Sextinas – Bernardim Ribeiro

Da vida de Bernardim Ribeiro [ c.1482 – c.1550] quase nada se sabe: nasceu provavelmente no Alentejo; teria freqüentado a Corte; é muito provável ter sido ele quem escreveu poemas que aparecem com um nome igual ao seu no Cancioneiro geral de Garcia de Resende; e é bem possível ter sido amigo de Sá de Miranda.
Como poeta (não se fala aqui do prosador de Menina e moça), é autor de cinco éclogas, um romance em verso, a sextina aqui publicada e alguns poemas menores. Foi um dos primeiros (se não o primeiro) a adotar em Portugal: o dolce stil nuovo (pelo menos a écloga – gênero helenístico, celebrizado por Teócrito, grego de Siracusa, e continuada por Virgílio e pelos italianos, sendo Sannazaro o mais célebre), mas em suas composições pastoris pulsa, na verdade, um cultor entranhado da ‘medida velha’ peninsular.

Senhor de uma linguagem estilizada, repleta de arcaismos, Bemardim prolonga a tradição dos Cancioneiros medievais, tendente a confundir-­se com a simplicidade da linguagem popular – neste caso, uma simplicidade sábia ( a sageza) de poeta culto e complexo (não erudito, embora leitor de Virgílio, Ovídio, Petrarca, Sannazaro), um dos grandes representantes do “abstracionismo lírico”, da “intelecção devaneadora” ( cf. Jorge de Sena) que permeia toda a poesia portuguesa, dos Cancioneiros a Camões, Antero de Quental e Femando Pessoa.

Em Bemardim – continua Jorge de Sena – “a melancolia mergulha no mais cruciante desespero, raiando pelo desvario de um fatalismo herético, muito diferente da anarquia heróica do lirismo camoniano”.
A sextina aqui publicada, uma obra-prima, é provavelmente a primeira a ser escrita em português. Seu arcabouço é difícil: uma composição não rimada, composta de seis estrofes de seis versos cada uma, e em que as palavras finais de todas as estâncias repetem as da primeira, nesta ordem:

1… A B C D E F
2… F A E B D C
3… C F D A B E
4… E C B F A D
5… D E AC F B
6… B D F E C A

A Sextina surge pela primeira vez na poesia provençal. Seu inventor é o trovador Arnaut Daniel (séc. XII). Na literatura portuguesa tem, entre seus cultores, Camões e, na atualidade, Américo Facó e Jorge de Lima, na Invenção de Orfeu.(Brasil)

Ontem pôs-se o sol, e a noute
cobriu de sombra esta terra.
Agora é já outro dia,
tudo toma, toma o sol;
só foi a minha vontade
para não tomar co ‘o tempo!

Todalas coisas, per tempo,
passam, como dia e noute;
ua só, minha vontade,
não, que a dor comigo a aterra;
nela cuido enquanto há sol,
nela em quanto não há dia.

Mal quero per um só dia
a todo outro dia e tempo,
que a mim pôs-se-me o sol
onde eu só temia a noute;
tenho a mim sobre a terra,
debaxo minha vontade.

Dentro na minha vontade
não há momento no dia
que não seja tudo terra;
ora ponho a culpa ao tempo,
ora a tomo a pôr à noute:
no milhor, pon-se-me o sol!

Primeiro não haverá sol
que eu descanse na vontade.
Pon-se-me ua escura noute
sobre a lembrança de um dia…
Inda mal porque houve tempo
e porque tudo foi terra.

Haver de ser tudo terra
quanto há debaixo de sol
me descansa, porque o tempo
me vingará da vontade:
se não que antes deste dia
há-de passar tanta noute!

Bemardim é também o autor dos primeiros poemas em português (como as estrofes abaixo) em que se verifica a presença de um Eu dividido, com eco na cantiga “Comigo me desavim“, de Sá de Miranda, e se toma modernamente um tema central, quase obsessivo, na poética de Fernando Pessoa e de Sá-Carneiro.

Dentro de meu pensamento
há tanta contrariedade.
que sento contra o que sento
vontade e contra vontade.
Estou em tanto desvairo.
que não me entendo comigo.

Donde esperarei repairo?
que vejo grande o perigo
e muito mor o contrairo.
Quem me trouxe a esta terra
alheia, onde guardada
me estava tamanha guerra.

e a esperança levada?
Comigo me estou espantando
como em tão pouco me dei;
mas cuidando nisto estando.
os olhos com que outrem olhei
de mim se estavam vingando.”

