipo de narrativa, mais lenta. A adaptação dos clássicos para os quadrinhos, quando bem feita, só tem a acrescentar a quem lê.”

A minha figliola Telinha, a mais linda e inteligente do mundo
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Recebi também estas respostas, da Nanda, do Idade da Pedra, que tem um CV riquíssimo e é também criadora de HQ.
“Quadrinhos não são apenas para nos fazer rir ou contar aventuras; também podem nos fazer refletir sobre muitos outros temas ( Comportamento, História, Filosofia…). Acho que, encontrando material com apelo aos jovens, sim – os quadrinhos poderiam ser uma porta para a leitura.
Viram só:-p. Nanda, querida, perdoe por eu editar tão impiedosamente o seu belo depoimento e suas criações. O “marrow” da questão eu encontrei aí e escolhi publicar isso.

16--“Respondo a 3 com um sonoro SIM. A história dos quadrinhos ja provou que o gênero pode ser sofisticado com grandes idéias e referências. A linguagem nos quadrinhos e dos quadrinhos pode ser forte o suficiente para instigar, provocar o jovem a outros vôos da imaginação, poderosos, inigualáveis e surpreendentes que o estigma da qualidade literária proporciona.
Nelson Porto. (entendi tudinho; uma pena não poder colocar todas as suas respostas, querido)
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17 – “Acredito que ajuda mais as crianças do pré-escolar a se acostumarem com os rituais (tais como virar páginas) e com a disposição da informação.”
Eu acho que nosso querido James, disse não à maneira dele:-)
Então, agora podemos fechar com esses dois depoimentos:

18Depoimento final:
“Olá:)
Eu adorava. Adorava mesmo ir em médicos e dentistas que tivessem revistinhas na sala de espera. Não sei se elas incentivam a leitura: eu lia tanto livros quanto revistinhas. Aprendi a ler aos 4 anos, portanto não me lembro muito bem dos meus primeiros anos de leitura.E pra mim eram dimensões separadas. Não sei muito hoje explicar como isso funcionava, pra falar a verdade. Porém acho que era importante, sim. Ler quadrinhos era muito rápido, portanto eu gostava especialmente em situações de espera, o que me mantinha sempre lendo. E havia em mais quantidade também, então eu podia pedir vários e ter sempre alguma novidade a mão. Eu não sentia reverência pelos quadrinhos, além do prazer de lê-los, e isso ajuda a eliminar o excesso reverência a qualquer leitura, o que eu acho importante para criar confiança no juízo particular a respeito do que se lê. Quadrinhos geralmente tinham humor, enquanto livros pra criança costumavam (pelo menos na minha época) ter um fundo moral mais evidente. O que é importante, acho, para o desenvolvimento do serzinho: ter senso de humor é sinal de inteligência, né não?
Depois tem a questão visual, eu achava um prazer ver os desenhos. Quadrinhos adicionam essa dimensão na crítica: você analisa tanto o texto quando to visual. Eu era fascinada por reproduzir os traços, imaginar como era possível fazer aqules desenhos, e além de ler as revistinhas eu tinha hobby de tentar desenhar igual, pra treinar….Eu gostava da turma da mônica. Achava os quadrinhos da disney muito confusos e prolixos, e achava o mickey especiamente chato. Gostava só do pato donald. Ódeo mortal ao gastão;) acho qeu sempre tive uma queda pelo lado loser da força…[…]”

Este é um trecho, apenas, é a minha amada Juliana que tem o texto literário mais cortante e forte de toda a blogosfera e olha que estou nela, daqui a alguns dias, entro no sétimo ano.
Ela é arquiteta, tem 25 28 anos e escreve como se tivesse, às vezes, a Idade da Humanidade.
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E agora, o texto final, que eu amei, do qual ri, ri, ri tanto, desculpem, não quero influenciar vocês, mas eu sou obrigada a dizer que esta resposta me fez rir muito, O autor diz que é a sério… Mas são abençoados os que me fazem rir… Parece que está faltando no mundo, coisas que, mesmo sérias, nos façam rir, não é?
Então, eu apresento a todos le grand finale:

Lord Broken-Pottery, que ‘reina’, eu disse ‘reina’ na blogosfera, pseudônimo do escritor Ricardo(Ramos) Filho, de tão nobre linhagem.
“Meg, querida,
É sempre um prazer responder a você. A questão, inclusive, me fez pensar, o que é bom.
Vamos às respostas:
1) Gosto um pouco das histórias em quadrinhos que já nasceram em quadrinhos. Embora não seja atualmente fã, li mais quando era menino, estou mais aberto àquelas que não são adaptadas. O Asterix, para dar um exemplo, me delicia, mas já nasceu quadrinho. Gosto do Fantasma, do… É até difícil lembrar exemplos. 2) Asterix, Obelix e Fantasma, sem dúvida.
3) Sou absolutamente contra. Considero adaptar clássicos para quadrinhos uma excrescência que deveria ser punida com pena de morte. É ato de mutilação da obra. Não acho que um adolescente leria mais Machado se lhe facilitassem o trabalho com HQs. Aliás acho que nada que é facilitado vale a pena. Sem suor não se consegue nada.”

Carlos, meu amigo, a quem fiz as perguntas, durante a elaboração de todos os posts, fez um aparente diálogo;-) (que também me fez rir) com Lord Broken-Pottery:
“He he. Eu não sou tão radical quanto o Ricardo, mas concordo que uma quadrinização, por si só, não vai fazer ninguém sair correndo para ler livros. E também sou contra a mania de “facilitar as coisas”. Mesmo porque uma coisa não substitui a outra.
No geral, quadrinhos tendem a estimular a leitura. Ponto. Daí a estimular a leitura de *livros*, quanto mais a de “clássicos”, já é outro papo.
Você não perguntou, mas eu acho igualmente inócuo, quando não contraproducente, *impor* a leitura desse ou daquele livro, desse ou daquele autor como *tarefa*, escolar ou familiar.”
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(*) Todos os grifos são meus.
Mais uma vez, agradeço a todos.
E quero fazer um agradecimento especial: Esta série, de algum modo, me valeu um prêmio – é como eu classifico o que me foi concedido. E que divido com todos.
O nomezinho do meu blog, aqui. Obrigada à La Insignia.
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UPDATE: A ne pas rater: O belíssimo post de Ery Roberto em seu blog Infinito Positivo.

VENEZA 2007: adivinhem quem está lá, quem?

Um break na história das HQ. Retirei o post; era necessário . mas ele volta, OK? Agradeço a todos que já haviam lido e comentado. Aninha, Palpi, Aliki, Yvonne e Ed. Muitos mercis, queridos:-) Porém, uma boa notícia: como eu tenho leitores meg-avilhosos, inteligentísimos e que acham que o assunto pode ser legal para todos, há algumas preciosas colaborações do Carlos e da Nanda que é fera em HQ. Concordo. A gente deixa de falar e depois fica dizendo que brasileiro não lê, e this and that… O que vocês acham? Vocês sabem que se disserem não, eu obedeço:-) Mas, mesmo antes, houve respostas fantásticas que me instruíram muito a respeito. Não sei se viram, uma delas fala sobre as HQ serem ótimas para libertar o leitor de um certo *temor reverencial* que se têm por certos livros, nem precisa ser clássico.
Putzgrilo, se isso não for uma bela duma análise , por um viés rico e original, então, eu sou um zumbi. Falando por mim,, temo e tremo só de pensar que um dia lerei um livro do “magnífico” Thomas Bernhard. O que deve ser uma grande mancha e lacuna na minha vida. Hélas!
Vamos então ao assunto do título:

Fiz no dia 28 , com dois dias de antecedência, um brief (break news) sobre Veneza e seu Leão de Ouro. [Imaginei que começaria logo hotter than never]. Dedicado à minha querida Fezoca e ao Moa, que fazem o Cinefilia, insisto, o melhor blog sobre cinema. Ever!;-)))
O Festival de Cinema de Veneza comemora este ano (de 29 de agosto a 8 de setembro) a sua 75ª edição. Mas isso tudo você pode saber everywhere. A blogosfera está cheia, quer dizer, quase.
Mas… o mais importante é que além do filme sobre o Bob Dylan, que fica meio complicado depois do filme do Scorsese, mas é outro ângulo, bom, além disso, repito, o meu amado vai estar lá em posição de destaque:
Há uma seção consagrada a mestres do cinema (Woody Allen, Claude Chabrol, Takeshi Kitano, Manoel de Oliveira, Im Kwon Taek, Julio Bressane e Carlo Lizzani) e uma retrospectiva de filmes de western italiano sob curadoria de…. aew!, Quentin Tarantino.
Viram?, Sentiram com quem estão lidando hohoho. É isso aí, o Taranta entende de tudo (tudeodó) sobre cinema e já fez um artigo memorável para o NYT (The New York Times) há cerca de três anos, sobre diretores e os melhores -piores também- filmes desse gênero nobre do cinema. Quem sabe, sabe. Existe uma ontologia e uma metafísica neles. Basta querer ver. Mas mesmo que não houvesse nada disso, continuaria sendo o gênero por excelência do cinema. Para quem duvida, recomendo o livro de um autor brasileiro, para variar um pouco a sempiterna citação internacional. É o livro do saudoso e competentísimo Paulo Perdigão (o PP) que escreveu sobre o diretor George Stevens e dedicou um belíssimo e precioso livro ao filme SHANE , que (don’t even ask) recebeu no Brasil o título famoso por ridículo – “Os brutos também amam”. Se tiverem sorte, encontrarão: Perdigão, Paulo. O western clássico; gênese e estrutura de “Shane”. Porto Alegre, LP&M, 1985.
(fiquei emocionada ao escrever isso , PP morreu em janeiro deste ano. Dedicou também um livro ao programa PRK-30 que era delicioso. (olha só, gente não é do meu tempo, embora eu tenha 412 anos. Conheço uma mulher que, quando alguém é inteligente (não que seja o meu caso) ou que é versado em algumas coisas a mais, ela logo *julga e dá o veredito*: Ah se sabe tudo isso é porque velho/a! Putz, what a moron!. Bon, voilà, agora com carinho para a Fer, e para todos, evidentemente: veneza3_bob_dylan.jpg
Heath Ledger é um dos seis atores no papel de Bob Dylan em ‘I´m Not There”, (“I’m not There” (Todd Haynes, EUA) – concorrendo.
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La fille coupée em deux, de Claude Chabrol (a-do-ro!) – que é claro, hors concours
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Keira Knightley que (abrirá) abriu o festival ontem com o filme “Atonement” (“Reparação”, o tema do Festival é esse – Reparação- de Joe Wright – Keira é linda mas não mais que…
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=-=-Fanny Ardant=-=-=-=-
Agora duas coisas que precisam ser ditas e por ordem de importância, aliás três coisas: A primeira, claro, é a importante e crucial participação de San Quentin Tarantino, isso nem se discute, não é?;-)))
2-Excelente saber que Glauber Rocha volta restaurado (claro que é metonímia) E a outra, a mais arrasadora;-)) : Jude Law (notem que comecei a notícia por ele, ai!) pois bem, o filme em que Jude Law atua é Sleuth e é nada menos que uma *refação* (brincadeirinha) é um ‘remake’ de um dos filmes mais impressionantes que já vi com o título de “Jogo Mortal”, de 1972. (acalmem-se, eu vi na televisão)
Mas vejam só: “Michael Caine e Jude Law se enfrentam numa nova versão, reescrita pelo dramaturgo Harold Pinter, do thriller de 1972 “Jogo Mortal” (“Sleuth”), com Caine no papel do escritor mais velho que entra num jogo de gato e rato com o jovem amante de sua mulher.
sleuth.jpg

Os dois filmes, claro, se basearam na peça de Anthony Shaffer. Ah! e essas coisas gostosinhas de se saber e que depois tomam o nome de *TRIVIA*;-) O Michael Caine faz agora o personagem antes interpretado por Sir Laurence Olivier.
Claro que tudo isso já saiu no Estadão (pisc*) mas o que não saiu foi isso:
Lo and behold: Vem cá, se este filme não ganhar o Golden Lion , então realmente, de uma vez por todas não há justiça neste mundo!!!!.:-)
Ah sim, O filme fica por conta do (outrora bom) diretor Kenneth Branagh

