A consciência da finitude – Sein zum Tode

“[…] Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo – expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar – caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração

[ ] …. você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.

Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu…” 

(Leia mais:  no MacMagazine

Ouça aqui. How to live before I die.)

Mesmo sem ser original (como se isso fosse possível) todos hão de convir que eu não podia deixar passar … assim… sem … :”o-(

Jonathan Mak
Para os meus amigos, devo confessar que somente há pouco tempo chegou em mim, para-mim, com uma razoável dose de desencanto –  e em absoluto não deveria ser assim – a consciência da finitude. Penso que em todas as vezes em que falei sobre isso (as Ekstases, para meus alunos, or whoever),  jamais falei pensando nisso objetivamente.  Hoje, penso sem falar. “Sein zum Tode”. 

[(*) Querido amigo, obrigada por me lembrar.]

Sobre sub rosa
The most of all things and persons in the entire world drives me *flabbergasted". That includes me.

9 Responses to A consciência da finitude – Sein zum Tode

  1. Teruska says:

    A consciência da finitude me assombrou quando ainda muito pequena.. E me matou dia a dia pela vida afora.Todos os meus medos, todas as angústias, toda a dor vinha da presença incômoda da morte empoleirada no meu ombro. Quando descobri que ela não era uma ameaça, mas uma saída, dei-lhe a mão e ando calmamente para o meu destino que é o de todos afinal. Está tudo certo. Matematicamente certo. A consciência da finitude e e a disposição de não opor resistência aos descalabros da fortuna, a certeza de que a vida neste planeta é substancialmente inconsistente e frágil e que nada posso fazer contra isto, é o meu cordão de isolamento da dor. Eu já estou nua…
    Meg, um beijo carinhoso. Saudades.

  2. sub rosa says:

    Teruskaya, minha querida, são pessoas como você que eu trago para povoar o meu mundo, (meu Lebenswelt).
    Fiquei mesmo tocada, muito comovida com seu comentário, seu pensamento lúcido e com a clareza de mil sóis.
    E tudo isso expresso assim, lindamente…
    Obrigada.
    As saudades suas também, imensas.
    beijo.
    A propósito, ainda o admiro mais, agora: mesmo na morte dando lições de vida.
    Não é para qualquer um.

  3. Dinor Chagas says:

    Que bonito, tudo isso..

  4. Helô says:

    Meiga Meg, queria lembrar a você e à Teruska que, de fato, a morte (seria isso a finitude?) ocorre cotidianamente, a cada momento, a cada dia.
    Teruska, você disse uma verdade lapidar, a morte não é uma ameaça e sim uma saída. Tão forte isso que aviso logo que vou usar em meu cotidiano.:).

    Meg, para você um feliz “círio de nazaré”. Estou com saudades de você.
    beijo.

  5. Pingback: Meditação libertadora ou la douce pitié de Dieu | Adalberto de Queiroz

  6. Ma chère,
    Você me levou a escrever/transcrever isso: http://bit.ly/mQHXEF
    Merci et bon dimanche…
    Beto.

  7. Helô says:

    Meg,
    acabei de vir lá do site do Adalberto e achei que o que ele escreveu sobre este conceito de finitude, o sentimento, os exemplostudo enfim, em relação ao tema está no tom perfeito, exato de uma rara sensibilidade.
    Muito bom.

  8. Permita-me, MEG, dizer que o que a Helô escreveu muito me alegra e quero dizer um Mercizinho bem especial.
    Amitiés,
    Beto.

  9. Nelsinho says:

    Do meu sentimento de finitude
    Quantas vezes terei eu, nas doidas “flanagens” pelo meu impossivel, me visitado na morte?
    Dessas visitas, ficou-me uma certeza: A Morte é a definitiva, verdadeira e única forma de LIBERTAÇÃO!
    Todas as outras libertações são fictícias…

    “…E aos que vão da Lei da Morte se libertando…” (Camões)

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