“Indomável pecadora” ou a loura inteligente de Hollywood

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Mae West

Filha de imigrante alemã e de lutador de boxe afeito à bebidas, Mae West encantou-se pelo show biz aos 7 anos. Como garota prodígio – muitas vezes irritante -, participava de concursos com a anuência da mãe e reprovação do pai. A figura paterna estimulou sua repulsa ao modelo de sociedade patriarcal. Após ter se tornado a mulher (atriz) mais bem paga dos EUA, disse:

ball.jpgNos meus filmes e nos meus livros, fiz o possível para mostrar que uma mulher deve ter os mesmos direitos de um homem. Mas nem pensar em trocar meu vestido e minhas jóias por um terno.”

A professora de História na Universidade da Califórnia, Jill Watts é autora de “African-American History” e ” The 1930s and the Great Depression”, e com esse cacife é autora de uma biografia da louraça, An Icon in Black and White, na qual mostra e liga o panorama social do pós-crash de 29 com o movimento negro e o emblema máximo da cultura americana na época: Mae West. Os ingredientes eram piscadas maliciosas e rebolado insinuante. Mas não só.

A aproximação de Mae, uma mulher branca, com a cultura negra, era tida como trabalho precursor e original, mas não era bem-visto. Com suas palavras e gestos, representava a exacerbação da sexualidade e, por tais contornos, não se encaixava na categoria das brancas de classe média dos EUA. Por causa disso, muitos se referiam a ela como devassa, libertina, indecente e monstro de lubricidade;-) Juro!. Chegou até a ser presa! Mas nem assim ela segurou o “tchã” (ops, isso significa que ela ‘não deixou a peteca cair’, ou seja, continuou impávida e atrevida). Continuou a escrever sobre prostituição, homossexualidade e relacionamentos inter-raciais. “Por não estar na mesma sintonia da maioria branca, Mae era vista pela sociedade branca como uma atriz afro-americana, mesmo que inconscientemente”, diz a autora.
A influência da cultura afro na carreira da atriz surgiu na infância, quando ela morava no Brooklyn. Nos arredores de casa, teve contato com o blues e se tornou fã do artista negro Bert Williams, em quem se inspiraria para peças de vaudeville. Enquanto estrelas brancas contemporâneas revelavam a descoberta do jazz, Mae se referia à magia de ouvir os trompetes na adolescência.
Apesar do ponto de vista – aquela frase do terno ali acima – Mae nunca foi engajada com a causa feminista, com a causa da mulher. Mas isso não significa que sua carreira não fosse ligada à resistência e à rebeldia. Começou e terminou na contramão. Na década de 30, enquanto o sucesso das atrizes era associado à beleza e à juventude, Mae conquistou espaço em Hollywood como mulher madura, com 40 anos, acostumada a se relacionar com homens e fazer deles objeto. Em uma de suas muitas frases de efeito, comentou:
ball.jpg “Tenha um namorado para um dia de chuva – e outro, caso não chova.”

É verdade que apesar de não preencher os quesitos para a indústria da fama, Mae enchia palco e tela com seu corpo curvilíneo e talento para falar de sexo com espontaneidade. Fora das telas, admirava a beleza apolínea e valorizava a variedade de parceiros. Casou-se apenas uma vez, mas teve inúmeros amantes.
ball.jpg “Geralmente evito tentações, a não ser as que eu não possa resistir”, disse.

Não é de espantar que sua carreira deslanchasse com a peça “Sex“, em 1926. (OK, SEX?!…isso lembra quem, mesmo???).  O início, porém, veio com sabor de problemas. Pouco depois da estréia, foi presa por “corromper a juventude” e solta dez dias depois com o pagamento de fiança. O que não “aliviou” sua peça seguinte, intitulada “Drag”, sucesso absoluto em Nova Jersey ao tratar da vida de travestis. Apesar dos bons resultados, a Broadway recusou a montagem porque a polícia de Nova York havia advertido que, se a peça fosse para lá, Mae seria presa outra vez.

