Lélia Coelho Frota


photo by Astrid Kirchherr (knees) d’après R.Bernardt

DOBRADO

 
Duas certidões
de amor e morte
me são ministradas
pela minha sorte,
bem que negaceio
faço volta e meia –
veredas rosadas
ipês florescidos! –
Na primeira curva
resvala da calma
a lágrima, folha
a esbarrar no rosto
no muro, na morte
asa transparente
amor, de teu corte.

Erro na cidade
num carro alegórico
de amor e de morte –
ah sociedade
exclusiva , forte:
duas mãos enlaçadas
longas avenidas
desertas. O choro
dos ares na rama
da figueira brava
é o estandarte
de minha coorte.

Qual foi a polícia
que me declinou
tao dificil porte ?

O meu ofício é das palavras
que só estremecem ao rumor do amor
O meu ofício é de missão
secreta, sob a capa do ar:
lembrar
O meu ofício desconhece
qualquer das formas de folgar:
sonhar?
No meu oficio é que se aprende
por dentro — terra e ultramar —
a olhar.

Sua alegria é de um minuto e nada a pode compensar:
cantar
Entre um minuto e outro perpassam
nuvens de tamanho esperar:
durar.

O meu oficio é de saber
morrer, de nas pedras gravar:
passar.

~
Lelia Coelho Frota nasceu  no Rio de Janeiro. É respeitadíssima escritora, historiadora e crítica de arte.
Alguns livros publicados :
Quinze poemas, ilustrado por Milton D’Acosta;
Alados idílios ;
Caprichoso desacerto.

Publicou também pela Aeroplano Editora o Pequeno Dicionário da Arte do Povo Brasileiro – Século XX

~
O Sub Rosa tem a honra de homenagear a Poeta . Uma das maiores e melhores.
-=-=-=-=-=
Este post é para todos, claro e como sempre. Mas especialmente para Marie Tourvel, a garota inteligente e mais musical da blogosfera.

Sobre sub rosa
The most of all things and persons in the entire world drives me *flabbergasted". That includes me.

20 Responses to Lélia Coelho Frota

  1. I´m not worthy, my friend… Quer me emocionar, é? Pronto, já me emocionou. E enquanto escrevo as respostas para todo o carinho que me deu, as lágrimas correm pelo meu rosto, viu? Mas não de tristeza, agora. São lágrimas emocionadas. Sou chorona mesmo. Ter você como amiga não é para qualquer um. Sou uma privilegiada, sabia? Obrigada por tudo e continuarei na luta e labuta. E quero ver você sempre bem, sempre muito bem. E sabes que pode contar comigo pra tudo. Tudo mesmo. Beijos e todo meu carinho.
    =-=-=-=
    Marie, obrigada, não sei se mereço, mas obrigada
    sabe o que eu quero que todos bloguem, independente, aliás até por causa, de suas idéias, que podem coincidir, divergir das nossas.
    Olha só meu querido e particular Amigo, o escritor Ricardo Ramos Filho, filho do grande escritor Ricardo Ramos e neto de um, não sei se já ouviu falar,;-) Graciliano Ramos por motivos pessoais deixou um tempo de blogar. Todos, não conheço uma única pessoa sequer que conhecendo e lendo o Ricardo, nosso Lord Broken-Pottery, não tenha sido afetado pela ausência dele.

    E Ricardo além da fascinante personalidade que tem, destaca-se por seu humor, por sua posição privilegiada de analisar as coisas e principalemnte não parou no tempo. Aprendo muito com ele, e sinto-me feliz de poder contar com a riqueza de muitos matizes de seu pensamento.
    Ricardo não tem medo de “careta”, se é que me faço entender.
    Quando puder vá lá, olhe bem, veja o que já escreveu, garanto, você vai adorar.
    Então, um blog que fecha, um blogueiro que se retrai me deixa subtraída, principalmente se for bom como vc é.
    Vá, garota e deixe a mocidade louca;-)
    Beijo
    Meg

  2. Muito bonito. Gostei mesmo.

    Besos.

