A perda do eu.


.

“Não importa o que se ama. Importa a matéria desse amor. As sucessivas camadas de vida que se atiram para dentro desse amor. As palavras são só um princípio – nem sequer o princípio. Porque no amor os princípios, os meios, os fins são apenas fragmentos de uma história que continua para além dela, antes e depois do sangue breve de uma vida. Tudo serve a essa verdadeira obsessão a que chamamos amor. O sujo, a luz, o áspero, o macio, a falha, a persistência.”

Inês Pedrosa.

.

“A profunda harmonia entre ela e o mundo – uma harmonia difícil, instável, porque ela insistia sempre em viver com rigor, com uma atenção que não afrouxava nunca, mesmo quando dormia – o rigor, por exemplo, com que domava ou desmanchava os sonhos, obrigando-se a lembrá-los, obrigando-os a saltar por dentro de arcos incendiados, as flores imaginadas formando finalmente um ramo, as flores de sombra, de sol, de areia, domar o vento, aprender a cavalgar o vento, pôr um risco de azul a contornar o mar, a dura acrobacia do seu corpo, ao mesmo tempo solto e geométrico, os difíceis exercícios interiores, os saltos mortais de olhos vendados sobre um fio de arame estendido entre o possível e o impossível.”

Gersão, Teolinda. Os Guarda-Chuvas Cintilantes, 2ª ed. Lisboa, Dom Quixote, 1997.

“Perdi-me dentro de mim/ Porque eu era labirinto/ E hoje quando me sinto,/ É com saudades de mim…”

“Um pouco mais de sol – e fora brasa,
Um pouco mais de azul – e fora além.
Para atingir faltou-me um golpe de asa…
Se ao menos eu permanecesse aquém…” 

Mario de Sá-Carneiro. Dispersão. Quase. (fragmentos), 1914.

Sobre sub rosa
The most of all things and persons in the entire world drives me *flabbergasted". That includes me.

195 Responses to A perda do eu.

  1. …Passei pela minha vida/ um astro doido a sonhar/ Na ânsia de ultrapassar/ Nem dei pela minha vida…

    Às vezes parece que o Sá Carneiro me conhecia.

    Beijos, querida

  2. Rose disse:

    O post chegou! O post do Sub-Rosa!

    Vim correndo no bonde, mais o bonde que eu. Eu corria dentro.

    PS Meg, eu adorooo Mario de Sá Carneiro. E olha que não sou de adorar.

  3. Vera disse:

    Meguita
    Que bom que já estás bem.
    Isso é ótimo, querida. Quando não te vejo aqui no blog, sinto-me preocupada.
    Adorei o post, não conhecia, pra falar a verdade nunca nem ouvi falar das duas senhoras:-) mas claro que Mario de Sá-Carneiro todo mundo conhece, principalmente quem fez o vestibular:-)
    Ele é maravilhoso, durou tão pouco, morreu tão novo, 26 anos.
    Fica com Deus.

  4. Aninha Pontes disse:

    Importa mesmo é o amor. A capacidade que temos de sentir algo tão forte e tão bom. E nós amamos você.
    bjs

  5. N’ssa, Meg
    Eu posso até não entender precisamente o que seja mas gostei de como essa escritora (ou poeta) diz as coisas:
    “As sucessivas camadas de vida que se atiram para dentro desse amor.”
    Que fuerte!
    bjus

  6. Luis Resende disse:

    Mais uma feliz recordação, depois de Natália Correia, o Mário de Sá-Carneiro.
    Admiro esse interesse que celebra o (o)culto do Eu, sua linguagem sempre utilizando a a ambigüidade, o paradoxo, a contradição, a ironia.
    Tenho de concordar com a Marilia, parece ele conhecer o profundo do eu partido que se defronta consigo mesmo.
    Parbéns, Meg!

  7. Magaly disse:

    Beleza de alto a baixo. Coisas lindas, Meg!

    Primeiro, a escolha da imagem como ilustração do post. Nota 10, É a própria imagem da falência do eu.

    Em seguida, vem a romancista, jornalista, contista e poeta Inês Pedrosa, rica numa porção de aspectos: dona de uma linguagem escorreita e de um estilo poético, sua prosa flui, derrama-se, prendendo o leitor ao primeiro contato com seu texto.
    O You Tube ajuda-nos a travar conhecimento com a escritora.
    Para isso, acessem o link que se segue:

    A próxima surpresa é Teolinda Gersão. Estou sendo apresentada a ela neste momento, embora ela tenha vivido aqui no Brasil, mais precisamente em São Paulo, durante 2 anos, por volta de 1976. Andei lendo uns excertos de seus livros, além daquele que Meg nos apresentou . Deu para perceber que sua prosa é densa e, ao mesmo tempo, leve, com palavras na exata medida. Em Guarda-Chuvas Cintilantes, escrito em forma de diário, Teolinda não só se rebela contra a prática comum da linguagem como imprime à escrita o ritmo acelerado do realismo fantástico e de imagens do surrealismo. Corresponde à sua estada em nosso país.
    Em sua obra, ela percorre temas ligados a problemas de relações humanas, dificuldade de comunicação, tirania e liberdade, resistência e criatividade, identidade, vida e morte.

    Pra encerrar, Meg nos traz o conhecido poeta, novelista e dramaturgo Mário de Sá Carneiro. Amigo de Fernando Pessoa, trocavam cartas e por elas pode-se conhecer o nível das incertezas e angústias que o levaram a uma acentuada instabilidade emocional culminando em suicídio, aos 26 anos.
    Sua obra é sua vivência pessoal, sua inadaptação aos moldes vigentes e sua permanente busca do próprio eu. Diferente de seu amigo que se diversificou em heterônimos, Sá Carneiro desceu ao fundo de seu transtornado mundo interior, autodestruindo-se.
    Poeta da dispersão, é pungente ouvi-lo dizer:

    Eu tenho pena de mim,
    Pobre menino ideal…
    Que me faltou afinal?
    Um elo? Um rastro?… Ai de mim!…

    Ou, quando desesperado, geme:

    Perdi a morte e a vida,
    E, louco, não enlouqueço…
    A hora foge vivida
    Eu sigo-a, mas permaneço…

    .
    Fico por aqui, esperando que não deixem de ouvir Adriana Calcanhoto apresentando O Outro, de Sá Carneiro. Acessem o link abaixo:

  8. Isabela disse:

    Magaly, eu sempre gostei dessa música, mas não sabia que a letra era um poema de Sá Carneiro. Vivendo e aprendendo. Beijos.

  9. Flavia Viana disse:

    Isabela, vivendo, aprendendo e lendo o blog da Meguita nos comentários de vocês…hihihi.

    Meguita, espero que você esteja bem melhor, minha querida.
    Também me alegrei com você fazer novo post.
    beijos para você e para a professora Selma.

  10. Nelsinho disse:

    Desejo que o ânimo e a força retornem e que volte a sorrir, a postar, e a conviver diariamente com o Povo do Blog.
    Um abraço

  11. Celia Trakl disse:

    (estou aqui namorando os comentarios pra ver a liebe Meg).
    tentei falar com vc ontem pelo telefone, liebe, aqui ficamos ate o inicio da madrugada e sempre ocupado, em comunicacao:-(
    Foi tambem pra levar nosso, apoio, conforto e nosso abraco de condolencias. Meu e do Cesar.
    Um grande beijo, Meg, vamos continuar tentando.
    Flavinha, de noticias, sim?
    Magaly, eu nao tenho mais como admirar voce, adoro o que voce sabe e traz para nos. Eh como eu disse desde a primeira vez: a Meg faz bem e voce vem e consegue deixar melhor ainda.
    Adoro isso aqui.
    auf!

  12. Oliver disse:

    Meg, há muito tempo fora, volto agora depois de falar com o Jorge.
    Sempre mantendo a excelência do que nos oferece. Impossível não ficar tocado pelas belezas portuguesas, Inês, Teolinda e o grande Sá-Carneiro, injustamente esquecido.
    Achas que ele ficou ofuscado por Pessoa?
    A Adriana Calcanhoto é muito querida em Portugal, mas isso deves saber.
    um beijo

  13. oubienoubien disse:

    Meguita, passando para você saber que estamos todos aqui com o pensamento em você.
    Começou a FLIP. homenageando o Antonio Cândido que homenageia Oswald de Andrade. Você ia adorar, oh se ia!
    Dessa vez, sim. Leia aqui:

    http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI5226647-EI6581,00-Candido+na+Flip+Oswald+era+um+inimigo+da+depressao.html

    Você pode assistir ao vivo aqui:
    http://www.flip.org.br/flipaovivo.php

    Nós amamos você, OK?
    Que você esteja bem.
    beijos

  14. Nelsinho disse:

    Meg, Meg!

    O silêncio pode ser estridentemente eloquente. Neste momento, a sua eloquência, Meg, está estourando nossos ouvidos…

  15. Rose disse:

    Nelson

    A Meg pode ter viajado para longe, ou, fazenda, sertão, praia, lago, afluente. Europa, Ásia, África! O mundo!
    E, se saiu em férias, só volta em Agosto. Setembro, talvez. E, com um belo post.
    Penso assim e não sinto o silêncio.
    Mas se até dezembro ela não voltar…
    Façamos um abaixo-assinado. rs

  16. Magaly disse:

    Caros amigos do Subrosa, não deu para vir cá novamente até agora. Trabalhando um número menor de horas por recomendação médica, falta-me tempo para cobrir os compromissos diários. Mas já, já, volto ao ritmo comum, mesmo porque nossa parolagem não pode parar. Faz uma falta!
    Primeiro que tudo, quero dizer que Meg está pra aparecer Esteve, sim, retraída por conta de uma perda em sua família afetiva que pesou muito em seu ânimo. Refeita, virá a qualquer hora agradecer os comentários deste post e, em seguida, surpreender-nos com mais um insuspeitado tema. Esperemos, assim, quietinhos e confiantes, por mais um desses primorosos presentes que ela nos traz semanalmente. Abraços.

  17. Celia Trakl disse:

    Magaly, minha querida, obrigada pelas noticias. Embora pela internet nao haja distancia (nao e o que dizem?) saibam que estando fora do meu pais sinto mais o silencio exatamente dessa forma de que fala o Nelsinho, bela expressao, a estridencia do silencio eloquente.
    Rose, pode contar comigo para o abaixo assinado.

    grüße und küsse an alle.

  18. luma disse:

    Sempre encontro nas palavras dos poetas a definição para o amor, cada um a seu modo, dando reviravoltas no pensamento por serem tão desiguais – de um extremo ao outro, todos eles definem diferentemente esse sentimento e mesmo assim concordamos. E porquê? Pelo simples fato de que a cada momento sentimos o amor de modo diferente, ao ponto, dependendo do nosso humor, a odiar o próprio amor: sentimento que mais trava do que liberta.
    No final, com tantas definições diferenciadas, chego a pensar que o amor não passa de pura criação vaidosa ou ingrediente para aqueles que acreditam na felicidade. Vai saber!!
    Começando a semana ouvindo Arthur Nestrovski. Vem comigo!! Beijus,

  19. Rose disse:

    Luma, instante único seu comentário.
    Concordo. tanto com você!
    O amor é eixo para onde empenham tanto sentido e, poemas e canções. Mudassem e frequência e outras tantas canções novíssimas.
    Imagino que, no futuro, se este for só evolução, o chamado ”amor” fará parte do dicionário dos sentimentos pré-históricos. E, pessoas serão amigas, despojadas de si e de tanto amor.
    Andarão em pequenos grupos, ou não. O amor não será proibido, não, mas, evitado. Amor, porque é posse é atraso; porque é cego, é atraso; porque doi, pode ser curado. A amizade do futuro, outro mundo, outra madra de tecidos no coração dos homens.
    Amor pra mim é doença.

  20. tereza disse:

    “Que pode uma criatura senão,
    entre outras criaturas, amar?
    amar e esquecer,
    amar e malamar,
    amar, desamar, amar?
    sempre, e até de olhos vidrados, amar?”

    Drummond

  21. tereza disse:

    “Amor pra mim é doença” . Rose

    Ah! Bendita doença incurável e contagiosa! Tereza

  22. Rose disse:

    Permitam-me usar este espaço para me dirigir à Tereza.

    Não gosto de polemizar. E menos, de defender opinião, retendo-a nos dentes, rosnando de maus bofes. Estou mais para o let it be. Mas pontuo aqui – e é importante p mim expor esse pensamento p a Tereza – que jamais uso um poema como argumento de autoridade.
    Drummond, o signo Drummond, aí, num construto poético belo, em toda a plenitude que a logopeia lhe faculta, desenhou estas palavras“Que pode uma criatura senão,
    entre outras criaturas, amar?”.
    A temática do amor é essa, quem sou sou, quererei eu discordar? Milênios de cantares ao amor. Os grandes, os minúsculos, lá vão no ‘amar é…”.
    Ah! Mas, livre na minha pequenez ,venho-me permitindo pequenas ideiazinhas, muito minhazinhas. E Drummond não será Drummond que me impedirá de pensar- e já discordar disso ou daquilo. Um poeta é só um poeta; não sacralizo artista.
    Se acha bendita a incurável doença do amor, seja feliz. Porque eu imagino que o sentimento humano um dia evolua e isso tão primitivo que se chama amor deixe de ser tão chãozinho, meuzinho, meu mundinho. Minha casinha , meu benzinho e o frio lá fora. Urght!
    Gosto do coração selvagem e de tudo que é primitivo e que escritores como Lispector referendam na sua obra. Gosto da ideia do sentimento visceral, primitivo, mas na temática da literatura. Quanto a esse amor que aprisiona, faz sofrer, reitero o que escrevi ( também não tem tanta importância assim, o que eu acho…).
    Gostei muito do que a Luma escreveu. E só isso me motivou.
    O Sub-Rosa sempre foi assim, um site motivador.
    parabéns ao site/blog e desculpem eu ter ocupado o espaço assim de forma meio larga. Deu vontade.
    Tereza, respeito-a muito, mas, não carece me contestar não. Tá bom tá bom.

  23. oubienoubien disse:

    Eu já tinha ouvido falar e depois constatei a alta qualidade dos comentários aqui. Então vou me dirigir a todos e em especial à Luma:
    concordo com diversidade da sensação e da experiência amorosa e acho mesmo que o “objeto” de nosso sentimento pode nos inspirar tanto o amor quanto o ódio.
    Discordo que o amor trava, e muito menos liberta, aquele que ama é escravo do sentimento e no entanto pode fazer loucuras e baixezas em nome desse amor.
    O amor não tem razões. É irracional e amoral. Quem ama dá amor mas não por grandeza pois no fundo quem ama quer receber tudo e cada vez mais do amado.
    Helô.

  24. tereza disse:

    Rose , não foi minha intenção ofendê-la.Só queria contrapor pensamentos, para esquentar a discussão.O poema de Drumond, usei-o por achar bonito, ilustrando o tema amor.Quando falo de amor, falo do vivido, é a minha vivência do amor, acho que valeu e continua valendo a pena .Aliás, para mim é o que dá sentido à vida, mas estou apenas expondo o meu pensamento e respeito quem pensa diferente. E falo de todos os tipos de amor, do amor erótico ao amor fraterno, e entendo quem necessite de um amor simbiótico que
    acho doentio e sofrido e que não vale a pena.E é apenas o que sinto e penso.Gostei de ler o comentário da Luma, o seu, e o da Helô. O que seria de nós sem a diversidade de pensamentos, sem as nossas diferenças?É o que nos enriquece. É um tema tão rico, tão interessante para mim.Eu gosto de discutir com quem pensa diferente de mim. Mas já estou parando por aqui a minha parte na discussão. Beijos a todos.

  25. Tereza disse:

    Para quem, como eu, gostou do texto de Inês Pedrosa, deixo um link do livro dela “Fazes-me Falta”(50 páginas) Não sei se está completo, pelo menos tem princípio e fim:) Li algumas páginas, fora de ordem, e gostei. Depois vou ler o livro todo. Está aqui:

    http://www.esnips.com/doc/89db6304-8040-4b63-a2d8-16ca75e60cbd/In%EAs%20Pedrosa%20-%20Fazes-me%20Falta%20(rev)

  26. Nelsinho disse:

    Hmmm…Prefiro o amor poético ao polêmico, prefiro falar de amor sempre, mesmo quando falo de guerra, porque o amor consegue sobreviver às mais cruentas guerras…Aliás…

    Falar de amor é bom! (bão)
    E faz cá um bem ao coração!…
    E coração rima com paixão,
    Que também rima com tesão!

    Porque amor sem sexualidade,
    Não é um amor de verdade,
    Ou então é uma verdade,
    Que rima só com “amizade”!

  27. Rose disse:

    Desculpe, Tereza! Eu havia compreendido errado o seu Drummond lá em cima. Pensei que fosse assim: ” Olha o que o Drummond disse sobre o amor! “. Assim, referendando, ajoelhando-se perante as palavras dele. Se ele disse…então, nós, mortais…Sigamos, Drummond, irmãos.

    Drummond Bíblia sabe como? E, depois, você exaltando o amor doença ( o que eu tinha escrito: o amor doença) , escrevendo algo como ”bendita doença”.
    Entendi errado. Só isso.
    Corta essa de ofensa! Não me senti assim.Já sou adulta.

  28. tereza disse:

    Rose, eu disse e confirmo: se o amor é doença, para mim é uma bendita doença.Tinha entendido que qualquer tipo de amor para você era doença.Agora entendi de que amor você fala.Mas não tenho Drummond como bíblia.Nem ele nem ninguém.Admiro vários pensadores.Aprendo muito com eles.Amo.Como o Rosa: “Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura “.
    Identifico-me com ele. Mas sacralizar, acho que isso deveria ser coisa de adolescentes, mas não é.
    Já vi muitos seguidores fanáticos de Marx, Freud, Lacan. Fanáticos religiosos e políticos.Adultos, que não conseguem pensar por si mesmos.Concordo com você, não sigo bíblias. Eu nem conseguiria, mesmo se quisesse.