O site oficial é aqui: Mostra Internazionale d’arte cinematografica E todos sabem que o Festival é uma das partes da Bienal de Veneza, não é?
E o de Sleuth, que já antes de tudo, vai se torrnar um dos meus filmes de culto. SLEUTH

While…

Eric Clapton and George Harrison: While my guitar gently weeks. (live)

=-=-=-=
Por favor, desculpem-me, volto amanhã, sim? Conto com vocês. Obrigada.

A letra:
I look at you all see the love there that’s sleeping
While my guitar gently weeps
I look at the floor and I see it need sweeping
Still my guitar gently weeps

I don’t know why nobody told you
how to unfold you love
I don’t know how someone controlled you
they bought and sold you

I look at the world and I notice it’s turning
While my guitar gently weeps
With every mistake we must surely be learning
Still my guitar gently weeps

I don’t know how you were diverted
you were perverted too
I don’t know how you were inverted
no one alerted you

I look at you all see the love there that’s sleeping
While my guitar gently weeps
I look at you all
Still my guitar gently weeps

Oh, oh, oh
yeah yeah yeah yeah

Com todo o meu amor por você…

Não quero saber de mais nada. Aliás nem saberia dizer mais nada.

Nunca eu entendia o que realmente queriam dizer expressões como estas: “perdas irreparáveis , dores inconsoláveis”. Um dia eu, finalmente, soube: não há nada a dizer, pois quando é assim, só mesmo como no poema de Auden :

“Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.”
…..

Todo o meu amor, meu carinho por você, que, talvez ninguém mais saiba, mas foi o ser mais digno, mais doce e maravilhoso comigo e me amparou na hora difícil. E foi a primeira, sempre com a palavra certa que dá o lugar ao silêncio. Quanta grandeza!

Queria fazer o mesmo, mas agora, que nada, nada se compara ao que sente , e eu sou tão pequena diante de você, só quero que saiba que estou com você.
Nada mais a dizer… é assim, é isso, nada…

Meu carinho, meu respeito…

Hoje e amanhã

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Agradando\a/ gregos e troianos. pisc*
Um beijo. Hoje. GNT. 23:00 h
Vim só pra dizer que volto amanhã, para concluir a publicação da nossa maravilhosa pesquisa:-).Sim, sim, eu sei, eu sei, eu também estou mortinha de saudade de vocês. Todinhos.
*Presentinho para vocês: o maridão da ‘bonitíssima e extraordinária’ Dianna Krall, cantando o ‘tema’, cheio de crítica social, dos anos ’60, na segunda temporada:

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ENEM???!! DISSERTAÇÃO DO ENEM. Mas o que é o ENEM?
Leia aqui:
Aulas da Rose.

HQ e incentivo a leitura II – publicando resultados. Hear! hear!

