Heaven… I’m in heaven…

onde está wally? quem me trouxe wally?:-)

(Irving Berlin é meu pastor e nada me faltará.)
Precisa dizer mais alguma coisa?
Tudo bem, é preciso dizer que quando o pessoal aqui viu a(s) foto(s) -tem mais ou menos, umas mil, quem não sabe fotografar tem que arriscar) – assim tão, digamos recheadas, foi logo dando o veredicto: Mas, Meg, tem coragem de colocar no blog? eu: – por que? -Poxa, tá mais enfeitada que mula de cigano. O outro completou: – e mais carregada que carroça de mascate.
Ô povo carinhoso. Decididamente gentil.

O presente está na foto e o autor “intelectual” do presente está na foto dentro da foto. Guess who, guess what? Isa, minha querida Cat Miron, há um título aí que foi colocado por causa de você. Será capaz de identificar?:)

=-=
E para não dizer que só penso nisso aí que está na foto, aqui vai minha homenageada:  a “hierofantide” Natália Correia.
Dela, muito foi dito mas ainda é muito pouco diante de tudo que se pode dela dizer. E conhecer.
Fico, ficamos então, com algumas certeiras palavras que ela disse de si própria:

“Eu pareço entusiástica, exuberante, mas é só por fora. É a minha forma de me libertar das tensões que as pessoas mordem dentro de si. Interiormente, tenho a imobilidade de um ídolo oriental. Mas não sou fria. Sou até um ser profundamente afectivo. Coloco o amor na sua totalidade – o Amor que compreende Eros, Ágape (ou amor sublime), Líbido, e Fília (amizade). Este amor é a própria essência da cultura portuguesa.”

Não é maravilhoso que se fale (que se saiba falar) tão sucinta e essencialmente de si e do mundo? Uma cosmovisão, uma poética Weltanschauung?

Para hoje, três poemas  especiais para a data:), a começar por um dos mais belos e mais conhecidos de seus sonetos. Notar a simetria e a mestria no trato com os oximoros.

De amor nada mais resta que um Outubro
e quanto mais amada mais desisto:
quanto mais tu me despes mais me cubro
e quanto mais me escondo mais me avisto.

E sei que mais te enleio e te deslumbro
porque se mais me ofusco mais existo.
Por dentro me ilumino, sol oculto,
por fora te ajoelho, corpo místico.

Não me acordes. Estou morta na quermesse
dos teus beijos. Etérea, a minha espécie
nem teus zelos amantes a demovem.

Mas quanto mais em nuvem me desfaço
mais de terra e de fogo é o abraço
com que na carne queres reter-me jovem.

Natália Correa – (*13 Setembro 1923, Fajã de Baixo, Ilha de S. Miguel, Açores// +16 Março 1993, Lisboa)

♣♣♣

O segundo poema é de   Konstatínos Kavafis,  com a tradução do inexcedível José Paulo Paes.

ÍTACA

Se partires um dia rumo à Ítaca
Faz votos de que o caminho seja longo
repleto de aventuras, repleto de saber.
Nem lestrigões, nem ciclopes,
nem o colérico Posidon te intimidem!
Eles no teu caminho jamais encontrarás
Se altivo for teu pensamento
Se sutil emoção o teu corpo e o teu espírito. tocar
Nem lestrigões, nem ciclopes
Nem o bravio Posidon hás de ver
Se tu mesmo não os levares dentro da alma
Se tua alma não os puser dentro de ti.
Faz votos de que o caminho seja longo.
Numerosas serão as manhãs de verão
Nas quais com que prazer, com que alegria
Tu hás de entrar pela primeira vez um porto
Para correr as lojas dos fenícios
e belas mercancias adquirir.
Madrepérolas, corais, âmbares, ébanos
E perfumes sensuais de toda espécie
Quanto houver de aromas deleitosos.
A muitas cidades do Egito peregrinas
Para aprender, para aprender dos doutos.
Tem todo o tempo ítaca na mente.
Estás predestinado a ali chegar.
Mas, não apresses a viagem nunca.
Melhor muitos anos levares de jornada
E fundeares na ilha velho enfim.
Rico de quanto ganhaste no caminho
Sem esperar riquezas que Ítaca te desse.
Uma bela viagem deu-te Ítaca.
Sem ela não te ponhas a caminho.
Mais do que isso não lhe cumpre dar-te.
Ítaca não te iludiu
Se a achas pobre.
Tu te tornaste sábio, um homem de experiência.
E, agora, sabes o que significam Ítacas.

Konstantíno Kavafis (1863-1933)
in: O Quarteto de Alexandria – trad. José Paulo Paes.

♣♣♣

Finalmente, um dos meus poemas favoritos, ever,  do meu poeta de culto, John Donne e que dispensa apresentações. Só não dispensa apreciação (avaliação).

………..ELEGIA: INDO PARA O LEITO

VEM, Dama, vem, que eu desafio a paz;
Até que eu lute, em luta o corpo jaz.
Como o inimigo diante do inimigo,
Canso-me de esperar se nunca brigo.
Solta esse cinto sideral que vela,
Céu cintilante, uma área ainda mais bela.
Desata esse corpete constelado,
Feito para deter o olhar ousado.
Entrega-te ao torpor que se derrama
De ti a mim, dizendo: hora da cama.
Tira o espartilho, quero descoberto
O que ele guarda, quieto, tão de perto.
O corpo que de tuas saias sai
É um campo em flor quando a sombra se esvai.
Arranca essa grinalda armada e deixa
Que cresça o diadema da madeixa.
Tira os sapatos e entra sem receio
Nesse templo de amor que é o nosso leito.
Os anjos mostram-se num branco véu
Aos homens. Tu, meu Anjo, és como o Céu
De Maomé. E se no branco têm contigo
Semelhança os espíritos, distingo:
O que o meu Anjo branco põe não é
O cabelo mas sim a carne em pé.

; ; ;DEIXA que a minha mão errante adentre
Atrás, na frente, em cima, em baixo, entre.
Minha América! Minha terra à vista,
Reino de paz, se um homem só a conquista,
Minha Mina preciosa, meu Império,
Feliz de quem penetre o teu mistério!
Liberto-me ficando teu escravo;
Onde cai minha mão, meu selo gravo
; ; ;Nudez total! Todo o prazer provém
De um corpo (como a alma sem corpo)
sem Vestes. As jóias que a mulher ostenta
São como as bolas de ouro de Atalanta:
O olho do tolo que uma gema inflama
Ilude-se com ela e perde a dama.
Como encadernação vistosa, feita
Para iletrados, a mulher se enfeita;
Mas ela é um livro místico e somente
A alguns (a que tal graça se consente)
Ë dado lê-la. Eu sou um que sabe;
Como se diante da parteira, abre-
Te: atira, sim, o linho branco fora,
Nem penitência nem decência agora.