  29. oubienoubien disse:

    Opa! como fui citada (e mesmo que não fosse) fiquei contente com a abertura para a discussão, a polêmica é sempre bem-vinda se se quer avançar na compreensão das ideias, gostei imenso do que disse a Tereza. Bebi as palvras da Rose.
    E gostaria de perguntar a Rose o que vem a ser o amor-doença? E quem é que classifica o amor-doença como tal? É o amante ou o amado? O quanto deve fazer mal para ser assim considerado?
    A Rose diz: (se o futuro for evolução)
    “O amor não será proibido, não, mas, evitado. Amor, porque é posse é atraso; porque é cego, é atraso; porque doi, pode ser curado.”
    Eu não sei responder mas poderia arriscar o seguinte, nós todos, ao nascermos, somos marcados por um grande ferida, a falta da comunhão com a mãe. (não tenho o menor problema em recorrer ao argumento de autoridade, e aqui é o caso, certo?) A partir daí, o amor traz em si, sempre, o desejo do que lhe falta e a vontade de suprir essa falta naquele que ele ama.
    Então, Rose, por maior que seja essa evolução, o amor vai permanecer sendo o que é.
    E ainda bem, prefiro o amor que a Inês Pedrosa, aquele que serve do sujo, a luz, o áspero, o macio, a falha, a persistência.”
    Prefiro o amor doença ao desamor.
    E tendo o amor, acho bem bom aquele de que fala o Nelsinho, em muito bom português.:-).
    Helô
    Reli e está bastante confuso, mas estou no trabalho e não sou capaz de refazer, desculpem.

  30. oubienoubien disse:

    Tereza e Rose, todos: eu também entendi o que a Rose escreveu como todo o tipo de amor é doença: “amor para mim é doença”
    Tanto que ela diz nesse pequeno parágrafo que acabei de citar que se o futuro for evolução o amor não será banido mas será evitado, só existirá no dicionário de sentimentos pré-históricos”
    desculpem, não quis atiçar nada, se realmente não for essa a afirmação da Rose, o meu comentário fica sem sentido e peço desculpas por ele.
    Helô

  31. marilia j. disse:

    Aquele amor, dos quais se morre. Ou o que é fogo, que arde sem se ver. Ou o trash/clássico que rima com dor.

    Amor é de cada um. Como cada ser sente. Tão particular que vira genérico. Porque cada qual ama de um jeito. Porque uns amam com o cérebro, outros com o coração, outros com o corpo inteiro, e uns tantos só com a alma. E deve haver os que não amam. E são assim. Pronto.

    Tem os que amam ser amados e lhes basta isso para sua própria plenitude.

    Se é doença, mal do coração, sufocação, vacina ou benção, cada vida é que dirá.

    Milênios o cantaram, amor sem medida ou milimetricamente destrinchado, medido, comparado. Outros milênios o haverão de cantar. Mas decerto ninguém poderá pôr numa enciclopédia a certa definição desse vir-a-ser-sempre que é o amor.

    “Carlos, sossegue, o amor
    é isso que você está vendo:
    hoje beija, amanhã não beija,
    depois de amanhã é domingo
    e segunda-feira ninguém sabe
    o que será.

    Inútil você resistir
    ou mesmo suicidar-se.

    (…)

    O amor no escuro, não, no claro,
    é sempre triste, meu filho, Carlos,
    mas não diga nada a ninguém, ninguém sabe nem saberá.”

    (Carlos Drummond de Andrade)

    Afinal, o Itabirano sabe das coisas, mas não sabe tudo… ou será que sabe??

    *e viva o debate no sub-rosa, que como tudo por aqui é m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o!!!!!!

    • tereza disse:

      Marília, só agora reli o seu comentário e gostei muito. Você consegue dizer em poucas palavras bem ditas o que eu penso e não consigo escrever.

  32. Flavia Viana disse:

    sinto-me no dever imperativo de dizer que quero ser a Marilia quando eu for algum alguém:-) clap! clap! clap!
    “Amor é de cada um. Como cada ser sente. Tão particular que vira genérico.”
    nossinhora!
    se eu conheço a Meg, um pouquinho que seja, sei que ela vai ficar menos triste ou mais alegre com essa maravilha de comentários. ó se vai:-)

    mas eu queria mesmo era dizer ao Nelsinho que fico com ele e seu poema: sou a favor do amor erótico; que alimenta o corpo e o espírito.

    bjs.

  33. tereza disse:

    Que bom, vocês terem aparecido, Nelsinho,Helô e Marília. Também concordo, Nelsinho, que falar de amor é bom.Viver o amor é ainda melhor:)

    Concordo com você, Helô, quando diz que o amor vai ser sempre o que é (a não ser que entremos no terreno das religiões e de outros mundos futuros, para quem acredita)E com a explicação psicanalítica sobre a falta.Não tenho nada contra a psicanálise, só contra o fanatismo de alguns, psicanalistas ou não.Por outro lado, existem diferenças entre os amores das diferentes épocas e culturas.É igual, no que diz respeito à falta, mas veste
    roupagens diferentes para camuflar essa falta.O amor romântico é desconhecido
    em outros tempos ou culturas.E parece estar capengando…
    Você mesma desmistifica o amor romântico, entendi certo?
    E, no entanto, veja, eu gosto de ser enganada e ainda sou
    romântica.Mas não bobinha:)

    Uma vez surgiu uma discussão na faculdade, se o amor era uma ilusão ou não. Puxa, essa discussão pode ir longe. Ilusão ou não, como disse o Nelsinho, é bom.

    Marília, gostei do que você escreveu “Aquele amor, dos quais se morre. Ou o que é fogo, que arde sem se ver. Ou o trash/clássico que rima com dor”.Cada um vive o amor de um jeito muito pessoal, não é?Interessante é que alguns ao falar do amor puxam para o lado da
    poesia, outros da ciência, outros do vivido.Que coisa boa!

  34. Rose disse:

    oubienoubien: E gostaria de perguntar a Rose o que vem a ser o amor-doença? E quem é que classifica o amor-doença como tal? É o amante ou o amado? O quanto deve fazer mal para ser assim considerado?

    Eu: Amor doença
    ‘Ela só tem olhos pro amado’?
    Está doente,
    devia olhar pra todo lado.

    Quem classifica o amor como doença sou eu ( rs)
    É doença de amplo espectro.
    Sempre doença, um paroxismo.
    É vicio.
    Fora que os amantes se segregam dos grupos.

    Nem penicilina cura. Faz mal mal mal.

  35. Rose disse:

    Ainda.

    Todo amor é doente porque é edipiano. Poucos conseguem superar esse impasse. E saem amando doentes.
    Exemplo de superação: Almyr Klink. Conseguiu ficar no mar dias e noites. Seu amor pelo mundo se equilibra com outros amores.

    Ulisses, o de Homero, volta pra Penélope, isso deixa evidente que voltou para a Mãe (não superara o complexo de Édipo). Seu mar ficou pra trás.

    No futuro, se amor houver, terá outro nome e pousará no coração dos astronautas. Sentimento vário, sim, mas em nada posse, nem nada cafundós fechado em si. Haréns – sem dono- galáxias afora.

  36. oubienoubien disse:

    Tereza e Rose, todos, eu ainda estou atendendo e daí não poder responder a duas perguntas nem fazer outras.
    Só quero adiantar o que parece uma coincidencia feliz: eu estou fazendo um blog, tentando, pelo menos, para um trabalho acadêmico, mas está sendo difícil, entretanto o novo post seria exatamente sobre o tema da viagem e o amor:-) e agora quando vim aqui ver como estava a discussão, eis que a Rose se refere a Ulisses, o personagem prototípico do tema.
    Vocês são ótimos.
    Tem um nome para isso, para essa sincronicidade,mas não lembro agora:-)

    Sim, Tereza, eu penso que o amor romantico se tornou, numa generalização se me permite o termo, como a essencia do amor tout court. Não existe romance sem o componente trágico, cavalheiresco, e na maioria das vezes o que culmina com a morte. Isso até onde eu sei e tenho estudado. E quando não há esse componente que provém do “roman” trovadoresco aí, como você bem diz, a cultura se encarrega de vestir o amor com esse tipo especial de veste. Vai daí Romeu e Julieta e mais recuado ainda Tristão e Isolda.
    Ânnnn? Rose, o Ulisses sofria de complexo de Édipo? Jura?:-)
    Volto assim que puder, certo?
    Helô

  37. tereza disse:

    Helô, sobre viagem, veja no post anterior da Meg “I’m in Heaven” o poema Ítaca. É muito interessante!
    Você deve conhecer uns livros que saíram pela FUNARTE/Companhia da Letras( 1987)500 páginas
    Deixo aqui as dicas, caso não conheça:
    Os Sentidos da Paixão -São vários autores, vou citar alguns textos para você ter uma idéia:
    -A Melancolia de Ulisses – Olgária Matos (é ótimo!)
    -A Paixão Dionisíaca : Tristão e Isolda – José Miguel Wisnic
    -Razão e Paixão – Paulo Sérgio Rouanet
    -Édipo e a paixão- HélioPellegrino
    É apenas uma pequena amostra de autores e temas.E tem outros dois livros com temas semelhantes da mesma editora e
    com textos de vários autores:

    O Olhar
    e

    O Desejo.

  38. tereza disse:

    Helô, falamos muito do amor no Ocidente (Romeu e Julieta, Tristão e Isolda, Werther) mas e o Oriente? O que sabemos do amor no Oriente e nas sociedades tribais? A visão eurocêntrica continua
    muito presente em nossa cultura.Acho que teríamos uma visão mais ampla do que se chama amor se o nosso olhar abarcasse outros modos de viver não ocidentais, antes que a globalização reduza ainda mais as diferenças, pelo menos num certo nível.

  39. tereza disse:

    Amor, então,
    também, acaba?
    Não, que eu saiba.
    O que eu sei
    é que se transforma
    numa matéria-prima
    que a vida se encarrega
    de transformar em raiva.
    Ou em rima.

    Leminski

  40. Rose disse:

    Tereza, é livro demais. O barco de Ulisses afundou. Fiuuuuuuuuu….

    rs

    Viva o amor!!!!

  41. tereza disse:

    Ei, Rose, você não leu a Helô? Essa indicação é para a Helô que está fazendo um trabalho.Claro que se alguém do blog quiser ler, tudo bem, né?
    Mas um bom barco não afunda com 1500 páginas (os três livros) hahaha!

  42. Nelsinho disse:

    Amores e Paixões, podem ser afinal…


    Paixões verdadeiras
    Que duram,
    Perduram,
    Vidas inteiras…
    Paixões sofridas
    Que duram,
    Perduram,
    Não correspondidas…
    Paixões de verão
    Que duram,
    Perduram,
    Durante a estação…
    Paixões doentes
    Que duram,
    Perduram
    Em ciúmes latentes…
    Paixões de momento
    Que não duram
    Não perduram
    Porque sem sentimento…

    Uma (ou mais) paixões…
    Podem até chacoalhar corações,
    Mas…Viver sem uma,
    Não tem lógica nenhuma!

    (Ou será que tem? Mmm…)

  43. Rose disse:

    Seu poema é bonito e de movimento acelerado, Nelsinho.
    O fonema “P” faz um barulhão. Barulho e ação: eis um tratado sobre a paixão! O ‘m’ faz a duração, a permanência do amor aí no corpo do poema.
    A conjunção ‘mas’ introduz a ponderação: viver sem uma,/ Não tem lógica alguma.

    Mas, se amor não faz par com a lógica, então , Nelsinho escolhe a requintada conjunção alternativa ‘ou’. E, depois, cria a onomatopeia enigmática : Mmm…”. Amar ou não? Não é amar é ilógico? A onomatopeia desfaz a logica assim tão primitiva.Onde é que foi a lógica?

    Vale retomar a leitura, agora, num ritmo mais veloz. E, se tiver um amor ao pé da orelha peça-lhe, que leia esse poema junto com você. Um lê rápido, outro, devagar. Grave e manda pra gente ouvir.

    Um belo canto, Seu Nelsinho. Deu uma boa chacoalhada nesta leitora.

  44. marilia j. disse:

    Lindo lindo, Nelsinho.
    Quase desci do muro, agora…

    =)

  45. Carol disse:

    Há muito eu estava querendo vir, após o aniversário da Meg.
    Chego aqui atraída pelo Mario de Sá-Carneiro e encontro essa discussão sobre o amor, num nível excelente. Para já, nem sei o que digo, há veios muito ricos mas gostaria de saber sobre essa situação de paralelismo entre Ocidente e Oriente. Será que é possível discutir em cima disso? Alguns acham que não…
    Bom, matei a saudade das discussões, não é em todo lugar que se encontra tão bons debatedores.
    E por fim, só me resta concordar com todos, o Nelsinho que nos brindou com o texto sobre a beleza e a tristeza da alma lusa nos presenteia com dois poemas. E este sobre a paixão é magistral.
    Diz tudo! Atente-se para a gradação da permanencia, e leia-se com a chave emprestada pela Rose.
    abraços

  46. Tereza disse:

    Que poema bonito, Nelsinho.Li várias vezes. Tão gostoso de ler!
    Obrigada!

  47. Tereza disse:

    Carol, falei de Ocidente e Oriente para dizer que devem existir várias formas em que o amor se manifesta e que para nós são desconhecidas.
    Mas discutir, acho que não.Acho que é possível conhecer um pouco mais sobre o Oriente.Mas não numa discussão de blog, né? Prefiro ouvir os poetas e seus cantos, que dizem tudo em poucas e belas palavras.É o que dá prazer de ler.

  48. oubienoubien disse:

    Tereza, desculpe a minha inglória tarefa: sobre o amor no Ocidente e no Oriente, refletimos muito a respeito nos cursos de Antropologia e o resultado mais ou menos aproximado é sempre o de que conceptualmente o amor não é entendido da mesma maneira nessas civilizações. O Foucault em uma de suas obras diz que enquanto o Oriente produz uma ars erotica (não sei se é assim que se escreve, desculpem) o Ocidente produz uma scientia sexuallis.
    E tudo isso baseado num mesmo tipo de sentimento e sensação, que é entendido de forma diferente. O conceito de casamento e adultério também desempenham um papel importante no Ocidente que nem sequer é reconhecido em sociedades do Oriente Médio.
    O amor cortês só é – e tão somente – (aqui em negrito) tido e entendido como tal a partir da época trovadoresca, fato que ocorre no Ocidente e na Europa para ser mais específico.
    E como poderemos falar de Oriente – para fins desse estudos – se não podemos englobar ou incluir a Grécia, a Arábia, o Islã, o Irã, por exemplo, à civilizações que se encontram na Ásia?
    Isso sem esquecer que o amor-paixão, uma decorrência do amor cortês, vem do judaísmo e posteriormente do cristianismo, segundo historiadores franceses.

    Fora o que grande parte de sociólogos e antropólogos que tentaram de forma sincera estudar o paralelo, dizem: na China, só para iniciar, por ex, o conceito de “amor” não existe. Só se emprega o verbo amar para definir relações entre mãe (notar bem, mãe – e não pai) e filhos.
    Bem, isso é o que tenho visto e lido, e concordo com você que estudando e lendo se pode ter uma visão mais ampla sobre tudo e não só sobre o amor.
    Mas, o que penso é que dificilmente entenderemos esse sentimento, essa idéia, essa concepção tão simples e tão complexa e difícil a não ser pela poesia:-)

    Parabéns, Nelsinho, sou nova por aqui, permita que eu me dirija você, você disse muito sobre a paixão. Apaixonar-se é próprio do ser humano, não há lógica em não ceder a ela:-)

    Helô
    .

  49. oubienoubien disse:

    Tereza, puxa, que ótimo, sobre os livros, eu sempre tive muita, muita vontade de ler o Sentidos da Paixão, sempre me disseram que o livro não existia mais, que estava superesgotado. Até que você falou nele e fui ver na estante virtual, ainda estou resolvendo, será que vc pdia me ajudar? Há uma diferença de preços considerável, será que é o mesmo livro?
    Obrigada pelas indicações.

  50. Tereza disse:

    Helô, concordo com tudo que você disse. Uma síntese excelente.Eu também estudei sobre Oriente e Ocidente no curso de Antropologia e chegamos a conclusões semelhantes.
    “Mas, o que penso é que dificilmente entenderemos esse sentimento, essa idéia, essa concepção tão simples e tão complexa e difícil a não ser pela poesia:-)”. Concordo totalmente.
    Puxa! Acho que você vai fazer um belo blog.
    Quero ler os seus posts.

  51. Tereza disse:

    Helô, o meu livro eu comprei na primeira edição, acho que foi indicação da Folha de São Paulo.Vou passar uns dados para você
    poder checar.

    CARDOSO, Sérgio et al. Os Sentidos da Paixão .São Paulo:
    Companhia das Letras, 1987. (507 páginas)

    Daqui a pouco eu volto e vou na Estante Virtual, está bem?

  52. Rose disse:

    Tereza, viu que seus livros têm mais que serventia? São essenciais. Eu é que ando preguiçosa, na real, em férias. Você é plural nesse saber das fontes. Onde quer que haja, lá está ela a buscar. Rainha da gincana cultural.

    Escrevi sobre o amor, assim, sem grandes estudos. Desculpe o jeito. E ociosamente escrevi: o amor é doença ( em outra vida desenvolvo isso).

    Mas o fato é que o Sub-rosa tomou uma forma bem harmoniosa, não é? Ficou bem saborosa a prosa sob esse teto. Você até se dirigiu a mim! Tereza! Oia só! Por que não né? Isso é bendito!

    Essa harmonia: base de todo entendimento e colaboração, seja para pensar melhor, gostar melhor, escrever melhor.

    Esse amor é o que importa, o barco, o povo no barco, a descoberta…por aí…

  53. Tereza disse:

    Ah, já vou brigar com você, Rose:) Tá doida? Quantas vezes já me dirigi a você? Em altos elogios.Taí escrito nos meus primeiros comentários.Eu disse que queria ser sua aluna.E li um blog seu inteiro, aquele sobre o chá, que você deletou…comentei cada post, sisqueceu?Oh ingrata!
    Gostei de ler a sua análise sobre o poema do Nelsinho. Eu aprendo com você.Não entendo nada de poemas (só gosto). Férias é bom para ficar na preguiça mesmo.
    Agora uma brincadeira: espero que em outra vida você mude de idéia sobre o amor:))

  54. Tereza disse:

    Magaly, cadê você? Viajou? Está de férias? Você está fazendo falta!
    Dê um abraço na Meg por mim.