    =-=–=-=
    Milton, nem sabes como fiquei surpresa com teu comentário. De forma agradável, é claro. Sei do teu entrevero com filosf …ops.. com Poesia (exceção feita a Drummond).
    A música erudita prima-irmã da Poesia, certamente vai ajudar a te manifestares mais a respeito.
    Vou continuar o projeto de Ediroria, vou publicar algumas entrevistas que já fiz e outras que estou fazendo. (Ou tentando fazer, a melancolia e a tísica é que vão determinar o(
    Um beijo, querido. Acho que estou começando a entender que não gostas do Drummond só por causa do conteúdo narrativo que ele tem em muitos poemas.
    Ups… isso foi provocação.
    Hahahah.
    A mini-crônica (pois é uma) sobre o Shakespeare está simplesmente fantástca. Keep up with the good work.
    Meg

  3. Nelsinho says:

    “…O choro dos ares na rama da figueira brava, é o estandarte da minha coorte…!
    Obrigado, Meg, por trazer-nos tão belas peças de tão belas pessoas.
    E obrigado pela visita ao meu cantinho, que está mais humilde que nunca pela minha falta de disposição no (pouco) que sobra de tempo…
    Sylvia Plath é o meu doce sofrimento. Na sua poesia, eu mergulho minha alma em turbulências e redemoinhos da sua existência, para depois desaguar em lagos de indescritível amor e abandono e logo em seguida sentir-me em queda livre num tenebroso despenhadeiro!…
    Nos diários que (tão lentamente) estou lendo, eu me surpreendo pavorosamente ela!!…Digo pavorosamente, porque “Eu” não tiraria minha vida por alguém, por mais privilegiado que esse alguém fosse…
    Aliás, apesar de arrastado por Sylvia, matenho íntegra a minha convicção de que ninguém merece o supremo sacrifício de ninguém.

    Um beijo

    =-=-=-
    Nelsinho, querido, tenho uma opinião diferente, *QUASE* uma convicção: pessoas que sofrem da *malaise* e da doença de Sylvia Plath não tiram sua vida, não atentam contra ela *POR CAUSA DE OUTREM*, por mais que para quem observe (e o olhar crítico agravado pela distância) assim pareça.

    Não, muito antes pelo contrário. Porém o conhecimento e análise da psique é complicado . E a sua morte é talvez o mais recôndito ato pessoal e humano que lhe pode acontecer. Posso até estender isso a todos. Mas fiquemos nela.

    O que a mim fascina não é a doença, não são as causas da doença . Mas a pujança da criação que fez com que valesse muito a pena ela ter vivido.

    E depois, como é sabido, nós mesmos somos nossos piores biógrafos. Ora nos protegemos , ora somos pisoteados e corremos o risco de acreditar no que OUTROS dizem.
    O valor da Unabridged de Sylvia está exatamente na descrição do processo de criação. O que você pode comprovar, se ler um outro Journal que eu recomendo vivamente, Os Diários de Virgínia Wolf.

    Mas essa é apenas uma conversa gostosa com o Nelsinho, um dos meus mais preciosos e desprendidos e queridos Amigos da Blogosfera. A quem tanto eu devo.
    Beijos para a maravilhosa e linda, e fofinha Helena.

    -=-=-=
    P.S. Caso queira pode responder aqui, não faça cerimônia: se há coisa que adoro e você sabe, é uma sadia troca de impressões. A-do-ro! E agradeço.

  4. CoRa says:

    Minha deliciosa amiga… Quantos presentes divides conosco… Ainda olho o telefone… (;) rsrs) mas antes leio-te e só encontro gratas surpresas. Beijos, beijos

    PS: Estou lá com um POST sobre o tal “Acordo Ortográfico”… Gostaria de te receber e conhecer-te a opinião…
    =-=-=-=
    Amiga querida, conforme já lhe disse , é claro, óbvio e evidente que CONCORDO ABSOLUTAMENTE EM DISCORDAR do tal Acordo.