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“o senhor mire e veja”: alguns desses livros são o que se chama de clássicos. Ou têm relação com os clássicos. Como é o caso do livro do historiador e professor (USP) Marcos Antonio da Silva, “Prazer e Poder do Amigo da Onça” . Paz e Terra, 1989…
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… mais William Blake : The Marriage Of Heaven And Hell and The book of Thel (1987), um Livro de Cabeceira do Homem (hohoho -vocês nem imaginam o que cabe na definição de ‘clássico’) da extinta Editora Civilização Brsileira, a original do Ênio Silveira, ah o Ênio, que falta faz! e se descobrirem outros, por exemplo uma gramática do Grego Antigo (com maiúsculas para impressionar hohoh again) é minha exibição. Porém, o que é mais importante do que seja mais importante: ele, Nietzsche, numa edição da Max Limonad do Ecce Homo; uma edição da Gallimard dos Fragments e…uma, olha só uma edição da antiquíssima editora Brasiliense, do Caio Graco Prado (oh! my gosh, sôdade) chamada Nietzsche para principiantes.
Bem, esses principiantes foram contemplados com uma edição da Découvert e… vejam só é Nietzsche pour débutants, é de 1979 (vcs nem tinham nascido) por Marc Sautet e Patrick Boussignac ( tradução por Sonia Goldfedr) e também um livro chamado não “A Relíquia” mas the best is yet to come…
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Bom, se houvesse justiça neste mundo, aqui deveria ficar a linda dedicatória do Marcatti para mim, (ei, eu!) mas eu estou numa fase de não me expor muito pisc* pessoalmente e isto implica deixar de ser exibida, o que é ‘a mooorte’ para mim, mas…esperem, não é que tá lá o Nietzsche aberto e … sim, em quadrinhos!!!! . Na maior moral. Literalmente. (Cliquem e verão) . E aquilo abaixo é o que , o que é? pensem e respondam: quem fotografou era uma anta e pegou só um pedacinho do Nietzsche e do livro … agora sim, estamos prontos para ver a catalogação da BN e é “A Relíquia de Eça de Queirós” por Marcatti
Pois é, é disso que estamos falando: o livro A Relíquia, que agora em formato HQ ou graphic novel mudou de título para A Relíquia de Eça de Queiroz, por Marcatti.
Entenderam? mesmo? Diverdade? É o mesmo livro? É outro? É um avião?

E olhem o que nos diz Marcatti, o estupendo desenhista das histórias em quadrinho escatológicas e de gosto duvidoso: *a-do-ro este aposto que ele arranjou*

Adaptar A relíquia de Eça de Queiroz foi mais prazeroso do que um desafio. Logo de início, a história me sensibilizou por sua força e sarcasmo. Acabou por ser muito fácil construir seu roteiro. Simplesmente roubei a trama original e a tratei como se a idéia original fosse minha. Reescrevi todo o texto a meu modo, mas procurei manter o mesmo espírito e a mesma contundência original do mestre. Somente em duas ou três ocasiões utilizei trechos escritos pelo Eça. Destaco o recordatório do primeiro quadro da página 196 do livro. O conteúdo é demasiadamente ousado e eu não poderia ocultar tamanha coragem de Eça de Queiroz em escrever tal coisa no final do século 19.”

Pois é isso, por uma questão de … talvez de “grace under pressure” (onde que eu fui arranjar isso?) mas não queria expor a opinião de meus queridos amigos que responderam a respeito, e ficar muda e queda, calada e sem *me dizer*. Sem dizer, nem que fosse de forma sub-reptícia;-) que A Relíquia de Eça de Queirós por Marcatti, é um livro bonito. Mas não é Eça de Queirós.
É o que eu tenho a dizer e claro, por extensão, isso responde a terceira pergunta que fiz.
BTW, estas foram as perguntas e tomei o silêncio de alguns como uma recusa (Gente, tenham cuidado com o que fazem do seu *SILÊNCIO* -é a linguagem mais perigosa, pois dela pode-se inferir t-u-d-o, coisas antinômicas, inclusive. (já pro dicionário:-)) e não me venham com outros “dicionários”, mas no mínimo o Caldas Aulete, e no máximo, o máximo BLUTEAU, the Real Mc Coy)
De modo que agora posso publicar a primeira resposta-interview. Não há ordem, a não ser a de chegada e mais ou menos aquela que eu falei, de um sim, outro não. Certo? Então como eu publiquei aquela bem sucinta , publico uma longa, bonitona:-) que me deixou de bom humor por uns 4 dias:)
É do Claudio Boczon, como não poderia deixar de ser, e na segunda, publico outra que é uma loucuuura. Menino bom de serviço!
Voilà, ipsis verbis:

“Vamos lá, quiném o Jack, por partes:1- Vc gosta de história em quadrinhos? Já gostou em alguma época?
Não só gosto como aprendi a ler antes de ir à escola graças a elas (e à Vila Sésamo também)
2- Se sim , quais seus personagens favoritos, mesmo que tenha um dia gostado e depois não mais?
No início, mesmo antes de saber ler, gostava muito do Tio Patinhas e do Superpateta; depois migrei para o Peninha/Morcego Vermelho, também era fã do Horácio e do Bidu (do Maurício de Souza); quando comecei a frequentar a Gibiteca de Curitiba, devorei tudo do Asterix, conheci a Heavy Metal e com ela o Ranxerox e a Valentina – ai,ai! (suspiro!). Bom, minha última “ídala” dos HQs foi a Druuna e agora não tenho lido muito não, infelizmente.
3-Você acha que história em quadrinhos (HQ) ajudaria as pessoas (principalmente os adolescentes) a lerem mais, (inclusive os clássicos, como Machado e Eça e outros?
Craro, Creuza!
Lembro de ter lido Ivanhoé, o Corcunda de Notre Dame e alguns contos do Poe em quadrinhos, sem falar na versão das “20.000 léguas” do Julio Verne que saía em partes nas revistas da Disney

ps: sobre folhear histórias em quadrinhos sem saber ler, tem uma do Tio Patinhas em que ele e os sobrinhos vão até Atlântida e lá descobrem como os habitantes foram se adaptando à medida que o mar ia subindo (ou a terra descendo, sei lá) – eu havia criado uma versão toda minha, e quando aprendi a ler de carreirinha, tenho bem viva na memória a descoberta que foi conhecer a história verdadeira, tenho até hoje uma certa fixação com a idéia de escafandristas que um dia irão descobrir nossas ruínas; daí você pode imaginar como me senti quando ouvi “Futuros Amantes” do Chico ou assisti ao final do “I.E” do Spielberg…
beijocas
Claudio

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Queridos nessas horas “baixa de frente” a entidade que gosta mas não quer mais fazer blog e que só quer ler, ler, ler e claro, rir , rir, rir.
Mas perguntar também, certo? what a hell é esta Druuna? Eu ia perguntar pro meu amigo que sabe tudo, mas ele está meio aborrecido comigo. Logo não faço mais perguntas, nem sobre Nick Cave, nem sobre o deus Tom Waits (gente, não quero desviar a atenção das respostas do Claudio, mas aqui pra nós:quem é o ser (humano ou não) *vivo* que não gosta do Tom Waits e do Lou Reed, Good God!? Eu num sei não…;-)
Pronto, o afilhado meu é todo de vocês para receber aplausos, vaias não sei se estão liberadas.
E andem, senão eu publico o escritor Ricardo (Ramos) Filho. Cujas respostas tiveram um efeito devastador no meu implacável mau humor.
Ah! e além de Druuna, o que é I.E. de Spielberg? É o A.I.?
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AINDA dentro do tema leitura e literatura mas não só:

SE VOCÊ quer conhecer um blog descolado vá até aqui.
Mas voltem, hein, seus ingratos;-)
Esse pessoal do Paraná, não sei não..mas;-)))
MARTA BELLINI ! ponto de exclamação. Bookmark, OK?
De nada, de nada. Só não esqueça que vc leu aqui… assim pra não quebrar o costume… Comme d’habitude:-) Ah! ela concorda comigo – e como podia ser diferente sobre a importância da Lulu, viu? Eu a do rei!

DOMINGO!!!!!

música de hoje e forever; para você que duvida do Tom Waits.

Tudo bem é com Diana Krall, mas pode ver (ver?) Tom Waits aqui. Ok, ok, you’re welcome, mas escolha, por favor, a versão BETA.
[odeo http://odeo.com/audio/2130444/view%5D

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IMPORTANTÍSSIMO: Diana Krall está aqui, graças ao querido Fausto Rêgo, do UMOREMIO. Claro!

HQ (nona arte?) e incentivo à leitura (I) (UPDATED)

Queridos todos, todíssimos:
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The Little King, criação de Otto Soglow. Para saber a respeito dele e ver uma “tira” , clique aqui.
(“tira”? strip? bande? Ah! não, não há glossário aqui, eu não ia ser doida de tentar fazer;-)”No hay banda!”

