Whaddya got?

Mildred: “What’re you rebelling against, Johnny?”
Johnny:  “Whaddya got?”

Antológico. Lembrei hoje.

Eu volto, tento fazer uma homenagem ao escritor Haroldo Maranhão mas, como sempre, tenho a impressão de que não vou conseguir. Vamos a ‘veire’, ai, ai, ai . O.O

P.S. ” E , juro, falando em cinema: sabe a Denise Richards, ex-entre-tapas-e-beijos-Sra. Charlie Sheen? Pois é, contrariando a ditadura do bom gosto e coisa e tal, eu na minha fase moouito rebelde:-) peguei a segunda metade  de Garotas Selvagens (Wild Things, 1998), com a própria “no auge do pelotaço”.
É filmeco, mas muuuito bem levado, pelo John McNaughton um “thriller” (tem também Matt Dillon, Kevin Bacon, Neve Campbell de “white trash”, Bill Murray (oba! olha só, não disse que vale uma olhada?), Theresa Russel, Robert Wagner e outros menos votados) com um “plot twist”, e um “plot twist”, e um “plot twist”, e um “plot twist”, e um “plot twist”, e um “plot twist”, e um fim, e, nos créditos finais, *outro* “plot twist”, e *mais outro* “plot twist”…  Pipoca pura.
Nada mal pra uma noite fria.” (aí no Rio, claro, Carlos e Julio).

Ainda volto, um dia, com uma lista de filmes analisada pelo meu crítico (de arte/cinema do coração). Socializo, juro.

Stardust… Bette Davis.

Acabei de receber, a informação,  da  Rose.(*). Uh la la! Obrigada, muuito obrigada.
Aqui o link da TV Cultura.
O título do documentário é Stardust: The Bette Davis Story. Aqui, no Brasil, já foi exibido no canal  a cabo TCM.

Eu aproveito para, out of the blue, lembrar uma “line” fantástica de Bette. É do filme The cabin on the cotton:
— ““I’d luv ta kiss ya, but I just washed my hair.

:)

A foto de Bette foi retirada de um dos melhores e mais belos blogs de toda a Internet: Aprendendo, da minha querida e linda amiga Isabela.
Recomendo que vejam tudo, que se percam nos tesouros de lá. Em especial, leiam todos os posts com a tag Isabela. Há, entretanto, à direita, um menu riquíssimo e variado de tags a partir do qual você pode fazer a festa. É para ler, ler, ler como se não houvesse amanhã. pisc*. Você vai se supreender e se flagrar dizendo: “como é que não vi isso aqui antes”. Simples, eu esqueci de dizer isso antes,  mas lembre que você viu aqui. pisc* de novo.

E atenção, lá no Aprendendo, um prêmio extra :  Bette Davis cantando  “Que reste-t-il de nos amours (I wish you love) . Étonnant!

Ah! sim, e corrigindo a mim mesma, essa referência e essa foto já foram usadas aqui no Sub Rosa, bem aqui, olhem: Fasten your seatbelts…

Então, tá: apertem os cintos, a noite promete.

If we don’t, remember me

Eu estava pensando assim, quem inventou a carta? Não a carta de baralho, que essas a gente sabe, estuda na escola, mas as cartas cartas mesmo, quando foram inventadas, quem primeiro se viu distante um do outro que teve a idéia de  “cobrir” a distancia e ausencia com uma… carta,  ou bilhete,  epístola, misssiva , não é? No Brasil, até onde se sabe  a primeira carta foi a de Pero Vaz e seguem sendo  (ou não são?) insubstituíveis, pelo menos até o aparecimento do telefone…  Pois bem, esse post é sobre palavras (a dita e a escrita) e as imagens, esse fascínio que pega de jeito gente como eu.

Então, tão: já não é mais novidade para ninguém, e eu corro o risco de ser a última da classe… mas, com dizem os nossos irmãos do outro lado do oceano,  mais vale tarde que mais tarde e aqui está minha homenagem  e agradecimento ao moço (meu companheiro de Tumblr) do blog IWDRM,  que é campeão absoluto no quesito, luxo, riqueza e poder:-)  Estou encantada, um amor de perdição, pelas GIF‘s! Este post foi adiado desde dezembro do ano passado e acho que jamais o publicaria pois cismei que as gifs não funcionavam (perdiam o sutil movimento) no WordPress. (bem, eu ainda não sei, me digam, vocês). Burrinha, eu. Obrigada, Cat Miron.

Voilà: algumas gifs, todas de amados meus, incluindo ele, o mais poderoso, que faz aniversário no dia 31, ai, Jesus, apaga a luz! o meu Clint, ô lá em casa!…

“Hi, Lloyd. Little slow tonight, isn’t it?”

