minúsculos assassinatos… (um inventário de A(a)lma)

terceiro livro, primeiro romance de Fal

Há muito, as editoras tinham essa dívida conosco  – já que falamos em inventário – e com a literatura brasileira, agora começando a ser resgatada pela Editora Rocco (Viva! É a maior ! é a maior!) , ou seja registrar “for good” a escritora Fal (Fabia Vitiello)  Azevedo Cardoso .

Há pessoas que dizem que tenho um temperamento desagradável (parece que a expressão utilizada não foi bem essa, assim eufemística e elegante) e eu não desminto isso. Essa forma de ser, sempre aparece quando há injustiça ou perda de tempo vital.

Agora vem cá e me diz: quem, quem dentre os que estão me lendo e que lêem a Fal desde o ”Crônicas de Quase Amor”, 1998 , não se sentiu um dia,  como que lesado, como se testemunhasse a sonegação de um bem?

Em vários níveis isso ocorreu comigo, pois não é que a Fal seja  ‘apenas’ uma pessoa que escreve bem, ela é *a* escritora;  aquela de  vencer tormentosos desafios que lança para si mesma.  A que não se desvia da vertigem quando transita da doçura e delicadeza do amor e do afeto até o peso esmagador da   *HÝBRIS* (ὕβρις) que tinge as perdas , as ausências, as raivas sentidas e  ‘indirigidas’ (inventei essa palavra agorinha, e daí?) e indigeridas.

São as belezas e valores  e presenças que compõem  a instabilidade do ser, convergências e exílios de sentimentos, frustrações , perdas e ranger de dentes,  que nos projetam para os males e dores da s perdas e danos, das ausências que se quer ou não se quer esquecer. Mas que se pretende expor. E se tenta. Como Dante em sua Verona.  Agora, expressar isso com maestria e torná-lo obra de arte, já é outro departamento, outro guichê, ali, mais para além do que chegam os médios, os medianos.  Isso é para os grandes.

Ao encomendar meu livro com a Audrey da Livraria da Travessa, sem saber que Fal já estivera na Bienal do Livro (ah tivera eu sabido!)  finalmente  deslindei para mim e talvez para a Fal , o que eu sempre desejei e talvez não soubesse expressar.

Fal, querida, um dia você me disse que “gostava  do mínimo” etc etc etc…, por isso não estranhei que o título de seu livro, do seu romance, fosse exatamente este que é;-)  Mas o ‘minúsculo’ não elide, não exclui, a grandeza de ser, de existir, aliás, muito pelo contrário.  Seu livro, maravilhoso, vem ao encontro do que sempre achei que todos nós- incluindo você-  merecíamos da escritora magnífica que você é.

Quando li seu primeiro livro e ansiosa e ardente;-) esperava o segundo, e fui laçada e tornei-me cativa de seu texto, sua escrita, escrevi várias vezes sobre ele. E reproduzo aqui o que foi dito em 2003:

“Do livro de Fal Azevedo (Fabia Vitiello) irrompe para gravar-se em minha memória  um dos mais contundentes exemplos de texto – onde o autor não tem medo de escrever. Escreve sem barganhar com o leitor. Não entrega o jogo facilmente. Lemos e totalmente submissos, rendemo-nos aos desígnios da Fiandeira:
Quem aceitar o jogo ganhará – quem sabe?- a emoção intensa do texto que a custo termina por não fletir-se, nas idas e vindas da ira. Da alegria, do lamento ou da dor. Tensa. Surda. Densa. Acumulada.”

Agora imaginem esse inventário…. Quero apenas pedir aos meus pouquíssimos  (mas muito especiais) leitores que me ajudem e divulguem, pois agora é a nossa hora de retribuir com alegria o presente que recebemos: vamos tornar esse livro um dos primeiros das Listas de best seller, porque isso é literatura, e nossa  A(a)lma merece.

Fal, parabéns. É a sua hora e a sua vez. E ele quem a ama certamente está muito feliz.

Peça a todos que aí forem, que brindem por mim, mana, como daquela outra vez.pisc*. Desta vez por você e pela sorte que a ROCCO teve;-) . Meu coração, docemente arrancado, estará aí com você.

E se porventura há alguém que precise de uma pré-apresentação da Fal (além do Drops da mesma ela;:o) está aqui:

Voilà: Umas duas linhas sobre a Fal. Apaixonem-se ad libitum.

Livro: MINÚSCULOS ASSASSINATOS E ALGUNS COPOS DE LEITE
Autor:
Fal Azevedo
ISBN:9788532523556
Páginas:204
Formato : 14×21
LANÇAMENTO: Editora Rocco e Fazenda Café
Dia Hora e Local: “A Editora Rocco convida, o Fazenda Café convida, mas acima de tudo, FAL convida e espera por todos no dia 2 de Setembro, a partir das 19 horas, no Fazenda Café, Rua Gaivota, 1295, em Moema, São Paulo.

