Madrigal para Cecília Meireles

MADRIGAL PARA CECÍLIA

(Cacaso)*

Quando na brisa dormias,
não teu leito, teu lugar,
eu indaguei-te Cecília:
Que sabe o vento do mar?
Os anjos que enternecias
romperam liras ao mar.
Que sabem os anjos, Cecília
de tua rota lunar?
Muitas tranças arredias,
um só extremo a chegar:
Teu nome sugere ilha.
teu canto: um longo mar.
Por onde as nuvens fendias
Aaface deixou de estar.
Vida tão curta, Cecília
pra quê então tanto mar?
Que música mais tranqüila,
quem se dispôs a cantar?
São tuas falas, Cecília,
o barco tragando o mar.
Que céu escuro havia
há tanto por te espreitar?
Que alma se perderia
na noite de teu olhar?
Sabemos pouco, Cecília,
temos pouco a contar:
Tua doce ladainha,
a fria estrela polar
a tarde em funesta trilha,
a trilha por terminar
precipita a profecia:
Tão curta a vida, Cecília
tão longa a rota do mar.
Em te saber andorinha
Cravei tua imagem no ar.
Estamos quites, Cecília:

Joguei a estátua no mar.
A face é mais sombria
quanto mais se ensimesmar:
Tão curta a vida, Cecília,
tão negra a rota do mar
Que anjos e pedrarias
para erguer um altar?
Escuta o coral, Cecília
O céu mandou te chamar.
Os anjos com tantas liras
precisam do teu cantar.
Com tua doce ladainha
(vida curta, longo mar)
Proclames a maravilha.

Rio, 1964

(*)Antônio Carlos de Brito (Cacaso) [1944-1987]. In:Cacaso lero-lero. Rio de Janeiro,7 letras, 2002/ São Paulo,Cosac&Naify,2002 (Col Ás de Colete)

*  *  *

Cecília Meireles (7/11/1901-9/11/1964) é a intelectual mais consistente de toda a literatura brasileira. Conhecida pelo profundo lirismo, de tal modo deixou uma nação mergulhada na *encantaria* de seu verso, no reino do *maravilhoso* que esse lado quase ofusca o seu brilhantismo na cena pública por muitos anos.

Viajora admirável, correspondente inigualável. Escritora, dramaturga, jornalista ( seu último escrito foi para a Folha de S. Paulo)… Tradutora dos poetas chineses Li PO e Tu Fu (em edição de 1996) e antologista da poesia de vários países: de poetisas japonesas, persas e árabes. Traduziu Rabindranath Tagore…Escreveu cinco (5) peças para teatro.

* * *
Entre junho de 1930 e janeiro de 1933, CECÍLIA MEIRELES dirigiu a ‘Página da Educação‘ no Diário de Notícias do Rio de Janeiro. Em seus artigos sobre política, educação e cultura, defendia uma política menos casuísta e uma educação moderna. Ela rompeu tabus de uma sociedade, deixando sua marca na História Brasileira como defensora da idéia universal de democracia,  numa década em que o mundo vivia o período de transição das duas Grandes Guerras. No Brasil,  Getúlio Vargas era o vitorioso da Revolução de 1930.

Pois bem, a “Página da Educação”, comandada por CECÍLIA MEIRELES,
causava fúria no meio político nacional. Ela referia-se ao presidente Vargas como “Sr. Ditador”. Sustentando a idéia de um Brasil menos ufanista, coleciona inimigos e desafetos. Entre eles Alceu Amoroso Lima, crítico católico que, em 1971, reconheceria na poeta “uma grande figura feminina do
modernismo”. Os modernistas, aliás, já a consideravam uma revelação, a partir da publicação de “Espectros” e “Baladas Para El-Rei”.