    É próprio de uma línguaguem refletir, como queria Flaubert, o Zeitgeist, e a essência de uma língua espelhar o Weltanschauung de um povo… Daí, o mudar, o derivar, o tomar características próprias… o experimentar e experimentar-se.
    Não vejo dramas maiores… Essa proposta (aqui pra nós) é ANTIGA, não foi feita unilateralmente, passou por um momento em que houve assentimentos sem assinatura e agora parece que começou ontem;-)))…
    Sou contra. Ponto. Period.
    Beijo

  5. bónhito mésmo estando a poesia mas, e aquela fotográfia?

    Psiakrew!

    Dziekuje bardzo pela visita e comentários lá na bodega.

    beijos

    Afilhado, talentoso e multi ;-)
    Confesso que corri praquele nosso dicionário de Polish-English , mas não consegui muita coisa.
    Dziekuje bardzo pra vc também, mas ixprique esse minino esse negoço da fotográfia. Ficou ruim, é? Eu ia colocar outra, mas não consegui. :o(((
    Vou colocar aquela sua…
    beijos madrinhais

  6. Meg, querida,
    Senti saudades de você e vim visitar essa casa. Encontrei o bom gosto de sempre. Parei, refleti, e percebi que era exatamente disso que estava sentindo falta. Dessa elegância que aqui encontro, cultura.
    Grande beijo

    =-=-=-=
    Querido Lortd, algo devo ter aprendido com você.
    Obrigada por todas as palavras gentilíssimas e que são importantes para mim.
    Mas o melhor de tudo, o melhor é você, fazer de nós (todos ) pessoas muito especiais.

    Eu, como na música do Chico Buarque, ouvi de um marinheiro que vem ai BOM TEMPO. Afinal, Chega de saudade! :-)

    Obrigada, Lord querido. Sua vinda foi um alento para mim.
    Nós todos estamos morrendo de saudade e esperando a roda que o mundo dá.
    Um beijo para você, e claro, para minha querida Lady C.

    P.S. Fique de olho no Mr Postman.

    P.P.S. E apesar de gostarmos de Amy Winehouse, estou fazendo um post com *aquelas nossas músicas”, aquelas que você tirava no seu violão;-)))

  7. rose marinho prado says:

    Lord Broken foi no certo: aqui encontro elegância e cultura. E um ambiente vital. Ar! Espaço. E beleza.

    É isso, Meg.

    =-=-=-=-=
    Obrigada, Rose.
    Não me permitiria duvidar da palavra de Lord Broken Pottery.
    E nem da sua.
    ;-)
    Como diz o outro “tentamos servir bem para servir sempre”. Um dia quem sabe a gente consegue;-)
    Beijos

    P.S. Mas há que dividir o crédito com Lélia, obviamente;-)

  8. Luma says:

    Meg, estou te lendo a um long, long time…viajando nas entrelinhas. Beijus

    Obrigada querida.
    Ser lida por você me alegra duplamente. Você é uma blogueira muito valiosa.
    E que sabe das coisas, como ninguém.
    Beijos, querida

  9. O Réprobo says:

    Querida Meg,
    gostei muito destes versos com um ritmo muito decidido pela relativa curteza da métrica. O ofício como correspondência do destino, o amor certificado… verdadeiros achados.
    Muito obrigado por esta revelação de Autora que desconhecia.
    Beijinho. Sabe bem voltar a Esta casa

    =-=-=-=-=-=
    Meu querido, muito qu’rido Réprobo Malvado:-)
    Sintetizo aqui o meu contentamento e agradecimento pelos que apreciam a boa poesia. Fez parte (ainda faz) de um projeto meu fazer as vezes de “editora” de Poesia, contemplando as poetisas contemporâneas que são excelentes e às quais me dedico a estudar (modestamente, claro)
    Chamei o projeto de
    “PEQUENA SOCIEDADE DAS POET(IS)AS VIVAS”.
    Meu maior medo era (o que até chegou a acontecer) não valorizá-las em vida e hesitar esperando a perspectiva do distanciamento. Ainda bem que pude homenagear Adélia Prado, Neyde Archanjo, Maria Lúcia Alvim e não pude fazê-lo em relação a MARLY DE OLIVEIRA que infelizmente faleceu poucos dias antes de eu publicá-la aqui. Digo, no Sub Rosa. Embora eu tenha publicado um poema dela em 2001.