The Shining – (O Iluminado, 1980) – meu filme ‘tenebroso’ preferido. Jack Nicholson, adorado. Um Kubrick perfeito que a gente vê de olhos bem… fechados, lembram? ♦ ♦ ♦ Ela.  Mais linda, rycah e phynah impossível! Kim Novak:

kim novak

“Only one is a wanderer. Two together are always going somewhere”. Vertigo (Um corpo que cai), Hitchcock, 1958.

♦ ♦ ♦ OMG!

clint rulz: the good the bad the ugly

“Every gun makes its own tune.” (The good, the bad and the beautiful, Três homens em conflito, 1966

♦ ♦ ♦

Mas nem só de GIF’s vive a nossa atual fantasia. Também há lugar para as imagens digamos, tradicionais (JPG). Leia mais deste post

Como ‘vaes’ você?

Ava, film a touch of venus, 1948

Uma saudade imensa, uma falta sem tamanho.
Vim, hoje, porque acho que sempre temos um encontro aqui, às sextas-feiras.
Ainda não posso ficar por muito tempo, tenho um prazo a cumprir. Acho, porém, que logo após o dia 20, ou antes até, volto pra este lugar que é sina,  é  fado, na ausência é que a gente vê.
Queria agradecer a todos, todos que vêm aqui, a todos que escreveram no post abaixo, nos demais posts, a quem irei respondendo aos poucos. E também, aos que me têm escrito em particular, que me têm emprestado uma força de que não suspeito em mim.
Logo, logo, as coisas se arranjam, as doenças curam-se, os problemas resolvem-se, enfim… o que pode o real contra a imagem, não é? Quem há de não concordar com isso? Com a força da representação?

Eu quero deixar um ou dois presentinhos pra vocês, além da Ava Gardner, naturalmente, de quem estou lendo uma autobiografia bem malcriada. Ava-My Sory– de Ava Gardner e seus três maridos. Uma nota: O filme A Touch of Venus é aquela coisa, ou seja não é grande coisa, mas ela está linda e seu partner é um dos atores que eu mais amo: Robert Walker, vocês conhecem, não é? Se não, conheçam. He’s something special.

1– Este aqui, naquele conhecido efeito morphing, uma beleza, só não concordando com a presença, sem nenhuma congeniality, da Bullock.
Já é meio antigo (meio? bondade!) mas sempre vale a pena ver a Tipi Hedren. Ou não é?

Women in Film.

2– Este aqui, também meio velhinho, muita gente conhece, mas é para as horas de navegação ou pesquisa com rádio na web.
É nosso e é muito interessante.

Canal FunarteVejam e ao navegar confiram em Imagens—> Entrevistas e —>Serviços.

Me digam o que acharam do Paulo Autran e da Tonia Carrero, esplendorosos, novos, majestosos, lindos.
Ao alcance dos olhos.

***
Bem, crianças, ainda estou com pouco fôlego, vou indo, mas antes deixem que eu diga que Deus existe, e  ele e a Tereza gostam de mim.
Obrigada, amiga, adorei, a-do-ro e vou adorar sempre a Marilyn. E que russos, hein?:-)

Me aguardem pra antes do Oscar©, que é quando minha porção maior  da minha  légèreté aflora que é uma beleza. Salve, salve!

=-=-=
(*) Como vaes você? (vocês viram isso aqui?:-)

***

Next! 2011.

louise brooks

La Brooksie / lets misbehave/feliz 2011

OUÇA AQUI.

We’re all alone; no chaperone can get our number…
The world’s in slumber; let’s misbehave.

There’s something wild about you, child, that’s so
contagious…
Let’s be outrageous; let’s misbehave.

When Adam won Eve’s hand, he wouldn’t stand for teasin’…
He didn’t care about those apples out of season.

They say the spring means just one thing to little love birds.
We’re not above birds; let’s misbehave.
If you’d be just so sweet and only meet your fate, dear,
It would be the great event of nineteen twenty-eight, dear.

;-)
(*) Dê uma olhadinha aqui. (presentinho de ano novo)

******  *****  ******

Meus bens:

Um feliz (císsimo)ano novo pra nós.
Como diria nossa ‘déa‘ Falzoca: Amém, nóis tudim‘.
Virada da primeira década do século, hein?
Obrigada por tudo, pela companhia, pelos risos, pelas idéias, pela força, enfim… A gente continua, a alegria continua…
(É Deus no céu, Cole Porter e Noel Rosa na terra)
Então, refazendo o título, como diz minha linda amiga, Marie:
“Adieu 2010.  Next!
Feliz 2011 a todos
.”

O SEBO – Carlos Drummond de Andrade (updated)

***

O filme. O texto. A música.

onde mais se pode encontrar

the clock -o ponteiro da saudade judy garland v. minelli – onde mais se poderia encontrar um filme assim?

