Vas-y, chouette! (UPDATED para Reforma Ortográfica)

anna_paquin

(img src, claro que é a própria HBO)

Seguinte, não percam a menina aí, e tenham um felicíssimo fim de semana.

Na terça eu volto, atendendo a meus próprios pedidos, com uma surpresa meg-ní-fi-ca  para vocês.

Fiquem t(r)emendo, “aquele” personagem vai voltar, está voltando.
Oh- oh!

+~+~+

Uma curiosidade: lendo os blogs portugueses (hahaha) vejo pessoas tããão amadurecidas fazendo (tããão, mas tãão tardiamente protestos_contra a tal unificação da língua portuguesa, que vem a ser Acordo/Unificação/da reforma ortográfica. Esquecem-se de que isso não existe e se existisse, se fosse possível ainda que  uma unificação de falares, e pior ainda das escritas ditas lusófonas; puxa, putzgrilo, tiveram tantos anos para NÃO ASSINAR DOCUMENTOS, para desmascararem acadêmicos, para denunciar patacoadas, enfim,  para tomarem atitudes mais proficientes, eficientes e eficazes  do que reclamar em blogs e quejandos, ou estavam desinformados. A desinformação maior , porém,  é  *NÃO* saber que o Brasil ou melhor, os brasileiros que falam(/escrevem) *brasileiro*, como diria Noel Rosa,  é que jamais se acostumariam ,  se recusariam, terminantemente, a sequer imaginar escrever peúgas ou dizer que que mullher usa cuecas. Ou carregar/puxar/descarregar autoclismo da retrete (pé de pato, mangalô, 3X).  Bom, digo isso, só na base da graça, da gozação leve e sadia pois se levarmos as coisas a sério, aí então, é como aquele samba da Portela…
Enfim, como eu adoro algumas poucas gentes portuguesas, mas que falam mesmo sem conhecer aquilo que criticam,  eu que morro de rir das piadas de “lógica portuguesa” procuro ser serena. Pois não é que soube que a tradução (eles traduzem tudo, né não?  por que mesmo, hein?) do título da série TRUE BLOOD (que é um jogo de palavras, por oposição ao TRU BLOOD) – pois bem a tradução portuguesa é  er…‘SANGUE FRESCO“! Hohoho. Juro. Oh, mentes imediatistas:-)

Como sou boazinha, falei com um dos pontos imaginários da minha operação e disse: “OK, novamente ouviram cantar o galo, mas não sabem  em que sítio. Sem má vontade,  é giro (ou fixe).  Mas vou chamar o Lafayette.

~´~´~´~´

Aaaah! e  falando em  tradução, lembrei.  Eu sou  matka chrzestna (madrinha ) de um dos melhores , digamos o segundo melhor blog artístico  (arte em várias de suas mais  ricas e variadas expressões) que temos na blogosfera: ESTE AQUI. E quem não conhece, desconhece  e por isso não reconhece:-) morre com a boca cheia de que , mesmo?:-))

E me sinto à vontade para dizer isso porque ele é reconhecido internacionalmente, mas o Sub Rosa foi o primeiro a indicá-lo.  (cadê o link, aí afilhado?). E sem contar que o autor do blog, meu guru musical (um dos) é brilhante pianista, toca numa banda irada e  forma, com justiça, ao lado do famoso arquiteto Guga Alayon , (Googala para os mais chegados pouquinha coisa), a Valorosa Dupla dos Reis do Play Word , ops do Word Play. Venha do jeito que vier.=, não tem pra mais  ninguém.:-0)

Preciso de mais? Matka chrzestna, hein? respeitinho comigo:-)

Fiquem bem e à vontade .  Intex!

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AQUI,  podem divertir-se , refletir com o pensam não só Chico e Ruy Castro e o ditoso Professor Pacoale:-)  de  2008, que reproduzi no TEXTOS ESPECIAIS (O Sub Rosa 3). Note-se a preocupação dos escritores brasileiros que querem (claro, claríssimo) ser publicados em Portugal.

E os revisores, como ficam:-). O Marçal Aquino fala um pouquinho.

Recebi muitos emails  (uns 3, uma imensidão) me perguntando se eu só agora lembrei da reforma/acordo,  whatever…

A resposta esta aí.  O Sub Rosa, modestamente, etc. etc.  yadda, yadda, yadda:-)

Sobre sub rosa
The most of all things and persons in the entire world drives me *flabbergasted". That includes me.