(da Écloga de Jano e Franco)
~~~~~~~~~~~~~~

Fontes:
Jorge de Sena – que – para nós, brasileiros, dispensa apresentação.
Alvaro Mendes -(poeta brasileiro, contemporâneo) autor de Iris breve. (sim,  é de um verso de Montale).
Ah sim! E é meu amigo também ;).
♣♣♣ ♣♣♣ ♣♣♣

Sobre sub rosa
The most of all things and persons in the entire world drives me *flabbergasted". That includes me.

106 Responses to Sextinas – Bernardim Ribeiro

  1. tereza says:

    O post, como sempre, está excelente, Meg.

    Gostei das estrofes “em que se verifica a presença de um Eu dividido” que (não por acaso), surge na sociedade portuguesa renascentista, expansionista e de mudanças tão profundas que irão abalar as antigas certezas, ao produzir insegurança e desconforto.
    As composições pastoris não seriam uma forma de tecer elogios a vida do campo, mais conservadora e, portanto, mais segura?

    A produção poética desse tempo vai ter como alguns dos temas privilegiados o já citado Eu dividido e a mudança. Isabela Guimarães G. Leal diz que “há a ruptura interna de um sujeito que não se sente acomodado em seu próprio tempo e espaço”.
    “Bernardim Ribeiro — continua Isabela Guimarães — vai dar voz a uma outra problemática: a de ser um eu que também se encontra em desacordo consigo mesmo”.
    Mais uma estrofe sobre o Eu dividido de Bernardim:

    Antre mim mesmo e mim/Não sei que
    s’alevantou/que tão meu inimigo sou”.

    A mudança, o outro tema privilegiado nessa época, está presente nas obras de Bernardim Ribeiro, Sá de Miranda, Camões e outros que nem conheço:)

    Aprendi a gostar de Camões (lírica) quando, estudante,
    estava lendo meio desatenta Babel e Sião e de repente li e reli e não parei de pensar:”Mas em vida tão escassa/que esperança será forte”?
    Eis o link de um dos textos que li e gostei:

    http://www.google.com.br/search?sourceid=navclient&ie=UTF-8&rlz=1T4RNWI_enBR309BR309&q=isabel+guimar%c3%a3es+guerra+leal

  2. Rose says:

    Meg, eu não havia entendido o que fosse a “anarquia heróica do lirismo camoniano”.

    Mas, quando li a sexta, ficou claro. Ele é mais pesado, quero dizer, sentido, quero dizer, dramático.

  3. Rose says:

    Sabe que fico pensando? Que mesmo num tempo tão antigo, lá atrás, havia um homem ( vários) que não tolo, babaca…Quero dizer: que sempre existiu quem refletisse sobre o mundo e sobre si mesmo…Sobre a vida…

    Quando terá surgido o primeiro poeta? Sabe-se lá…

  4. Magaly says:

    Oi, gente, a lição de hoje é difícil, hein? Mas Teresa já quebrou a tensão com suas observações pertinentíssimas, seguida de Rose que tem um olhar arguto e perquiridor. Isso me ajuda a ter coragem de entrar nesse labirinto de idéias opostas às vigentes na época, tentar perceber o efeito que causaram, apreciar a nova estrutura poética – a sextina.
    Antes que esqueça, quero chamar a atenção para aa ilustração que Meg providenciou – a imagem de Clio, uma das nove musas, junto com as irmãs, habitantes do monte Hélicon, filhas de Zeus e Mnemósine, a memória. Clio é a musa da história e da criatividade, aquela que divulga e celebra as realizações. Preside a eloquência, fiadora das relações políticas entre homens e nações. Muito feliz sua escolha, Meggy!
    Vamos agora observar a estrutura formal da sextina postada aqui: “seis estrofes de seis versos cada uma, em que as palavras finais de todas as estâncias repetem as da primeira”. Forma fecchada, difícil. Mudança de forma concomitante à mudança de estimulação poética, mudança de tom do lirismo: a tendência passa a ser o padecimento amoroso levado ao desvario, a conseqências limite. Em vez da melancolia, o fatalismo.
    O texto está muito bem exposto e os comentários acrescentaram bastante. Eu precisaria ler muito para dizer algo que já não estivesse registrado aqui. Como estou apressada agora, ‘vou saindo de fininho’ enquanto arranjo tempo pra me informar melhor. Podem apontar qq deslize em matéria de apreensão do texto. Até mais.

    • Isa says:

      Pelo caimento da roupa, dá para perceber que as coxas da Clio são bem grossas. Na mão esquerda ela segura uma trombeta, por quê? Quem é o autor da ilustração?

  5. Rose says:

    Nossa! Magaly! Nem olhei direito a figura….Fui ao texto direto!

    Devo ter algum problema mental…

    • Isabela says:

      Ao passar direto pela bela figura, parece que você está na contramão da crítica que Régis Debray faz ao desprezo pelo discursivo na sociedade da imagem.

      • Rose says:

        Fui direto ao texto, Isabela. Nem vi a imagem. Percebi que havia, mas meu olho não parou nela. Ceguinho. Só parei quando a Magaly apontou-a.

  6. Rose says:

    Volte, logo, Magaly….Explique melhor isto:

    “a tendência passa a ser o padecimento amoroso levado ao desvario, a conseqências limite. Em vez da melancolia, o fatalismo”.

    Não há melancolia no classicismo? A melancolia só viria com o burguês no Romantismo????

  7. sub rosa says:

    Meo Deos, meodeos!

    Gente, agora , eu é que estou me sentindo entrando numa sala de aula de alunos mais adiantados que eu!!!
    Eu ia dizer à nossa incitadora e excitadora profa.Magaly que a “lição” tem que se tornar *prazer de casa* e não dever de casa:-)

    =-=-=-=
    Eu nem queria dar essa parada e tentar responder, porque a maior parte do que perguntam eu não sei, ao contrário, fiquei foi tentada a ir estudar nas fontes da professora Tereza.

    Então vou responder o que eu souber, na medida do possível, está bem?
    Mas também vou perguntar o que não sei:-)
    É justo, não?
    beijos

  8. sub rosa says:

    Isa, querida, vc sempre arrasando, não é? pisc*
    Há tempos não ouvia ninguém falando no Debray e na sociedado do espetáculo:-).
    Bom, a ilustração, conforme a Magaly já disse ´traz a representação de Clio.
    Que, não à toa, é tida como a Musa da da poesia heróica e da História.
    Ora, como a Rose bem perguntou acima : Quando terá surgido o primeiro poeta? Sabe-se lá…
    Como saber? mas qualquer coisa que se queira saber há que se procurar um registro histórico. O que não está na história não existe:-).
    Então, a partir de Homero (quem será Homero? ) começa o registro porético, ele que é o cantor das glórias olímpicas e dea união destas com as glóriaspropriamente humanas.
    Os cantos – feitos por aedos e rapsodos – são ao mesmo tempo cantos poéticos (d)e feitos históricos.
    Aí, Homero dá lugar a Herôdotos.
    =-=-=
    Bem, assim muito grosseiramente se pode de terminar , pelo menos uma marca e um marco nessas duas atividades do espírito: o feito e a transmissão do feito.
    Ambos garantem a Memória – a mãe das Musas.
    ****
    A acrescentar, para Isa:
    As coxas grossas ;-) de Clio se devem, muito provvavelmente ao modelo barroco.
    O quadro (que tive a felicidade de ver em 1991, num museu do Marais, no sixième em Paris), é de Pierre Mignard
    E a trombeta, ça va sans dire, não é? Ela anuncia os feitos históricos, é a proclamadora.
    Um dos livros de Heródotos leva seu nome- Clio.
    beijos, querida

    • Isabela says:

      Das musas, gosto muito de Euterpe, mas sou fraca em mitologia… A Clio que eu conhecia era mais magrinha e tinha uma guitarra, por isso estranhei a trombeta nesse quadro de Mignard (obrigada pela referência).
      Uma das pinturas de musas que gosto é aquela de Apolo instruindo Euterpe e uma de suas irmãs, não sei qual delas.
      O que também gosto muito, até sei de cor e chego às vezes a repetir mentalmente, é um verso em espanhol, do início da Odisséia: “Cuéntame, Musa, la historia del hombre de muchos senderos, que después de destruir la sacra ciudad de Troya, anduvo peregrinando larguísimo tiempo”. Na versão em português que tenho, não gosto, acho sem graça: “O homem canta-me, ó Musa, o multifacetado, que muitos males padeceu, depois de arrasar Tróia, cidadela sacra”. Beijos.

      • sub rosa says:

        Adorei essa:
        “A Clio que eu conhecia era mais magrinha…”
        Hahaha
        parece até que você a conhecia de velhos carnavais:-)))
        Mas, de fato, as Musas todas são todas do balacobaco, e todas são uma espécie de propriedade ecompanhia de Apolo.

        =-=-=
        Isa querida, pra você ver como são as coisas: eu nem vou lhe contar quando foi que li a Odisséia pela primeira vez ( vou deixar isso para quando nos encontrarmos aqui em Belém) só vou lhe dizer que acho esse Canto I, belíssimo.