Sabemos que não tem nada a ver, mas bem que podia: Sois rei:-)
Maravilhosa lembrança do não menos UMORE MIO REPORTER (esse nome é*irado*)
bunch of thx

Então;-) tentar dividir com vocês pensamentos idéias e opiniões à respeito de como e se as HQ influenciam, se ajudam ou não, se incentivam ou não a leitura, principalmente um público mais jovem, a saber os *teens e pre-teens*, nome que engloba os adolescentes, a ler, a terem mais gosto para a leitura, inclusive de clásicos como Machado e Eça de Queirós? foi mergulhar no Estige (Στύξ Stýx) .
(Hiistória em quadrinhos, no Brasil, e aos quadradinhos, em Portugal (oh!) , mas depois que eles entraram … bem mudaram e agora em Portugal chamam de banda desenhada, chupando, em tradução ao pé da letra,  os franceses , que desde que o mundo é mundo já chamavam as HQ de Bande Dessinée (de Astérix, Obelix eteceterrá até o grande Moebius, de quem eu tenho uma carta que lhe foi dirigida por Federico Fellini. Em inglês nem precisa dizer e conserva o nome em alemão, e possivelmente no Japão se pode chamar anime ou mangá. Pois bem, ao tentar entrar nesse mundo, vi que não havia salvação. Como Dante, eu precisava de um Virgílio ou vários, pois de HQ eu sabia era nada! Mas… noblesse oblige, e eu resolvi então, não esperar mais pois esse tal mundo maravilhoso estava me fazendo não dormir (e eu já sou insone de primeiro grau): mar encapelado. Quanto mais me falavam, mais eu esquecia, sei e não sei quem é um tal de Corto Maltese, The Spirit , aquele gato krazy:-), de graphic novels, e – deixei-me ficar com meu personagem favorito, que é desenhado mas em livro … que é o meu amado Petit Nicolas, criação imortal, não de Péricles, mas de Gosciny que também cirou o Astérix) e do ilustrador Sempé.
(merci toujours, Aliki). And enough is enough!
Aceitam-se correções;-)
Bem, como sabem, enviei a pessoas que têm afinidade com o Sub Rosa (c’est moi -))) três paupérrimas perguntas para os meus chics leitores. Com endereços de email expostos, e peço perdão por isso, para que as pessoas soubessem quem mais estava me ajudando.
As pessoas foram generosas em suas respostas e algumas, a quem agradeço vivamente, foram gentis o suficiente para declinar da tarefa. Obrigada a essas pessoas maravilhosas que como diz o poeta, vivem “num tempo de delicadeza”. Obviamente, isto não diz mal das pessoas que não responderam e não se manifestaram. Sinceramente, quando fiz a enquete:-) fiz a medo, medo de importunar, medo de roubar o tempo das pessoas e – sim, também – medo de depois não saber usar os dados. Afinal, quem foi que me disse que eu trabalhei no IBGE;-) ou no CNPq?- (gracinha, com meus colegas pesquisadores).
Pois nesse medo eu estava, quando hoje ao ler os jornais, fui brindada com isto:
assasinato_campo_golfe.jpg.assasinato_expresso_oriente.jpghercule_poirot.jpg
Sim, senhores e oh yes, milord!
Na merry old Albion, como (nem) todos sabem “os livros da escritora britânica Agatha Christie, já imortalizados em filmes (cinema), televisão e palcos, foram transformados em histórias em quadrinhos […] mais de um bilhão de cópias de seus livros já foram vendidas em inglês”. Apenas William Shakespeare (oooh!) já foi mais lido que a autora segundo o Livro Guinness dos Recordes“. E para que mesmo? Ora quem diria? fechem a boca: “O relançamento das obras nste formato é um esforço para fazer com que Agatha Christie – a segunda autora mais vendida no mundo – seja mais conhecida de uma geração mais jovem de leitores”.
Sim, quilidos: Agatha Christie Comic Strip