Em janeiro de 1933, ela encerrou seu trabalho frente à Página da Educação, cansada da perseguição que sofria e manifestou, em correspondência, seu “horror” ao jornalismo. No entanto, troca o Diário de Notícias pelo jornal A Nação, contratada sob a condição de não escrever sobre política. Em 1934, com o marido, inaugurou o Centro de Cultura Infantil do Pavilhão do Mourisco, no Rio, a primeira biblioteca infantil do país. A convite do governo português, dá início a um período de viagens ao exterior. Em Lisboa e Coimbra difunde a cultura, literatura e o folclore brasileiros, em uma série de conferências.

Em 1940 , o poeta e crítico portugues Vitorino Nemésio a definiu como uma intelectual completa, de vastíssima erudição: ‘Humanista que libou o mel das grandes culturas’.

Você, como, praticamente,  todo o mundo associa de imediato o seu nome com o Romanceiro da Inconfidência (toda vez que um justo grita/um carrasco o vem calar/ quem não presta fica vivo/quem é bom mandam matar/. Ou com o poema musicado pelo compositor e cantor Fagner (canto porque o instante existe/e a minha vida está completa/não sou alegre nem sou triste/sou poeta) Mas, ela escreveu muito, muito mais. Sua obra, infelizmente, rareia nas editoras: problemas com direitos de herdeiros, não que eu esteja afirmando, assim parece.

Morreu também num mês de novembro. Coberta de glória, Todos os intelectuais , principalmente poetas como Manuel Bandeira, Drummond e tantos outros fizeram homenagens poéticas explícitas. Morreu, com apenas, 63 anos. Cacaso tem toda razão.

=-=-=-

A Internet está inundada com informações sobre Cecília e sua obra e sua vida fascinante. ainda bem. Grande, imensa poeta, grande, admirável personalidade. Eu mesma fiz um trabalho… razoável sobre ela, no centenário de seu nascimento, em 2001, ano  em que comecei a fazer o Sub Rosa (hoje se pode encontrar apenas no web archive). Grande parte do que está escrito aqui foi retirada desse trabalho.
Mas experimente esta página. Claro, existem muitas, muitas, mais. Ainda bem, também.

Para as músicas que se fizeram de seus poemas, este aqui é o melhor, IMSHO.

E aqui, leia sobre Cacaso. O poeta da palavra cerzida.

Sobre sub rosa
The most of all things and persons in the entire world drives me *flabbergasted". That includes me.

32 Responses to Madrigal para Cecília Meireles

  1. Tereza disse:

    Meg, admiro muito a Cecília Meireles.Conheço pouco da obra dela e gosto muito do livro “Cânticos”. O lirismo dela me encanta.
    beijos.

    • sub rosa disse:

      Vivaaa!!!!:-)
      Não tenho esse livro, não conheço o conteudo, mas tenho alguns poemas em uma antologia feita pela própria Cecília.
      Um beijo querida.

  2. Tereza disse:

    Gostei muito do Madrigal para Cecília.O seu post , como sempre está ótimo.
    bjs.

  3. Magaly disse:

    O post de Meg está soberbo. Difícil poder-se acrescentar alguma informação ao que já foi esmiuçado com tanto desvelo, respeito e paixão Tudo merecido. Cecília pra mim também é o modelo da poeta sensível, da jornalista amadurecida, da intelectual perfeita, da educadora especial.
    Dona do tecido poético mais delicado que se pode conceber, com o tom encantatório de seus versos, sua visão do mundo – o mundo como matéria de puro canto – Cecília recria finamente a atmosfera em que se desloca, perpetuando em vebalizações poéticas seus percepções e sentimentos.
    Tinha uma consciencia magoada da transitoriedade da vida, mas mesmo essa percepção inconformada da finitude não escapou ao seu crivo atento e se transmudou em canto, como constatamos neste verso magistral: “A vida só é possível / reinventada”
    Pena que sua vida tão prolífera tenha sido tão fugaz. Aos 63 anos, no dia 9 de novembro de 1964, calava-se a voz que touxe definitivo realce à nossa poesia.