; ; ;PARA ensinar-te eu me desnudo antes:
A coberta de um homem te é bastante.

Johnn Donne, traduzido/recriado por Augusto de Campos. In: Campos, Augusto de (1931- ). S. Paulo, Companhia das Letras, 1986

♣♣♣

Pois bem, por favor, se lerem, leiam com o coração (par coeur).: este é o meu melhor, que pude conseguir. Se eu demorar a voltar, por favor, fiquem à vontade. Em determinados dias, crianças,  não me esperem acordados.:)

Sobre sub rosa
The most of all things and persons in the entire world drives me *flabbergasted". That includes me.

93 Responses to Heaven… I’m in heaven…

  1. Nelsinho disse:

    Natália Correia….Novas Cartas…Três Marias…Antologia Poética e satírica…
    Coisas maravilhosas da literatura portuguesa contemporânea! Grande mulher, na verdade, Gigantesca!

    Eu deveria ter ido esta manhã a mais um concerto da Orquestra Barroca da Laura, mas a noite não foi muito bem dormida e desistimos, com pesar, mas desistimos. Coloquei um DVD sobre o Frank Sinatra, tudo em P&B, narrado pelas filhas e filho; Tudo a ver com “I’m in Heaven”…

    Beijão, Meg

  2. tereza disse:

    Meg, que foto linda! Ampliei e vi cada detalhe.
    É a querida Magaly, na foto do porta retrato?
    Capote, eu me lembro de sua paixão por ele.
    O Clint presente, tanta coisa bonita e a Marylin em destaque parece dizer “I’m in Heaven”.
    O “Riso e Melancolia” de Rouanet? Com esse título, e se ele fala de Machado, é claro que eu vou ler.
    Entendo que esteja “in haven”.Que dure muito, muito!
    Precisava comentar só para lhe desejar felicidades, sempre!
    Sei que o aniversário é no dia 23. Decidi antecipar, como antecipou a foto com os presentes:).
    Preferi a foto, que tem a sua presença em cada detalhe, aos poemas.Vi “par coeur”.
    Com carinho.Tereza.

    • sub rosa disse:

      Obrigada, Tereza, muito obrigada, não antecipei nada, afinal, para desejar felicidades ou ganhar presente:-), qualquer hora é hora é hora, não é?
      muito obrigada.

  3. tereza disse:

    Esquecer do ensaio de Harold Bloom sobre Hamlet é imperdoável! Preciso ler.Beijos. Tereza.

  4. Luis Resende disse:

    Kavafis, segundo o seu primeiro biógrafo, Timos Malanos, tinha uma espécie de terror patológico da opinião do público. Ou isso, ou sabia que os seus poemas só seriam compreendidos por muito poucos. We will never know.
    Feliz recordação de Natália Correa, tão pouco conhecida por aqui. Seu blog continua lindo.

    • sub rosa disse:

      :-)
      Adorei a reflexão final.
      Vc leu o ensaio do Edward Said?
      Obrigada, Luis, muito obrigada só quero que quando encontrar qualquer coisa que não goste, seja severo e crítico, está bem?
      muito, mas muito obrigada.

  5. Rose disse:

    Este post está muito bonito, Meg. Ai que poemas! E a foto. Você me parece muito bem, assim, expressando seu jeito, suas coisas, o mundo que é seu. boa fotógrafa, está se saindo bem nesses flagras. Aliás, tem um olhar bom p coisas bonitas, não é?
    E a Magaly é danadíssima, deu presente com a cara dela! E presente melhor não há. Também quero!

    Eu, inclusive, quereria lhe mandar um presente, mas, agora, em cima da hora não dá mais tempo. Manda seu endereço por e-mail que o presente vai no pós do aniversário. O que importa é a intenção, o coração de dizer Feliz Aniversário.

    Escreva quando puder, o post que você constroi irradia no tempo.

    • sub rosa disse:

      Ai, Rose
      obrigada, muito.
      Hahaha, não há melhor elogio do que esse, aliás, elogio é uma das melhores formas de presente, e concordo com vc, não há porque temer elogios, a gente sempre tem uma noção aproximada de quando e o quanto, o elogio corresponde à realidade, verto?
      E é uma questão de integridade, saber lidar com ele.
      As pessoas de um modo geral não sabem lidar com o elogio, ficam todas tímidas e acham que sempre é um exagero, mas também não sabem lidar com o oposto.
      Vá entender.
      Espero ficar bamba em tirar fotos, já que não sou o
      Cecil Beaton:-).
      A Magaly é danadinha, mesmo:-)
      Obrigada, de novo.

  6. Allan disse:

    Houve tempo em que devorava livros. Não como o bode Orleana, mas com os olhos e a alma. Kavafis foi alexandrino demais para mim. Parei no primeiro.

    John Donne, o poeta do amor e da morte, treinou muito como orador. Depois de Caetano virou moda e, como toda moda, um dia saiu de moda. E eu pude reler muitas vezes em paz, mas não sei se Elegia seria eleita como a minha preferida. Foi um dos poucos livros que trouxe comigo, não tive coragem de deixá-lo dentro de uma caixa com naftalina na casa da avó das minhas filhas. Boa lembrança. Acho que vou reler e aproveitar para reler Barthes (fragmentos de um discurso amoroso). Boas lembranças. sssss

    Beijocas

    • sub rosa disse:

      Allan
      Allan, querido, que maravilha seu comentário.
      Me diga, vc achou o Kaváfis alexandrino em que sentido? Porque nasceu na Alexandria? Ou poeticamente alexandrino (?).
      Olhe, não é que Elegia seja minha preferida, por acaso foi, até antes de conhecer outras, mas eu cheguei até ele por causa da música, sim.
      E Elegia é um dos poemas-chave para a Poesia Erótica!
      Por isso ela está ali. Ao lado da Natália.
      Ah! novamente vc tem razão, o Barthes dos Fragments… é um caso à parte.
      Vc como sempre, sabendo das coisas.
      Recebeu meu endereço para os postais?
      ;-)))

      • Allan disse:

        Meg,
        O Kavafis é poeticamente alexandrino demais. Confesso ter tido dificuldades em concluir o livro, talvez por ter mais familiaridade com redondilhas.
        :)

        Tinha entendido a presença da Elegia – me impressiona essa tua capacidade de encontrar cada peça dos quebra-cabeças.

        E, não, não recebi o novo endereço. Isso significa que não recebestes os postais da Costa Amalfitana, de Roma, Nápoles e meia Itália? :(

  7. Jayme disse:

    Nem a propósito, na semana passada, de viagem marcada para retorno ao Brasil, na véspera, eis o que foi programado: The night Fernando Pessoa met Konstantinos Kavafis, do realizador grego Stelios Charalambopoulos. O filme recebeu prêmio para Melhor Documentário no 49.º Festival Internacional de Tessalónica. Para dizer o mínimo!
    Meg, também chamamos por cá o Kavafis, de Konstandíno mas seja como for, ele é absolutamente, como dizes, incontornável.
    No Brasil parece que ele, infelizmente, não desperta grande entusiasmo. É assim, divina Meg?
    Se for, quanta pena! Quase não posso crer.
    Fala-nos, entretanto, de José Paulo Paes?
    Por fim, reclamas sem razão, por acaso, se for por acaso, temos aí uma bela foto.

