Círio de Nazaré – outra forma de ser.

Nem vou falar muito. O Círio de Nazaré acontece sempre no segundo domingo do mes de outubro.
Marcus Pessoa escreveu o melhor texto, IMHO, sobre essa coisa “tão grande “que nem cabe explicação“. Em linguagem cinematográfica, referências, alusões, takes e flashes, planos e contraplanos, Marcus fala dos três dias “melhores” do Círio. E não à toa, em teses de doutoramento, estudos antropólógicos, o Círio de Nazaré ganhou o apositivo  “carnaval devoto“.


“Não esperem concisão ou coerência. Não estou falando de coisas à toa, classificáveis, mas de fragmentos do caos original. De sensações, acontecimentos, pessoas, imagens, lembranças, tudo misturado.

Domingo é o Círio de Nazaré. E acredite, se você não mora em Belém, ou não veio aqui pra sentir na real, ou ficou só na sacada do hotel  vendo as pessoas passarem, você não sabe de nada.[…]” 

         “[..] E a Naza galvaniza essas pessoas tão diferentes, interrompe a luta de classes durante duas semanas.[…]”

“[…] O catolicismo é pelego mesmo, mas quem se importa?[…]

Esses são os excertos que eu escolhi. Agora, o texto completo pode ser lido aqui.   Cliquem nos links. Entenda o que vem a ser essa realidade em contraplano à realidade atrás, abaixo ou acima  do religare  tradicional…  Você (não) vai  saber o que está perdendo, mas está .. . Eu juro. Pela fé da mucura, como se diz por aqui:-)
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Aqui, as fotos magníficas de Breno Peck:

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Para os antropólogos ou os de viés antropológico.
“No mês de outubro, em Belém do Pará…”
 RITA AMARAL
E para bookmarks: OS URBANITAS

Aqui: o site

Benedito Nunes ganha Premio Jabuti 2010

Mais um prêmio relevante  (todos os prêmios e homenagens são mais que merecidos) para Benedito Nunes, o escritor, pensador, crítico, ensaísta e professor paraense Benedito Nunes.
“A primeira fase do 52º Prêmio Jabuti já foi concluída e comemorada pelos vencedores das 21 categorias da premiação. Uma delas é Teoria/Crítica Literária, cujo primeiro lugar é do paraense Benedito Nunes, com a obra A Clave do Poético. Editado pela Companhia das Letras e organizado por Victor Sales Pinheiro, o livro reúne uma série de ensaios sobre os pontos altos da produção de Benedito Nunes. A Clave do Poético – O crítico, filósofo e professor discorre nos ensaios sobre a filosofia de Nietzsche, Spinoza e Wittgenstein e vai até os mais recentes desenvolvimentos da literatura brasileira contemporânea.”

Leia mais aqui: Benedito Nunes recebe o Prêmio Jabuti…

Penso que os leitores do Sub Rosa são como eu mesma: adoramos saber do Leia mais deste post

ZUENIR, VERÍSSIMO e(m) BELÉM -Só Vendo.

Entre os dias 25 de agosto e 5 de setembro, realizou-se em Belém, a XIV  FEIRA PAN-AMAZÔNICA DO LIVRO . O mundo inteiro e  mais algumas  pessoas frequentaram o local (HANGAR, centro de convenções) durante esses dias, como podem ver no link.
O jornalista e escritor Zuenir Ventura, o escritor e colunista Luis Fernando Veríssimo, entre muitos outros, estiveram aqui como conferencistas e participantes em debates . No dia 8, de setembro, já de volta ao Rio Janeiro, mestre Zuenir escreveu no jornal O Globo esta crônica. Muito a contragosto, deixo de fazer qualquer comentário. Eu e meus adjetivos saímos de cena.( Afinal, como diria Noel Rosa: a Vila não quer abafar ninguém…)

ZUENIR VENTURA

SÓ VENDO

Acostumados com o clichê preconceituoso que acredita não haver vida inteligente fora do eixo Rio-São Paulo, nos surpreendemos quando encontramos alguma atividade cultural em cidades do chamado “interior” — o “centro” somos nós, claro. Por exemplo: onde é possível reunir cerca de 650 mil pessoas, um terço dos moradores, para tratar de um assunto meio fora de moda, a leitura? Pois acabo de ver o fenômeno em Belém, na XIV Feira Pan-Amazônica do Livro, um dos três principais eventos do gênero no Brasil, este ano dedicada à África de fala portuguesa. Houve shows com Gilberto Gil, Lenine, Emílio Santiago, Luiza Possi, mas o destaque foram os R$30 milhões faturados com a venda de 500 mil volumes, superando, segundo os organizadores, a Bienal do Rio.