        É maravilhoso, numinoso, como diria o próprio tradutor. É magistral. Decisivo para guiar ou afastar o leitor da obra.

        Bem, devo dizer que a tradução que li (esse problema de tradução, como bem mostrar o Walter Benjamin, é problema filosófico, por excelência) foi a do Carlos Alberto Nunes (tio de quem? do professor Benedito Nunes) mas não gosto de multifacetado, gosto de mesmo de astuciosopois não é de e pela astúcia que Ulisses vence os obstáculos, por ex aquele episódio de que vc tanto gosta, o dos cantos das Sereias… Dá pra falar em hombre de muchos senderos? .

        =-=-
        E antes de mandar beijos pra vc, devo dizer que você não é nada de fraca em mitologia:-) e vc sabe que não é. Não me seja modesta. É pecado!
        Para escrever como vc escreve, academicamente maravilhosa, na forma… nem vai adiantar dizer que não.
        agora, sim, beijos
        M.

  9. sub rosa says:

    Tereza,
    vou ler as fontes que citou, a busca e as suas recomendações.
    Para mim, é particularmente caro, esse tema da divisão e objetificação do sujeito.
    Eu o conheci pela primeira vez em Sá de Miranda.
    Vc sabia que a Maria Bethânia, quando começou a recitar ao invés de cantar, (brincadeirinha) num show antiquíssimo, lá no Teatro da Praia, ela declamava:

    Comigo me desavim
    sou posto em todo perigo
    não posso viver comigo
    nem posso fugir de mim”
    .

    É belíssimo, não é? e é do Sá de Miranda.
    Que foi amigo do Bernardim Ribeiro.

    E isso me leva a pensar na pergunta da Rose:

    “Não há melancolia no classicismo? A melancolia só viria com o burguês no Romantismo????”

    O que vocês reponderiam?
    É próprio da melancolia a cisão do sujeito. Não é?
    Ela então vai existir sempre, penso eu.
    Mas que sei eu?
    bjs
    (por enquanto)
    P.S. Também diquei intrigada: eu julgava que tanto Sá de Miranda eram medievalistas – associei aos trovadores à poesia provençal. Não tinha reparado, só agora quando você chamou atenção é que reparei que eles já são renascentistas é isso.
    Sempre associei o Dante à uma época pré-renascentista.
    Ligado mais a Petrarca.
    Um precursor de Camões.
    ==
    Rose, agora que vc falou, eu também reparei nisso do fatalismo apontado em Bernardim Rbeiro e depois como uma libertação em Camões.
    Mas estou meio sem jeito. É assunto que não domino.
    Quem é aluno aqui?
    Euzinha.
    bjs

  10. sub rosa says:

    Gente,
    estou respondendo a outros comentários de pessoas que chegam depois ou comentam em posts antigos.
    Comentários que às vezes ficam pendentes, comentários de pessoas que são estrangeiras e alguns pedindo para se escrever sobre determinados assuntos ou temas…
    Às vezes mesmo até de escritores.. ou de quem tem na família um poeta ou escritor (tout court) e pedem divulgação…

    É maravilhoso, uma das coisas de que mais gosto é de responder a essas pessoas que leem uma única vez o Sub Rosa e que talvez nunca mais voltem aqui mas, generosas, deixam um comentário.
    Ah! Eu adoro isso.
    Sempre digo que o comentário – é o salário (o ganho) do blogueiro:-). Pelo menos, para mim, é.
    Estou alegre e queria dividir essa alegria com vocês.
    beijos, querida/o/s companheira/o/s de trabalho e de blog.
    M.

  11. tereza says:

    Meg e Magaly, como nada sei dizer sobre poemas, escrevi sobre a sociedade portuguesa do tempo de Bernardim:) Concordo com a Rose que ” sempre existiu quem refletisse sobre o mundo e sobre si mesmo…Sobre a vida…”
    Mudanças tão profundas, como no tempo de Bernardim, contribuem para a criação de um novo modelo de homem com uma visão de mundo diferente e que vai produzir obras poéticas de um jeito novo.Mas não passei do óbvio:)
    Quanto aos textos que li, gostei muito de ler os de Isabela Guimarães Guerra Leal, Doutora em literatura portuguesa pela UFRJ. No link que enviei, procurar na consulta do Google por “Para Uma Poética do Século XVI” e tem vários textos dela. Não
    consegui o link só para o texto.
    Beijos a todos.

  12. Rose says:

    Não sei , Meg. Intuo. O fatalismo talvez se ligue à tradição grega. Camões, por causa da preocupação em dar aos sentimentos uma direção lógica ( e para isso, usando o silogismo) quem sabe tenha conseguido uma dimensão heróica. Disso, separo o Camões maneirista e o medieval ( o das redondilhas).
    Tem a questão do universalismo que era uma meta dos poetas renacentistas. Pode ser que B Ribeiro não quisesse isso. Mas que jeito se todos queriam cantar a humanidade e não a si mesmo?
    A poesia palaciana que é da baixa Idade Média, essa sim, era mais subjetiva. Nem tanto, mas era. A natureza acompanhava a tristeza – ou alegria – do eu lírico.
    Embora renascentista B R talvez tivesse influência da poesia palaciana.
    Não sei bem.

  13. tereza says:

    Meg, desculpe, só vi e li os seus comentário após enviar o meu.Eu adoro “Comigo me desavim “de Sá de Miranda.
    Eu tinha colocado no comentário, mas achei que estava mujito grande. Também me interessa muito o tema da divisão e objetificação do sujeito.Que bom.
    Uma coisa que sempre me intrigou foi a melancolia dos portugueses.Claro, melancólicos sempre existirão, em toda parte. Mas aquela melancolia portuguesa faz parte da cultura do povo.Sempre presente, ao que parece, na poesia e na música.
    Vou confessar que não conheço nada sobre essa melancolia.Será apenas saudade do passado glorioso?
    Ou é anterior a esse passado que, talvez, veio só reforçar a nostalgia existente?Nós não herdamops dos portugueses essa melancolia, ou, se herdamos durou pouco.Então acabei de descobrir um texto
    da Isabela Guimarães da revista “O Marrare” chamado “O Naufrágio das Caravelas”.Está na página que enviei , não consigo copiar o link só de um texto.Acho que tem a ver. Por favor me falem dessa melancolia portuguesa, incluindo o Bernardim.
    Meg, delícia o seu comentário para a Isa.
    beijos.

  14. tereza says:

    Meg, delícia o seu comentário para mim. O que quis dizer sobre o comentário para a Isa foi porque adoro ler sobre a Grécia.bjs.

  15. sub rosa says:

    Bonito, n’é, Siá Dona Rose?!
    Eu aqui me matando de trabalhar módi arranjá, uma imagem, uma figura pra ilustrar o post e a senhora:
    “Nossa! Magaly! Nem olhei direito a figura….Fui ao texto direto!
    “Fui direto ao texto, Isabela. Nem vi a imagem. Percebi que havia, mas meu olho não parou nela.

    É isso, lerê, lerê…:-)
    =-=-
    Gente, estou de excelente humor, hoje, crianças.
    beijos

  16. tereza says:

    Veja o que descobri:”A melancolia e o gosto de ser triste.’
    Aqui:http://litterascriptalitteratura.blogspot.com/2011/03/camoes-melancolia-e-o-gosto-de-ser.html#

    Só li o início do texto, que fala da “vontade de tristeza” o “comprazimento com a dor e o culto da tristeza” expressos na poesia portuguesa e NOTADAMENTE
    (Não sei usar negritos nos comentários) em Bernardim Ribeiro. Vou copiar só uma estrofe:
    “Folgo de me entregar
    à mágoa das minhas mágoas
    chegou a tanto o meu mal
    que não sei viver sem ele”
    beijos.

  17. Magaly says:

    Peloamordedeus! Deu a louca nessa gente! Parece um ‘magote’ de Mestres preparando textos para Doutorado!
    Olhem! Saí de fininho, mas não ‘fugi da raia’. Quis vir aqui, agora de noite, pra tornar a entrar na dança, mesmo sem nenhuma leitura a mais, mas estou muito dividida , com muitas tarefas diferentes. Ainda bem que vcs passam muito bem sem mim. O debate está ótimo. Só quero explicar o que devia ter feito em primeira mão: que sou zero em mitologia e, se saí falando na Clio, foi pq passei o mouse na imagem e vi que se tratava da deusa grega, uma das filhas de Apolo. Os detalhes, já foi o paizão Google que me forneceu. Quanto às perguntas que Rose deixou, vou ler mais a respeito para tentar me explicar. E, com certeza, ela está na trilha certa, que literatura é um de seus fortes, ela está em dia preparando vestibulandos. Interpretei o que li de corrida no texto da Meg e nos de recomentação dela. Aliás, Meg já respondeu satisfatoriamente a todas elas, ainda bem! Quando voltar do otorrino amanhã, tenho que ficar quietinha e aí vou estudar as dúvidas que abri. Pra completar as info sobre a Clio:
    “Outras representações apresentam-na segurando um rolo de pergaminho e uma pena, atributos que, às vezes, também acompanham Calíope. Clio é considerada a inventora da guitarra. Em algumas de suas estátuas traz esse instrumento em uma das mãos e, na outra, um plectro (palheta)”.
    Isso pq vi que mais de uma pessoa falou nesse detalhe.
    Abraçando vocês todos, inté mais.

  18. Magaly says:

    Correção urgente:

    Na 11ª linha deste meu comentário, leiam “uma das filhas de Zeus (em vez de Apolo). Exatamente como está em cima, no primeiro comentário.

  19. tereza says:

    Queridos, vocês agora vão escrever em negrito?
    Sorry, mas ainda não aprendi.Amanhã releio e talvez aprenda. Obrigada Isa e Meg.Beijos .

  20. tereza says:

    Meg, deixei alguns comentários para você com citações de fontes e link nos comentários 19 e 22 .Você deixou os comentários em negrito? Levei um susto:)))

  21. Rose says:

    Tereza, o portugueses são tristes sim, duma tristeza que veio veio veio e bateu em mim.

  22. Rose says:

    Tereza – Queridos, vocês agora vão escrever em negrito?

    Rose – Sim, essa é a nova tendência do Sub-rosa. Tudo em negrito. Não é, Meg?
    ( negritos são gritos:)

    • Isa says:

      Para colocar negrito no comentário, basta inserir (antes da palavra ou frase que vc quer destacar) a letra b entre dois colchetes . O b refere-se a blockquote cite. Veja abaixo da caixa de comentários, nos códigos que são apresentados pelo WordPress. Eu não posso inserir o código neste comentário porque ele negrita o texto, como ficou no comentário 25 que fiz para vc e daí a resposta ficou confusa.
      Para finalizar o código de negrito, no final da palavra ou texto que quer destacar, vc deve colocar /b entre , (antes de b deve colocar uma barra inclinada para a direita) . A letra b deve ficar dentro desses colchetes, logo depois da barra.
      Resumindo:
      Para abrir o negrito: b entre colchetes
      Para finalizar o negrito b: precedido por uma barra, também entre colchetes.
      Esses códigos HTML são chamados de tags.

      • Rose says:

        Consegui no chute, Isa…Acho que agora tudo que eu escrever aqui sairá em negrito….Padronizou.

        Em tempo: bobagem o que escrevi , o ‘negritos são gritos’…nada de gritos…

        Besteiras matinais, tenho esse problema. Escrevo bobagens e depois não se apagam..Ma tudo bem.

  23. Rose says:

    PARA MAGALY

    Voltando do Otorrino: AQUI.

  24. tereza says:

    totalmente O.T. Para Meg querida e seus leitores:
    http://www.fhardy.de/text/lamitie.html

    • sub rosa says:

      Ãêêê!!!
      Eu amo muito tudo isso aí.
      Vc sabia, Tereza, (espero que leia este comentário) que essa música L’Amitié foi a música tema do filme – absolutamente maravilhoso – Les Invasions barbares (Invasões Bárbaras:
      do Denys Arcan, o mesmo do Declin de l’empire americain, do qual é continuação?

      =-=-=

      Vc viu esse filme?
      Uma turma dos críticos brasileiros gostou e uma outra tchurma, menor, embora – não gostou dizendo que o filme era muito “parolier“. Ora, ora, se o filme é supostamente para isso mesmo:-).

      Gostei dessa avaliação aqui
      http://polemikos.com/cinema/cin20031123.html

      Obrigadas e beijos, querida.
      (até quando você não tem intenção, vc é didática, e isso é maravilhoso)

  25. tereza says:

    O link acima é de música. Françoise Hardy “L’amitié” e para os que gostam de procurar, tem mais coisas…
    Até música da Tuca e do Vinícius cantadas por ela que também e não apenas cantou músicas para adolescentes.

  26. Magaly says:

    Rose, prometi alguma coisa a você, aqui, na volta do oto? Explique o que quis dizer. Qdo fico tensa por algo que não sei se vou ser capaz de controlar, fico de bobeira.
    Vejam o vídeo abaixo, lindo.
    Embed:

  27. Rose says:

    Eu brincava apenas, querida Magaly.
    Escrevi de manhã…Não tinha acordado direito.

    Você não me prometeu nadica dessa vida. Eu estava com meu espírito autoritário…Ufa! Foi-se.

    ……………..Vídeo lindo e calmo. Até a bolinha chegar ao fim demorou um tempo. A floresta é linda!

  28. Rose says:

    Tereza
    Apenas fiquei lendo a letra. Meu computador não tem o programa p a música… Mas foi bom.
    Tem que atualizar….

  29. tereza says:

    Puxa, Magaly, que vídeo lindo! Obrigada.
    Vou deixar aqui um presentinho para você. É relaxante.
    Ouça que é lindo:

  30. Rose says:

    Muito bonito o vídeo que mandou para a Magaly, Tereza…

    Dá vontade de sair dançando pelas ruas de São Paulo e ….assim, girando, girando, indo até chegar a MInas…

    É um bom fundo musical para minha vida….

  31. tereza says:

    Eu também adoro essa música Rose.Vou deixar um vídeo de l’amitié que você não conseguiu ouvir. Sei que gosta da língua francesa . Mas dê um espaço, depois de ouvir Dvorak :)) para você:

  32. tereza says:

    O.T.
    Meg, estou lendo um texto sobre um assunto que interessa a você: o sujeito dividido. É sobre psicanálise e literatura.Achei interessante. beijos.

    http://www.estadosgerais.org/historia/72-reflexos_de_espelhos.shtml

  33. Magaly says:

    Rose, tentando explicar aquele trecho de meu comentário em que devo ter passado a idéia de generalização por falta de cuidado: eu falava da sextina do Bernardim e me apoiava no trecho de Jorge Sena, que a Meg citara em seu post: “a melancolia mergulha no mais cruciante desespero, raiando pelo desvario de um fatalismo herético, muito diferente da anarquia heróica do lirismo camoniano”.
    Pareceu que me referia a características do classicismo. Fui desatenta. Desculpada? Aproveitei o ensejo para ler mais um pouquinho sobre Bernardim poeta e encontrei este depoimento de dois estudiosos portugueses, bem oportuno para a ocasião.

    António José Saraiva e Óscar Lopes afirmam em História da Literatura Portuguesa:

    “Nesta parte versificada da obra de Bernardim Ribeiro – tanto as líricas do Cancioneiro Geral, como as Éclogas – encontramos alguns temas e lugares-comuns característicos daquele Cancioneiro.
    Bernardim coisifica a Esperança, o Cuidado, a Mudança, o Tempo, o próprio eu convertido em objecto, ou mim. Combina-os, opõe-nos num jogo de extrema subtileza e de denso significado. A emoção como que se desentranha do sujeito, se objectifica em relação a ele, num desdobramento múltiplo da personalidade, que fica como que assistindo a esse jogo das coisas no qual se converte. O Eu contempla o Mim, o Cuidado, a Esperança, a Mudança que ele
    próprio foi ou está sendo. Na finura com que se exprime uma tal alienação psíquica, há uma dialéctica precursora da de Fernando
    Pessoa. (…)
    E, para terminar, a afirmação do crítico , romancista, ensaísta e poeta português Helder Macedo: os textos benardinianos encerram “uma meditação mística pessimista… em torno do amor humano e da saudade”.

  34. tereza says:

    Oi magaly. Você viu o presente que deixei para você no comentário 41? A música Tempo di Valse de Dvorak.
    É linda. beijo.

  35. Magaly says:

    Teresa
    Adorei! Amo Dvorák de paixão! Mil beijocas.

    Acabei com a hora do recreio de vocês, hein? De repente , voltei ao debate! Mas é que estava devendo uma resposta à Rose e só tive tempo agora de noite.

    Olhe, apanhei escondidinho o último link que vc mandou pra Meg. Gosto desse tipo de leitura.

    Isa! Não a esqueci, juro! Li tudo o que vc deixou, o tempo é que tem sido mesquinho comigo.

    Meggy!? Flabbergasted? Quem mandou deixar invadir sua propriedade? Agora, não tem mais jeito, não. Somos posseiros declarados.

    • sub rosa says:

      Hahahah!
      Magaly, quem mandou?
      Eu já não sei viver sem vocês, meus queridos.
      Ah! hoje vi um filme, daqui de casa, mesmo.
      lembrei muito, muito da Laurinha.
      Esssa enina genial, tem mesmo a quem puxar.
      Como dizem:
      “Quem sai aos seus não degenera!
      beijos

      Meg, sempre flabbergasted com vocês, meus queridos.

  36. tereza says:

    Meg, já que a Magaly acabou com o nosso recreio:)))
    li o comentário dela e lembrei de uma dúvida sua no comentário 15. Você diz:
    “Também fiquei intrigada: eu julgava que tanto Sá de Miranda eram medievalistas – associei aos trovadores à poesia provençal. Não tinha reparado, só agora quando você chamou atenção é que reparei que eles já são renascentistas é isso”

    Mas veja , Meg, você não se enganou, não é?