    Deixo com vocês o poema que me leva às lágrimas sempre que o leio:

    CANTAR DE VERO AMOR

    Cecília Meireles

    A Heitor Grillo

    I

    Assim aos poucos vai sendo levada
    a tua Amiga, a tua Amada!
    E assim de longe ouvirás a cantiga
    da tua Amada, da tua Amiga.
    Abrem-se os olhos – e é de sombra a estrada
    para chegar-se à Amiga, à Amada!

    Fecham-se os olhos – e eis a estrada antiga
    a que levaria à Amada, à Amiga.

    Se me encontrares novamente, nada
    te faça esquecer a Amiga, a Amada!

    Se te encontrar, pode ser que eu consiga
    ser para sempre a Amada Amiga.

    II

    E assim aos poucos vai sendo levada
    a tua Amiga, a tua Amada!

    E apenas uma estrelinha siga
    a tua Amada, a tua Amiga.

    Para muito longe vai sendo levada,
    desfigurada e transfigurada.

    Sem que ela mesma já não consiga
    dizer que era a tua profunda amiga.

    Sem que possa ouvir o que tua alma brade:
    que era a tua Amiga e que era a tua Amada.

    Ah! do que disse nada mais se diga.
    Vai-se a tua Amada – vai-se a tua Amiga!

    Ah! do que era tanto, não resta mais nada…
    Mas houve essa Amiga! Mas houve essa Amada!

    São Paulo, janeiro, 1964

    • sub rosa disse:

      Maga: que maravilha, nem preciso dizer que seu comentário merece post lá noss Textos Especiais.
      Excelente escolha, neste poema Cecília revela esse tipo especial de lirismo, o que era forte expressão em Holderlin: o poeta se alça a um mundo e de lá pode viver o seu próprio afastamento, recriar sua perda ainda que iminente, vivida antes de vivê-la. Na dor reside sua força, não acha?
      Baudelaire é uma influência – consciente ou – não de Cecilia Meireles. A exaltação moderada (e modulada) pelo sentido último de solidão.
      Um beijo, minha querida poetisa!

  4. Meg. Vou te contar. Li alguma coisa da Cecília.Mas foi tarde: me desapaixonei por ela irremediavelmente com o poema *pra criança* “Ou isto ou aquilo”, que tinha no meu livro da primeira série.

    – – – – – – – – –
    o livro tinha também outro poema dela, o das borboletas. Terminava assim: *e as pretas, então? Oh que escuridão!* – será que vai ser proibido? agora tou desconfiada com tudo-
    – – – – – – – – –

    Mas voltando ao *isto ou aquilo*, li o texto, fiquei indignada. Ora, porque raios eu não podia pôr a luva e o anel? O dedo não é meu?
    Daí em diante, fui toda má vontade para a pobre da Cecília. Na verdade, fiquei de má vontade para a poesia em geral: só fiz as pazes quando conheci o Lêdo Ivo, mas a Cecília não conseguiu nunca mais se reabilitar.
    Então, por mais que eu tenha tentado depois, só sei dela o que manda o protocolo.
    Chame do que quiser: rebeldia sem causa ou birra de menino amarelo.
    É que eu sou assim: amarelinha, amarelinha…
    Você me perdoa? Não perdoa?

    =**

    beijo, meguita!