Há cidades brasileiras que só vendo. A capital do Pará é uma delas. Além de ser uma das mais hospitaleiras do país, gosta de seu passado e é hoje um exemplo de como revitalizá-lo. Já escrevi e repito que a intervenção que o arquiteto Paulo Chaves fez no cais da cidade, transformando armazéns e galpões na monumental Estação das Docas, é uma obra que não deve nada à que foi realizada em Barcelona ou Nova York (o prefeito Eduardo Paes devia ir lá ver). Outro genial exemplo de reaproveitamento é o centro onde se realiza a Feira, o Hangar, um gigantesco espaço que antes, como diz o nome, servia de estacionamento para aviões.

E não fica nisso. Há roteiros culturais como o do núcleo Feliz Lusitânia e seu Museu de Arte Sacra, onde se encontram uma Pietá toda em madeira, o São Sebastião de cabelos ondulados e a famosa N. S. do Leite, com o seio esquerdo à mostra dando de mamar. Sem falar nos museus do Encontro e de Gemas do Pará, e numa ida a Icoaraci para ver as cerâmicas marajoara, tapajônica e rupestre.

Para quem gosta de experiências antropológicas, recomenda-se — além dos 48 sabores regionais, a maioria, do sorvete Cairu — uma manhã no mercado Ver-o-Peso, onde me delicio nas barracas de banhos de cheiro lendo os rótulos: “Pega não me larga”, “Amansa corno”, “Afasta espírito”, “Chora nos meus pés”. Com destaque para o patchuli, que a vendedora me diz ser o odor de Belém. Mas antes deve-se passar pela área dos peixes: douradas, sardas, tucunarés, enchovas, piranhas, tará-açus. “Esse aqui é o piramutaba”, vai me mostrando o nosso guia, o cronista Denis Cavalcanti; “aquele é o mapará, olha o tamanho desse filhote”.

Desta vez, o ponto alto da visita foi uma respeitável velhinha fazendo o comercial do Viagra Amazônico para mim e o Luis Fernando Verissimo: “O sr. dá três sem tirar, e depois ainda toca uma punhetinha”. Isso com a cara mais séria do mundo, sem qualquer malícia, como se estivesse receitando um remédio pra dor de cabeça. Só vendo.

Publicado no Jornal O Globo . Fonte: Radio do Moreno

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Brevíssima iconografia da crônica de Zuenir:
XIV FEIRA PAN-AMAZÔNICA DO LIVRO – ESCRITORES
ZUENIR VENTURA:

Zuenir na XIX FPL
Zuenir na XIV FPL

XIV FEIRA PAN-AMAZÔNICA DO LIVRO – ARTISTAS


A Pietà, do Museu da Arte Sacra:
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Pietà, Museu de Arte Sacra, Belém/PA foto Octavio Cardoso.

2- A Estação das Docas – projeto de Paulo Chaves.
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3- O Mercado Ver-o-Peso, onde Veríssimo e Zuenir receberam a receita. Não que precisassem, é claro:-)

mercado ver o peso

E, last but not least …. ele!

viagra natural
viagra natural (amazônico)

Com isso, estou *fazendo a minha parte*, viu Denise Rangel, e viu, só, Allan? :-)
(a) Viagra Natural
(b). No Facebook – Sustentabilidade.

Nota :

Devo este post ao jornalista Fernando Jares Martins que escreveu sobre o assunto, em seu ótimo blog “Pelas Ruas de Belém”..

Haroldo Maranhão por Benedito Nunes

Minha homenagem no dia do aniversário de nascimento do grande escritor brasileiro HAROLDO MARANHÃO (Belém, 7 de agosto 1927 – Rio de Janeiro, 15 de julho de 2004). É também homenagem ao professor BENEDITO NUNES, pensador, crítico literário, ensaísta e escritor que, entre tantos prêmios nacionais e internacionais, recebeu no dia 20 de julho,  da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de sua obra e seu perfil, o “Prêmio Machado de Assis” de 2010, a mais importante comenda literária brasileira, concedida todos os anos desde 1941.

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EU e HAROLDO
eu_e-haroldo
por Benedito Nunes

Conhecemo-nos em 1943, eu com 14 e Haroldo com 16 anos, já ele então diretor de O Colegial, um jornalzinho impresso, que circulava entre os ginásios de Belém, publicando fotos e notícias de interesse estudantil. Haroldo foi o primeiro presidente do Grêmio Cívico e
Literário do Colégio Moderno, no tempo de seus fundadores, os irmãos Serra, Augusto e Osvaldo (Serrão e Serrinha como os chamávamos), e eu o segundo, nossas gestões sucessivas sob o regime de um benevolente despotismo esclarecido. Politicamente, estávamos na fase final da ditadura getulista, o chamado Estado Novo e da Segunda Guerra Mundial. Iniciava-se entre nós uma longa amizade, regada por afinidades eletivas mútuas em torno de literatura e música.