Rejeitada até o início dos anos 30, sua grande chance ocorreu quando o estúdio Paramount, que lutava para manter seu lugar ao sol, ofereceu a ela o papel principal de “Noite após Noite“. Foi assim:
Acostumada a escrever os roteiros de suas peças com versão pessoal, Mae odiou a história do estúdio e se ofereceu para reescrever tudo, tudinho – mas só que com seu tempero, muuuito tempero, é claro. O resultado não poderia ser melhor. Seu humor corrosivo a levou imediatamente ao estrelato e salvou o estúdio da falência. Mae representava uma possibilidade de otimismo para os americanos que estavam com problemas por causa da depressão. O humor era uma saída. E Mae West tinha também uma idéia muito clara sobre isso. Olha só:nesse primeiro filme , ela fazia uma cena na qual entregava um belo casaco prateado a uma camareira que, maravilhada, comentava:
ball.jpg – “Nossa Senhora, que belos diamantes.”
Com o estilo que a imortalizou, Mae respondia:
 “Nossa Senhora não teve nada a ver com isso, queridinha.”

Sua resposta ficou tão conhecida, que deu nome à sua autobiografia anos mais tarde.

Em 1933, Mae West adaptou para o cinema sua peça mais famosa, “Diamond Lil” (“Uma Loira para Três”), outro sucesso espetacular. Mas, apesar desses êxitos, Hollywood tentou fazer de Mae uma moça bem-comportada. Não adiantou, claro. Em 1934, se intensificou a censura no cinema e a atriz tornou-se o alvo número um. Mesmo assim, não fez concessões.
No filme “Uma Dama do Outro Mundo”, soltou mais uma ao ser abraçada por um admirador:
ball.jpg “Isso é um revólver que você tem no bolso ou você está apenas contente por me ver?”

Apesar da perseguição, Mae era única em Hollywood. Apenas Shirley Temple despontava como estrela infantil e disputava as bilheterias com a loira. E não é curioso perceber que os dois principais ícones americanos eram uma mulher ousada e uma criança? É bem o reflexo de uma sociedade confusa.
Depois da tirania da censura, seus filmes foram editados e se tornaram menos saborosos. Em 1940, Mae fez “Minha Dengosa“, que pouco entusiasmou o público e, menos ainda, a atriz. O resultado foi o seu afastamento do cinema por 27 anos.
Essa coisa de censura, estabeleceu um Código de Moral tão severo que Mae foi obrigada a parar de trabalhar em Hollywood. Se permanecesse, teria de renegar-se. O que não aceitou.

Longe do cinema, Mae dedicou-se aos palcos da Broadway. Com mais de 60 anos, ainda saracoteava numa boa, dançava e cantava com halterofilistas em suas comédias. Mas fez ainda dois filmes inexpressivos: “Homem e Mulher até Certo Ponto”, em 1970, e “Myra Breckiridge“, de 1978. Apesar disso, jamais interrompeu os disparos de sua metralhadora giratória em entrevistas sarcásticas até pouco antes de sua morte, em 1990, aos 87 anos. Mae gostava muito e tinha grande prazer de ser a lenda na qual se transformou.

Passados mais de 70 anos de sua explosão, a indústria cultural não foi capaz de apresentar outra artista com seu registro e talento”, comenta Jill. “Muitos dizem que Madonna é sua discípula. Apesar de ver paralelos, acho que Mae sempre será única”, conclui.

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Agora vejam , ou relembrem as Pérolas de uma sabedoria ou a  Sabedoria de uma pérola;)

ball.jpgO amor tudo pode, exceto contra a pobreza e a dor de dentes.

ball.jpgO resto da América pode pedir vida, liberdade e felicidade. Eu fico com o spotlight“.

ball.jpgQuando descobri que adorava minha mae e não gostava lá muito de meu pai, me senti culpada. Infelizmente, o Dr. Freud não estava para me dar explicações.”

ball.jpg “Casei quando aconteceu entre mim e [Frank] Wallace, aquilo que os especialistas chamam de ‘química’ e eu chamo de ‘aquela coisa física'”.