    • sub rosa disse:

      Marilia, sweet, que coisa boa “acompanhar” o percurso sem roteiro de suas leituras. Perdoar, minha sweet? Cecília ia ficar encantada com você, afinal não era essa a reação que – tudo leva a crer- ela desejava do seu poema (de resto, da sua obra infantil?): a recusa ao ‘cerco’ das polarizações; nada é preto (ops) ou branco, quente ou gelado. a fuga do maniqueísmo, da dicotomia inescapável. não é o olhar infantil o mais fértil território das nuances, das entrelinhas, do entrevisto?. Do ser isto quase aquilo, no mesmo? Claro!!!! Se bem eu seja contra a nota explicativa (já disse isso, não é?) leitura é afeto que não se encerra. Como vc mesma disse naquele memorável comentário “Claro que algumas coisas, lidas sem a maturidade necessária tiveram (ou terão) de ser relidas.”. vc tem a vida toda pra reler e ser afetada de quantas maneiras for possível. E nem é por causa de maturidade…é gozo, mesmo. A fruição e o sabor do ler. Não digo que sim nem que não, mas se vc vier a Belém (hahaha, olha a chantagem, correndo solta!) coloco pra vc ouvir o Paulo Autran (recitando? declamando?) dizendo Cecília e na entonação: por que não posso ter “isso *E* aquilo”.
      Assim, sem imposição, meus olhos se abriram para a rebeldia implícita do poema.
      Ah! deixe eu dizer uma coisa que me fez rir e lembrar muito de…mim mesma:
      Nos antigamentes, havia essa história de luvas com anel ou sem anel. Do pode um, nao pode o outro (lembro Marilyn em diamonds are a girl’s best friends). A Constanza Pascolato da época diria que sim ou que não?. Mais tarde, eu cheguei a ler lá pela década de 1970 – vc não era nem um brilho no olho de seu pai em direção à sua maman:-) – a etiqueta e o protocolo tiranizavam: usar calças compridas *com* sapato alto é o uó. Morte à bruxa que não se rendesse ao isso com aquilo. Hoje, deu no que deu, não é? Quem disse que eu não posso isso/salto e também aquilo/leggins? Porque sem transgredir é como ter ou não filhos, segundo Vinicius: sem tê-los como sabê-los?.

      Acho que viajei, não viajei?
      Hahahahahah! venha, menina , vamos rir:-)

  5. Ah, mas apesar da minha birra, fiquei indignada quando descobri que a obra de Cecília está “fora do mercado” por causa de briga entre os seus herdeiros. Nenhuma obra pode ser reeditada e eles apenas “lamentam o ocorrido”. Acho que caberia aqui a desapropriação dos direitos patrimoniais referentes à obra, já que há evidente prejuízo ao interesse público pelo impedimento da divulgação da obra de uma escritora consagrada da literatura brasileira.
    Mas eu já sei. O povo do MEC e do MINC está muito ocupado tentando censurar o Monteiro Lobato.

    FEBEAPA, tem piedade nós!

    • sub rosa disse:

      Que loucura!
      Concordo com você. Mas é o que deve ocorrer em quase todos os casos (não sei qual a legislação nos outros países) em que não há como decidir em vida. Aqui essas brigas, essas lutas, são a regra. Sem querer entrar no mérito da questão, o professor Benedito Nunes, sumidade em Clarice Lispector, quis fazer a edição crítica da obra de Clarice para a famosa Coleção ARCHIVES, de renome mundial e prestígio absoluto (a edição sobre Mario de Andrade foi feita pela Telê Porto Ancona Lopes) e divulgada no mundo inteiro.
      Pois bem, a da Clarice não pode ser feita pelos motivos que tratamos aqui.
      Contentou-se em fazer do A Paixão segundo GH, que milagrosamente escapou da cerca de direitos.
      Vá se entender… aí não é caso para literatura, mas para a pobre condição humana, da qual nenhuma família, parece, ninguém escapa.

  6. Tereza disse:

    Meg, estava lendo sobre a Cecília Meireles e veja o que descobri (ah! você já sabe!).A primeira biblioteca infantil construída por ela, foi destruída pela ditadura de Vargas e tem tudo a ver com o que foi discutido no seu post anterior, só que a vítima foi Mark Twain, com As Aventuras de Tom Sawyer.

