Vidas Secas, assim dizem…

Capa de edição holandesa, 1998, Coppens & Frenks

Capa ed.holandesa, 1998, Coppens & Frenks


Veja todas as capas e artes gráficas aqui no site: Graciliano Ramos . Diga-se, aliás, que site fantástco. Merece prêmio também. Explore tudo o que há lá.

Acho que foi a  amazing Amazon que lançou esse recurso  não só de pedir aos consumidores que opinassem sobre o produto comprado, mas também  de consultarem os indecisos se as “reviews”, poderiam gerar  outros compradores. Eu acho ótimo,  quando não estou segura da qualidade do que quero. Principalmente eletrodomésticos que, dizem axiomaticamente, é como casamento:  para acertar só tendo *sorte*.;-)
Bem, eu sei o que o texto hoje (?) está ruim, mas acho que vocês estão me entendendo.  Por exemplo,  a Cultura  manda emails pra gente convidando-nos a dar nossa opinião sobre vários produtos que compramos, portanto isso por aqui é conhecido. Abre-se então  um fórum e as pessoas chegam a conversar entre si. Ou até a trocar desaforos. Olha só Desaforos no Forum (Claudio Boczon, essa é sua)

Agora quando o produto é um livro… vejam o que pode sair.
Estes exemplos foram tirados de  uma grande livraria, e eu bem que entrei em contato com as pessoas que emitiram opinião, pedindo permissão para reproduzir. Eu adorei, adoro ler, afinal eu vivo disso, não é?
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Vejam só e depois digam o que acham, OK?
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Animalização
Adriana C. – email@email.com

Exemplo de adequação perfeita entre técnica literária e realidade expressa, o romance “Vidas secas”
exibe, por meio de uma estrutura fragmentada e de uma linguagem enxuta, o isolamento de seus
personagens diante dos limites da sobrevivência. Limites que justamente se revelam na dificuldade de
compreensão e expressão dessa realidade pela palavra. Entre outros aspectos, é esse primitivismo
lingüístico de Fabiano, Sinhá Vitória, e dos dois filhos, que os animaliza, aproximando-os do outro
componente do grupo, a cachorra Baleia. Os seres humanos, comunicando-se precariamente por
fragmentos de frases, balbucios, interjeições guturais, xingamentos, onomatopéias, não parecem
elevar-se do nível do animal que, mesmo sem possuir a faculdade da fala, comunica-se “com o rabo,
com a língua, com movimentos fáceis de entender.”
Nesse sentido, isolamento, primarismo de raciocínio e linguagem, e animalização são as várias faces
concorrentes de uma mesma realidade, aquela que se inscreve nos sobreviventes do drama social e
geográfico da região natal de Graciliano Ramos e aqui expressa por meio de sua genialidade literária.
por Adriana C.

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Péssimo
10/08/2002

César Garcia, – Vargem Grande do Sul , email@rantac.com.br

Livro chatíssimo, se você está cansado de estar de bom humor leia,
assim seu humor vai piorar rapidamente!

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Eu Sou Teimoso! 15/08/2002

Lorêdo F., São Luís – MA , email@globo.com

O nome dele não é César Maia, é César Garcia.
Como pode um sujeito desse afirmar que “Vidas Secas” é um livro chato?
Quem diz uma coisa dessas só pode ser uma pessoa tola, cuja existência é carente de intelecto  e estima pela genuína literatura de qualidade.
O principal livro do alagoano Gracialiano Ramos é simplesmente, meus caríssimos amigos,o maior fenômeno da prosa nacional e estrangeira de todos os tempos. Não tem pra ninguém!

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Opinião não se discute
08/09/2002

L. H S., – Porto Alegre , email@wabstar.com.br
Temos o direito de expressar nossa opinião ou estamos expostos ao ataque pessoal grosseiro e prepotente?
Quanto ao livro, considero-o chato, mal estruturado,
realidade muito artificial e personagens mal definidas e superficiais.

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Quanto absurdo!!!
24/09/2002

Vera M. – São Paulo , email@hotmail.com
Lorêdo… Escrevo êste apenas para deixar meu apoio: CONCORDO CONTIGO PLENAMENTE:
EM GÊNERO, NÚMERO E GRAU!!!!!!
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A mudez em Vidas Secas
25/09/2002

Marta C. M., – Vitória da Conquista-Ba , mcardmoura@ig.com.br

Vidas Secas é mais uma extraordinária obra de Graciliano Ramos que deveria ser lida por todos os brasileiros.
A obra chama a atenção para a incomunicabilidade do homem com o mundo e consigo mesmo.
Tal incomunicabilidade dá-se por um processo que podemos definir como alienação cultural.
Um homem que se alimenta do papagaio de estimação (que pouco falava), serve para ilustrar não apenas a condição miserável de vida a que é submetido, mas também como uma excelente metáfora para provar que aquele que não se expressa, que não tem condições de defender-se, também é devorado pela vida.
Fabiano desejava muito ter um espelho.
Metaforicamente o autor nos chama a atenção para o fato de que submetido a condições desumanas de vida e reificado, o homem não consegue ver a si mesmo, sua auto-estima é praticamente nula. – por Marta C. M.