ball.jpg Garota da chapelaria: – “Nossa Senhora, que belos diamantes!”
Mae West:- “Nossa Senhora, não teve nada a ver com isto, querida.”

ball.jpg Durante a filmagem de “Nigth after nigth”, Alison Skipworth se aborreceu com Mae, que lhe roubava todas as cenas:- “Quero que você saiba que sou uma atriz!”
Mae, com ar de cumplicidade: “Tudo bem querida, guardarei seu segredo.”

ball.jpg “A virtude tem suas vantagens, mas não dá bilheteria.”

ball.jpg “É quando uma garota sai da linha que os homens vão atrás dela”

ball.jpg Num diálogo em Diamond Lil, sua empregada dizia:
– “Quero encontrar um homem moreno alto e bonito
Mae: “ Querida, você quer encontrar três homens, não um”

ball.jpg Quando Cary Grant (What a man!, ela dizia dele) lhe pergunta: “Nunca encontrou um homem que a fizesse feliz”?
Mae:- “Claro que sim, uma porção de vezes“.

ball.jpgEntre dois pecados, escolho sempre aquele que ainda não experimentei

A um repórter, sobre sua situação quase insustentável, depois de filmes como I’m no Angel e “It Ain’t no Sin” e com sua fama de bad girl:
ball.jpgEu e o sexo temos muito em comum. Não quero o crédito de tê-lo inventado, mas posso dizer (modéstia à parte) que o redescobri, e o melhorei bastante”

Respondendo à campanha de William Randolph Hearst (sim, o “Cidadão Kane”) que escreveu um editorial intitulado “Não é hora de o Congresso tomar uma providência contra Mae West?”, quando um jornalista lhe perguntou sobre sexo e religião, Mae disse:
ball.jpg “Tudo o que eu quero é divertir as pessoas, fazê-las rir tanto a ponto de esquecerem que são capazes de chorar”.

Sobre um moço, digamos, pouco atraente:
ball.jpg “Sua mãe devia tê-lo jogado fora e ficado com a cegonha.”

Certa vez, Anita Loos, a consagrada roteirista de “Os Homens preferem as louras” e fã ardorosa de Mae, após uma conversa de negócios, mandou-a deixar em casa, em seu Rolls Royce, dirigido por um chofer negro. Quando chegou em casa, após darem muitas ‘voltas’ por toda Beverly Hills, Mae telefonou para Anita:
ball.jpg Obrigada, querida, por tudo, e principalmente por aquela sinfonia de chocolate.

ball.jpg “Errar é humano, mas é divino. Aliás, eu adoro uma coisa errada

(Assim disse Mae West, atriz americana, 1892[?]/ – 1980) .

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“Tudo o que eu quero é divertir as pessoas, fazê-las rir tanto a ponto de esquecerem que são capazes de chorar” (M.W.)

Mae West tem muitas outras frases famosíssimas, plenas de *wit*, mas essa última me comove, me faz ter o maior respeito por ela. Ela é uma das minhas personalidades preferidas. Fico boba, com tudo o que ela dizia, muitas de suas ‘boutades’ poderiam ter sido ditas, sei lá…não sei como não escolheram a Mae West pra Prêmio Nobel da Paz categoria Faça Amor , Não Faça a Guerra. Sério.
Viveu por 92 anos. Trabalhou até os 81 anos, em seu último filme “Myra Breckinridge” escrito e adaptado por, imaginem, Gore Vidal. Precisava mesmo ser muito especial. E o que dizia gostar de fazer parece que fazia um bem incrível para a saúde dela. Com todo o respeito;-)))

Ah,  vão  essas tiradas de Mae. Podem acrescentar outras, digam as que mais  (ou menos) gostam. Reparem que não coloquei aquela famosa “Quando sou boa sou muito boa, mas quando sou má, sou melhor ainda. Resisti e não coloquei;-)

“Enquanto o homem certo não aparece,me divirto com os errados”

Sobre sub rosa
The most of all things and persons in the entire world drives me *flabbergasted". That includes me.

