Benedito Nunes – homenagem

Mais uma homenagem ao grande sábio:

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O professor, crítico, ensaísta, pensador e escritor Benedito Nunes ganha homenagem da Saraiva

Ele será homenageado em meio ao coquetel de lançamento da inauguração  da Saraiva Megastore, aqui em Belém, na quinta, 19, às 19 horas.

Leia aqui um perfil de um dos mais respeitados intelectuais reconhecido mundialmente, ainda em vida. Leia e aí então vc vai entender por que ele é uma glória, simplesmente o “mACSSimo”, um orgulho para o Brasil, em tempos de valorização de tanta mediocridade.

Ah! sim, não é por nada, não, mas é que eu vejo e leio por aí tanta gente se definindo como “filósofo” (grossas aspas e fat chance) que fica meio difícil a gente saber por que um estudioso e pensador da mais rara estirpe filosófica, recusa o título de filósofo ligado a seu nome.

Sub rosa: Axiomas

Agora em meu retorno, após quase um ano no estaleiro, me vem uma sensação em que creio que não tenho mais ou quase não tenho mais nada a dizer em blog. Os blogs agora parecem fora de moda, depassés, exceto os de política ou os corporativos.
Isso merece um post: *para que serve um blog, after all?*(***)
Vejo uma quantidade imensa de blogs que eram meus favoritos e que ao se chegar lá há uma mensagem : “aberto exclusivamente a leitores convidados”, beijomeliga. Pfui! Triste! afinal o que  eu posso fazer pra ser convidada? Eles nem vão saber que eu fui lá:-( . Lembro  o  grande Groucho Marx:  “Não entro pra clube que me aceita como sócio”…
Então, fico chupando o dedo, imaginando que meu tempo (o tempo do blog) passou. É como diz na missa: ‘felizes os convidados par a ceia do Senhor’.
Volto cabisbaixa. E vou me queixar à Magaly que tem uma percepção muito correta do que acontece e do que deixa de acontecer:-)
Insisto, porém – já que estou alegre e cheia de vida (e cheia de amor pra dar, hoho) – pelo menos por algum tempo, nos meus poemas, nas minhas rosas e fico com a leve impressão de quando eu deixar de fazer o Sub Rosa, já vou tarde, como diria o Chico, na canção.
Me voilà:

AXIOMAS
Orides FontelaSempre é melhor
saber
que não saber

Sempre é melhor
sofrer
que não sofrer

Sempre é melhor
desfazer
que tecer

Sem mão
não acorda
a pedra

sem língua
não ascende
o canto

sem olho
não existe
o sol .

Orides Fontela (São Paulo, 1940- 1998)
P.S. Não deixem de ler o artigo do também Poeta Donizete Galvão no mesmo site.
Infelizmente, esgotadíssimo, a Livraria Duas Cidades editou a obra completa de Orides, na admirável coleção “Claro Enigma”

****
That is it.

***Em tempo, ainda em tempo:
Fui visitar o querido  Lord Broken Pottery e lhes digo, esqueçam tudo o que eu disse acima. Vim de lá a tal ponto tocada que  só posso, sem palavras, recomendar que leiam aqui:

Maria Guimaraes Sampaio

e aqui:

Alguém escreveu

Toques de encantarias. Alumbramento.

Duas linhas, enquanto não volto: o que acham?

É mesmo assim?

“… havendo de tratar da dor do bem perdido, o primeiro perdido sou eu, porque, quando quero combinar a dor com a perda, a perda com o bem, e o bem com a dor, me acho cercado por todas as partes, e preso sem saída, dentro de um círculo por uma parte inevitável, e por outra incrível. Todos crêem que a dor é a medida da perda, e a perda a medida do bem; sendo, porém, certo, como é, que o bem possuído se estima menos, e o mesmo bem perdido se estima mais, daqui se segue que a perda cresce e faz maior o bem, e que o bem perdido, feito maior, faz também maior a dor. De maneira que, caminhando do bem para a perda, e da perda para a dor, o bem, a perda e a dor são menores; porém, tornando da perda para o bem, e do bem perdido para a dor, a dor, a perda e o bem são maiores; e tudo isto, sendo o bem o mesmo, e não diverso”

Antônio Vieira (Portugal [Lisboa]*1608 + Brasil[Salvador/Bahia] 1698)
Pe. Antonio Vieira
Fico uns dois dias fora do ar.
Volto logo. Nem respirem;-)
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P.S. Meninas e meninos:-) Volto logo com o post sobre esta delícia aqui.

Um beijinho para a Sofia.

Dividindo…

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Crescer  significa abrir-se à amplidăo dos céus, mas também deitar raízes na obscuridade da terra; que tudo o que é verdadeiro e autêntico somente chega à maturidade se o homem for simultaneamente ambas as coisas: disponível ao apelo do mais alto céu e abrigado pela proteçăo da terra que oculta e produz.”
Martin Heidegger. Feldweg


(Nota para mim mesma, divido com quem gostar…)

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E já que a palavra é dividir, não perca, eu subscrevo inteiramente, este post: Post antigo não é post morto. A idéia é uma criação coletiva de dois blogueiros de responsa, além de  muito queridos: Peri s. c. , o melhor  e mais chic armazém da blogosfera,  e Ery Roberto, também autor da arte final, dos banners , logos, etc;-) 

Embora para mim pareça muito clara a razão pela qual as pessoas – seja qual for o assunto – só comentam no post mais recente, esses meninos meteram a mão  na massa (este cliché ainda não é um clichê: eu acabei de criá-lo há dois segundo…vai pegar, eu penso) Por favor, vejam lá.  Comentem e não deixem que isso passe. Tomara que se torne um  hábito.

Bons feriados.