Círio de Nazaré – outra forma de ser.

Nem vou falar muito. O Círio de Nazaré acontece sempre no segundo domingo do mes de outubro.
Marcus Pessoa escreveu o melhor texto, IMHO, sobre essa coisa “tão grande “que nem cabe explicação“. Em linguagem cinematográfica, referências, alusões, takes e flashes, planos e contraplanos, Marcus fala dos três dias “melhores” do Círio. E não à toa, em teses de doutoramento, estudos antropólógicos, o Círio de Nazaré ganhou o apositivo  “carnaval devoto“.


“Não esperem concisão ou coerência. Não estou falando de coisas à toa, classificáveis, mas de fragmentos do caos original. De sensações, acontecimentos, pessoas, imagens, lembranças, tudo misturado.

Domingo é o Círio de Nazaré. E acredite, se você não mora em Belém, ou não veio aqui pra sentir na real, ou ficou só na sacada do hotel  vendo as pessoas passarem, você não sabe de nada.[…]” 

         “[..] E a Naza galvaniza essas pessoas tão diferentes, interrompe a luta de classes durante duas semanas.[…]”

“[…] O catolicismo é pelego mesmo, mas quem se importa?[…]

Esses são os excertos que eu escolhi. Agora, o texto completo pode ser lido aqui.   Cliquem nos links. Entenda o que vem a ser essa realidade em contraplano à realidade atrás, abaixo ou acima  do religare  tradicional…  Você (não) vai  saber o que está perdendo, mas está .. . Eu juro. Pela fé da mucura, como se diz por aqui:-)
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Aqui, as fotos magníficas de Breno Peck:

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Para os antropólogos ou os de viés antropológico.
“No mês de outubro, em Belém do Pará…”
 RITA AMARAL
E para bookmarks: OS URBANITAS

Aqui: o site

Sobre sub rosa
The most of all things and persons in the entire world drives me *flabbergasted". That includes me.

8 Responses to Círio de Nazaré – outra forma de ser.

  1. sub rosa disse:

    Olha só, se virem nos slides, na barra inferior, uns bonequinhos chatonildos, sem graça, podem fechar. só assim podem ler as captions, legendas do Breno. são muito importnates para a identificação das fotos. Tá bem?
    Ah! sim, eu fico meio sem jeito, mas se gostarem do post, cliquem em gostei, tá bem? Até hoje, ninguém fez isso. Daí eu não sei se não viram ou se não gostaram mesmo:-(
    bjs

  2. Bom dia, Meg.

    Já começo minha manhã de sábado – lotada de fardos – e inveja. Que inveja!

    Aqui em São Paulo, nada. Depois da morte de Adorinan..não tem festa . nada. Lerei o post com + calma.

    Ah!

  3. magaly disse:

    A cada ano você se supera em apresentar um post sobre a festa do Círio, rico em imagens, em textos de estudos antropológicos, agora em tese de doutorado. Os excertos que selecinou são de alta categoria, a sequência de slides, da melhor qualidade. A gente sente nas fisionomias retratadas a força da fé que arrasta a multidão, cada foto com uma legenda esclarecedora. GOSTEI! Sempre gosto dessas manifestações populares, do apelo que elas produzem na alma do povo e do interesse que você demonstra em torná-las conhecidas e valorizadas. Parabéns.
    Gostarei de ler a tese de doutorado. Esses temas de viés antropológico exercem impressão forte sobre mim.

    • sub rosa disse:

      Também gosto, Magaly: fico olhando com uma espécie de inveja a força de mobilização que une tanta gente. Isso é que é o mais fascinante pra mim. Imagino essa mobilização em torno de qualquer outro objetivo. Por exemplo, a eleição de um presidente:-), a disseminação de uma idéia boa ou não etc… E fico com muita pena de quem superficialmente se detém apenas no aspecto de acreditar ou não, de ter uma religião ou crença.
      O que me encantou no texto do Marcus foi exatamente essa *outra forma de “ver” o fenômeno* social, para além, abaixo ou acima do aspecto religioso .
      Lembrei também dos textos do Mircea Eliade, e um ensaio do Benedito Nunes sobre a arqueologia do sentimento religioso no homem desde sua origem. Este último, de circulação mais restrita, eu posso mandar pra você. É exatamente do tipo que vc irá gostar.
      beijos

  4. Marcus Pessoa disse:

    Receber um elogio desses e ser citado no seu blog é uma honra pra mim, professorinha. Não tenho nem como agradecer.

    E o Breno Peck (que não conheço pessoalmente, mas com quem já conversei pela internet) é um fotógrafo e tanto. Não é profissional, que eu saiba, mas manja muito.

    • sub rosa disse:

      Marcus, eu acho que se pode afirmar sem temer o clichê, que foi o casamento perfeito:-)
      Recebi vários emails perguntando pelo Breno.
      beijo

  5. magaly disse:

    Ai, Meg, mande sim, eu quero.Vou ler esse ensaio com o maior interesse.
    Vou esperar e já lhe agradeço .

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