23 Responses to “Indomável pecadora” ou a loura inteligente de Hollywood

  1. Eduardo disse:

    Isso é que é fazer uma postagem para ninguém botar defeito.
    Biografia comentada! Perfeita!

    Bjs

    =-=-=-=-
    Querido Eduardo:
    Você sempre levanta a minha bola, e eu gosto disso, claro.
    Ainda quero saber sua atriz preferida (até acho que sei) e quero fazer um “belo post” a respeito.
    Obrigada , Amigo querido
    bjs

  2. O Réprobo disse:

    Querida Meg,
    belo post, sobre uma grande figura, embora não muito boa actriz. A tese da proximidade dela com a comunidade afro-americana parece-me um bocadito puxadinha, mas só lendo o livro…
    Já sobre a reificação do Homem, a diferença para as Mulheres é que nós não nos imprtamos nada de ser objecto, ehehehehehe. Foi mazinha, mas é uma brincadeira.
    A celebérrima frase do revolver foi retomada em «Quem Tramou Roger Rabitt», com o coelho em lugar da arma, lembra?
    E, se me permite, juntava duas apimentadas sentenças dela:
    para os Leitores do «Sub Rosa» mais comportadinhos – “O beijo é a assinatura de um homem”.
    Para os Outros, do meu género, uma que ela disse quando perguntada sobre um relacionamento com um indivíduo de baixa estatura – “Não me falem do metro e cinquenta, falem-me dos quinze centímetros…”.
    Mais uma vez parabéns, o texto está genial, cheio de informação e sensibilidade.
    Ah e para os Amigos que prezam o «Blade Runner, já escrevi o tal postalinho sobre ele.
    Beijinhos

    =-=-=-=
    Querido Amigo:
    Francamente, sinceramente: deixa-me sem palavras. Silêncio(*) eloqüente, espero!

    Aqui o endereço do post al sobre BLADE RUNNER.

    (*)Válido para os demais comentários neste post. Calo-me e sinto.

  3. regina disse:

    Mana,
    Grande post sobre a grande Ídala, grande prazer de ler algo tão bom neste dia tão enjoado.
    Lembrei quando me falaste dela na biblioteca central, nunca esqueci do “quando sou boa…”
    Beijo
    Regina

    =-=-=
    Mana, ligo tanto para ti e … nada!
    Beijos e até mais, espero.

  4. Carmen disse:

    Eis aí a nossa Meg em grande forma!
    Confesso que não li muito bem a biografia e me detive mais nas frases que são geniais.
    Muito boa essa lembrada pelo nosso amigo Reprobo, essa dos quinze centímetros lol
    Essa que vou lembrar não tenho certeza se é dela, mas dizem que sim:
    As garotas boas vão pro Céu, já as garotas más (bad girls) vão a qualquer lugar que quiserem ir.
    Finíssima, essa.
    Meg, fique logo boa ou pelo menos, melhore. Puxa vida, tem milhares de pessoas que gostam de você.
    E o post sobre o Blade Runner, lá do Reprobo está simplesmente fantástico
    Bjs

    =-=-=
    Obrigada, Carmencita.
    O endereço do post é *este*

  5. Claudio disse:

    Sempre fico feliz quando abro o Sub Rosa, e vejo um post maravilhoso como esse que a Meg nos prepara. E isso já há vários anos.
    Sem querer “engraxar” a minha amiga, dou-lhe os parabéns.
    Agora, não me leve a mal, mas a Mae West morreu não em 1990, mas na década de 80.
    Afora isso, quero dizer que também estou na torcida para você ficar completamente restabelecida. A Lucinha também tem asma e é muito duro ver alguém fazendo esforço maior que o normal para respirar.
    Mas você tira essa de letra, Meg.
    Obrigado pelo que você nos proporciona.
    Um beijo.

    Ia esquecendo: a Mae West foi coleguinha da Marlene Dietrich. E dividiram palco e tela. Ambas foram cançonetistas, e cantaram em cabarés.
    Mae não era boa atriz, como o colega lembrou, já a Dietrich era.
    =-=-=-=-=

    Obrigada a você, Lucinha, Orlando e todos.
    Já vi que desenvolveram uma conversa com o Réprobo, se não me engano. Obrigada.
    Que alegria mesmo isso.
    Façam sempre.