  55. Tereza disse:

    Helô, fui lá na Estante Virtual.Não recomendo os livros de bolso, pois Os Sentidos da Paixão original tem 507 páginas! E tem uma capa linda!Compre um livro que cite uns desses autores: Sérgio Cardoso, Adauto Novaes, Marilena Chauí, Maria Rita Kehl.São autores que estão no livro e são citados pela Estante nem são os que eu considero melhores. Eu vi um Sentidos da Paixão/Ética/Olhar/Desejo é a coleção completa. Só não tenho o de `
    Ética.Mas 450,00 reais, putz! Novos, eles eram caros mesmos, e agora são raros, pelo menos a coleção. Vai ver, a diferença de preços
    de Os Sentidos da Paixão depende do estado da conservação dos livros. A Meg precisa saber (já deve conhecer) que no livro
    tem um texto do Benedito Nunes sobre a Clarice Lispector
    .
    Espero ter ajudado.

    tem um texto de Benedito Nunes sobre a Clarice Lispector

  56. Nelsinho disse:

    O blog da Meg é tão acolhedor, que acabo por esquecer que tenho um blog para alimentar! Continuo sem tempo para escrever, mas arrumo “gaps” para vir aqui e ler. Com a licencinha de todos, tentarei criar algumas mukandas. A “Traição”que lá postei hoje, é velha da era em que passava períodos sem fim no meio do mar e a próxima, será de recordações amargas de separação e medo, no meio da mata…

  57. oubienoubien disse:

    Puxa, Tereza, muito obrigada, preciso muito desse incentivo. Só falta agora você assinar com firma reconhecida:-)
    Vou batalhar os livros, pelo menos o Sentidos,com certeza.
    Helô

  58. Rose disse:

    Célia, escrevi bem nada. Foi a hora que vc leu. Decerto uma lua na janela…Obrigada mesmo assim.
    ……………………………………………………………………………………….
    Nelsinho, ainda não li seu poema. Mas, se a temática é o meio do mar – e a deliciosa solidão – então vou lá.
    Que jeito negar? O amor é mesmo um sentimento doente e amargoso, mas inevitável referendá-lo como um bom precipício de horrores que pode ser mote para o fazer poético. Lamentável ter de passar por tridentes fumegantes de dor ( e horror) para produzir poemas, canções…
    Aguardo o futuro quando sei q os sentimentos humanos evoluirão. Tomara eu volte ao mundo.

  59. Elisa Rück disse:

    Então… adorei a discussão, todos os participantes, queria participar perguntando o que os teóricos dizem sobre o amor e o sexo, tipo assim, o cristianismo só aceita o sexo depois do casamento, mas antes não era assim, quando começa a ideia de pecado? O casamento é uma maneira de retirar a marca do pecado? Não sei se estou me esclarecendo, mas não se ouve falar de casamento entre os gregos. Existia casamento entre eles? Queria também perguntar se amor e desejo são iguais em toda a história, entre os gregos e depois dos gregos?
    eu acho que para nossa civilização existe a Grécia, os romanos e depois o cristianismo. estou errada?
    obrigada.

  60. Orlando Gemaque disse:

    Meg,
    fui intimado a comparecer aqui:-)
    Com prazer, vejo o debate que já tomou um rumo próprio. Mas, antes, é forçoso admirar o poema do Nelsinho, principalmente o segundo, do mesmo modo que o do blog Mukandas, Traição.
    Ou eu muito me engano ou o tema do Mário de Sá-Carneiro se assemelha ao do Nelsinho?
    Meg, fique bem, volte logo.
    Abraços de toda a família.

  61. Rose disse:

    As questões colocadas por Elisa Rück são tão pertinentes e tão bem amarradas que, se respondidas, dão um livro.

  62. tereza disse:

    Concordo com a Rose. Dão um livro. Muito interessantes as questões.

  63. Elisa Rück disse:

    então.. peço desculpas pelas perguntas que fiz. Eu agradeço aos donos do blog. Já participei de debates lá no outro blog de textos especiais. E fui muito bem tratada por isso voltei por este blog aqui. É… Valeu. Na boa.

  64. Rose disse:

    Eu fiz um elogio. E, inclusive, imaginei que todos aqui do blog poderíamos ir respondendo às questões, na medida do possível.
    Fiquei impressionada com o poder de síntese de Elisa Rück, foi feito ela ”fechasse’ o essencial de tudo que vínhamos nos dizendo.
    E, se a Meg pudesse conduzir as respostas, ‘amarrar’ tudo, seria um trabalho belo, útil, singular . E essa singularidade teria a cara de um livro, objeto lindo, feito uma folha que despenca duma árvore vermelha, coisa única. Um livro fácil de abrir, o que se dá ao conhecimento do leitor, difícil nas entranhas.
    Eu achei que a fluência da conversa nesses últimos dias fez um desenho de um livro. E que Elisa R. soube ajustar o que é que precisa ser pensado.
    Houve de minha parte um elogio e bom tratamento. A linguagem é prenhe de abismos. Pena.

  65. Flavia Viana disse:

    Elisa, fique certa de que as meninas (e meninos também) por aqui tratam todo mundo muito bem. Só que é fim de semana, e uma demora pode acontecer mas vc vai ter uma resposta nem que seja para dizer que não sabem, aliás, o meu caso.:-). Eu, p ex. acho que sempre existiu casamento, diferente dos de hoje, mas existia.
    E, sabe de uma? eu acho que amor, amor mesmo não existe, o que existe é o tempo que um homem ou uma mulher espera para satisfazer um desejo (sexual). palavra que é isso que eu acho, essa coisa de amor romântico etc é coisa de cinema, de literatura de uns livros que minha mãe lia: o que equivalente à Barbara e Júlia de hoje em dia. E contos de fada. E quanto a esse negócio de pecado, é coisa da Igreja e infelizmente a igreja tem muito inflluência até hoje. mas hoje está melhor.
    Então: casamento sempre existiu. 2- amor não existe 3- pecado é coisa de igreja, dos padres.
    tudo muda com o tempo.
    vá desculpando qqer coisa e fique à vontade.

  66. Nelsinho disse:

    Flavinha
    Do alto dos meus 48 anos de relacionamento ininterrupto com a mesma mulher, posso dizer-lhe que sexo complementa e condimenta uma interação de crescente carinho e de irresistível vontade de ficar juntos. Os maus momentos dela são sempre mitigados pela minha ajuda e vice versa. A isso eu chamo e sempre chamarei “amor”…

    Se visitar nas “Mukandas” o post de 30 de Junho último, verá que lembrei o quadragésimo oitavo ano assim:

    …os cabelos branquearam,
    as peles enrugaram,
    os órgãos debilitaram-se,
    os olhos cansaram-se,
    os pés ganharam calosidades
    e os ossos, dolorosas deformidades.
    Estamos um pouco menos condescendentes
    com esse mundo dos tempos presentes,
    mas a paciência não foi esgotada
    embora, convenhamos, um nadinha desgastada.

    Não obstante, entretanto,
    cresceu muito aquele encanto,
    da presença que se sente
    sem que o outro esteja presente!
    É só o telefone tocar,
    que vem a ânsia de que seja o outro a ligar,
    porque se não liga, a gente liga,
    só pra dizer “eu te amo”, e desliga!…
    É todo um carinho mais carinho,
    é um amar mais de mansinho,
    é um cuidado, uma atenção,
    um chamego, uma afeição,
    que massageia o coração…

    Hoje, e em todos os derradeiros derradeiros dias de junho

  67. Nelsinho disse:

    Elisa: Não tome ninguém a mal! O seu questionamento não é nada fácil de responder e certamente não será respondido num curto texto. Se o meu ver é que o “pecado” é fliosófico como filosóficas são todas as religiões e o meu direito de não crer confere-me o direito de não crer se esse for o meu direcionamento, desdenharei por consequência de todas as teorias escritas por visionários do sexo masculino, que sempre atribuiram todos os direitos e poderes ao macho, podando os direitos da fêmea. No entanto, seriam muitas e diversas as posições.que por certo aflorariam caso tal tema tenha seguimento.

  68. Rose disse:

    Achei este texto. A letra, pequena demais.Aumentei e coloquei num blog. É sobre a questão da universalidade do complexo de édipo.
    O texto é curto e , talvez, seja útil para pensar a questão do amor.

    http://musicamusicam.blogspot.com/2011/07/questao-da-universalidade-do-complexo.html

  69. Flavia Viana disse:

    Nelsinho,
    vc simplesmente arrasou e detonou na sua resposta como sempre kkkk,
    você disse bem melhor o que eu queria dizer, quando disse que amor era a espera da satisfação de um desejo sexual justo para separar o desejo sexual (carnal) e a afeição, o carinho o desejo de estar juntos e partilhar as alegrias e as dores, que é mais da emoção, do espírito.(espírito aqui não é coisa religiosa) que é justamente isso: começa pelo sexo que pode nem ser propriamente o ato sexual, e havendo uma afinidade se transforma nisso:
    “Não obstante, entretanto,
    cresceu muito aquele encanto,
    da presença que se sente
    sem que o outro esteja presente!

    Demorou!!!! quer dizer, eu fico pensando que algumas pessoas tem esse dom, e isso vc tem, de dizer as coisas feito poeta que vc é.
    alias, eu sempre digo isso quando vou ler o mukandas.
    Meu marido aqui do lado concorda cem por cento com vc.
    eu só espero que a elisa esteja lendo isso:-)

  70. Elisa Rück disse:

    pessoal, então… não me levem a mal, apenas fiquei insegura, já acompanho este blog há muito tempo, participei de algumas discussões lá no Textos, desde qdo ele foi indicado pelo Nassif e todo mundo mesmo com comentários bobos sempre tiveram respostas legais. Minha timidez me fez pensar q tinha escrito coisas inconvenientes. OK, a fila anda, e a resposta do Nelsinho e da Flavia me ajudaram, me desculpem de novo (sou campeã de pedir desculpas).
    Rose, muito legal o texto q vc recomendou (por isso demorei a escrever hoje) mas não soube fazer a ligação. vou ler de novo, obrigada.Nelsinho, muito legal vc tb, eu já li numa comunicação na faculdade aqui em Sampa, qmesno dentro do casamento a relação sexual era considerada pecado, na verdade o prazer era condenado e os esposos eram para fazer filhos, procriar, prazer que é bom;-) tanto que o amor só era considerado assim, amor, se fosse entre uma mulher casada e um herói, tipo assim os cavaleiros da távola redonda e o prêmio do herói era receber então os favores sexuais da dama, consumando um adultério. (aqui o ex de tristao e isolda)
    Concordo em genero, numero e grau com você que a mulher era muito rebaixada. E acho que até hoje, como vc diz é na relação legal de homem e mulher que vai se constituindo a relação de parceria entre um homem e uma mulher, o respeito e o carinho é coisa de cada um com seu cada qual:-).
    Obrigada tb Flavia, muito legal o q vc respondeu, mas eu, da minha parte, continuo achando que o amor existe:-). só acho q pode ser diferente dos livros, embora na mitologia tinha sempre o deus do amor.
    E acho q mesmo q a gente não saiba das coisas é bom dicsutir pq é da discussão que nascem ideias. p ex isso do casamento, muito legal mesmo, então… o casamento sempre existiu, menos para Adão e Eva,

    um abraço e valeu..

  71. Elisa Rück disse:

    opa, escrevemos ao mesmo tempo, quis dizer que o casamento nos tempos recuados era por motivos economicos.
    vou ler.

  72. Rose disse:

    O texto : “Eu não sei responder mas poderia arriscar o seguinte, nós todos, ao nascermos, somos marcados por um grande ferida, a falta da comunhão com a mãe.(…) A partir daí, o amor traz em si, sempre, o desejo do que lhe falta e a vontade de suprir essa falta naquele que ele ama”.

    Da falta da mãe ( o trecho é da Helô*) fui ao complexo de Édipo. E me perguntei o quanto ele traçaria o padrão amoroso ( se é que há um padrão). Daí, fui aos povos primitivos querendo saber se viveriam o complexo. Por isso, aquele texto de antropologia.

    Achei tb um livro sobre Canudos do Vargas Llosa. Parece que, no arraial, o amor era livre e q isso apavorava o governo brasileiro. Preferi não ir pra esse lado – seria muita volta- e fiquei no complexo de Édipo que, pra mim, deve roubar um tanto da energia amorosa, já que represa e reprime.

    Enfim, sabe que eu acho? Melhor não pensar muito. A questão mais importante ( pra mim) é saber como é que se faz p um amor durar. Porque amar se ama, é um trem que dá nas pessoas.

    O Texto! do Nelson é magnifico além de legitimar um amor que é fato ( o dele); é ler e ter vontade de se apaixonar na hora. Mas penso se não há na tese, exposta no poema ( aí é a tal logopeia), a intenção de eternizar algo que seria efêmero no coração humano. Esse projeto – o de fazer durar- é uma criação, uma aposta.

    Eu continuo gostando do amor mais livre, não, exato aos moldes dos hippies, mas quase isso.

  73. Flavia Viana disse:

    Aí Rose, vc é muito, muito, muita culta, eu digo e comprovo e não vá dizer que é um elogio. Vc diz cada coisa eu fico morta de inveja, da branca. kkkk
    bem, isso do complexo de édipo eu não sei, alias nesse seu texto:
    “Da falta da mãe ( o trecho é da Helô*) fui ao complexo de Édipo. E me perguntei o quanto ele traçaria o padrão amoroso ( se é que há um padrão).”
    não posso falar, aliás nesse seu texto, eu não entendi, seria o padrão de amor um homem por uma mulher e viceversa? ou seria o padrão amoroso de cada época, amor delicado ou amor selvagem , sei lá.
    Mas já neste outro texto sobre o complexo de édipo eu vou dizer o que se passa na minha cabeça: tá, tudo bem, o complexo de édipo é universal, mas também baseada no que vc falou lá em cima:
    “Todo amor é doente porque é edipiano. Poucos conseguem superar esse impasse. E saem amando doentes.
    parece que 1- as pessoas, homem ou mulher, podem superar esse complexo, não? 2- as pessoa tem direito a ter sua fase de complexo e depois superar, e mesmo os que não superam podem buscar a mãe ou o pai, cf o caso, nas pessoas que elas amam e conseguirem ser equilibradas, não sei, eu acho.
    agora eu acho que qanto a fazer o amor durar, ah! rose, isso é pura loteria, as vezes vc faz tudo certinho (ou erradinho) mas o amor acaba.
    E isso de amor livre, ah rose, de novo, sempre vai pintar o momento em que alguém se vê rejeitado e isso ninguém aguenta.
    alias, eu sou apaixonada por esse movimento dos hipies, principalmente, e vivo perseguido minha mãe, as amigas da minha mãe pra dizer como era.
    Eu acho também, minha gente que o bom da discussão no blog, é extamente esse, sem pensar muito, como diz o Nelsinho, nada de filosófico. é assim que é prazeroso.
    (Fui a este seu blog que vc citou, e achei ele é muito culto tb, eu gosto muito do rose e seus amigos)

  74. Elisa Rück disse:

    puxa, aqui as pessoas são viciadas em blog, eu até parece q tô ficando tb, sempre venho ver se alguém escreveu, até leio os aquivos do blog. Tô de férias agora, então o blog parece pra mim, um curso de férias supermaneiro:-).
    bom, pelo q eu li, entre antropológos, sociológos e filósofos todos estão de acordo q se deve refletir sobre o amor, e ver a grande importancia q ele tem porque em última instancia, é o amor ou um pensamento muito próximo q a gente define como amor, que faz a espécie se multiplicar. embora não necessariamente.
    E quando nao é procriação, é um sentimento,sabe, Rose e todo mundo aqui,, q, na minha fraca opinião faz ao contrário do que vc disse, o amor faz florescer o melhor de nós, OK, também se faz o pior, por amor, em nome do amor, mas até isso só vem confirmar que esse sentimento é muito forte e pega de jeito qqr um, nao tem jeito, mas no geral amor não accho q seja doença no sentido de fazer mal a quem se ama. Tudo bem q há muita coisa “doente” no amor mas é exceção, amar é coisa boa:-) senão o ser humano estaria perdido. Amar errado não é pecado:-) é tentativa.
    no mais, estou de acordo com disse a Luma, lááá no alto e depois a Tereza: o amor não é só um é diferente em cada civilização ocidente, oriente china e russia ou paris, e até mesmo em cada época, década ou ano. haja vista vc mencionar o amor livre, vigorou na decada de 60 e entre os anarquistas, mas…

    gente, eu escrevi um comentário em q eu falava dos hippies e dos anarquistas, mas não tirei copia nem rascunho.. devo ter teclado em algum botão e sumiu. tentei escrever o q me lembrei, desculpem.

  75. Rose disse:

    Flávia, obrigada. Você é muito doce comigo. Amanhã, eu escrevo sobre o padrão amoroso d q eu falei.

    Elisa, que o amor faz florescer faz. Mas já pensou que, sem tanta exacerbação ( e tome dor dor dor, ciúme ciúme, briga e briga), podia ser muiiiio melhor?

    Sobre as proles* ( nem todo amor procria)
    E essa criançada? Quem vai cuidar delas – e olhar pra elas – quando o amor dos pais acabar? E tem tudo pra acabar, não é?

    Esse amor que conheço, que vi nas novelas, nos romances, nas esquinas, na minha alma, dores terríveis: eu não quero, obrigada, ó, mundo velho. Preferi passar vida quase toda, sozinha.

  76. É. Parece que tem amores que são para sempre.

    E outros que são como miojo: leva três minutos, a pessoa come e sai mais ou menos saciada. Pelo menos até a próxima refeição.

    E o pior é que depois de Romeu e Julieta, todo mundo anda procurando esse amor instantâneo e que só foi “eterno” (ou melhor – eternizado) porque os dois morreram antes que tudo desse errado (ou não, como diria o Caetano).

    O certo é que, como lembrou a Rose, as varas de família estão sempre cheias que amores que se pensavam como bons vinhos e depois se descobriram Tang de uva…

    Só que quase ninguém fala de amores que começaram como poemas piegas e terminaram prosaicas sentenças.