ADENDA:
Para algumas pessoas que no LV perguntaram onde poderiam comprar os dois outros livros de Fal Azevedo, nem precisa pensar duas vezes:
Explore este site que eu amo, de Literatura indie: OS VIRALATA -( Lá a Fal tem uma página só dela, que chique )- que é um projeto bacanérrimo, vitorioso e que será objeto de um post especial com …ora, com o escritor que o dirige: Albano Martins Ribeiro. Que também atende se você o chamar de Branco Leone. E que graças a Santo Eustáquio ainda não perdeu  toda a confiança em mim, não é, meu escritor;-)?

Volto o mais rápido que puder. É o que mais quero.

Sobre sub rosa
The most of all things and persons in the entire world drives me *flabbergasted". That includes me.

12 Responses to minúsculos assassinatos… (um inventário de A(a)lma)

  1. marilia disse:

    Tá combinado.
    Vou fazer um post maneiro pra divulgar lá em casa.
    Bom você por aqui. Senti sua falta.
    Abraço apertado.
    marilia

  2. sub rosa disse:

    Marilia querida, você éum amor. Que alegria!
    E a Fal é, de fato e de direito, um “presente decente” que a Blogosfera se orgulha de ter, meu anjinho.
    Vou responder seu email e a todos (muitos, graças a Deus), mas ainda não posso, não se preocupe, não foi por descaso.
    Saiba que a Fal é aquilo que Camões falou: o valor maior alto que se alevanta… acima até das minhas impossibilidades.
    Segure, agarre ela e não se solte…Fal é absolutamente demais.
    Basta dizer que ela inventou a expressão: suas batráquias assanhadas ou despudoradas, que eu inescrupulosamente roubei…;-)
    Volto assim que puder.
    Um beijo para todos. Todíssimos e todíssimas.
    Um especial para você.
    Meglyn, leen, guita star , o que quiserem…

  3. Mario disse:

    Nossa, minha amiga, como sou ignorante: não conhecia a Fal Azevedo. Vou ver se corro logo atrás dessa minha dívida para com o meu enriquecimento cultural. Valeu pela dica.

  4. sub rosa disse:

    Máááááááriooooo!
    Tá vendo como a Fal é presente que presenteia fartamente a todos?
    Quem diria que vc seria dos primeiros a comentar este post.
    Eu fico é muito feliz, por ter você aqui.
    Um beijo pra você, outro pra sua linda amada e *NÃO* perca, não perca, não percaM mesmo.

    Eu e todos os que conhecem garantem.
    Se bem que vc terá a honra de conhecê-la através, olha só dum romanace , o que eu sempre pedi da Fal.
    Eu imagino que até cheguei a chateá-la -talvez por causa do meu jeito, quando gosto de algo – por pedir isso.
    Mas tenho a certeza de que o pedido tinha razão de ser.
    Mais beijos.
    Meghz Megahertz;-)))))

  5. tereza disse:

    Meg, gostei muito do seu post. A Fal merece. Li todos os (três) livros dela. Terminei de ler o último agora. É muito bom!
    Bjs.

    =-=-=-=-=-=
    Tereza, Terezinha;-),
    obrigada, querida, por sublinhar esse mérito que é inteiramente da Fal, que pertence a ela.

    Às vezes, no Brasil (e talvez em outros lugares, mas menos do que aqui) a gente escreve sobre o que realmente tem valor e as pessoas confundem com gentileza, amizade, ou o que é pior, com alguma motivação escusa.
    Mas são almas “minúsculas”. Menores que minúsculas;-)

    Obrigadíssima por corroborar o conteúdo do post e o valor da Fal.
    Um prazer tê-la aqui, seja bem-vinda, faça deste blog a extensão *virtual* de sua casa e volte sempre, sempre.
    Tenho escrito muito pouco, mas logo, logo estou voltando.
    Um beijo
    Meg

  6. ana vidal disse:

    Queridíssima, que bom ter-te de volta…
    Good news, dearest Megafriend!
    Quanto à FAL, tenho a honra (graças a ti, claro) de ter o ”Crônicas de Quase Amor”, livro fantástico, dedicado e assinado pela autora. E confirmo tudo o que dizes da escrita da FAL, que é poderosa e livre. Vou divulgar por aqui, sim. Ela merece isso e muito mais.
    O novo título é prodigioso… são os minúsculos assassinatosque nos matam, sempre mais letais do que um tiro ou uma facada! Morte a conta-gotas é a pior de todas…
    Mil beijos, e volta depressa de vez.