  6. palpi disse:

    Querida, queridíssima, eu adoro ser abençoada por vc. :) Muito obrigada. Vc também está em todas as minhas vibrações. Estou sempre aqui, com prazer e muita honra. Sabe que eu não sabia que a tal frase do “quando sou boa sou muito boa…” era da Mae? Assim como não conhecia muitas outras. Mulher espirituosa ela, não? Adorei aquela do “…nem pensar em trocar meu vestido e minhas jóias por um terno.”
    Dizer que um post é ótimo, aqui neste espaço, seria redundância, né? :)
    Beijo, MEGuita. Muita luz.

    =-=-=-=
    Beijo, Palpi, querida.
    Na verdade, abençoada você já é, só faço o desejo da permanência;-)
    Beijos e obrigada por tanto que devo a você.
    MEG Lyn;-)

  7. marie tourvel disse:

    Minha querida, essa Mae era do balacobaco, né não? Adorei o post. Um beijo

    =-=-=
    Era, Marie, e muito.
    E você é do superbalacobaco.
    beijos querida, pobrigada pelo Coltrane.

  8. Meg!!

    Adorei, adorei! :-)
    Preciso explorar mais os filmes dessa diva. Tenho visto muitos filmes pre-code e eh obvio que ela nao poderia conceder e se dobrar ao falso-moralismo que tomou conta de Hollywood no meio dos anos 30.

    Fabulosa! Dessas frases todas, a minha favorita eh:

    O amor tudo pode, exceto contra a pobreza e a dor de dentes.

    Ha ha ha ha!

    Super beijo,

    =-=-=-
    Fer, querida

    Eitcha que alegria.
    Eu também adoro e vivo citando essa frase.
    Não é uma grande verdade?
    Ela era inteligentíssima. Grande personalidade. Mas o Code afastou-a por 27 anos das telas e isso foi muito chato pra nós, os de agora.
    Uma das minhas fave e olha só, querida, o TCM tem uma página só pra ela. Uma de-lí-ci-a!

    beijos Tudo bem por aí, não é?
    Meg Lee

  9. O Réprobo disse:

    Só três linhazinhas, para desejar à Nossa Meguita melhoras aceleradas, agradecer à Carmen ter gostado do post sobre o «BR», pois já Se confessou grande Admiradora dele, o que recompensa quem escreve sobre o tema. E para concordar com o Claudio sobre a Marlene. Curiosamente, acho que uma das melhores interpretações dela ocorreu num filme de que muito crítico não gosta, «O Rancho das Paixões», de Lang.
    Beijinhos e abraços à Roda de Amigos

    =-=-=-
    Muito obrigada, querido Amigo:

    Não repare a descortesia: vou respondendo à medida da boa respiração.
    Volto , logo.
    Um beijinho
    M.

  10. Nelsinho disse:

    “You’re never too old to become younger”…
    Acho maravilhosa, essa afirmação!

    Um beijo, Meguinha! Venho aqui tão raramente…

    =-=-=
    Nelsinho, querido, eu também adoro. E adoro o duplo sentido da frase.
    Muito gayata, a Mae West

    Agora, mesmo raramente – concordo, você vem.
    Mas minha querida O’ Sanji é que me esqueceu.. Sniff! Sniff!

    beijos e obrigada, querido.

  11. Magaly disse:

    Meguinha
    Acabei de dar um mergulho no Subrosa e me estarreci. Quanta coisa linda que deixei de ver, de ler, de aprender! Ainda bem que nada vai sair do lugar
    e,, assim que tiver tempo livre, volto à fonte.
    Adoro seu jeito de lidar com a matéria sempre bem escolhida, a maneira faceira com que você remexe o assunto, o jeito matreiro e insinuante que
    leva o leitor a se envolver e se expor, o que é um lucro enorme porque seus gabaritados leitores dão belas contribuições.
    Esse conjunto de qualidades dificlmente a gente vê nos blogs e olhe que há muita coisa boa por aí. Você
    mesma vive apresentando blogs especiais.
    Não repare o arroubo. Toda vez que fico muito tempo sem freqüentar o Subrosa acontece esta reverberação do meu entusiasmo.