    *não, eu não sou culta e nem letrada pra esse tipo de coisa. Nem mesmo fina. Não sou não…

  77. oubienoubien disse:

    Um caso sério esses comentários:-) os da Rose, então… idéias profundas embrulhadas em textos muito sensíveis.
    Elisa, estou atrasada, nem sei se ainda vale a pena responder mas, pelo que sei amor e casamento não seguem junto por um tempo muito longo na História, na verdade eles seguem independentes até hoje. Casamento sem amor e amor sem casamento, embora em alguns casos haja uma convergência. O certo é que cada um pode acabar, como disse a Flavia, e acaba mesmo, independente um do outro.
    Agora, eu deixo aqui uma pergunta, uma dúvida: se a gente concorda que houve mesmo essa separação (amor e casamento) como é que fica a paixão? será que nunca as pessoas foram presa da paixão?
    Rose, isso que você descrve no comentário aí em cima não será a paixão? Essa sim responsável pelo muito bom e pelo muito mal? O sublime e o perverso?
    Helô.

  78. James disse:

    Cara Mestra, espero que esteja cada vez melhor. vou me permitir um aparte, para dizer que não são bem teóricos ou filósofos que pesquisam esse tema, a corrente mais forte são os historiadores, especialmentte os franceses. Uma fonte muito boa é a coleção História da vida privada, o segundo volume dá bem uma idéia sobre esse tema incluindo a situação da mulher, que papel ela desempenha, as guerras e, claro o casamento, o amor, o ciúme e a paixão.
    abraços

  79. Nelsinho disse:

    “Vê”, disse eu à minha companheirinha; “Somos da geração dos Beatles, atravessamos de mãos dadas o nascimento, auge e fim da era hippie, do assim dito “amor livre”, de modismos e revoluções comportamentais várias através das décadas!”…

    “Fomos leitores ávidos de Jean Paul Sartre, cujo “existencialismo tanto nos fez pensar e repensar…”

    “…Tínhamos todos os ingredientes para sermos lembrados como mais uma efêmera paixão que findou com a rotina de um dia após o outro.”

    “No entanto…”

    (Acho-nos de outro planeta)

  80. Rose disse:

    “Não, o amor sabe tanto quanto qualquer um, ciente de tudo aquilo que a desconfiança sabe, mas sem ser desconfiado; ele sabe tudo o que a experiência sabe, mas ele sabe ao mesmo tempo que o que chamamos de experiência é propriamente aquela mistura
    de desconfiança e amor… Apenas os espíritos muito confusos
    e com pouca experiência acham que podem julgar outra
    pessoa graças ao saber.” Soren Kierkegaard

  81. Rose disse:

    Oi Moçada!
    Aqui vai o resumo caótico do que eu acho do Amor.

    Não sou tola a ponto de pensar amor não angustie, nem faça sofrer. Nem louca para inventar novo padrão. Não saberia – porque não tenho erudição alguma- discorrer sobre o amor na sociedade patriarcal, sobre o qto imprimiu da maldita dor ‘’desnecessária’’ aos homens e mulheres.
    Há dores de amor, naturais e boas – e as desnecessárias, fundadas em forjas sociais.
    Dores, enredadas em tragediazinhas iguais, mortezinhas de todo dia! Ouso – atrás do balcão – gritar: “ Amor, sentimento doente,faz o ser amoroso andar em círculos. Cai amor, vem amor, a coisa é a mesma: ciúme, poder, cansaço. Vontade de dar o fora.
    Por acaso, tenho aqui ao lado a minha faxineira Rita. Transcrevo já o que ela diz: “Eu ainda estava bonita e moça. Ele quis morar comigo, chorava, pedindo que ficasse. Saí da casa do meu pai. Eu tinha ciúme dele, mas , ele mais. E fui largando os amigos. Um dia ele arranjou outras, passou a beber, me batia”.
    A toada é quase igual.
    E já ouvindo Billie Holiday.Essas dores de amor produzem belas canções. E belas ligações, veja o escreveu o Nelsinho. Pode-se casar interesses e solidões. Claro que pode. Isso é grandioso.

    É esse padrão sempre igual, essa via sacra de sofrer em casamento aberto, ou trancado, é esse amor, chiclete mascado da mesmice das mesmas vias nada sacras: ” Você não sabe que ele tem outra?”. “E agora?”.
    Não precisava doer tanto essas chamadas traições. O amor podia durar sempre se fosse mais leve. Vai vendo que sou doida.

    Daí sendo bem doida invento um lugar onde o amor seja livre. Assim. O fato de eu gostar de Juruna não me obriga a largar meus outros ‘’amigos’’ (amores). Juruna deverá superar os ciúmes, talvez, vivendo outros amores ao mesmo tempo ( amor mesmo, não é sexo pelo sexo). Porque a intensidade dos primeiros tempos de amor ( odeio essa cisão: paixão Xamor) pede muita grudança, mas isso depois passa. Meus namorados saberiam compreender quando houvesse surgido um outro e que eu precisasse ficar mais tempo com ele. Mas os meus namorados me esperariam, sossegados, conversando pelos campos com suas outras namoradas. E, se estivéssemos na época de procriar, eu e meus namorados ( e as namoradas deles) cuidaríamos da prole de todos. Nenhuma criança ficariam à mercê de uma só mãe ( nem toda mulher nasceu para ser mãe, algumas são boas para parir, péssimas para criar,).
    Que músicas e que livros tão outros e tão novos seriam escritos?
    Ah! Nem pense em promiscuidade, nossos grupos amorosos seriam pequenos, por questões práticas, amar massas, hordas é amplo demais.
    E haveria poucas regras. Quem quisesse fugir para sua casinha com seu amorzinho fosse. Talvez eu e meus namorados ( e as namoradas deles) fizéssemos um dia de silêncio.
    Mas estou quase na terceira idade e…Não poderei viver isso no Asilo Geral do Brasil que envelhece.

    • Nelsinho disse:

      Rita, bendita, paixão, desatino…
      Lágrimas de crocodilo predador. Predador Sexual beberrão.
      In Vino Veritas. Violento por extinto, bad boy bom de cama.
      Amor não tem a ver com isso.
      (Opinião personalíssima, é claro)

      • Nelsinho disse:

        Rose: Os erros de palmatória às vezes saem e não se notam a não ser na segunda leitura! É claro que eu queria dizer Instinto e não “Extinto”- onde diabo eu fui buscar isso?

      • Rose disse:

        Nelsinho, é bom escrever direto, sem revisar. Eu reli o q escrevi, e vi um tantão de erro de concordância verbal.
        Num espaço de conversa a distância há lapsos. São marcas da gente ( de gente*). Isso é bom, porque o espaço virtual é muito organizado, desodorizado, com seus quadradinhos aqui e ali. O erro é a bagunça, o dente torto, alguma revelação.

  82. Tereza disse:

    Concordo com a Helô. Parece que a Rose falou de paixão, quando fala de amor doença.Na paixão há domínio e servidão. Eu idealizo o outro e me apago.Eu me perco no outro.Se é um gozo incestuoso e mortífero, posso chamar de “doença”.Na paixão , sonhamos preencher as nossas lacunas, o desamparo e a solidão.

    Quanto ao amor, há o reconhecimento da pessoa que amamos, que possui desejo próprio, que é alguém diferente de nós.No amor existe a aceitação do outro com seus limites e imperfeições.

    “eu quero a sorte de um amor tranquilo/com sabor de fruta mordida

    Cazuza

    Eu acho que esses amores que acabam de repente são paixões. Esse tipo de amor que, quando acaba, a pessoa diz que o outro tornou-se
    um estranho , “que não sabe como foi apaixonar-se por ele”.
    Talvez esse estranho tenha sido apenas uma miragem.Ele nasceu de dentro da própria pessoa, é apenas o reflexo de sua imagem.

    O amor quando acaba, se transforma em amizade , ternura ou mesmo ódio, dependendo do caso.Mas será que os ingredientes do amor e da paixão são assim tão diferentes?. E a pergunta da Helô, se a gente concorda que houve mesmo separação entre casamento e amor (e houve, o casamento tribal, por exemplo, era uma aliança entre grupos) como é que fica a paixão?
    Ótima pergunta!

  83. Flavia Viana disse:

    gente, muito rapidinho pois estou no tronco:o):
    1- soube agorinha que a Meg chega hoje em casa. E, que bom que isto aqui tá tão bonito
    2- Rose, este texto do seu comentário está, digamos, tão forte que qualquer um balança:-) , você não está sendo pessimista demais?
    agora é bom porque tem o Nelsinho para contrabalançar, né? é própria idéia da esperança contra a sua desesperança.
    Puxa, Nelsinho, 48 anos é mais que uma vida. Parabéns para você e sua companheirinha, olha que delicadeza!
    bom, está bem mas estou esperando o que prometeu, rose: o padrão amoroso.
    E, aviso aos navegantes, fui de manhã, no blog da Marília e está lá o post bonitaço:
    http://aindapodiaserpior.blogspot.com/2011/07/eu-e-o-amor-encima-do-muro.html

    eta debate danado de bom (inesquecível:-), irado, podis crer

  84. Tereza disse:

    Oi.Quando a Rose postou, eu estava escrevendo. Então, sobre o amor ser uma doença refere-se aos outros comentários dela.Só agora, Rose, vi que você detesta essa cisão paixão X amor. Eu acho que possuem ingredientes em comum, mas são diferentes.Ou talvez sejam só amores diferentes. E então, como é que fica a paixão?
    Se na ópera Carmem, Bizet diz que “o amor não conhece leis”, muito menos a paixão.Mas amor de ópera é paixão não é?

  85. Tereza disse:

    E a paixão, como é que fica? Para Meg:

  86. Tereza disse:

    Valsa Brasileira
    Chico Buarque
    Composição: Edu Lobo / Chico Buarque
    Vivia a te buscar
    Porque pensando em ti
    Corria contra o tempo
    Eu descartava os dias
    Em que não te vi
    Como de um filme
    A ação que não valeu
    Rodava as horas pra trás
    Roubava um pouquinho
    E ajeitava o meu caminho
    Pra encostar no teu

    Subia na montanha
    Não como anda um corpo
    Mas um sentimento
    Eu surpreendia o sol
    Antes do sol raiar
    Saltava as noites
    Sem me refazer
    E pela porta de trás
    Da casa vazia
    Eu ingressaria
    E te veria
    Confusa por me ver
    Chegando assim
    Mil dias antes de te conhecer

  87. Tereza disse:

    Acho que por mais que se façam teorias sobre o amor, ele escapa…
    graças a Deus! Escapa dos psicanalistas, sociólogos, antropólogos, historiadores, filósofos e tals. Só não escapa dos poetas, que se não conseguem dizê-lo todo, pelo menos não tentam compreender, mas falar do sentimento. Taí o Chico acima, como um bom exemplo.Amor é para ser vivido.Paixão também.É o que vale a pena.

  88. oubienoubien disse:

    Flavinha, eu ainda estou aqui, no meu tronco particular, mas não queria deixar de participar dessa outra etapa da discussão, ainda mais que a Meg vai chegar.:-o)))
    Fiquei “parada” no que escreveu a Rose, um texto cheio de intensidades. Mas Rose, vc parece ter 100 anos (e bote mais outros 100 anos nisso) de sabedoria e mais outros tantos de experiência, moça! a única coisa que não entendo é que você não faça uma única referência às coisas boas e igualmente intensas que, com certeza absoluta o amor trouxe, pois é absolutamente impossível que não tenha havido.
    Afinal nem todo mundo pode ter a sorte – incrível e rara – do Nelsinho (benza deus, Nelsinho) mas alguma compensação deve haver no amor.
    Tereza, você descreveu bem o estado de paixão, de absoluto ensandecimento, mas pra ela existir é preciso que haja um cúmplice, costumo dizer isso para quem vem aqui queixar-se, é um antídoto para que as pessoas deixem de agir alegando inocência:-)
    e se acharem vítimas, não é?
    Aliás, se esse estágio inicial – como disse a Tereza – de paixão evoluísse para algo mais terra à terra era bom, o caso é que acostumados à paixão, as pessoas queremn mais é pisar na nuvens.
    Acho que isso é tudo o que posso dizer.
    Eu ainda não li tudo, mas é isso.

    e gente, como é que se faz para as palvras sairem inclinadas (destacadas) hehehe. assim como o Nelsinho e a Tereza fazem????

  89. oubienoubien disse:

    Rose, num outro comenta´rio você faz uma citação a Kiergegaard, podia me dar a referência dessa citação? obrigada.
    Helô.

  90. Tereza disse:

    “A tudo eu prefiro amar, disso dependo não para ser quem sou e sim o que quero ser (grifos meus), sonhar comigo outro, vagar embora, navegar sem leme em alto mar, esquecido do chão onde piso”.

    Betty Milan – E o que é o amor?

  91. Tereza disse:

    Helo:
    A Meg, tão atenciosa, tem uma página que nos ensina como usar o negrito e o itálico, aqui:
    http://subrosa3.wordpress.com/2011/04/19/negrito-e-italico/

  92. Rose disse:

    Ah! Cansei de dizer coisas sobre o amor. Não tiro um isso do que eu disse. É o que penso mesmo. Mas dancemos que a vida é cruz. O padrão, Flávia? É a mesmice da tragédia.

    Tenho alma velha e penada. Obrigada pelo que disseram sobre o que eu disse !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    …Olhe que legal este rapaz revisitando, trafegando, num processo dialógico de intertextualidade musicálida, salve salve…
    Bons amores p todos…..Não sofram demais, tá bom?

    Noutra vida serei o que sempre quis.

  93. Isabela disse:

    Que bela discussão e que pena eu não ter participado :(((
    Estava viajando, também estou trabalhando uns dados de pesquisa, perdi a principal planilha e tive que refazer tudo, foram três dias de (re)trabalho e ainda é final de período na universidade…

    Sobre o amor… o que tenho observado é que ele foi banalizado, inclusive tem sido bastante utilizado pelo marketing. Para a empresa Vivo (telefonia), por exemplo, o amor é a maior conexão que existe! Quem ainda não viu a propaganda, pode seguir este link http://bit.ly/naP3RX para ver do que se trata.

  94. Rose disse:

    Feliz Regresso, Meg!!!!

    Saiba que seu blog está mais que aconchegante.

    E, se as conversas fluem, nisso tem causa a beleza do seu post. E, claro, as pessoas maravilhosas que aqui têm vindo.

  95. Rose, acho que ninguém seria capaz de lhe pedir pra retirar uma vírgula de seus comentários. Nem uma. Nem que, numa impossível e inverossímil situação, ela separasse o sujeito do predicado.
    O legal aqui, aliás, é esse poder dizer o que se quer e ser entendido, respondido, debatido, tudo no mais alto nível.
    E mesmo quando os abismos da linguagem nos afastam, a liberdade e a paixão pelo debate continua nos unindo.

    Esses contrapontos de todos os amores e eu encima do muro. Adorei essa arenga de ideias aqui. A-D-O-R-E-I.

    Meg, que logo retorna, também adorará que eu sei.

    E num ultimo adendo ao tema, lembrei, duas coisas.
    Primeira, com essa divisão de amor e paixão, que Gonçalves Dias diferenciava o amor entre um de que se morre e outro de que não se morre: talvez uma divisão entre a fútil e temporária paixão (que no fim das contas não mata) e o amor “verdadeiro” cavalheiresco, dos qual se morre, segundo o poema. É o amor de um tempo, com virtudes e vícios (a mulher, por exemplo, é sempre sujeito passivo de um e doutro). Mas vcs, que têm mais teoria e certamente mais prática do que eu no assunto, devem saber me indicar as referências da distinção…

    A segunda coisa foi uma coisa que escrevi recentemente, praticamente na “reinauguração” do meu blog. É uma “croniqueta” contando a história duma mulher que acorda ‘adolescentemente’ apaixonada:

    “Ridícula, no sentido exato e esdrúxulo de Fernando Pessoa, ela se encantava com a lua e sofria.
    Sofria porque todo amor adolescente faz sofrer. Sofre-se de medo do desconhecido que é a paixão. Medo de ser correspondido e de não ser correspondido.
    Sofria porque desde Werther convém e é de bom gosto sofrer por paixão.”

    São as sincronias que Meg nos proporciona…
    Porque comentar no Sub Rosa não tem preço. E pra todo o resto… conta pra pagar!

    • Rose disse:

      Maríllia, você se referiu à paixão pelo debate. Está aí uma paixão pela qual sou apaixonada. E, mais, pelo exercício de pensar; e o de não pensar.
      Qto à teoria e prática, digo não tenho nenhumas mas, sim, percepções ”de janela”. E cresci num laboratório de horrores passionais. Aos 30 anos fui nocauteada por uma paixão estilo “Lua de Fel”, o filme.Depois, todos os exércitos! de mim me puseram pra dar aulas e aulas. Pequena bio essa, não é?

      Graças, Marília, bela.

      Beijos a todos!

  96. Tereza disse:

    Marília, gostei muito do seu comentário. “Sofria porque desde Werther convém e é de bom gosto sofrer por paixão”.Muito bom.

  97. Rose disse:

    Talvez , a Meg. Chegar à casa é uma; vir ver a gente, outra. Deve estar se restabelecendo. Será que demora?

    Fiz outro blog ”instantâneo” feito aquele que você leu, Tereza. Será apagado assim ela chegar.
    É um blog de boas vindas.

    http://logoamegvolta.blogspot.com/2011/07/meg-ainda-um-pouco-adoentada-descansa.html

  98. Rose disse:

    Cortei uma palavra.

    Assim é que é o certo.

    Talvez , a Meg demore*.