    • sub rosa disse:

      Jayme, o que dizer quando é vc que fala, querido amigo?
      Eu sempre fiquei impressionada com esse documentário, cuja sinopse eu tenho desde ha tempos. É maravilhoso. O Otacvio Paz serve de baliza para ele, não é?
      Pois é, Konstantin, Constantin, Constantine …
      Não há como apreender no invólucro do material e do pessoal, ele é único!
      Não é que não desperte entusiasmo, Jayme, mas, simplesmente é que não é conhecido no Brasil, a não ser para poucos!
      São muito poucos que tem essa sorte no Brasil onde ficou reduzido a alguns nichos, não conheço por exemplo um único ensaio sobre ele.
      Mas, o José Paulo Paes tem um livro (In-tei-ro!) sobre ele!
      Voilà:
      <b<Konstantinos Kavafis. Poemas. Tradução e estudo crítico de José Paulo Paes, Nova Fronteira, 1998.
      Mesmo na França ele só ficou sendo conhecido através das traduções da Marguerite Yourcenar, já nos anos 1950, veja só!.
      Ele, de uma forma exponencial é que coloca o problema filosófico da tradução.
      nem posso expressar o quanto isso me toca.
      Um prazer imenso tê-lo aqui. espero que volte sempre!
      Muito, muito obrigada.

  8. Celia Trakl disse:

    Meg, no fim de semana foi impossivel comentar, entao faco isso por aqui, saindo do trabalho, preparando o jantar: respondendo a Isabela, sim, ouvimos a Misia no esplendor de seu repertorio. O fado Fado Triste nao faltou, eh lindo. Coracao Agulha, tambem, vc gosta? Eh do Cd Drama Box.
    Ela prometeu voltar em agosto e irah para Frankfurt, o meu marido disse que vai nem que seja a peh!:-)
    obrigada por perguntar.
    Meg, vejo que nosso presente chegou, como diz vc: pisc*
    Cesar, aqui ao lado, manda parabens pelo post, Kavafis sempre. Mas nem sempre bem difundido.
    John Donne, sim, eu me lembro, o Caetano fez musica com a letra de John Done, Elegia. Se o Allan nao falasse, eu ia custar a reconhecer.
    Ja a Natalia Correia nao conhecia. Distracao minha. Cesar diz que ela tem grande importancia na politica. Vou procurar ler mais.
    Querida, tem razao quem diz a verdade, seu blog eh muito, mas muito lindo e o conteudo, sempre alem das expectativas.
    Beijos nosso, muitos.

  9. Magaly disse:

    Nossa! Minha ‘Nossa Senhora do O’!

    Agora não posso ficar, vou pra meu atendimento fisioterápico, Mas volto, assim que der. E vamos conversar, D. Meguita!,

  10. Vera disse:

    Grande Meg!
    Hoje recebi emails de todos os lados, de vários destinatários: Corre, Kavafis no blog da Meg.
    Não podia crer, acho que em todo tempo que leio seu blog, Meg, jamais li o grande, imenso Poeta, de Alexandria. Do mondo, eu diria. Um gigante como Rimbaud, e de vida tão modesta quanto Kafka e Pessoa.
    Ah! Meg, obrigada, sei que poderia colocar qualquer outro entre tão valiosos poemas, mas obrigada por colocar este poema seminal. Afinal, para o maior poeta grego Konstantinos Kavafis a referencia maior é sempre, a sua Ythaca mítica.
    O que uma vez me disseste e eu nunca esqueci:
    ” A Odisseia é o arquétipo da viagem. Quando Ulisses volta à sua Ítaca, não a encontra da mesma forma. Tudo flui e tudo se altera. Tudo é devir.”
    Obrigada minha amiga e eterna professora.
    “…
    Garde toujours Ithaque à ton esprit.
    Y parvenir est ta destination finale.
    Mais ne te hâte surtout pas dans ton voyage.
    Mieux vaut le prolonger pendant des années ;
    et n’aborder dans l’île que dans ta vieillesse,
    riche de ce que tu auras gagné en chemin,
    sans attendre d’Ithaque aucun autre bienfait.

    Ithaque t’a offert ce beau voyage.
    Sans elle, tu n’aurais pas pris la route.
    Elle n’a rien de plus à t’apporter.

    Et même si elle est pauvre, Ithaque ne t’a pas trompé.
    Sage comme tu l’es, avec une expérience pareille,
    tu as sûrement déjà compris ce que les Ithaques signifient.”

    • sub rosa disse:

      Veruska!
      você é tudo o que um professor – pode desejar na vida.
      Obrigada por esse exemplar da traduçao da Margueite Yourcenar.
      Sabia que ela traduziu como se fosse em prosa, alegou que a tradução rimada estava fora de moda.
      eu realmente amo essas *boutades* dos franceses!
      Um beijo, querida e muito, muito obrigada.

    • sub rosa disse:

      Veruska!
      você é tudo o que um professor – pode desejar na vida.
      Obrigada por esse exemplar da traduçao da Margueite Yourcenar.
      Sabia que ela traduziu como se fosse em prosa, aleou que a tradução rimada estava fora de moda.
      eu realmente amo essas *boutades* dos franceses!
      Um beijo, querida e muito, muito obrigada.

  11. Magaly disse:

    Vamos conversar agora, Meguinha. Sem solução o seu caso. Ia ralhar, não tenha/m dúvida, mas, ao chegar de volta, ao ver o zelo e o carinho com que vc dispôs os objetos no pedestal para a foto, reunindo aquele colorido vibrante que traduz tão fielmente a alegria que você escolheu externar, mudei – reconheço que é um traço bem seu , esse terno e esfuziante jeito de agradecer um presente, por mais singelo que se apresente. Em paz! Liberdade de expressão!
    E vamos aos comentários à primeira poeta do post – Natália Correa. Você soube, Meg, escolher o poema de apesentação. É um soneto de fina lavra, sustentada por uma linguagem figurada de lindo efeito. A partir do primeiro verso, os oxímoros se sucedem, as antíteses têm brilho especial, as aliterações regem a sonoridade, o ritmo é marcado, o poema empolga.
    Variada em seu estilo poético, Natália tem traços barrocos, surrealistas e românticos. Mas preferia ser tomada como romântica, como chegou a afirmar em entrevista que “o motivo de escrever poesia é uma exigência ética e espiritual de lembrar-se dos outros e de que todos os seres humanos são partes integrantes da unidade do universo.”