    O cartão da Páscoa está uma graça. E tomara que você tenha estado feliz como tanto lhe desejei em minhas rezas..

    Beijos pascoalinos.

    Idem, Maga querida;-)

  12. Orlando Gemaque disse:

    Caro Réprobo.
    somos dois, então, que gostamos de Rancho Notorious, independente do que dizem os críticos.
    É um Fritz Lang que pode se dar o direito de fazer uma mistura de gêneros: western, musical, o que for. E La Dietrich está ótima. Acredita que no Brasil esse filme levou com o nome O Diabo feito Mulher? Pois foi.
    Mas um filme que me é caro: Marlene Dietrich, Charles Laughton, Elsa Lanchester e vá lá , Tyrone Power em Witness for the Prosecution/Testemunha da Acusação.
    Beleza pura.

    Acrescento meus parabéns pelo ótimo post sobre Blade Runner. Bem como pelos comentários.
    Forte abraço.

    Um beijo para Meg, meu e de Carmen

  13. Vivien disse:

    “Enquanto o homem certo não aparece,me divirto com os errados”
    Adoro Mae West.

    =-=-=-
    Grande lembrança, Vivien!
    Mae era mesmo uma Ab Fab.

    Seu blog é u-ma coi-sa!
    beijos
    Meg

  14. peri s.c. disse:

    Meg, Belo post, e ótimos comentários, como sempre.
    bjs

    =-=-=-
    Obrigada Peri.
    Mandei um email pra você, não sei se recebeu.

    Foi uma blague, febril;-)))

    Desculpe, qualquer coisa, sim?.
    Um beijo
    Meg

  15. Faltou um agradecimento à Rita Lee, que apresentou a Mae West a tipos como eu, passivo telespectador das novelas das 7 nos anos 80.

    Se a Deborah Kerr que o Gregory Peck…

    ..e por aí afora e adentro.

  16. O Réprobo disse:

    Meu Caro Orlando,
    ainda bem que encontro esta Afinidade! «O Diabo Feito Mulher»?! Bem, mas é uma citação de filme anterior, «Devil Is A Woman», justamente? A distribuição, aí no Brasil, teve um momento de génio cinéfilo!
    Obrigadíssimo, por ter gostado do postalinho bladerunnesco. É um filme e tanto! E, apesar de a versão mais extensa ter materiais plasticamente invejáveis, a mais curta forma um todo tão coerente…
    Eu gosto bastante de «Testemunha de Acusação», apesar do final moralista. No romance da Agatha Christie o desfecho era outro e conferia uma intensidade extra ao Amor da declarante no tribunal, lembra? Laughton… era Laughton. Um mestre!
    Abraço e beijinhos à Dona da Casa que tão bem nos recebe.


  17. Queridos todos, todíssimos:
    Obrigada, muito, pelos votos.
    Eu volto depois para responder decentemente.
    Que alegria e quanta honra par uma pobre tísica.;-)
    A coisa tá braba por aqui.
    Fezoca, querida, espero reviews de filmes dessa superdiva e compare com outras pre-code.Beijos, lindona.
    Vivien, bem-vinda
    Peri, desculpe o mau-jeito
    Claudio, demorô hein? que flagra:
    Se a Deborah Kerr que o Gregory Peck
    Não vou bancar o santinho
    Minha garota é Mae West
    Eu sou o Sheik Valentino

    Iuhuuu!

    Beijos,
    Meguita

    P.S. Réprobo, sabia que é um querido?
    Nelsinho, you too.
    Gosto também dessa:
    “An ounce of performance is worth pounds of promises”.

    Continuem. Be my guests ;-)

  18. Olá, é a primeira vez que passo por cá. Estou encantada com o sítio. Lembro-me vagamente de ter visto alguns filmes com a Mae West. Era, de fa(c)to uma senhora, muito dona do seu nariz e generosa: nas formas, curvilíneas e cheias e na linguagem, desbragada e livre. Não me importava nada de rever alguns desses filmes.

