CANETA REVÓLVER – Marilia Castello Branco

Livro da psicóloga Marília Castello Branco - a divina Rosa -

Livro da psicóloga Marília Castello Branco - a divina Rosa -

Pessoas queridas, é por emoções como esta, enfim, é por isso que embora há mais de 5 anos eu venha me dizendo diariamente que devo acabar com o Sub Rosa, algo me faz prosseguir, às vezes, contra toda a lógica.

Abro um espaço neste recolhimento involuntário em que me encontro para dar esta notícia: quem foi blogueiro militante (mas militante mesmo) em 2002/2003 há de lembrar do soberbo blog da DIVINA ROSA, que outra não era senão a (dra.) Marilia Castello Branco, psicóloga, que cruzava a profissão com alta literatura (Marília, jamais esqueço os seus contos e exercícios inspirados em Grandes Sertões, do divino ROSA (perdão, não foi possível evitar), que era provada – posta a exame público em blogues ad hoc.

Agora, nem  vou falar mais nada, vou deixar aqui o link e vejam, corram, acorram todos para o acontecimento:

Autógrafos
Amanhã, (dia 25 de setembro) às 19h
Livro: CANETA REVÓLVER

Autor: Marilia Castello Branco
Editora: Scortecci
Local: Livraria Cultura Shopping Villa-Lobos – Av. Nações Unidas, 4777 – São Paulo/SP

Só posso dizer que a sinopse é,  embora eficente,  modestíssima. Como eu dizia, quem estava por aqui em 2001, 2002 etc… sabe e muito bem o poder transfigurador da prosa de Marília, para nós a divina Rosa.

E o que é o mistério da Rosa… não é?

Marilia, eu tenho em algum lugar uma foto sua, que guardei e hoje iria servir à perfeição, mas tenho que parar por aqui. In bocca al lupo, querida.

=-=-=-=-=-=-=-=

E para confirmar que, como diz a lenda – já está virando um axioma –   não existe ex-blogueiro, por favor leiam abaixo melhores, melhoríssimas informações:-) Tu-do!

* CANETA  REVÓLVER Da escritora MaríliaCastello Branco! – Isso me dá uma felicidade, uma comoção igual àquela – efeito do conhaque de Drummond!

Uma vida fabiana

Vidas Secas - 70 anos - Edição Especial Edição especial que contém, além do texto integral, fotografias de Evandro Teixeira que, durante dez dias, percorreu o sertão nordestino especialmente para produzir as imagens deste livro. Publicação prevista para 28/11/2008.

Olá pessoal.

A nossa Meg não está bem de saúde e me pediu que viesse aqui para agradecer a todos vocês, leitores do Sub Rosa e amigos que enviaram seus depoimentos e deixaram comentários durante esses dias de comemoração.

Ela também me pediu para publicar meu depoimento, o texto “Uma vida fabiana” e o artigo “Enxada versus caneta: educação como prerrogativa do urbano no imaginário de jovens rurais” em seu outro blog Textos Especiais.

Fico encabulada, confesso, mas não consegui me escusar: quando tentei falar com ela ontem à noite, não pôde me atender. Assim, antes de irmos aos Textos Especiais, breves explicações sobre os textos.

No início deste ano, ao concluir uma especialização, depositei uma monografia onde procurei homenagear “Dialética do esclarecimento” (1947-2007), obra de Adorno e Horkheimer e “Vidas Secas” (1938-2008), de Graciliano Ramos. Abaixo, seu resumo:

Além de homenagear os aniversários de setenta anos de Vidas secas (1938-2008), romance de Graciliano Ramos, e de sessenta anos de Dialética do esclarecimento (1947-2007), clássico dos filósofos Max Horkheimer e Theodor W. Adorno, este trabalho é uma análise comparativa entre o imaginário de Fabiano – personagem de Vidas Secas – e o de jovens da zona rural do sul e sudeste do Brasil pesquisados por Maria José Carneiro (1998), para discutir a educação como prerrogativa do urbano no imaginário do homem rural. Através da análise de resultados da referida pesquisa de campo (CARNEIRO, 1998), pôde-se constatar que, tal qual Fabiano, o homem rural ainda percebe a educação como prerrogativa do urbano, tendo as vezes que optar entre sair do rural para freqüentar escolas e universidades ou ficar, se não tiver aptidão para os estudos, ocorrendo, dessa forma, a antinomia do título deste trabalho: enxada versus caneta. Ao mesmo tempo, o esclarecimento está associado à evolução, modernidade e domínio da natureza, visão que é dialética e filosoficamente criticada por Horkheimer e Adorno (1985) na obra também objeto desta homenagem. Este trabalho também enfoca o fenômeno da desruralização em busca de educação e qualidade de vida, políticas públicas de incentivo à permanência no campo e as novas configurações dos espaços urbanos e rurais. Ressalta que o desenvolvimento rural deve ser promovido porque é um direito do cidadão rural, que este deve ter acesso a educação em seu espaço de origem para que não continue a ser forçado pelas circunstâncias a optar entre sua profissão e a educação, ou seja, enxada ou caneta.