    Presentinhos para a aniversariante Meg, com direito à leitura pelos companheiros de blog. São mais dois poemas de Natália:

    Auto-retrato

    Espáduas brancas palpitantes:
    asas no exilio dum corpo.
    Os braços calhas cintilantes
    para o comboio da alma.
    E os olhos emigrantes
    no navio da pálpebra
    encalhado em renúncia ou cobardia.
    Por vezes fêmea. Por vezes monja.
    Conforme a noite. Conforme o dia.
    Molusco. Esponja
    embebida num filtro de magia.
    Aranha de ouro
    presa na teia dos seus ardis.
    E aos pés um coração de louça
    quebrado em jogos infantis.

    In Poesia Completa, 1999)

    Ode à Paz

    Pelas aves que voam no olhar de uma criança,
    Pela limpeza do vento, pelos actos de pureza,
    Pela alegria, pelo vinho, pela música, pela dança,
    pela branda melodia do rumor dos regatos,
    Pelo fulgor do estio, pelo azul do claro dia,
    Pelas flores que esmaltam os campos, pelo sossego,
    dos pastos,
    Pela exactidão das rosas, pela Sabedoria,
    Pelas pérolas que gotejam dos olhos dos amantes,
    Pelos prodígios que são verdadeiros nos sonhos,
    Pelo amor, pela liberdade, pelas coisas radiantes,

    Pelos aromas maduros de suaves outonos,
    Pela futura manhã dos grandes transparentes,
    Pelas entranhas maternas e fecundas da terra,
    Pelas lágrimas das mães a quem nuvens sangrentas
    Arrebatam os filhos para a torpeza da guerra,
    Eu te conjuro ó paz, eu te invoco ó benigna
    Ó Santa, ó talismã contra a indústria feroz,
    Com tuas mãos que abatem as bandeiras da ira,
    Com o teu esconjuro da bomba e do algoz,
    Abre as portas da História,
    deixa passar a Vida!

    (In O Sol nas Noites e o Luar nos Dias, II)

    Se quiserem mais, copiei muitos, posso passar pra vocês. Lendo mais outros, percebe-se que o eu lírico muitas vezes confunde-se com a poeta.

    Meg, como normalmente esssa conversa se prolonga, vou deixar os dois outros poetas para os próximos comentários. Preciso tomar conhecimento do poeta, de seus condicionamentos para sentir melhor sua poética. Na minha falha formação, desconheço tanta gente preciosa! Tanto que, se eu disser asneiras, que os mais ilustrados tenham a liberdade de corrigir meu pensamento. Essa leitura fugaz pode ser insuficiente para um juízo exato de um poeta.
    Até mais.

    • sub rosa disse:

      Minha Magaly
      Já respondi, em parte, no comentário ao Nelsinho.
      Eu e todos nós, esperamos você , sim. Louvando essa a única atitude que se espera do Poeta: buscar conhecimento para poder saudar outro Poeta!

      Volte tão logo possa, pois estamos todos no limiar de um terrítório que era louvado por Adorno, por Said, e por Fernando Pessoa, diz-se! – nós ficamos sequiosos de tudo quanto vc descobre!

      Vejamos o que acha de Kaváfis.
      Um beijo, minha querida.
      Obrigada pelo sempre presente que é você aqui, presente.

  12. Nelsinho disse:

    Meg,
    Quando eu voltar para casa (provavelmente amanhã à noite) eu informo sobre o DVD. Ainda sobre Natália Correia, lembro o momento em que, há não muito menos de trinta anos, encontrei e tive acesso pela primeira vez, à Antologia da Poesia Erótica e Satírica, no Real Gabinete Português de Leitura. Fiquei excitadíssimo (não sexualmente, porque o ambiente a isso não se prestava:)) pela descoberta e li àvidamente o mais que pude. Tomei algumas notas também, por exemplo algumas considerações sobre “Pau” do nosso mui desbocado Bocage! Tenho dúvidas muito pessoais sobre a idoneidade moral dos caretas que julgaram a Natália e todos os outros.

  13. sub rosa disse:

    OMG, Ohh my goodness me!!!

    Que maravilha, que pecado! eu, uma moça, vá lá uma senhora modestíssima e virtuosa ser spoiled desse jeito…
    Não posso crer!
    Enfim, a todos e em especial ao Luis, ao Jayme e à Vera, um obrigada especial, e um granda abraço de reboas-vindas.
    Prometo responder tudo, tudíssimo, está bem?
    Eta, ferro!
    :-)

  14. Flavia Viana disse:

    Meguinha, me(i)guíssima:
    desculpe eu não vir neste fim de semana, até agora só no trabalho e casa, mas vim agora, rápido, deixar um beijinho.
    tudo lindo, mas eu falo depois, tá bem?
    hoje, só hoje, soube da Wilza Carla.
    como vc dizia, persona e personagem de excesso, de ficção trágica, faltou a ela ser conhecida pelo Fellini.
    exatamente, não podia ser mais exata. (li o que escreveu sua aluna Vera, e entendo perfeitamente,a gente lembra de você, vc sempre falou sobre tudo, como não lembrar?
    um beijo, querida amiga e prof.

  15. Tereza disse:

    Gostei muito de todos os poemas, mas o meu preferido é de Konstatinos Kavafis, autor que eu não conhecia.Talvez Ítaca tenha me chamado a atenção por gostar de Homero.Adorei o poema sobre o prazer da viagem da vida, sem pressa, cheia de aventuras, sabor e saber, a possibilitar a maturidade da alma e sabedoria.Este poema, ao dialogar com a Odisséia, nos permite pensar nos caminhos que trilhamos.
    beijos.

    • sub rosa disse:

      Tereza,
      que bom, mas que bom, mesmo que gostou de Kaváfis. Ele é, como vc talvez vc já saiba, um grego que nós podemos chamar de helênico, dificilmente se poderia dele dizer que fez de sua obra “poetry recollected in tranquility”, ou em alegria. Ou tristeza, por certo.
      Chego com muita reverência diante dele, sei que ele não “entrega ” com facilidade a sua gravidade expressiva.
      É como disse a Maguerite Yourcenar (sua tradutora e em quem as traduçoes brasilerias se apoiam, incusive, José Paulo Paes):
      Kaváfis é um dos mais célebres poetas da Grécia moderna, [morreu desconhecido em sua cidade] é também um dos maiores, o mais sutil, em todo caso e talvez o mais nutrido , no entanto, da inesgotável substância do passado”.
      Ainda estou muito no limiar dessa obra estranha, de um Poeta, cuja vida tão prosaica, ( como de resto Fernando Pessoa, também) ressai o decadentismo e até onde posso ver, a nostalgia de um passado ático, ou como vc diz, que ressoa a Homero e, por que não? a modernidade.
      obrigada, Tereza.
      M.