    =-=-=-=-=-=
    ANA, ANIUSKA, minha queridíssima amiga do outro lado do Atlântico.
    Sim, querida, a Fal sabe que tem fãs transatlânticos.
    E como é bom ouvir, ler esse endosso vindo de uma talentosíssima escritora e arguta crítica como tu és.
    E, sim, Fal autografou o Crônicas para ti.

    E tenho certeza de que autografará mais este *minúsculos assassinatos e alguns copos de leite*, pois contigo ela partilha também o dom de arte nobilíssima e alquimista da culinária e gastronomia.
    Verás que vocês têm muito mais afinidades do que eu mesmo imagino;-)
    Aguarda!
    Beijo-te
    Meggy
    *********
    P.S. ESSENCIAL: Não sabes o quanto *me* dói, o *meu* silêncio para ti. Fica certa de que estou regada *a* e *de* impossibilidades.
    Minha correspondência está em falta com amigos maravilhosos, não é só contrigo. Mas verdadeiros amigos como tu sabem que sou pessoa que vive em *manutenção*. Fate!
    Mas, não descrê. Logo, logo o Sub Rosa está fazendo anos, bloganiversário e espero comemorar em alto estilo, o que inclui a magnífica escritora e poetisa ANA VIDAL.
    Apenas, peço-te, torce por mim. Iça! que essa coisa está se prolongando mais do que deveria… Mas como dizem os sábios e particularmente o Nelson Ned: Tudo passa!
    Não desistas nunca de mim, sim?
    És uma anja!
    M.

  7. Andreas Dreher disse:

    Meguíssima, quero ler a escritora sim, e estou na lista de pessoas que nunca ouviram falar dela e não leram nenhum livro dela.
    Mas, minha amiga, como diz você: agora, vem cá: esse título não lembra demais a peça do Jules Feiffer – olha a responsa, hein? – Pequenos Assassinatos?
    E o significado de *pequenos* (Little murders) não é pra reforçar exatamente a banalização da enorme violência que caracterizou os 70’s? E que depois não pararia de crescer? Grande, mas vitimando os pequenos, os anônimos, também e principalmente?
    Falar nisso: e o filme você viu? Elliot Gould e Donald Sutherland, não? Ninguém melhor pra manter o tom de humor trágico.
    Um beijo, minha amiga e não se preocupe com ninguém, quem for amigo vai saber que você não tem obrigação com ninguém nem consigo mesmo. Faça só o que puder.
    Concordo com Ana Vital, queremos você de volta, mas de vez.

    Beijos nossos para você.

    =-=-=-=-=-=-=-=

    Que gentil, querido. Obrigada.
    Gostei muito do que disse: não conhece mas quer conhecer. Os dois primeiros deixe comigo.
    Quanto ao atual, vá já para um site por exemplo o da Livraria da Travessa.

    Depois de conhecer a Fal sua vida vai mudar. Sei o que digo: um dia ela mudou a minha vida.
    Obrigada pela força, querido.
    Meu fôlego está acabando.
    Beijos para você e para a Ilse.

    Escrevo para falar do filme que eu adoro. A-do-ro!

    M

  8. denise rangel disse:

    Agora eu fiquei curiosa. Estive em SP, no sábado em que ela estava na Bienal, mas não pude ir até lá, pois estava participando de outro evento. Vou já lá no Vira-latas pegar meu livro.
    Saudade de ti, minha linda.
    beijo,menina

  9. Magaly disse:

    Até que enfim! E com que assunto! A Fal!

    Tenho muito carinho por ela . Os dois primeiros livros. são interessantíssimos e este terceiro me aguça a curiosidade a partir desse título saboroso, irresistível.

    Foi ótimo ouvi-la , Meggy, você faz muita falta mesmo..Vou voltar aqui para repassar em detalhes todo o post . e pretendo visitar o Drops para deixar um recado gostoso pra Fal

    Para você, minha alegria pelo seu reaparecimento.

  10. aliki disse:

    Estou com a Magaly: oh joie, Fal conseguiu tirar nossa Meg da toca, com toda essa vital sensibilidade, o mais lindo cocar, as penas mais coloridas… e como é sabido, com elas vc coça, pinica, acaricia, enfeita, e escreve!

  11. Nelsinho disse:

    Assim está (muito) melhor!…

    Eu comprei “O nome da cousa” e comprarei este!

    Um beijo, Meg.

  12. ana vidal disse:

    Desistir de ti, Meggy? Era o que faltava!
    Não te preocupes com a falta de comunicação, sei que estás em travessias agitadas. Quando puderes falaremos mais, minha querida. Aliás, eu também não tenho tido muito tempo para trocar mails com os amigos.

    Amigo espera sempre e não cobra, não é? Põe-te boa, isso é tudo o que eu quero.

    Beijão

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