Em outubro, para participar de um colóquio internacional de educação, converti a monografia em artigo e, já que precisava resumir o trabalho a um máximo de quinze páginas, retirei a crítica filosófica de Adorno e Horkheimer, mas consegui publicá-la a parte, na Revista Autor, com o título “Uma vida Fabiana” em 01-Nov-2008.

Quanto ao artigo apresentado no colóquio, estou aguardando o parecer – tomara que uma carta de aceite – de uma revista. Assim, pelo menos por enquanto, não poderei atender ao pedido de Meg e postá-lo em Textos Especiais, pois uma das exigências para sua publicação é que seja inédito. Mas vejam como ficou o resumo de seu resumo:

Este artigo […] adotou trabalho de campo de Carneiro (1998) sobre o ideal “rurbano” dos jovens de duas áreas rurais do sul e sudeste do Brasil e o comparou ao imaginário de Fabiano, personagem do romance Vidas secas de Graciliano Ramos (2006). Tal qual Fabiano, embora desejem educação, os jovens pesquisados a percebem como prerrogativa do mundo urbano, enquanto o espaço rural é visto como lugar de trabalho , tendo que optar entre sair do rural para freqüentar escolas e universidades ou ficar, quando não têm aptidão para os estudos […].

Em Vidas Secas, vocês devem lembrar, um dos filhos faz uma pergunta à Fabiano e este “vira o rosto para fugir à curiosidade infantil”. Acha que os filhos não têm o direito de saber, porque vão querer aprender sempre mais. O que eles devem aprender mesmo é a cortar mandacaru, amansar gado, consertar cercas… No entanto, já no final do livro, quando mais uma vez fogem da seca em direção à cidade grande, pensa nos filhos “em escolas, aprendendo coisas difíceis e necessárias”. É esta antinomia que meu trabalho aborda, comparando-a a resultado de trabalho de campo realizado por Maria José Carneiro, professora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, em 1998. Espero que ele seja publicado.

Meg manda beijos.

Um abraço,

Isabela.

Textos especiais – Uma vida fabiana

Psiu, podia responder…

Pessoas queridas e lindas, podiam responder, assim fazendo um favor:-)? Brigada. Depois, vejam o vídeo. Ou o inverso, vejam o vídeo e depois respondam.
Ah! olha só: não é ‘pecado’ não ter lido o Graciliano. Leram o texto do Ricardo? E mesmo que não tivessem lido o texto do Ricardo.  Acho que jamais leremos os livros que gostaríamos.  Falo sempre do meu exemplo que comecei a ler gibi, HQ e depois pulei direto pro Kafka.  Eu juro… que malvadeza, por isso que sou assim;-). Só queria ter uma idéia. E acho que vocês também, não é? Amanhã tenho um médico, mas antes passo por aqui.
Adoro vocês e obrigada pelos lindos emails.
Ah e “essa coisa de Graciliano” – como me disse a Céu, pois é essa coisa de Graciliano é como todas as outras do Sub Rosa. Leves, livres, soltas, divertidas e se possível que a gente possa se emocionar.E  Luciana Rayol, a nossa queridíssima amiga (ex- Cintaliga) agora tem o seu próprio portal e, como ela é um (agri)doce de menina:-) claro, tem  seu próprio blog. Ela é fã da Vivina e isso me basta;-)

Frase e música do dia:
“Prefeito não tem pai”. G.R.

Update: Continuem votando, OK?. Obrigadíssima.

Bom dia! “Sobre o telhado das árvores”

Sobre os Telhados das Árvores
Sobre o Telhado das Árvores, Ricardo Filho autografa

Que felicidade voltar quando algumas das pessoas de quem mais gosto estão … ahá … bombando;-)

O escritor Ricardo Filho, nosso querido Lord Broken-Pottery, lançou,  quando eu ainda estava fora, o belíssimo, delicado (e de excelente qualidade) livro Sobre o Telhado da Árvores.

Obviamente, pela riqueza da tessitura, pela trama tão belamente esparsa e livre, e pela delicadeza e inventividade da concepção, pela poesia, pela força incontrolável de manejar pensamentos, fazendo reviver partes de sua vida, amores  e lembranças em cores tão verdes quanto azuis como os cabelos de sua primeira grande  Lady, pretendo escrever algo sobre o livro.

Mas, enquanto não faço, sinceramente, acho que é dispensável, o livro é melhor que qualquer elogio ou crítica, podem ir se deliciando com esta resenha que achei outstanding!

Sobre o Telhado das Árvores, de Ricardo Filho.