  99. sub rosa disse:

    Queridos todos, todiíssimos:
    Ontem à noite tive que pedir ajuda, ao ler o que escreveram, quando estava no belíssimo comentário de Marilia Jackqueline, a quem amo como uma filha que não tive (permitam-me esse toque e esse arroubo) rompi em lágrimas, uma torrente, e não sabia mais se era por tanta inteligência e brilho no conteúdo de todos os comentários de vocês, todos, todos , pela entrega de cada um em seu melhor, ou por não me achar merecedora de tanto e de cada um de vocês, Magaly, a minha Magaly, Isabela, o Nelsinho, meu querido Amigo, sempre a postos e atento a cada clave de tristeza ou ausência, Rose, de burka, Tereza, Luma, a querida Luma, Flavinha, especial e tão querida, os meus ex- alunos, eles sabem quem são e o quanto eu os prezo. E, imaginem, a todos veio agora se juntar, para minha surpresa e maior aturdimento, a Helô, que se não sabem, saibam, é médica e psicanalista que tanto se dedicou a mim aí no Rio de Janeiro, indicada que foi pela minha querida Dra Carmen Dameto, e ainda se dedica, – afinal não foi por outra razão (penso) que se dispôs a chegar até aqui e pelo visto, por artes de berliques e berloques, já conquistou a todos. E olhem que não lhe sobra tempo algum: Kierkgaard lhe rouba todos)

    E para além de tudo isso, há o que talvez vocês não saibam, para além das palavras, vocês deixaram para mim, o clima e a atmosfera de amor, de vertigem, de amizade, carinho e querer bem, de algo imprevisto (afinal,quem esperava que um post fosse déclencher esse quase milagre na Internet?) algo especial, saído, quem sabe, de um universo paralelo, algo que para existir carece mesmo de tanta capacidade de doação, enfim.
    (Pois tenho certeza também de que para conseguir esse resultado mágico, todos estiverem aqui tangidos pelo espírio, amoroso, de doação.
    Não me posso permitir “pensar” ainda mais o presente que me deram. Ele me fortalece e me fortalecerá sempre. Será sempre uma garantia de que o amor,sim, ele existe(ai, Rose, não precisa me bater:-)].
    E, que mais alguém pode pedir, me digam? Só espero que esse clima – entre todos nós – dure como um rio, que sempre se renova na sua nascente.
    Deus os abençoe e muito obrigada.
    =-=-=-
    P.S. 1 – A Marília, ah! a Marília, tocou num ponto nevrálgico, que é muito importante: os “abismos da linguagem” (ah! essa minha menina, tão ela…) por isso, com o maior carinho, deixem que diga e lhes peça uma coisa:
    Imploro que os não citados não me façam cobranças, nem hoje nem depois – pelo amor de Deus, sem sobressaltos, não façam isso, ainda estou muito, muito frágil, afinal quem passa o que passei (e ainda continua) sente-se tangido e confrangido em seus nervos mais irrelevados. (Isso vale para todos)

    P.S.2 -Nelsinho, pelamordideus, me diga, você e a sua querida Nina, tiveram permissão pra casar:-)? Quantos anos vocês tinham, crianças, for Pete’s sake?

    P.S 3 – Tudo o que aconteceu me fez ver que tenho muita sorte, a Internet às vezes castiga, eu sei, vocês sabem; mas ela me tem dado alguns dos melhores momentos de minha vida. E vocês foram responsáveis por um dos melhores entre os melhores.
    Agora, vou parar por aqui, certamente voltarei depois, (os médicos, sempre eles…) mas por favor, como dizia aquele profeta do Chico Anísio: “podem ficar à vontade. fiquem à vontade”:-)

    P.S. 4 – E quem foi que disse que existe um cura para o meu prolixo estilo? Socorro, Helô!:-)

    Rose, mais um blog, que irá pro céu dos blogs?:-(

  100. Flavia Viana disse:

    Yahooo! Iahuuuuuu!”, Hopla!
    Meguita, não é a toa que a gente gosta de você, o que vc escreveu dá inúmeras razões.
    Tudo bom, muito bem, mas Meg, não foi a Rose que disse que amor não existe, ela acredita no amor, até acha que ele é doença, quem disse que o amor não existe fui eu.
    Mas não se preocupe que minha cabeça já foi devidamente espanada pelo Nelsinho em comentário, que ogulhosamente foi dirigido a todos mas a mim em particular kkkk.
    Caso as pessoas ainda queiram coversar a respeito eu deixo um pergunta que me coloca “embatucada”:
    O que as pessoas (nós) querem dizer quando dizem, Não, não é amor, é apenas amizade ou então, eu e Fulano somos apenas bons amigos.
    Qual é essa diferença? Por que esse apenas?.
    E mais uma, por que quando se fala de amor, seja lá de que tipo ou vivencia, sempre é claro que não se trata de amizade?. Enfim, amizade é coisa tão diferente assim de amor? É uma espécie de amor sem sexo? Amizade e sexo…
    (não vao dizer como o consorte aqui que só penso naquilo)
    beijos, Meguita.
    Olhe pelo que me toca e talvez a muitas pessoas aqui, take your time, chegue bem à sua casa, depois, só depois vc vem aqui na sua casa virtual hihihi.

  101. Flavia Viana disse:

    Ah sim, Rose, ainda não disse nada sobre o seu “resumo” caótico. Que caótico, que nada, é um texto que devia ser publicadoUffaaa!!! isso é todo um planejamento de relações amorosas com um código de conduta (palavras do consorte ontem à noite).
    Só tem uma coisa, meteu o ser humano nisso e dá…m.., digo, dá xabu!
    Olhe o caso do “amor” da Rita, escrito pelo Nelsinho. E por causa disso, e quando a gente descobre que o amor não era amo? kkk
    Vc não acha?
    Mais uma pergunta, por acaso, você treinou para não ser também movida já não digo pela posse, mas ao menos pelo ciúme, como qualquer ser humano?
    não me leve a mal, certo? respeito vc. gosto muito de vc.

  102. Elisa Rück disse:

    aí, meg, foi muito bom vc dizer porque senão eu me sentir “incluída fora”:-) (vc não me citou, nem podia)
    agora, falando sério, sou a elisa rück, de joinville, a “filipa”, das discussões de antes lá no textos especiais, fiz aqui umas perguntas, todos foram muito legais, aliás eu agradeço e fico contente com o seu retorno.
    como eu já disse adorei o debate, fora que o pessoal aqui, todos apesar de terem a maior bagagem fizeram eu me sentir muito bem.

  103. oubienoubien disse:

    Eu quero, nesse pedacinho de tempo que me cabe, agradecer muito a todos com quem discuti, troquei idéias, e sobretudo aprendi.
    Por favor, não se impressionem com as palavras da Meg, ela não diz o principal, com alguns colegas médicos, e amigos de variadas profissões liberais, fiz vários cursos que ela ministrou aqui no Rio e todos os que tiveram esse privilégio repartem comigo a idéia de que ela é realmente a doadora, mitigadora e, muitas vezes, contra a sua vontade, ela foi uma provedora de conhecimentos importantes para a nossa vida, prática e pessoal..
    Aqui foi muito excitante, mutíssimo agradável, foi a melhor maneira de empregar o pouco tempo de que disponho. Eu agradeço a ela, isto é, a todos . Quando nos falamos ela sempre deixou claro que sozinha não faria nada, e sei o quanto gosta deste blog e de todos os que aqui generosamente,segundo ela, escrevem.
    Ela dá muito e merece muito.
    Um abraço a todos.

  104. Rose disse:

    Flávia: ”Enfim, amizade é coisa tão diferente assim de amor? É uma espécie de amor sem sexo? Amizade e sexo…”

    • A amizade não provoca dor, Flávia. Só um pouco, não me pergunte a causa, sei lá. Bons amigos? O ”bons” é coração sem tormentas.
    • Pra mim amizade é o sentimento de amor. Vários amigos é o que eu queria se fosse jovem.
    • Sexo? Não domino essa área. Desculpe. Problemas na área ( nem vou falar nisso, tenho vergonha.).

  105. Rose disse:

    Flávia : ”Mais uma pergunta, por acaso, você treinou para não ser também movida já não digo pela posse, mas ao menos pelo ciúme, como qualquer ser humano?”

    – Flávia eu me adestrei para agüentar o ciúme. Tive um marido com muiiiitas namoradas. Eu prometia a ele que aceitava isso. Um dia inventei de dizer todo mundo ama todo mundo. Essa tese foi forte, dita sob uma lua sob uma árvore. Tive que sustentar a tal tese. Sofria, não queria perdê-lo. Inventei técnicas para o ciúme. Quando numa festa eu o via beijando outra? Meu truque, prender a respiração, morder o dedo. Não sou masoquista, eu era apaixonada. E qdo não aguentei mais ele se tornou violento. E aí é aquela nhaca. A gente não deixa nem quer ficar.

    Sei duma coisa: antes de esse amor eu andei apaixonada por uns e outros e vários – tudo platônico. Esse estágio de paixão geral e irrestrita não pude viver ;porque o tal amor me prendeu. Intuo que , se tivesse tido vários namorados, não teria ciúme de nenhum. Mas, quando menciono esse tipo de ligação ‘’livre’, não pense que é esculhambação. Sou responsável! Eu acho que conviveria bem com uns 5 maridos, não teria ciúme algum. Mas é me prender e eu fico chata.

    Repare que sou uma teórica. Flávia, quando me divorciei , aos 30 anos, decidi não me ligar a ninguém mais. E permaneci assim mastigando o passado pra entender se é possível viver um amor sem violência ( física ou psicológica). E sempre com essa tese: todo mundo ama todo mundo. Vou à tumba, a rumba com isso.

    Nossa, estou baixando o nível do Sub-Rosa. Vai parecer aqueles programas do tipo Casos de Família, sabe quais? Desculpem.
    Pronto, passou. Não falo mais nisso. Beijos.

  106. oubienoubien disse:

    Rose, então não sou eu que vou falar nisso, respeito muito os seus sentimentos e desejo que vc supere isso, porque eu acho que ainda não superou e tem razão, é uma barra muito difícil, ninguém pode negar.
    Mas, como diz uma psicóloga que conheço: a barra do desamor só se cura com muito amor, mesmo que não acredite nisso, vc é inteligentísima e tem uma outra qualidade, vc tem humor, lembra que eu sempre lhe digo isso? e como leio o seu blog, vc ainda é uma artista, tem a sua arte.
    um beijo procê.

  107. Rose disse:

    Helô, pode falar sim. Não é questão de desrespeito. Eu sou suave quando digo essas coisas.
    Faz muito tempo.

    * Estou vendo o Caco Barcelos, é o crack das crianças …( outra hora volto aqui. Obrigada, mesmo por tudo e por ler meu blog)

  108. Rose disse:

    Helô, pode falar sim. Não é questão de desrespeito. Eu sou suave quando digo essas coisas.
    Faz muito tempo tudo isso.

    * Estou vendo o Caco Barcelos, é o crack das crianças … Obrigada por tudo e, por ler meu blog).
    É de chorar ver essas crianças com síndrome de abstinência.

  109. tereza disse:

    Helô, você viu o link que deixei para você da página da Meg sobre negritos e itálicos? Puxa, acho vocês duas tão parecidas! O que é um elogio às duas:)

  110. Nelsinho disse:

    Que maravilha, que a MEG voltou!! Mas volte com suavidade, com pés de lã e passinhos curtos. Assim, o Blog vai ser realmente terápico…

    Sobre a longevidade do meu casamento: Entre o inicio do nosso relacionamento e o casamento “de fato”, houve o período sofrido e tumultuado de 4 anos de serviço militar. Alianças e papeis completam este ano 44…

    Muita prosa e verso, quase tudo ruim (fico envergonhado quando releio), eu escrevi sobre essa experiência militar da minha vida.

  111. Flavia Viana disse:

    Rose, vou ficar com a primeira resposta, da segunda no outro comentário, a Helô já falou.
    como diz a Elisa, então,..:-) hoje é dia do amigo, eu acho que é uma coisa boba pois como se sabe que uma pessoa é amiga da outra? quem é noso amigo e se somos amigos dos outros.
    e depois, acho que a amizade faz sofrer, sim, Rose, pois amizade é se dar, ter os sentimentos mais bacanas em relação a alguém e aí exige coisas, começia um exigência de que o outro seja assim ou assado, essas coisas, sabe que eu acho até que amizade é mais difícil que amor? mais exigente, cobra mais.
    E há um grau de amizade que a gente pode passar e outro que a gente não quer ou não deve passar, eu acho.
    sem contar que a gente não pode ser autêntica, pois sempre há o risco de o cara, ou a guria nos julgar pelos padrões deles e aí toca um tal de me decepcionei, tal pessoa me decepcinou, ou, calaaro, nós, a gente se decepcionar com os outros, ou seja amizade vive eternamente julgando o outro.

    então..:-) Eu continuo , dentro da minha cabeça com as perguntas que eu fiz. Talvez, a amizade seja apenas amizade.
    Bom dia do amigo, para todos:-)
    Elisa, não leve a mal, pura bricadeirinha.
    (fim de pausa no tronco)

  112. Rose disse:

    Você está certa, Flávia. Pensei melhor. A amizade é custosa, sim. Mas não, trágica. Ninguém vai ”encher a cara” num bar só porque chateou-se com amigo (a menos que tenha levado um golpe financeiro). Nem chora. Já pensou alguém chegando em casa ( música de fundo bem daquelas) e se atirando num sofá, aos berros, por causa de um desentendimento com um amigo?
    Mas é mesmo custosa a amizade. É preciso apostar nela e aguentar quase tudo do amigo. Havendo amor aguenta-se. E não ir largando gente pelo caminho, deletanto, descantando. Eu não descarto ninguém, já fui descartada. Superei.
    Mas existe um estágio na amizade que é feito estar afogando e pular no barco, ou na prancha. Depois desse resgate, a amizade não desgruda mais. Tenho poucos amigos assim, mas tenho..

  113. Flavia Viana disse:

    “Ninguém vai ”encher a cara” num bar só porque chateou-se com amigo (a menos que tenha levado um golpe financeiro). – Rose.
    Quaquaraquaquá! Tsssssiiiii, KKKKKKKKKK rsrsrsrs
    A Helô (aliás, Dra Helô) tem razão, vc é demais divertida.-o))))
    Espoquei na gargalhada com essa, fora que tem também aquela coisa do “Não rola porque vai acabar com a amizade.” então a pátria está salva.
    mas olhe sua frase: ‘havendo amor aguenta-se’ é que me deixa cabreira: afinal a amizade é que é uma espécie de amor. Ou amor é uma espécie de amizade com upgrade?;-)
    mas nem precisa responder, Rose, acho que a meg quando voltar – voltar de verdade, deve quere reponder, lembro de uma aula com ela em que se discutiu muito isso, mas dentro da filosofia de Platão e do Foucault, para eles esse assunto é muito sério,
    foi show!:-)))
    Helô, desculpe, agora a brincadeirinha foicom vc.

  114. oubienoubien disse:

    Flavinha: você nem sabe, filha, como vc está perto da verdade, em sua pergunta:-)
    O meu pseudonimo tem a ver com isso, é uma obra de Kierkgaard: Ou bien Ou bien.. e define, de algum modo esse alternativa, fala de casamento, amizade, liberdade. Mas é claro, a Meg lhe dirá melhor. Ou nos dirá se nosinteressar:-). Sou suspeita.
    Que maravilha deve ter sido a aula dela, aqui tivemos em 2003, um curso de dois semestres, com ela, sobre esse tema em Aristóteles e La Boetie, mas Foucault foi muito referido.

    Tereza, obrigada:-) não, não tinha visto seu link, sou tão avoada, pensei que “aqui” era neste blog, o Sub Rosa (“a Meg…ensina sobre o negrito etc aqui”)
    Bem, acho que agora já posso esnobar, não é?
    Agora, quanto ao seu comentário, eu agradeço pelo elogio porque sua intenção foi elogiar, mas não concordo com o enunciado, ainda me falta muito para chegar a essa meta, ser tão parecida com a Meg. Mas se eu evoluir um bocado, quem sabe chego lá? Afinal, ela sempre diz que a obrigação do aluno é superar o professor:-) o que vc acha?
    Aliás, agora que você mencionou, como é engraçado isso na Internet, na vida aqui fora, a gente define alguém como parecido pela semelhança física ou pelo temperamento, mas na internet em que nos baseamos, no que exatamente achamos alguém parecido com outro. Não pode ser pelo estilo da escrita, será?
    Como essa impressão nasce em nós?
    E no entanto acontece muito, não é?
    Bom, já estou “viajando”.
    Helô.

  115. oubienoubien disse:

    Oba, acho que acertei, Tereza, obrigada
    (quer dizer, quase acertei)
    Flavia, o nome do livro, desculpe, disse errado é: “Ou bien… ou bien”.
    agora, tchau, gente, todo dia digo que não venho mais aqui, masss…:-)
    Helô.

  116. Rose disse:

    Vou responder sim, Flávia. Não tinha dito aqui que queria ter vários amigos? Cinco? Maridosamigos? Amizade é amor. Um sentimento especial.

    Mas há níveis: baby 1, baby 2 e assim vai. Tudo será amizade!!!! Se se viver o amor no molde que eu inventei, tudo será amor e amizade junto. E não haverá ninguém emborcado num prato, chorando. E nem tragédia gratuita; e nem, adoção do gosto de sofrer.
    Entendeu a minha teoria amorosa? Esse amor condensado , se dividido por vários, vira amizade levinha levinha fina e compromissada.

    Venho pensando essa encrenca há tempo. Para o meu Reino ( Alma) esse amor foi decretado obrigatório.
    Agora , fico quieta que já falei demais.

  117. tereza disse:

    Meg, por que você não cria um curso para nós de ensino à distância?
    Ficam os seus ex-alunos, e agora a Helô também, nos matando de inveja com os seus cursos. Como é que pode? Kierkegaard, La Boétie,
    Foucault.Texto não vale. Tinha que ser aula mesmo, você falando pra nós. Ou então, ninguém mais fala nos cursos da Meg porque isso é maldade.A Helô disse que aprendeu com você a fazer negritos e itálicos aqui:))))

  118. Rose disse:

    O assunto já teria acabado. Mas imprimi tudo e comecei a ler. Não é que este lote é um achado?
    ………………………………………………………………………………………..
    Tereza: “. Parece que a Rose falou de paixão, quando fala de amor doença.Na paixão há domínio e servidão. Eu idealizo o outro e me apago.

    Vim explicar, Tereza, pois o mundo pode acabar.
    No meu relato chinfrim, a pobre pobrinha de mim, na paixão não servi a ele, mas, a mim. Na lâmina do sofrimento, alcancei tons muito altos, os que todo ser de bem persegue.
    Nem expatriada nem anulada.