    Mas sou persistente e volto novamente.
    Minha meta é retirar por completo afirmações não muito lisonjeiras e tipificadas, como por exemplo, a de que a Poeta quando mulher é essencialmente ‘lírica’ por oposição ao Poeta que é mais cerebral /racional ou coisas semelhantes – ora, para mim essa diferenciação é tola, quando não discriminatória ou mesmo esterotipada.
    Enfim, cheguei a fazer algumas entrevistas (de peso, modéstia à parte) publiquei-as mas pretendo republicá-las novamente. Volto com o projeto por esses dias.
    Obrigada querido, por ter-se detido a ler e não ter-se furtado a uma apreciação crítica.
    Sou obrigada a registrar que parece que a poesia feita por mulheres tem maior público leitor entre os homens. O que não é observação de pouca monta.
    Obrigada ao Nelsinho, ao Milton Ribeiro – opinião muito valiosa para mim, pois sei que ele não ‘grama’ a poesia;-) e a todos os demais que se manifestaram em relação a esta poeta e crítica maravilhosa.
    A propósito notou a maestria de lidar com palavras até nos títulos dos livros de Lélia?

    Sinceramente, o seu comentário para mim, fez valer a pena o post.

    Um beijinho de grande alegria e agradecimento.

  10. Megodmother, mude a foto não, que tá supimpa! Quis dizer que é o ó do borogodó

    Psiakrew é uma espécie de PQP eslavo, até hoje não entendi por quê “sangue de cachorro” pode significar tanto para os patrícios, mas é ótimo para desopilar

    É daquelas expressões que podem fazer corê rípa lá na colónha, dependendo da entonação que se dá à pronúncia. Claro que aqui utilizei como exclamação de “mó legal”.

    Pxácréf e bença!

    =-=-=-=-=-=-=-=

    ;-)))
    Pxácréf! No maior respeito, certo!
    Pelo menos você viu que tudo que cê escreve eu vou virificá:-)
    Gostei mêmo.
    Pocalunkinhos

  11. O Réprobo says:

    Querida Meg
    então não notei? «Caprichoso Desacerto», ehehehehehe!
    A obrigatoriedade do lirismo nas Senhoras que escrevem é um preconceito sem pernas para andar. Mas claro que não é despromoção, quem é que tem o lirismo em má conta?
    Faz-me lembrar a presunção de Alfred de Vigny, o qual dizia poder descobrir, não importa em que três linhas, o “odor di femina”.

    Quanto ao Nelsinho, se não conhece já, deve gostar de ler este livro:

  12. O Réprobo says:

    Oooops, disparou!
    Como dizia,
    «Sylvia Plath O Rosto Oculto do Poeta», de Mário Avelar, Cosmos, Lisboa, 1997, 371pgs.
    Beijinho

  13. Nelsinho says:

    Não conheço, Réprobo.
    Mas está registrado e vou adquirir tão logo tenha oportunidade…Ah! Oportunidade…Um problemão!
    Tanto que eu preciso de ir a Lisboa!


  14. Ai, queridos, adoro essa troca de impressões e idéias entre os queridos amigos.

    Ah! Réprobo, pois vou contar consigo e com o Nelson para essas impressões. já no post de amanhã;
    Agora, querido Nelsinho, espero não ter assumido um tom categórico, quando respondi não consegui evitar pensar muito em mim, e vc deve ter percebido isso.
    A depressão realmente principalmente para pessoas criativas , que deixam algo para a posteridade (como se usa dizer – e que decididamente não é o meu caso, quem dera!) não é tão comum assim.

    E uma coisa que eu ia dizer é que tem sido atribuído uma culpa que é muito duvidosa ao marido Sylvia Plath, também poeta, e que parece depois de um certo tempo tem tentado e acho que conseguido se livrar do peso de ser o causador da morte dela..
    Que Sylvia se suicidou, é fato.
    Se foi por causa domarido, jamais saberemos. Mas também não teremos certeza em nenhuma das hipóteses.
    De toda a forma, leio e tenho assim um culto reverencial por Sylvia, vc leu a Redoma de Vidro que ela escreveu, não?
    Um beijo, querido amigo, com alma de Poeta e escritor.
    Bom Houston!
    Beijos aos dois
    M.