12 Responses to Vas-y, chouette! (UPDATED para Reforma Ortográfica)

  1. Meg,
    Estamos antenados, postei (já tá no dicionário?) sobre a reforma ortográfica. Tenho ouvido as reclamações daqui e de acolá divertindo-me. Os homens são mesmo avessos às mudanças, arrepiam-se com elas, nada como a inércia. Considero, porém, que passado o susto, a unificação será benéfica. O português é uma lingua que tende a crescer. Junto com a China e a Índia, somos um país em que se aposta no futuro. Talvez seja pelo tamanho, quem disse que não é documento? E aí fica a pergunta: qual o idioma é mais fácil de aprender? Na Europa estão estudando muito a língua de Camões apostando no futuro. Ficaremos mais forte se formos unos. É chato publicar um livro aqui, e vê-lo traduzido em Portugal (aconteceu comigo!).
    Beijo

    • sub rosa says:

      Ah! Lord
      Eu tenho cá as minhas dúvidas. Olhe só, o Houaiss – quando ainda não estava atacado por esse er..hmm… sonho de unificação ortográfica – escreveu um Dicionário – hoje uma obra raríssima – chamado DICIONÁRIO CONTRASTIVO DA LÍNGUA PORTUGUESA. O Haroldo (Maranhão) queridíssimo e muito gozador, ligou pra ele e disse: Parabéns! Mas o título está errado, deveria ser “DICIONÁRIO PORTUGUÊS-PORTUGUÊS:-)). Eu também acho. O português (recuso-me a dizer Português de Portugal, pois afinal seria redundante ou expletivo) é algumas vezes, absolutamente ininteligível para mim/nós tanto quanto o inverso é verdadeiro. Os melhores livros, por exemplo, pobre exemplo, de Filosofia, Filosofia das Ciências etc que tenho são portugueses. Mas não são superiores aos escritos ou traduzidos em francês ou alemão.
      Quanto a isso de ser uma língua que tende a crescer não concordo. Acho que dos pontos de vista sintático, léxico e semântico, como toda a língua, tende sim a se expandir, se transformar, em suma. Já se for quanto ao ponto exato a que se refere, os portugueses é que sempre foram para França – e muito mais até para Inglaterra estudar e pós-graduar-se. Agora que fazem parte da União Européia, claro, há *mais reciprocidade acadêmica também a partir daí*. Oferecem-se mais programas universitários, e tudo que daí recorre. Não é questão de “futuro”, sinto discordar. E se for é é um futuro que não nos diz respeito:-))).
      E, finalmente, não teria probelmas em ver nenhum livro brasileiro traduzido parao português. Sou contra a unificação. E não por bobagens/ninharias como as que vejo escritas em blogs. Que ressoam a uma espécie de arrogância e muito preconceito como se o português fosse uma língua SUPERIOR se comparada à falada no Brasil e em África. Coisa de mentalidade, sinto muito se alguém se ofender. Mas não é caso para tal. Iria adorar ver o seu prefácio, milord. Aliás, veja esse caso aqui do Sérgio Rodrigues: What língua is esta?.

      Um beijo. Quero mais é que muitos, muitíssimos livros seus sejam traduzidos em Portugal.:-)

  2. googala says:

    comovido ao se citado ao lado do ‘Porão Adentro’, do O cara.
    Honra-me muito!
    bj

    • sub rosa says:

      Ele tá quieto.
      Vai ver não gostou:-)
      Ou muuuito mais provável, ainda não leu.
      Deve estar nesse novo projeto dele. O Brancaleone
      Ou namorando.

      Mas o caso é vcs dois são um caso sério:-)))))
      beijos
      M.

  3. marilia says:

    E eu, que nunca soube usar o hífen, agora estou às voltas com corréus e contrarrazões. Só pra pirar, ainda mais, meu português. O pior é que nem posso dizer que sou velha e imortal o suficiente pra não precisar atualizar a escrita… Me consola o fato de que AINDA consigo me comunicar com aquém e além mar.
    =P

  4. Nelsinho says:

    Olá Meg

    Como já disse no Lord, eu não sou “Purista fanático” da minha língua e não só admito como dou força total à integração de vocábulos que a enriqueçam.
    O uso de “cuecas femininas ou de senhora” é perfeitamente legítimo, quer gostem ou não. Eu, pessoalmente, prefiro “calcinha” que, mesmo em Portugal nos meus tempos de criança, não tão pouca gente usava e que no decorrer do tempo deixou de se usar.
    “Meia”, determina peça de vestuário que calça o pé até “meio da perna”, mais usada pelos homens. Mas ninguém pode apedrejar o direito ao uso legítimo da língua ao preferir chamá-la de “peúga” ou “coturno”, de acordo com a região onde esteja, na medida em que são parte integrante e indelével do idioma.
    Sim, os portugueses acordaram tarde, como sempre aliás.
    Um beijo (e espero que não se zangue com a minha posição)

  5. Nelsinho says:

    Em Tempo:
    Quando digo “O uso de calcinha….etc.” refiro-me obviamente ao termo, denominação…. Não que em algum tempo haja usado calcinha e depois deixado de usar :) :) :)!!!