      • Tereza disse:

        Meg, acho que poesia para mim é como Jazz. Gosto muito, mas não entendo de Jazz.Gosto do passado grego, estudei um pouco de história,mitologia e de Homero, mas da Grécia atual, só um pouco de Kazantzakis.Li um poema de Kaváfis e gostei muito, mas não lembrava quem era o autor. Vou deixar aqui:

        Konstantinos Kaváfis

        À ESPERA DOS BÁRBAROS

        O que esperamos na ágora reunidos?

        É que os bárbaros chegam hoje.

        Por que tanta apatia no senado?
        Os senadores não legislam mais?

        É que os bárbaros chegam hoje.
        Que leis hão de fazer os senadores?
        Os bárbaros que chegam as farão.

        Por que o imperador se ergueu tão cedo
        e de coroa solene se assentou
        em seu trono, à porta magna da cidade?

        É que os bárbaros chegam hoje.
        O nosso imperador conta saudar
        o chefe deles. Tem pronto para dar-lhe
        um pergaminho no qual estão escritos
        muitos nomes e títulos.

        Por que hoje os dois cônsules e os pretores
        usam togas de púrpura, bordadas,
        e pulseiras com grandes ametistas
        e anéis com tais brilhantes e esmeraldas?
        Por que hoje empunham bastões tão preciosos
        de ouro e prata finamente cravejados?

        É que os bárbaros chegam hoje,
        tais coisas os deslumbram.

        Por que não vêm os dignos oradores
        derramar o seu verbo como sempre?

        É que os bárbaros chegam hoje
        e aborrecem arengas, eloqüências.

        Por que subitamente esta inquietude?
        (Que seriedade nas fisionomias!)
        Por que tão rápido as ruas se esvaziam
        e todos voltam para casa preocupados?

        Porque é já noite, os bárbaros não vêm
        e gente recém-chegada das fronteiras
        diz que não há mais bárbaros.

        Sem bárbaros o que será de nós?
        Ah! eles eram uma solução.

        Tradução de José Paulo Paes

      • sub rosa disse:

        Que bom, mas que bom que poesia não é para se entender, não é, Tereza?
        Esse é o poema mais conhecido do Kaváfis, e durante muito tempo, quem já tinha ouvido falar alguma coisa dele era por ter lido fragmentos ou mesmo o poema inteiro, mas sempre esse.
        Agora, se se quer discutir não se discute a “poesia”, discute-se o poema, a aisthesis.. E isso, qualquer um pode fazer. Um poema pode ser inesgotável, e não precisa ser decifrado.
        mas isso é o que penso. Não sei se existem linhas de discussão.
        Lendo um poema desse, dá ou não vontade de se perguntar: mas afinal os bárbaros são uma ameaça diante da qual todos silenciam etc.. ou tal como é dito no último verso, eles eram uma solução?
        Aí, para mim, essa é uma das coisas que se o leitor de poesia se perguntar, já se dá por satisfeito o Poeta.
        Agora, estou como a Magaly, não reparem se eu estiver dizendo uma grande asneira, (ela não diz, mas eu até gosto dessa possibilidade.)
        :-)
        Entender poesia ou entender de poesia, não sei, não…

  16. marilia disse:

    Essa demora em vir aqui pode ser contabilizada em perda de aprendizagem. Tenho que vir aqui mais apertado, pra ver se saio da ignorância…

    []’s para todos.

  17. Rose disse:

    Seu Aniversário evém logo, Meg…
    oito, sete, seis, cinco…e assim sucessivamente…

    Apareçaaaa!!!!! Apareça!!!

  18. sub rosa disse:

    Oi, pessoas queridas, pela ordem e com afeto:-)
    Nelsinho, Magaly e Luis:
    Sim, eu não poderia concordar mais com vocês quanto à excelência e importância de Natália.Não só do ponto de vista literário mas também o de uma profunda “consciencialização” social que ela possuia e disso deu provas ao publicar, com sua seleção, prefácio, tradução (sim) a Antologia como bem lembrou desde o primeiro comentário, o Nelsinho.
    A Antologia foi uma tarefa colossal, que denota, no meu parco e fraco entender, a sua integridade e sua coragem, pois não ignorava que lhe fosse cair nas costas, como caiu o peso da fúria dos fariseus, dos moralistas que sempre e em qualquer época estão a postos. Haja vista, a censura inquisitorial que vigorou nos casos do Ulysses de Joyce, Gregório de Matos, e até mesmo Shakespeare.

    Pretendia falar mais detidamente a respeito em outro post.
    Neste fiz uma espécie de introdução com o soneto já muito bem avaliado pela Magaly.
    Célia, o César tem toda a razão.
    Fico feliz pelo resultado.bjs

  19. Tereza disse:

    Minha querida Meg:
    que o seu dia seja doce e cheio de alegria!
    Beijos carinhosos.Tereza.
    ouça e veja:

    • sub rosa disse:

      Lindo, lindo, Tereza!
      De fato, ninguém ganha presentes mais lindos que eu
      :-)
      Juro!
      obrigada, querida!

      • Tereza disse:

        Eu procurei uma rosa azul para você, no vídeo de Parabéns.Ah é, queria chegar no dia 23, mas cheguei um pouco adiantada:)

  20. Magaly disse:

    Entrando o tão esperado dia 23.

    QUEM É?

    M elindrosa, a rosa
    E terna rosa, sutil
    G entil flor, a rosa

    G era amores, ceifa dores,
    U ne almas em aflição
    I nvade o nada, a fada
    M antém pura a alegria.
    A ura tão luminescente,
    R aio de luz permanente,
    A mada de quantos, tantos!
    E por lides vitoriosas
    S ente-se bem gerando rosas.

    Felicidades, muitas.

    • sub rosa disse:

      Minha Magaly queridíssima:
      É um fado, é um destino, você tinha que ser a primeira, primeiríssima, não é?
      Estou realmente emocionada, e para tudo dizer, eu estaria desafiando o deus que lá de cima olha por mim, se refutasse isso: seu acróstico é belíssimo e é excelente exemplo dessa arte refinada que remonta aos gregos, a arte do ákros + stíchos .
      Mais ainda que isso, que delicadeza a sua de alimentar com seu talento, essa vastíssima fortuna crítica da *rosa* como um símbolo, um dos mais fortes e ricos da civilização ocidental e claro, dos mais antigos fundamentos da cultura oriental.
      Vc sabe que é um dos meus temas preferidos e peço-lhe a autorização para publicá-lo. Pode ser!
      E, veja, olhe os comentários, todos, como eu, adoraram! Aliás, podemos até esquecer a característica mais visível do acróstico, as letras iniciais, e lermos de forma independente: ele tem ritmo, sonoridade e ricas palavra trabalhadas!
      Parece ou não um canto? Um canzo!
      Lembra ou não uma canções de Arnaut , o Provençal?

