‘Excuse my dust’ – Dorothy Parker

 

retrato da terrível quando jovem

Dorothy, a terrível.

A mais arrasadora personalidade feminina de sua época, Dorothy (nascida Rotschild) Parker (1893-1967), considerada “the wittiest woman in América, escreveu nas revistas Vogue, Vanity Fair e pontificou na mais especial e brilhante revista semanal americana,  The New Yorker.
Jornalista, poetisa, contista, roteirista e crítica teatral, ficou famosa nas décadas de 1920 e 1930 pelos seus poemas curtos e implacáveis. Espírito mordaz, crítico , marcada por algumas tragédias e pela causticidade de seu estilo, ela era devastadora, atingiu a todos e não poupou a si mesma do riso.
Ficou conhecida, justamente, por ser a mais espirituosa e irreverente escritora do século passado.

O texto da orelha da edição da “Modern Library” diz que seus poemas são “aguçados como pontas de flechas, e mergulhados no ácido borbulhante de seu humor.” Poucas mulheres (e poucos homens, aliás) terão tido uma vocação tão grande para a metáfora surpreendente, para a comparação “na mosca”, para o soco demolidor com luvas de pelica, para as coisas ternas ditas com crueldade e vice-versa.

“There’s a hell of a difference between wisecracking and wit.
Wit has truth in it; wisecracking is just calisthenics with words.”

Ela foi uma dessas mulheres que não têm medo de homem nenhum e, como todas elas, pagou um preço maior do que podia, além de suas posses. Casamentos, divórcios, abortos, tentativas de suicídio (várias, o que chegou a virar um folclore), rejeições, depressões e decepções, tudo está rigorosamente dito e descrito em suas biografias e, claro, na internet, em várias homepages.
A primeira vez que publiquei algo a respeito de Dorothy foi em 2001 e a principal página na Internet dedicada a ela, continua a mesma. É a da revista Bohemian Ink, a literary underground review.
Ou seja, uma escritora do mainstream mas tratada e retratada  (muito bem) por uma publicação underground, não é o máximo? E até hoje, apesar de em um grande período ter ficado quase esquecida, o culto ainda hoje persiste. Aqui mesmo no WordPress, temos a Sociedade Dorothy Parker. E tantos outros, que vocês mesmos vão me ajudar a descobrir. Fan pages é que não faltam, nas melhores famílias.
Em seus poemas, ficou a auto-imagem de uma mulher ao mesmo tempo cínica e carente, cuja vida amorosa foi “uma sucessão de saltos no escuro e de ossos partidos; de convalescenças e de recaídas.
Sua linguagem poética é minimalista, dando preferência às estrofes com esquema silábico britânico (8-6-8-6), ocasionais sonetos no modelo italiano, pequenos epigramas em quadras ou dísticos. O mais famoso deles é:
“Men seldom make passes / at girls who wear glasses”
para o qual assenta bem esta tradução:
“Os homens não roubam ósculos / de garotas que usam óculos”

***  ***  ***
Sua poesia é difícil de traduzir, mesmo tendo uma linguagem simples, de imagens fortes e diretas. Grande parte do seu charme reside em ser impecavelmente rimada e metrificada, a um ponto quase impossível de preservar nos versinhos curtos e compactos que eram sua forma predileta.
Seu talento para a rima rica e original é também famoso. Seu poema mais conhecido talvez seja este:

Razors pain you; Rivers are damp;
Acids stain you; And drugs cause cramp.
Guns aren’t lawful; Nooses give;
Gas smells awful; You might as well live.

Résumé

“Résumé”, é sobre o suicídio. Tradução mais adotada:

“Navalha dói./Rios são úmidos./
Ácido mancha. Drogas dão cãibras./
Revólveres são ilegais. Forcas cedem.
O gás tem um cheiro horrível. Melhor ficar viva.”

*** *** ***
Dorothy também foi roteirista em Hollywood (duas vezes indicada ao Oscar, em 1937 e 47).
Depois da guerra, voltou para New York e para o trabalho jornalístico. Em 1944, Dorothy ganhou edição luxuosa do Portable, uma coleção prestigiadíssima, reunindo o melhor dos melhores escritores, onde ela fica, ao lado de Shakespeare e da Bíblia, como as três, únicas, coleções a serem editadas ou reimpressas contínuamente. Ruy Castro em  Big Loira,  diz que Dorothy está, de fato, em companhia de Oscar Wilde, Mark Twain, Platão, Voltaire, James Joyce, Cervantes e Nietzche e por aí vai, até mesmo a Bíblia. E arremata: “isso é o que se pode chamar de uma escritora em boa companhia. Resta saber é se Dorothy gostaria da companhia deles.”. Eu acho que sim.

Ao envelhecer, afastou-se dos círculos intelectuais onde um dia chegou a ser considerada “a mulher mais espirituosa dos EUA”. E a mais amarga, também: morreu aos 73 anos, sozinha num quarto de hotel. Sua morte pegou de surpresa muitas pessoas que a imaginavam morta há muito tempo. Quando morreu, em seu testamento, para desespero de Lilian Hellman sua amiga e espécie de protetora de Dorothy (alguns dizem que ela esperava ser herdeira da amiga, fosse do que fosse) e espanto de todos os demais, havia deixado tudo o que possuia, para Martin Luther King (e a causa negra), a quem não conhecia e , ele, jamais sequer ouvira falar dela.
Dorothy apoiou muitas causas da esquerda nos Estados Unidos. E chegou a ser alvo de investigações por supostas ligações com o comunismo. A tal Comissão Mc Carthy de investigações “antiamericanas”.
Suas cinzas ficaram vinte anos num escritório jurídico, sem que ninguém as reclamasse. Coisas de Dorothy, que certa vez, ao escolher seu epitáfio, escreveu: “Excuse my dust”.

*** *** ***

Dorothy tornou-se um daqueles casos em que a personalidade do artista supera sua obra na memória coletiva. A presença do inferno da rejeição, abandono,  amores fracassados, alcoolismo, inúmeras tentativas de suicídio(*) e, principalmente,  porque todos esses ingredientes sustentam as suas inúmeras tiradas de humor mordaz – por essas, absolutamente tantalizantes e geniais, é que Dorothy ficou, para sempre,  na memória da literatura.
Aqui, algumas dessas tiradas. Algumas em português, na tradução de Angela Carneiro e outras, em inglês, porque são absolutamente, intraduzíveis.
(Grande parte delas ganharam vida, nas reuniões promovidas na famosa  Round Table do (hotel) The Algoquin : ao lado de Dorothy Parker, Harold Ross (fundador da The New Yorker) e Robert Benchley, Franklin Pierce Adams, colunistas e Heywood Broun, Ruth Hale; o crítico Alexander Woollcott; o comediante Harpo Marx, os dramaturgos George S. Kaufman, Marc Connelly, a escritora Edna Ferber, e Robert Sherwood, todos esses formando o seleto e fechado vicious circle, a Mesa Redonda do Algonquin, que incorporou a fina flor da inteligência e o espírito de  uma era em que  foi mudado para sempre a cara do humor e costumes americanos. Da era do jazz, uma era de ouro.
(*) A respeito das várias tentativas de suicídio, Dorothy, judia que era, chegada a uma tragédia, numa certa época, tentava o suicídio quase toda semana. Dizem que certa vez, o maravilhoso, adorável (esses adjetivos são meus) Robert Benchley , seu amigo, olhou para ela e, sinceramente, preocupadíssimo, lhe disse, “Dottie, tome cuidado, menina: essa coisa de  tentar se suicidar toda semana, puxa, um dia  você ainda acaba ficando doente!”.)
*** *** ***
Deixo algumas aqui, que retiro de meus livros sobre Dorothy… E não sou boba de querer traduzir algumas, não é , mesmo? Quer ver? Vejam:

  • *** You know, that woman speaks eighteen languages. And she can’t say “No” in any of them.
  • **** Scratch an actor and find an actress.
  • **** Everything that isn’t writing is fun.
  • **** Hemingway avoids New York, for he has the most valuable asset an artist can possess – the fear of what he knows is bad for him.
  • **** Respondendo a um interrogatório do FBI: “Listen, I can’t even get my dog to stay down. Do I look like someone who could overthrow the government?”
  • **** I require only three things of a man: he must be handsome, ruthless and stupid.
  • *** I like to think of my shining tombstone. It gives me, as you might say, something to live for.
  • *** I write doodads because it’s a doodad kind of town.
  • ***
  • *** Time doth flit; oh shit.
  • *** I’d kiss you, but I’m not sure it’d come out right.
  • ***Men seldom make passes At girls who wear glasses
  • *** Travel, trouble, music, art A kiss, a frock, a rhyme – I never said they feed my heart But still they pass the time

*** *** ***

Ave ! Dottie. Em português:

  • “Só exijo três coisas de um homem : que ele seja bonito, insensível e burro”
  • (Quando lhe disseram que sua arqui-rival, Clare Boothe Luce, era muito gentil “com os seus inferiores”): “E onde é que ela os encontra ?!?”
  • Ainda a respeito de Clare, que era a mulher do editor da Revista Time, ouviu desta, que era mais nova: “As velhas antes das belas”. A resposta foi: “As pérolas, antes das porcas”
  • “Essa mulher fala 18 línguas e não sabe dizer não em nenhuma delas”
  • “A cura para o tédio é a curiosidade. Não há cura para a curiosidade.”
  • “Brevidade é a alma de lingerie” (parafraseando Shakespeare que disse, “Brevidade é a alma do espírito –> “Brevity is the soul of wit”)
  • “Fui expulsa de um convento em Nova Iorque por insistir em que a Imaculada Conceição não passou de uma combustão espontânea” (essa aqui, aqui pra nós, é meio difícil de entender , seja em inglês ou em qualquer outra língua. Eu não entendi e também não gostei, mas  como está entre as mais citadas… noblesse oblige)
  • “Dinheiro não pode comprar saúde. Mas eu me contentaria com uma cadeira de rodas cravejada de diamantes” . (adoro essa e sempre digo hohoho)
  • (Quando lhe pediram que dissesse o epitáfio que gostaria de ter sobre seu túmulo) “DESCULPE A POEIRA… “
  • “Dele só ganhei até hoje uma flor  /  E tão terna, mas com um coração à espreita  /  Pura, púrpura, e tendo do orvalho o odor  /  Uma rosa perfeita.  /  Já conheço a linguagem do buquê  /  “Nestas folhas frágeis  /  Meu coração se estreita”.  /  E imagino perfeitamente em quê :  /  Numa rosa perfeita.  /  Bolas, por que nunca me dão  /  Uma bela limusine – ou…você não suspeita ?!?  /  Não, todos eles me mandam  /  Uma rosa perfeita”.
  • (Depois do fracasso de suas inúmeras tentativas de suicídio) ” Navalhas machucam / Rios são úmidos / Ácidos mancham / E drogas dão cãimbras / Armas são ilegais / Nós escorregam / Gás tem mau cheiro / É melhor viver”
  • “Qualquer mulher que aspire a comportar-se como um homem, é certo que carece de ambição.”
  • “Quatro coisas há que eu passaria melhor sem elas: amor, curiosidade, pecados e dúvidas”
  • “Mulheres e elefantes nunca esquecem.”
  • “Este não é um livro para ser sutilmente jogado de lado. Ele tem que ser jogado com toda a força”
  • Dorothy nasceu de sete meses. Depois diria: “Foi a última vez que cheguei cedo para um compromisso”.
  • Onde está o homem capaz de acalmar tão bem um coração quanto -uma camisola de cetim?
  • ♣ ♣ ♣

    (*) A tradução de todos os poemas e citações, aqui,   são de Angela Carneiro.

    Alguns links, especialmente escolhidos: (**)

    Modern American Poetry. . – Em especial este ensaio: Dorothy Parker and Her Intimate Public.

    As Malvadas./ Recanto das Letras

    Big Loira

    O espantoso obituário do New York Times. Quando Dorothy morreu, em 1967, estava tão esquecida que todo mundo se espantou com as notícias estampada nas front pages dos mais importantes jornais. Este obituário, na front page do NYT foi decisivo: os poucos que lembravam dela achavam que já tivesse morrido. Os outros não tinham a real dimensão de sua importância.

    Dorothy em tese. USP,  por Juliana Rosenthal Knoepfelmacher.
    A dependência feminina do telefonema masculino.

    Socidade Dorothy Parker (aqui tem coisas do arco da velha e da nova).

    DOT AUDIO: Vídeos interessantíssimos com Dorothy. (enviados pela Rose)

    ♣ ♣ ♣

    Livros em português:

    Praticamente não há uma bibliografia em português a respeito de Dorothy Parker, a não ser a coletânea de contos Big loira e outras histórias, de Ruy Castro, lançada pela Companhia das Letras. E, pela editora Civilização Brasileira uma biografia “A extravagante Dorothy Parker“, pela escritora francesa Dominique de Saint Pern , o que é ótimo. Mas, cuidado, é longa e maçante, o que pode afastar os que já não estejam convencidos de que vale a pena. E a tradução…tsc, tsc… (embora eu dificilmente fale mal de tradutrores. Tenho o maior respeito pela classe laboriosa , da qual faz parte, a minha adorável e querida tradutora preferidíssima Fal Azevedo. Que fez a magistral tradução do livro O amor é fogo , da não menos adorável Nora Ephron. Que aconselho veementemente.

    (**)Eu disse que este seria um post in progress. E interativo. É verdade: o melhor do post vem depois, nos comentários. Pelo menos aqui é assim *pisc.  Simplesmente os melhores links. Melhor, muito melhor do que eu poderia fazer. Então os links virão depois, com os devidos créditos:-). Agora é com vocês, queridas. Voilà! (*pisc, de novo.)

    Ah! queria dividir uma coisa com você: eu hesitei em dizer aqui que tenho uma linda puppy, uma cadelinha yorkshire, lindíssima, of course, chamada Dorothy (que torce pelo Yuri). Adivinhem qual a razão do nome? Pois é!  Agora, o melhor de tudo foi encontrar um blog em que a autora conta que  os filhos de sua foram ‘batizados’ com os seguintes nome:s Dot (ponto) Dash (traço) e Ray. Agora, por quê? Simplesmente, os nomes foram inspirados em Dottie Parker, Dashiel Hammet (lembram o marido da Lilian Hellman?) e Raymond Chandler. Quem gosta de romances policiais, aí, levante o braço:-). O blog é aqui. E Dorothy adorava cães. Ela era per-fei-ta!

    Sobre sub rosa
    The most of all things and persons in the entire world drives me *flabbergasted". That includes me.

    59 Responses to ‘Excuse my dust’ – Dorothy Parker

    1. Nelsinho disse:

      Oi Meg!

      Quando vc visitou as novas mukandas, eu deixei aqui um comentário que nunca vi, porque fiz algo mal feito! Agora, de volta ao Brasil e com um fim de semana livre, explorei melhor o Blogger e encontrei alguns caminhos.
      Adorei sua divulgação sobre a Dorothy Parker. Tentarei daqui para a frente ser mais presente!
      Um beijo

    2. sub rosa disse:

      Nelsinho!
      Ça s’annonce bien, meu amigo querido.
      Que bom que está no Brasil.
      Você não precisa se esforçar, pois mesmo quando não está, a gente faz você presente:-).

      Um beijo para a sua querida Nina!.
      M.

    3. Rose disse:

      “Cesse tudo o que a Musa antiga canta
      Que outro valor mais alto se alevanta”

      * vou estudar um ”mucadinho” e volto, viu, gente?

    4. Magaly disse:

      Acabei de ler o post progressivo na maior sofreguidão. Está um estouro! Depois vou lê-lo meticulosamente. Não hoje, tenho que ir a uma exposição de que Laurinha faz parte com a apresentação de um vídeo.(Tarde e noite comprometidas).Nem fiz almoço ainda e já são 14:00. Deixo o debate nas mãos do trio elétrico com um pouco de receio de que depois não encontre mais material para discussão ,
      Recebi o e-mail, sim, e imaginei que vc entendesse isso em meu penúltimo comentário do famoso Eugênio. Desculpe, amor, é correria mesmo. Beijo e até mais.

      • sub rosa disse:

        Não, querida.
        Não estava reclamando uma resposta, pensei mais é que você não tinha lido.
        =-=-=-
        Sapeque dois beijos bem estalados na Laurinha, está bem?
        beijos

    5. Rose disse:

      Maga, só volto, com bagagem, para não escrever bobagem.
      Desculpe , amor, é a fragilidade mesmo. Beijos e até mais.

      É sério…Um trabalho desses…

    6. sub rosa disse:

      Rose, na verdade, eu tenho ste post pronto desde o fim do ano passado.
      Hesitava muito entre fazer um post *mero post* , ou uma coisa mais pessoal. Pequeno, só registro
      Não consegui nem uma coisa nem outra.
      Foi assim, também, com o Mario Monicelli, que vivo ameçando fazer e não consigo, pois ele morreu, suicídio, aos 95 anos.
      WTH!
      =-=-=
      Bom, ele fica, pois quem sabe um dia, servirá para alguém.
      beijos

    7. Rose disse:

      Eu volto…Vou escrever…estou pensando…

    8. Rose disse:

      Estou pensando na transgressão, no por que de ela ter morrido assim, largada. E tb em que modalidade de mulher ela se encaixa…

      (do dicionário )

      Mulher. [Do latim muliere] S. f. 1. Pessoa do sexo feminino, após a puberdade. [Aum.:
      mulherão, mulheraça, mulherona.] 2. Esposa (1). Mulher à-toa. Bras. Pop. V. meretriz:
      “Papai fica na igreja vigiando: se entra mulher à-toa, corre com ela.” (Geraldo França de
      Lima, Branca Bela, p.63.) Mulher da comédia. Bras., SP. Pop. V. meretriz. Mulher da
      rótula. Bras., RJ. Pop. V. meretriz. Mulher da rua. Bras. V. meretriz. Mulher da vida.
      Bras. V. meretriz. Mulher da zona. Bras. V. meretriz. Mulher de César. Mulher de
      reputação inatacável. Mulher de má nota. V. meretriz. Mulher de ponta de rua.
      Mulher do fado. Bras., SP. Pop. V. meretriz. Mulher do fandango. Bras., SP. Pop. V.
      meretriz. Mulher do mundo. Bras. Pop. V. meretriz. Mulher do pala aberto. Bras., SP.
      Pop. V. meretriz. Mulher do piolho. Bras. Fam. Mulher muito teimosa. [Us., em geral,
      comparativamente: Ó velhinha teimosa! é pior que a mulher do piolho.] Mulher errada.
      V. meretriz. Mulher fatal. Mulher particularmente sensual e sedutora, que provoca ou é
      capaz de provocar tragédias: “Cadê Maria Rosa, / Tipo acabado de mulher fatal / Dois
      olhos muito grandes, uma boca e um nariz.” (Da marcha Cadê Maria Rosa?, de Nássara e
      J. Rui.) Mulher perdida. V. meretriz: “Custava-lhe acreditar que o filho a houvesse
      enganado, abusando do seu estado para meter em casa uma mulher perdida.” (Coelho
      Neto, Turbilhão, p. 314.) Mulher pública. V. meretriz. Mulher vadia. Bras. V. meretriz.
      (FERREIRA, 1975, p. 952)

    9. Flavia Viana disse:

      oi, meg, a rose tem razão: DP desafiou tudo, numa época em que não podia nada.
      esse talvez seja um dos pontos pro destino que ela teve: morreu sozinha, ninguém pode ter tudo. ou pelo menos não podia.

      alguem aqui viu o filme circulo vicioso, com a jenniffer lason leigh?
      aqui a ficha técnica:

      “CÍRCULO DO VÍCIO (Mrs. Parker and the Vicious Circle, EUA, 1994)

      Em 1937, vivendo em Hollywood, Dorothy Parker (Jennifer Jason Leigh) relembra os tempos em que pertencia ao grupo Algonquin Round Table, formado por amigos escritores na Nova York dos anos 20. Entre festas, romances e amizades com os escritores, Dorothy passa por alcoolismo, comportamento auto-destrutivo e tentativa de suicídio. Destaque para a atuação elogiada de Jennifer Jason Leigh e para os diversos atores famosos que aparecem em pontas, incluindo Harpo Marx”

      Também gosto muito das músicas.

    10. Isa disse:

      Alguém já assistiu Dash and Lilly, de Kathy Bates? O filme conta a história toda, até quando Dash foi preso.
      Beatrice “Bebe” Neuwirth é Dorothy Parker e Judy Davis é Lillian Hellman.

      http://www.imdb.com/title/tt0171214/

      Foi produzido pela A&E, então que tal se solicitássemos no fórum “os filmes que quero ver”, no site da A&E no Brasil para passarem este filme?

      http://br.aeweb.tv/foros.html

      ***

      Totalmente IMHO: eu acho que a Dorothy poderia ter deixado algo para Lillian, sua amiga, não tudo para alguém, embora tivesse uma causa nobre, que a desconhecia.

      A Dorothy era o máximo, muito inteligente, vai entender porque terminou sozinha e esquecida, dizia o que queria. Só acho que as vezes ela exagerava, por exemplo, quando deu a resposta das pérolas/porcas à Clare Boothe Luce que não foi apenas mulher de um cara rico e importante.

      Foi uma época maravilhosa, a de todos eles. O post está perfeito, rico em informações e voltarei para degustá-lo, aos poucos.

      ***

      Meg, vc não acredita, mas tem um livro de Rachel Cohn e David Leviatha, lançado ano passado, sonho de consumo das adolescentes (pq ainda não foi traduzido p/ o português, nem lançado no Brasil), cujo título é Dash and Lilly’s Book of Dares. Conta a história de um garoto e uma garota que encontram um caderno de desafios.

    11. Rose disse:

      Essa voracidade pelo mundo:

      “Para tal minha mãe me aqueceu e me chamava para
      casa antes do breu e induzia a noite da infância a
      ficar quieta e me dava fortes cereais na minha dieta
      e às oito em ponto me fazia deitar e prendia meus
      cabelos, sem me permitir engordar e vigiava meu
      sentar, minha postura para eu me tornar uma
      mulher madura e ouvir um assobio e perder a razão
      e fazer caquinhos do meu coração.
      Dorothy Parker “

    12. Tereza disse:

      Meg, o seu pos está perfeito! O texto está excelente e os melhores links estão aí. Os vídeos, ótimos.Você fez uma excelente pesquisa. Tentei trazer algo novo, mas tudo já está aí.Passei muito tempo lendo, um pouco à tarde e agora.Não vou comentar nada por enquanto, estou muito indisposta hoje com uma crise alérgica.
      Beijos .

    13. tereza disse:

      Um conto de Dorothy Parker.Tradução de Ruy Castro.

      A Valsa, Dorothy Parker

      Oh, encantada. Adoraria.
      Não quero dançar com ele. Não quero dançar com ninguém. E, mesmo que quisesse, não seria com ele. Ele estaria no pé de uma lista dos dez últimos. Já vi como ele dança; parece atacado pela doença de são Guido. Imaginem, há menos de quinze minutos, eu estava com pena da pobre coitada que dançava com ele. E agora eu é que vou ser a pobre coitada. Não é mesmo um mundo muito pequeno?

      E é uma delícia de mundo, também. Tudo que acontece nele é tão fascinante e imprevisível, não? Eu estava quietinha no meu canto, metendo-me com o meu próprio nariz, sem fazer mal a ninguém. E aí ele entra em minha vida, fazendo aqueles olhos e bocas, e me arrasta para uma memorável mazurca. Ora, ele nem sabe o meu nome, e muito menos o que significa. Pois significa Desespero, Perplexidade, Degradação, Futilidade e Crime Premeditado, mas ele nem desconfia. Também não tenho a mínima idéia do seu nome, mas, pelo jeitão dele, só pode ser Jukes. Como vai, sr. Jukes? E como vai passando o seu querido irmãozinho, aquele com duas cabeças?

      Por que ele teve de vir infernizar justamente a mim, com suas más intenções? Por que não me deixou cuidar da minha vida? Peço tão pouco! Só queria ficar quieta no meu canto da mesa, ruminando sozinha a minha solidão pelo resto da noite. E aí ele chega, com suas mesuras, rapapés e seus pode-me-dar-a-honra. E ainda sou obrigada a dizer que adoraria dançar com ele. Não entendo como um raio não desabou direto sobre a minha cabeça. Podem crer, um raio na cabeça seria como um fim de semana na praia, comparado ao contorcionismo de uma dança com este rapaz. Mas, o que eu podia fazer? Todo mundo já estava dançando, exceto eu e ele. Eu estava numa arapuca. Como uma arapuca dentro de outra arapuca.

      O que se pode dizer, quando um rapaz nos vem tirar para dançar? Obrigada, mas não quero dançar com você, e pode ir lamber sabão. Ou então: Oh, muito obrigada, adoraria dançar, mas é que, neste exato momento, estou entrando em trabalho de parto. Ou então: Oh, claro, vamos dançar, é tão raro hoje em dia conhecer um rapaz que não tenha medo de contrair minha beribéri. Não. Eu não podia fazer nada a não ser dizer que adoraria dançar com ele. Está bem, vamos acabar logo com isso. Cara ou coroa? Deu cara, você leva.

      Linda valsa, não? Dá vontade de apenas ficar ouvindo a orquestra, não? Não se importa? Oh, que linda valsa! Estou arrepiada. Não, claro, adoraria dançar com você.

      Adoraria dançar com você. Adoraria também extrair as amígdalas. Adoraria estar num barco em chamas. Mas agora é tarde. Já estamos a caminho da pista. Oh. Oh, Deus. Oh, Deus, oh, Deus, oh, Deus. É ainda pior do que eu pensava. Acho que é uma das poucas coisas da vida de que sempre se pode ter certeza – tudo que promete ser ruim acaba sendo ainda pior.’ Se eu realmente soubesse como seria dançar com ele, teria fingido um desmaio ou coisa assim. Bem, acho que, no fim, vai dar na mesma.

      Vamos acabar no chão em menos de um minuto, se ele continuar desse jeito.
      Foi ótimo tê-lo convencido de que a orquestra estava tocando uma valsa. Só Deus sabe o que teria acontecido se ele achasse que era algum ritmo mais rápido; acho que já teríamos voado pela janela. Por que ele tem essa mania de dançar no ar, em vez de ficar paradinho com você nos braços por apenas alguns segundos? É esse maldito lufa-lufa da vida neste país que é responsável por esses celerados. Ai! Puxa, pare de me chutar, seu idiota! Já é a segunda vez que você me acerta a canela. É minha canela de estimação. Tenho-a desde que era garotinha.

      Oh, não, não, não. Não doeu nem um pouquinho.
      Além disso, foi minha culpa. Claro que foi. De verdade. Você é uma gracinha de se desculpar, mas não precisa. A culpa foi toda minha.

      O que será que devo fazer: matá-lo neste exato momento, com minhas próprias mãos, ou esperar que ele tenha um enfarte em poucos segundos? Talvez seja melhor não fazer uma cena. Acho que vou relaxar e esperar que a natureza se encarregue dele. Ele não pode manter esse ritmo indefinidamente – afinal, é apenas feito de carne e osso. Mas vai morrer pelo que fez comigo. Não pensem que sou hipersensível, mas ninguém me convencerá de que aquele chute na canela foi sem querer. Segundo Freud, não existem acidentes. Não sou do tipo enclausurada e já dancei com rapazes que me pisaram nos calos ou acertaram meus joanetes; mas, quando é a canela que está em jogo, torno-me uma besta-fêmea. Viro para o rapaz e digo: “Está bem, quando me chutar a canela, pelo menos sorria” . Talvez ele não tenha feito por mal. Podia estar apenas querendo mostrar animação. Eu deveria ficar feliz por ver que pelo menos um de nós está se divertindo. E mais feliz ainda se sair viva da pista. Não será pedir demais a um rapaz que você acabou de conhecer que ele devolva suas canelas exatamente como as encontrou? Afinal, o pobre rapaz está fazendo o melhor que pode. Provavelmente nasceu e foi criado no interior e só foi calçar botinas no exército.

      Sim, é uma delícia, não é? É simplesmente uma delícia. Não é uma valsa deliciosa? Oh, eu também estou achando uma delícia.

      Bem, estou positivamente à mercê de um dançarino que quer bater todos os recordes do mundo. Ele é meu herói. Tem um coração de leão e a força de um búfalo. Vejam só: não dá a mínima para as conseqüências, não liga para o que os outros pensam, contorce-se como se tivesse o diabo no corpo, com os olhos chispando e chamas no rosto. Pensam que vou recuar’? Mil vezes não. Afinal, que me importa passar os próximos dois anos num colete de gesso? E quem quer viver para sempre?

      Oh. Oh, Deus. Ora, ele é até legal. Por um momento pensei que iam expulsá-lo da pista. Não suportaria que alguma coisa lhe acontecesse. Eu o adoro. Adoro-o mais que qualquer outra coisa no mundo. Incrível a animação que ele tira de uma valsa chocha e vulgar; em comparação, os outros dançarinos parecem uns palermas. Ele representa a juventude, o vigor e a coragem, a força e a alegria e – Ai! Saia de cima do meu pé, seu caipira! Por que não pisa em sua avó?

      Não, claro que não doeu. Ora, nem um pouco. Sinceramente. E foi minha culpa. É aquele passo que você dá – uma delícia, mas difícil de seguir á primeira vez. Oh, foi você que o inventou? Mesmo? Incrível! Ah, agora acho que aprendi. Observei quando você dançava com a outra moça. É excitante!

      É, é excitante. Aposto que eu também pareço excitada. Estou completamente descabelada, minha saia está toda enroscada em meu corpo, posso sentir um suor frio na testa. Devo estar parecendo algum espectro saído de “A queda da casa de Usher”. Essas coisas não devem fazer bem à saúde de uma mulher na minha idade. E ele inventou aquele passo sozinho, o tarado. Parecia meio complicado a princípio, mas agora acho que peguei. Dois tropeções aqui, uma escorrega da ali e uma deslizada de seis ou sete metros. Mas consegui. Consegui também outras coisas, entre as quais um buraco na canela e um coração em pandarecos. Detesto esta criatura à qual estou atrelada. Detestei-o desde o momento em que vi o seu olhar de soslaio naquele rosto bestial. E agora me vejo travada nos seus braços pelos 35 anos que esta valsa está durando. Será que a merda da orquestra nunca vai parar de tocar? Ou essa coisa ridícula a que chamam de dança vai durar até os quintos dos infernos?

      Olhe, vão tocar mais uma. Oh, que ótimo. Que delícia. Cansada? Não, nem um pouco. Poderia continuar dançando pelo resto da vida!

      Eu deveria ter dito que não estava cansada. Que estava morta. Faleci, sem motivo justo. A música não pára nunca e lá vamos nós, eu e meu pé-de-valsa, a caminho da eternidade. Acho que talvez me acostume, depois dos primeiros cem mil anos. A esta altura, nada vai importar mesmo, nem dor nem calor, nem um coração partido e muito menos um tédio cruel e mortal. Quanto mais rápido, melhor.

      Não sei por que não lhe disse que estava cansada. Por que não sugeri voltarmos à mesa? Poderia ter dito, vamos apenas ouvir a música, que tal? Porque, se ele aceitasse, seria a primeira vez que ele estaria dando um tico de atenção à música naquela noite. George Jean Nathan disse que o ritmo de uma valsa deveria ser ouvido em tranqüilidade e não acompanhado por estranhos rodopios das pessoas: Bem, seja o que for que Nathan esteja fazendo neste momento, está melhor do que eu. Pelo menos está seguro. Qualquer pessoa que não esteja valsando com aquela vaca da sra. O’Leary, responsável pelo grande incêndio de Chicago, deve estar se divertindo muito.

      O problema é que, se voltássemos para a mesa, teria que conversar com ele. E o que eu poderia perguntar a uma mula dessas? Já foi ao circo este ano? Qual é o seu sorvete favorito? Como você pronuncia gato? Melhor ficar por aqui mesmo, na pista de dança. É quase tão bom quanto estar dentro de uma betoneira ligada.

      Já nem sinto mais nada. Só percebo quando ele me pisa nos calos porque ouço o esmigalhar dos ossinhos. E tudo de importante que me aconteceu na vida passa diante dos meus olhos. Revejo aquele dia em que estive no centro de um furacão nas índias Ocidentais; lembro o dia em que rachei a cabeça numa batida de carro; houve aquela noite em que a dona da festa, bêbada, jogou um cinzeiro de bronze em seu namorado e acertou em mim; para não falar num verão em que o barco virou de borco. Ah, que bons tempos e que tranqüilidade … até cair nas garras deste monstro aqui. Nunca soube o que eram problemas, até ser arrastada para essa danse macabre. Acho que minha mente vagueia. Até parece que a orquestra parou. Não pode ser. Nunca poderia ser. E, no entanto, em meus ouvidos, há um silêncio que parece produzido pelos anjos …

      Oh, eles pararam de tocar, aqueles cretinos. Não vão tocar mais. Oh, droga. Você acha que eles vão voltar? Acha mesmo, se você lhes der 20 dólares? Oh, seria incrível! E, olhe, peça-lhes para tocarem de novo aquela mesma valsa. Eu poderia dançar com você pelo resto da vida.

      (Título original: The Waltz)

      PARKER, Dorothy. Big Loira e Outras Histórias de Nova York. Editora Companhia das Letras, São Paulo, 1987. Tradução: Ruy Castro

    14. Rose disse:

      O mais que bom dos posts do Sub-Rosa é que, por causa deles, tenho revisitado textos e autores. E disparado a pensar.

      Pq isso tinha escrito ontem sobre a morte de D P, ou seja, do fato de ter morrido e as pessoas nem darem muita bola. Mas, agora, de madrugada, outra ideia: morrer sem grande alarde pode ser opção. E não, punição, a dos outros. Foi ela quem buscou o isolamento? É possível. É de se pensar como terá vivido a velhice. Para alguém tão esfuziante, sedutor, ficar velho pode ter sido uma tortura.
      ……………………………………………………..
      A Tereza trouxe o conto – leio depois. E eu – ainda sem ter refletido a respeito ( falta tempo, eu trabalho domingo) recorto um trechinho do “De noite na cama” ( The Little Hours) q me ajuda a entender uma vida estuziante e, talvez, a tal morte apagada ( coisa da bio dela) – se bem que toda morte é apagada). Vale dizer : sei que o narrador dum conto não é o escritor, mas , aqui, vale a semelhança entre vida inventada e vida vida.

      ” O que eu deveria fazer seria sair e arranjar um novo elenco de amigos queridos. O resto pode esperar. Desde, é claro, que alguém me diga como vou encontrar gente, numa hora em que está todo mundo dormindo e eu sou a única pessoa acordada no mundo. Preciso ajustar os horários. Preciso voltar a dormir agorinha. Preciso me conformar com os padrões desde sociedade pateta. Ninguém precisa sentir que deve mudar seus hábitos idiotas para que eles coincidam com os meus. Não, de jeito nenhum.Absolutamente. Sempre fazendo o que os outros querem, não seria eu! Sempre fazendo o que os outros querem, goste ou não!. Incapaz de tomar uma iniciativa própria”.
      …………………………………………
      Nesse trecho, uma espécie de raiva da sociedade mas, junto, a vontade de ter os outros perto de si.

      …………………….E quanto ao trecho do dicionário – que coloquei posts acima – é pra eu pensar depois. Assim: o quanto uma mulher evoluída para os costumes do tempo – eu indo na linha da tal emancipação feminina – teria sido discriminada, o quanto teria tido de lutar contra isso, mesmo quando se pensa que tenha convivido com artistas e intelectuais? Parto da constatação de que, nesse meio, há , inclusive, comportamentos nem lineares nem previsíveis nem coerentes, quero dizer que nem tão libertários, ( retiro a ideia de experiências próprias. Vale isso para pensar?). Fico imaginando o convívio no início do século passado. Talvez, aí tanta vontade de suicídio. Quem acha a sociedade idiota não pode se magoar com ela, senão é vontade de morrer mesmo.

    15. sub rosa disse:

      Queridos,
      vim agora aqui apenas para perguntar se a Tereza está bem, se já está melhor.
      Olhem só, vocês estão todo/as proibidos de adoecer, certo?
      Você tem alergia, Tereza, que coisa!
      Não é rinite alérgica, é?
      Fique logo boa, querida
      Um beijo e até mais.

      Isa, depois respondo a você, mas deixo logo dito que Dorothy no final da vida esquecia tudo.
      Certa vez, Lillian a ajudou num momento em que D. passava por dificuldades e fez um depósito em sua conta bancária e a avisou.
      Pois bem, Dorothy, ficou sofrendo horrores, simplesmente porque esqueceu o aviso e o depósito.
      =-=-=-=
      Não, não vi o filme. Sequer sabia que Kathy Bates- que adoro – era diretora.
      Tá vendo só?
      bjs

      • Isa disse:

        “Puxa, nem um par de brincos, uma pulseirinha para a melhor amiga que fazia questão de ficar com alguma coisa…”, pensei. Mas como vc diz que DP, no final da vida, esquecia tudo, nesse caso, retiro o que disse.

        Sobre o filme, acho que não foi lançado no Brasil porque já procurei pacas, mas não consigo encontrá-lo! A não ser que tenha sido lançado na terrinha com um título nada a ver, tipo o Vaidosa que vc ser reportou no comentário abaixo. Sobre Kathy Bates, ela também foi uma das diretoras das séries A sete palmos e Everwood.

    16. sub rosa disse:

      Rose, minha amiga:
      Por favor, de onde você retirou esse excerto, esse trecho:

      “Para tal minha mãe me aqueceu e me chamava para
      casa antes do breu e induzia a noite da infância a
      ficar quieta e me dava fortes cereais na minha dieta
      e às oito em ponto me fazia deitar e prendia meus
      cabelos, sem me permitir engordar e vigiava meu
      sentar, minha postura para eu me tornar uma
      mulher madura e ouvir um assobio e perder a razão
      e fazer caquinhos do meu coração.”
      ?

      É , de fato, um trecho pungente. Não conhecia, se conheço, não lembro.
      bj

    17. sub rosa disse:

      Flavinha e Isa:

      Queridas, não vi nem um filme nem o outro.
      O da minha queridíssima Jennifer Jason-Leigh, na época, eu não estava bem, aquelas coisas que vocês sabem, e a doença me tira do ar por inteiro, quando quis ver, nunca encontrei, mas sei que é um film cult também.
      Espero um dia ver.
      Um dos destaques, soube na época, é para a voz de Jennifer, imitando Dorothy:-)
      ****
      Quanto ao da Kathy Bates,sequer ouvi menção antes de hoje, pela Isa.

      Gosto da Lillian Hellman e gosto do Dashiell Hammet, separadamente.
      Aprecio, de longe, a história bem “romanceada” às vezes, de todos que viveram a época de caça às bruxas.
      Seguiu-se um maniqueísmo atordoante.
      Dalton Trumbo é o meu herói, neste quesito *mccartista”. Bem como, Johnny vai à Guerra, o filme epítome desse episódio ruim da História.
      =-=-=
      Por incrível que pareça, ontem à tarde, fiz na minha sessão de cinema particular, um Festival BETTE DAVIS, que se segue, pela semana inteira.
      Comprei, há *ages…* aquela caixa :
      http://www.2001video.com.br/detalhes_produto_extra_dvd.asp?produto=10352
      há anos, mesmo e nunca tinha visto, até que…:-)
      E ,por coincidência, ao procurar mais títulos, vi que eu tinha aqui, Little Foxes, mas em videocassete.
      Quer dizer, a gente anda sempre a six degrees of separation, não é?
      ****

      E ah! maninha, não sei também a respeito do livro de desafios/ousadias… Dash e Lilly…
      Uma pergunta que nunca fiz:
      Onde é que vc descobre essas coisas que ninguém mais sabe?
      Deus me livre e guarde se um dia vc deixar de me “ensinar” essas coisas.
      *pisc (com o dois olhos): pisc*

      ****
      Ah! sim, Térèse, minha Tereza:
      aconselho vivamente que veja um filme que adorei, na verdade uma imensa surpresa:
      Mr. Skeffington, em português, Vaidosa – Oh my goodness, que título horroroso, que afasta qualquer um. Não fosse ela a grande Bette.
      Pois vejam.
      O filme é espetacular, foi feito em 1944 e poderia ter sido feito hoje. (o final teria sido diferente).
      Bette, por sua vez, adoravelmente irritante, foi nominada para o Oscar, mais uma vez. Grande atuação.
      bjs.
      Tereza, melhorou? espero bem que sim, querida.

    18. tereza disse:

      Sim, Meg , estou melhor.Obrigada.Mas o anti-alérgico me dá sono.
      Eis aqui uma cena do filme que você não viu com a Jennifer jason-leigh:

    19. Tereza disse:

      Meg, um presente para você e seus leitores:
      Impossível copiar o link, mas é facílimo achar o texto pesquisando em:
      JULIANA_ROSENTHAL_KNOEPFELMACHER.pdf

      Aviso: Estou lendo e gostando.Não desistam por terem lido “Catálogo da USP”.Não é mais uma chatice acadêmica, hahaha! Pelo menos a parte que eu já li. Tem questões muito interessantes que podem ser discutidas.Enfim, vejam se vale a pena. Um dos contos citados eu já deixei aí para a Meg.
      A questão da mulher e a ordem social: o humor em Dorothy Parker (catálogo da USP)
      Essa dissertação tem como objetivo analisar os contos da escritora Dorothy Parker em diálogo com seus poemas, tendo em vista a modernidade com a qual construiu suas histórias e o papel do humor em sua criação. Ao analisar as obras dessa autora de grande destaque nos Estados Unidos da América do Norte, nos anos 1930, veremos como o humor se transforma numa importante ferramenta que se relaciona com a construção do feminino e com a questão social da mulher, a fim de desestabilizar e transformar o status quo.

      • Tereza disse:

        Queridos, mil desculpas! Não vi que esse também já está nos links da Meg, acho que a parte mais importante,não é, Meg? Então, desisto de procurar link para esse post:)))
        Nem é necessário ler o que escrevi abaixo.

    20. Tereza disse:

      Queridos, não é só um resumo .São 87 páginas. Mas em letras grandes:))) Se acharem que não tem nada a ver, tudo bem.beijos.

    21. Tereza disse:

      Quem não tiver tempo ou não quiser ler, veja a bibliografia, vale a pena. Beijos.

    22. Tereza disse:

      Meg, o conto “A Valsa”que eu deixei no comentário número 16 foi adaptado a uma peça que esteve em cartaz no Brasil como um monólogo.O nome da peça é “mulheres por um Fio” com direção de José Possi Neto e também uma animação curta metragem dublada por Marisa Orth. Alguém viu?

    23. Rose disse:

      Sim, Tereza, é texto é bom! Acho que é o mesmo do post da Meg.

      aqui:

      “(…)Os outros não tinham a real dimensão de sua importância.
      Dorothy em tese. USP, por Juliana Rosenthal Knoepfelmacher””.

    24. Tereza disse:

      Obrigada, Rose.bjs.

    25. Rose disse:

      Tereza,

      durante os próximos dias, vou ler um pouco esta tese q a Meg indicou. Daí a gente conversa melhor sobre a D P. Eu a conheço de pouca leitura e por um único livro.

      Volto à questão: até que ponto a vida do autor interessa p compreender-lhe a obra? Claro que sim. Aí nem é o caso de ler cartas ( para mim violadas!) depois da morte; e sim, perceber o quanto é que o texto e a vida dela estão próximas. Entenda uma c0isa com olho na outra e vice-versa.
      Olha só um trechinho do meu livro (dela), aberto ao deus-dará:

      “…Bem, posso contar também o que nunca vou chegar a ser, isso é fácil para mim. Nunca serei famosa. Nunca aparecerei num Who’s Who. Não sei fazer nada.”
      ……………………………………………………………….
      * Yuri já anda de novo. Mas feito um jacaré. E choraminga; isso me inferniza.

    26. Magaly disse:

      É , como eu imaginava. Não há mais o que descobrir sobre a personalidade estrondosa de Dorothy Parker. Vocês vasculharam tudo, de alto a baixo. Eu, no bem bom, só usufruindo o resultado do trabalho de vocês.
      Imagino o que pode ter-se operado no espírito desta criatura, de frágil aparência, com uma carga emotiva explosiva e fulgurante inteligência, inserida numa sociedade repressora que tratava a mulher como produto de pouca valia. Parece que ela nunca coube dentro de si mesma (resultado de uma possível educação cerceante, resposta intolerante da sociedade aos seus paroxismos, dificuldade em relacionamentos pessoais). Os suicídios? Fórmulas fracassadas de atrair outro tipo de atenções sobre si? Foi abandonada? Esquecida por todos? Morreu em isolamento?
      Rose pode ter razão quando diz que foi o fim por ela escolhido. Saiu da vida sem impropérios.
      Uma pena que uma senhora verve como a de Dorothy não tenha sido apontada
      para alvos mais construtivos.
      Seu lacônico epitáfio é sua mais fina ironia.

    27. Rose disse:

      – Certíssima, a poderosa e sintética, a Maga, Magaly. De fato “Não há mais o que descobrir sobre a personalidade estrondosa de Dorothy Parker”

      Por mim, deixo-a aqui. Passo minha vez a eles.

    28. tereza disse:

      Magaly, concordo com você , sua síntese nos salva de repetições inúteis.Eu também deixo a Dorothy Parker aqui.
      Um abraço afetuoso.

    29. tereza disse:

      Rose, muito bom o vídeo.Faz tempo que eu não ouvia os dois:)
      Bom saber notícias do yuri, vou torcer para ele melhorar mais.
      Quanto à tese, é interessante mesmo, estou lendo sobre o humor. Mas interrompemos por aqui, não é?
      um abraço afetuoso.

    30. tereza disse:

      Para vocês:

      • tereza disse:

        Rita lee e João Gilberto de Lamartine Babo: Jou jou
        Balangandans.Sei que pertencem ao altar da Meg:)

        • sub rosa disse:

          adoro, adoro, Tereza, uma das minhas músicas preferidas em todos os tempos .
          Eu gostaria muito de entender em que contexto foi feita essa letra, ou – quem sabe?- que significados essa letra adquire.
          Ou ainda, (terza via) se nãom quer dizer nada além de um casal que se gosta e que reafirma esse amor, de qualquer maneira, em qualquer circunstância.
          Não e´?
          bjs, querida

    31. Magaly disse:

      Rosezinha ou Rosinha,’ menos’, ‘menos’…

      Quase não trabalhei nesse debate aqui, só aproveitei o que vcs me deram de mão beijada e ainda me chama de poderosa! Não me confunda com a poeta exacerbada que dela só tenho mesmo a altura, aliás, ‘menos’, ‘menos’…

      Os meninos ‘mandaram’ bem.

    32. Rose disse:

      Tereza, por mim passo minha vez nessa rodada. Noutro post, cá estarei.

      Magalíssima! acerta mais uma vez. Ela sabe o tempo certo do fogo no tempo e no tempo do fogo.

      De norte a sul, de leste a oeste, Rose, direto de São Paulo para o Sub-Rosa.

    33. Magaly disse:

      Teresa, curti tanto a dupla que você nos deixou! Que lindinhos eles moços! Delicadinho o resultado.
      Amei
      Obrigada

    34. tereza disse:

      Magaly, eu também curti muito os dois.A Rita Lee é tão versátil, ficou tão bem.E o João, gosto muito dos dois.
      Que bom você ter gostado:)
      Beijos.

    35. tereza disse:

      Meg, Meg, cadê você?
      Se não tiver gostado do Jou Jou Balangandan, excuse my dust:)) Vou adotar essa expressão, Rose. É ótima!
      Esse é o meu último comentário nesse post:))
      Beijos.

    36. tereza disse:

      corrigindo: decada de 1920 ou 1930.

      • sub rosa disse:

        Hahahaah!
        Eu simplesmente a-do-rei esta sua corrigenda (ops, que palavra horrível!);
        Eu fico louquinha com isso, década de 1920, etc:-)
        Quando foi que descobriram que tem de ser assim?
        Até o século passado não era preciso? é isso?:-)
        bjs

        • tereza disse:

          Eu sempre achei estranho década de 1920.Achava que era coisa de jornalista. Depois, um dia, li um artigo dizendo que o correto é assim mesmo. É mesmo?
          Anos 20 é mais elegante:)

    37. tereza disse:

      Meg, postei um coment, espero que você tenha lido.
      beijos

    38. sub rosa disse:

      “Meg, Meg, cadê você?
      Se não tiver gostado do Jou Jou Balangandan, excuse my dust:)) …

      Tereza, querida, estou aqui. Como já disse, Joujoux:-) é uma das músicas de que mais gosto.
      Eu adoraria saber a respeito dos personagens desse filme,
      Eu adoro, já disse ali em cima.
      =-=-
      Bem, mas o mais importante, eu vou dizer agora:
      Só uma coisa faz com que eu deixe de vir:
      doença, questões de saúde: estou com uma pessoa de minha casa, minha família, com mais de setenta anos e que está com problemas sérios de circulação (aparelho circulatório). Estou numa maratona entre médicos e exames.
      Estou muitíssimo preocupada ( e feliz por ter fé, pois se não fosse esse apoio mais trancendental, nem sei o que seria , de mim, tão despreparada para esses problemas e tantos outros da vida) mas acredito que, com os exames – o da pérvia e o doppler e o duplex scan venoso – tudo ficará – pelo menos, controlável.
      Peço que me perdoem: é difícil levar como eu queria, sem ter que relatar esses problemas.. Sem ter que maçar vocês.
      Afinal, este blog ainda é a minha fonte maior de alegrias, não exclusiva, é verdade, mas é daqui que retiro muito incentivo, muita compensação intelectual – o que vocês são pródiga/o/s em me oferecer e pelo que me sinto penhorada.
      =-=-
      Volto assim que possível.

      Obrigada por esse apoio.
      Muitos beijos.
      =-=-=
      P.S. Entretanto, enquanto isso, eu queria dizer que já recebi alguns emails falando da Dorothy, de pessoas que sentiam falta na internet, de um material que falasse sobre ela e sua importância. Não só a parte anedotária, das frases etc…. Tudo o que existe é diferente do que estamos abordando, a Dorothy sob vários aspectos.
      Uma leitora fala a respeito de um site chamado O Caixote… eu, sinceramente, não soube responder… outros não conheciam essa pesquisa que vc comentou, Tereza. E que eu, que nunca havia lido, não sabia se era boa ou não.
      Obrigada por dividir conosco o que achou.

      =-=–
      E mais, recebi um email de uma pessoa que me chamou /acusou de infantil (ôbaaa!!!, quem me dera;-))) ], pelo fato de eu ter deixado de falar ou postar sobre a morte de Elizabeth Taylor. E que, ao contrário de Marilyn era uma verdadeira atriz, além de ser uma estrela.

      Ao fim e ao cabo:-) , tenho de admitir isso, e dizer que quem reclamou está coberto de razão.
      É muito certo que não se pode agradar a todos, mas é também louvável que a gente reconheça quando se pisou na bola.
      Isso é o melhor de tudo., ou não é?

      Vou fazer um post, o próximo, mas só no final da semana, no mínimo, sobre a delicadeza, como a matriz de todas as formas de se encarar a vida e a forma como devíamos nos relacionar com as pessoas, em qualquer lugar ou circunstância, om algum sucesso ao empregar a difícil arte da leveza.
      As vezes, até sem perceber, a gente esmaga aqueles a quem amamos.
      Arte difícil essa, a de permear nosssas relações, entre o dar e o receber, entre o ônus e o bônus da gentileza. Com a serenidade possível.

      Um beijo muito querido e obrigada por tudo.

      Meg

    39. tereza disse:

      Meg, admiro você.

      Quanto à Jou Jou Balangandans é de um show da Rita Lee, suponho.Saiu naquela coletânea de DVDs dela Biograffiti. Eu também gosto muito dessa música.

      Espero que a pessoa de sua família se recupere rápido.
      Não pertenço a nenhuma igreja, mas acredito em Deus.Vou pedir por ela.

      Meg, acho que você não tinha obrigação de escrever sobre a Elizabeth Taylor, ou quem quer que seja. Você não é jornalista e esse não é um blog de notícias.
      O que acho mais gostoso em blog é a pessoa poder escrever sobre o que gosta, e essa liberdade é umas das coisas que faz um blog valer a pena. Enquanto jornais e tvs falam sobre
      o assunto do momento ad nauseam, os blogs quebram a monotonia da notícia única e escrevem sobre outras coisas. Viva a liberdade e abaixo as patrulhas, né?
      Você não pisou na bola, Meg.

      Acho que você vai escrever sobre um tema muito importante. A arte da delicadeza e da leveza é difícil, tenho muito o que aprender.
      É preciso desenvolver uma sensibilidade enorme e tals.

      Muito obrigada pelo seu carinho. Me fez muito bem.
      Dê notícias sobre o seu parente, se for possível.
      Fique bem. Um beijo carinhoso

    40. Flavia Viana disse:

      oi, meg, oi pessoal:
      vim passando para ver se tem post novo, e achei interessante isso de anos 20.
      tereza, na verdade, é por uma questão de clareza.
      já chegamos ao séc xxi , mas ainda estamos próximo do séc xx e logo mais estaremos em 2020.
      será isso? não sei, mas acho que dizer década de 20 só, poderia ficar confuso.
      pode ser isso:
      http://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%A9cada_de_1920
      hehe, a wiki, sempre ela.

    41. Flavia Viana disse:

      sobre marilyn e liz taylor: concordo com a tereza: nada a ver com pisar na bola.
      exatamente, o blog permite isso, a ‘linha editorial’ é conforme o modo da pessoa que mantém o blog.
      certo?
      :)

    42. tereza disse:

      Oi Flávia.
      Eu também já fui ver na wiki:))
      Obrigada.bjs.

    43. tereza disse:

      Meg, passei para saber notícias de seu parente.Está melhor?
      Beijos, querida.

    44. sub rosa disse:

      Tereza querida,
      muito obrigada.
      Fomos hoje – cheguei agora (são 3:10h +/- da tarde) – levar nossa querida para fazer mais um dos exames: o scan venoso.
      Resultado na segunda.
      Vamos esperar o melhor.
      Vamos cruzar os dedos que já resolve um bocado, não é?
      beijos

    45. Rose disse:

      Sinceramente?

      Espero que tudo fique bem.
      Escrevi com boa intenção.Porque nem sempre a gente ( todos nós) avaliamos a linha que separa o que pode e o que não pode ser escrito num blog, ou até, numa comunidade da net. Tudo é um aprendizado.
      Eu não escrevi para expor a Tereza, flagrar. Eu queria que pensássemos sobre a questão: até que ponto podemos nos mostrar? Até que ponto mostrar o outro? Na net tudo é muito fácil, em questão de minutos, nosso texto chega aos vários olhares.
      É preciso aprendizado, mas não há regras ainda. É preciso fazê-las no percurso que é …o nossa prática cotidiana na virtualidade.

    46. tereza disse:

      Flávia, decidi deixar uma cópia do que escrevi para você aqui, porque fui citada nominalmente, e quem lê nem sabe do que se trata.O comentário meu do qual falam acima está no post sobre Eugénio de Andrade.
      E aqui está uma cópia que deixei para a Flávia no post citado:
      Cara Flávia
      É necessário que eu faça alguns esclarecimentos e estou me dirigindo exclusivamente a você, que subscreve os comments aqui do SubRosa:
      1. Eu não queria deixar de responder o e-mail da Meg, decidi escrever no comments de um post antigo exatamente para ser discreta.
      2.O que escrevi, não ofende absolutamente em nada à Meg, que é uma pessoa que adoro e por quem tenho admiração e respeito.
      3.A Meg já sabe que eu escrevi, e deve ter entendido, tanto que me respondeu com toda a delicadeza.
      4.Em momento algum pensei em fazer dos comments um lugar para responder emails, como uma leitora sugeriu.
      5.Se eu soubesse que iriam interferir no que eu havia dito para a Meg, e que considero muito desrespeitoso, jamais teria escrito, porque respeito a Meg e o SubRosa.
      6.Nada do que escrevi é motivo de espanto, susto e,muito menos, alarde.Ao contrário do que foi sugerido pela mesma leitora, que continuou com o assunto em outro post antigo (!) sei bem dos limites e regras de delicadeza que devemos seguir.
      7.Enfim, o que escrevi está aqui para quem quiser ler, porque em momento algum expus a Meg ou a mim.
      8.Como esse comentário é dirigido exclusivamente a você, (responsável pelos comments e para esclarecimentos posteriores à Meg) é óbvio que qualquer um pode ler, mas em respeito às normas da
      boa educação, gostaria que, se for necessário algum comentário, que ele seja feito unicamente por você.
      Obrigada pela atenção e, acredite, jamais quis causar qualquer problema ou transtorno.
      Um abraço.

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