    Veja aqui: O SONHO VIOLENTADO

    ” Em 1934 a mulher brasileira conquista o direito ao voto. Cecília não se encontra entre aquelas que lutaram nas praças públicas por esse direito. Por quê? Porque é outro o seu campo de ação social. Ela está nos jornais e nas escolas. Nesse mesmo ano é chamada para dirigir o Centro Infantil, a ser instalado no Pavilhão Mourisco, em Botafogo. Vê no convite a possibilidade de pôr em prática as idéias sobre o novo modelo de educação que tanto tem defendido na imprensa. Constrói aí a primeira Biblioteca Infantil da cidade do Rio de Janeiro. Correia Dias transforma o porão numa cidade encantada. Ali as crianças podem afinal exercer livremente a sua imaginação em atividades criativas várias: pintura, leitura, música, desenho.

    O sonho, porém, como todo sonho, não dura muito. Intrigas políticas levam ao fechamento da biblioteca. Violenta devassa, promovida pela Polícia Política do governo de Getúlio Vargas, destrói inclusive cerâmicas de inspiração marajoara criadas por Correia Dias. A explicação para tal vandalismo: livros, considerados perigosos à educação infantil, entre eles, (pasmem!) As aventuras de Tom Sawyer, de Mark Twain.

    Uma ironia, um contra-senso, acontecer isso logo com ela. Apesar de progressista, sempre fora cética demais para aderir a qualquer partido político e bastante espiritualista para deixar-se seduzir pelo marxismo. Coisas da ditadura. “

    • sub rosa disse:

      Tereza, isso foi o que sempre se soube. Vc viu um site em que diz o contrário?
      No outro link, vi uma linha do tempo a respeito de Cecília. Vou ler melhor, estou em dúvida.
      Mas, Monteiro Lobato e Cecília, tb Graciliano não eram propriamente fãs de/ nem foram bem tratados por Getulio.
      beijos
      Como vc eu também gosto do ceticismo de Cecília, principalmente se lembrarmos que em algum tempo da vida, Cecilia fez parte de um movimento poético – geração de 45 -cristão, católico do qual fez parte Murilo Mendes “poesia religiosa, mística, mas, sobretudo que não perde contato com a realidade social” – era de inspiração francesa, algo a se pensar. Mas ela desistiu depois de algum tempo.
      Leia aqui:
      http://66.228.120.252/artigos/2299294

  7. Tereza disse:

    Gostei de saber que ela era cética demais para aderir a qualquer partido político.Beijos.

  8. Norma disse:

    estou voltando aqui e vejo esse lindo poema que magali deixou, muito belo mesmo. também fiquei emocionada, magali.
    tudo aqui é muito bom. só posso vir à noite mas vale apena. tanto o assunto quanto os comentários.
    anoto o que posso. marlia e tereza dando muitas informações. marlia, acho que o poema das borboletas segundo a meninada aqui: é do vinicius de morais.
    ótimo mesmo.valeu!

  9. marilia disse:

    Boa informação, Norma.
    Pensei que era da Cecilia, mas é de fato do Vinícius.
    Desse eu gostava. Ainda lembro de cor (e olha que minha primeira série já faz um bom tempo…). Mas esqueci o autor.
    Obrigada.
    ;-)

  10. luma rosa disse:

    “E morro sempre na hora em que compreendo tua parte do dia”
    No Largo da Lapa, aqui no Rio, temos a Sala Cecília Meireles, o grande salão de concertos e conferências e na cidade portuguesa de Benfica, existe uma rua com o seu nome.