  6. Eduardo says:

    Dei risada ao ler seu comentário no Lord. Lembrei de como nos conhecemos. Lembra? Tia do Dudi!!!! srsrs

    Bjs e prazer em ve-la de volta à web!

  7. ateus pés says:

    Moja kochanie Matka chrzestna,

    Ocê não imagina o bem que me fez ler este post, estava precisando mesmo de uma massageada no ego…

    A Donanna está passando por uns perrengues com a saúde dela, e isto, somado a este clima horrível que tem feito por aqui, de frio e chuva (até os sapos já começam a reclamar da umidade), só tem feito agravar o banzo.

    Pocalunkinhos,

  8. sub rosa says:

    Queridos,
    Venho responder à noite ou logo amanhã a todos os comments.
    Obrigada por não me deixarem falando sozinha.

    Eduardo, eu não era a Tia, eu era a avó. :-))

    Beijos.
    M.

  9. Magaly says:

    Apreciando a questão do modo mais isento possível, vejo-me inclinada ao novo acordo ortográfico pela razão básica já apresentada pelos promotores da reforma. O fato é que nós herdamos uma língua, o que nos condiciona a sermos fiéis às suas raízes, não alienadamente, mas com conhecimento de causa, medindo nossos impulsos. Podemos ser brasileiros autênticos, com nossas peculiaridades lingüísticas e guardarmos respeito à unidade da língua. Por que destoarmos quando, no mundo inteiro, observa-se o fenômeno da preservação da língua escrita? O espanhol, o árabe, o inglês não são exemplos tão reveladores?
    Nos acordos anteriores, o Brasil sempre foi o país de língua lusa que mais cedeu. Neste, fomos contemplados com uma porcentagem mínima de alterações. Portugal é o que mais trabalho vai ter para incorporar as novas regras. Daí, o estardalhaço das reclamações nos blogs de lá. Os inconformados tentam reverter o quadro por comodismo.
    Entendo quando o respeitado Prof. Pasquale fala da relação custo/benefício e ele tem certa razão no que diz, mas este é o ônus natural de toda mudança. É temporário, passa. Mais difácil foi reforma ortográfica de 1971. Logo, logo, teremos absorvido tudo isso. E há um objetivo a ser alcançado que vale a pena. E se a pressão portuguesa for tão forte que induza os quatro países restantes a não assinarem o acordo? Gente, já há dicionário com a nova ortografia nas livrarias. O possante dicionário do Houaiss já está em processo de modificação e deve sair ainda este ano. As revistas, os jornais já acionaram também a mudança. Os livros para a escola pública já foram providenciados para serem aplicados em 2010. O custo já vai lá em cima . Dá para encarar isso com custo e sem benefício?
    Já falei pra lá da conta , desculpem os que não concordam comigo, mas sinto-me agasalhada pela estirpe da corrente dos favoráveis, como o Prof.Evanildo Bechara, o lexicógrafo Mauro de Salles Villar, o próprio Prof.Pasquale, enfim, muitos outros luminares de nossa língua.
    Agora, querem saber de uma coisa? Saudade vou ter do trema, tão sedutor e elegante.

  10. ana vidal says:

    Lidos o teu post e os comentários sobre o (des)acordo ortográfico, fica-me uma sensação estranha: no Brasil, como em Portugal, a coisa transformou-se numa espécie de braço-de-ferro sobre quem terá de ceder mais na unificação da língua escrita. Uns, porque têm o maior número de falantes e contribuem como nenhum outro país lusófono para a divulgação e conservação do português; outros, porque detêm a origem da língua e pensam que isso lhes dá um estatuto especial. E penso que esse é o caminho errado para se discutir o assunto com um mínimo de isenção…
    Eu não concordo com a unificação porque prefiro a diversidade e porque penso que ela só enriquece a nossa língua comum. Nunca me imaginarei a ter de dizer ou escrever “fato” sem pensar em roupa, ou a deixar de dizer “bicha” ou “rapariga” só porque, no Brasil, essas palavras tem uma conotação diferente. Não me interessa quem cede mais, quem ganha ou quem perde, porque esse bairrismo é provinciano e só prejudica o debate.
    A submissão da grafia à fonética é que não faz sentido para mim e empobrece a língua que temos, tão cheia de cambiantes, tão colorida. Além do mais, vejam como a unificação irá delapidar o anedotário (dos dois países) que se apoia no ridículo com que cada um vê o outro…

    Também nós, portugueses, nos rimos de alguns títulos de filmes traduzidos no Brasil, Meg… só um pequeno exemplo: “Godfather”, em Portugal “O Padrinho”, foi traduzido no Brasil para “O poderoso Chefão” (!!!). Vê se pode, como vocês dizem…

    Os portugueses acordaram tarde, sim. Como sempre, sim. Mas isso não significa que não tenham razão quando acordam, às vezes. :-)

    Beijos e volta depressa, querida!!

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