    Um abraço, Tereza…

  119. oubienoubien disse:

    Rose, concordo inteiramente com você que a discussão meio que esfriou (impressionante que esfriou quando a Meg chegou, uma pena, ela deve ter se desmotivado) mas o material aqui é muito rico.
    Penso que seria excelente material para pesquisa para trabalhos acadêmicos, etc tudo que se pode ver ou bscar na web. Basta fazer uma seleção.
    Hoje é um dia muito apertado por aqui, mas gostaria de ver mais, como eu não tenho muito traquejo deixei de responder à Elisa Rück que fez peguntas excelentes.
    Nesse tema da paixão, sou meio “burralda” não entendo que tipo de olhar é mais revelador. Mas acho que o que você quer dizer é muito parecido com o que sente Santa Tereza a do êxtase. Ela se entregou completamente à paixão mas dizia que morrendo é que se sentia viva etc…
    Helô.

  120. rose marinho disse:

    Dona Oubienoubien!. Acertou. Era desse amor que eu falava e p o qual me empenhei qdo tinha vinte e poucos anos.
    ( não me pergunte a causa da minha adesão, se doença ou..sei lá. Não importa. Todo o sacrifício por um único homem).

    Qto ao que se faz com o material aqui produzido? Pode-se ler, mas a gente ( NOISSS) pode ler. O que alguém hipotético na net alhures vá ler é com alguém alhures….

    Reparo que conversa ( boa, sempre é) neste site mantém um tônus X, chega uma hora acaba. Penso que ainda que os temas sejam grandes painéis conta o improviso, o estar à vontade, este blog não é coisa de academia, ainda que a dona dele seja. E, assim, tem sido. Por isso venho aqui, porque não sou de academia, ainda que tenha o maior respeito pelos ”lutadores” das pesquisas…eu sou mais de praça, de conversa em viagem de ônibus. Temperamento.

    Qto à Meg, acho que está se recuperando. Aposto no surgimento de outro post. Até mais.

  121. Magaly disse:

    Subrosa

    Minha gente, não posso dizer que senti saudades porque literalmente não tirei o olho daqui enquanto vocês mandavam brasa no Amor de todo feitio e forma. E não me arrependo já que senti o maior orgulho dessa turminha brava que tem o debate no sangue. Não vou esconder que tive probleminhas que me tiraram da circulação. Minha vista voltou a inflamar, perturbando o curso de meus afazeres. Mas, a partir daquele momento em que fui ao Subrosa falar da ausência temporária da Meg, começou a se esboçar uma discussão sobre o sentimento dominante do texto e eu ainda precisava de comedimento em relação a luz e a tempo/duração de esforço em minhas atividades. Eu me compensava lendo, a cada dia, os sucessivos comentários. E a coisa foi esquentando, foi pegando fogo, e veio gente nova e vieram pessoas conhecidas, amigas que andavam ausentes. Um delírio em que todos brilharam, para o qual todos os que se dispuseram a falar deram relevante contribuição. Isso pra mim tem uma importância capital. Pelo andar da carruagem, antevejo meu afastamento gradual da telinha e essa disposição de vocês, a convicção com que discutem, a vivacidade na argumentação, o carinho e apoio que vocês oferecem é vital pra nossa amiga e tranquilizador pra mim como velha amiga e companheira nesses anos de ronda cibernética. Esmiúcem mais se quiserem a discussão. Desta vez, sou platéia. E passarela também. Não me viram de modelo no bloguinho que Rose me presenteou? Quando vi a peça de vestir complementada por uma soberba burka que ela fez pra Meg, o ciúme bateu e eu falei ”Também quero!”
    Não deu outra. Vão lá e vejam como estou elegante.
    Beijos a todos, todinhos, como diz a Meg.

  122. rose marinho disse:

    Eu costuro burkas, mas ninguém alinhava ideias – e lhes dá grandiosidade – feito a Magaly. Maravilhoso este seu comentário.

    Segte, Old Maga: o bloguinho era coisa da hora. Já era! Ele retorna a qualquer momento (* mando sua burka pelo correio eletrônico).

    Ai! Esqueci – me de agradecer à Helô, pela farta compreensão que dispôs a meu favor. Você é bacaníssima.

    Maga Maga, vou lhe mandar mais umas roupinhas pelo e-mail. Acho que vai gostar.
    Até mais!

  123. tereza disse:

    Puxa, Magaly, você me deixou emocionada. Você não pode nunca largar essa telinha, nunca, viu, querida?Apareça nem que seja para dar um oi.

    Eu li o seu poema (recente)que me fez te conhecer mais um pouco. Eu, que estava acostumada com a leveza dos seus textos, me surpreendi com a beleza de um poema que não é leve, mas toca fundo o coração.Belíssimo, puro sentimento.
    Fiquei muito emocionada . Me identifiquei com o que você disse.
    É preciso existir pessoas como você, Magaly, para tornar esse mundo
    melhor.

    Eu acho que você escolheu amar as pessoas, ser boa, aquela bondade tão rara e preciosa que me faz acreditar que vale a pena viver.
    Muito mais importante do que participar de um debate sobre o amor, é o amor que você nos ensina . Você procura valorizar o que existe de bom nas pessoas, é amável.Mas amável de verdade.
    Beijinhos doces.

  124. Magaly disse:

    Rose e Tereza, assim vcs me emocionam demais. Olhem o coração desta senhorinha aqui que está quase a virar o Cabo da Boa Esperança!
    BRINCADEIRINHA! Posso ir de qq coisa, mas que este meu coração vai dar trabalho para parar, aí, vai. Ele é tão renitente que é capaz de parar ‘tudo isso e o céu também’ e ele ficar pulsando sozinho até ‘mané chegar’. Entenderam alguma coisa? Desculpem, é a maneira de esta amiga nordestina se escudar quando mexem com a emoção dela,
    Abraço gostoso.

  125. Rose disse:

    Uau! Inventei uma missa profana pop.
    Assim. Ler cada comentário ( ler bem né?) e, nos intervalos, repete-se em coro o mote
    ““Não importa o que se ama. Importa a matéria desse amor. As sucessivas camadas de vida que se atiram para dentro desse amor”.
    Aí entre a outra leitura e sucessivamente.

    É lindo!

  126. Rose disse:

    Exemplo da ópera pop ( já virou ópera..ai)

    Magaly – Desculpem, é a maneira de esta amiga nordestina se escudar quando mexem com a emoção dela.

    Coro – Não importa o que se ama. Importa a matéria desse amor. As sucessivas camadas de vida que se atiram para dentro desse amor.

    Helô – Ela se entregou completamente à paixão mas dizia que morrendo é que se sentia viva.

    Coro – Não importa o que se ama. Importa a matéria desse amor. As sucessivas camadas de vida que se atiram para dentro desse amor.

    Nelsinho – Sobre a longevidade do meu casamento: Entre o inicio do nosso relacionamento e o casamento “de fato”, houve o período sofrido e tumultuado de 4 anos de serviço militar.

    Coro – Não importa o que se ama. Importa a matéria desse amor. As sucessivas camadas de vida que se atiram para dentro desse amor.

    Marília – E o pior é que depois de Romeu e Julieta, todo mundo anda procurando esse amor instantâneo.

    Coro – Não importa o que se ama. Importa a matéria desse amor. As sucessivas camadas de vida que se atiram para dentro desse amor.

    Flavia – Enfim, amizade é coisa tão diferente assim de amor? É uma espécie de amor sem sexo?

    Coro – Não importa o que se ama. Importa a matéria desse amor. As sucessivas camadas de vida que se atiram para dentro desse amor.

    Tereza – .Só agora, Rose, vi que você detesta essa cisão paixão X amor.

    Coro – Não importa o que se ama. Importa a matéria desse amor. As sucessivas camadas de vida que se atiram para dentro desse amor.

    ( não tenho o que fazer ?Tenho sim, minha aluna evém)_

  127. Isabela disse:

    Meguita, off topic porque o comment do post anterior está fechado. Hoje passou um documentário sobre o caso Robert Blake e lembrei que ele fez um dos assassinos de A sangue frio, justamente o baixinho que ficou amico de TC. Estou lendo Ensaios aos poucos, sempre que me sobra um pouco de tempo e preferi ler de trás para frente, quer dizer, primeiro as últimas, se bem que li a primeira e a de Cecil Beaton também. Adorei quando ele contou o encontro com Collette e a história dos pesos de papel.

    Totalmente off topic de novo porque estou curiosa: você ouviu e se ouviu gostou de “amar uma mulher sem orifício”? Não entendi aquela polêmica toda, as mulheres do Saia Justa fizeram um auê… Bem, eu gostei. Já ouvi todo o disco umas 10 vezes enquanto trabalho, deixo tocando baixinho, e cada vez gosto mais. A valsa “Nina” é linda e “Sinhá” também. Já conhecia Se eu soubesse, a primeira versão, do disco de Thaís Gulin, mas essa ficou mais bonita.

    Depois conversamos. Beijos.

  128. Celia Trakl disse:

    Meg, estamos no intervalo de um recital da Jessye Norman e voce esta sendo lembrada a cada lied, saiba disso, entretanto lendo esses comentarios maravilhosos fiquei admirada da sintonia, Jessye em um dos lieder a letra fala de desejo e solidao, lembrei, melhor, Cesar lembrou de Asas do Desejo. esta certo, Meg?
    E voces queridos “colegas de trabalho”, o que acham do fato de o anjo Damiel se apaixonar pela trapezista e a partir dai ele comeca ver as cores de tudo o que antes era em preto e braco? Nao eh uma coisa que lembra esse toque de paixao de que fala a Rose, alias nem sei se o mesmo tipo mas eh de alguma paixao. E o Cesar mesmo disse que quando se ama alguem a gente diz que esta apaixonado por esse alguem. Eh um toque, nao?
    G&K

    Sent from my iPad

  129. Celia Trakl disse:

    Ui, Magaly, um beijo enorme nosso, querida. Depois falo melhor com voce, minha grande poetisa.:-)

    Sent from my iPad

  130. tereza disse:

    Bem lembrado, Asas do Desejo.Um dos mais belos filmes que eu vi.
    Aqui vai um diálogo do filme:

  131. oubienoubien disse:

    Minha folguinha do tronco:
    Rose, obrigada pela gentileza de sua resposta, você tem razão quanto aos alhures, algures e outrens.
    Concordo que blog não seja algo acadêmico, é muito melhor e maior: o barato da Academia é algo que ela nem sempre consegue, que é justamente ultrapassar os muros dos campi e chegar na “praça”. Exatamente como você disse.
    Ei, menina, tem certeza de que não esqueceu de dizer os livros que você já escreveu?:-)

    Celia, não podia ser mais a propósito a lembrança sua ou do seu amigo, o Asas do desejo trata exatamente da paixão do anjo Damiel, do que fala a Rose, sublinhado por você: ele se entrega à paixão, abre mão da imortalidade – maior sacrifício? – e, golpe de mestre do Wim Wenders, entrega-se ao amor, quer dizer, à solidão.

    Gente, é necessário reconhecer, uma discussão só acaba quando termina não o tema, mas quando acabam as idéias.
    Obrigada aos deuses bloggers, por eu participar desta:-)

    Olá, Magaly, sou “gente nova” por aqui, como você diz:-) Obrigada pelo texto maravilhoso que revela você, menos do que eu gostaria, mas o suficiente para eu reforçar e partilhar a admiração que todos aqui demonstram sentir por você.

    Meg, caso venha a ler, caso esteja lendo, venha, querida, ao menos um sorriso daqueles seus:-). Se você puder, é claro, reconheço que você passou pela maior das situações-limite. Um beijo
    Helô

  132. tereza disse:

    Oi Helô.Gosto de ler os seus comentários:)
    Por que entregar-se ao amor é entregar-se à solidão?

  133. tereza disse:

    Meg, você faz muita falta.
    Espero que já esteja melhor.

  134. oubienoubien disse:

    Tereza, também gosto dos seus, já disse aqui.
    Bem, eu não me responsabilizo pela certeza, mas acredito, segundo o que tenho estudado, que Damiel, enquanto anjo, como um ser pleno e imortal não conhece a falta, não procura, não deseja. Então,ele quer ser humano para sentir exatamente isso que sente o ser solitário, na solidão ele deseja, deseja uma existencia ardente, sujeita ao tempo, finita, deseja conhecer, deseja saber, deseja sentir a pele dela, deseja-a … consciente de que ao se apaixonar por ela estará se entregando ao desejo, ao sofrimento que é um sinônimo de paixão, não é? O que você acha?
    Acho que vai por aí.

    (está um frio dos quinhentos por aqui e ainda tenho montes de trabalho, vai ser uma longa jornada noite a dentro, dos edredons:-)

  135. tereza disse:

    Obrigada, Helô. Eu não tinha lido o seu texto corretamente, tinha entendido que entregar-se ao amor é entregar-se à solidão. Mas você estava falando do Damiel, um ser que, por ser anjo não conhece a falta, etc. O que eu acho? Concordo com você.Ao contrário de Damiel, queria ser anjo só por um dia, para ver como é que é:) Se sentir-se pleno é melhor que desejar.Sabe aqueles momentos (para mim raríssimos) em que se tem a sensação de que nada falta? Eu pensava: é isso que eu sempre busquei. Eu achei esse filme belíssimo.
    E gostei muito da continuação “Tão Longe, Tão Perto”. Acho que não teve o mesmo sucesso de Asas do Desejo, não é?Gosto muito do Wenders, muito mesmo.
    Aqui não está frio. Estava trabalhando até agora há pouco.
    Bom trabalho.

  136. Celia Trakl disse:

    Helo, obrigada pela delicadeza de responder a mim, a Meg nao vindo sempre fica mais facil comentar e ter uma resposta.
    Cesar que ate eh meu amigo mas sua primeira profissão eh ser meu marido :-) ficou todo pimpao pelo que voce disse dele. E se voce diz, pela consistencia de seus comentarios, a coisa fica tendo mais valor, mais peso.
    A paixao eh uma coisa forte mas a delicadeza, sincera e sem firulas, eh mais:-) sei que a Meg gosta disso.
    Durmam bem.

  137. Tereza disse:

    O.T. Meg, meu sonho de consumo é ver um post seu sobre Cecil Beaton.Existe um material muito rico.Você sabe o quanto ele foi fantástico e sei que também gosta dele.Estava lendo sobre a técnica que ele usava para tornar a fotografia mais suave, como as que fez de Gwili Andresen.Uma de minhas paixões é a fotografia:) .
    Sabe que existe um livro “The Best of Cecil Beaton” com fotos e textos de Beaton e prefácio de Truman Capote? Claro que você sabe.
    Não imagina como eu gostaria de ver e ler este livro.

  138. Tereza disse:

    Meg, não sei se você conhece este vídeo com fotos do Beaton.Gostei muito, mas até agora não encontrei nenhum que supere o que o italiano fez da Gwili.:
    http://www.ovguide.com/cecil-beaton-9202a8c04000641f80000000001fdaf4

  139. Tereza disse:

    O.T. Oh my God! Enviei todos de uma vez ! Excelente material.
    Queria enviar apenas o vídeo Sir Cecil Beaton, master of fotography part 1 of 2. Porque dos primeiros que vi, este é o melhor e queria enviá-lo separadamente</b, excesso de fotografia cansa e perdemos o melhor.Mas se você ainda não tem, é uma excelente diversão:)

  140. Tereza disse:

    Meg, desculpe tantos O.T.,mas sei que vai gostar, o melhor que vi até agora, foi Sir Cecil Beaton, master of fotography, part 2.
    E já vou parar por aqui com os O.T.:)

  141. oubienoubien disse:

    Opa!
    estou pasma e triste com essa morte da Amy Winehouse. Que coisa, hein?
    Tereza, ou você não leu corretamente o meu segundo texto, ou eu não soube me expressar porque você entendeu perfeitamente o primeiro texto (para ficar mais fácil e claro, refiro-me ao número 140, é esse , não é?)
    Eu realmente quis dizer tanto num quanto noutro comentário que sim, amar é entregar-se à solidão e não me parece difícil entender isso, não fosse um ponto de vista reforçado por vários autores conhecidos.
    Como voce não quer que a gente fale:-) não vou dizer que quem nos chamou a atenção para isso foi a dona desse blog num Curso:-), aliás deixo para ela, pois entendo que ela deve estar também “desejosa” de estar conosco, não acham?
    Acho que devem perguntar isso a ela.

    E quero dizer de novo que, como disse a Rose, a Elisa Rück disse muito bem quando perguntou se “amor e desejo são a mesma coisa”.
    Celia, muito obrigada.
    Um abraço em você e no seu amigo-marido:-)
    Helô

  142. Tereza disse:

    Puxa, eu também fiquei triste com a morte da Amy Winehouse.
    Você soube se expressar, sim, Helô. Sou eu que às vezes me confundo e não leio corretamente.Muito obrigada.

  143. Tereza disse:

    Oi Helô, escrevo para esclarecer a minha pergunta.
    Quando perguntei sobre amor e solidão e você disse que não lhe parecia difícil entender isso, na verdade queria saber o que você pensa sobre isso.
    Realmente, muitos escritores já falaram sobre o tema .Li , faz muito tempo, no auge de uma paixão, Histórias de Amor de Julia Kristeva e Fragmentos de um discurso amoroso de Roland Barthes ,que muitos abominam porque Barthes não produz teoria explícita nessa obra.E foi exatamente isso que me encantou ao ler o livro.
    A obra, como você já sabe, não é uma análise sobre o discurso amoroso. Barthes fala muito em delírio científico.Para ele, o
    enamorado não pode ser reduzido a uma simples coleção de
    sintomas , é preciso triunfar sobre a redução que a linguagem psicanalítica ou qualquer outra, filosófica, antropológica, sociológica e tals imprime em nossos afetos.Não se trata de desprezar o saber científico, Barthes diz que não compartilha a hipótese de que a Theoria seja o lugar hegemônico de produção da verdade e muito menos exclusivo de leitura do mundo.
    Então, concordo com ele e acho que a theoria ( conhecimento científico vigente) sobre o amor é uma theoria.
    O que acho sobre amar é entregar-se à solidão?
    Acho que a sua resposta, da Meg, minha, de cada leitor desse blog, cada resposta será diferente se não ficarmos presos somente a uma teoria, se conseguirmos ir além, incluindo também o que cada um pensou, sentiu, viveu, elaborou a partir de tudo isso.
    Quando eu pergunto por que amar é entregar-se à solidão, não creio que a resposta seja assim tão simples. E se muitos filósofos,Freud, Lacan, Barthes, Kristeva e tantos outros contribuíram para aumentar o nosso conhecimento sobre o assunto, foi porque eles não aceitaram uma verdade estabelecida. Foram além.
    E acho muito bom, nesse espaço que não é acadêmico, que a gente possa falar sem medo de errar.Devo ter escrito montes de besteiras, mas é o que penso.Gosto muito de saber o que os outros pensam. Aprendo com eles.Desculpe por escrever tanto.
    Abraços.