      É assim que me sinto ao lê-lo.
      Embora seja eu a presenteada, que bom que escreveu aqui para todos lerem.
      Obrigada, amiga muito amada!
      ==-
      Por favor, diga a todos que cheguei agorinha, mas vou responder a cada um, a todos.
      P.S. Atenção: Não entendo muito de nada mas sei que o melhor mês é junho e o melhor dia é o dia 23:-))). E minha maior virtude, claro, é a modéstia!!!

    • Isabela disse:

      Muito legal, Magaly. Parabéns.
      Beijos, Isabela

  21. Cris disse:

    “Feliz nova idade, Meg! Beijocas!”

  22. Felipe, Henrique e Bianca disse:

    Tia, querida, minha tia querida
    Muita paz, felicidades, amor, carinho e dentre todas as coisas boas espero que goste de nós, que amamos você.
    feliz aniversério, tia
    eu que redigi eles estão pegando minha carona.
    kkk

  23. Rose disse:

    Nossa! Magaly! Que bonito!!!!

    FELIZ ANIVERSÁRIO , MEG

  24. Keila disse:

    Tia Meg,
    A cada dia, nós te amamos mais. felicidades, tia, e faça muitos aniversários.
    Isso que é blog é tia?
    um beijo

  25. marietourvel disse:

    Meg,
    a risada mais gostosa e mais bonita que existe, a inteligência brilhante em qualquer época. Seja muito feliz, querida
    Hoje, amanhã e sempre, seja muito feliz, querida

  26. Iracy disse:

    Carina:
    Ola minha querida Meg,
    um grande abraço pelo seu dia!!!
    Tanti auguriiiiiiiiiiiiiiiii, bacini

  27. Cleyde et Philippe disse:

    Ma chérie,
    “Il faut s’efforcer d’être jeune comme un beaujolais et de vieillir comme un bourgogne”.:-)
    Tu nous manques, tu noous manqueras énormement, toujours.
    Heureux anniversaire!

  28. Nora disse:

    Que dia especial, Meg!!!
    Parabéns, querida! Muita luz e paz neste seu novo ano!
    Bjs
    Tudo tão lindo por aqui como sempre.
    Um beijo também, para a querida Magaly. Belíssimo acróstico.

  29. Nelsinho disse:

    Ora, Meg! O meu desprendimento pelos meus próprios aniversários, que tento em vão esconder, não se aplica aos Icons que admiro.

    Como costumo dizer, é apenas uma data, mas…Como não nos congratularmos pelo fato de havermos lá chegado?

    O Dom José que abri há poucos dias ainda continha 2/3 e eu estou neste exato momento tomando um (ou dois) cálices à sua saúde!..

    Um beijo, Meg!.

  30. Nelsinho disse:

    A Magaly fez um post lindo para a comemoração!
    Aproveito para informar, Meg, que “aquele”DVD sobre Sinatra, intitula-se “Sinatra – The Classic Duets”, assinado por “Sinatra Enterprises” e “Hart Sharp Video”

  31. Andrea Nichols disse:

    Feliz aniversário, Meg.
    beijos

  32. Betty et Andre disse:

    Chérie,
    faut pas oublier: 40 ans, c’est la vieillesse de la jeunesse,
    mais 50 ans, c’est la jeunesse de la vieillesse.
    (V. H.)
    Bon anniversaire, santé et bonheur!

  33. Alex disse:

    Coucou!!
    “Écris quelque chose de joli,
    Quelques mots de bleu et de rose,
    Un instant de métamorphose,
    Que tu nommerais l’embellie …”
    Hereux anniversaire, chérie.

  34. Leonardo disse:

    Meg, Parabéns!!! Felicidades… Bjs

  35. Carlos Miranda disse:

    Meg, meu amor, parabéns. Muitas felicidades sempre. Saudade de você. Grande beijo.

  36. Daniela Pinheiro disse:

    Meg querida, toda felicidade do mundo para vc, muito amor, paz e saúde.
    Te adoramos.
    Beijos carinhosos de toda família!!!
    Dani

  37. D. disse:

    Meggie,
    Happy birthday!
    It’s wonderful to have a friend like you.
    Just know that I always carry you in my heart.
    D.

  38. Claude Antoun disse:

    Feliz Aniversário, querida.

  39. Ronald disse:

    “Seje” feliz, Megnífica!

  40. Flavia Viana disse:

    Megzinha,
    Vc merece toda a felicidade deste mundo.
    reconheço que não sou muito original, mas o que dizer neste dia se em todos outros nós te admiramos, te queremos bem?
    Magaly, como sempre vc arrasou, deitou e rolou na poesia. Adoro vc também e queria ter escrito esse poema com o nome da Meg.
    Isto aqui é um luxo (um lúkisso)
    beijos, minha prof querida e amiga

  41. Tereza disse:

    Magaly, você arrasou com o acróstico muito lindo.
    Um beijo carinhoso para você.

  42. tereza disse:

    “Bring me sunshine” para você. Um música alegre para o seu aniversário:)

    • sub rosa disse:

      Eta presente danado de bom! (homenagem a Luiz Gonzaga!)
      Mas é muito linda essa música! Willie Nelson é tudo, tudo de bom, mas esses Jives dão um show a parte! e o clip não podia ser mais jazzeado, swingado.
      BTW, vc se lembra, Tereza, de um dia que vc -infelizmente – se saiu com um comentário, dizendo que tanto fazia eu deletar um comentário meu, sim, meu, que eu era a dona do blog etc etc.. enfim, essas coisas?, pois bem, eis porque eu disse tal: agora, o Real Player (mesmo a versão pro comprada por mim, por um bom punhado de dólares) não oferece mais a função “gravar o clipe”. Deixou de oferecer… Too bad!
      Infelizmente, eu adoraria ter esse.
      Muito, mas muito obrigada, mesmo.

  43. sub rosa disse:

    Por favor, queridos todos, queiram ler o comentário n# 36, e por favor, detenham-se também no final:-))
    Tiau, volto logo, assim que puder!

  44. Tereza disse:

    Escrevi um comentário e, depois de publicado, sumiu! Que estranho, não?
    Mas foi só para lhe dizer que procurei uma rosa azul nos vídeos de parabéns até encontrar. Ah, é, pensei que estava postando no dia 23 e cheguei adiantada:)

    • sub rosa disse:

      Tereza:
      Qando vc pensar ou achar essas coisas, antes de escrever, pense um pouco, saia,dê uma voltinha e depois veja de novo, minha querida.
      sabe, é que tudo o que vc escreve fica gravado: é indexado pelo Google!
      Eu tenho lido umas coisas… que não gosto, não gosto mesmo, mas nem adianta deletar, que mesmo que eu retire continua indexado pelo search engine.
      Easy, Tereza, easy, take your time aqui todos, todos nós, sem exceção, gostamos de você! OK?

