EUGÉNIO DE ANDRADE (1923-2005)



Eugénio de Andrade 

ADEUS

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.

In «Os Amantes sem Dinheiro» (1950)

Eugénio de Andrade (*)
=-

***** *** ***** *** ******

CHUVA DE MARÇO

A chuva detrás dos vidros,
a chuva de março,
acesa até aos lábios, dança.
Mas a maravilha
não é a primavera chegar assim
como se não fora nada,
a maravilha são os versos
de Williams
sobre a rasteira e amarela
flor da mostarda.

in “Rente ao Dizer” (1992)
***

Poemas enviados pela Isabela Percov, uma arquiteta, amiga nossa (de todos os que leem este blog) em Portugal. Manda beijos e cita com saudade, a Marilia Jacqueline, a Magaly,   a Tereza e a Rose, (“estou cheiiinha de saudades“). Ela vive em Sintra, ‘ um sítio de sonho’ e que Lord Byron considerou um paraíso, dizendo que “A vila de Cintra na Estremadura é, talvez, a mais bela do mundo inteiro”.

E em  mim ficou a dúvida: afinal é Sintra ou Cintra? Mas, para quem em os leitores que tenho, isso não vai ser problema. Não mais.( pisc*)

Tenho a honra de  ter também a Isabela como leitora. Assim são as alegrias que  este blog e sua caixa de comentários me dão.

*****

(*) Eugénio de Andrade é um dos meus poetas de culto. Isabela recomendou especificamente, o acento agudo :-)
(*) Dali de minha estante, olha-me o livro O mistério da estrada de Sintra, de Eça de Queirós e Ramalho Ortigão :-)
Lord Byron – Ultra Romantismo na Poesia

Sobre sub rosa
The most of all things and persons in the entire world drives me *flabbergasted". That includes me.

148 Responses to EUGÉNIO DE ANDRADE (1923-2005)

  1. Magaly disse:

    Ai, que lindos versos, Meg! Maravilhosos! Que maneira de expor sentimentos difíceis com uma candura elegante que toca fundo o leitor.
    Gostei tanto da Isabela. Ela podia estar mais amiúde conosco.
    Vou ser breve, minha cara. Estive três dias fora do ar , como já contei em mais um comentário no post anterior e estou meio cansadinha. Essa coisa de tirar nova via de documentos puxa pela gente. Depois dou outra passadinha, está bem? Bjs.

  2. tereza disse:

    Concordo com a Magaly. Lindos versos.
    Mais uns versos pra você, mas se é um de seus poetas de culto, óbvio que já sabe de cor:

    O Silêncio

    Quando a ternura
    parece já do seu ofício fatigada,

    e o sono, a mais incerta barca,
    inda demora,

    quando azuis irrompem
    os teus olhos

    e procuram
    nos meus navegação segura,

    é que eu te falo das palavras
    desamparadas e desertas,

    pelo silêncio fascinadas.

    Eugénio de Andrade, in “Obscuro Domínio”

  3. tereza disse:

    Magaly, tenho uma dica para você no post anterior.
    bjs.

  4. Rose disse:

    O poema ”Adeus” , tem-se que o seguinte movimento: o lirismo procura livrar-se das metáforas e – busca- alçar a denotação; o relato poético, em paralelo, relata a desconstrução do amor.
    O sentimento perdeu o código mágico e cúmplice o qual já foi tingido da linguagem poética que passou a se querer seca – de adjetivos ou conotações: os olhos de peixes verdes viraram apenas olhos.
    Torna-se óbvio o duelo entre os dois eixos da linguagem, conotação e denotação. Mas a denotação perde, ainda que mantenha-se em altiva logopéia.
    O desejo de ser ”matéria gasta” acontece apenas no relato. Pois, à medida que o poema – assim como o amor – vai atingindo o final, é acrescido de uma espécie de engenho de linhas paradoxais , , afinal, o que surge no” gasto” não é nada gasto, é o ineditismo do poema novo. Aí, a bela e grandiosa criação literária.
    O “dentro de ti não há nada que me peça água” foi o que desfiou o maravilhoso aguaceiro do poema.

    Belo presente o de Isabela Percov!

    • sub rosa disse:

      Soberba, a sua análise.
      É isso que me leva a dizer: não sou eu quem faz falta aqui, mas vocês que me fazem falta.
      Sem vocês, que seria de mim, deste blog, de minha alegria e da minha emoção… sinceramente.
      -=-=-=
      Agora, uma pergunta, talvez expletiva: isso não responde à pergunta da Isa? A respeito de corpo/aquário?
      bjs

  5. Rose disse:

    O poema ”Adeus” , tem-se que o seguinte movimento:

    correção*

    O poema “Adeus” tem o seguinte movimento:

  6. Meg, my dear meg…

    Saudade da Isabela, também.
    Saudade deste blog maravilhoso e de seus amazing comments.
    Pois que vim aqui: respirar, espiar, matar as saudades.
    Vou e já volto.
    Volto, mas já vou.
    Qualquer hora, estou de volta.
    E vou ler tudinho.
    Prometo.
    Assim que fizer todo o meu dever de casa.
    Beijos e mais beijos, my dear.

    • sub rosa disse:

      Marilia, que surpresa, vc por aqui, já nem tinha mais esperança:-)
      Nós respeitamos o seu tempo. Fique à vontade. A gente espera.
      O que nao cabe na espera é a saudade. imensa, a falta que vc nos faz.
      bjs e muito sucesso, querida
      M.

  7. Isa disse:

    Nossa, que legal, o post e a foto do Eugénio sentado em sua poltrona berger (ou bergère), de xadrezinho azul, com um gato preto no colo e os muitos livros ao fundo. O traje dele, a jaqueta marrom e a camisa de gola alta, também está “ornando” com o cenário e dá a impressão de tempo frio, bom demais para ler e estudar devidamente acomodado em uma poltrona confortável. Se me pedissem uma sugestão para este quadro, só para ficar ainda mais clássico, eu acrescentaria uma luminária coluna estilo Pixar, só isso. Adorei seu gato negro que me lembra o poster (que gosto muito) da Tournée du Chat Noir de Rodolphe Salis.

    Acho ótimo quando conheço pessoas talentosas de origem rural, espaço sempre visto como de trabalho duro, braçal, não intelectual. Aliás, em “A ideologia alemã” Marx e Engels já tratavam da distinção entre rural e urbano e da oposição de seus interesses. Você sabe que estudo a juventude rural, por isso minha satisfação em saber que um poeta talentoso como Eugénio nasceu no campo.

    O primeiro poema é nostálgico e lindo e me remeteu ao post anterior, quem sabe pela alusão que faz ao passado. Por falar em post anterior, do tema “volta ao passado” agora você vai poder comprar sua vitrola ultramoderna kkkk.

    Beijos!

    • sub rosa disse:

      Mas é muito chique essa menina-flor:-)
      Querida, está claro que as meninas vão lhe responder, tudo, tudinho.
      Eu só parei aqui para louvar a decoradora elegante e culta .
      Estou me sentido bem no meio de Montmartre!
      bjs
      =-=-=
      Ah! a vitrola, nemlhe conto: adiei por alguns meses. Estou economizando para viajar.
      ah! como invejo quem não *tem de* economizar para viajar:-)

  8. Isa disse:

    Mana, só mais duas coisas que acabei não registrando no comentário antrior.

    A primeira é uma observação sobre o segundo poema, que fala das chuvas de março e da chegada da primavera, mas que, por viver no Brasil (e me reportando à música), sempre associei às águas de março fechando o verão e ao início do outono no dia 20 de março. Daí meu estranhamento logo que li o poema.

    A segunda é que eu gostaria de saber se você poderia me explicar (ou o pessoal, nos comentários) qual a relação entre corpo e aquário… por que o corpo é um aquário?

    • sub rosa disse:

      O Eugénio é que -arbitrariamente se utilizou de uma metáfora: para os olhos chamados de “peixes verdes*, pela amada, ele responde chamando o corpo dela de aquário, habitat dos peixes, certo?
      Mas, isso está igual a *explicar a piada*.
      Explicar a metáfora é meio empobrecedor, fique com a riqueza do poeta.
      No explanations! Nope!

  9. Magaly disse:

    Perfeita a avaliação crítica da Rose sobre o poema Adeus. Eu senti, Rose,
    o que você detectou na composição do poema, mas jamais teria a capacidade de traduzir o que percebi da forma analítica que você montou. Um esquema muito hábil e inteligente. Coisa de profissional competente. Parabéns!
    O processo da desconstrução do sentimento amoroso é ele próprio a revelação de um novo fazer lírico. Novamente, parabéns, Rose.Você foi nos pontos vitais.
    Adorei!

  10. Magaly disse:

    Isa, não seria uma alusão? Enquanto havia amor, enquanto o sentimento
    era pujante, seus olhos eram peixes verdes que tinham o corpo amado como aquário.
    “Ðentro de ti
    não há nada que me peça água”, nada, tudo se esvaziou.

    Se eu estiver dizendo asneira, pode ser franca. Aqui impera despojamento total, não é Meggy?

  11. Magaly disse:

    Teresa, adorei o Silêncio que vc trouxe. Caí de amores pelo lirismo deste poeta que eu não conhecia.
    Vou agora aos comments do post anterior ver o que vc deixou pra mim. Bjs.

  12. Magaly disse:

    Isabela, venha ter conosco, vc já é da nossa turma, falo por nós todas que sentimos a sua falta.Vc chegou e fisgou todas nós! Meggy confirmará o que digo, pois não?

    • sub rosa disse:

      É a pura verdade.
      Mas, Maga, acho que Isabela está passando por momentos que exigem muito dela; está viajando a trabalho, entre outras coisas.
      beijos.

  13. Magaly disse:

    Marília Jackelyne, apareceu a margarida! Coisa boa! Que saudade, garota! Mas entendemos e deixamos você livre para suas obrigações e estudos. Receberemos vc de volta , alegres e felizes. Beijinhos de nós todas.

    Ih! Meg, apossei-me de seu espaço na maior cara de pau. Beijão

    • sub rosa disse:

      Magaly querida:
      Ninguém faz isso melhor do que você.
      Não poderia haver ninguém que cuidasse do Sub Rosa com tanto carinho quanto você.
      Não poderia haver ninguém melhor para cuidar de todas nós que comentamos aqui.

      Não é Rose, não é, Tereza?

      bjs, querida e nosso obrigada

  14. Rose disse:

    Aquário, nicho, altar, corpo idealizado, o que se dá à imaginação.
    Recipiente à invenção de magias que nenhum corpo jamais teve. “São seus olhos!” – não dizem? Olhos bola, olhos bola de água, aquário nas órbitas.

    …..Num paralelo. Pensemos que nossa amizade – nós que nos amamos tanto ( nada a ver com o filme italiano) aqui no toc toc deste vidro.
    Pensemos no quanto de idealização vc usa para completar o EU que está lendo isso.!

    Se a terra é árida – e nem venta agora – são os nossos delírios que pontuarão de beleza essa reta. Beleza inventada um dia.

    E se o amor acaba? Dê um pé no aquário e veja lá. E o peixe é um filetinho, depois de uns pulitos sobre o tapete.

  15. Isa disse:

    Oi, Magaly e Rose, obrigada!

    Fiz a pergunta porque havia percebido há algum tempo esta alusão ao corpo feminino como um aquário, principalmente por causa da música “quem dera ser um peixe, para em teu límpido aquário mergulhar”, lembram dela? rsrsrs

    Não sei se foi porque já tive aquário, mas não aprecio esta construção social – se posso dizer assim. Mesmo o então límpido aquário da música é um reservatório com água parada e isso não é bom para o peixe. No aquário, via de regra, tudo é artificial e frágil, os peixinhos morrem aos montes.

    “E se o amor acaba? Dê um pé no aquário e veja lá. E o peixe é um filetinho, depois de uns pulitos sobre o tapete”.

    “Dentro de ti
    não há nada que me peça água”.

    As construções são bonitas, mas, sem finais felizes, tudo é tão triste…

    Ah, na Revista Desassossego da FFLCH da USP tem uma resenha sobre Aquário na gaiola, peça de teatro da portuguesa Júlia Nery. A resenha trata brevemente sobre o tema “corpo feminino”. Abaixo, deixo o link.

    Beijão.

    http://www.fflch.usp.br/dlcv/revistas/desassossego/conteudo/02/Resenha.pdf

  16. Rose disse:

    Eu acho que, eqto a mulher depender do olhar de aceitação do outro, ela não tem olho. Enxerga mais ou menos. É preciso esquecer de si pra se integrar nas coisas.

    Mas é preciso ser muiiito corajosa para impor o seu corpo do jeito que ele é/será.
    As pessoas gostam de padrãozinho, tijolinho, azulejinho, aquela ordem para a qual no pré-primário o cérebro das crianças é adestrado. O exótico apavora.

    O texto da Usp é legal.

  17. tereza disse:

    Sobre a metáfora da água na poe sia de Eugénio Andrade, “vale a pena ler o texto (inédito) lido em 2001 na Fundação Eugénio de Andrade, na apresentação do livro “Os sulcos da sede” (seu último livro).
    “Na poesia eugeniana até pode haver alusões à negatividade de águas diluvianas e de águas negras; mas são bem mais frequentes as imagens positivas da água, relacionáveis com a libido ou o desejo, com a criação (incluindo a maternal), a fecundação, a purificação, a realização amorosa.
    Em “Os Sulcos da Sede” há três poemas que falam especialmente dessa positividade: “À boca do cântaro”, “À beira de água” e, sobretudo, “Todas as águas” .Extraído do texto do link abaixo:

    http://www.netprof.pt/netprof/servlet/getDocumento?id_versao=14526

  18. Rose disse:

    “Na poesia eugeniana até pode haver alusões à negatividade de águas diluvianas e de águas negras; mas são bem mais frequentes as imagens positivas da água(…)”

    Sim, Tereza, água positiva. Em “Adeus”, o fim do amor se dá justo porque: “Não temos já nada para dar/Dentro de ti
    não há nada que me peça água.”.

    Mas não aqui, quando misturada ao sal é signo de desgaste:
    “Gastámos os olhos com o sal das lágrimas”.

  19. tereza disse:

    Sim, Rose, concordo.
    Eu estava pensando no aquário:
    “Mas isso era no tempo dos segredos,
    era no tempo em que o teu corpo era um aquário” e “Dentro de ti não há nada que me peça água.”
    Acabou o desejo, o encantamento, a realização amorosa.
    Está certo? Ou não?
    beijos.

  20. Rose disse:

    Eu acho* que sim, o aquário era o encantamento…Sem dúvid, Tereza.

    A seca é a aridez do sem amor.

    Nunca tenho certeza de nada quando palmilho um poema. Só persigo um eixo mínimo que dê congruências. Delas, eu saio nas pegadas, mais no sem nome, mais na fanopéia ( imagens) …Mas o eixo lógico eu tento, feito o carrossel…
    Os cavalinhos voam, viram outras coisas…Mas o eixo onde gira… é o chão mínimo…
    Assim leio poemas, um fio e tudo paina.

    * sabe quem está no meu colo feito nenem? Yuri. Ele só chorava, pensei fosse morrer agora. Comecei a cantar música de ninar e ele dormiu e não morreu.

  21. Magaly disse:

    Upa! O trio Rose/ Isa/Teresa não deu trégua, viram que maravilha?
    Agora que pude acessar a internet e trago um recado da Meg. Está sem conexão, por isso, ainda não deu o ar de sua graça. Mas disse que o Subrosa prescinde dela pela linha ágil de assessoras que o mantêm pulsante. Então, cumpramos o nosso papel.
    Gostei da troca de idéias de vocês sobre o elemento água no poema analisado. O interessante da situação é que vão surgindo leituras novas para os mesmos pensamentos e é aí que está o charme da coisa.
    Vou acessar os links que vocês forneceram para voltarmos ao assunto mais adiante.
    Antes, quero avisar que vou dar já, já, uma escapulida de uns dias para baixar e preencher meu IR. Como sou meio despreparada na matéria, gosto de cuidar com muita antecedência, ler as instruções a cada ano, tomar conhecimento de possíveis alterações e fazer tudo com bastante calma. Qualquer ‘vacilo’ a gente tem tempo pra endireitar, não é mesmo?Tudo reportado e avisado, peço licença. Beijos.

  22. tereza disse:

    Que bom o Yuri ter conseguido dormir.Carinho salva vidas, é verdade. Ameniza dores.Que bom ele ter você e não ficar só.Um abraço apertado para você.

    Rose, não tenho formação literária, ou tenho pouca. Leio um poema, gosto ou não.Eu me encanto com o som das palavras , se tem bom ritmo e som, como se fosse música.E com o que elas dizem, no meu entendimento bem leigo.
    O poema que mais me emocionou em toda a minha vida, porque acho que ele conseguiu expressar a dor mais profunda, e não apenas a dor e tem ritmo e som
    que para mim o torna perfeito é Funeral Blues.Não estou sendo esnobe,nem tenho um domínio fantástico da língua inglesa, mas ele me tocou e pronto. Falando de poesia em música, gosto do Chico.Da letra de Vitrines, de
    Futuros Amantes, A Moça do Sonho :
    “Há de haver algum lugar
    um confuso casarão
    onde os sonhos serão reais
    e a vida não.”

    Ou algumas do Caetano, como trem das cores:
    “A franja da encosta
    Cor de laranja
    Capim rosa-chá ”

    Beijos.

    • sub rosa disse:

      Ah!
      Na melopéia , Chico é imbat´vel.
      Na fanopéia fico sempre, Tereza, e cada vez mais com Caetano.
      Epítome disso tudo, Caetano:


      [..]
      “Você diz que diz em silêncio o que eu não desejo ouvir”[..]

      “Na televisão, na palavra, no átimo, no chão”[.]

      “Como na palavra, palavra, a palavra estou em mim
      E fora de mim” [-]

      [.]”Como na palavra, palavra, a palavra estou em mim
      E fora de mim”
      […]

      […]”Crista do desejo o destino deslinda-se em beleza:
      Outras palavras”[.]

      É ou não é?

      Rose, aproveitei sua investida poundiana

      bjs a todos por hoje.
      Meu Deus, eta, blog bom esse que vocês fazem…hein?:-)

  23. Magaly disse:

    Lidos os links deixados por Isa e Teresa assim como a biografia indicada no post. Complementos excelentes, principalmente esse Netproof (via Teresa), um estudo caprichado e abrangente, além de outros sugeridos abaixo, muito esclarecedores também. Estamos com uma enciclopedia do poeta
    ..

  24. Rose disse:

    Aqui, Magaly, direto, também, de Portugal.

    Quanto mais melhor.

    http://gemassilva.blogspot.com/search/label/Eug%C3%A9nio%20de%20Andrade

  25. Rose disse:

    E mais e mais; nem sempre o poema careça de ser lido em voz alta, mas…

    • sub rosa disse:

      Menina, mas nunca, jamais que eu teria essa idéia de procurar e muito menos achar esse vídeo…
      Uau!
      Vou colocar lá no ABOUT ME:
      Eu não sou eu.
      O *eu* do subrosa são a Magaly, a Rose, a Tereza e a Isa .. e , eu às vezes.
      O que acham?
      bjs.

  26. Isa disse:

    Tereza e Rose, vocês que são ótimas garimpeiras e sempre estão por dentro, por falar em água, sabem dizer se Eugénio tem algum poema sobre o oceano, ou mesmo que faça alguma referência a ele?

    Bem… agora quero provocar um pouco sobre o passado como um trapo rsrsrs. Ele disse “o passado é inútil como um trapo”, mas… acho que o trapo pode servir para secar as lágrimas, ou mesmo o sal das lágrimas. O traponasal, não é assim que se diz? – pelo menos vi numa tradução do Ulisses, acho que foi a de Bernardina: empreste-me seu traponasal para limpar minha navalha.

    As vezes a gente se sente um trapo, mas não inútil, e ai se algum historiador ou arqueólogo ouvisse essa história do passado ser inútil rsrsrs Claro que pode ser inútil o passado dos amantes, toda a beleza, amor e palavras do passado são inúteis para eles. Mas nem o passado, de forma geral, é inútil, nem o trapo. A defesa do trapo kkk

    Mana, o passado está de volta, menos você, por enquanto. Problemas na net são um saco.

  27. tereza disse:

    Isa, o Eugénio tem vários poemas que falam de água.Desde aquário, passsando por fontes ,rios e mares até o oceano:)
    Às vezes ele consegue ser otimista:)) Você encontra aqui:
    http://boticelli.no.sapo.pt/eugenio_de_andrade.htm

    Veja uma estrofe de Corpo Habitado

    Corpo para beber até ao fim –
    meu oceano breve
    e branco,
    minha secreta embarcação,
    meu vento favorável,
    minha vária, sempre incerta
    navegação.

  28. tereza disse:

    Isa, sobre oceano mesmo, não sei, mas o link que lhe dei tem vários poemas dele. Na estrofe acima, como você já viu, ele não está a falar do oceano, mas do corpo da amada.

    • Isa disse:

      Corpo-aquário, corpo-oceano… bacana. Acho que daria o tema corpo femino na poesia, na música renderia um bom texto.

      • Isa disse:

        Corrigindo:

        Corpo-aquário, corpo-oceano… bacana. Acho que o tema corpo femino na poesia e na música renderia um bom texto.

  29. Rose disse:

    E esse texto?

    Desde As mãos e os frutos (1948), Os amantes sem dinheiro (1950), As palavras interditas
    (1951), Mar de setembro (1961), Véspera da água (1973), Limiar dos pássaros (1976), Rente
    ao dizer (1992), entre muitos outros títulos, Eugênio de Andrade vem construindo uma
    obra densa de alusões a Eros na vida cotidiana. A simplicidade dos recursos, a proximidade
    do afeto, a descrição maliciosa, a integração com os elementos naturais, o discurso ciciado
    nas margens e fronteiras da fruição amorosa, a ambigüidade sexual transparecem nos seus
    poemas. Referência tutelar na expressão mítica do homoerotismo, quase sempre caudatária
    de um grito libertário, mais sugerido que enunciado, sua poesia influencia sobremaneira
    uma sensibilidade poética que vai surgir nos anos setenta, com a celebração do corpo e de
    uma sexualidade terrivelmente dispersa.

    http://www.letras.ufmg.br/poslit/08_publicacoes_pgs/Aletria%2009/11-Edgard%20Pereira.pdf

  30. tereza disse:

    Muito bom o texto, Rose. Sobre a biografia de Eugénio de Andrade, pesquisei pouco, é verdade, mas nada se diz sobre a vida afetiva e sexual do autor.Queria tentar entender a tristeza e amargura presente em vários de seus textos.Li que era era um solitário.
    Tantos escritores proclamaram sua ambiguidade sexual, sua homossexualidade, muito antes da existência de Eugénio. Mas o preconceito, se atenuado em alguns lugares, ainda perdura e é responsável por lacunas em biografias. Foucault, Deleuze, você caprichou , hein?

  31. Rose disse:

    O acaso. Eu queria achar um poema bem lindo , o mais lindo de todos ( adoro surpreender…rs).
    Daí achei este estudo.

    ………………Eu uma boa biografia dele, mas não encontrei nenhuma completa, bem escrita.
    Fotos há muitas.
    A biografia ajuda a entender o trabalho dum autor, mas não é tudo.
    Esse estudo que eu achei dá pistas que são importantes, claro. Mas nem tanto.
    …………..
    Sabe uma coisa que eu não gosto, Tereza? Quando um autor morre e, porque morto não implica com ninguém, todos se acham no direito de ler todas as cartas dele. Já viu?
    Se eu fosse um escritor voltaria morta pra assombrar quem violou minhas cartas. Vc viu aquelas cartas do Guimarães Rosa para a mulher dele? Que falta de respeito com a correspondência alheia! Quer dizer que morreu tudo se revela?
    Não gosto disso não.
    Que analisem as pistas, no texto, em cartas COM LEITURA AUTORIZADA PELO AUTOR, mas deixassem as cartas inéditas em paz.
    O bem da humanidade que se danasse.

  32. luma disse:

    Meguita, você estava lá e eu cá, lendo quase chorando esse esvaziamento – o aquário quebrou e os peixinhos sem ar morreram!! Sempre me emociono com esse poema. Não gosto de pensar no amor morrendo, prefiro que ele se transforme, porque quando ele morre, dá a impressão que ele nunca existiu!

    Off-topic: Avisando que indiquei a leitura do post que fala de Adélia (http://luzdeluma.blogspot.com/2011/03/duracao-do-dia.html). Queria que você baixasse o audio e ouvisse – http://download.sgr.globo.com/sgr-mp3/cbn/2010/colunas/talkshow_101030.mp3 – emocionante, assim como é Adélia.
    Bom fim de semana!
    Beijus,

  33. tereza disse:

    Concordo totalmente.Nem a família tem o direito de ler as cartas de um parente falecido.Todos temos o direito de guardar nossa intimidade, dizer certas coisas de nossa vida apenas para determinadas pessoas que amamos e em quem confiamos.Sabe que nem pensei no que você disse quando fiquei sabendo das cartas do Guimarães Rosa? Sou contraditória, acho um absurdo não respeitar a intimidade das pessoas e , ao mesmo tempo, adoro ler livros de correspondências dos escritores de quem eu gosto. Para me sentir mais próxima.Já li as da Clarice e Fernando Sabino, Correspondências dela com várias pessoas.E diários então? Acho que é pior. E gosto de diários, veja que contradição! Melhor autobiografia como fez a Simone de Beauvoir.

  34. Magaly disse:

    Não deu para dar uma passadinha aqui, hoje. Já é muito tarde. Só dá para agradecer o mundo de contribuições que vocês ainda trouxeram. Durmam com os anjos e amanhã, quem sabe, tornamos a conversar.

  35. tereza disse:

    Correção do comentário 30:
    tantos escritores declararam e não proclamaram.

  36. tereza disse:

    Magaly, você é tão atenciosa.
    Durma com os anjos também e tenha um bom domingo.
    beijos.

  37. Rose disse:

    Tereza, eu gostava, mas deixei de gostar. As cartas da Clarice Lispector, levei p ler em Minas, faz tempo. Não tive vontade de ler.

    Os problemas financeiros do Fernando Sabino – acho que era isso – ou a alegria de um ou outro publicar um livro; aquelas amigas dela, cansativas. Parei de ler , acho que vou vender num sebo.
    Qdo li na Época as cartas do Guimarães Rosa me interessei. Depois perdi o gosto. Sabe aq tom de: “olha só o grande Guimarães Rosa usando expressões prosaicas!”
    Que eles queriam? Que ele escrevesse: “nonada, querida?”. Já pensou o concretista: “Babe cola, meu amor. Minha cloaquinha!”.

    Devassar cartas de mortos se equipara ao fazer fofoqueiro lá do programa do Nelson Rubens. Sabe quem? O fofoqueiro da TV.
    …………………………………………………………………..

    ( Cadê a Meg, heim?)

  38. Isa disse:

    Só não gostei do que fizeram com o Drummond, quando publicaram O amor natural, livro de poemas eróticos, ultra pessoais, se bem que li o livro todo…

    Quanto às cartas, acho bom que sejam publicadas. Como eu teria tomado conhecimento da Condessa de Barral se não fossem as cartas e os diários, disponibilizados ou vendidos (não sei bem) por seu filho? A Condessa foi uma figura, a paixão do Imperador e Mary Del Priori fez uso das cartas-fontes históricas para escrever o livro.

    Similarmente, temos os casos de Marie Bashkirtseff e Jesse Pomeroy: suas vidas em cartas e cadernos de anotações que, como diz Jon Savage, o diário não era apenas uma válvula de escape para Marie, mas um pedido de imortalidade, verdadeiras autobiografias.

    Vejam este caso sobre um pesquisador da Escola de Chicago, W. I. Thomas (extraído do livro de Bogdan e Biklen sobre pesquisa qualitativa): “interessante é o facto de ter sido acidentalmente que começou a utilizar as cartas como dados de investigação. Conta-se que um dia, passeando pelo gueto polaco de Chicago, se desviou para não seratingido por lixo atirado de uma janela. Encontrou, entre o lixo, um maço de cartas e, como sabia ler polaco, começou a lê-las. Deparou-se com uma descrição em primeira mão da vida de um imigrante. Este incidente, tal como o de Malinowski ter ficado retido durante a Primeira Grande Guerra, teve uma influência profunda no delinear da investigação social”.

    Bem, não havendo constrangimentos, ou seja, se todos os citados já morreram, não vejo problema porque não encaro como fofoca, mas como história. E os historiadores veem cartas e diários como fontes históricas.

    Dizem que Capanema, seu conterrâneo, Rose, era metódico e guardava tudo, até anotações em guardanapos de papel.

  39. tereza disse:

    Isa, mas Malinowski, o importante foi a obra antropológica dele, aprendemos com ele a fazer pesquisa de campo. O diário dele do período em que viveu em Trobriand é interessante porque revela um outro Malinowski que não aparece nos livros.Um Malinowski que sente saudade da civilização , o lado humano de Malinowski que se sente um peixe fora d’água naquelas ilhas:)

    Por falar em “peixe” e “água”, afinal encontrou a poesia sobre o Oceano? Já leu o que Rose e eu escrevemos para você?

  40. tereza disse:

    Isa, não tinha visto os seus comentários acima sobre o que pediu.Desconsidere a pergunta no final do comentário.

  41. Isa disse:

    Justamente, Tereza, pois algumas observações que Malinowski fez causaram furor no meio acadêmico quando seu diário foi publicado e hoje, como bem você diz, revelam um outro Malinowski, ser humano, não apenas pesquisador.

    Outro caso que lembrei é o de Salinger: após sua morte, a filha de um amigo doou cartas trocadas entre Salinger e seu pai. Creio que buscam entender melhor o escritor – muito reservado durante quase toda a vida – descobrindo algum furo… ganhar dinheiro também, claro. Há o caso de uma ex-namorada que vendeu as cartas trocadas com Salinger. Elas foram leiloadas por não sei quantos mil dólares, mas o fã que as comprou planejava entregá-las ao escritor… não sei se fez isso.

    http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/livros/correspondencia+inedita+mostra+lado+humano+de+jd+salinger/n1237971080519.html

    http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110227/not_imp685052,0.php

    http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,salinger-as-cartas-nao-mentem,534917,0.htm

  42. Isa disse:

    Justamente, Tereza, pois algumas observações que Malinowski fez causaram furor no meio acadêmico quando seu diário foi publicado e hoje, como bem você diz, revelam um outro Malinowski, ser humano, não apenas pesquisador.

    Outro caso que lembrei é o de Salinger: após sua morte, a filha de um amigo doou cartas trocadas entre Salinger e seu pai. Creio que buscam entender melhor o escritor – muito reservado durante quase toda a vida – descobrindo algum furo… ganhar dinheiro também, claro. Há o caso de uma ex-namorada que vendeu as cartas trocadas com Salinger. Elas foram leiloadas por não sei quantos mil dólares, mas o fã que as comprou planejava entregá-las ao escritor… não sei se fez isso.

  43. tereza disse:

    Rose, achei decepcionante a correspondência entre Clarice e Sabino. Monótona, pobre. É provável que o Sabino tenha censurado partes das cartas de conteúdo mais pessoal, sei lá. São cartas sem nenhum sabor. O outro livro Correspondências é muito interessante.
    bjs.

  44. Rose disse:

    Isa e Tereza, acho que há casos e casos. Se for para a felicidade geral da humanidade diga ao povo que fique fuçando as cartas alheias.
    Mas pensem no Malinowski ali, preocupado em pesquisar como é que começou a repressão sexual na humanidade. O q lhe interessou foi saber o quanto aquele povo era livre.
    As cartas de Van Gogh ao Theo, tão bem escritas – mais q na cara que ele ou o Theo tinham sonho de publicá-las. Mas o que me enoja é essa dissecação obrigatória das cartas dum artista. O livro erótico do Drummond é sim um livro menor, nem sei se ele quereria que fosse publicado. E as cartas da Clarice? Nada que revelasse seus segredos estava. Beleza então que publicasse. Mas há pontos na vida dela que ela mesma fez questão de esconder – o que fez bem! e soube fazê-lo. A vida amorosa, a relação com os filhos. Porque o que mais arrancar da escritora que não a sua alma se não, a escrita compulsiva e rica, produto de dores sabe-se lá quais.
    Deveriam é criar métodos/regras que impedissem a publicação de cartas, bilhetinhos não relevantes para X ou Y. (Volto às cartas do Guimarães: que importância saber que, no cotidiano amoroso, ele dizia palavra fofas à sua mulher?)
    Uma vez li uma biografia sobre John Lennon que o acusava muito. De tudo. Mas não havia cartas. Beleza então. Por fim, creio que, neste tempo de celebridades e até duma tal Balada Literária ( odiei esse nome) cabe ao escritor, pesquisador, bailarino etc deletar emails e fazer bolinhas de papel das cartas. E queimá-las, claro.
    ( onde andará Meg?)

  45. tereza disse:

    Isa, concordo com você que as cartas são fontes de pesquisa muito importantes. Discordo da exploração comercial que amigos e parentes fazem ao expor coisas
    ultra pessoais, como você disse sobre o Drummond.
    Existem correspondências riquíssimas que não podem ser ignoradas. Assunto complicado, não é?

  46. tereza disse:

    Rose, escrevemos quase ao mesmo tempo.Não tinha visto o seu último comentário.Você acabou de citar um exemplo muito importante. Cartas de Van Gog a Theo.
    Impossível não publicar.Eu amei ainda mais Van Gogh.
    São emocionantes.
    Quanto a atores, cantores e tal, tudo vira fofoca.

  47. Rose disse:

    Eu li o outro livro Tereza , não gostei. Não me interessam os bastidores. ” Ai estou na Suíça, que saudade de vocês …tá tá ta´” Chato.

    E ACHO que tenho uma opinião firme ( sou meio insegura ) agora sobre as cartas póstumas.

    Não acho que se deva abri-las, nunca. A não ser que seja as de um cientista que tenha a cura para uma doença. NO mais, é programa Nelson Rubens.

    A vida duma pessoa é mais importante que outra coisa qualquer. ”Respeitem as cartas dos mortos”, dizia Bartolomeu Guimarães, o personagem de Ronald Golias ( nem sei se ele disse isso).

  48. tereza disse:

    Rose, Cartas de Van Gogh a Theo você gostou. Não achou que valeu a pena?

  49. tereza disse:

    Isa , obrigada pelos links:)
    Já li o primeiro e é um exemplo de como a verdade sobre Salinger veio à tona após a morte dele. Era uma espécie de Greta Garbo da literatura, sempre recluso.Não sei se foi ele quem criou o mito. Nunca li muito sobre ele porque eu não gostei de O Apanhador no Campo de Centeio que li quando tinha uns vinte anos. Não entendia porque as pessoas que conhecia gostavam tanto dele:)

  50. tereza disse:

    Meg, Meg, você está fazendo muita falta! Não demore muito, senão vai gastar dias e dias se quiser ler os comentários:))
    Beijos.

  51. tereza disse:

    Isa, li os outros links.Interessantes. Tantas contradições, difícil saber o que é mito e o que é verdade.

  52. Rose disse:

    As cartas de Van Gogh foram publicadas pelo Theo que o conhecia. Se reparar bem, são cartas tão bem escritas que , quase se dão à publicação. Não envergonhariam Van Gogh.
    ……………………
    Repito. Achei uma folia danada aquela exposição das cartas do G Rosa. Queria ser mediúnica para saber o que ele sentiu.

    ….Vou pensar outra hora em alguém que teria sua imagem bem prejudicada após a morte quando suas cartas foram pasto de urubus. “Fulano morreu, vamos devassar tudo dele, lustre, paletó, e as cartas , as cartas…”.

    …O Diário de Anne Frank só foi publicado na íntegra depois que o pai dela morreu. Mas aí se trata de um livro. O que eu não aceito é a publicação de textos íntimos. Quer dizer que por que se é autor não terá direito a uma vida sua?

    ………………………………..( …se a Meg não voltar dentro de 7 dias , vamos sumir uns dez posts?rs)

  53. Magaly disse:

    Gente! Meg deve estar atrás de uma tela inoperante. Daí a pouco, ela vai aparecer, doidinha pra dar conta de tanto blá/blá/blá, desses que ‘cutucam’ a cabeça da gente, e chegar à conclusão de que não dá mais , agradecer tudo e puxar de seu baú de surpresas mais um post que motive sua equipe pra outro debate ainda melhor.
    Mas, meninas, eu digo: estou no ponto de arrastar meu caminhãozinho e sair da ‘peleia’. Vou ficar só na escuta, bebendo a sabedoria de vocês pra morrer mais cultinha. Na verdade, mal consigo ler tanta informação de qualidade. Rose, o link que você deixou no comentário nº 32 é bom demais. E aí vocês emendaram sobre a dissecação de correspondência de ilustres escritores e artistas já mortos Saibam que isso me incomoda também, acho invasivo, desconcertante, em certos casos, até desrespeitoso, se bem que reconheça que há vieses positivos em outros aspectos. E vocês falaram de gente que amo perdidamente, como Rosa, Drummond, Clarice, Malinowski, Van Gogh/Theo!
    Bom, saio da pista novamente, pedindo aos anjos que arranjem um bom técnico para o computador da Meg e tragam-na de volta sã e salva.

  54. tereza disse:

    Veja aqui também sobre Simone:
    http://www.simonebeauvoir.kit.net/artigos_p05.htm

    Tentaram detonar a Simone de todo jeito. Uma ex-amiga dela escreveu “Memórias de Uma Moça Mal Comportada”, não lembro o nome da figura. Mal escrito e rancoroso.
    Queriam o que, os que tentaram detonar a Simone? Que obra e pessoa coincidissem? Que ela fosse a Simone dos seus livros autobiográficos? É preciso ser ingênuo ou ter muita má fé.
    Quando Simone escreveu sobre a relação dela com Algren em A Força das Coisas ele rompeu definitivamente com ela.
    Ainda assim, prefiro a autobiografia, nesse caso, a publicação das cartas.Veja o o texto do link:
    “A diferença no tom dos textos é evidente. O fato de que a carta íntima era dirigida somente a Algren, enquanto que o livro de memórias seria li do por milhares de pessoas, deve ser levado em conta”.

  55. tereza disse:

    Magaly, arrastar o caminhãozinho e sair da “peleia”?
    Como pode? Nós queremos aprender com você!

  56. Magaly disse:

    Teresa, uma confissão: sinto-me mais próxima de você por uma revelação sua em um comentário. Meu poema mais querido: Funeral Blues. Momentos antes da cremação de meu Téo, despedi-me dele com palavras de saudade e inseri o poema de Auden como a mais pura versão da dor que eu sentia, só que no ‘céu’ de minha fala ficava escrito: Ele não morreu!

  57. Rose disse:

    E meu(?) veterinário acaba de me dizer que …virá ter uma conversa séria comigo.

    Que jeito vou aceitar que matem meu cachorro? E depois vou levá-lo numa mala até um lugar onde cremam os bichos? Tem 17 anos e tem sido meu mais que filho.
    A vida esfarela.
    …………………………………………….

    Tereza, dá pra pensar assim. Eu, como professora, sou adorável, digo coisas lindas e construtivas. Oh! Ajudo as pessoas a evoluírem. Não é metidez, é o que os alunos dizem.
    Mas fora do trabalho, sou fechada, poucos amigos; os poucos me acham instável; têm medo de mim. Fora q sou insegura e às vezes displicente ( poucas vezes).
    Quando eu morrer, não quererei que meus alunos lessem emails em que eu brigo – e xingo muito!- com meus amigos. Jamais.
    Mas eu sou apenas uma professora…Mesmo assim o exemplo serve.

    …………………………..

  58. Rose disse:

    Nem erros eu suporto que vejam…
    ”Quando eu morrer, não quererei que meus alunos lessem ”
    Correto abaixo.
    Quando eu morrer, não quererei que meus alunos leiam”

  59. tereza disse:

    Magaly, deve ter sido uma despedida muito bela, apesar de toda a tristeza. “Ele não morreu”! é a certeza dos que têm fé.
    Fico feliz por sentir-se mais próxima de mim, gosto de você:)
    Não tenho a música preferida, nem o livro preferido.Fica difícil escolher. Mas o poema, é uma certeza que vem do coração.

    Não sei se você viu o filme Quatro Casamentos e um Funeral.É emocionante a cena em que o ator interpreta
    Funeral Blues num velório.Só não vou deixar o link porque não sei se você quer se emocionar muito.Se quiser, lhe envio o link depois.Mas que eu me lembre, só essa cena é emocionante, o filme não é triste, é leve:) E muito bom.
    Beijos.

  60. tereza disse:

    Rose, eu sei como é doloroso, eu tive que deixar o veterinário sacrificar a minha cachorrinha que eu cuidei desde filhote.Decidimos, eu e meu marido, porque ela estava sofrendo muito.Teve câncer, foi operada, o câncer voltou e ela não conseguia mais comer.
    É muito difícil Rose. Só você poderá avaliar se ele está sofrendo muito e tomar uma decisão. Muita força para você. Beijos.

  61. Magaly disse:

    Rose, peço-lhe que me deixe acompanhá-la nessa hora de tanta agonia, mesmo assim de longe. Estarei vibrando em sua intenção continuamente e o Yuri receberá os reflexos dessa vibração. Sofrerão menos assim os dois. Teresa e Meg, que têm experiência desse tipo de vivência, ajudarão também com seu carinho e atenção.Você não está só. Um forte abraço.

  62. Magaly disse:

    Teresa, obrigada por sua carinhosa compreensão. Não se preocupe em mandar o link, tenho o DVD aqui, na gaveta de meu rack. Um dia, tentando escolher umas comédias românticas leves pra me trazer de volta o bom humor que andava rasteiro, vi esse título e trouxe-o entre outros, mesmo porque ‘arrasto uma asa’ pelo protagonista. Surpresa que me tirou o prumo: a declamação do poema e na língua original, como o havia lido pela primeira em meu curso de inglês. Um abraço.

  63. tereza disse:

    Magaly, eu também adoro o Hugh Grant:) E gosto de comédia inglesa.Já vi outros filmes leves e bons do diretor desse filme, Mike Newell.Veja a filmografia dele, vale a pena.Um abraço.

  64. Rose disse:

    Obrigada , Magaly, Tereza

    Imagine eu alterar o rumo da conversa p falar do meu cachorro.
    Que blog é esse. Eu sou muito ” sem noção”.

    Obrigada pela força. Depois escrevo p email contando o que houve.
    ( não vou fazer nada de eutanásia)

  65. Rose disse:

    Sabe quando a gente era criança e ficava esperando o novo gibi? Qual seria o desenho da capa e tal?

    Assim, estou, curiosa para ver o novo post da Meg. Será que provocará tanta conversa, assim, né, Tereza?

    Os últimos foram muito bons…

    Aposto que o próximo não será sobre poemas…Posso errar …sei lá. Bom mesmo é a surpresa.

  66. sub rosa disse:

    O M G !
    OMG!
    Estou feito criança rasgando nervosamente o papel das embalagens dos presente em dia de aniversário!!!
    Está tudo tão lindo por aqui que nem tenho médtodo pra responder. vou querendo ler ansiosa, tudo, tudo.
    Nunca que eu ia saber de tanta coisa que estou lendo aqui pela primeira vez (Condessa de Barral who?) tanta coissa que nem sei como ler…
    Obrigada, crianças, saber que vcs emprestaram seu brilho, inteligência, leituras, informações de tal nível de excelência…
    Ainda não li tudo, porque mal leio e já quero ver se tem resposta pro comentário que estou lendo, outras vezes quero saber como tal comentário teve origem, como surgiu, em que ponto da conversa..
    Não posso ler de forma linear, estou muito ansiosa:-)! já li algo que é perguntado à Isa, sobre oceano, poesia etc.. Oceano, água, aquário, seca e queda, água, dágua..
    Logo vejo um debate, concorridíssimo, sobre *propriedade intelectual , Oh my God! (OMG!!)
    Bem, se eu demorar é porque não resisti e cedi à tentação entre ler ou não ler… ou melhor, de ler estes comentários só depois do novo post.
    Isso é tentador, mas não seria uma deselegância da minha parte deixar de ler essas conversas tão maravilhosas???!!!
    Eu não sei, comigo a curiosidade é tudo:-). Doença incurável, ouçam bem.:-)
    =-=-=
    Bem, duas coisas:
    1- Eu estou me preparando psicologicamente ai!.. para novos posts que… por ventura, não suscitem tantos comentários: não quero acostumar na fantasia como diria o Chico.
    Este aqui corre o risco de criar um monstro:-) eu!
    2- Eu disse a mim mesma: vou ler tudo, tu-di-nho mesmo, e linearmente, na sequência, afinal, não posso me dar ao luxo de deixar de fora nem uma só linha e comecei pelo primeiro comentário que foi o da Magaly:
    E assim eu fiz, mas foi tão lindo o que ela escreveu que não pude deixar de escrever a resposta, aqui:
    =-=-=-=-=–=
    Magaly, vc é mesmo a maga das palavras e idéias. Juro que nunca li nada tão *belo e ao mesmo tempo preciso* quanto candura elegante.
    De que lugar mágico você retira essas palvras, essas idéias, Magaly?
    Lindo!
    Um dia vou usar, está bem?
    :-)
    bjs

    =-=-=-
    Então, é isso.

    Ah! outra coisa, temos uma leitora dos Estados Unidos que escreveu ali em ABOUT ME
    E mais uma leitorinha *NOVA!!!* que escreveu um comentário no post da Adélia.
    E eu quero agradecer à queridíssima Luma do yes, party que nos lembra que ontem foi o Dia Internacional da Poesia:http://luzdeluma.blogspot.com/2011/03/feliz-naw-ruz.html
    =-=-=-
    E indicou o post da Adélia para seus leitores.
    Vocês não sabem o aumento do número de visitas ao Sub Rosa.

    Eis aqui:
    http://luzdeluma.blogspot.com/2011/03/duracao-do-dia.html
    =-=-=
    Sinceramente, queridas, queridos:
    Eu estou tão feliz que acho que morri e estou no céu.
    Obrigada.:-)

    Está tudo bem, até mais.
    (Volto, só sei que eu volto. )
    Ai, a Vida é muito boa comigo:-)
    Obrigada, Rose, obrigada…
    Obrigada a todos.

  67. tereza disse:

    Menina Meg, divirta-se bem e muito com os comentários:)))
    Que bom você estar de volta.
    Nós esperamos, fique tranquila.
    beijos.

  68. tereza disse:

    Rose, você viu? A Meg está lendo o seu Gibi novo dos comentários:)ueba! depois vamos ganhar um gibi novo:))
    beijos.

  69. terezinha disse:

    O.T. Rose, conte para nós como está o Yuri. O que você fez ou vai fazer?

  70. Magaly disse:

    Meg, Meg, está me ouvindo aí do céu? Não vá com muita sede ao pote’, vá devagar, leia todos os comentários dos dois últimos posts, delicie-se, você merece. Como negar a si mesma esse prazer que lhe traz tanta satisfação íntima? A gente espera, sim, o tempo de você ler essa quase centena e meia de opiniões em torno dos assuntos oferecidos, com liberdade para digressões de todo tipo.Tá bem?
    Beijos pra Selma e afagos na Doró.

  71. Rose disse:

    Meg, que bom o poder de síntese da Magaly.

    Eu acho que nesses comentários há muita digressão, isso mesmo! Mas isso não empobrece nada os comentários.
    Mas é preciso um manual para ler comentários, aqui vão.

    MANUAL

    1- Imprima tudo, escolha padrão e tamanho de letra.
    2 – Coloque uma capa , pode ser dessas de plástico transparente.
    3 – Manda fazer que dá trabalho.
    4- O título pode ser ” Conversas sobre Eugénio de Andrade”. Ou “Eugénio de Andrade”. Pode melhorar o título se quiser.
    5 – Sente-se numa poltrona – ou numa cadeira, feito diz a Adélia Prado ( ela só assenta em cadeira, diz que é melhor para o corpo, nada de poltronas). Pode pegar um pote de açaí – é aí que tem bastante não é? – e apenas folheie a nova revista – ou gibi ( né, Tereza?)
    6 – Importante não usar a linearidade nessa leitura, porque, se fizer assim, vai perder a qualidade da emoção implícita da coisa toda. Vai perder expressões encantadoras da Magaly, por ex. Pq no surgido duma conversa despretensiosa mais se aprende e se vê saltando parágrafos, páginas. Reordenação de tudo.
    7 – E pule os vídeos. Aliás, os vídeos não cabem no caderno ( separa os vídeos para outro dia). Nenhum ser humano consegue unir o olho de ler texto com o olho de ver vídeo , assim, tudo junto. A Internet é bacana mas inviável na apreensão simultânea. Eu acho bobagem o que dizer de q o cérebro consegue tudo ao mesmo tempo. E se conseguir conseguir. Mas perde as EMOÇÕES.

    A alegria de receber comentários num post eu conheço. Ela se basta. Impossível querer ler tudo .

    Vai daí que… PARA FAZER UM GIBI é só pagar uma dessas lojas de imprimir e encadernar. E colecionar, cada capa pode ter uma cor diferente.
    Leve para ler aonde for…Assim inventando o tempo. E carregando um pouco dos seus amigos com você.

  72. Rose disse:

    Erro muito qdo escrevo…aqui um trecho

    Eu acho bobagem o que dizer de q o cérebro consegue tudo ao mesmo tempo. E se conseguir conseguir. Mas perde as EMOÇÕES.

    EU ACHO BOBAGEM CRER NA CAPACIDADE DO CÉREBRO DE ASSIMILAR MUITA INFORMAÇÃO AO MESMO TEMPO. E, SE CONSEGUE, PERDE ALGUMA COISA, EMOÇÃO E RAZÃO NÃO SE ENCONTRAM FÁCIL NA FRUIÇÃO DA LEITURA.

    ( mais ou menos assim, escrever é difícil !)

  73. sub rosa disse:

    Tereza, querida:
    ref:comentário n.2:
    —-
    não, eu não conhecia o poema que enviou (Silêncio) aliás, deixe que eu lhes diga que não conheço tanto quanto gostaria de meus “poetas de culto”.
    Essa expressão… bem , talvez eu a use errada e indevidamente.
    Só para dar-lhe um exemplo e depois me diga se entendeu e me ajude a consertar: eu tenho um poeta que amo, amo, muitíssimo.
    E no entanto, sei muito pouca coisa sobre ele e o que sei me faz admirá-lo.
    Ele se chama: MARIN SORESCU – é pouco conhecido e eu acho que não conheço nem meia dúzia de poemas.
    Por isso, mesmo que eu diga aqui: adoro o poeta tal desde pequenininha, ou este poeta é meu preferido etc… há sempre a possibilidade de eu só o conhecer circunstancialmente.
    Achei importante dizer isso porque com o Eugénio de Andrade, foi uma comoção geral quando ele morreu em 2005, acho, e aí travei contato com ele.
    Com um grande amigo da Internet eu discutia acerca do William Carlos Williams que é muito citado por Eugénio de Andrade.
    Tá bem, minha flor?
    bjs e obrigada.

  74. tereza disse:

    Meg, quando falei de Gibi foi no sentido que a Rose atribuiu à palavra.No melhor sentido. Da criança que fica ansiosa, esperando a sua revista chegar. O seu presente, digo eu. Quando reli, achei que não ficou claro o que quis dizer.
    bjs.

    • sub rosa disse:

      Tenho certeza, menina Tereza, de que quando eu chegar (pelo ano 2020:-), lá, no comentário, vou precisar voltar aqui.
      Eu leio de trás para a frente, da frente pra trás, do mais recente para o mais antigo… enfim, os comentários é que se exibem, tomam a vez um dos outros e eles é que definem a forma de ler.
      Ansiedade, palavra de ordem.
      Gibi, não é?
      Ainda não cheguei à Rose falando em gibi.
      beijos

  75. tereza disse:

    Hahahahahahahahaha! Meg, você é muito divertida.
    Gosto de você.

  76. Rose disse:

    Meg, eu vou limitar meus comentários. Sou muito prolixa. Reconheço, já me pediram pra parar de escrever, dar um tempo…é sério!

    Minha mãe não aguenta quando começo a falar. Passei a infância caladinha, descompensou uma parte do cérebro. Mas..tudo certo.

    Propósito

    Escreverei apenas 2 comentários por post. Um longo e outro longuete. E , quando eu me magoar – sempre me magoo por nada – ficarei 5 posts sumida. Assim, uma pessoa menos ajuda diminuir tanta coisa pra ler…Eu sei que você gosta. Mas analiso que isso é exagero. Da minha parte, sim. Sou rigorosa comigo.

    ( Ela é engraçada mesmo, Tereza. E hiperbólica)

  77. tereza disse:

    Meg, nós exageramos. Excesso de comentários.Porque estava divertido.
    É só uma sugestão, claro. Você poderia escrever só um comentário dirigido a todos destacando algumas coisas que acha importantes, por exemplo, essa de que não se deve explicar as metáforas achei ótimo, você foi no ponto.Precisamos de você, sim, acabei de citar um exemplo. Nesse post, estou parando por aqui, falei demais. E há muita coisa repetitiva, por exemplo, sobre a metáfora novamente.
    Não fique ansiosa.Nem se sinta obrigada a responder detalhadamente. Acho que todos concordam comigo.
    Queremos ver você feliz. Não pode ser um dever de casa. Beijos, querida.

  78. tereza disse:

    Rose, pensamos quase a mesma coisa ao mesmo tempo.
    Quando postei meu comentário é que vi o seu:)

  79. Isa disse:

    Oi, Meg! Oi, pessoal!

    Gente, sumi uns trinta comentários atrás e não quero te dar mais trabalho, Meg (concordo com Rose e Tereza sobre a quantidade de comentários, mas a discussão estava tão gostosa!), mas não posso deixar de dizer que percebi o fora que dei depois que li os textos que Tereza e Rose indicaram nos comentários 36 e 41, respectivamente, principalmente a indicação de Rose (com. 41). Tanto falei em corpo feminino e agora ficou claro para mim que aquário, ou rio, ou fonte, ou oceano podem ser referências ao corpo masculino também. O autor do artigo que Rose indicou fala da “construção de um corpo masculino sedutor e atraente” no poema Green God.

    Obrigada, meninas, foi muito bom aprender com vocês. Abaixo, o poema retirado do artigo de Edgar Pereira (UFMG).

    Green God

    Trazia consigo a graça
    das fontes quando anoitece.
    Era o corpo como um rio
    em sereno desafio
    com as margens quando desce.

    Andava como quem passa
    sem ter tempo de parar.
    Ervas nasciam dos passos,
    cresciam troncos dos braços
    quando os erguia no ar.

    Sorria como quem dança.
    E desfolhava ao dançar
    o corpo, que lhe tremia
    num ritmo que ele sabia
    que os deuses devem usar.

    E seguia o seu caminho,
    porque era um deus que passava.
    Alheio a tudo o que via,
    enleado na melodia
    de uma flauta que tocava.

  80. tereza disse:

    O.T.Meg, para você ouvir enquanto lê os comentários:)))
    Gosto da leveza e do humor desses jovens. La vie en Rose :)Ela renova a música ,uns adoram outros acham um horror. Ouça se gostar, claro. E para todos que frequentam esse blog e aguardam ansiosamente 2020
    hahaha! bjs.

  81. tereza disse:

    La Vie en Rose:

  82. Rose disse:

    Tereza, fico pensando qual será a cor da capa da nova edição do Sub-Rosa.
    ……………….

    Esse seu la vie en rose é dessacralizador, coisa de jovem, de dar leveza ao passado, ainda que o la vie en rose seja leve. Perceba o tom de deboche ( brincalhão) dos jovens. Quero ser jovem.
    Lembro que já fui assim…
    ….

    Ah ! Bom! Mas que seja este o último comentário. Cento e um! Agora só se usar ‘vide acima”.

    Faço voto de silêncio. Vi aq filme ‘rezar, pular, amar…’. Esquisitinho, o meio doutrinário que acaba ajudando quando a gente está meio fraca e perdida. Aconselho.
    …………………………………………………………..
    Vou embora…Se voltar, Tereza, fecha a janela que dá pro jardim.

  83. tereza disse:

    O.T.Mas Rose, acho que eles são descontraídos, brincalhões, sim, mas não os achei debochados:)Se quiser, veja no You Tube, ela cantando Mister Sandman.
    Esse também é o meu último comentário nesse post.
    beijos.

    • sub rosa disse:

      >“Esse também é o meu último comentário nesse post.
      Não me/nos ameace, Tereza.
      Essa função é da Rose, lembra?
      hahahahahah!

      =-=-=
      Estou aqui – como se diz neste rincão distante onde moro – estou “pegada” no trabalho de revisão do post. que é sobre…:-)
      Será um post in progress
      Cada vez que vou rever uma informação encontro outra dez mil vezes mais rica ou mais bonita etceterrá…
      U-ma coi-sa! Uma consumição.
      Tá vendo? isso é pra verem como eu gosto de vocês.
      Ou como sempre digo: eu bem que faço tudo direitinho, tudo pra agradar. O problema é o que os *outros fazem*. Isso é que me dá trabalho:-) pisc*

      Não, Rosesinha: não é Dame Elizabeth Taylor, que nunca foi s’anta:-0 do meu altar.
      Ela uma vez, anarquizou com a minha Marilyn… e isso eu não perdoo.
      Ela e o Tony Curtis foram muito indelicados com MM.
      E isso é pecado mortal:-)

  84. sub rosa disse:

    Queridas pessoas de minha vida:
    finalmente terminei de ler cada um dos comentários.
    Seguindo a sugestão da Tereza, resisti ao costume e ao desejo de responder a praticamente cada um deles.
    Antes assim, pois a emoção, os afetos foram muito exigidos.
    Estou surpresa, muitas vezes extasiada.
    Queria agradecer muito ao caráter de moderadores do debate que só prosperou mesmo, não pelo Eugénio de Andrade, mas pelo amor com que se apropriaram dos temas e resolveram discutí-los
    Acho que tudo já foi dito no meu comentário anterior. No mais me faltam as palavras.
    Estou muito, muito emocionada.
    Obrigada.
    Não acho de modo nenhum que houve excesso de comentários, Tereza.
    Não me roube essa alegria:-)
    Gosto de pensar que qualquer coisa que se diga a respeito é como falar de nós mesmos.
    Somos o que amamos e o que mostramos. Ou o que podemos mostrar.
    Rose, como eu gostaria de ser hiperbólica, agora.
    Mas, sabemos todos, que o que é da esfera do afeto é inefável.
    Um beijo de obrigada.
    Meg
    P.S.
    O próximo post já está pronto, mas sinto que ele está tímido, medroso mesmo, de assumir a difícil tarefa de substituir o Eugénio.
    Amanhã estará publicado.
    :_o/

  85. sub rosa disse:

    Gente de Deus!
    OMG!!!!
    Vejam isso, o que até me redime um pouco pois vivo empregando essas expressões que um dia já foram a *minhacara*:-):

    http://www1.folha.uol.com.br/tec/893975-omg-lol-e-we-heart-it-entram-para-o-dicionario-oxford.shtml

  86. Rose disse:

    Vou tentar adivinhar o próximo post…( nem faço ideia).

    3 palpites: pode aparecer um cavalo; ou algo ligado a chapeu, moda; uma floresta…acho…

  87. Rose disse:

    Não…acho que tem um trem.

  88. Isa disse:

    Hmmm…! RIP também já entrou (ou é abreviação antiga)? Ah, quando será que vão incorporar o seu pisc*? rsrsrsrs pisc*

  89. tereza disse:

    Diga ao post para não ficar tímido nem medroso:) Imagino que o número de comentários não se deva diretamente ao Eugénio, mas à Meg. Que fez um ótimo post e saiu do ar, por culpa da tecnologia. Então, os seus leitores ao saberem da notícia , ficaram ansiosos e
    dispararam a escrever para o tempo passar depressa.
    Sorte sua que a Magaly apareceu e nos acalmou, foi atenciosa e respondeu a uma parte dos coments. Não fosse a Magaly, você teria uns duzentos comentários para ler:)
    Por falar em Magaly, cadê ela? Tô com saudades.
    Update:
    Estava lendo uns posts antigos seus, de 2008. Um sobre política (Marta) e adorei saber que eu assinaria embaixo do que escreveu.Achei aquele post fantástico.Li outros,
    todos interessantíssimos, como o da Ana Cristina César.
    De vez em quando leio seus posts antigos e lamento não ter sido sua leitora antes, para poder comentar os meus preferidos:)
    Beijos, Meg querida. Beijos a todos os meus queridos.

    • sub rosa disse:

      Ai, que dulzura, Tereza, Terezinha, minha santinha doutora.
      Sabe que o Manuel Bandeira, em uma crônica chamou Santa Tereza, inha de
      Miss Céu, sabia?
      Pois é!

      Lembro do post da arggh… Marta.
      Que papelão, não é?
      Não vou dizer que cada um tem os leitores que merece, pra não me chamarem de metida.
      Como dia a adorável Rose: isso não é metidez:-)
      bjs, querida

      • tereza disse:

        Por favor, Meg, não me chame de santinha:))) Só se quiser me xingar:)))Admiro Tereza de Ávila, mas não sou católica e não pertenço a nenhuma instituição religiosa.Tenho uma certa preguiça de santos, de um modo geral.
        Desconfio das pessoas boazinhas.A verdadeira bondade, sim, eu gosto.

    • sub rosa disse:

      A Magalyz:-) está fazendo o Imposto de Renda, né?
      Ela deixou isso dito aqui.
      Sabe como é , Magaly é nossa prima rica.:)
      Juro!

  90. tereza disse:

    Rose, talvez Elizabeth Taylor? Acho que não, ela não deve fazer parte do altar da Meg.acho que é algo ligado a cinema:) bjs.

  91. tereza disse:

    corrigindo: ligado ao cinema.

  92. sub rosa disse:

    Isa, Izzy, querida
    RIP é abreviatura antiga, não é ?
    É do latim, resquiat in pacem (não tenho certeza da declinação).
    Mas, calhou de a tradução em inglês (Rest in Peace) ficar mais conhecida.
    Não dizem que o inglês é o latim de hoje?
    O latim castrense, bien entendu.

    Ah! vá lá: digam que o nosso sub rosinha não é cultura *pisc hahahá!

    • Isa disse:

      É cultura e muito mais!!! rsrsrsr
      ^Curiosa^ que sou, já havia consultado o Oxford Dictionary para saber a origem da sigla RIP e você tem razão, vem do latim, só não sei te dizer se é abreviatura muito antiga.

      Ah, meu palpite é que o novo post é sobre o Japão, tsunami, radiação etc.

    • Isa disse:

      Post in progress, por isso pensei no Japão, mas vc diz que tem muitas coisas bonitas, neste caso, não pode ser tsunami, nem radiação.

      Ainda sobre o RIP, se a expressãorest in peace vem do latim “requiescat in peace”, realmente é coisa antiga, só não sei te dizer se a abreviatura é usada há muito tempo. Gostei do comentário de Magaly sobre este assunto, abaixo.

      Outro termo antigo que tem sido muito usado ultimamente é [BULK], hoje já recebi vários deles. Quando vejo que é bulk, nem abro o dito e-mail. E mais duas plavras que estão em moda, ultimamente: bullies e bullyng. Já gastámos muto estas palavras pela rua nos trabalhos acadêmicos, nos meios, nos livros… resolver que é bom…

  93. tereza disse:

    Uau! Post in progress? Puxa, que legal! E com tempo mais ou menos definido para acabar? Senão chegaremos a 2020 hahaha!

  94. tereza disse:

    A Meg escreveu lá no comentário numero 103.
    O caos! Fomos nós que começamos?:))

  95. tereza disse:

    quis dizer que a Meg escreveu no comentário 103
    agora, que já estamos no 117:))

  96. Magaly disse:

    Vocês é que pensam que se livram fácil assim de mim! Tou com um olho no IR e outro na tagarelice de vocês. No IR, pouco progredi. Baixei os dois programas e tentei importar os dados. Me atrapalhei no caminho, enjeitei o parangolé técnico e preenchi os dados pessoais com meus próprios dedos – o que significa que não ainda não comecei pra valer a fase do preenchimento. A prima rica de vocês, pra governo de todos, faz a declaração simplificada.
    Quanto à badalação da Meg, adorei o Oxford ter dicionarizado aquelas expressões. Por essa e outras é que amo my old dictionary, já com cara de fóssil – ‘I heart it’! Qualquer semelhança é mera coincidência.
    Na expressão latina “requiescat in pace”, o caso é o ablativo , a preposição in regendo um adjunto adverbial. Besteira ter falado isso, mas vc falou em dúvida.
    Ih! e o IR?! ‘OMG’! Eu não tenho jeito mesmo. O negócio é que ando também atarantada com tanta coisa pra dar conta! Tenho saído todos os dias, chego cansada e suarenta, só tenho vontade mesmo é de entrar aqui na fuzarca de vocês.
    Bem, deixo esta minha Passárgada com enorme esforço, mas Meguinha, mande sem receio seu novo post que com esse RTI que a segue, trio pega fogo pra valer, não tem assunto que não deslanche em um montão de verbosidade.
    Rose, Teresa, Isa, meus abraços cordiais. Eu já estava roxinha de saudade!

  97. tereza disse:

    Magaly, que bom você ter aparecido! Estava com saudades.Aqui está muito bom, não é?
    Quanto à declaração de Imposto de Renda, meu marido fazia a nossa e gastava muito tempo.E a minha também é simplificada.Sugeri e ele aceitou entregar a nossa declaração de imposto para um contador de confiança. É tão bom, é um sossego e não fica caro. Achei que valeu a pena. Ele ganhou um tempo precioso.
    Amanhã tem post novo, você já sabe, não é?
    Beijos, querida.

  98. Rose disse:

    A palavra renda é polissêmica.
    Quanta coisa! Renda da mulher rendeira; $ renda, da Magaly; renda do pronominal render-se, render-se X. Renda no sentido figurado. Exemplo ” Este post rendeu!”.
    ………………
    Magaly, pra mim é importante que você resgate os casos do latim. Se sabe, não mo furte. Ablativo, já não me lembrava mais a função sintática dele.

  99. Rose disse:

    Erro

    Pronominal é transitivo indireto
    Render-se a* X

  100. Magaly disse:

    Oi, Teresa, vc sempre querendo amparar os incautos. Isso é bom, isso é ótimo! O fato é que, no caso de vcs, havia um que tomava tempo , dava trabalho e outro, simples como o meu aqui. Entã,o o esquema do contador funcionou bem – economia de tempo e de esforço. No meu caso, é só um simplíssimo, que me custaria um mínimo de esforço e tempo se eu não fosse esta criatura atrapalhada. E e isso que quero vencer – o despreparo para certas coisas comuns da vida. Mas aprecio seu lado prático e sua tendência para facilitar o caminho do outro. Beijos e obrigada.

  101. sub rosa disse:

    “Por favor, Meg, não me chame de santinha:))) Só se quiser me xingar:)))Admiro Tereza de Ávila, mas não sou católica e não pertenço a nenhuma instituição religiosa.Tenho uma certa preguiça de santos, de um modo geral.
    Desconfio das pessoas boazinhas.A verdadeira bondade, sim, eu gosto.

    ======
    Nãããããooooo, Tereza querida:-)
    Não por isso, nem você *”santa”, no sentido hagiológico, nem a santa idem:-)
    Falei “minha santinha”, no sentido interjetivo, minha flor (como aqui, por exemplo, minha flor não é no sentido botânico.
    :-)
    -=-=-=
    Assim como se diz, meu jesusinho!.
    Não vi outro meio de agradecer, a não ser com aquela resposta, fazendo menção à sua doçura e à sua beleza…vá lá, verdadeira. Tão verdadeira quanto à bondade a que vc alude:-).
    E tudo num sentido bem profano, está bem assim?
    =-=-=
    Só por questão de ajuste, para mim mesma, deixe eu lhe dizer que essa Santa, linda, a francesinha de que fala o Manu, poeta, era Santa Teresa do Menino Jesus:-).
    Olhe só a oração – bastante profana, de Bandeira (não tenho aqui, comigo, a edição das Crônicas. (tão lindas)

    “”Perdi o jeito de sofrer.
    Ora essa.
    Não sinto mais aquele gosto cabotino da tristeza.
    Quero alegria.
    Me dá alegria, Santa Teresa!
    Santa Teresa não, Teresinha…
    Teresinha do Menino Jesus…
    Me dá alegria!
    Me dá a força de acreditar de novo
    Pelo Sinal Da Santa Cruz!
    Me dá alegria, Me dá alegria!”
    =-=
    É por aí, querida. Nada religioso, sim?
    Fique bem.
    bjs.

  102. tereza disse:

    Sim, Meg, eu entendi e amo o Bandeira, você sabe. Peço desculpas se fui indelicada.É que tenho “trauma de infância” com a palavra ” santinha” verdade!Mas a história é longa, não vale a pena.
    Conheço a vida de Santa Terezinha.Era simpática, alegre.Imagine que ganhei de presente um livro sobre a vida dela quando era criança:)Eu não conhecia essa poesia do Bandeira. Eu diria com o Bandeira: “Me dá alegria! Me dá a força de acreditar de novo!” Não estamos falando de igreja:)

  103. tereza disse:

    Mas Meg, “minha flor não é no sentido botânico”, como santinha não quer dizer santa de verdade hahaha!
    Você me mata de rir! Você é engraçada!
    Mas , santinha, para mim, é aquela pessoa “certinha”, “virtuosa”, “exemplar”, boazinha, do tipo que não sabe dizer não:))) É ou não é? Acontece
    que Freud já explicou…ou não, como diz o Caetano.
    beijos, querida.

  104. tereza disse:

    “fazendo menção à sua doçura e à sua beleza…vá lá, verdadeira. Tão verdadeira quanto à bondade a que vc alude:-).
    Frase difícil de entender, hein? Pode ser isto…
    mas pode ser aquilo…

  105. sub rosa disse:

    Hahahahaha!!!!
    Juuura?!
    Olhe só, eu posso resistir a qualquer elogio, qualquer um, mesmo, juro.
    Mas tem um a que não resisto e aí fico me torcendo e retorcendo” todinha: é quando dizem que sou engraçada. Ser engraçada é meu sonho de consumo.
    Ter humor é tudo. É ou não é?
    Quando eu falei nas primeiras vezes com o escritor Haroldo Maranhão, eu toda sem jeito, pois tinha escrito um artigo, imenso sobre ele… depois eu conto, um dia, talvez… pois bem eu, sem jeito, tímida, disse alguma coisa e ele começou a rir e disparou:
    – Você é engraçada.
    E eu, atônita:
    – Principalmente quando eu *não* quero ser…
    E ele:
    – Quaquaraquaquá, não é engraçada: é muito engraçada.
    Desde aí, fiquei eu mesma com a dúvida , se gostava dele por ser um grande escritor ou se porque ele me fez o elogio fatal.

    Já escrevi isso uma vez, com o título de…
    tarán… “O Elogio Fatal”
    obrigada, querida. se eu não for, era tudo o que eu queria ser…:-)))
    ====
    Indo mais além (ai, essa minha big mouth) –
    Concordo com você, santinha , às vezes, é quase um insulto:-).
    De fato, nem a propósito: talvez seja de Minas Gerais, a origem da expressão “santinha do pau oco”, não é não?

    É, vc tem razão, agora me dou conta, mesmo com os diminutivos do Mário de Andrade, essa coisa de *santinha*, meio que compromete.
    Não chamo nunca mais:-)))
    beijos.

  106. tereza disse:

    A expressão “santinha do pau oco” parece ser de Minas, dos tempos do ouro, você já sabe. Melhor “santinha do pau oco” que pode significar também, inventei agora (o significado e não a expressão) “essa menina é de ouro” hahahaha! Essa expressão é tão antiga, putzgrila:))

  107. sub rosa disse:

    Mais que putzgrila!???
    Eu a-mo putzgrila, putz, para os íntimos:-))

  108. tereza disse:

    Putzgrila é muito antiga, mas “essa menina é de ouro” é muito mais.Acho que é do tempo da minha avó, ou quem sabe mais antiga? Também gosto de Putz e de putzgrila.

  109. tereza disse:

    Meg querida
    Não tinha visto ainda os seus emails, estive fora.
    O primeiro eu consegui abrir, o segundo está travado, meu live mail está um caco.E não consertei, porque não tenho usado emails.Só abro de vez em quando para ver se alguém enviou algum. Acho complicado, Meg, algumas pessoas ficavam chateadas comigo quando eu precisava demorar a responder, eu também ficava ansiosa se as pessoas não respondiam rápido, então desisti. Nem sempre tinha tempo para responder rápido e a caixa postal ficava cheia.Então, querida, peço desculpas por responder aqui, depois você faz o favor de apagar?
    Sobre o seu email, fiquei feliz porque você apareceu
    no blog, o que significa que você já está melhor.
    Cuide-se bem.
    Quanto ao blog, enquanto lhe der prazer, continue a postar. Eu adoro ler os seus posts. Espero que não fique chateada comigo pelo que disse sobre os emails. Ainda tenho mais um problema: email para mim é como se fosse uma carta, gasto mais tempo com eles.Prefiro escrever mal nos comentários, que é sempre uma escrita rápida e os erros são perdoáveis a escrever emails. Espero que me perdoe.
    Fique sempre bem.Um beijo carinhoso.

    • sub rosa disse:

      >>>“fiquei feliz porque você apareceu
      no blog, o que significa que você já está melhor.
      Cuide-se bem”
      .

      Não, Tereza, significa que tive de fazer mais esforço, querida.
      obrigada.
      bjs.

  110. tereza disse:

    Finalmente, o motivo mais verdadeiro para não escrever emails: acho que você não gostaria de mim
    se me conhecesse mais.bjs.

  111. tereza disse:

    Ah, Meg, você sabe que amor incondicional não existe:)
    beijos.

  112. tereza disse:

    Meg, amor incondicional é brincadeirinha, mas o que
    eu escrevi no comentário 136 não é brincadeirinha.
    É uma coisa séria, mas talvez seja risível.

  113. Rose disse:

    Uau! Vou mandar emails por aqui. É prático e …Todo mundo pode ler. Supimpa, Meg!

    Beijos

  114. Rose disse:

    Sabe, acho que a Tereza me deu uma boa idéia: vamos nos escrever, assim, e-mails. A gente se abre, conta tudo. A gente coloca aqui no comentário. E a gente se lê. Depois, Meg, você coloca no post. Um post com e-mails? Vários? Seria muito criativo, bacana, genial! Acho que inovaríamos a blogosfera! Genial a Tereza!
    Eu adoro gente inventiva! Amei! Bárbaro! Huhu! lkkkkkkkkkkk

  115. tereza disse:

    Rose, a idéia é sua, você é que é inventiva. Genial é você.
    Você mesma disse que eu te dei um boa idéia. Ela é toda sua, querida:))) Mesmo porque, eu discordo:))))
    Obrigada pela delicadeza, sensibilidade e afeto com que ouviu minhas palavras.Tenha uma boa noite.

  116. Flavia Viana disse:

    Ei, Meg
    Eu subscrevo os comments aqui do Sub Rosa
    E não entendi muito bem, você está respondendo os emails aqui pelo blog?1!!!! \o/

    Tô meio bolada. oO

    Ei, Rose, nem dê idéia o/
    bjs

  117. Rose disse:

    Não…..Flávia!

    Eu vi a Tereza respondendo. Achei que todos podiam fazer isso.

    Fiquei meio assustada. Na real, brinquei com a tereza. Afinal, que eu saiba, e-mail é confidencial. Não entendi. Brinco, logo existo. Calma, não é isso.
    Beijos a todo mundo.

  118. Rose disse:

    Levei um susto com o comentário da Tereza. Só isso. Mas escrevi com leveza…nada grave , não.
    É só pra lembrar ….a gente se confunde qdo está na internet…Flávia..é isso.

  119. Rose disse:

    Uia! Ai, Tereza, não se chateie, mas fiquei assustada!

    “Então, querida, peço desculpas por responder aqui, depois você faz o favor de apagar?”

  120. tereza disse:

    Fique tranquila, Flávia, não vai mais acontecer.
    Peço desculpas, não estou muito bem.
    Obrigada.

  121. tereza disse:

    Cara Flávia
    É necessário que eu faça alguns esclarecimentos e estou me dirigindo exclusivamente a você, que subscreve os comments aqui do SubRosa:
    1. Eu não queria deixar de responder o e-mail da Meg, decidi escrever no comments de um post antigo exatamente para ser discreta.
    2.O que escrevi, não ofende absolutamente em nada à Meg, que é uma pessoa que adoro e por quem tenho admiração e respeito.
    3.A Meg já sabe que eu escrevi, e deve ter entendido, tanto que me respondeu com toda a delicadeza.
    4.Em momento algum pensei em fazer dos comments um lugar para responder emails, como uma leitora sugeriu.
    5.Se eu soubesse que iriam interferir no que eu havia dito para a Meg, e que considero muito desrespeitoso, jamais teria escrito, porque respeito a Meg e o SubRosa.
    6.Nada do que escrevi é motivo de espanto, susto e,muito menos, alarde.Ao contrário do que foi sugerido pela mesma leitora, que continuou com o assunto em outro post antigo (!) sei bem dos limites e regras de delicadeza que devemos seguir.
    7.Enfim, o que escrevi está aqui para quem quiser ler, porque em momento algum expus a Meg ou a mim.
    8.Como esse comentário é dirigido exclusivamente a você, (responsável pelos comments e para esclarecimentos posteriores à Meg) é óbvio que qualquer um pode ler, mas em respeito às normas da
    boa educação, gostaria que, se for necessário algum comentário, que ele seja feito unicamente por você.
    Obrigada pela atenção e, acredite, jamais quis causar qualquer problema ou transtorno.
    Um abraço.

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