O amigo informa que a cidade tem mais um sebo. Exulto com a boa-nova e corro ao endereço indicado. Ressalvada a resistência heróica de um Carlos Ribeiro, de um Roberto Cunha e pouco mais, os sebos cariocas foram se acabando, cedendo lugar a lojas sofisticadas, onde o livro é exposto como artigo de moda, e há volumes mais chamativos do que as mais doidas gravatas, antes objeto de decoração, do que de leitura.
Para onde foram os livros usados, os que tinham na capa este visgo publicitário, as brochuras encardidas, as encadernações de pobre, os folhetos, as revistas do tempo de Rodrigues Alves? Tudo isso também é “gente”, na cidade das letras, e como “gente”, ninho de surpresas: no mar de obras condenadas ao esquecimento, pesca-se às vezes o livrinho raro, não digo raro de todo, pois o faro do mercador arguto o escondeu atrás do balcão, e destina-o a Plínio Doyle, ao Mindlin paulista ou à Library of Congress, que não dorme no ponto… mas pelo menos, o relativamente raro, sobretudo aquele volumeco imprevisto, que não andávamos catando, e que nos pede para tirá-lo dali, pois está ligado a circunstâncias de nossa vida : operação de resgate, a que procedemos com alguma ternura. Vem para a minha estante, Marcelo Gama, amigo velho, ou antes, volta para ela, de onde não devias ter saído; sumiste porque naqueles tempos me faltou dinheiro para levar a namorada ao cinema, e tive de sacrificar-te, ou foi um pilantra que me pediu emprestado e não te devolveu? Perdão, Marcelo, mas por 5 cruzeiros terei de novo a tua companhia.
Matutando no desaparecimento de tantos sebos ilustres, inclusive o do Brasielas chego a este novo. É agradavelmente desarrumado, mas não muito, como convém ao gênero de comércio, para deixar o freguês à vontade. Os fregueses, mesmo não se dando a conhecer uns aos outros, são todos conhecidos como frequentadores crônicos de sebo. Caras peculiares. Em geral usam roupas escuras, de certo uso ( como os livros ), falam baixo, andam devagar. Uns têm a ponta dos dedos ressecada e gretada pela alergia à poeira, mas que remédio, se a poeira é o preço de uma alegria bibliográfica?
Formam uma confraria silenciosa, que procura sempre e infatigavelmente uma pérola ou um diamante setecentista, elzeveriano, sabendo que não o encontrará nunca entre aqueles restos de literatura, mas qualquer encontro a satisfaz. Procurar, mesmo não achando, é ótimo. Não há a primeira edição dos Lusíadas mas há do Eu, e cumpre negociá-la com discrição, para que o vizinho não desconfie do achado e nos suplante com o seu poder econômico. À falta da primeira, a segunda, ou outro livro qualquer, cujo preço já é uma sugestão: “Me leva”. Lá em casa não cabe mais nem aviso de conta de luz, tanto mais que as listas telefônicas estão ocupando lugar dos dicionários, mas o frequentador de sebo leva assim mesmo o volume, que não irá folhear. A mulher espera-o zangada: “Trouxe mais uma porcaria pra casa!”. Porcaria? Tem um verso que nos comoveu, quando a gente se comovia fácil, tem uma vinheta, um traço particular, um agrado só para nós, e basta.
A inenarrável prosmicuidade dos sebos! Dante em contubérnio com o relatório do Ministro da Fazenda, os eleatas junto do almanaque de palavras cruzadas, Tolstói e Cornélio Pires, Mandrake e Sóror Juana Inés de la Cruz… Nenhum deles reclama. A paz é absoluta. O sebo é a verdadeira democracia, para não dizer: uma igreja de todos os santos, inclusive os demônios, confraternizados e humildes. Saio dele com um pacote de novidades velhas, e a sensação de que visitei, não um cemitério de papel, mas o território livre do espírito, contra o qual não prevalecerá nenhuma forma de opressão.

Carlos Drummond de Andrade

Agora, a música tem de ser um standard:

Outstanding Blossom Dearie singin’ The Best is yet to come

Este texto, o poster do filme e a música –   um presente de aniversário (soy tan pobre que otra cosa puedo dar...:-) para uma amiga muito especial.

Eu adoro esse filme: Minelli e Judy Garland?: não tem erro.

judy garland robert walker the clock 1945 dir vincent minell

judy garland e robert walker

Noël Rosa – o centenário do poeta do samba.

noel e o cigarro emblemático
Noël Rosa
, nascido em11 de dezembro de 1910,   é o maior, e muito possivelmente, o melhor compositor popular brasileiro. Morreu, em 4 de maio de 1932. E esse  é o fato que mais impressiona: morrreu aos 26 anos e compôs cerca de 256 músicas.

