Juó Bananere. Quem?

JUÓ BANANERE.
Quem?!
(Bananeiro, Barbeiro,Poeta e Jornalista)
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Uma nota prévia:

Nunca fiz este blog sozinha. Nem mesmo no início, em 2001, quando *todos* se ajudavam. Eu sempre me interessei pela história dos blogs no Brasil e, de certo modo, sempre que posso, conto a história deles. Os mais famosos, os melhores, como o do Nemo Nox, o Por um Punhado de Pixels, o do querido Sérgio Faria, cujo nome não ouso dizer (private joke, nem tão private assim) o da Fezoca, claríssimo, espécie de blogmother (outra private joke) de nós todos, e vários outros, para citar alguns dos realmente célebres. Muitos deles fecharam as portas, tipo o bar Esperança, o que me deixa triste, e outros, acho que ficam pra sempre. Essa história de que blog acaba, não acaba, que passou o tempo etc… são especulações que redundam numa forma de estar e continuar fazendo blog. Mas o que eu queria mesmo dizer enquanto vou contando a história deles é que, embora admire profundamente os blogs e seus donos altaneiros que fazem seus blogs independentemente dos leitores, eu pertenço ao time daqueles que conseguem fazer um post pensando será que meu leitor X vai gostar? tomara que Y repare nessa escolha.. eteceterrá, vocês já entenderam. Eu poderia fazer uma dédicasse de praticamente todos os meus posts desde 2001 até o presente momento. Todos eles tem, de certa forma, um ou um grupo de destinatários certos. Claro que isso fica muito melhor se a gente só tem uns seis ou sete intrépidos e fiéis leitores. É o meu caso e eu não poderia estar mais feliz com eles. Assim, queridos. este post eu o fiz pela primeira vez em 2001. Tinha, se tanto, 15 linhas. Hoje, saiu isso que vc começa a ler agora. Ainda acho que vale a pena saber a respeito deste parodista satírico que era um ferrenho seguidor do “castigat ridendo mores. Que, na tradução alopradíssima do alopradissimo gênio Millôr Fernandes, passou a significar  também: Rindo castigam os mouros. Fiquem, mesmo os que já conhecem, com Juó Bananere.


Juó Bananére – que se proclama(va) candidato à Gademia Baolista de Letras (os que não forem paulistas, leiam em voz alta, que percebem melhor:-) é o pseudônimo literário do engenheiro, poeta , jornalista Alexandre Ribeiro Marcondes Machado . Surgiu na revista “O Pirralho“, uma publicação satírica fundada por Oswald de Andrade nos anos 1910. Oswald escrevia para a revista uma coluna sob o pseudônimo Annibale Scipione, no ‘dialeto’ macarrônico ítalo-paulista empregado pelos imigrantes italianos que viviam nos bairros operários de São Paulo. Ao viajar para a Europa, em 1912, Oswald transferiu a coluna a Alexandre Machado, que a transformou em um enorme sucesso. Machado (1892-1933) começou a carreira literária na adolescência, escrevendo versos satíricos e humorísticos publicados em jornais do interior de São Paulo. Além de escritor, ele se formou em engenharia civil e abriu um escritório de engenharia e construção responsável por erigir diversos edifícios na capital e no interior do estado. Entusiasta da arquitetura colonial brasileira, Machado publicou em 1926 o álbum artístico “Arquitetura Colonial do Brasil”.

Bananére, no entanto, é sua criação mais conhecida. No traço, o personagem Juó Bananére foi criado pelo desenhista Voltolino (pseudônimo de Lemmo Lemmi -1884-1926), sócio de Andrade em “O Pirralho”, que se teria inspirado para o seu personagem na figura de Francesco Jacheo, um importador de vinhos ítalo-paulista que morria de vontade de “fare il giornalista” e cuja linguagem especialíssima, mistura de português e dialeto napolitano, inspirou ao desenhista o perfil do “barbiere, poeta e giurnalista”.

Algumas amostras do humor e do italiano macarrônico de Bananére:

MIGNA TERRA

Migna terra tê parmeras,
Che ganta inzima o sabiá.
As aves che stó aqui,
Tambê tuttos sabi gorgeá.

A abobora celestia tambê,
Che té lá na mia terra,
Tê moltos millió di strella
Che non tê na Ingraterra.

Os rios lá sô maise grandi
Dus rio di tuttas naçó;
I os matto si perdi di vista,
Nu meio da imensidó.