  144. Flavia Viana disse:

    Uia! a gente passa um dia sem vir aqui e quando chega, já tem mais de 20 comentários depois do nosso:-).
    brigadim, Rose e Helô,ainda estou interessada na amizade como extensao do amor, mas vou dar um jeito.
    E aproveito pra dizer que é sempre bom a gente ver e saber o que dizem os theoricos, os filósofos, os pensadores e até mesmo os semiólogos:-) pra iluminar coisas que sem eles a gente não veria, tipo como este debate que me deixou ver muitas coisas,entende, Helô?, tipo também, o que a Celia e o meu amigão Cesar pensaram lá longe e perguntaram aqui pra você, Helô.
    Falando mais sério ainda, desde ontem eu chorei à beça com a morte da Amy ouvindo o que comecei a ouvir em 2005, me inebriando em Back to Black, In my bed, Tears dry on their on. As lágrimas vão demorar a secar, lembrando a paixão de Amy.
    brigada, de novo, Rose e Helô e todos.

  145. Rose disse:

    FLávia, beijos.

  146. oubienoubien disse:

    Ô Flavinha, você tem todo o direito de chorar, esse é bem o caso se considerarmos que o choro é uma forma de não fazer ou não poder fazer mais nada. Não me agradeça por absolutamente nada-)

    Tereza, nós estamos falando da mesma coisa e não divergindo, ao que me parece. Você escreveu de forma brilhante o seu arrazoado, só tenho uma observação/pergunta a fazer: o que você diz que pensa a respeito de amor, entrega, paixão etc.. é o que você pensa sozinha ou é, em grande parte, aquilo que pensam os que contribuem para o edifício ou theorético a respeito da questão e ao quais você tem acesso?. De que lugar é que Barthes fala a respeito da superação da theoria, não é exatamente a de quem pertence a ela? O discurso vem do “locus” do discurso, não acha?
    “Os signos do amor alimentam uma imensa literatura: o amor é representado, reposto numa ética das aparências”
    Essa frase do Fragmentos diz muito. É o inverso do que prega seu autor. Mas acho que ele tem razão, em quase tudo, Se, como você diz, (embora não tenha dito a sua resposta:) cada um terá uma resposta diferente, – com o que não concordo-
    (você diz:”Acho que a sua resposta, da Meg, minha, de cada leitor desse blog, cada resposta será diferente se não ficarmos presos somente a uma teoria, se conseguirmos ir além”…)
    como poderia o Barthes construir em fragmentos, discursos praticamente universais baseado em dizeres sobre a distância, a ausência, a espera (esse eu acho lindo), o ciúme, a dúvida?
    :-)
    Ah! sim, só para constar, uma vez que como você diz:
    “Quando perguntei sobre amor e solidão e você disse que não lhe parecia difícil entender isso, na verdade queria saber o que você pensa sobre isso.”,
    então vou dizer o que penso:-):
    Muito simples, insisto – simples não deve ser traduzido por fácil não é, Tereza? – Os amantes não sabem que vão se entregar à solidão, não é por essas razões que fazem uma escolha. A sua escolha é que implica algumas particularidades. Nem vou mais me referir a Damiel, que era o que devia ser feito, mas, de um modo geral, pode se dizer que os amantes são solitários , eles buscam, sem saber, a solidão, digamos até que seja uma solidão compartilhada, mas quando você ama, você se sente à parte.
    Amantes sentem-se incompletos e solitários no amor, Tereza, e por favor, pense que ser solitário não significa ser infeliz. Mas só quem pode resolver isso é o amado. E por isso, amantes sujeitam-se ao ou querem a sujeição do amado.
    E tudo o mais que poderia ser desenvolvido a partir dessa hipótese.

    Olhe, tomara que você receba bem este comentário pois foi com muitos bons sentimentos que o fiz.
    Tereza, você é professora? Pode me responder? Obrigada.

    • tereza disse:

      Oi Helô.
      Gostei imensamente do seu comentário e não tenho motivos para não recebê-lo bem.
      Eu também acho que estamos falando da mesma coisa e não divergindo, pelo menos no essencial.Nem foi minha intenção colocar-me contra a ciência, o que seria um absurdo. Mas gosto das provocações de Barthes. Gosto quando ele fala do “delírio científico”.
      O que seria dos seres humanos sem a ciência? E impossível negar a importância dela.
      “De que lugar Barthes fala a respeito da superação da theoria, não é exatamente a de quem pertence a ela? O discurso vem do “locus”, não acha”?.Sim, claro, sem a Theoria, Barthes não seria Barthes e não teria como falar sobre a superação dela. O que eu disse é que alguns abraçam a theoria como se fosse um dogma de fé, outros aprendem e conseguem ir além .Einstein foi além da física de Newton, mas partiu da física existente.
      Concordo com Weber quando ele diz que “O Homem é um animal preso a uma teia de significados que ele mesmo teceu”. Eu preciso de um sistema de significados que a sociedade me fornece para poder existir.Então, o que penso, o que sou, é o resultado de todas as experiências que tive em minha vida, de todo o conhecimento que adquiri, das escolhas que fiz e tals. Falei disso para responder à sua pergunta: o que penso a respeito do amor, entrega, paixão não é apenas o resultado das paixões que vivi, antes eu aprendi a nomear meus sentimentos e, mais que isso, a sociedade me forneceu todo um imaginário sobre o amor e a paixão.Mas eu faço, do que aprendi, algo muito meu porque a minha experiência com a paixão é única, resultado das experiências que tive, mas ao mesmo tempo muito semelhante ao que pessoas de culturas mais próximas da minha vivem. Se Barthes fosse chinês, provavelmente eu não me identificasse com o pensamento dele. Você tem razão, já li Fragmentos faz algum tempo, mas gostei tanto que me lembro de muita coisa. Como se tivesse lido o diário de um amigo muito querido, com o qual tivesse muita afinidade.Eu também acho o texto sobre “a espera” lindo.E o que contribuiu em parte para eu gostar tanto foi o fato de estar vivendo, naquele momento, algo parecido.
      Agora vou falar de nossa divergência. Cada pessoa vive o amor e a solidão de uma forma única. Diremos a mesma coisa se estivermos apenas repetindo uma única teoria. Tantos disseram tantas coisas diferentes sobre o amor!Existem os que viveram o amor e a paixão como uma experiência positiva, outros não.E ainda existem os que não tiveram nenhuma experiência significativa. E por aí vai.
      O que penso sobre o amor e a solidão? Somente nos períodos de minha vida em que o amor esteve presente eu não me senti solitária. Estou falando de experiências, não de teorias. A solidão só acontecia e era enorme quando o amado estava ausente. Insuportável esperar algumas horas, ou dias.Como se o mundo tivesse ficado enorme e, ao mesmo tempo, vazio, sem sentido.Lembrei daquela música de Chico que deixei no comentário “eu descartava os dias em que eu não te vi …”.
      Eu reli o seu texto várias vezes, quero pensar mais no que escreveu. É muito bom de ler, belíssimo. Obrigada pelo comentário, é um belo presente.

  147. Celia Trakl disse:

    Flavinha, antes de ir dormir, queria deixar um beijo pra voce, por aqui, so se fala do caso do fanatico noruegues, o que me deixa arrepiada, assustada, a varios palmos do chao. Estamos arrasados. Mas a Amy está entre os top-themen.
    A capa do Der Spiegel eh essa:
    http://www.spiegel.de/politik/ausland/0,1518,776326,00.html
    veja(m) as fotos.
    Eu tb gostava muito dela.
    Enfim, gente, nem eh o caso de despertar na segunda feira, a gente ja vai dormir agora, com o pesadelo na consciencia.
    Para todos que ficam, boa noite (aqui, ja eh bom dia), Acabei de falar com a Meg, esperem so um pouquinho mais, depois de amanha eh a missa de 1 mes, ela estah voltando, mas acho que ja esta lendo nosso debate, (nao sei por que ela quis me explicar a etimologia da palavra debate:-)
    Helo, mais uma vez, muito prazer, voce eh muito doce, sensivel, alem da inteligencia privilegiada, concordo que voce parece com a Meg.
    abracos a todos.
    Ah, pra vc Flav, a Amy, nos jornais de MUnchen:
    http://www.sueddeutsche.de/kultur/nachruf-auf-amy-winehouse-mit-drogen-ist-sie-ein-groesserer-star-als-ohne-1.1124120

  148. sub rosa disse:

    Mas que coisa mais bonita vocês fizeram, ômôdeusinho do céu, passei parte do dia de hoje que, felizmente está acabando, lendo o que escreveram e me senti meio siderada, gente, como vocês sabem coisas, profundas, lindas tão.. ou tão, tão. Eu não sei dessa missa a metade, juro.
    Tenho andado com a cabeça assim preguiçosa, não funciona, não trabalha, só quero chorar e afastar a idéia de tudo em volta, sim,, eu não sei, só sei que o corpo respira porque tem de.
    Não me sinto segura em escrever, imaginem que perdi uma amizade (?) porque, minha máxima culpa, num email que eu não me sentia capaz de escrever, acabei usando, ao agradecer pela paciência que tivera diante de meu (compreensível) silêncio, escrevi uma expressão “obrigada…desculpe, não tenho, infelizmente, condições de olhar mais essa parte social, depois de uma morte na família” coisa que todos aqui mesmo sem ter mais detalhes acho que souberam, está escrito aí várias vezes.
    Pois bem, fui atropelada por um trator: a pessoa vociferou por causa do parte social e culminou por falar que não queria “sacrificar seu tempo”.
    Por que estou contando tudo isso? Porque ainda é daqui do blog que tenho retirado alguma alegria.
    Mas ultimamente até aqui tenho encontrado algumas asperezas, alguns baques fortes que a gente releva – até um certo ponto, é claro – mas que causas mágoas que doem muito… E eu que pensava que tratava bem a todos, afinal isto nem é mérito meu, tratar bem a todos, é uma regra também social e por isso mesmo importante.
    Gente, está difícil. Muito.
    Daí que vim aqui agradecer a todos. O blog vai terminar mesmo em setembro quando completa 10 anos. Minha intenção era continuar com ele e espaçar mais a frequencia dos posts sem a menor responsabilidade ou angústia, angústia e ansiedade como tenho até hoje:-) mas está ficando muito difícil. Então, enquanto esse dia não chega, vamos ver o que acontece. Penso que é mais sábio e prudente terminar, enquanto ainda não aconteceu nada de muito grave. Quem sabe, assim, poupamo-nos de algumas perdas, de amores que se tornam ódio, celebramos a vida, exorcizamos a morte, dor cruel mas nem sempre a mais cruel, infelizmente,
    Que a gente tenha até lá, comentários magníficos como esses dos quais me orgulho e quando digo isso, quero dizer, me orgulho de vocês, pois como é fácil ver, não existe um único comentário feito por mim! (meus amores, que orgulho! :-)) – Mas também, que fique bem claro, sempre digo que caso não houvesse comentários eu também ficaria feliz. E isso é pura e lídima verdade. O blog me dá satisfação só em fazê-lo. O que vier a partir disso, é bom, é ótimo, é importante, mas será sempre algo que vem por acréscimo, como diria Sêneca.
    Vamos, então, enquanto estamos vivos (isso não é retórica!) engendrar afetos que não aprisionem nem tornem os outros como reféns desse carinho?; laços que aproximem sem apertar demais e sufocar… vamos prestar favores como se fôssemos nós os beneficiados, (este é um grande segredo do conviver), às vezes um comentário nosso pode ser importantíssimo para muita gente que a gente nem conhece,
    Meus queridos, conviver é difícil, sei bem disso, chega a ser um desafio trágico, mas que mal existe em a gente querer imitar as rosas, não é?
    Hoje, agora, sinto-me com 315 anos, deixem que eu os tenha como filhos, e lhes dirija essas palavras acima, será que conseguem atender meu pedido?
    E, sobretudo, como consequencia dessa tragédia pela qual ainda estou passando (e eu pensava que podia superar, que já tinha superado..) quero de todo o coração pedir a cada um de você, perdão por qualquer coisas (ou *qualqueres coisas*:-))] que eu lhes tenha feito. Afinal, como a gente magoa os outros com ou sem intenção e de repente, a gente vê que não há mais vida para se pedir desculpa.
    Um beijo a todos

  149. marilia disse:

    Meg, querida.
    A propósito do amor-amizade tenho de agradecer a gentileza e a ternura que sempre expressa por mim em seus comentários.
    É bem verdade que não mereço e muito do que passa aqui me escapa – e infelizmente não encontro tempo para aprender tudo que me ensinam aqui.
    Em todo caso, acredito que vale mais o que há de bom.
    O que não é bom, a gente ignora, faz que esquece e passa adiante.
    Essa capacidade eu sei você tem. De sobra.

    Milli kisses, querida.

  150. tereza disse:

    Oi Helô. Deixei a minha resposta ao seu comentário logo abaixo do seu.Comentário número 158.

  151. tereza disse:

    Meg, conviver é difícil sim, e às vezes as pessoas se magoam mutuamente por incompreensões do que foi dito e a incompreensão vira uma bola de neve.Não sei se foi a Marília que falou dos abismos da linguagem. Às vezes magoamos sem querer, outras porque nos sentimos magoados, esses momentos difíceis passam. Ou as pessoas se entendem ou se separam.
    Peço desculpas pelos mal-entendidos, que não aconteceram agora.
    Espero que você consiga se recuperar da perda o mais rápido possível.
    Um grande abraço.

  152. Flavia Viana disse:

    Wótaréu, aconteceu por aqui, gente?
    ta tudo inclinado, igual a Torre de Pisa kkkk
    Meguinha vi de longe que vc estava aqui, vi de longe que a Marilia estava aqui.. ai eu vim.
    e aí, ninguem vai comentar no outro post, hein?
    pará com esse negocio de fechar o sub rosa, esse blog ja eh uma tradição na web, quequié isso?
    beijos
    força, meg

  153. Celia Trakl disse:

    Voce aqui, ah sweetums!!!!:-))))
    que bom.
    Emocionante o que vc disse e sobretudo eh bonito, eh lindo:
    afetos que não aprisionem nem tornem os outros como reféns desse carinho; laços que aproximem sem apertar demais e
    sufocar…
    Wow!
    Nao que vc nao escreva bem normalmente, mas se algo causou essa frase, que otimo, essa construcao delicada e forte eh tao delicada e forte que vou pedir ao Cesar pra traduzir pro Deutsch:-)
    Espero que as coisas desagradaveis tenham o lugar exato que a Marilia (tambem gosto demais dessa menina, ha anos)
    Não deixe, Meg que a destrutividade que temos assistido aqui prospere, afinal essa historia de que conviver e dificil e por isso magoamos por incomprensao e patati patata… eh papo furado, e isso depende, nao eh? afinal,gente civilizada nao magoa ninguem em local publico, procura em particular e tenta resolver.
    Mas tudo bem, sempre eh tempo de modificar o que esta feito e move on. Outro segredo da vida eh esse move on e ter e dar condicoes para isso. Dou toda força a quem aprende com o que faz e o que deixa de fazer.
    O certo eh que se tiver mesmo que fechar o Sub Rosa, voce abre outro daquele tipo prive para convidados, sei que eh chato, mas, fazer o que?
    Puxa, essa reuniao, esse bate papo, a conversa comprida (e bote comprida nisso ra!), como dizem nossos irmaos lusos, essa cavaqueira, (falando nisso, cade a Ana Vidal?) isso nao tem preco.
    Se a Flavinha vier por aqui, deixo esse endereco que recebi hoje no Consulado, eh de um brasileiro, claro:

    http://t.co/Tt5z5Kp
    G&K

  154. Flavia Viana disse:

    Vocês já repararam que quando a gente manda um comentário, ele fica gravado no formulário do wordpress, hihihi, supermaneiro.
    Bom:
    Celi, celi, obrigada pelo link, maravilha, concordo com tudo, aliás vi um artigo daquele sandro fortunato que a meg um dia citou e odiei, um cara apocaliptico, não gostei o mesmo tipo de julgamento, juizo final. Mas tô me refazendo, É a vida.
    agora, uma coisa :
    onde é que tem destrutividade por aqui, gente? Nunca vi, estou com a Marilia, não vi, ainda bem e vendo não quero nem saber,
    acho que a Marilia tem razão, quando alguem magoa a gente – dependendo do quanto se gosta da pessoa, é difícil esquecer mas podemos treinar para fingir que esquecemos, é o melhor remédio.
    (deu para perceber que sou fã de carteirinha da Marilia?)
    Por mim, queremos mais doses de humor. Ei, Rose, é com você.
    bjs meguita. força
    Ixi, acho que a Helô hoje não teve folga no tronco kkk

  155. Isabela disse:

    Meguita, que bom te encontrar por aqui, post novo… Também gosto sempre de ler os comments das meninas Celia e Flávia também, Flavita ^animadíssima^, eu gosto, aliás, este post… cada comentário era um flash. Ah, é bom de novo ter e ler Marlia Jackelyne. Depois vou ler o post dos escritores. 25 de julho é feriado em Salvador, não sei por quê, deve ser dia de algum santo… só não deve ser porque é dia do escritor.

    E este itálico, o que houve?

    Beijos. Beijos para Selminha.