    ‘”Entre os poetas mais destacados do Cancioneiro Geral contam-se o próprio Garcia de Resende, João Roiz de Castel-Branco, Jorge d’ Aguiar, o conde do Vimioso, Gil Vicente, Bernardim Ribeiro e Sá de Miranda. Os três últimos marcam já, em outras áreas da sua obra, uma passagem para o classicismo literário, que Sá de Miranda acabaria por introduzir após a sua viagem a Itália, em 1526.”
    Meg, veja se entendi: Bernardim parece ter sido no início um medievalista que se tornou renascentista possivelmente por influência de Sá de Miranda.Estou certa, Meg? Li pouco, há controvérsia entre os autores que falam sobre Bernadim Ribeiro, porque você mesma disse que quase nada se sabe sobre ele.
    Beijos .

  37. Rose says:

    Magaly, obrigada pela resposta. Lê-la-ei ( ai!) só amanhã. Hoje darei oito aulas – meus vestibulandos sou eu. E eu tenho médico, vou lá para ver se ele confirma o remédio que tomei (feito aquelas urnas de eleição, sabe?). “Confirma? “.

    Até mais…

  38. Rose says:

    Ai, Tempo Rei! Li o final do post da Tereza para a Meg….

    Só uma coisa: entre a Baixa Idade Média e o Renascimento, há o Humanismo ( Fernão Lopes , Gil Vicente) e a Poesia Palaciana, esta que não é mais e apenas a adaptação a um padrão convencional ( ver Trovadorismo). O autor em questão talvez esteja plantado no meio disso tudo. Sugiro conferir a data do nascimento dele.

    PS: não tenho mestrado, sou professora de vestibular, considerem isso. Posso equivocar-me.

  39. Rose says:

    aI! Cheguei do Hirota, não um médico japonês , mas um supermercado. Agora, não sei se tomo banho ou vou ao médico suada. Decisão não é comigo.

    Aqui, o Bernadim, bonitim…Ele é palaciano mesmo, está no meio do tempo…nem lá nem cá. Meio medieval , meio renascentista.

    http://www.gargantadaserpente.com/historia/humanismo/poesia.shtml

  40. Rose says:

    Estava tirando um cochilo antes de começar a trabalhar e…lembrei …de D Afonso, acho que foi ele.

    Na Baixa Idade Média, já havia um tanto de servos que, fugindo do castelo do Senhor Feudal, ficaram pela estrada, vendendo cachorro-quente e outros. E com o dinheiro, foram atrás do Prof Pardal e pediram que fizesse alguma ciência. Pardal com medo de ser queimado não queria. Mas tanto pediram. E ..
    Outros pardais fizeram experimentos… e os bugueses começaram a aprontar. E veio a tal revolução de Avis que centralizou o poder e transformou o condado Portucalense num lindo país…
    Nesse processo de transformação os portugueses – outros europeus idem – não queriam saber de poesia e só de falar de venda, comércio. Estavam amando o dinheiro, novidade p eles.
    Mas ….o tempo passou um tanto e surgiu o super DOM AFONSO ( acho que é ele, desculpe se erro). fOi chegando e dando duras em todos.
    – Voltem os poetas.
    E então surgiu um agito total no palácio …é a tal poesia Palaciana…onde se localiza o Bernadim Bonitim.

    Beijim

    • sub rosa says:

      Ahá,
      eu bem que desconfiava!
      Essa história tinha que ser contada e recontada por uma fonte fidedigna .. ops) da História:-)))
      Aêêê!
      bjks

  41. Rose says:

    Olha a letra voltou a ficar sem os negritos. Melhor assim. Estava dando trabalho.

    * calor horrível em São Paulo, cansaço para o trabalho

    • sub rosa says:

      Tomara que desta vez para sempre, se Deus quiser.
      :-))
      pra impedir que a loucura (dos negritos) fizesse de mim um molambo qualquer:-)
      bjks

  42. sub rosa says:

    Meg, deixei alguns comentários para você com citações de fontes e link nos comentários 19 e 22 .Você deixou os comentários em negrito? Levei um susto:)))

    Não, não, Tereza, querida, não Rose, idem:
    Pra começo de conversa, Rose, negrito, decididamente não é grito nem nunca foi, o negrito expressa o mesmo que o itálico, ele ressalta, reforça, põe em evidência) . Escrever em caixa alta, sim, Rose, é gritar:-)
    Então: não deixei os comentários em negrito, apenas fui usar as instruções que ficam aí embaixo da caixa de comentários (o que vc pode ler quando vem escrever o comentário). E aí, acho que ferrou tudo!
    É, entretanto, impossível explicar, por aqui, pois sendo uma notação específica , as tags desaparecem quando se termina de escrever e pede-se para publicar (Post Comment, o lugar que vc clica para enviar o post)
    O que significa que não se pode explicar em commente aqui, a não ser ao vivo ou por email.
    Infelizmente, não uso de modo algum o email que os comentaristas fazem. É sigiloso e não posso ficar escrevendo para as pessoas que comentam. Seria antiético.
    Então…:-(
    Bom, então, temo que eu devo ter feito alguma besteira (sou profissional nisso) e desandou, tudo está saindo em negrito.
    O que, Pollyanna diria, é até bom, pois os comentários de vocês, merecem sempre estar em destaque.

  43. sub rosa says:

    Pronto, agora, TODOS os comentáios desapareceram?????!!!!!
    gritos, choro e ranger de dentes.
    :-((((

  44. tereza says:

    Então, o resumo da ópera é que o Bernardim é mesmo meio medieval e meio renascentista.Coitadim. Por isso tem o eu dividido ;)))
    Rose, gostei de sua aula de história com o professor Pardal e cachorro quente.Pardal, com medo de ser queimado é ótimo hahaha! Ó tempora! Ó mores! Não bastasse tudo o mais, tinha, como disse o Millor, um programa de perguntas que era a Inquisição. Jamais pensei que o Professor Pardal tivesse acelerado a burguesia nascente com os seus inventos, ajudando a criar o Tio Patinhas:)
    Sugestão: seria muito divertido se você criasse um blog de história assim meio crioulo doido.
    Beijos.

  45. Rose says:

    Tereza, o Prof. Pardal fez tudo…

    * este blog está com ordem meio confusa…( eu tive uma aluna indiana que falava que estava ”confusada”…Legal essa expressão.

    * ainda tenho de dar 3 aulas…e hoje estou bem cansada…

  46. sub rosa says:

    Ai, Tereza, eu amo, adoro, hei de amar até morrer:-) a Françoise Hardy. Uma das responsáveis por eu fazer curso de língua francesa, me mandar cedo, pra França, e voltar sempre que possível, ser francophile enfim…
    Olhe só, eu amo uma interpretação dela com o Alain Bashung, de Que reste-t-il de nos amours.. Do Charles Trenet.
    Se vc um dia achar, aqui pela internet, não deixe de partilhar conosco.

    =–=
    Rose, você é realmente uma artista, criadora.
    Admiro muito isso em você.
    Deve ser uma “experiência” ser sua aluna ou partilhar dessa sua aventura criadora.
    Vocês sabiam que a Rose é artista plástica?
    Aposto que não, não é?
    Adorei, então, ver esse universo criativo referente às idéias escritas:-)
    =-=-=
    Tereza:
    fico pensando sim, que vc tem razão.
    Mas fiquei impressionada em saber que Sá de Miranda e Bernardim Ribeiro foram colegas ou contemporâneos de Universidade…que coisa, hein?
    Mas devo dizer que quanto mais leio, mais fico sem saber.
    :-)
    Magaly, que aula, hein, querida?.

    Fico por aqui
    =-=-
    Ah! queria dizer uma coisa, não me loevem a mal:
    Amanhã na novela Insensato Coração, o meu cantor preferidíssimo por toda a minha vida;-)) que é o Marcos Sacramento vai aparecer na novela Insensato coração, amanhã, dia 16.
    Ele vai contar, digo, cantar num tal de Bar do Gabino.
    Foi a agente dele, a Maria Braga que mandou avisar,
    Mas como eu adoro o Sacra, e tudo o mais, aviso para dividir com vocês.
    Ele é, simplesmente, divino:-), melhor intérprete de Noel, melhor cantor, melhor tudo.
    Ele só é comparável a… nem vou dizer:-)
    =-=-=
    Já que esses comments fazem referência a Hardy e Dvorák, então nada mais justo, o Sacramento.
    Certo?
    beijos

    :-));-)) pisc***

  47. tereza says:

    Meg, você não viu o comentário 41? Deixei um link para você de um texto, acho que vai gostar.Sobre literatura e psicanálise e o sujeito dividido.
    bjs.

  48. sub rosa says:

    Ma p’tite Thérèse,
    não podemos, por enquanto ( e isso é válido apenas para este post), não podemos mais confiar nesta numeração, pois eu tive que retirar alguns comments para testar o que estava fazendo essa transformação dos posts em negrito.
    Se a gente deixar uma única tag aberta – não sei o porquê disso – aí não só fica tudo negritado, como também interfere em outros posts sequentes.
    Daí…
    Então, mais ainda:
    eu vejo, separo cada comment que tem linkiou anexo.