Na migna terra tê parmeras
Dove ganta a galligna dangola;
Na migna terra tê o Vap’relli,
Chi só anda di gartolla.

*****
CIRCOLO VIZIOZO
Prú Maxado di Assizi

O Hermeze un dia parlô.
– Se io éra aquilla rosa che está pindurada
Nu gabello da mia anamurada,
Uh! che bô!

A rosa tambê scramô,
Xuráno come un bizerigno:
– Se io éra aquillo gaxorinho!…
Uh! che brutta cavaçó!

I o gaxorigno pigô di dizê:
– Se io fossi o Piedadô,
Era molto maise bô!

Ma o Garonello disse tambê
Triste come un giaburú:
– Che bô si io fosse o Dudú!

*****

VERSIGNOS
A

O alifante é bicho troxa,
Chi quarquer griança lógra;
Tê una lingua cumprida,
Piore da lingua da sogra.

B

O Bacate é una fruitinha
Chi tuttos munno cunhéce;
A gente mexe bê elli
I disposa . . . o che parece?

C

Coraçóçino da genti
Gentiçino da ardêia,
Chi ripicca a Vermaria
Tuttos dia as seis i meia.

D

Deuse fui chi fiz a terra,
A luiz i a scuridó,
Má a Guarda Nazionale
Chi fiz fui u Piedadó.

E

Eva, a primiéra molhere,
Tinha gara di macaca,
I u Hermeze da Funzega
Tê gara di urucubacca.

F

Fuzilê cun lemó verdi
Nu fundo du riberó;
U riberó pigô elli
atirô nu Capitó.

G

Gallo veglio bota ôvo
uguali come as gallinha;
Pidaço de teglia e cacco,
Mandioca muída é farinha.

H

O H na lingua du Piques,
Non presta p’ra cosa nisciuna:
E’ come u guexo du Artinho
Chi non cabi in parti arguna

I

Inzima d’aquillo morro
Tê un brutto carrapató
Pintado come una onça
I maiore chi un tostó.

*****

(Princípio universal da paródia/intertextualidade: só funciona se vc tiver em mente, o “texto” original que é referido.)

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Isso tudo, era do nosso conhecimento, assim, por volta dos anos 1980.  E assim foi até no início do século XXI: os happy few que conheciam trocavam olhares e sorrisos superiores daqueles que … conheciam o tamanho da…”INCRENCA*

Até que em 2001, o poeta –giurnalista, foi tema de um estudo minucioso, neste livro:

Benedito Antunes, professor de Literatura Brasileira na UNESP, em Assis, organizou a primeira coletânea dos trabalhos em prosa de Juó Bananére, publicados pela revista “O Pirralho” entre 1911 e 1917, e a primeira edição dos trabalhos de Bananére desde que “La Divina Increnca”, uma coletânea de paródias poéticas e de algumas de suas colunas, foi relançada nos anos 1960.

Trabalho cuidadosamente anotado e precedido por três ensaios detalhados sobre o escritor Alexandre Ribeiro Marcondes Machado (o nome real de Bananére), sobre o “macarrônico” que ele usava como forma de expressão e sobre a posição de Bananére na tradição literária e satírica brasileira, a coletânea do Professor Antunes é uma referência essencial sobre um dos escritores mais engraçados- bem engraçado sim, mas também importantes pois retratou uma época, a chamada belle époque paulista- do Brasil.

Olha só o convite:-):

Juó Bananére: As Cartas d’Abax’o Pigues

# CUNVITO # Tegno a onrra di acunvidá o signore p’ra sisti, oggi,

as otto ores da notte, a migna festa che io dó inda a migna gaza.

C’ua stima da consideraçó Juó Bananére giurnalista

(Tragico di rigoro)

Fonte: ig LER – matéria  do tradutor e escritor Paulo Migliacci.

****

Fiz  este post em 2001, mas  até hoje,  10 anos depois, Bananére, parece,  não se tornou mais conhecido do que era então, julgo.

*****

Bom, o que se poderia acrescentar à matéria de Migliacci? Quase nada, a não ser o  que diz de Bananére, Folco Masucoi, editor de seu livro mais conhecido: LA DIVINA INCRENCA, 1966, 10ª ed. – ( A 1ª é de 1924).

‘Satírico terrível criou um estilo humoristico empregando metade do portugués e metade do italiano, escrevendo, com clareza, na algaravia quase desaparecida então comum nos bairros paulistanos habitados por imigrantes peninsulares.’

Alexandre Marcondes Machado nunca foi nacionalmente conhecido nem reconhecido; mas o tipo por ele criado, Bananére, vulgo Bananeiro em S. Paulo, barbeiro e jornalista, tornou-se popular, em sua época. Seu nome consta no Dicionário de Escritores Paulistas com indicação de várias de suas obras, sua independéncia política e financeira, o entusiasmo pela arquitetura colonial brasileira. Em 1954, foi destacado num artigo de Otto Maria Carpeaux, no “Diário de São Paulo”. Pode ser considerado precursor da paródia moderna. E Décio Pignatari o considera precursor de certos personagens típicos do escritor Antônio Alcâtara Machado e…até msmo de Macunaíma ou de Seradim Ponte Grande (o primeiro o anti-herói brasileiro, ou o heróis sem nenhum caráter de Mario de Andrade e o segundo ah! .. de Oswald de Andrade. ***** Bananére capta a fala paulista da época e a reproduz, graficamente, segundo Saliba. Chega a ressaltar alguns traços essenciais do chamado “dialeto caipira”, registrados por Amadeu Amaral. Bananére gravou, em 1920, alguns de seus poemas em disco. Tudo se perdeu, como se perde na leitura, hoje, “a mímica, o tom da voz e o improviso gestual” do humorista.

Imaginem “As Pombas” de Raimundo Correa, o “Ora direis ouvir estrelas” de Bilac, ou “O Corvo” de Poe, declamados nessa língua estropiada, mistura de italiano com português, assimilando o linguajar caipira, sem ser nem uma coisa nem outra e se parecendo um pouco com todas elas.

Bananére deixa passar por sua obra como passa certamente por seu “Salón de Barbieri”, uma galeria de tipos que perambulam pela “Barra Funda”, “Piques”, “Buó Rittiro” , tais como varredores de rua, vendedores, todos “avacagliados” na vida. Na fábula-paródia de La Fontaine “U Lobo i u Gordeirigno”, que termina como já se sabe no lobo comendo o cordeiro, Bananére tira a moral da história:

O qui vale nista vida é u muque“.

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INDISPENSÁVEL:

LA DIVINA INCRENCA

É importante lembrar que a paródia (uma inversão ou desvio de um texto, utilizando a ironia, a sátira, etc, funciona melhor, ou só funciona, se se conhece o original)

Vejamos:
O soneto As Pombas (não riam) de Raimundo Correa.
E As pombignas do nosso herói Bananere.

AS POMBAS

Vai-se a primeira pomba despertada…
Vai-se outra mais…mais outra…enfim dezenas
De pombas vão-se dos pombais, apenas
Raia sangüínea e fresca a madrugada…

E à tarde, quando a rígida nortada
Sopra, aos pombais de novo elas, serenas,
Ruflando as asas, sacudindo as penas,
Voltam todas em bando e em revoada…

Também dos corações onde abotoam,
Os sonhos, um por um, céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais;

No azul da adolescência as asas soltam,
Fogem…Mas aos pombais as pombas voltam,
E eles aos corações não voltam mais…

(Raimundo Corrêa)
*******
AS POMBIGNAS

(P’ru aviadore chi pigó o tombo)

VAI a primiéra pombigna dispertada,
I maise otra vai disposa da primiéra;
I otra maise, i maise otra, i assi dista maniera,
Vai s’imbota tutta pombarada.

Pássano fóra o dí i a tardi intêra,
Catáno as formiguigna ingoppa a strada;
Ma quano vê a notte indisgraziada,
Vorta tuttos in bandos, in lilêra.

Assi tambê o Cicero avua,
Sobí nu spaço, molto alê da lua,
Fica piqueno uguali d’un sabiá.

Ma tuttos dia avua, allegre, os pombo!…
Inveis chi o Muque, desdi aquilio tombo,
nunga maisa quiz sabe di avuá.

(Juó Banarere)

Voltolino cria o personagem Juó Bananereeste é o traço do Voltillo

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UM GLOSSÁRIO;-) .

Os livros:

CARELLI, Mario. Juó Bananére. In: ___. Carcamanos e comendadores: os italianos de São Paulo: da realidade à ficção, 1919/1930. Trad. Ligia Maria Pondé Vassallo. São Paulo: Ática, 1985

FONSECA, Cristina. “Juó Bananére. O Abuso em Blague”. S. Paulo: Editora 34, 2001

CASELLA, César Augusto de Oliveira. LA DIVINA INSGUGLIAMBAÇÓ, que traz como epígrafe esta obra-prima: “A artograffia muderna é una maniera de scrivê, chi a gentil scrive uguali come dice. Per isempio: – si a genti dice Capitó, scrive kapitó; si si dice Alengaro, si scrive Lenkaro; si si dice dice, non si dice dice, ma si dice ditche.”

FRIEDMAN, Abilio. Juó Bananere. Uma série de 4 artigos.

Este post  é uma tentativa – não  sei se bem sucedida- de ressoar, talvez ressair,  uma espécie de “memória da escrita”.  Se, algum dia, algum post do Sub Rosa chegou, realmente, perto desse tom, o de poetry recollected in tranquility, eu o dedico ao autor de um dos mais admiráveis blogs escritos no Brasil. O do escritor, publicitário (o mesmo que propagandista?), crítico  e finíssimo humorista Rafael Galvão. O homem é danado, feito o cinema de  Fassbinder! Fora que ele fala uma porção de línguas, incluindo esta:  RaУкраїнська, Ngband.

 

Sobre sub rosa
The most of all things and persons in the entire world drives me *flabbergasted". That includes me.

35 Responses to Juó Bananere. Quem?

  1. sub rosa disse:

    Queridos, se houver algum erro, me digam, apontem, tá bem?
    Eu estou desesperada por causa da formatação que se perde, sem que eu saiba porque.
    Cat Miron, me ajude.
    =-=-
    :-)
    beijinhos e até mais.

  2. Magaly disse:

    Meg, acho,sim, que você atingiu seu objetivo. É certo que estou falando a uma primeira e rápida leitura e esse tipo de avaliação prevê uma leitura mais acurada por alguém com algum conhecimento de causa . Mas a primeira impressão marca muito e você consegue que o leitor desavisado ganhe interesse pelo que lê, ria com as situações criadas, absorva o sentido irônico do linguajar forjado com duas línguas, divirta-se e reflita.
    Pena que hoje me encontre meio mareada. Nada que vá durar muito, mas que me tira um pouco a coragem de agir, de buscar elementos pra debater.
    Vou fazer uma segunda leitura, captar detalhes que, com certeza, deixei escapar e volto cá para tagarelar com as meninas, está certo?
    Um bom restinho de domingo que aqui foi lindo de morrer, céu azul e sol brilhante. Beijos

  3. Tereza disse:

    Meg, muito interessante o post. Tem vários vídeos sobre ele no Youtube e envio este que já vi e gostei. A entrevista não está completa, mas tem um link para ver a outra parte. Ainda não consegui:( Vale a pena :
    Identidade Regional: La lengua.Sobre juó bananere:

    http://www.youtube.com/watch?v=wkp7iH88E

  4. Tereza disse:

    Consegui este de juó Bananere “U Indiscubrimentu du Brasile”:

  5. Tereza disse:

    Meg, o seu post está excelente, como sempre.Eu não conhecia Juó Bananere.Gostei do humor dele.Procurei gravações originais dele, mas não encontrei.
    Beijos, querida.

  6. Tereza disse:

    Importante ele ter registrado uma parte da história de São Paulo.Bom, eu já tinha lido no seu post que as gravações se perderam e fui procurá-las, hahaha! Pode rir!
    Melhor esclarecer que eu entendi, Meg, que elas não estão perdidas na internet à espera de que alguém as encontre:))
    beijos.

  7. Tereza disse:

    O.T. Desculpe, Meg, mas achei que vocês gostariam de ver. Depois você deleta, por favor, para não descaracterizar o seu post? Deixei o link no post anterior. beijos.

  8. Tereza disse:

    Gostei muito.Video:Tudo é maravilhoso hoje e ninguém está feliz.É muito interessante e divertido.
    http://www.gizmodo.com.br/conteudo/tudo-e-maravilhoso-hoje-e-ninguem-esta-feliz/

    • sub rosa disse:

      Ah! Tereza, gostar eu gostei, tudo certo, a gente lê, ouve a entrevista e fica dizendo: mas, menino, não é que é isso mesmo?:-)
      Mas, vem cá, aqui entre nós, que ninguém nos ouça: pra frente é que se anda, não é? Não sou de achar que tudo está ruim, mas reclamo a beça, sim. Se existe o pão recém-saído do forno, porque me contentar com o de ontem, baseado em que.. graças a Deus, melhor ter o pão dormido que não ter nenhum:-)

      É verdade, sou uma rabugenta ingrata:-)
      -=-=
      Agora, na boa, o texto é ótimo e prova que o cotidiano embota a nossa capacidade de ‘maravilhamento’…
      Já reparti o link com muita gente. :-)
      p.s. sei que é chover no molhado mas, onde é que vc encontra tantas coisas assim?:-)

  9. sub rosa disse:

    Tereza –longa pausa para respirar – e outra para rir, a tal da “gargalhada sonora ” (como se existisse gargalhada *verdadeira* sem som) e estou com a tal angina:-)
    Ou seja tudo está maravilhoso e ninguém tá feliz!!!
    A-do-rei. Obrigada, querida.
    -=-=-
    Vc me desculpe mas não vou tirar nada, a não ser, bem, não vou tirar pois aí é que está a graça maior de tudo, é isso, justamente, o que caracteriza o post:-)
    =-=-
    Vc tinha de me achar coisas que eu nunca tinha visto, com tanto tempo de estrada hohoho:-) mas onde que ia sequer imaginar procurar alguma coisa no Youtube?
    =-=-
    Um segredinho malicioso, Tereza, uma vez, nem me lembro mais em que geração, eu fui acusada de “viver elogiando todo mundo, como forma de ganhar poder “ – nem me peça pra explicar porque pra mim isso também é o *Brasil pelo método confuso* http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=11552
    (não perca esse livro ou esse aqui:
    http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?isbn=8528601811&sid=8982361431326827168850518

    (um dia, ainda faço um post sobre esse Fradique Mendes que é da mesma época e da mesma “igualha” (correi pros Houaiss/Aurélio) do Bananere.
    =-=-=
    Pois bem, indo ao ponto: não é que eu queira elogiar por elogiar e nem é por eu estar na minha própria presença, mas não é que tudo aqui fica mais engraçado?-))). Pronto, falei!
    =-=-
    Ah! Tereza: (e com vistas também, à querida Flávia Viana, minha ex-aluna e ainda amiga) eu estou às voltas com aquela série In Treatment! Entre um cóf! cóf! e outro.
    Mas como é que fiquei sem saber dessa maravilha de série?!!!!
    =-=-=-=
    Hmmm, ah! sim, alguém me prometeu que ia me ensinar a “baixar” filmes e séries:-).
    Hellowwww!!!!
    beijos
    =-=-=
    Flavinha, recomendo esta série.
    Nite!

  10. sub rosa disse:

    Gente, aqui pra e entre nós:
    Vai s’imbora tutta pombarada é muuuuito engraçado.
    Imagino só o, digamos, semblante do Raimundo Correia, que era do principado dos poetas, o do Olavo Bilac e de tutta a principada!

    Go figure!

  11. Tereza disse:

    Meg, eu lhe falei dessa série, tá lembrada? Não pode falar que não avisei! Está aí nos comentários. Quando falamos da Judi Dench e da Dianne Wiest, que elas são parecidas, eu lhe disse. Pode procurar que está aí.Eu adoro aqueles dois atores, e não me peça para falar o nome dele agora, esqueci.Para mim, a melhor série que já vi.
    Se você ainda não sabe vou lhe dar duas notícias, uma boa e uma ruim. A primeira é boa: Li que a série In Treatment vai continuar no final do mês de fevereiro.Notícia ruim: A terapeuta (Dianne Wiest)vai ser substituída não sei por qual ator ou atriz. Para mim, a série pode perder a metade do interesse, porque o que eu mais gosto é o diálogo entre o terapeuta e a terapeuta. Eles são bons demais e o roteiro é ótimo!
    Beijos.

    • sub rosa disse:

      Eu lembro,querida, claro, e justamente por isso que falei dela, fazendo ares de lamentação:-), para deixar vc com culpa:-) Tipo assim, de brincadeirinha.
      Ele é o Gabriel Byrne.

      Eu me referi o fato de ninguém ter-me dito nada *antes* de vc.
      Vim saber que a duração do episódio equivalia, em média, ao tempo de uma sessão.
      E, a rigor, não vi nada ainda. Meu amigo crítico de cinema (que de vez em quando eu socializo) é quem está cuidando disso pra mim.
      Mas vc falou, falou, sim.
      Claro.
      =-=-=
      Isso mesmo, o grande barato de toda análise é a *supervisão*
      :-(

      • sub rosa disse:

        E depois que vc falou, eu fui perguntar pra todo mundo: inclusive, lá no IMDB, onde vi o nome do Gabriel Byrne (um dos meus *fave*), dá o retorno como unknow.
        Boa notícia, mesmo.
        Ahá! descobri que alguém é, como eu, insone.
        (faute de mieux mot)
        Sleep tight.

  12. Tereza disse:

    Meg, você pode até não acreditar, mas foi a parte mais engraçada que eu achei foi “Vai s’imbora tutta pombarada”. Coincidência! E imaginei também a cara
    do Raimundo Correia, com o seu soneto dormitivo (gostei da palavra) sobre as pombas lendo isto hahahaha! Tinha esquecido do Raimundo Correia que li na escola e toda a turma Bilac e tal.
    O Bananere é muuito divertido e adorei a irreverência dele.E paródia é ótimo!Você tem razão, tudo aqui fica mais engraçado:)))

    • sub rosa disse:

      *dormitivo*?!
      Mas essa palavra é ótima. É de quem? Onde está?
      Vou usar:-)

      Vc prcisa ver uma paródia daquela:
      ´que saudade que tenho/
      Daurora da minha vida
      (Meus oito anos)
      =-=-=
      “Meus oito anos
      Casimiro de Abreu

      Oh! que saudades que tenho
      Da aurora da minha vida,
      Da minha infância querida
      Que os anos não trazem mais!
      Que amor, que sonhos, que flores,
      Naquelas tardes fagueiras
      À sombra das bananeiras,
      Debaixo dos laranjais!

      Como são belos os dias
      Do despontar da existência!
      – Respira a alma inocência
      Como perfumes a flor;
      O mar é – um lago sereno,
      O céu – um manto azulado, […]”

      “Os meus otto anno
      Juó Bananére

      O chi sodades che io tegno
      D’aquillo gustoso tempigno,
      Ch’io stava o tempo intirigno
      Bringando c’oas mulecada.
      Che brutta insgugliambaçó,
      Che troça, che bringadêra,
      Imbaxo das bananera,
      Na sombra dos bambuzá.

      Che sbornia, che pagodêra,
      Che pandiga, che arrelia,
      A genti sempre afazia
      Nu largo d’Abaxo o Piques,
      Passava os dia e as notte
      Brincando di scondi-scondi,
      I atrepáno nus bondi,
      Bulino cos conduttore. […]”
      =-=
      Quando conheci o Bananere (um dia conto como foi) eu vivia recitando em voz alta, em casa e no trabalho:-)
      bjs

  13. Tereza disse:

    Ah! que dica ótima! Eu já sei que vou gostar, pela sinopse que li. Eu também com tantos quilômetros rodados e não conhecia esse livro! Brasil pelo Método
    Confuso. Eu amo o Samba do Crioulo Doido:))
    Não sei se você já leu Caim, de Saramago. Eu me diverti muito com a metade do livro.Fui obrigada a interromper a leitura porque o cheiro de tinta e papel novo me deram crise alérgica.
    Ter interrompido a leitura do Saramago não foi bom.Gosto de ler um livro do princípio ao fim sem interrupção.
    Meg, não gosto de dormir cedo. No início foi insônia, acho que agora é vício.
    Beijos.

    • sub rosa disse:

      Presente!
      Nunca entendi quem dorme às 9 ou às 10 h. Pra mim, dormir é sempre passar a veille e parar na madrugada do outro dia.
      Mas isso causa alguns problemas de.. relationship:-)

  14. Tereza disse:

    Casimiro é outro dormitivo:) Ficou ótima a paródia, gargalhei:)) Quem disse dormitivo foi a Isabela Perkov.
    Beijos. Bons sonhos:)

  15. Tereza disse:

    Certamente a acusação que te fizeram é o Brasil pelo Método Confuso. O mundo virtual, como a vida real é muitas vezes cansativo, não e? Temos decepções como
    no mundo real.Imagino que para os blogueiros é mais difícil do que para os sem blog como eu.
    Beijos.

  16. Tereza disse:

    Meg, a notícia da terceira temporada de Em Terapia eu vi na revista Monet da Net.Mudaram os produtores e roteiristas,E terá apenas quatro episódios, de segunda a quinta.Começa no dia 21 às 20h25 no HBO canal 71.
    beijos.

  17. sub rosa disse:

    :-))
    Tereza, tenho vindo aqui no Sub Rosa, como visitante, saber das últimas que geralmente são as primeiras.

    BTW, vc conhece a série Mad Men?
    Se conhece me diga se é essa coca-cola toda:-)
    bj

  18. Tereza disse:

    Não conheço, Meg. Faz tempo que não vejo nenhuma
    série. Gostava de séries comos Friends e algumas séries
    inglesas que sumiram.Gostava de Absolutely Fabulous, mas já terminou faz tempo.
    Se souber de alguma, me diga.
    beijos.

    • sub rosa disse:

      Ah!!! eu adorava as Ab Fab, seguia, era fãzoca daquelas mulheres enlouquecidas.
      Aliás, pra vc que gosta de Friends (like me), a Edina, a Jennifer Saunders, foi a mãe, digo, madrasta da Emily, a noiva inglesa do Ross:-).
      Que mulheres mais loucas!
      Agora, aqui pra nós, de novo, que ninguém nos leia (ou ouça0 há uma série chamada “Desperate Romantic”, claro que é da BBC, que é lindíssima.
      É sobre os romanticos- Pré-Raphaelit :
      Dante Gabriel Rossetti & Cia.

      vc vai adorar.
      De fato, é lindo!

  19. Magaly disse:

    Para Tereza, Isabela e Meg, nesta ordem:

    UVI STRELLA

    CHE s__cuitá strella, né meia strella!
    Você stá maluco! e io ti diró intanto,
    Chi p’ra iscuitalas montas veiz livanto,
    i vô dá una spiada na gianella.
    I passo as notte acunversáno c’oella,
    Inguanto cha as otra lá d’un canto
    St’o mi spiano. I o sol como um briglianto
    Nasce. Ogliu p’ru çeu: _Cadê strella?!
    Direis intó: _O’ migno inlustre amigo!
    O chi é chi as strallas tidizia
    Quano illas viéro acunversá contigo?
    E io ti diró: _Studi p’ra intendela,
    Pois só chi giá studô Astrolomia,
    É capaiz de intendê istas strella.

    SUNETTO CRASSICO

    SETTE anno di pastore, Giacó servia Labó,
    Padre da rafaella, serrana bella,
    Ma non servia o pai, chi illo non era trosa nó!
    Servia a Rafaella p’ra si gazá c’oella.
    I os dia, na esperanza di un dia só,
    Apassava spiano na gianella;
    Ma o paio, fugindo da gumbinaçó,
    Deu a Lia inveiz da Raffaela.
    Quando Giacó adiscobri o ingano,
    E che tigna gaida na sparrella,
    Ficô c’un brutto d’un garó di arara
    I incominció di servi otros sette anno
    dizeno: si o Labó non fossi o pai della
    Io pigava elli i lí quibrava a gara.

    STEZZA
    Gançó da morte

    IO dexo a vitta come um tirburêro,
    Chi dexa as ruas sê cavá frigueiz;
    Come un pobri d’un indisgraziato,
    Chi giá ando na Centrale arguna veiz.
    Come Gristo chi fui grucificato,
    I assubi p’ru çêu como um rojó!
    Só levo uns sodade unicamente:
    E’ du chopigno lá du Bar Baró.
    Só levo una sodades: – d’una sombra
    Che nas notte di inverno mi cubria…
    Di ti – ó Joóquina, goitadigna,
    Che io amatê con tanta cuvardia.
    Discança migna cóva lá nu Piques,
    N’un lugáro sulitario i trista,
    Imbaxo d’una cruiz, i scrivan’ella;
    – Fui poeta, Barbiére i giurnaliste!

    Durmam embaladas, crianças

  20. Tereza disse:

    Magaly querida, muito obrigada! A mais divertida é a paródia de “Ora (direis) ouvir estrelas”.Mas todas são ótimas!
    Espero que você já esteja bem.
    beijos.
    Tereza.

  21. Flavia Viana disse:

    Meg, obrigada pela citação, fiquei me achando rsrs.
    eu conheço a série. Boa a informação de que ela continua. Já estou chateada com essa coisa de série boa ser cancelada.
    lembram do HUFF?
    http://www.imdb.com/title/tt0409570/combined
    Uma das melhores séries, feita com o dinheiro dos próprios atores.
    e foi cancelada.
    pfui!
    Agora quero deixar a minha recomendação para dividir com o pessoal daqui:
    A série MAD MEN
    http://www.imdb.com/title/tt0804503/combined
    tinha tudo pra dar errado, mas é uma das melhores coisas que já vi.
    E o filme, Meg, é o Bravura Indômita dos irmãos Cohen.
    Como diz você, com o bacanudo do Jeff Bridges

    E quando vc vai falar do Oscar, hein, Meg

    • sub rosa disse:

      Ah, Flavinha, nem me fale, nem me fale! vc lembra que eu era apaixonada – nem sei mais se sou ainda ou não – pelo Oliver Platt:-).
      Ah! isso do Huff acabar e deixar a gente na mão.
      =-=
      E, sim, sim, sim, meu coração está torcendo pelos adorados Cohen Bros.
      Mas acho que vai dar Rede Social, e vc?
      (vai acabar com Discurso do rei e com o Cisne Negro.)
      Ai, como eu vou adorar estar errada:-)
      beijos, querida
      =-=-=
      P.S. – Estou “cozinhando” a Dorothy, por aqui.

  22. Orlando Gemaque disse:

    Muito bom.

    • sub rosa disse:

      Obrigada, querido, obrigada por vc estar sempre por aqui.
      como vc está? tenho estado correndo, beijos para todos aí.
      Viu só a Flavinha?
      :-)

  23. Isabela Percov disse:

    Meninas,
    estou chegando à casa daqui a mais alguns dois dias.
    Estou cheiinha de saudades.
    um grande beijinho

  24. Clara Ramos disse:

    Meg:
    quanta saudade!
    Estamos todos aqui juntos e lembrando de ti.
    O Cesar lembrou a sua frase:

    “Tem que olhar todos os pedaços. Tem que desmontar tudo. Ai voce vai entender.”

    Oh! minha querida amiga, que bom vc voltou.
    Estamos lendo, e nos divertindo, todo o sub rosa, que afinal, ja esta bem grandinho, esta fazendo 10 anos! 10 anos em internet eh uma vida.
    Vc sempre com seu jeito cheio de carinho e elegancia hahahah
    Olhe, aqui vao umas series maravilhosas que me fazem ir correndo de volta pro Brasil, pra Belem:
    1- Mad men – melhor serie dos ultimos 26 anos.
    2- broadwalk empire (scorsese no pedaco e o buscemi eh papa fina)
    3- brothers and sisters pra se derramar de choro.
    4- pode quem quiser falar hahaha mas eu vou sempre de doutor House. Tou com o hugh laurie e nao abro.
    5- law and order (com todos os filhotes: SVU e C I)
    E a melhor serie de todos os tempos: Seinfeld e friends. nao tem jeito. sao duas.
    Detesto uma tal de True Blood
    Ah sim e pra rir muito: Glee.
    tem uma bitch, a mais adoravel bitch de todos os tempos: Sue Sylvester. precisa ver o jeitao dela.
    divida ai com seus leitores, todos gente muito fina
    saudades imensas querida

    • sub rosa disse:

      Clarinha, Clarinha, o que posso lhe dizer…oh! Clarinha!
      Vou tomar fôlego e lhe responder depois, está bem?:-)
      Obrigada, minha amorinha.
      bjs

  25. Allan disse:

    A sátira – me parece – saiu de moda na literatura. Pecado, pois a minha turma estava sempre atenta às sátiras. Triste era quando alguém dizia não conhecer a obra original: todos fingiam espanto (não líamos tnto assim) e ameaçávamos o impostor. Aprendi muito com a sátira e acho que Juó Bananere não voltará a fazer sucesso.

    Beijoca :)

  26. sub rosa disse:

    Allan, querido:
    Vc foi direto ao ponto. Vc sabe do que está falando.
    Quando vc faz, referências à essa época e à sua turma (lembro de vc dizer que o Adoniran ia à sua casa – ) eu sempre fico com vontade de saber mais sobre essa época e os agitos de vocês. Sei que era em Sampa, e vou sacando aos poucos lendo o Fato Expresso:-)
    beijocas para vc.
    E viva o Seu Zé!
    :-)

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