  45. Magaly disse:

    Meg , demorei a vir, queria deixar seus agradecimentos às mensagens de parabéns recebidas em primeiro plano. Como bem sei, vc estará aqui assim que puder. O fato é que ainda estou muito emocionada com seu comentário à minha participação. Você falou coisas bonitas que me sensibilizaram e me deram um ânimo novo. Por isso, digo sem piscar que junho é o mês mais bonito do ano e que o dia 23 é o dia mais iluminado de junho porque não há no mundo inteiro quem se sinta tão feliz em fazer
    aniversário como você. E isso é lição pra muita gente, lição de bom humor, de alegria de viver, de existir positivamente.
    Obrigada, obrigada. Soa tão prosaica esta palavra!Vá lá, eu me sinto bem com sua alegria, é tudo, meu abraço.

  46. Magaly disse:

    Queridas Tereza, Rose e Flávia, quero agradecer o sinal de aprovação das três ao meu acróstico, estou prosa à beça e trago por isso, pra cada uma, o beijinho mais doce desse mundodemeudeus.

  47. Magaly disse:

    Nora, você nem imagina como lembrar-se de mim em sua mensagem à Meg me foi tão prazeroso. E que bom que vc gostou do acróstico! Fiquei feliz. Beijinho.

  48. Magaly disse:

    Nelsinho, agradeço com um abraço sua referência a meu trabalho, apreciei esse seu gesto.

  49. tereza disse:

    Magaly, tenha um dia cheio de sol!
    Um beijinho doce para você também:)

  50. tereza disse:

    Meg, fotos de vários ídolos seus by Cecil Beaton.

    htmlhttp://everyday-i-show.livejournal.com/111577.html

    beijos.

  51. Rose disse:

    Magaly faz poema e fica prosa.

  52. Nelsinho disse:

    A Magaly tem mesmo de ficar “Prosa”! Entrei no link do Cecil Beaton, Tereza. Fiquei maravilhado com todas as fotos. Afinal elas me lembram o meu pai, que procurava seguir as tendências de iluminação e sombreados em uso na época e que tanto charme davam à fotografia!

    Aliás, acabei dedicando parte dos dias de ontem e de hoje a tentar dar alguma organização aos zilhões de fotos espalhadas por dois HD externos. Confesso que sou super desorganizado, mesmo com com textos, também desleixadamente arquivados e que hoje reli. Nem mais me lembrava deles!

    Espero que a Meg esteja bem. Quem sabe ela pulou fogueira?

  53. sub rosa disse:

    Nelsinho, querido:
    Eu estava mesmo dizendo isso à Tereza, que todos gostamos dela, que os presentes dela são mesmo o quiá:-).
    Imagine que eu estava outro dia querendo perguntar a alguém sobre essa página do Livejournal, sobre o Cecil Beaton! E aí, ela parece que adivinha;-) Grande Tereza!
    =-=-
    Bem, eu, ou melhor, os outros, aqui, festejaram o meu aniversário, e tive direito a balões, à fogueira, sim, tá certo que eram de papel! Quanto riso, ó quanta alegria etc etc, presentes e tudo o mais.
    Mas a festa foi -segundo meus sobrinhos e sobrinhas e colegas e os pais dos meus sobrinhos- o maior bafoooo!
    Eu não sei, mas se eles dizem…
    ;-)
    Ah!, vou falar com você, depois, baixinho a respeito desse DVD do Sinatra.
    Afinal, quando a gente faz aniversário, e se é como eu:-) – como disse bem a magnífica Magaly: “não há no mundo inteiro quem se sinta tão feliz em fazer aniversário como você!” , agente só se lembra disso:
    “You’re much too much, and just too very, very”
    Obrigada, Nelsinho, muito, muito!
    E obrigada a todos.
    P.S. só para constar: já agradeci a todos os que me cumprimentaram, comme il faut:-)

    P.S.2 – Sim, eu acho que a gente devia fazer aniversário duas vezes, mas, claro, a segunda vez devia ser só a reprise, nada de contar na idade;)

  54. sub rosa disse:

    Gente, pelo amor de Deus, evitem o OT de cunho pessoal.

    Putz!

  55. Fabi disse:

    Olá Meg
    cheguei pelo google e pelo Facebook, e confesso fiquei impressionada com o conteúdo e a beleza das ilustrações de seu blog. Parabéns.
    Mas,não me leve a mal, queria fazer uma cr´tica construtiva e um pedido, é sobre os poetas brasileiros, vi alguma coisa sobre Drummond, Bandeira, João Cabral, Cecilia,etc, os de sempre que constam em todo lugar.
    Não vi nada sobre um Dante Milano, um poeta reconhecido e admirado pelo próprio Bandeira. Ou o grande Emílio Moura.
    O que acha?

    a título de sugestão: porque não fazer uma espécie de antologia dos poetas que importantes no brasil? Os que realmente importam, por ex. os estrangeiros que estudam ou querem conhecer nossa poesia ficam perdidos.

    fora do assunto, vi que falaram do Dom José, o meu porto preferido. Parabéns de novo:-)

  56. luma disse:

    Eita, lelé!! Cheguei atrasada para a festa!! Mas tá valendo o desejar saúde, amores, paz, dinheiro, amizades e boas risadas? Você escolhe a ordem ou “tudo junto e misturado” ou aquilo que achar necessário, que hoje estou poderosa :D cheia de energia, pois acabei de chegar da “roça” :) MEG!!!! Que tristeza a minha não ter vindo no seu aniversário!! Como pode constatar, deixei tudo agendado e me refugiei no mato! Tão cansada que estava das modernices da vida!
    Li todos os comentários – me detive no 61! ;) Muito carinhoso! E feliz por saber que está cercada de gente “elegante e sincera” e, ai… ai… confesso minha ignorância e quero aprender mais sobre Natália Correa. Me lembrei de outro grego: Nikos Kavvadias, Poeta e escritor, pouco divulgado por aqui e tão pop em seu país.
    Ítaca, ainda me iludo! Odisseu desejou, sonhou, buscou, enfrentou desafios e encontrou muitas surpresas. Porém, ele não percorreu o caminho sozinho, precisou da ajuda de outras pessoas para enriquecer sua trajetória, muita persistência, paciência e claro, a certeza do amor e fidelidade de Penelope! Porém, mesmo obediente a Zeus “Você deve deixar Ulisses voltar para casa”, Poiseidon tomou Ítaca para si.
    Só para constar: a canção interpretada por Caetano Veloso é de Péricles Cavalcanti – colocada de última hora em seu “Cinema Transcendental”. E o retorno de John Donne após o ostracismo de 300 anos, teve mérito de T. S. Eliot e trabalho de H. J. C. Grierson.
    Meguita, você faz aniversário e nos presenteia! Ó alma generosa!! Te amo!! Beijus,

  57. Flavia Viana disse:

    Meguita, está tudo bem por aqui e com você?
    E a alegria? Estou sentindo falta dessa sua alegria junina:-)
    Já estive no blog da Luma e fiquei impressionada. Adorei o post sobre o James Joyce.
    A Luma é tuda, nénão?
    Beijos e não deixe a saudade “roer”.