I rest my case;-)))
—-
OK, vou publicar as respostas mais *maneiras*, não porque as de todos não sejam, por exemplo, uma escritora, a advogada mais maravilhosa do mundo (bom, um pouquinho depois da minha brave tyger, que essa é maior que o Denny Crane), pois bem, Paula Abreu, minha amiga queridíssima, mantém o mais acessado site especializado – melhor blog jurídico, o Dynamic Layers, e mais o favorito das multidões no Blogworld:  Epinion .Em ambos, ela trata enfaticamente do valor da leitura: mantém Clubes de Leitura -estão lendo agora o Tristram Shandy de Laurence Stern e – interesantísimo, ela ainda não chegou aos 30 anos. Era, portanto, para mim, muito importante perceber, sentir reações de pessoas como ela (ainda se evitam cacófatos?) bem como a opinião de pessoas que, como eu – (Valei-me Santo Ambrósio!) cresceram lendo livros como O Processo de Fanz Kafka, o Crime e Castigo de Dostoiewski  (Iswear) mas ainda sonhando que o Fantasma (Phantom) viria me buscar, um dia, ah! um dia largaria da Diana Parker e viria. E quando não veio, eu dei-lhe o mó desprezo e apaixonei-me perdidamente por Tarzan, cuja foto vai aí abaixo, e que esteve com Jane só para disfarçar. Mas este Tarzan que lançava aqueles uivos para a lua (saibam todos, por amor a mim) – bem, é um personagem que veio da literatura. Da mente de Edgar Rice Burroughs. Mas quem lembra disso? Quem sabia disso? Talvez porque para nós, uma coisa era uma coisa e outra coisa era… outra coisa. Talvez.
weiss_maureen.jpg

E eu volto assim que puder, e então, já publicando as respostas.
Ah! sim: muito embora eu tenha perguntado por personagens favoritos e foram citados desde os er..Katzenjammer Kids, maldade de um grande e muy amigo;-) são Os Sobrinhos do Capitão, Luluzinha, (Bolinha não foi citado por ninguém), Mafalda do Quino (como se houvesse outra), Valentina, e campeã absoluta, Mônica, e sua turma, do bom Maurício de Souza e muitos, muitos outros, ah sim, o Woodypecker (O Pipacapu), Tio Patinhas que ganhou do Pato Donald (conhecido como Pato Donaldo, em Portugal) e outros, mas o quente mesmo é a última pergunta: “3-Você acha que história em quadrinhos (HQ) ajudaria as pessoas (principalmente os adolescentes a lerem mais, (inclusive os clássicos, como Machado, Eça, e outros?)

Bom, por ser uma jóia de tão sucinta, publico logo a resposta do Antônio Augusto, a quem tanto devo e que é meu maravilhoso amigo de Orkut:
“Nãããão ao 3!”
Obrigada, Antônio. Valeu!;-)

E reforço minha gratidão por todos aqueles a quem incomodei.;-)

(*) grifo meu)

ATENÇÃO : NAO ESQUEÇAM: HOJE , último episódio da 3a temporada de HOUSE, MD que eu acho que todos já viram, bitorrentiado, but me. :o-((( . Mas quem viu diz que é do barracobasco .-)))))))))))) © TeClaudio BocSON

ATTENTION,  PLEASE: “Zérramos”, oh my gosh!

1– O autor do ensaio  “SHEENA e as  tarzanas” é Carlos Eduardo A. Martins e não outro a quem,  eu, certamente, indignada com o look da Jane ali acima, erradamente,  atribuí  a autoria, no post anterior. Mea culpa . Desculpem, sim? Foi publicado na prestigiosa revista on line La Insignia. Insisto na importância e riqueza do conteúdo, notadamente, pelas preciosas notas.

2- Sono felice dipinto di blu: Comemore comigo, as letronas são coisa do passado, nunca mais virão me atormentar: a partir de hoje, graças à pessoínha , a minha querida  Cat, o Sub Rosa passa a ostentar  l’élégant *font* Georgia. Merci, ma belle. Iuhuuu! Felicidade, enfim!;-)

3- Desculpem, mas eu mando um beijo (ok, ok, eu sei…é terrívelmente XuXa) para a minha linda amiga O’Sanji e claro, para o Nelsinho, El Gran Señor   e  sua lady, a doce e linda,  N.
Claro, que eu também concordo com vc que está lendo, mas what can/could  I do? I’m happy! That’s that! e como diz Sir Elton John, esq. :”That’s What Friends Are For”.