    Vou te deixar o link de “Cadernos Pagu”, nº27, ano de 2006 – muito bom artigo – http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-83332006000200013

    Quero também lhe contar uma curiosidade e não sei se sabe, vamos lá:

    Uma das várias sementinhas plantadas no mundo por Cecília é muito especial; seu Bisneto Matheus Teixeira, que com 7 anos escreveu “A Ilha dos Dragões” pela editora Global, fazendo parte da coleção “De criança para criança”. Matheus, se não me engano, está hoje com 14 anos, mas aos já 5 ditava essa história para a sua mãe, já que ainda não sabia escrever. Entrou para o Guiness Book, o livro dos recordes como a pessoa mais jovem no mundo a publicar um livro. A precocidade é familiar e eu imagino
    Cecília (16 anos) professora de escola primária. Você pode imaginar o que é ter como professora Cecília Meirelles? Eu quero!! :D
    Beijus,

  11. Tereza disse:

    Será que “O sonho violentado” é verdade? Nem todo site da internet é confiável .Encontrei aqui:
    http://www.avozdapoesia.com.br/ceciliameireles/biografia.php

  12. Magaly disse:

    Voltei, gosto tanto de tudo que diz respeito à nossa poeta, que venho conversar mais um pouquinho. O que mais me encanta nela é seu inefável modo de compor uma idéia, é seu jeito de contemplar o mundo, sua capacidade de apreender os seres que fluem a seu redor, realçando-lhes cores, cheiros, formas, movimentos. Assim, ela cantou o universo em ação, os seres inteligentes e os brutos, o vegetal, o mineral, a claridade, a sombra, a vastidão, a plenitude. Poeta visual por excelência, Cecília revela-se também dona de uma acuidade sensorial impressionante, tendo amorosamente cantado toda a beleza do mundo. Seu espírito prescrutador logo percebe o lado fugaz da vida, a fragilidade humana, a insustentabilidade da matéria. O ponto do equilíbrio é a reinvenção da vida. A pacificação no desprendimento artístico.

    Meg está alegre com a chegada dos nossos comentários e dará suas respostas com a maior satisfação no fim da semana, com certeza. Claro que estaremos a postos com a mesma expectativa. Enquanto isso, podemos trocar impressões sobre os diversos matizes dessa poesia tão impregnada de amor à Vida.

  13. Magaly,

    estou achando que depois de vinte anos dedicados à birra para com Cecília, este post – e comentários – me convenceram a tentar novamente.
    Vou começar pelo Romanceiro da Inconfidência, que já comprei e tá aqui em casa. Espero que “a placa” não fique incomodada.
    =)

    • sub rosa disse:

      Eeeeba!
      Marilia:
      quero ser a primeira, tá bem, a segunda, OK, OK, a terceira a saber dos resultados, juízos, decretos e sentenças:-) à pobrezinha da nossa querida cecília., não é Maga?:-)
      Aqui pra nós, nada a ver com o assunto, mas ela era lindona, não era?:-)
      Lembrei agora.
      beijos

  14. Rose disse:

    Tanta coisa p ler aqui nestes comentários que nem digo nada.

    Obrigada

    * tenho aq livro de Cecília sobre a LIt Infantil, muito muito bom…
    * Cacaso morreu cedo. Pena.

    Beijos

  15. Magaly disse:

    Faça isso, Marília, ignore a Placa inquisidora, você não vai se arrepender. Entre na intimidade dessa poesia e você vai ver que um magnífico mundo de sensibilidade eatá à sua espera.

    Norma, você gostou, como eu, do Cantar de Vero Amor, hein? Eu sempre choro a cada releitura. É muito pungente e delicadíssimo, não acha?

    Rose, adorei o madrigal. Conheço pouco de Cacaso, mas que peça linda, gentil, amorosa. Como um poeta desse quilate desaparece aos 43 anos! No seu canto de louvor, ele diz: “…Vida tão curta, Cecília / pra quê então tanto mar?”

    Vamos esperar a Meg. Ela deve estar vindo por aí.
    Ciao, gente!

    • sub rosa disse:

      Ueba! cheguei, mas quase não acredito: Minha nossa, nem estava preparada pra ver o subrosinha assim tão bem frequentado.
      Vcs são demais. Assim que blog é feito: com comentários. com discussão. E mais ainda: dicussão entre si.
      Estou felizinha que nem imaginam:-)
      Minha nossa, de novo, nem acredito.
      Obrigada, crianças.