Desde cedo Haroldo tinha biblioteca própria, distinta e separada da de seu ilustre avô, o jornalista Paulo Maranhão, e localizada em prolongamento da residência do pai dele, João, no terceiro andar do edificio art nouveau da Folha do Norte, à altura da redação, em prédio novo, de um dos jornais da empresa Folha do Norte, O Imparcial, que desde então eu freqüentava. Embora lêssemos muito, àquela época ainda éramos passadistas, combatendo o movimento [moderrnista] de 22 sem conhecê-lo. Por isso decidimos ambos fundar um círculo de defesa e culto do clássico Parnaso, a Academia dos Novos, organizada nos moldes da Academia Brasileira de Letras, unindo-nos a outros incipientes literatos de nossa idade, como, principalmente, Jurandir Bezerra, Alonso Rocha, Max Martins e Antonio Comaru, que se tornara voluntário da FEB. De modo que nos tornamos imortais muito cedo e por conta própria.
Mas também muito cedo Haroldo se fizera jornalista. Morava no jornal, tal como o outro no samba de Noel Rosa morava na filosofia: era Secretário do Vespertino da Folha do Norte, e habitava com a família no prédio onde também se redigiam e imprimiam os dois diários da empresa. Em 46, se não me falha a memória, descobrimos juntos o modernismo. E o sinal dessa entusiástica descoberta foi a publicação, desde aquela data, sob a direção de Haroldo, do Suplemento Literário da Folha do Norte, que teve como colaboradores, ao lado de Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles e Manuel Bandeira e de outros muitos poetas cariocas, paulistas e mineiros, alguns dos antigos membros da Academia dos Novos, tardiamente convertidos ao modernismo. A Faculdade de Direito do Largo da Trindade foi para nós outro lugar de reunião já aí ampliado pela presença de Mário Faustino, nosso amigo comum, que por algum tempo trabalhou na Folha, depois de ter sido cronista, numa acepção que não é a de hoje, de A Província do Pará, dirigida por Frederico Barata. Muito jovens, confluíamos os três em torno dos mais velhos, Machado Coelho, Ruy Barata, Paulo Plínio Abreu, Raymundo Moura, Cléo Bernardo, Silvio Braga e Rui Coutinho, alguns desses reunidos conosco quase diariamente, de noite, sob a liderança intelectual do professor de Literatura, Francisco Paulo Mendes, numa das bancas ou mesas do Café Central, que, como uma das casas da infância de Manuel Bandeira no Recife, existe hoje tão só parado no ar da lembrança. Depois, por volta de 1960, Haroldo virou livreiro. Abriu a ‘Dom Quixote’, a melhor livraria de Belém àquela época, e nessa mesma década mudou-se para o Rio de Janeiro.

Paro por aqui, porque se não, terei que escrever duas biografias, tão entrelaçadas foram em vários momentos nossas vidas ao longo de uma amizade sexagenária – 61 anos – unindo juventude e velhice. Mas tenho que dizer, pelo menos, que a biografia de Haroldo correu por outras linhas além daquelas que escreveu à mão ou à máquina para o jornal que viveu e trasviveu: as linhas do conto e do romance, pois que foi, como autor de tantos textos literários, vinte ao todo, um dos grandes atores da literatura brasileira, a que deu uma pulsação ficcional extraordinária.
O momento de hoje em que o relembramos, tal como ele gostaria, em estilo escorreito, livre de adjetivaçães retumbantes, foi antecipado em sua novela, de título irônico senão sarcástico: A Morte de Haroldo Maranhão (1981). Proeza humorística de um homem que viveu intensamente setenta e sete anos, de um homem temulento – embriagado sem estar bêbado, na classificação tipológica de Guimarães Rosa, romancista de que se aproximou pela potência de criação verbal, e que projetando-se, como Dalcídio Jurandir, num plano de importância literária nacional e mundial, conseguiu ultrapassar a tradicional mediania regionalista do extremo-Norte do país. Como temulento, Haroldo foi um Dom Quixote da linguagem, um possesso ou um embriagado da língua portuguesa, usando, na fase final, em vez da lança do cavaleiro de Cervantes, um veloz computador, que lhe permitiu fazer da escrita uma rápida arma de crítica social, de autoconhecimento e de invenção poética da realidade.