    =-=-=-=-=
    Estrelada Estrela:-)
    Em primeiro lugar, seja muito bem-vinda! E obrigada pelas palavras gentis. Torne seu o sítio, está bem?
    Estou cheiinha de inveja de si, afinal, quantos podem dizer que viram um filme com Mae West? Nunca, nunquinha mesmo vi algum. Nem em vídeo (VCR) nem na televisão.
    Agora que mencionou, posso dizer uma coisa que não cabia no post, mas c(v)ai bem nos comentários: dizem que ela era *bem montada” o que é o mesmo que dizer que aquela opulência era produzida. Meio baixinha só se deixava ser fotografada na pose clássica do sofá ou de vestidos longos que escondiam um suporte para que parecesse mais alta. Bom, mas isso são só os detalhes que a tornam mais admirada e uma grande figura da cultura popular do mundo todo.
    Eu adoro esta página da TCM (Turner Movie Classics” e recomendo esta página de Mae, uma personagem das mais interessantes, inteligentes e provocativas que Hollywood, Broadway, teatro burlesco, vaudeville enfim, o mundo artístico já teve a glória de produzir.

    Volte sempre, sim?, e um beijo “estrelícioso”

    P.S. Adorei seu blog que conheci graças a minha querida Ana Vidal, que é um hub na blogosfera lusa. E brasileira também;-)

  19. Júnia disse:

    Meg, quem não gostaria de ter escrito metade do que a Mae West escreveu? :-))

    =-=-=-

    Júnia , meu amor, minha médica querida

    Tem toda a razão.
    Escrito e vivido:-))

    Beijos

  20. Nelsinho disse:

    Impiedosa a vida tem sido com o coração da O’Sanji…
    Mas dos fracos não reza a história e ela fraca não é!
    Estranho, como eu também tenho andado afastado, num tormentoso desinteresse…

    Comprei um DVD que garimpei ali na “Borders” da “Galeria” aqui de Houston: “Lisbon Story” é o título, do Diretor Wim Wenders…aquêle mesmo do “Buena Vista Social Club”. Só que este é anterior ao Buena Vista!

    Acho que o Wenders aprendeu nas estreitas vielas de Lisboa, a indentificar e exteriorizar a poesia contida na alma da canção verdadeiramente popular!

    Um beijo

  21. Mário disse:

    Meg, agradeço a você a oportunidade de conhecer melhor esta atriz. Até agora não tinha lido nada a respeito dela. Vir aqui é cultura na certa. Bom domingo.

  22. Olá Meg,

    Tudo bem? Desejo que sim, não conhecia seu blog e vim aqui por que li seu comentário lá no blog do meu namorado, o Mário. Agradeço o seu beijo para mim lá deixado, e de sejo que você se reestabeleça, adorei vir aqui, e com certeza, voltarei mais vezes!
    Um bom fim de domingo querida, e uma semana iluminada, carinhosamente, Cris…
    P.S.: Quando tiver um tempinho, me dê a honra de sua visita no meu humilde cantinho…

    =-=-=-=
    Ih Cris,
    esrevi um email pra você.

    Vc é um doce, um anjo
    Casalzinho de sorte, o Mario e você; você e o Mário,
    Beijos

  23. Luma disse:

    Tal qual o Mário não sei muito de Mae West. Porém algumas frases que atribuem à ela guardei, simplesmente porque sou uma mulher de frases!

    “Só se vive uma vez, mas se você fizer tudo certinho, uma vez é o bastante.”

    “Encontrei homens que não sabiam como beijar. Sempre achei tempo para ensiná-los.”

    “Mulher é como um chá, nunca se sabe o quão forte ela é até colocá-la na água quente.”

    Era corajosa para dizer frases picantes àquela época

    “A virtude tem suas vantagens, mas não dá bilheteria.”

    Boa semana! Beijus

    =-=-==-=

    Luma:

    Ma-ra-vi-lha!!!!

    Adorei todas.

    bjk

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