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Clássico
18/04/2003

Leonardo, Recife – PE , email@hotmail.com

Não o considero o meu [livro] favorito.Aliás, é muito difícil ter uma obra favorita quando se fala de Graciliano Ramos.
Se eu escolher Vidas Secas, vou deixar de lado São Bernardo, Angustia, Infancia, Memorias do Carcere e as compilações de crônicas Linhas Tortas e Vivente das Alagoas.
Dificilimo escolher mas posso lhe assegurar que Vidas Secas é de uma qualidade dificilima de se encontrar atualmente. O livro É perfeito.Já li umas quinze vezes e toda noite leio sempre um capitulo
(que pode ser lido separadamente) e não me canso.
É bizarro mas não me canso.O Estilo de Graciliano, nesse livro não tão complexo quanto Angustia,
chega ao seu apice. É impossivel detesta-lo!.Eu lhe asseguro ainda mais: compre esse, não vai se arrepender.

PS: Clássicos estão alem do nosso julgamento.
Só podemos dizer algo que ateste o seu status.O resto? é ladainha.
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Um monstro
23/07/2003

Rafael, – Fortaleza , email@hotmail.com

Graciliano Ramos não nasceu nem morreu rico. Não frequentou, nem de longe, universidades e academias. Escreveu escassos quatro romances, 3 livros de memória, um de contos (Embora ”Vidas Secas” e Infância possam ser lidos como contos) e um outro que não sei dizer (Alexandre é sarcástico demais para Lit.Juvenil.). No entanto, o alagoano aprendeu (sozinho) e ao mesmo tempo: português, espanhol, italiano, francês.
Na cadeia, arranhou um pouco de Russo. Lia tudo em Francês, amava Emile Zola, Flaubert, Stendhal, os russos(Dostoievski, Gorki, Andreiev, Tolstoi [o maior escritor de todos os tempos, para ele]) e não ia muito com a cara de Machado (preferia mais Aluisio Azevedo, pela firmeza e preocupação social. Também lia muito Machado mas não morria de amores). Esse homem, que vivia trabalhando pesado (tinha vários empregos e morreu ganhando menos do que os própios filhos!) com apenas quatro livros, superou ou ficou ao lado de Machado. Perfecionista, cultor da forma e do estilo- mais sempre com conteúdo.
Um Descartes, que ousou combater Shakespeare (para o velho, Hamlet não tinha uma loucura lógica, até está tem que, para ele, ser lógica).
Vidas Secas não é um marco mas apenas uma obra-prima entre São Bernardo, Infância, Memórias do Cárcere e Angústia. Um livro duro, pesado, mas com um “punch” forte. Dostoievski teria amado.
10 / 10
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Graciliano Imortal!!
05/02/200

Diogo, – Recife-PE , email@bol.com.br
Coloco Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, José Lins do Rego, entre outros da geração regionalista,
como os melhores escritores que esse país já conheceu!
O livro apesar de áspero e realista, envolve o leitor do começo ao fim.
Romancista de primeira o Velho Graça, como era conhecido nessa sujíssima ABL de hoje!!
Ótimo livro leia esse e aproveite para continuar lendo todas as outras grandes obras desses escritores maravilhosos que eu citei no começo!!

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Uma obra crítica e sincera
17/07/2005

Vinícius R., – Porteirnha – MG , email@gamil.com
Graciuliano Ramos fala da vida atual, no contexto político e econômico, por meio das metóforas deste livro. É sublime o modo com que se inicia e encerra a obra, mostrando que a vida segue sempre em frente e nada é duradouro…
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Prática de leitura
15/08/2006

Marcio L, RIO DE JANEIRO – RJ , email@uol.com.br
Este é um dos livros mais recomendado.

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muiuto bom
14/01/2008

RAIMUNDO M. C., açailândia – MA , email@hotmail.com
eu indico esse livro, tem uma otima historia e afinal de contas é excelente

E ah! sim: Vejam a review de BARREN LIVES (título da tradução em inglês para VIDAS SECAS). U-ma coi-sa!

Queridos continuem votando lá na pesquisa e torçam por mim, vou ao médico e volto, tá bom? Digam o que acham, não de eu ir ao médico mas das *quentes, abrasadas” opiniões sobre Vidas Secas. Algumas vão sobre o autor pessoalmente.  E o que que vocês queriam?;-)

Como diz o Jeff Corwin, viram o que eu faço por vocês;-)))