Ah Comprem, façam-se esse favor,  façam esse favor a si próprios. O meu chegou ontem,  e é uma docilindura.
Ah! comprem. Livro é força de trabalho.
Acho lindo noite de autógrafos e como podem ver pela foto, – (aliás foto de DENIS ARAKIN, – e há muitas mais) a do nosso Lord , (ah teve menestrel, crianças , leitura interpretada e comentada com os meninos pequenos e grandes..ah! – ) como diria Kika Jordão, foi trans-lum-brante! – mas a trajetória de um livro excede e transcende a festa do dia da apresentação do rebento. Vai além.

SERVIÇO:

Sobre o telhado das árvores
Autor: Ricardo Filho
Editora: GLOBO
Ilustrações Rosinha Campos
Preço: R$ 21,50.

Já comprou o seu? Tá esperando o quê?;-))

♣ ♣ ♣ ♣ ♣

Bem, os outros tons ficam por conta da poeta, letrista , produtora e ufa!!!!… ela ainda é mais, é médica (não existe ex-médica que eu saiba;-)))), certo?,  Etel FROTA e já estamos fazendo entrevista. ;-) Demora um niquinho porque ela é ocupada e eu ainda farei mais duas ‘viagens’.

E, imagine, não é que o outro tom maior também é com uma maravilhosa poetisa, letrista, jornalista e que já “saiu” no Sub Rosa Times:-), vocês devem ter visto, mas a linda Aniuska  – Ana Vidalsó vive viajando é na Turquia, amanhã para Galápagos,  Edinbourgh,  Ilhas Gregas. Quando não está agenciando projetos, cuidado de publicidade e  marketing etc etc…

Aliás, não por isso, mas Ana Vidal, foi das pessoas que mais apoio me deu nesses dias. Ela merece, como todos  ser feliz, mas merece de meu coração, um sinceríssimo desejo de sucesso nesses e em todos os momentos de reequlíbrio de força. Salve, guerreira! A mais generosa de todas. Muito obrigada!

♣ ♣ ♣ ♣ ♣

É isso!. Que culpa tenho eu, de estar sempre assim, com a cabeça cheia de coisas lindas, projetos magníficos etc…;-))) o que, por si,não é nada…mas sempre rodeada de pessoas maravilhosas?

O que eu posso fazer? Só posso cantar como na música do Noel Rosa:

Já fui convidada
Para ser estrela do nosso cinema
Ser strela é bem fácil
Sair do Estácio … é que é…
O XIS do problema

Na verdade, queria cantar mesmo  era aquela música das Frenéticas.
hohoho…pisc*****

♣ ♣ ♣ ♣ ♣

Gente, é muito bom estar de volta. A ‘viagem’ foi longa, mas fez-me bem, obrigada pelo carinho no dia do meu aniversário.  (cliquem:-) E, pronto, a gente se fala.
Podia terminar o post aqui, mas… Ah! não posso sair sem dizer pelo menos duas coisinhas.

É verdade que o nosso Rosencrantz…. está na FLIP?!!!! Juram? Pois é… “Todomundo” já deve ser amigo íntimo do dramaturgo e conhecedor profundo da obra, desde criancinha.:-) Mas é bom. Melhor vir que não vir.

♣♣♣

Finalmente: Minha homenagem a Machado de Assis. Period.


“Gosto dos algarismos, porque não são de meias medidas nem de metáforas. Eles dizem as coisas pelo seu nome, às vezes um nome feio, mas não havendo outro, não o escolhem. São sinceros, francos, ingênuos. As letras fizeram-se para frases; o algarismo não tem frases, nem retórica.”

Machado de Assis “Histórias de 15 dias”, 15 de agosto de 1876. Crônicas.

♣♣♣

Bem, por favor, Célia, querida, não diga que eu voltei com força toda. Eu levei quase 4 dias pra fazer este post., mas chego lá;)****
Quem segura o porta-estandarte, tem arte, tem arte…

Clique para ouvir e me diga se ouviu, sim?

GRAMATOLOGIA; Livro de Artista; livro-objeto; e, incidentalmente, elogios críticos

amir_britto_cador

Este é um post in progress, como quase todos os que faço. Sei exatamente o que quero fazer, mas também sei que envolve muita coisa por acréscimo, que pode ou deve ser dita ou não: como a questão de vivermos numa sociedade em que as pessoas lidamos mal ou *NÃO* sabemos ser elogiadas. Em conversas com amigos, professores, críticos ou não, chego mesmo a dizer que ao receber uma “constatação elogiosa” sentimo-nos como desnudadas, expostas ao frio. O insulto parece ser muito mais bem recebido ou pelo menos recebido de modo menos desconfortável do que *a enunciação de algo agradável* a respeito da criação, obra ou objeto da autoria de alguém. E é fácil explicar isso: ao insulto sabemos como revidar. Ou falando ou desqualificando quem fala. Paradoxalmente – e aí reside o melhor da reflexão – esta mesma sociedade é aquela que não aceita críticas. Nem poucos encômios. Leia mais deste post