Minúsculos assassinatos… máxima escrita

minúsculos assassinatos e alguns copos de leite

Não é que a Fal seja ‘apenas’ uma pessoa que escreve bem, ela é *a* escritora;aquela de vencer tormentosos desafios que lança para si mesma. A que não se desvia da vertigem quando transita da doçura e delicadeza do amor e do afeto até o peso esmagador da *HÝBRIS* (ὕβρις) que tinge as perdas , as ausências, as raivas sentidas e ‘indirigidas’ (inventei essa palavra agorinha, e daí?) e indigeridas.

São as belezas e valores e presenças que compõem a instabilidade do ser, convergências e exílios de sentimentos, frustrações , perdas e ranger de dentes, que nos projetam para os males e dores da s perdas e danos, das ausências que se quer ou não se quer esquecer. Mas que se pretende expor. E se tenta. Agora, expressar isso com maestria e torná-lo obra de arte, já é outro departamento, outro guichê, ali, mais para além do que chegam os médios, os medianos. Isso é para os grandes.”

Este é um excerto do que escrevi à época do  vient-de-paraître. Mais de dois anos depois, a cada vez que leio e releio o livro, quando o escolho para presentear alguém, a impressão é reforçada:
Na microscopia da escrita, desde o antes, Fal se dedica às tarefas de expor, sondar e fiar alma e emoções, grande empreitada que executa com a leveza das mãos que conhecem muito bem a fibra do tecido que recorta. Mãos que sabem ser sutis, penetrantes, delicadas e – não duvide – sem subterfúgios – com humor muitas vezes feroz.

Minha sugestão para presente. No Natal, mas não vejo porque só no Natal. Em todas as ocasiões.
E taí… um presente para você mesmo. Você vai ficar feliz com a lembrança. Vá por mim

E o livro vai ser adaptado para uma peça. Veja aqui.

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Robert Goren

Image via Wikipedia

P.S: Como se não bastasse, Fal é fã do  Goren (ah! full metal). E eu, para ser gentil, deixei de assediá-lo:  agora, além do Clint eu estou apaixonada mesmo pelo Dr. (Sam Westerton)McCoy, the real McCoy. Fica tudo em família, tudo em casa, né, maninha?