    E separo para mim.;-)
    É o meu homework (antigamente se traduzia isso por dever de casa ou era trabalho de casa???:-))])
    =-=
    Daí que quando não vejo na hpra eu sempre deixo salvo ou anotado no WORD.
    =-=

    UAULLLLLLL!!!!! Tereza:
    é esse bonitão?

    Reflexos de espelhos. Machado de Assis e Guimarães Rosa:
    um estudo comparativo de dois contos”

    Minha nossa, sinto que vou adorar e demorar um pouco para voltar.
    :-)
    O espelho, não é?

    Que presente! O-ba! Obrigada, querida
    beijos

  49. tereza says:

    Meg, valeu a dica do Marcos Sacramento.Quero ver, gosto muito dele.
    bjs.

    • sub rosa says:

      Jura, Tereza? Você gosta dele?
      Ah! menina de bom gosto:-))
      Sem brincadeira, ele é excelente mesmo.
      Sabia que ele foi descoberto primeiro na França?
      E, curiosamente, ele foi revelado de forma mais completa *para nós, brasileiros*, por uma americana, pesquisadora de primeira linha, a jornalista e escritora Daniella Thompson (*), especialista em música brasileira, novaiorquina que reside em Berkeley?

      Veja aqui a discografia dele:

      http://daniellathompson.com/Texts/Sacramento/Solo_CDs.htm

      =-=-=
      bjs

      • tereza says:

        Sim, gosto muito do Sacramento, mas eu o descobri aqui, não lembro mais o post.Você colocou uma música do Noel interpretada por ele, até falamos, eu e acho que a Isa, sobre o disco da Betânia cantando Noel. Não lhe disse, mas depois que ouvi o Sacramento preferi a interpretação dele à da Betânia. Obrigada pelo link, vou ver.
        bjs.

      • sub rosa says:

        Mas que maravillha!
        Estando em contato com o Marcos, vou contar para ele.
        Ele é maravilhoso também como pessoa. A Selma, nossa Selminha, já até foi pra cozinha com ele, na casa em Santa Tereza, quando eu morava no Rio;-)
        Continua simples e desencanado, como era quando fazia backing vocal. Quando ninguém tocava seus discos:-)
        Ah! eu me lembro do post sim. Aliás, foi neste post que – quando a Marilia Jackelyne disse que tinha o vinil com a interpretação da Bethânia – eu desmaiei 3 vezes, sapateei outras tantas, verde e amarela de inveja:-) dessa inveja que chamam de inveja branca.
        Hahaha!

  50. Nelsinho says:

    Post e comentários são uma aula!!!
    Quando conseguir a carta de alforria, voltarei a ser aqui frequente…

    Devo ter recebido um pouco da alma de Bernardim, a julgar pelas vezes que entro em choque frontal comigo próprio.

    “Que não me sei tão bem assim,
    não é nenhuma novidade.
    Meus desentendimentos comigo próprio
    estão mais freqüentes e cáusticos!
    Preciso separar as identidades
    de Mim próprio e de mim…
    Talvez um heterônimo,
    à maneira de Pessoa.
    Vou pensar nisso…”

    (Mukandas Poéticas, Jun/09)

    Um beijo, Meg

  51. sub rosa says:

    Pronto,
    Eis aí o exemplo perfeito do *EU dividido, cindido e objetificado. Nesse excerto, poema do próprio Nelsinho.
    Isso acontece sempre que existe esse movimento – essa flexão e re-flexão do Sujeito, em direção a ele mesmo.
    Tornando-se portanto, um Sujeito que é também e ao mesmo tempo Objeto
    Entendendo-se ou com ele se desavindo.

    No oxímoro, no paradoxo…

    =-=
    E Tereza, é essa cisão, a responsável, em grande parte pela melancolia do povo português. Não é privilégio deles, mas sem dúvida esse sentimento é por eles exarcebados.
    =-=-

    Nelsinho, querido:
    Se vc não estivesse -como sempre, aliás – tão imerso nas questões de ordem prática , bem que eu iria lhe pedir para falar, discorrer sobre a alma melancólica desse povo maravilhoso, do qual, penso, somos herdeiros diretos.
    Essa maraca na alma que pode-se ver representada muito bem, na música – o fado, por excelência.
    Um beijo, querido.
    =-=-=
    Pesoas queridas, quando tiverem um tempo, não deixem de visitar o Mukandas do Nelsinho e comentar em suas mukandas.
    Eu ia ficar feliz se lá alguém deixasse seu comentário:)
    http://mukandasdonelsinho.blogspot.com
    bjs. Obrigada.

  52. sub rosa says:

    Tereza, querida:

    Não deixe de ler o comment (minha resposta) sobre Hardy e o filme Invasões bárbaras..
    Se não viu esse filme, por favor, veja, querida!
    e depois podemos discutir sobre le, aqui:-)
    Até momento, ele tem o número 33.

    =-=-=
    Ele é em língua francesa, mas de Montréal, ou Québec, não estou certa.

    Recomendo vivamente, se é que tenho cacife:-) para recomendar alguma coisa.. Hélas!

    Aqui, uma entrevista com ele.
    Parece até que ele é meu colega de Colégio:-))
    http://veja.abril.com.br/040204/entrevista.html
    beijos.

  53. tereza says:

    Você viu o que achei nos meus comentários 19 e 22 sobre a Melancolia?Um deles é ‘A Melancolia e o gosto de ser triste”.Citei uns textos interessantes.

    Depois vou visitar o Mukandas.O poema do Nelson é mesmo um excelente exemplo do eu dividido.

    Meg, você acha que somos descendentes diretos da alma melancólica dos portugueses?Não sei…

  54. Nelsinho says:

    Oh Meg! Tentarei um post sobre essa tão lusa “Poética amargura”! Fui aluno de Pedro Homem de Melo, que muita poesia escreveu, aproveitada para alguns dos mais conhecidos fados. E o fado, se não for de escárnio e maldizer, deve ser magoado e triste:

    Se minh’ alma escurece
    Em tristeza e amargura…
    Sem crer eu faço uma prece
    Por minh’ alma que padece
    Nesta noite tão escura…

    No véu da noite me enrolo
    Meus passos em torno ecoam.
    Sem firmeza, piso este solo,
    À procura de um consolo
    Entre os que a noite povoam…

    O fado é acolhedora morada
    De uma alma apaixonada
    De um coração sofredor.
    O Fado é lar, doce e antigo
    De todo o poeta o abrigo
    Pra cantar coisas do amor…

    Procuro a panacéia
    Pras minhas dores mitigar
    Encontro-a durante a ceia
    Nesta noite escura e feia
    Na voz da fadista a cantar…

    Chorava a guitarra, chorava,
    O drama daquela mulher…
    Que um fado triste cantava
    Em pungentes rimas narrava
    O fim de um amor qualquer…

    O fado é uma bela morada
    Para a alma atormentada
    Para o coração sofredor.
    O Fado é o ombro amigo
    De todo o poeta o abrigo
    Pra chorar mágoas de amor!

  55. Nelsinho says:

    Ah sim! O fado é meu, não do meu mestre!:)

  56. sub rosa says:

    Tereza:
    Meg, você acha que somos descendentes diretos da alma melancólica dos portugueses?Não sei…
    Sim, acho sim.
    Mas como eu digo, eu acho (achar é sempre problemático)
    Mas por tudo que tenho considerado, mais o Sérgio Buarque de Holanda, mais o filho, Chico, em Fado tropical, eu acho sim.
    Acredito muito pouco na vertente africana.
    Tropical melancolia etc…

    Mas explico-me melhor depois, amanhã.
    Um bj, caindo de sono.

  57. tereza says:

    Meg, eu vi, sim, As Invasões Bárbaras e adorei! Mas preciso rever, faz muito tempo, logo que foi lançado em DVD. Do Denys Arcand eu vi também Jesus de Montréal, para mim, o melhor filme sobre a vida de Cristo. Tem dois filmes dele que vi na filmografia que não tenho certeza se vi.Gostei muito dos links que me enviou sobre o filme e a entrevista dele.Adorei a entrevista.Me identifiquei tanto com ele, temos muito em comum a nostalgia das mesmas crenças ou “apenas de ter crenças”.
    Concordo com ele que essa civilização em que vivemos e que começou no renascimento (oi, Bernardim) “está prestes a ruir”. Faz pouco tempo
    estava pensando exatamente no que ele disse: Meg, será que estamos assistindo ao fim da filosofia, da literatura, da arte, do teatro e da música?
    E ainda acrescento, mudança no modo de viver, nas relações sociais. Sinto um certo desconforto quando penso no presente mesmo e não apenas no futuro.
    Mas não acho que a mudança vai ser para pior, não sei de nada.Sei que é muito diferente de tudo que conheci.

    Quanto à Françoise Hardy que curti muito quando era jovem, ficou esquecida e fui redescobri-la nesse filme, nem conhecia a música.E com a internet, tudo ficou mais fácil, então lhe enviei a obra quase completa da Françoise Hardy naquele link de um site alemão. E tem “Que reste-t-il de nos amours” e muitas mais.
    É só rolar a barra, embaixo está escrito “weitere song texte”.Clique em cima e terá uma quantidade incrível de músicas da Françoise em ordem alfabética. Vou deixar aqui umas sugestões que passam longe das músicas adolescentes dela:
    Berceuse (vinícius de Moraes)
    La question (Tuca – lembra dela? F.Hardy)
    Que reste-t-il de nos amours
    Às vezes o site da Françoise fica mudo, mas depois volta.Algumas músicas realmente estão fora. beijos.

  58. tereza says:

    “52. sub rosa | 15 April 2011 at 9:59 pm
    Ahá,
    eu bem que desconfiava!
    Essa história tinha que ser contada e recontada por uma fonte fidedigna .. ops) da História:-)))”

    “fonte fidedigna…ops??? da História:)))
    Acho que entendi.

  59. tereza says:

    Meg, estou desanimada de discutir sobre a melancolia portuguesa, se somos herdeiros dela ou não.Estou muito cansada.
    beijos.

  60. Rose says:

    Tereza, vou falar de orelhada porque nem li tudo que está aqui – vou trabalhar….

    Das tristezas dos portugueses
    O que eu acho? Alguns estados do Brasil onde a gente nota a presença dos portugueses ali na origem há uma espécie de tristeza no povo, sim. Em Minas, ao menos a Minas antiga ( a do meu tempo) havia tristeza nos mais velhos e MUITA. Meu pai e toda família dele eram soturnos. Eu provenho disso e sou bem triste. Havia outros assim tristes.

    * mais tarde leio a produção toda aqui do blog.

  61. Nelsinho says:

    Tereza,
    Obrigado pela visita e comentário nas “Mukandas”! O Blog existiu muito anos mas, em momentâneo acesso de não-sei-o-quê, apaguei-o. O reinício é muito recente e ainda não decolou porque a verdade é que não disponho de tempo para dar-lhe a força necessária.

  62. sub rosa says:

    “Meg, estou desanimada de discutir sobre a melancolia portuguesa, se somos herdeiros dela ou não.Estou muito cansada .

    Oh! minha querida. Que pena!
    É só cansaço? (puxa, isso já é muito, sim, desculpe!)
    Então, pronto, não se fala mais nisso.
    É que eu gosto muito quando se tem um debate por aqui, aprendo muito, com vocês.
    E depois, você nos deu aqueles magníficos textos, como o excelente da Isabela Guimaraes
    E mais o da Littera Scripta
    (comentários 19 e 22).
    -=-
    Mas eu queria falar, sim, sabe o quê?
    Essa recusa que o brasileiro tem de assumir o banzo como uma nostalgia que a Senzala guarda em relação à Casa Grande.
    Em como até antes da década de 1960, toda a educação e ideal de ser alguém, de ser culto e de como devia ser sua ideologia e até seus sentimentos, se deveria ser reservado ou exuberante, e seu comportamento etc… . Para um brasileiro, pertencente ao que viria ser a classe média alta, o modelo era a Europa, partindo de Portugal, e até deixando-o, mas se encaminhando para e assumindo a Suiça, a França etc… etc etc..
    (lembro da era áurea da borracha no norte do Brasil, aqui na Amazônia. A arquitetura, a educação das famílias, tudo era *importado* da França e da Inglaterra).
    E, obviamente, a classe media alta servindo de inspiração e molde para as demais.

    A propósito, e até hoje, ainda vale muito a letra de um samba do Janet de Almeida – irmão do grande Joel de Almeida e cantado aqui pelo inefável João Gilberto: “Pra que discutir com madame?”, que segue lá embaixo.

    Neste exemplo, a melancolia (que não é bem um sentimento mas uma maneira de ver, de estar face ao mundo, uma weltaschauung – pode ser entendida, se trocarmos os termos, em relação ao fundo cultural dominante nessa época.

    E, aqui pra nós, querida, penso que até hoje, quando a Europa deu vez aos USA, como parâmetro, ainda há essa espécie de luta pelo que poderíamos ser e não fomos, pra usar a célebre formulação de Manuel Bandeira.
    Como eu disse, é o que acho, mas vou procurar ler mais para ficar mais calçada em fundamentos teóricos. Para uma próxima oportunidade.
    Você viu alguma vez aquela minissérie: “Chiquinha Gonzaga”? Aquilo me deu muito o que pensar.
    Mas, não se fala mais nisso, sim?
    Descanse. Fique bem.
    =-=-=
    Se poupe querida, aqui ou aí, quero que vc esteja sempre bem.
    Isso, sim, é importante.
    beijos, querida.
    =-=
    Aqui o vídeo e a música. (desculpe as besteiras que eu disse acima:-(

  63. Isa says:

    Mana: e o que se poderia dizer do Vinicius de Moraes, muitas vezes tido como um poeta de sonetos leves? Como ele tratava a tristeza, a melancolia? (“que não sai de mim, não sai de mim, não sai…”). Será que estou falando bobagem… é que eu também vejo Vinicius como um poeta triste, por exemplo, agora lembro de “É claro que a vida é boa / E a alegria, a única indizível emoção / É claro que te acho linda / Em ti bendigo o amor das coisas simples / É claro que te amo / E tenho tudo para ser feliz / Mas acontece que eu sou triste…”

    Canção de enganar tristeza

    Se a tristeza um dia / Te encontrar triste sozinho / Trata dela bem / Porque a tristeza quer carinho / E fala sobre a beleza / Com tanta delicadeza / Por não ter nenhum carinho / Que ela só existe / Por não ter nenhum carinho / E dá-lhe um amor tão lindo / Que quando ela se for indo / Ela vá contente / De ter tido o teu carinho.

    Bom dia, tristeza

    Bom dia, tristeza / Que tarde, tristeza / Você veio hoje me ver / Já estava ficando / Até meio triste / De estar tanto tempo / Longe de você…

    Tristeza

    Tristeza / Por favor vai embora / A minha alma que chora/ Está vendo o meu fim…

    José Castello, autor da biografia Vinicius de Moraes — O Poeta da Paixão, chamou o poeta, em uma reportagem da Bravo! de “uma alma duplicada” – poeta da paixão x poeta do desespero. A reportagem é de 2009, mas fui buscar o link, caso alguém se interesse: http://bravonline.abril.com.br/conteudo/literatura/livrosmateria_412579.shtml?pagina=1

    Por falar em Vinicius, não sei se você sabe, mas a Christina Gurjão morreu no mês passado.
    http://www.abi.org.br/primeirapagina.asp?id=4200

  64. sub rosa says:

    Ah! maninha,
    Só duas linhas, e só porque este seu post é irrespondível: ele é para ser lido, meditado e assimilado:
    A Poesia é o solo privilegiado onde se radica a paixão. O que acho interessante é que o Zé Castello parece não perceber que na própria palavra (vocábulo) paixão, está a questão trágica: pathos, o caminho do sofrimento. Pathos/πάθος o caminho da exacerbação e do martírio. Patíbulo.
    Ele coloca paixão como oposto ( a bipolaridade) da tristeza e desemparo. Nãããão! A paixão -justamente- envolve o trágico, a separação, a cisão fundamental no sujeito que experimenta tanto a euforia quanto o desespero. Afora isso, o livro do Castello, é o melhor que já se fez em termos de biografia, consagrou Castello nesse gênero..
    Continuando no assunto, essa cisão podemos ver , no patrono da Tragédia, que é um deus-poeta, dos ditirambos, ninguém menos que Dionisos(Διώνυσος). É o deus dual.
    Ele é expressão mais bem acabada do que parte o homem – em uma das metades o ser sereno, apolíneo e na outra metade, o desvario, a hybris (ὕϐρις).

    Mas, com eu disse, não há muito mais a falar, além do que você disse e mostrou (afora, o fato de que Vinícius é também um representante do cânone da educação européia que depois ele -grande exemplo, troca pela culotura porpiamente de vertente africana, o que jamais lhe foi perdoado, daí a tenebrosa e quase desrespeitosa expressão *poetinha* ou como vc mesmo aponta, com felicidade, poeta de sonetos leves. Não só sonetos, mas um poeta de peomas leves, quase superficiais. Essa foi uma grande injustiça cometida “contra” Vinícius, poeta maiúsculo, grand poeta)
    Então, para finalizar:
    Tente encontrar aí mesmo no seu livro, a minha edição tem uma parte em que são elencada todas as letras de Vinícius. Algumas pelo primeiro verso da letra/poema. Depois soube que saiu em outro volume das obras sobre Vinícius e como vc sabe eu deixei de ser uma estudiosa:-)
    Veja uma música, do ciclo de canções afro, parece que parceria com Baden, chamada Tristeza e Solidão… é de morrer e adorar!

    2- Dois, não sabia, não que ela tinha morrido. Julguei que ela morava em Portugal…
    É o que sempre digo, penso muito em acabar com o blog, mas me diga, como eu vou aprender as coisas? Como passsar sem vocês?
    ;-)
    beijos, maninha, filhotinha:-).

  65. sub rosa says:

    OK, podem rir.
    Puxa, “dizque” duas linhas!!!!
    Magina!
    |o/

  66. Helena Mazza says:

    maravilha de blog.
    maravilha de comentários.

    • sub rosa says:

      Helena,
      Muito obrigada por mim e pelas minhas colegas de blog.
      E por todos que com ele se relacionam.
      Seu olhar generoso nos incentiva e nos faz muito bem.
      Venha sempre, a casa é sua.

      Um abraço.
      Meg

  67. Helena Mazza says:

    voltei para dizer que depois de tudo, a cereja do bolo é o vídeo com Fred Astaire e Eleanor Powell, que alguns consideram melhor que Ginger Rogers.
    presente especial.

  68. tereza says:

    De você para mim:”E depois, você nos deu aqueles magníficos textos, como o excelente da Isabela Guimaraes
    E mais o da Littera Scripta”.Meg

    Magníficos textos, Meg? Pois se você considerou não serem as fontes fidedignas até certa altura dos comentários… Veja aqui:

    “52. sub rosa | 15 April 2011 at 9:59 pm
    Ahá,
    eu bem que desconfiava!
    Essa história tinha que ser contada e recontada por uma fonte fidedigna .. ops) da História:-)))”

    “fonte fidedigna…ops??? da História:))

    Poderia ter sido um post in progress, não é, Meg? (Lembra que você já tinha falado num post in progress?)Em que todos nós caminhamos, cometemos enganos, descobrimos e ganhamos juntos.
    Ir construindo e aprendendo aos poucos.Sem medo de não saber ou de errar.
    Li o do Caetano, acho que “work in progress” ( você leu, na internet?) que ele fez para um DVD. Participou na internet quem quis.

    Mas esses comentários já estão antigos e não vale a pena voltar a eles.Talvez eu não tenha entendido o que você queria que fizéssemos.Quero dizer que aprendi muito. Foi uma experiência que eu não vou esquecer.Valeu a pena.E só foi possível porque você abriu o espaço dos comentários.Aprendi muito com você. Sinceramente, não é um elogio vazio.
    Só um comentário: as minhas fontes são fidedignas.Sacumé, professor tem que saber dessas coisas, sobretudo se já fez pesquisas.beijos.

  69. tereza says:

    Meg, gostei do seu comentário 8O sobre o Brasil e nossa herança colonial, concordo com você. Obrigada.bjs.

  70. tereza says:

    Vou deixar para você um de meus poemas preferidos:

    ANTOLOGIA

    A vida
    Não vale a pena e a dor de ser vivida
    Os corpos se entendem mas as almas não.
    A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.

    Vou-me embora p’ra Pasárgada!
    Aqui eu não sou feliz.
    Quero esquecer tudo:
    – A dor de ser homem…
    Este anseio infinito e vão
    De possuir o que me possui.

    Quero descansar
    Humildemente pensando na vida e nas mulheres que amei…
    Na vida inteira que podia ter sido e que não foi.

    Quero descansar.
    Morrer
    Morrer de corpo e de alma.
    Completamente.
    (Todas as manhãs o aeroporto em frente me dá lições de partir.)

    Quando a Indesejada das gentes chegar
    Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
    A mesa posta,
    Com cada coisa em seu lugar.

    Manuel Bandeira

    • sub rosa says:

      Ah! Tereza,
      vou responder, emocionada, lembrando algo, meio (ou muito) pessoal:-)
      =-=-=-

      “É assim?
      Ah! Tereza, que presente maravilhoso.
      […]
      Só num blog se tem esta alegria.
      Fiquei lendo, perdida, o ensaio fantástico do GMT.
      E até aprendi o que era centão:-)
      Confesso que o dia estava *gris*.
      Seu presente trouxe muito luz.
      Obrigada.
      Não há como agradecer mais, mais, e mais.
      Meg”

      =-=-=
      ;-)) pisc***

  71. sub rosa says:

    Querida Tereza:
    Pra você ver como são as coisas, demorei a vir aqui por estar lendo e anotando o texto da Izabela Guerra Leal, sobre Pessanha, a gruta de Macau e Camões, um assunto que me interessa muitísimo e não só pelo viés da *nostalgia*: Camilo Pessanha é dos meus poetas preferidos, já pensei muito em publicá-lo no Sub Rosa atual.
    Pois bem, numa primeira avaliação, achei os textos magníficos. Aprofundar-me neles requer tempo.

    Já que estou falando isso, deixe-me logo dizer que a tese (hipótese, seria melhor) que lancei, no mais puro e confesso “achismo” era justo para ser discutida, eu me submeti à opinião e ao juízo de vocês (com quem, sempre digo, aprendo, no melhor estilo ¨“working in progress. E fiquei triste quando você não quis discutir mais o assunto. Está certo, demoro muito para ler:-( E você se cansou, lembra?:-‘(( Então, foi isso.

    E, last but not least, o que eu escrevi -respondendo à Rose, foi em tom de brincadeira, uma vez que ela também escreveu em tom brincante, no estilo Stanislau Ponte Preta, citando o Professor Pardal, olhe só que barato:
    Outros pardais fizeram experimentos… e os bugueses começaram a aprontar. E veio a tal revolução de Avis que centralizou o poder e transformou o condado Portucalense num lindo país…” e mais este trecho: “… DOM AFONSO ( acho que é ele, desculpe se erro). fOi chegando e dando duras em todo mundo”
    Eu rolei de rir, e olhe que pra quem estava saindo de uma semana atribuladíssima, meio deprê, foi um néctar.
    E você até comentou de forma mais extensa.
    Eu, então, respondi dando a entender lá que ela contava a história por ser fonte fidedigna, ops… da História.
    OK, a expressão fonte fidedigna pode não estar correta, eu poderia usar, se tivesse me lembrado, mais convenientemente, outra expressão, por ex. ” testemunha ocular da História” [(= na Baixa Idade Média (adorei isso)], não é?.
    Peço perdão, mas o fiz com leveza e para responder no mesmo tom, com humor.

    Essas coisas assim, eu sei que vocês fazem -desculpem, se for pretensão de minha parte – eu as recebo como prova de carinho e cuidado comigo:-) Se não for, me deixem morrer nessa ilusão. Afinal, conforme dizem os nossos amigos d’além mar: ‘o pior ladrão é o que nos rouba a ilusão’..:-)

    Quando digo que aprendo com você(s) eu realmente quero dizer isso. É é fato.
    Bem, tomara que esta resposta, por sincera e verdadeira, desfaça o equívoco, Tereza, querida.
    Um beijo

    [alterado]

  72. tereza says:

    Oi, Meg.
    O que me chateou foi pensar que você tinha considerado sem importância as nossas (minhas e de outros)contribuições anteriores ao comentário 52.
    Mas você já explicou tudo, não falemos mais nisso, não é? Peço desculpas pelo trabalho que lhe dei e agradeço a sua atenção.Tenha um bom feriado, querida.
    beijos.Tereza.

  73. tereza says:

    O.T. Como nasceram as lendas do cinema – Fotos de Cecil Beaton. beijos.

    http://everyday-i-show.livejournal.com/111577.html

  74. tereza says:

    Meg, se não conseguir conectar da primeira vez, tente novamente clicando no mesmo link que lhe enviei.bjs.

  75. tereza says:

    Meg, só agora que eu vi.Não clique nas setas para mudar as fotos, role a barra se quiser ver fotos de artistas (cecil beaton). Se clicar nas setas, são outros fotógrafos e outras coisas que não vi.
    Beijos.

  76. Magaly says:

    Meus desejos de Boa Páscoa a meus amigos do Subrosa.

    Dias serenos, de paz interior para vc, Meggy e todos os seus queridos seguidores.

    Abraço fraternal.

  77. Rose says:

    Obrigada, Magaly, Boa Páscoa p você também.

  78. Nelsinho says:

    Finalmente, alguns dias de lazer!…
    Vim, li tudo e só posso dizer:

    PÁSCOA FELIZ PARA TODOS!

  79. Allan says:

    Li o post e me embebedei de erudição nos comentários.

    Meg, você tem as melhores leitoras (es) do mundo!

    Boa Páscoa!, é tudo o que posso acrescentar.

    Beijocas :)

  80. tereza says:

    Magaly, muito obrigada.Boa Páscoa para você.
    Boa Páscoa para você, Meg, e todos os seus leitores.
    Muito amor para todos nós.
    beijos.

  81. sub rosa says:

    A todos (todos):
    obrigada pelos votos de Feliz Páscoa:
    Aqui segue um link:
    http://www.jacquielawson.com/viewcard.asp?code=2847149529768&source=jl999

    Um beijo
    Meg

  82. Flavia Viana says:

    Megzinha:
    Um grande beijo de obrigada.
    FELIZ PÁSCOA para você, Selma, Dorothy:-) e todos da família.
    E a todos os leitores desse blog maravilhoso.
    Depois nos conte quantos e quais filmes você viu no feriado, OK?
    :-)
    beijos

  83. Flavia Viana says:

    Megzinha:
    Um grande beijo de obrigada.
    FELIZ PÁSCOA para você, Selma, Dorothy e todos da família.
    E a todos os leitores desse blog maravilhoso.
    Depois nos conte quantos e quais filmes você viu no feriado, OK?
    :)
    beijos

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