O julgamento de Monteiro Lobato: vai para o Index?

Pessoas, vão por mim: se há alguém que entenda de flagelação, julgamento, veredicto e aplicação de sentença pela Internet esse alguém sou eu, e nunca escondi: quem sabe, sabe, quem não sabe, faça-me a delicadeza de não  perguntar.
Em geral, o carnaval dura muito, mas a essência é a do processo sumário: libelo e a contrariedade.  Claro que vai haver muita gente que se sente pessoalmente ofendida (o povo que adora ser protagonista mesmo que não lhe caiba sequer  o papel de figurante quanto mais o de coadjuvante) então, vou falar pouco e proceder, por questão de coerência,   atendendo a um mínimo da deontologia que é necessária, o registro aqui no Sub Rosa, do pouco que eu tenho lido, e que me sinto à vontade e não-impedida de referir. Não importando que eu esteja em acordo ou desacordo com seus conteúdos.
Claro que eu me lembro de Ezra Pound e, bem de tantos outros,  ah! sim, de Borges, sim de Jorge Luis Borges, outros que  já estiveram no Index (*).  Mas eles pertencem a um tempo em que não havia Internet e está claro que temos de nos adaptar novos  tempora e mores, não é mesmo?
Aos autos:-)

1- Há racismo explícito nas obras de Lobato.
Entrevista da professora Ana Célia da Silva,  da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), autora de A discriminação do negro no livro didáticoDesconstruindo a discriminação racial do negro no livro didático
2- O livro e – leia, se nunca leu- o conto que dá nome ao livro NEGRINHA , de Monteiro Lobato.

3 –Especialista chama de censura tentativa de vetar livros.
Laura Athayde Sandroni, criadora da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), sobre a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) de proibir – em caráter liminar – a obra Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século na rede estadual de ensino e na recomendação do Conselho Nacional de Educação (CNE) para que o livro Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato, não seja distribuído às escolas públicas. As alegações para a defesa dos vetos são “elevado conteúdo sexual” e “racismo”.

4- A propósito de Caçadas ao Pedrinho.

Texto do professor Edson Lopes Cardoso.Texto-base para discussão com participantes da oficina “Racismo e relações sociais”, realizada durante a Semana de Extensão da Universidade de Brasília, em 11/11/2010.

5- O livro – e leia, se nunca leu, o conto que dá nome ao livro NEGRINHA , de Monteiro Lobato.
E tudo mais que você desejar. Não se fala de outra coisa… E, pensando bem, é ótimo que seja assim.

6- Entrevista – Antonio Risério.
——————
(*) referência ao Index Librorum Prohibitorum.

Notas:
1-Eu acho que devia este post, muito mais a mim mesma do que a outrem, uma vez que abriguei aqui uma viva discussão do texto: Será que estou lendo o que estou lendo, da  escritora Vivina de Assis Viana.
2- Neste momento, encontro-me ‘atracada” (termo chic, na acepção de 1813, sorry, periphéreia!) com um trabalho (oh o trabalho não é nada acadêmico, no sentido ruim do termo) é uma leitura crítica, mais uma:-) do texto de Sófocles: Antígona.
Tem, como base, os brilhantes estudos na área, da professora Kathrin Rosenfeld..
3-Obrigada a todos que me socorreram e me socorrem nesse trabalho amoroso e que exige paciência maior que a de Jó. E aos que me respondem, e me atualizam, os emails.
Daí que se eu demorar a voltar, por favor, não levem a mal. Há muito a escrever e pouco tempo ( e saber)  para isso.
* * *

esta poesia e outra mais- de Felipe Fortuna

Uma coisa que eu não queria esquecer de divulgar:
O lançamento do livro de um dos críticos mais importantes no Brasil, na atualidade, o ensaísta, poeta e diplomata poeta FELIPE FORTUNA:
Ele lança seu  livro Esta Poesia e Mais Outra, pela Topbooks, amanhã (25 de novembro) a partir de 20h  na Livraria Argumento, Rua Dias Ferreira, 417 – claro, no Leblon, no Rio de Janeiro.
Vá por mim, e vá por mim, sim? (nos dois sentidos).
Leia aqui também, sobre o exercício da crítica literária. Ele é the best!
*
Acho que não é de bom tom, mas eu não queria deixar passar a oportunidade falar sobre o Fortuna, o cartunista dos cartunistas..
Felipe é grande mas será sempre o filho do idolatrado, salve, salve, Reginaldo Fortuna, the real McCoy!:-)

 

Sobre sub rosa
The most of all things and persons in the entire world drives me *flabbergasted". That includes me.

21 Responses to O julgamento de Monteiro Lobato: vai para o Index?

  1. Meg, apenas para contribuir com a discussão sobre essa coisa toda, botei no Ainda Podia Ser Pior o e-mail que te mandei.

    Depois venho aqui tagarelar mais um pouquinho. Que a placa essa semana tá que tá.

    Beijos, dear.

    E parabéns por continuar contribuindo para essa discussão que não pode morrer na mesa de um funcionário do MEC, nem cair no senso comum das opiniões que caem na net.

    • sub rosa disse:

      Obrigada, Marilia, muito obrigada, por ter respondido meu email e por ter colocado em seu blog um pensamento tão lúcido.
      Que falta faz a esta gente ler, por exemplo, Susan Sontag, leitora de Hannah Arendt, ela fala mais ou menos o que vc falou em um ensaio chamado At the Same Time, e se declarava “marooned” diante dessas situações, como a de agora,

      E olha que ela nunca foi chamada nem de nazista nem de *eugênica eugenista”:-))
      beijos

  2. Rose disse:

    (Meg, não desapareça muito tempo).

    Mas, dito isso, exponho um fato. Certa feita, conheci um senhor p quem revisei uma tese, depois, livro, depois…ele me convidou a escrever didáticos. Neguei, sugeri literatura p jovens. Dado às finanças, ele impôs tema, tudo o mais. Ficou no meu pé, telefonando p Minas, último Natal, papai nas últimas. “Produção!- ele queria. Escrevi, não gostou. Mais à frente, sugeri escrever o q ele quisesse, ele hoje dono de editora consagrada. E foi qdo ouvi: não publico autor p jovem- e criança- q não seja estrangeiro. Quero sucesso e, pagar poucos direitos. Tomei ciência d q publicar autores de fora é a meta. Dele. Será só dele?
    Lobato tem brasilidade, isso q aprendi nas aulas de Samira Challhub. Universal? Pois sim, mas, busca-se tb a brasilidade. Buscar-se-á ainda?Tolice resgatar a cultura deste país?
    Se raparem Monteiro, as Caçadas, vão rapar o sítio inteiro e, talvez, nossa cultura. Importa ainda? Já não sei. Saudades do Brasil.

    • sub rosa disse:

      Rose,
      e pensar que há um milhão de ‘gentes” que sequer leu Lobato na infância ou outra época qualquer, não por censurado mas por causa do empastelamento da publicação de suas obras. O caso dos direitos, da Brasiliense etc… Não sei se seria forçar a barra, mas além desse abominável “politicamente correto” deve estar aí a razão dessa sanha insana (uma aliteração cabe aqui, não cabe? :-). O que vc acha? Vai ver que nem leram livros, devem conhecer o Lobato maquiado e paramentado da TV Globo.
      Agora, acho que estão indo além das tamancas, digo, das sandálias… se é que entendem a alusão.
      Só queria saber uma coisa, já leram direito pra ver se não há “passagens” que ofendam a gordos, magros, índios, *A-N-Õ-E-S* mamelucos, mulatas sestrosas, como nas músicas/letras do Ary Barroso, Vicente Paiva etc.
      Olha só essa:
      “Branca é branca/
      preta é preta/
      mas a mulata é a tal”.

      Vai que o ‘funcionário’ ouve essa música num dia de mau humor, ou de mostrar serviço?
      E se os brancos vão ler Manuel Bandeira e lá encontram a expressão:
      ‘as brancarenas azedas’. ouviu? leu?
      “BRANCARANAS AZEDAS”!!!
      Então, fuzila o Manuel! Que bandeira, poeta!.
      Vai botar nota explicativa nas “Três Mulheres do Sabonete Araxá?

      Eu tenho aqui um manual de estilo que pensei em copiar a parte em que fala do politicamente correto:
      Não diga *negra* mas cidadã do tipo negróide.
      Não diga *velho*, senil, mas ancião, homem de dias(!), idade de ouro.
      Não diga capiau, mocorongo, mas ‘proveniente da região do interior do Estado’ hohoho
      Não diga *baixo, nem baixinho* mas indivíduo de estatura *inframediana*

      E por aí vai, eu pensei que era folclore, mas agora, depois de ver as pessoas dizerem, eu, negra, eu, baixa, eu, gorda, e só depois disso dizerem o seu nome… olha, eu não tenho mais idade, nem paciência pra isso.
      Estou me tornando ainda mais “uma pessoa fastidiosa, uma individua sobremaneira irritada”
      —-
      Um beijo, querida.

      • marilia disse:

        E se reclamam do Lobato de uma possível referência ao pó de pirlimpimpim (um pozinho que leva pro Reino das Águas Claras), o que vão dizer do meu queridíssimo Manuel Bandeira com isso aqui:

        **NA BOCA**

        Sempre tristíssimas estas cantigas de carnaval
        Paixão
        Ciúme
        Dor daquilo que não se pode dizer

        Felizmente existe o álcool na vida
        e nos três dias de carnaval éter de lança-perfume
        Quem me dera ser como o rapaz desvairado!
        O ano passado ele parava diante das mulheres bonitas
        e gritava pedindo o esguicho de cloretilo:
        – Na boca! Na boca!
        Umas davam-lhe as costas com repugnância
        outras porém faziam-lhe a vontade.

        Ainda existem mulheres bastante puras para fazer vontade aos viciados

        Dorinha meu amor…
        Se ela fosse bastante pura eu iria agora gritar-lhe como o outro:
        – Na boca! Na boca!

        (Manuel Bandeira)

        E o pior foi um artigo que li nessa avalanche, de uma tal que assina com todos os seus adjetivos politicamente corretos dizendo algo como “se vc não é negro e nem racista isso não é problema seu”…
        Como não?

        Meu país, minha cultura, patrimônio imaterial desta nação, aviltados por supostos puritanos “senhores da verdade” e isso não é problema meu?

        Eu sou leitora, minha senhora. A consumidora final da literatura. E não preciso de bula e nem de atravessador para o meu ‘produto’.

        Dá aqui o meu pó de pirlimpimpim!

        Assinado: marília jackelyne, tampinha, quatro olhos e puta da vida.

      • sub rosa disse:

        Marilia, querida, Manuel é que era o tal, era ou não era? Poeta menor, pois sim… :-)
        ****
        Lendo agora o que escreveu, também acho que esse argumento é “triste”. Aliás, não sei o que é pior se a fragilidade do enunciado que , claramente, não se sustenta ou o viés que ele deixa entrever:
        “se não é gay, então não é de você que se deve falar, psiuuu! cale-se! só o gay sente e entende a *dor dos gays*. Se é homem, então não é de você que se está falando, cale-se pois o que digo é sobre mulheres: se não é judeu, então não é problema seu falar de… olha só, se é alto etc.. se é branco… não sabe dar dos pretos, naõ sabem mensurar tal dor, Como se a dor não existisse e tivesse uma importante função no aprimoramento da personalidade, etc.. etc…

        Sabia que os “militantes da causa negra” [ não sei se é assim que se chamam ] não admitem que uma pessoa da raça negra se reporte a si mesma como mestiça? Que empobrecimento do mundo, não acha?
        Enfim, não acredite em mim, leia aqui, entrevista de Antonio Risério a José Castello:
        http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI2056684-EI6608,00-Uma+entrevista+conversa+com+Jose+Castello.html
        =-=-

        Assinado: ma.ria. e..lis.a, nortista,deprimida, entrada em anos:-) e – como diria Rosa de Luxemburgo – sem a menor tolerância para certas xaroposidades maniqueístas.
        O problema existe? Existe. Há racismo/s? Sim, há, então, move on. The next?
        Acho que é isso, salvo melhor juízo.

      • Acontece, meg, que por esse critério eu não discuto mais nada. Ou então posso discutir qualquer coisa.

        Veja só: nos meus antepassados – que eu não faço ideia de quem sejam- deve ter um negão pelo meio, a julgar pelos meus cabelos, um galego, a julgar pelos olhos azuis da minha vó e um índio – pelo menos um – tem de certeza. E diante da minha empatia pela vodka, uns dois ou três russos… kkkkkk

        Assim minhas assinaturas vão ficar maiores que as dissertações. Eu hein?!

        Quem tem rótulo é vinho, eu eu não sou gênio pra morar em garrafa…

  3. Norma disse:

    meg, quando eu crescer quero ser como9 vc

    • sub rosa disse:

      Não queira, Norma, ah! mas não queira mesmo.
      Principalmente por esse últimos tempos, meu amor.
      Olhe, não sei se já disse, mas vc é uma gracinha.
      Volte sempre, sempre e diga tudo o que vc acha,. tá bem?
      Um beijo e obrigada.

  4. tereza disse:

    Bom trabalho para você , Meg. Eu também preciso ficar
    um tempo longe dos blogs. Quando der, eu volto.
    Beijos. Tereza.

    • sub rosa disse:

      Oh! Tereza, que notícia triste!
      Não vá! Sei que é estudiosíssima edeve estudar muito, mas todos nós aqui (ouso generalizar) aprendemos muito com você. sempre comento isso, netre nossos amigos.
      Longe do comentário burocrático, os seu são ricos e muito generosos, plenos do conceito de partilha.
      Olhe, eu estou, sim, cheia de coisas a fazer e a estudar o difícil caminho do canto das pedras trágicas. Não vai mudar o mundo mas vai ajudar alguns alunos recém entrados na Universidade a pessoas a refletir politicamente através desses textos elencados pela professora Kathrin.
      (No caso, a Antigona é o texto mais estudado do ponto de vista político, afinal é uma disputa entre o poderes, a família e o Estado – o enfrentamento entre Antígona e Creonte. Familia e Pólis, o público e o privado, o tirano e a democracia etc
      Sem falar no estasiante estudo das relações de parentesco, afinal Antígona é filha e irmã de Édipo e, ao mesmo tempo, filha e neta de
      Jocasta. Há um nome grego para essas gerações
      “saltadas”, que simplesmente não recordo e nem dá para ir, agora ao livro.
      Enfim, estamos todos mergulhados em afazeres.
      Mutatis mutandi, todos têm essas ocupações e compromissos. Vir ao blog não é fácil a gente quer escrever um comentário e acaba se lembrando de que tem mais coisas a dizer (se vale a pena é outra história hohoho) e mais uma pesquisa a fazer … enfim.
      Não vá! não se ausente tanto, sim?
      venha sempre que puder tirar uma folguinha, né?
      Voc~e é maravilhosa , suave como uma música de Liszt, ou Mozart, ao longe!:-)
      -=-=
      E depois, você me lembra uma coisa que queria dizer a todo o pessoal (poucos mas vibrantes e valiosíssimos):
      Para você e todo o pessoal aqui:

      (toda a vez que se consulta a Wikipédia, aparece) será que vocês já leram o comunicado do Jimbo Wales? Sobre a Wikipédia, esse projeto tão lindo e arrojado, um sonho realizado e que não pode morrer?
      Eu acho que vale a pena ler:

      http://wikimediafoundation.org/w/index.php?title=WMFJA1/pt&utm_source=2010_JA1_Banner3&utm_medium=sitenotice&utm_campaign=fridayOpening&referrer=http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%25C3%25ADgona
      -=-
      beijos, minha querida.

  5. Rose disse:

    Bom trabalho tb, Meg. suba quanto quiser. Desculpe.

    Desculpe ter escrito muito por aqui. É que essa perseguição ao MLobato me deixa furiosa.

    Vou fazer link deste post nos meus blogs e, em especial, dos jovens.

    • sub rosa disse:

      Ah! Rose, também fico furiosa, mas, acredite fico mais é com medo! não que eu seja a chatonilda da Regina Duarte (ah desculpe, mas ela é muuuuitooo chata, nasceu com ela – ops, chata, não, fastidiosa), mas eu tremo de pensar quando estivermos sob um certo domínio que se anuncia.
      (Não estou falando da presidente, não e nem do presidente, é bom deixar claro)
      Mas, eu leio certas coisas na Internet e só lembro do Bardo:
      “By the pricking of my thumbs / Something wicked this way comes.” ….

      Enquanto não chega, deixôdizê que
      a gente adora o que vc escreve, aqui ou lá no… bem, cada dia tem um nome:-) mas o endereço é:
      http://roseeseusamigos.blogspot.com
      Eu acho que esse seu blog é uma miragem no deserto da insensatez que se vê e ouve e lê.
      Já fui lá hoje, sem ter a decência de deixar um comentário: também, a gente fica horas e horas perdida, entre o que *ver*, *ler* e ouvir.
      Hoje a música está over-hiper-ultra, super-califragilistic-espiralidosa.
      Onde mais eu vou ouvir Carly Simon?
      beijos.
      E agora eu vou!

  6. Magaly disse:

    Cheguei, enfim, para dizer o que sinto a respeito da discussão instalada.
    Meg, você não se devia, só a si mesma, a atitude conscientemente tomada. Há muita indignação em jogo, há posições discordantes, há desestímulos provocados por atitudes conformistas, o que oferece campo para a continuidade do debate. Você deu conta de sua parte com extrema dignidade.
    Os dados estão postos na mesa, liberados os argumentos de várias origens, a capacidade de defesa e de acusação em exercício livre, a consciência e o livre arbítrio do contingente de cada lado em plena função de seus poderes.
    Cabe a cada indivíduo que pense sem radicalismos, sem preocupação de manter a linha de pensamento sugerida por um comando, desembaraçada dos preconceitos sociais pronunciar-se, fazer valer seus argumentos e defender a sua própria posição diante da situação criada e levada a vias de fato e de direito.
    Falando por mim mesma, acho que nossa literatura merece nosso esforço no sentido de preservá-la com suas características, seus valores de época, sua seiva natural, sua autenticidade.
    Se aceitarem um conselho, o material que Meg expôs nos links propostos são de grande ajuda para uma tomada franca de conscientização e de posição nesta luta.
    É a exposição de veias abertas de um modo e de outro de pensar a desigualdade social.

  7. Rose disse:

    Magaly não escreve, mas, se faz presente, um ser baixou aqui e é tudo, é mais que uma escrita. Fantástica.
    E eu só acrescento mais isso e saio com minha matula pra tomar sombra ali perto…

    Escrever revelando-se é um grande risco. É ser o velho palhaço das Luzes da Ribalda…Aplausos ou vaias, mais que vaias, talvez a própria destruição.

    Ficar calado é direito, cautela. Mas depois que se abriu a cortina e se disse o tudo…Perfeito. É a hora da harmonia com o Universo.

    Meg, Magaly e Marília: parabéns!

  8. sub rosa disse:

    “Cabe a cada indivíduo que pense sem radicalismos, sem preocupação de manter a linha de pensamento sugerida por um comando…”

    Magaly: você disse t-u-d-o! Só ler isso já fez valer a pena.

    Vc expressou com rara precisão, este nosso Zeitgeist!
    Um beijo, querida

  9. tereza disse:

    Oi, Meg.
    Não vou sumir não, passei por aqui rápido, só para ler porque estou exausta, mas o post e comentários estão irresistíveis.Você citou do texto da Magaly exatamente o que eu queria citar e concordo totalmente que ela disse tudo.Eu também tenho medo, Meg, de todos que seguem” a linha de pensamento sugerida por um comando”. Tivemos tantos totalitarismos no século XX, não queria que tudo se repetisse no século XXI. Eu também “tremo de pensar quando estivermos sob um certo domínio que se anuncia”. E também quero deixar claro que não estou falando de presidentes.Me vem à mente Orwell e a novilíngua e cenas de filmes que mostram os horrores dos totalitarismos de todas as cores.
    Sobre Monteiro Lobato e Susan Sontag escrevo depois, se tiver tempo.Que bom que você gosta dela!
    Mas foi muito má chamando a pobre da Regina Duarte de fastidiosa.Tadinha, ela é sempre tão boa-
    zinha! Se ela lesse o seu blog, imagino a carinha que faria, de piedade, inclinando o pescocinho, hahaha!
    Beijos, querida.

    • sub rosa disse:

      :-)))
      Tereza, tudo bem, eu deixo passar a chatice da Regina Duarte. Seria injusto diante da chatice e a cara-de-pau dos *militantes de qualquer causa, de qualquer gênero, de qualquer cor* que primam pela insanidade.
      Vc falou em nivilígua e eu imediatamente me lembrei do Fareinheit 451 (aliás, há cerca de dois anos eu tenho um draft de um post sobre este assunto de censura aos livros [inequivocamente é caso de censura de livros], no limite a queima de livros.
      Militante é dose. Vua de regra, com que eles menos se preocupam é com o assunto que estão debatendo, que supostamente estão defendendo. Guardadas as devidas e raras exceções a amioria deles estão de olho é num cargo, numa sinecura, pra se agarrar, uma nomeação aqui, uma embaixada ali…pensem, reflitam, e depois me digam
      Fica este comentário aqui para registrar o que daqui a pouco a gente vai conferir. Isso está tão claro, só não vê quem não quer. Quem viver, verá.
      Um beijo.

  10. tereza disse:

    Obrigada pelo link, Meg. Amanhã vou lá.
    bjs.

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