    P>S. Numa pessoa comum tudo não passaria de especulação m´rbida, mas no caso dela, o que se dicute aqui faz toda a diferença.

  15. Nelsinho says:

    Querida Meg,

    Admito haver sido profundamente afetado pelo filme;
    Admito amar Gwyneth e odiar Craig;
    Admito ser,no caso, vulgar e previsível, porque afinal, como diz Cae, “De perto ninguém é normal”, e eu sou de fato, “ninguém”…

    Mas, Meguinha, é imenso meu respeito pela tua análise, porque, veja só, sofro em silêncio os altos e baixos de um querido rebento que sofre atrozmente do mal da depressão, mesmo sendo menina vitoriosa na formação e profissão!

    E o pior é que, sendo eu próprio incapaz de evitar as minhas não tão raras crises de introversão durante as quais me autoflagelo, flagro-me culpado por achar que seu padecer de mim herdou, venenoso DNA…

    Um beijo

  16. Meu querido, abracemo-nos.
    Basta isso.
    Enquanto houver quem nos abrace, e houver a quem abraçar : Amigos, amigos, pais, filhas, filhos, casais… ah! há o redeem.
    Jamais há culpa, não há essa possibilidade.
    E é só isso que importa. Saiba, ela sabe. Eu sei. E, acredite, é.
    Beijos, querido Amigo.
    Trago-o sempre no meu coração.
    M

    P.S. Também vi o filme, não gosto, NeLsinho, por ser tendencioso.
    Você é o melhor Pai do mundo: sei-o pelo quilate de Amizade que tem para oferecer.
    Sei do que falo. Sabemos.

  17. Não conhecia… mas gostei de conhecer, Meg. Passo telegraficamente, a caminho da praia ;) tenho uma coisa para te mandar por mail, mas não tenho endereço. Deixo o meu: pcordas@gmail.com. Beijos!
    =-=-=-=-=

    Ah! sortudos:-)))
    Olhe só: é subros@gmail.com
    Beijos, ja sabendo que são con-divididos:-)
    Eu agradeço, querido a visita

  18. Olha, Megleen, você sempre me emocionando e eu nunca respondendo a altura de sua bondade. Sabes como sou espontânea e simplista. Digo a você que és uma amiga melhor que irmã, viu? E que não tem blogue melhor que o seu para lermos posts lindos e respostas tão carinhosas aos seus comentaristas. Você é demais. E seus comentaristas, maravilhosos também. Beijos e mais beijos, querida.

    =-=-=-=-=
    Marie, ô Marie, quem não adoraria ouvir isso?
    Mas, se assim for, nada é inilateral. Somos, enfi, o que fazemos daquilo que fazem de nós. Não acha?
    beijos, minha Kátia Flávia;-)
    M.

  19. av says:

    Querida, sabes que não tenho tido tempo para nada, e infelizmente tenho negligenciado os meus amigos blogueiros muito mais do que queria.
    Passo aqui quando posso, leio-te sempre (por atacado, vários posts de seguida…) mas não tenho comentado. O sub-rosa é para aprendermos, para nos cultivarmos, e muitas vezes para nos divertirmos. Tudo isto com a suprema elegância que só tu tens, minha amiga.
    Gosto de saber que voltaste, sinal de que estás melhor! Fico feliz, feliz por ti e por todos nós, os teus amigos incondicionais.
    Mil beijos, querida. Posso estar algum tempo sem aparecer, mas tu sabes que moras no meu coração.

    Ana

  20. Ana querida, só posso dizer-te: que alegria , imensa para o meu pobre e andado coração.

    Imagina só o que pode ser alguém a quem essas palavras podem acorrer. Tu, Ana, só mesmo tu.

    Muitíssimo obrigada e muitos beijos.
    M.

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