  156. Flavia Viana disse:

    Aaah!!!
    Eu não ia vir aqui para escrever, estava fazando suspensão de tudo, me poupando para a missa de ^trigésimo^ dia, amanhã, vocês entendem mas

  157. Flavia Viana disse:

    vejam só, além do itálico, as aspas vem de acento circunflexo, o comentário vupt, e coisa e talz… isso aqui tá moooito estranho, como eu disse de tarde,
    então como eu ia dizendo, eu não vinha aqui, a missa vai ser de manhã cedo, mas quando passei antes de recolher meu pimpolho, vi o comentário da Isabela, puxa meu peito estufou kkkk.
    Isabela, a gente fazemos só, só o que podemos kkk agora se eu fosse como você, eu, como se diz aqui nessas plagas, eu me passo para o que você escreve, a Meg um dia numa ocasião social quando falou de você, falou, falou, quando terminou, um pessoal aí disse Tudo bem, Meg, agora que já estamos suficientemente humilhados, quando vamos conhecer a mulher do Einstein?
    Não preciso dizer que a Meg – parece até que combinaram- começou outra falação sobre as mulheres dos homens célebres dizendo que elas são injustiçadas etc e talz e se duvidassem elas eram melhores que eles. E que você isso isso, você aquilo. Ela nunca lhe contou isso?.
    Ou seja, essa é a Meguita.
    Tomara que ela leia isso logo.
    Beijo, Isabela e como diz minha mammy: vc é o sal da terra! só queria entender o que significa, mas pode receber que é coisa boa. kkkkk

  158. Isabela disse:

    … será que consigo tirar o itálico enquanto Meg não volta??

    Vou tentar….

  159. Isabela disse:

    Não consegui… que pena ;/ Esse itálico imagino que seja alguma tag não fechada.

    Flavinha, não sabia de nada, Meg nunca me contou, hahaha eu mulher de Einsten hahaha Que barato. Vocês têm cada uma. Adorei o causo, ri demais. E adorei ser sal da terra, obrigadíssima :))) Que ótima expressão para começar o dia, logo eu que estava um pouco desacorçoada rsrsrs

    Beijos, bom dia.

    Meguita, fique bem. Selminha também.

  160. marilia disse:

    Ei, pessoa, ei moçada (quem vem de Pernambuco tem momentos Galo da Madrugada logo de manhã).
    Primeiríssimo, dizer que estou encantada com tantos acarinhos com a minha pessoa. Logo eu que não mereço, que ando sumida e preciso continuar assim: rareando.
    Mas enfim, eu, que não entendo metade dos temas elevados que aqui se discutem e desconheço 2/3 dos escritores citados e que pra completar não consigo achar tempo pra seguir as referências que todos generosamente vão postando, eu vos exorto a agora encerrar os trabalhos neste tão profícuo post e ir comenta lá no novo presente que Meg nos deu.
    Porque ela veio aqui, nossa mãe e guru bloguística, nos deu um novo mote e nós precisamos continuar o velho exercício grego, não?
    Além do mais, já alugamos tanto esse post aqui que agora os comentários tão assim, inclinados, cansadinhos, carecendo de repousar…

  161. tereza disse:

    Vamos tirar o itálico.

  162. tereza disse:

    Não consegui tirar

  163. tereza disse:

    Puxa, Marília, como você escreve bem!

  164. oubienoubien disse:

    Minha folguinha do tronco, tirada antes de começarem os trabalhos:
    rendo-me ao bom senso e à exortação da Marilia, concordando com tudo, de fato está quase impossível ler os comentários me sinto perdida e qual é mesmo o exercício grego, Marilia?, isso pra mim é grego:-) (com trocadilho por favor, dizem que o melhor trocadilho é o infame).
    Então, supondo que o exercício seja.. (não, não dá mesmo, não sei) vou atender sua exortação.
    Mas que foi gostoso, foi, e eu vou lamentar muito não ter habilidades para discutir outros temas, bitola estreita, eu sei.:-(
    Um grande beijo a todos
    Ah! mas deixem eu dizer alguma coisa, à menina Isabela: Isabela, quanto à (aqui iria bem um itálico, hein?) amar uma mulher com ou sem orifício, eu deploro o mau gosto do Chico, acho que ele fez tantas, tantas coisas geniais que não dá pra ficar “injuriado/a”:-) agora, que é de um mau gosto atroz, ah isso é. Não que eu me sinta ofendida, nem a isso chega, o Chico é malandro e preguiçoso, (além de lindo, claro), Isabela, você tem aqueles programas da Bandeirantes, que passaram na TV a Cabo, há alguns anos? Logo no primeiro programa ele declara ser zombeteiro, que dá a vida e perde até amigo por uma boa piada ou por pregar uma peça… Acho que é por aí, ele deve ter colocado o verso fatal, pela lei do menor esforço e deve estar morrendo de rir de quem está discutindo e, como disse nossa guru, vociferando:-)
    Agora aqui pra nós vc é up-to-date, hein?
    Um beijinho pra você e para nossa mocinha notável, Marilia.
    E vou logo pedindo desculpas, eu que adoro fazer itálicos e negritos, pode ter sido eu. Me defendam, aí com a Meg, quando ela voltar.

  165. marilia j. disse:

    O exercíco é de exercitar a mente, discutindo, claro…
    Mas não aqui, que essas letrinhas deitadas pioram muito a vida dos quatro-olhos como eu…
    Além do que, é como eu disse: meg é quem “canta a pedra” e a gente acompanha o mote.

  166. marilia j. disse:

    Dificuldades para ser objetiva: a sugestão é pra todo mundo ir comentar no post novo.

  167. tereza disse:

    Oi Helô. Deixei um comentário para você número 159.

  168. Isabela disse:

    Oi, Helô. :))))

    Achei sua observação sobre a “malandragem” bastante pertinente. Deve ter sido isso mesmo e ele já imaginava que a polêmica aconteceria, inclusive, em um dos vídeos que o site da Biscoito Fino disponibilizou, ele ri à beça com os comentários na internet sobre ele. No início, eu achei estranho, mas depois ouvi a música e li a letra e para mim fez sentido, afinal a estátua não tem orifício, se bem que, há exceções, porque venho de uma terra onde colocaram uma estátua de bronze (muito bonita por sinal) de uma índia bem feita de corpo, nua, agachada, no centro da praça e o “orifício” era um chafariz, quer dizer, quando ligavam, a índia fazia número um no centro da praça rsrsrs Houve um certo constrangimento, isso foi nos anos 1980-90 e parece que suspenderam o chafariz, mas a índia continua lá. Mas, no caso da estátua sem orifício do Chico, dizem que é Nossa Senhora e, como pano de fundo, tem a crença católica sobre a imaculada virgem Maria etc.

    As outras músicas são legais, eu gostei do disco. Ele é leve, bom de ouvir.

    Obrigada pela atenção, Helô. Beijinhos para você.

    Agora, vou comentar no post novo.

  169. oubienoubien disse:

    Tereza, fiz um comentário no post novo e foi-se minha folga.
    Então saiba que estou lendo sua vigorosa resposta apesar de ter procurado e não tinha achado.
    Eu ia até brincar com você, passado mais um tempinho, que não havia respondido por causa da minha pergunta, se era professora.
    Mas certamente vc respondeu, eu é que não acho:-)
    Perguntei justamente para poder modular o tom, bem entendido: trata-se de um tema mais ligado, nem tanto à minha área, mas a um assunto ao qual estou ligada por interesse digamos, epistemo lógico:-).
    Numa dessas minhas folgas vou responder.
    Falando nisso, fico numa espécie de luto, a discussão aqui encerrou e deu saudade:-)
    Até mais.

  170. oubienoubien disse:

    Isabela,
    vamos rir, amanhã na minha folguinha do tronco:-)
    Meg, hoje, falou-me de você ao telefone, a coisa é séria, mesmo:-)
    E o post novo, fiz minha prova de fogo lá:-)
    Até.

  171. tereza disse:

    Ôi Helô, a minha resposta é numero 157, logo abaixo da comentário que você fez para mim. :) Agora vou ler você no novo post:)

  172. tereza disse:

    Para Meg, uma alegria para os seus olhos:

    Musicisti e Ballerine (1920)

    La donna degli anni 30- prima versione

    La donna degli anni 30 – 2 versione

  173. oubienoubien disse:

    Tereza, sinceramente? Você sempre escreve muito bem e quando se explicita o faz ainda melhor, mas não sei não, eu disse que não estavamos divergindo, vc também disse que não (pelo menos no essencial) e aí depois você diz isso:
    “Agora vou falar de nossa divergência. Cada pessoa vive o amor e a solidão de uma forma única. Diremos a mesma coisa se estivermos apenas repetindo uma única teoria. Tantos disseram tantas coisas diferentes sobre o amor!Existem os que viveram o amor e a paixão como uma experiência positiva, outros não.E ainda existem os que não tiveram nenhuma experiência significativa. E por aí vai.
    Eu, ao ler isso fico bastante confusa, que divergência então? afinal essa discussão se deveu à Luma que falou exatamente o que vc diz nesse trecho acima, não foi?. E eu não discordo, não porque eu não queira mas porque é impossível, issso já chega até a ser um truísmo,vc não acha?
    Pois então..:-), para finalizar, eu acho que a sua experiência pessoal e única sobre o amor foi muito bem relatada, com extrema beleza.
    (Depois de tudo, essas letras em itálico, são um suplício para mim, que sou da turma dos ceguetas, em último grau:-)
    Helô

  174. tereza disse:

    Helô, você está sendo boa comigo, eu não escrevo bem.E faço umas confusões do diabo:) Lembro que foi a Luma a acender a discussão que estava morna, ela é ótima e fez isto em outros posts, como o Sick Rose. Mas não lembrava mais do que ela disse, acho que foi o post mais longo da história do SubRosa:) Perdoe os truísmos e as besteirinhas, sim?Espero te encontrar em outros posts.
    Beijos.

  175. tereza disse:

    Meg, impossível encontrar vídeos tão bons quanto o da Gwilli Andresen.Acho que foi o melhor vídeo do You Tube que eu vi.
    Aquele italiano é gênio, fazendo uma perfeita fusão de La Cumparsita com as fotos do Cecil Beaton.Ele soube usar as fotos de um jeito que não vi nos outros vídeos. Mas tem um bom demais que ficou para trás no comentário desse post do Cecil Beaton. Eu o coloquei em destaque. Se não viu, vale a pena. Desculpe ter continuado nesse post, queria lhe dar os vídeos e acho que não combinava com o novo
    post:)
    Beijos.

  176. Mariana Stobbe disse:

    Muito inspirada essa discussao e também divertida, além de belamente ilustrada. Gostaria de participar , muitos parabéns pelo excelente blog.
    Na minha opinião, não se pode falar do amor como se ele fosse uma categoria concreta: o amor existe e as pessoas são alvejadas, atingidas por uma flecha. O amor não existe fora do sujeito, nao pode ser caracterizado assim ou assado. Então, tudo o que se sabe sobre o amor é a partir do que se fala, do que se ouve, do que se lê e relatos e narrativas.
    Acho Asas do Desejo uma obra-prima e Marion a trapezista é nossa representante e o anjo, Damiel, é exatamente aquele que nunca amou mas deseja. Não sabe porém o preço que terá que pagar por experimentar a nova/eterna condição.

  177. sub rosa disse:

    Mariana, seja muito bem vinda,
    eu não participei desta discussão, por isso vou esquivar-me de responder, embora concorde com você.
    Caso alguém queira fazê-lo, tenha a certeza de que será sempre de forma enriquecedora e respeitosa.
    Obrigada pelas observações, todas, e quando você diz Marion nossa representante”, quem é nós aí?:-) Nós mulheres?
    Um abraço e fique à vontade.

  178. sub rosa disse:

    Digo que não vou responder e acabo não fazendo outra coisa:-)
    Helô, você, como sempre quickly and dead (e ainda dizem que sua “sintaxe” é igual a minha, isso quando não dizem que é a minha:-((( ], porém tenho que dizer:
    Tudo bem que a observação sobre a diversidade das experiências dos amantes esteja correta, e que seja um truísmo (e pelo qual não há por que pedir desculpas, Tereza, afinal a palavra *truísmo* neste contexto, é o equivalente a *true* verdade, verdade irrefutável, compreendeu?, não é nada ofensivo, nada que justifique seu pedido de desculpas) mas o que parece que a Tereza queria discutir era sobre essa experiência dela com o amor, a entrega e solidão, pelo menos é assim que vejo, sendo tudo o que falou antes disso, um antecedente lógico.

    Em todo caso, foi o que achei, esse depoimento sobre a solidão é muito interessante ainda mais se avaliarmos o significado do termo como unívoco.
    Salvo melhor juízo ou engano, obviamente.

    (Desculpem, eu meter minha colher enferrujada, mas não resisti, e pensar que vim aqui somente na tentativa de retirar o itálico mas não estou conseguindo, por isso falo sempre, cuidado com os OTs ).
    Tereza, obrigada por todos os vídeos, eu já havia agradecido, não sei se leu)
    (*) pronto, mais um comentariozao e mais sintaxe:-(

  179. tereza disse:

    Meg, você acertou no ponto quando comentou sobre o que eu escrevi para a Helô. Gostei de discutir com a Helô, foi interessante.
    Quanto a mim, você pode meter a sua colher quando quiser, é sempre bem-vinda, sempre ajuda e faz muita falta aqui nos comentários. Espero que esteja se recuperando bem.Já estou com saudade dos seus comentários hiperbólicos, como diz a Rose. Beijos.

  180. sub rosa disse:

    Tereza, obrigada, a recuperação, pelo que estou vendo e sentindo é demorada e desigual, ora promete, ora subtrai. Mas é tudo o que desejo, porque diante de fatos inelutáveis, não há como barganhar, infelizmente.
    Vamos a veire:-)
    Obrigada, sim?

  181. sub rosa disse:

    Hear! Hear! Hear!
    pesquisando os comments para descobrir alguma tag aberta (que gera o itálico) deparo com um comentário do James:
    “…dizer que não são bem teóricos ou filósofos que pesquisam esse tema, a corrente mais forte são os historiadores, especialmentte os franceses” .
    Não posso furtar-me a responder, por importante contribuição a quem se alongar nesses estudos:
    James, claro que sim, claríssimo que sim (você sempre puxando a brasa para o seu tamuatá -iiiirrrk!, hein?)
    Este foi o grande mérito dos historiadores da Annales que revolucionam a historiografia,quando dão estatuto de objeto de análise histórica a dimensões da vida privada.
    Chamando para as Ciências Sociais o que antes era objeto da Historiografia de linhas marxista (sempre com o conceito de “luta de classes) e a simplesmente factual (baseada em documentos)
    Os mais importantes da Annales, para fim específico desta discussão e apontados (sem nomes particulares) pelo James, são os especialistas em Idade Média, como George Duby (que escreve fartamente sobre o amor e o casamento, e questiona e cristaliza o conceito de vida privada, Ariès, o majestoso Jacques Le Goff, Roncière e por adição os não menos importantes Braudel, Lefebvre, o Marc Bloch e outros.
    Você tem toda razão, aliás não sei como você mesmo não adicionou esses dados.
    abração, querido
    James, quando ninguém responder a um comentário, aconselho-o a gritar:-), não esperem por mim, estou vendo o que qconteceu com a Elisa Rück, que esperneou e foi respondida por todos. Que ótimo! hohoho.

  182. tereza disse:

    Eu não lhe causei nenhum problema, Meg, só fiz um pedido, com delicadeza.E acho que avisar você do que estava acontecendo aqui, era um cuidado com o blog.E só respondi à “ela” porque a maior prejudicada fui eu.”Ela” ofendeu a mim, não a você. Sabe que eu poderia processar a “psicanalista”se quisesse?Vou gastar o meu tempo com coisas mais positivas e alegres:)
    Fique tranquila, Meg, procurei ser sempre atenciosa com você.Não sabia que causava tantos problemas.
    Você não terá mais problemas comigo. Não tive nenhum problema com os blogs que frenquentei até hoje.

  183. Celia Trakl disse:

    Para alguma coisa deve servir morar num lugar em que o fuso horario corresponde a 4 horas a mais.
    Eu nao disse que os mesmissimos problemas aconteceriam de novo? E vao acontecer infinitas vezes caso voce se deixe levar por compreensao e tolerancia pela indigitada. Certas pessoas nao merecem, Meg, elas sao como o escorpiao, tem a “sindrome do escorpiao”, certas pessoas nao mudam mesmo e nao tem o menor respeito pelas demais pessoas. Eu vi tudo, levantei cedo e assisti tudo. Eu me senti mal pela insensibilidade da criatura so pensando nela mesma e não reconhecendo seus proprios erros. Sem a menor consideracao pela morte, pela doenca e tantas coisas terriveis e que merecem respeito que voce esta passando.E ainda pedindo – sera que nao era exigindo, faca isso faca aquilo. Eh fato, Meguinha, pau que nasce torto…
    E quase o meu queixo caiu quando ouvi falar (ler) de processo, mas o que eh isso? Gente, a criatura eh perigosa mesmo, embora seja tola, Fale com a Marilia, fale.
    Prossiga, minha amiga, seja firme para evitar mais insanidades e por favor não feche, não termine o Sub Rosa, voce lutou muito, deu muito de si e agora.. nao, nao eh justo. Pessoas problematicas nao deviam aparecer em publico conforme eu ja disse aqui.
    Soh eh uma pena que a Marilia nao esteja aih para ver como eu acertei facil, facil na previsao.
    Desculpe eu ir alem das minhas fronteiras mas voce devia falar, conversar com a Helo, certamente ela deve ter tido as razoes dela. Fique esperta, fique com a Magaly , a Isabela, a Marilia, as meninas, os eus ex-alunos, que sao prova viva do que voce merece de bom.
    E uma coisa, por favor, retire esse italico, que coisa mais irritante..
    beijocas

  184. sub rosa disse:

    Celi, Celi, Celi, querida:
    muito obrigada.
    Olhe, não esqueça que a Magaly respondeu a você no post seguinte a este, aí em cima. Falou do Cesar, da cerveja:-))) tradução de poemas, lindo, precisa ver, passe lá certo?
    Magaly é demais, né, não?
    O tal itálico tá me dando trabalho ainda não achei, du hast Recht
    k.

%d blogueiros gostam disto: