Primeiro parágrafo ou touchstones, e aí, você?

Gente, o seguinte, aproveitando que é feriado, eu não vou fazer um postão daqueles. Vamos, então, fazer uma brincadeira, antiga, ihhh do tempo do império, quando a gente jogava os jogos de salão? Vamos?.

(Aliás, salão mesmo, hoje, só no palácio da alvorada, ou este aqui, que é bom demais,)

É assim: qual a abertura/primeiro parágrafo/início/primeira linha, de livro que você mais gosta, que sabe de cor, ou que jamais esquece. Ou o que seja (wathever), você sabe como é? Pois é!

Aê, eu começo, modéstia a parte, slammin’!:-o)

“Alguém devia ter dito mentiras a respeito de Joseph K., pois, nada tendo feito de mal, uma bela manhã foi preso.”
Primeira linha de O PROCESSO, de Franz KAFKA

E do romance que deu origem ao meu filme preferido de todos, ever:

“Scarlett O’ Hara não era bela; os homens, porém, só o notavam quando já subjugados pelo seu encanto, como era o caso do gêmeos Tarlenton.”
(Mitchel, Margaret. E o Vento Levou.)

Iuhuuu! e tem aquela, aquele início, primeiro parágrafo que quase ninguém conhece:

“No princípio, criou Deus os céus e a terra”. (De onde é mesmo é essa?!) :o)

E tem também, o inicio e o fim do menor conto do mundo:

“Quando acordou, o dinossauro ainda estava lá”.
Augusto Monterroso, o genial criador moderno dos microcontos. este é o emblemático menor conto do mundo, até hoje.

Bom, eu tenho mais alguns, mas não quero tirar a vez de ninguém. Afinal, a Vila não quer abafar ninguém (homenagem a Noel Rosa, centenário).

Ah! e podemos, também, colocar os touchstones. Ou os dois. Primeira linha ou os trechos de maior densidade que marcou sua leitura. Qual vc prefere? Vc diz aí e eu coloco aqui:-)

Olha só:

“Cada um de nós é este pouco e este muito, esta bondade e esta maldade, esta paz e esta guerra, revolta e mansidão”.
[O Evangelho Segundo Jesus Cristo, José Saramago]

“O inferno foi uma idéia nascida em conseqüência de uma indigesta maçã.”
[Mobydick, Herman Melville]

“A mão que afaga é a mesma que apedreja” (Augusto dos Anjos)

Diga aí, é legal ou não é legal?
Agora, vocês, não me deixem ganhar, OK?
hahahah!
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IMPORTANTE: Alguns se lembram que em outubro de 2006, fizemos no antigo Sub Rosa, uma edição só pra “pedras de toque”. Esse nome, essa expressão, é a tradução feita por Mario Faustino e José Lino Grunewald pra “touchstones”. Faustino usou-as como um mecanismo estético/didático,  em sua página Poesia-Experiência, que publicou semanalmente no Suplemento Literário do Jornal do Brasil na parte final da década de 1950 – a partir de 1956.
Bem. Teorias à parte, vocês podem conferir  e se inspirar [aqui.]

Té mais. Sua vez!

Sobre sub rosa
The most of all things and persons in the entire world drives me *flabbergasted". That includes me.

39 Responses to Primeiro parágrafo ou touchstones, e aí, você?

  1. Orlando Gemaque disse:

    Meg, essa pode ser boa:
    “Foi o melhor dos tempos, o pior dos tempos, a idade da sabedoria, a idade da imbecilidade,
    a época de acreditar, a época da descrença, a época da Luz, a época da Escuridão e por aí vai. Não lembro do título nem o autor, mas ficou gravado quando fui seu aluno.
    Se vira, mestra.

    • sub rosa disse:

      Ih! querido, vão pensar que eu sou velha:-)
      mestra, eu?
      bom, mas é ótima, sim.
      Vou colocar no post.
      É do enfant terrible Charles Dickens.

      Dizem que essa frase inicial (motor de arranque) é talvez a mais conhecida em todo o mundo, em quase todos os idiomas.
      Ponto pra vc, mas lembre o forte é a repetição:
      it was…, it was..
      foi o melhor.., foi o pior…, foi a idade.., foi a época …
      Do melhor e do pior.
      Amanhã, coloco no post. A Tale of Two Cities (como ficou em português?)

      Ah! vocês, les enfants, mes enfants:-)
      beijos pros três.

  2. Rose disse:

    Voltou ao seu estilo, Meg. Tenho de reconhecer isso.

    • sub rosa disse:

      Ei, ei, ei D. Rose.
      Explique-se-me:-) : é para entender o quê mesmo?
      Que enigmático, rio ou choro?
      bjs atarantados.

  3. tereza disse:

    Vale o final do livro também, não vale Meg?=)
    No Livro do Saramago, quando Cristo está morrendo na cruz ele diz: “Homens, perdoai-Lhe porque Ele não sabe o que fez”. Saramago foi gênio, invertendo o que está dito na Bíblia. É profundo demais o que ele disse.

    Do poema de Auden Funeral Blues:
    ……………………………………………..
    He was my North, my South, my East and West,
    My working week and my Sunday rest,
    My noon, my midnight, my talk, my song;
    I thought that love would last forever: I was wrong.

    The stars are not wanted now; put out every one,
    Pack up the moon and dismantle the sun,
    Pour away the ocean and sweep up the woods;
    For nothing now can ever come to any good.

    Ele era meu Norte, meu Sul, meu Leste e Oeste
    Meus dias úteis, meus finais-de-semana,
    meu meio-dia, meia-noite, minha fala e meu canto.
    Eu pensava que o amor era eterno; estava errado

    As estrelas não são mais necessárias; apague-as uma por uma
    Guarde a lua, desmonte o sol
    Despeje o mar e livre-se da floresta
    pois nada mais poderá ser bom como antes era.

  4. Rose disse:

    Que preguiça ter de explicar. Ai!
    Seu estilo? O jeito insuperável de fazer um post.
    Não invalido os posts recentes, os antigos – é que- eram arrebatadores. É uma arte fazer posts. E um arte nova ( agora meio abandonada já que todos rumaram p facebooks). Antigamente não havia posts.
    Esse post é novo em todo sentido. E até o que que nele é antigo é tb novo. Esse antigo é o estilo q você criou e agora o traz ( trá-lo? Que estranho escrever assim) de volta. Ainda bem.

  5. sub rosa disse:

    Ah! Tereza, querida, não vá vc me fazer chorar,
    com o Auden.
    Claro que vale: vale tudo, pros dois:-)

    Pra começar, o Evangelho… é , ao lado de A morte de Ricardo Reis, meu preferido.
    A sua citação é o final perfeito, esférico, circular, fim determinado pelo início.
    Quod scripsi, scripsi, não é? E comove ainda mais a sua gritante humanidade:
    “Então Jesus compreendeu que viera trazido ao engano como se leva o cordeiro ao sacrifício, que a sua vida fora traçada para morrer assim desde o princípio dos princípios…”.
    Maravilha, Tereza.
    =-=-=
    Já o poema do Auden, realmente é difícil extrair uma parte, a touchstone, vc não acha?
    E, deus nos livre e guarde das traduções.
    Se vc deixar, coloco o poema inteiro e cada um, se for o caso, escolhe a melhor parte, se é que há uma..:-)
    Pra mim, é claro, é o início:
    “Stop all the clocks, cut off the telephone,
    Prevent the dog from barking with a juicy bone,
    Silence the pianos and with muffled drum
    Bring out the coffin, let the mourners come.
    =-=-
    A nossa querida Magaly, bem sabe disso.
    Beijos, minha amora.

  6. sub rosa disse:

    Ah! sim, jogo rápido e limpo:-) devo confessar que fui aos livros (aos meus) para citar o final do evangelho/saramago, que está todo marcado.
    Eu já estava mesmo com a mão na massa nas tragedias e mitos, por aqui:-)

  7. tereza disse:

    Meg querida, tem razão.O poema de Auden é perfeito
    e é ridículo? absurdo? e sei lá o que mais fazer o que fiz. Eu também amo o início .É um dos poemas mais tristes
    que conheço, mas é perfeito. Não entendo nada de literatura, que a Magaly não ouça o que escrevo
    aqui=)
    Eu também não gosto de traduções de poemas, como não gosto de filmes dublados.
    Quanto ao Saramago, tenho verdadeira paixão pelo Evangelho Segundo Jesus Cristo, procurei o meu e não encontrei=( Queria citar uma parte maior, mas só sabia de cor aquela parte.
    Que bom que ainda não li A Morte de Ricardo Reis.
    Gostei muito de Memorial do Convento.beijos.

  8. Norma disse:

    fiquei muito tempo matutando e me desculpe, meg, este assunto está prá lá do meu conhecimento.
    mas gostei muito do que a Tereza escreveu.

    prof. rose, sou nova na casa rsrsrs… não conheço os antigos, mas já passei varias vezes por aqui e não sei responder este post, viu?
    amanhã volto.

    cadê a magaly e a marlia?

  9. tereza disse:

    Norma, eu também não sei. Só agora, lendo o link que a Meg deixou é que aprendi o que é touchstone. Quer, dizer, acho que aprendi. O que fiz antes, foi degolar um poema=) E um poema que a Meg gosta. Mas ela é paciente, é mestra.Beijos.

  10. Guilherme disse:

    Ultima flor do lácio inculta e bela.
    E o corvo dizia “Nunca mais!’

  11. Clara Ramos disse:

    Oi, Meg:
    claro que só pode ser Mario Faustino e Ruy Barata, nossos dois maiores poetas:

    “Não morri de mala morte
    Morri de amor pela morte”

    “Necessito de um ser, um ser humano
    Que me envolva de ser
    Contra o não ser universal, arcano
    Impossível de ler”

    E Ruy Barata:
    “O tempo tem tempo de tempo ser,
    o tempo tem tempo de tempo dar,
    ao tempo da noite que vai, correr,
    o tempo do dia que vai chegar.”

    “Amor é amar, em dois, predicativo,
    amor é sisofrendo e sisofrido,
    amor é simorrendo e simatando
    amor é dez em dois de simorrido.

    E tudo amor, amor, em erre aspado,
    amor em solsolvido e solsoldado,
    amor é eme urdido e eme atado,
    amor de mor amor de amor talhado”

    Ruy Barata

  12. Rose disse:

    Era uma vez um gato xadrez.

    • sub rosa disse:

      Magnificat! Rose.
      Ainda não entendi bem a resposta daquele seu comentário:-) mas não precisa explicar, ó macunaima, viu?
      Eu queria (alguém pode até dizer que combinamos) mas eu queria demais quando pensei no post que alguém falasse no “Era uma vez“… a frase mais conhecida na humanidade inteira e desde o tempo em que não havhttps://flabbergasted2.wordpress.com/wp-admin/edit-comments.php#comments-formia tempo, só o tempo:-)
      E quando a Tereza perguntou se podia o final, eu ainda fiquei mais assanhada.
      Quase coloco o “e viveram felizes para sempre“.

      Essas duas frases/fórmulas redimem o post inteiro:-)
      =-=-=
      Norma, Norminha, vc sabe sim, pergunte aí pra garotada e vc vai ver que sabe:-)
      A propósito, Norma, vc é um anjo!

  13. sub rosa disse:

    Ah! Meg, ia esquecendo, hoje seria aniversário de nossa querida Lana, já não mais entre nós.
    Em homenagem a ela um poema de Neruda ou do Sarduy:

    Somente é familiar a luz acesa
    que põe sobre a
    toalha posta à mesa
    a sombra que se alarga: o dia quedo

    do tempo o passo segue em sua vaga
    irrealidade. A tarde já se apaga.
    Abraçam-se os objetos: sentem medo.
    ————
    (postado a pedido de Clara)

  14. Fiz um comentário grande, e perdi.
    Minha abertura favorita é a de Memórias Póstumas de Brás Cubas (na verdade, a dedicatória): “Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver, dedico, com saudosa lembrança, estas memórias póstumas”.
    Ironia era com o Bruxo do Cosme Velho.
    Machado R-U-L-E-S.

    Outra que gosto muito, mas não posso citar, é a abertura de Ana Karenina. E não posso citar porque da leitura não passei da 5ª página. Não por falta de vontade, mas por falta de tempo. Reconheço que as leis tomam grande parte da minha leitura, que atualmente é deficitária.

    Quanto a Lana, vejo que foi uma daquelas pessoas cuja vida passa além da própria existência.

    Norma, veja, quando eu demoro pode saber que a culpa é da placa. A inquisidora me manda estudar, mas eu sei que ela só quer meu bem.

    Abraços

  15. Norma disse:

    meg, o feriado está acabando, aqui estou com meu trabalho de casa feito:

    “Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que seu talhe de palmeira”. José de Alencar.

    “São seis os elementos: ar, terra, fogo, água, sexo e morte. Não, são sete: e lirismo” (Paulo Mendes Campos.

    “O tempo não cura tudo. Aliás, o tempo não cura nada. O tempo apenas tira o incurável do centro das atenções. ”

    marilia,aprendi seu nome, eu bem desconfiava que não era como eu escrevia rsrsrsrs. Vc não precisa estudar, já sabe tudo.

    Bem, esse foi um trabalho de equipe, como estão dizendo aqui
    bjs a todos.

    • marilia disse:

      Norma, foi um excelente trabalho de equipe, diga-se.
      Iracema foi a leitura que eu pulei no colégio. Era abusada com José de Alencar.
      Mas uns anos depois, acabei lendo Iracema bem rapidinho pra poder jogar uma cascata num paquera que eu arranjei em Fortaleza, veja você…

      Quanto a saber de tudo, sei não, hein… Eu não sei de quase nada. Venho aprender aqui com posts e comentários.
      E a placa é específica: eu tenho que estudar o Código de Processo Civil (que não é uma obra prima da literatura, pode ter certeza)…

      Por falar nisso, aí vai mais um primeiro parágrafo:
      “A jurisdição civil, contenciosa e voluntária, é exercida pelos juízes, em todo o território nacional, conforme as disposições que este Código estabelece.”

      Abraços!!!

  16. Regina disse:

    Meg,
    essa coisa de abertura de livro não sei não..hmmm… mas, olha só,
    nunca ouvi vc falar de poetrix, então vão aqui dois ou tres para você e sua seleta audiência (ou assistência) superanimada e diga se conhece e se gostou, certo?

    ‘De tão
    carente
    entrei
    em estado
    de coma.
    Coma-me
    por favor. ”

    e

    “Não quero ser deusa
    nem musa
    Quero tua mão
    debaixo da minha blusa”

    Evelyne P. Morsch

    O mundo se move,
    o homem só pára
    quando se comove.

    Jacson Matos


    “você faz caras
    de

    mar

    eu rio
    pra não afogar. ”

    Ilou


    ” Que fique muito mal explicado

    não faço força para ser entendido

    quem faz sentido é soldado”

    Carlos Moreira

    —–
    ciao!
    deixo um beijo para a Magaly.

  17. Magaly disse:

    Ah! vocês perguntaram por mim! Que coisa boa é receber essa atenção, esse carinho. Eu estava enrolada com problemas caseiros e não soube habilitar meu tempo e minhas forças. Na curva descendente, já não faço dever de casa como antigamente…
    Vejamos o que posso arranjar para passar de ano.

    Começos de livro que me cativaram e se abrigaram em minha memória:

    “A primeira coisa que guardei na memória foi um vasso de louça vidrada, cheio de pitombas, escondido atrás de uma porta. Ignorava onde o vi, quandi o vi, e se uma parte do caso remoto não desaguasse noutro poeterior, julgá-lo-ia um sonho.” ( Gente, as pitombas de minha infância!)
    “Infância” de Graciliano Ramos.

    “Qualquer que tivesse sido o seu trabalho anterior, ele o abandonara, mudara de profissão, e passara pesadamente a ensinar so curso primário: era tudo o que sabíamos dele
    O professor era gordo, grande e silencioso, de ombros contraídos. Em vez de nó na garganta, tinha ombros contraídos.”
    “A Legião Estrangeira” de Clarice Lispector

    “Quando o senhor, também conhecido como deus, se apercebeu de que adão e eva, perfeitos em tudo o que apresentavam â vista, não lhes saía uma palavra da boca nem emitiam ao menos um simples som primário que fosse, teve de ficar irritado consigo mesmo, uma vez que não havia mais ninguém no jardim do éden a quem pudesse responsabilizar pela gravíssima falta…”
    “Caim” de José Saramago

    “Quando a Queresma estourava nos montes e nas igrejas, Delfino Manuel não era o único a pensar no afamado roubo da semana Santa.. Só que Delfino sabia muito mais sobre o caso do que os demais. As quaresmeiras roxas rebentavam em flor nas encostas, os panos roxos saíam dos gavetões das sacristias para os altares, e Delfino sentia um calafrio.”
    “A Madona de Cedro” de Antonio Callado

    PEDRAS DE TOQUE

    ”Ainda não estamos habituados com o mundo
    Nascer é muito comprido”
    Murilo Mendes em ”Reflexão nº 1”

    Parece que em minha sombra
    o sol desperta e se deita
    e minha sombra e meu ser
    valem um minuto em Ti.”
    Jorge de Lima em “A Multiplicação da Criatura”

    “Somos muitos Severinos
    iguais em tudo na vida”
    João Cabral de Melo Neto em Morte e Vida Severina”

    “Meu povo e meu poema crescem juntos
    como cresce no fruto
    a ávore nova.”
    Ferreira Gullar em “Meu Povo, meu Poema”

    Meg, demorei, mas fiz minha ‘mise en scène’ .
    Deixo-lhe nas mãos um mundão de beijos para você distribuir com este pessoal cem por cento.

  18. Magaly disse:

    Addendo:

    Teresa, você é mais atilada do que se imagina e Norma segue Teresa. Duas cabeças bem pensantes e participativas. Vou estar sempre à espera de seus comentários, ok?

    Recebi seu beijo, Regina. Obrigada.

    Os erros de digitação ponham na conta da vista curta, curtíssima.

  19. Rose disse:

    Gostei mais deste, que a Magaly trouxe

    “Somos muitos Severinos
    iguais em tudo na vida”
    João Cabral de Melo Neto em Morte e Vida Severina”

  20. Tereza disse:

    Oi Magaly.Obrigada pelo incentivo. Conheci o seu blog
    “Eu Pensando”, era ótimo. Lembro-me até do concurso de quadrinhas.
    Eu gosto de ler, mas a minha formação nem é na área de letras. Portanto, só digo besteirinhas=)
    Gosto muito de ler você.beijo.

  21. Tereza disse:

    Meg, é tão bom ler o seu blog. Eu gosto muito dos posts, do seu jeito de escrever e do modo atencioso como você trata os seus leitores.Beijos.

  22. Tereza disse:

    Corrigindo: e do modo atencioso com que você trata os seus leitores.

  23. Carlos disse:

    “Vou divulgar uma anedota, mas uma anedota no genuíno sentido do vocábulo, que o vulgo ampliou às historietas de pura invenção. Esta é verdadeira; podia citar algumas pessoas que a sabem tão bem como eu. Nem ela andou recôndita, senão por falta de um espírito repousado, que lhe achasse a filosofia. Como deveis saber, há em todas as coisas um sentido filosófico. Carlyle descobriu o dos coletes, ou, mais propriamente, o do vestuário; e ninguém ignora que os números, muito antes da loteria do Ipiranga, formavam o sistema de Pitágoras. Pela minha parte creio ter decifrado este caso de empréstimo; ide ver se me engano.”

    Machado de Assis. “O empréstimo”

  24. Norma disse:

    tereza, concordo muito com vc. professora magaly, fui ver o eu pensando, como a tereza resaltou, achei incrível. do que vc escreveu aqui achei tudo o que escreveu. gostei muito mesmo do que a rose resaltou. como eu gosto de discussão rsrsrsr
    não sei o que vem a ser poetrix?.
    queria saber o que vocês acharam do que escrevi.
    mas queria saber mesmo o que aconteceu com a meg.
    deixo um beijo a ela.

  25. tereh disse:

    Gostei da proposta — e do blog — e me atrevo adar um pitaco.
    Li há tempos,na adolescência — leitura escolar obrigatória: “´Há alguns anos raiou no céu fluminense uma nova estrela…”
    Nem sei ao certo o nome do livro, acho que é Senhora. mas esta frase me acompanha desde então…

    saudações..

  26. sub rosa disse:

    Meus bens:
    Nem sei o que dizer, só agora encontrei um tempinho entre os muitos e pequeninos afazeres.
    Fico sempre tranquila, pois sei que os de casa cuidam da casa, não é?
    Tudo está marvilhoso por aqui, que orgulho.
    Para todos os “primeira vez que vem aqui” Tereh, Carlos, Regina: fiquem à vontade, obrigada pela visita e pela contribuição de cada um, para nós.
    Eu devo vir me divertir por aqui, mas mais tarde.
    Não se preocupem, se eu colocar um ou dois posts *novos*ainda hoje. I can’t help, vejam só: vários acontecimentos importantes pra minha terra, que devo divulgar (Belém) e mais o aniversário de morte do Guimaraes Rosa… pensava publicar uma peça belísima que é o discurso de posse de Rosa na ABL, ele morreu dias depois.
    Achei que seria bom, o que acham?
    Este mes de novembro é rico, termina com uma homenagem a George Harrison.. uffa! Whithin you without you, não é?:-(
    O que vcs acham?
    Mesmo que eu coloque os posts novos, esse aqui, das aberturas e pedras de toque, será atualizado, juro.
    =-=-=-=-=
    *** Em tempo: Regina, não querida, eu nunca falei em *poetrix*, porque, pasme e shame on me: eu não sabia o que era. Agora, graças a vc:-)
    Agora, me digam, pra que mesmo serve um blog, senão para dar essas alegrias?

    Falando em alegrias: obrigada, Marília, minha doutorinha, Rose, Magaly (arrasou! you rule!) Clara, Norma (vc é 10, que equipe essa que vc forma, hein?!?).
    Obrigada, muitíssimo, querida Tereza. Vc é uma menina de meus olhos:-)
    (lembrando o ótimo/péssimo filme Jersey Girl, do Kevin Smith que eu adoro). Rá, eu sou fiel também às minhas infidelidades.
    Sei lá, Tereza, a gente tendo tantas “afinidades eletivas”, vai ver você também gosta dele.

    Então, tamos combinados?
    beijos.

  27. Magaly disse:

    Meg, posso adiantar pra você?
    Faz poucos dias, andei me inteirando aleatoriamente sobre o formato Poetrix, apesar de ele estar em campo desde 1999, criado pela pelo escritor e poeta baiano Goulart Gomes, e publicado em seu livro TRIX.
    Trata-se de um poemeto composto de título, mais uma estrofe de 3 versos que devem conter, no máximo, 30 sílabas métricas. Assim:

    SEMÁFORO
    pensei ser outra lua
    olho verde contra o céu (GOULART GOMES)
    fugaz no meio da rua

    ESPELHO
    espelho
    espelho meu (MARCELO DA VEIGA)
    este não sou eu

    JURAMENTO
    na saúde e
    na doença, ou até (ANA MARIA DE S. MELLO)
    a primeira desavença

    Falar de Poetrix é remeter a Hai-Kai, parentes muito chegados pela forma, o segundo, uma manifestação poética japonesa. Diferenças: O Hai-Kai, desprovido de título, é um pequeno poema originalmente composto de três versos, dois de 5 sílabas (o primeiro e o último) e o segundo, de 7 sílabas. Este tipo de poema, nas traduções ocidentais, ganha a rima que não exibe em sua forma original. Assim:

    Na poça da rua
    O vira-lata (MILLÔR)
    Lambe a Lua.

    Esta vida é uma viagem
    Pena eu estar (PAULO LEMINSKI)
    Só de passagem

    E aí, Norma, satisfiz sua curiosidade? Regina já tinha apresentado alguns em seu comentário.

    Por mim, aprecio esse tipo de composição que exige muita capacidade de síntese e argúcia na captação da imagem que definirá o poema.

    Vamos esperar os posts novos que vão’ bombar’
    de uma hora pra outra. Aê, Meg!

  28. Isabela disse:

    Como da outra vez, vou de Guimarães Rosa:

    “Pao ou pães, é questão de opiniães”.

    Mas também de Fernando Pessoa:

    “Valeu a pena? Tudo vale a pena. Se a alma não é pequena”.

    Mana, faltou o início de Orgulho e preconceito porque estou viajando sem o meu livro aqui. Depois eu volto ou você pode inserir para mim?

    Beijo

    • sub rosa disse:

      Maninha, claro que vou escrever sim:
      ” É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro, possuidor de uma boa fortuna, deve estar necessitado de uma boa esposa”
      Jane Austen. “Orgulho e Preconceito” (“Pride an prejudice”, 1813) recusado por todos os editores da época. Ela, uma das fundadoras, criadoras, precursoras do romance inglês.

      =-=-=
      Agora, um comentário ao seu comentário:
      Hahahahahah
      hahahaha
      hahahaha!
      Jamais, jamais, Aunt Jane será lida do mesmo modo hahahah! Embora, ela tenha todo o meu respeito.
      Belinha, vc fez isso de propósito. I’m sure!:-D

      • Isabela disse:

        É… está terrível. Espero que esta onda passe como todas as outras. Ontem, passeando na livraria do aeroporto, tive conhecimento do livro de Michael Thomas Ford: um horror.

  29. sub rosa disse:

    Magaly, eu vou me esconder por 7 anos, juro! :-))) Quer dizer que eu me meto a falar aqui em poesia, etc e tal, e aí o Millôr, o Leminski se matam de tanto escrever poetrix, e a sabidona aqui sequer sabia o que era poetrix? Ixi:-)))
    Isso lembra o Monsieur Jourdain, do Bourgeois Gentilhomme, do Voltaire, que aos 40 anos veio a saber que há 40 anos fazia prosa sem saber… Um dia eu conto a história dele.
    Qual é o chá que se toma pra desmoralização desse calibre, mizifia?
    Não contem comigo, mais, tá sabendo?
    :-)))
    Só venho aqui pra colocar a “abertura” da Jane Austen (Ok.. estou pegando pesado) e verificar a ‘Senhora’ da Tereh.
    E dar um alô pra o Guilherme. Boa! Guilherme.
    -=-=-=
    Pano rápido!

  30. Norma disse:

    nossinhora, isto aqui tá bom demais.
    eu nem sei se escrevo aqui ou lá em cima.
    a meg está falando comigo, não fica tristinha não, meg. a profa. magaly é fogo.

  31. Magaly disse:

    Meg, então procure um esconderijo onde caibam duas pessoas, porque eu também não sabia o que era poetrix até que, na semana passada, me caíram nas mãos uns hai-kais (que eu adoro,) onde havia uma referência ao tal poetrix. Acionei o Google e tirei aquelas informações que mandei, para atender ao pedido de Norma. Nenhuma sabedoria minha, só curiosidade.
    Dos chás anti-desmoralizantes, já experimentei um montão. Não adianta tentar, são inócuos, meu bem.
    Norma, Norminha, tire esse Profª de meu nome, que já não pertenço a esse naipe, é muita responsabilidade.
    Boa diversão é a palavra de ordem pra nós todos.

    • sub rosa disse:

      Maga, querida.
      Vc já conhece o meu jeito de drama queen:-)
      e misturado à vontade dar uma gargalhada daquelas, não é?
      Temos mesmo é que agradecer à Regina, e aproveitar a oportunidade de conhecer o que talvez muita gente não saiba também.

      Que tal um post, amiga?

      =-=-=
      Regina, querida, estive lendo também, obrigada, esse devia ser uma dos maiores objetivos do blog, partilhar conhecimentos.
      Você conseguiu isso e é muito bom.
      E temos diversão, também:-)
      Beijos às duas.
      M.

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