Benedito [José Vianna da Costa] Nunes
Belém, julho de 2004
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Retirado de: EU E HAROLDO – por Benedito Nunes. Publicado em plaquette, Belém, 2006 – Homenagem do Governo do Estado do Pará, através da Secretaria Executiva de Cultura, e de todos os amigos de Haroldo Maranhão, um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos.(*)

Uma homenagem, nem tanto um necrológio, mas, reparem, um bem-humorado *elogium* de Benedito Nunes. O Mestre falando de seu amigo urdidor de histórias. Um temulento.

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(*) A plaquete foi enviada para mim, no Rio de Janeiro, em 2006, pela minha querida amiga, a jornalista Regina Alves, a melhor entre os melhores… Agora, estamos todos em Belém.

(**) No meu (outro) blog TEXTOS ESPECIAIS, leia entrevista de Benedito Nunes concedida ao Jornal “O LIBERAL” em 2007.

(***)
Na ilustração, temos a capa da plaquette: o retrato (foto) do Haroldo e a assinatura do professor Benedito.

Paulo Santos – Exposição

tres estradas da ultima fronteira

Convite da exposição do Paulo Santos, “Amazônia – Estradas da última fronteira”, que abre no dia 5 de agosto. A exposição traça um roteiro de quase três décadas de cobertura fotográfica do autor, profissional de grande atuação na cobertura de acontecimentos marcantes na região.

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Serviço:

Onde: Palácio Lauro Sodré – Museu Histórico do Pará-MHEP – Galeria Antônio Parreiras

Quando: Abertura – 5 /08 /2010 – 19 h

………….Visitação Pública: De 06/08/2010 até 24.09/2010
………….Local: Praça Dom Pedro II s/n – Cidade Velha – Pará-Brasil.

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via Ronald Junqueiro. (visite)

Bom tempo.

“Um marinheiro me contou/ Que a boa brisa lhe soprou/Que vem aí bom tempo/  O pescador me confirmou/  Que  o passarinho lhe cantou/ Que vem aí bom tempo…” (Chico Buarque)

Delicado equilíbrio (aff… como o diz o maior blogueiro do mundo Rafael Galvão: “Sem trema. Acabaram com o trema. Coisa chata.”).

Meus grandes amigos, independente de idade, mais novos, mais velhos, amigos queridos, outros nem tanto, mas pessoas que de algum modo admirei, pessoas que amei como o querido Walter Bandeira, meu professor na Escola de Teatro,  *o*  cantor – confessa e confessada paixão musical de Elis Regina-poucos sabem disso)  enfim, pessoas que faziam parte da população afetiva do *meu* mundo. E do mundo em que  (me) vivi. Do mundo do qual, no tempo hábil, emigrei para  me impor – a partir deles – os standards de altitude e platitude que eu seguiria ou recusaria.

Não foi só Walter, foram vários. Mas em Walter homenageio todos eles. Cada um deles,  cada uma delas, nesses últimos tempos, , de maneira diferente, levam ao morrer, um pouco de minha compleição interna, dos *golden slumbers*; do desenho, do traço de minha existência (na concepção de Ortega y Gasset).

Sinto-me mais aferrada, mais ligada e mais amante de meus Amigos, dos meus mais íntimos.  Nem quero ir , nem quero que eles me deixem.

Daí os dois trechos: uma promessa, à qual me agarro. E como não posso deixar de ser quem sou, orgulhosa em minha solidão, busco o Poeta (um dos maiores) para o consolo de quem espera. Afinal, il faut avoir de la patience, la grande patiente…  Il faut “pacienter”.

“O trágico, na medida em que não depende da culpa, mas do momento em que o destino se cumpre, afasta-se da moral. Dificilmente podemos falar de moral quando há situações que não controlamos. Mas não deixam de ser trágicas, uma vez que são também irreversíveis, desequilibradas e injustas.”  Teócrito.

Meu carinho a todos. Bom fim de semana. Carpe diem!


Chamadas

Fórum Social Mundial em Belém, Pará

27 de janeiro a 1º de fevereiro de 2009

Belém

Quando o FSM nasceu, como contraponto ao Fórum Econômico Mundial de Davos, a globalização ainda era cantada em prosa e verso e, seus críticos, taxados de anacrônicos, inimigos da tecnologia e malucos. Oito anos depois, os mantras neoliberais não só perderam força como estão cobertos hoje por pesadas nuvens de suspeição e descrédito. O novo, como se sabe mais do que nunca neste início de 2009, estará reunido em Belém, de 27 de janeiro a 1º de fevereiro, no Fórum Social Mundial.

Os autores citam Leon, personagem fictício, em “Whisper” vol. 2 no. 36, maio de 1990, de Steven Grant:

Tem que olhar todos os pedaços. Tem que desmontar tudo. Aí você vai entender.

* * *

Obrigada aos queridos leitores do Sub Rosa. Quando puder, voltarei para ficar. Beijos.