Duas obras nos dão conta desse gênio :

1A famosa biografia de Noel,  por João Máximo que hoje está sendo contestada pelos herdeiros, apesar de a obra de e sobre Noel já estar em regime de domínio público. E dificilmente será reeditada ou haverá alguma reimpressão. (queira ver neste link )

Ironia, em sua música Fita amarela de 1932:  “ Quando eu morrer, não quero choro nem vela/Quero uma fita amarela gravada com o nome dela/Não quero flores nem coroa com espinho/Só quero choro de flauta, violão e cavaquinho/Estou contente, consolado por saber/Que as morenas tão formosas a terra um dia vai comer./Não tenho herdeiros, não possuo um só vintém/Eu vivi devendo a todos mas não paguei a ninguém…/

2- Noel pela primeira vez. A totalidade da obra de Noel foi recolhida, num trabalho cheio de percalços, que durou cerca de 10  anos, pelo professor e pesquisador  Omar Jubran, Por dez anos, trabalhando nesse resgate, conseguiu reunir, a obra completa  do compositor: em 14 CDs e em 14 volumes, 229 músicas, cujo escopo era reunir toda a obra de Noel, incluindo os inéditos e os até então desconhecidos e, importante, as músicas gravadas por Noel (queira ver aqui).

O que encontrei de melhor sobre o centenário de Noel está aqui em dois soberbos trabalhos:

1-A  Semana Noel Rosa, coletânea de 7 posts sobre Noel, valorizado pela leveza da linguagem e pela seleção pessoal de músicas e excertos das letras -feita por André Barcinski.  No post  que  fecha a semana ele escolhe suas 10 músicas preferidas , do Poeta da Vila. Ora, André, em cerca de 250 músicas, praqticamente todas geniais (Noel jamais deixou cair a qualidade,  quer nas letras e também nas músicas, escolher só 10…tsc tsc.. que ‘judiação’ ops… 0 termo politicamento incorreto que Noël oferece em sua  “Leilao

2 ‘O centenário do poeta maior’, por Julio CesarRibeiro, conhecedor profundo do assunto, do samba e da música brasileira. Primoroso, riquísimo. Não deixe de ler, mesmo que você ache que conhece a vida de Noel. Lá, você encontra, de forma detalhada e ilustrada a famosa polêmica de Noel e Wilson Baptista. Corra pra lá.

*    *    *

Eu, de fato, fico angustiada e nervosa quando me dizem escolha os seus dez filmes preferidos, seus 10 ou 15 livros idem, os que levaria para uma ilha deserta…suas 10 séries ( eu amo Law&Order e todas as franquias e House) mas amo outras também e quando querem que eu escolha 10, dá  vontade matar e de morrer (assis valente).
É terrível saber que o que você escolhe, significa que um milhão de outras probabilidades ficaram de fora. Irrrgh.
Mesmo assim vou deixar estas duas, uma sentimental, Noel cantou o amor sentido, o amor sofrido, complicado, a um tempo poético e autoflagelador. Um masoquismo que faria o Leopold morrer de inveja :

“Jurei não mais amar pela décima vez/jurei não perdoar/ O que ela me fez (…)/ Joguei meu cigarro no chão e pisei/Sem mais nenhum/Aquele mesmo apanhei e fumei/Através da fumaça/neguei minha raça/Chorando a repetir/Ela é o veneno /Que eu escolhi/Pra morrer se sentir”/

Mas o sofrimento de Noel era escondido (ou realçado) pela malandragem, pela malícia, pela ironia e pela zombaria. Eis aqui uma que é obra-prima  (btw, serve de epígrafe ao maravilhoso blog do artista plástico Claudio Boczon).

“O orvalho vem caindo, vai molhar o meu chapéu/e também vão sumindo, as estrelas lá do céu/Tenho passado tão mal
A minha cama é uma folha de jornal/A minha terra dá banana e aipim/Meu trabalho é achar quem descasque por mim /(Vivo triste mesmo assim!)

E para dar o toque final, a letra filosófica: Positivismo
“A verdade, meu amor, mora num poço / É Pilatos, lá na Bíblia, quem nos diz / e também faleceu por ter pescoço / o infeliz/autor da guilhotina de Paris (…) O amor tem por princípio, a ordem por base / o progresso é que deve vir por fim / desprezaste esta lei de Augusto Comte / e foste ser feliz longe de mim (…) Para não sentir mais o teu veneno/Foi que eu já resolvi me envenenar”

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Discografia de Noel Rosa .

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Cereja do bolo:

Marcos Sacramento – Pela Décima Vez – (beleza puríssima!) Ouça, bem alto, ouça tudo!:-)Resistir, quem há-de!