  16. Norma disse:

    magali, desculpe, magaly. eu achei sim muito lindo o poema da cecilia. é dedicado ao marido dela então a intimidade é completa, não é? e é uma despedida, deve ser dolorosa. a vida é curta.
    todos os links que foram deixados eu fui ler. alguns são difíceis. outros são ótimos.
    só não sei o que a marlia quer dizer com a placa. perdi alguma coisa, com certeza rsrsrs.

    estou louca pra saber qual vai ser o novo post da meg. queremos discussão já heheh.

    • sub rosa disse:

      Oi, Norma:-) que bom, que bom! que bom que vc perguntou, eu tb não ia saber o que era a placa inquisidora. essa marília é uma personagem de livro poético. Não só infantil:-)
      Bom, agora deixe eu confessar uma coisa: estou também, guardando imprimindo os links da Luma Rosa, da Teresa, ambos esplêndidos, e aí não sei se respondo aos comments, se vou ler …ou pensar em novo post.
      Taí, que tal se vc ou todos sugerissem um post? Não que eu saiba , mas posso colar de vocês:-). beijos e obrigada, Norma.
      Um beijo nas crianças:-)

  17. Ah, norma… A placa inquisidora está postada na frente da minha mesa e diz, com letras grandes: VAI ESTUDAR, MARÍLIA!

    Aí toda vez que estou assim, digamos, me divertindo, vem a placa e me manda estudar. A placa, essa dona da minha vida…

    Esse blog não é mesmo TUDO-DE-BOM? Vivo sempre esperando qual será a novíssima novidade da Meg…

  18. Rose disse:

    A discussão continua…Olha

    Estou colocando no meu blog estudantil, até o que foi discutido aqui.

    http://matapurga.blogspot.com/2010/11/estao-cacando-o-pedrinho-do-sitio-do.html

  19. sub rosa disse:

    E pode continuar ainda aqui:
    http://subrosa3.wordpress.com/2010/11/13/ainda-sobre-monteiro-lobato-e-o-politicamente-coreto/

    Por causa da Rose e da Marilia, duas gênias:-) que, para minha sorte, viu, Norma? me dão o presente de acarinhar o coração, a mente e os olhos.

    “Ide e propagai/ suas dádivas publicais:-) (de tornar píblico, mesmo); As meninas merecem!

    Desculpem a demora mas já cheguei, baixei e saravei.
    Iuhuu!

  20. tereza disse:

    Meg, eu não vi nenhum site que afirmasse o contrário
    (sobre a destruição da biblioteca) mas nenhum fez menção ao acontecimento. O site A Voz da Poesia foi exceção.Então, fiquei na dúvida até você confirmar.
    Obrigada pelo endereço do site. Já li o texto. Muito bom .
    Beijos.

  21. Allan disse:

    O bom de frequentar blog inteligente como o seu é que muitas vezes os comentários são tão interessantes quanto seus textos. :)

    Beijocas.

    • sub rosa disse:

      Allan, e o bom de se visitar t-o-d-os os lugares em que vc escreve???!!! , já deixei escrito lá na página do Fato Expresso.
      Beijos:-)

  22. sub rosa disse:

    Allan querido, o bom e o mal de ir ao Carta da Itália é que a gente fica, como eu estou: indo lá e presa, sedutta e cadutta:-) e fico imprimindo e mandando os links pros amigos.
    A Missa Luba, eu ouvi ainda adolescente e não sabi o que era… comentarei lá. A dieta mediterrânea já mandei pra dois amigos que dizem que entendem tudo abaout:-) e o Curso de Italiano, este eu imprimo e guardo.
    De fato, você e o blog são bom como o pão.
    omo se diz isso em italiano, Allan???:-)
    http://cartadaitalia.blogspot.com
    beijocas, querido.

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