  58. James disse:

    Cara Mestra:
    sinto muito por chegar atrasado para cumprimentá-la, estive novamente fora para resolver problemas do Doutoramento.
    Mas sempre é hora de parabenizar uma das melhores mestras que já tive. E que ainda tenho aqui na internet, afinal a senhora sabe que me apresentou o blog como algo mais que um bloco de recados.
    Noto entre os poetas que apresenta o Kaváfis que suscita logo no primeiro momento a questão da tradução (tenho que puxar a brasa para minha sardinha heheh.
    Parabéns, entao, pelo seu aniversário, o que peço é que tenha muita saúde, para ilustar ainda mais todos que lhe rodeiam com essa inteligência privilegiada que tem.
    Abraços, querida Mestra.

  59. James disse:

    Mestra, um ponto que esqueci de falar:
    não encontei o livro da Maria Tereza Chaves de Mello, infelizmente. Mas vou tentar na Amazon.
    abraços.

  60. Isabela disse:

    Querida Meg: passo aqui para deixar meu afetuoso abraço de parabéns que, embora atrasado, é de coração.
    Beijos,
    Isabela

  61. Celia Trakl disse:

    Oi gente,
    Aqui estamos em plena noite de Sankt Peter!
    Isabela, nao deixe de ouvir o Drama Box nem o ultimo CD da Misia, que eh dedicado ao sentimento madrileno ( o dito que vai apresentar in Frankfurt).

    Meg,
    Cade voce?
    Sera que Frank Sinatra ja chegou em sua casa ai em Belem?
    E a T-shirt? E a Dorothy?
    Vou dizer uma coisa apenas: eu assino o feed dos comentarios do Sub Rosa e espero que voce saia incolume de tudo.
    Esperamos, eu e Cesar, um novo post daqueles, superdazzling, como so voce sabe fazer.
    Grüßen und Küssen

  62. Flavia Viana disse:

    Ei, Celi, heil!-)
    Puxa, eu também assino os comentários e estou passada, lavada e enxaguada, brincadeiras a parte fiquei assustada, que foi aquilo, meu deus, imagino como a Meg está. Faço este comentario apenas para não deixar passar em branco. Aquilo foi uma violência. ou então é loucura mesmo. E não é mansa, não.
    Liguei pra Meg, mas só pude falar com a professora Selma.
    Eras-te, ela estava tão alegre, feliz com o aniversário, o blog…
    Vá entender …
    beijos, aqui não se festeja mais S. Pedro, eu acho.

  63. David disse:

    Meg,
    sou seu leitor há pelo menos 5 anos e por que não dizer, sou seu fã de carteirinha, por tudo o que já fez e faz pela divulgação da cultura, cinema, teatro, crítica etc.
    confesso que estou um pouco decepcionado:-) pois não vi nada nem menção a respeito do grande ator Peter Falk.
    Por tudo que conheço virtualmente de você, sei que curte o bom cinema e imagino que admire Falk.
    Parabéns pelo blog e parabéns pelo seu aniversário.
    Desculpe a intromissão.
    Um abraço

  64. sub rosa disse:

    Meus queridos,
    por favor, me desculpem pela ausência.
    Mas, estou voltando dentro do prazo do mês mais maravilhoso do calendário, sorry:-)
    Sejam bem-vindos, estejam à vontade, sintam-se em casa, Fabi e David.

    (Ah! David nem me fale, nem me fale, o meu querido Peter Falk nos deixou, mas ainda bem, teve uma belíssima carreira. Um charme todo especial e muito espirituoso, fez excelentes e importantes filmes, não merecia um final pouco feliz.)

    Devo responder a cada um de vocês, é um prazer imenso e todo meu. Aguardem, porém, será neste fim de semana, sim?
    =-=-=-
    Por enquanto quero saudar a todos:
    Luma, minha querida Luma, você sabe que quando chega, em qualquer lugar, a qualquer hora, inaugura uma festa, a festa é sempre quando você chega. Você é como dizia o grande Vinícius de Moraes:
    “- Meu tempo é quando.” . E eu fico sempre muito feliz quando você vem aqui.
    Beijos, querida, vou ver o grego, que não conheço, (você sempre surpreende). Aliás os gregos estão com tudo, não é?:)

    Isabela: muito obrigada, querida. Obrigadíssima por vir ter aqui, como eu já disse, sempre é hora.

    Allan, Uau! só essa menção a Costiera Almafitana já me deixou bem disposta e de “olho comprido”. Sinceramente, para mim, essa beleza é maior e melhor que qualquer tipo de “metrificação”:-). E no final, até hoje, para mim, você acaba sempre tendo razão A foto de seu post (um dos meus preferidos *ever*) é lindíssima. Aguarde, aguardo:-)
    “tutto il mondo è paese!”
    http://cartadaitalia.blogspot.com/2011/02/costiera-amalfitana.html
    Deixo aqui também, porque sou fã inconteste, a sua belísima página no Minube:
    http://www.minube.pt/sitio-preferido/costiera-amalfitana-a22111
    Baci.
    Célia e Flavinha: Muito, muito obrigada. Normalmente eu não diria nada, mas muito, muito obrigada pela atenção e cuidado.
    Fico penhorada a vocês, esse carinho todo me valeu muito em hora tão difícil em que a gentileza não gerou gentileza, e nessas horas um afago, como este que me fazem, é o que toda a gente precisa. Nunca vou esquecer.
    O mesmo obrigada ao Nelsinho, querido amigo.

    Volto logo. Deixo um abraço a todos.
    Que julho seja (ainda) melhor.

  65. vania disse:

    Meg,
    vim trazer um abraço forte de solidariedade para você e Selma. força para superar o mais rápido possível.
    para alegrar você um pouquinho: que tal a vinda ao Brasil, do seu “adorado” Jim Carrey?
    Ainda está firme com ele ou já despachou?
    :-)
    um beijo, querida, da família inteira.

  66. sub rosa disse:

    Ei, Vânia,
    não tinha visto você por aqui.
    Obrigada, amiga, obrigada.
    Selminha está bem, outras homenagens – o que me deixa confortada. Não esqueça o aniversário dela:-)
    Tudo tende a ficar bem, no fim tudo fica bem, não é?

    um beijo

  67. Isabela disse:

    Meguita, esqueci de te falar que comprei o Capote rsrsrs
    Beijos

  68. tereza disse:

    Não é um comentário.É um filme raro com a Gwili Andre -“Meet the Boyfriend”(1937)- feature film

    http://www.imdb.com/video/internet-archive/vi3617194521/

  69. tereza disse:

    Homenagem do Jim Carrey ao Clint Eastwood – legendado.

  70. tereza disse:

    Véu ao vento – Tereza

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