Festival da Record: 40 anos e o violão de Sérgio Ricardo (updated)

“Prepare seu coração pras coisas que vou contar”:-)
Pessoas, não há ninguém neste mundo que não saiba, ou tenha ouvido falar do Festival da Record. Houve vários, no mínimo, três, 3, mas pode ter havido outros, afinal era MPB ( Música Popular Brasileira), ô raio de acrônimo e de idéia!, e era da TV Record (praticamente uma potência, sim, meninos, nem sempre a Globo foi esse polvo de todos os tentáculos) mas ninguém fala nisso, só fala “Festival da Record” -como se tivesse sido o único e aí já se sabe que foi *aquele* em que surgiu (?) Alegria, Alegria, do Caetano Veloso, que cantou com os BEACH BOYS – tô colocando em caixa alta, porque é injusto esquecer deles e Domingo no Parque, do Gilberto Gil que cantou acompanhado, de quem mesmo? ora, dos MUTANTES . Chico (aaai!) sempre com o MPB-4 cantou Roda Viva. Mas não ganharam. Sabe-se também, embora um pouco menos, da vencedora, a bela música *Ponteio* , do Edu Lobo com uma cantora megavilhosa, di verdade, chamada Marilia Medalha que, parece, sumiu e ninguém sabe, ninguém viu. Os dois acompanhados pelo maravilhoso MOMENTO4UATRO. Por equanimidade não vou dizer a formação do conjunto. Mas procurem saber, vale a pena. (Muito obrigada, C.)

OK, isso tudo é verdade, isto é, se vocês não contestarem, vai que tenha alguém que tenha assistido, estado lá no Festival?) . Então, até segunda ordem, ( eu quero logo avisar que apesar de eu ter 879 anos, não sei dessa época, meninazinha muuuito infantir -um “brotinho”, portanto) começava uma nova era na música brasileira. Estava sendo lançado as bases do que veio se chamar TROPICÁLIA.. Sim, pelo que dizem, um novo modo de pensar, novas formas de agir e de viver (dizem que a Elis Regina- ela mesma –saiu em passeata ou liderou protesto *CONTRA* – vejam só o que é a vida – Caetano Veloso e Os Beach Boys , e Glberto Gil com os MUTANTES, grupo do qual fazia parte Rita Lee, sabe por que? porque eles ousaram utilizar guitarra elétrica em suas músicas e Madame (e sua entourage) não gostou. Pois foi.

*Corte rápido, para eu dizer que “escutando e estudando” o Bob Dylan, eu tive que dar com as fuças no movimento ou geração beatnik e quem? Jack Kerouac, On the road William Burroughs, Allan Ginsberg, Ferlinghetti e seu processo, e por aí vai , e também lendo o excelente livro do Alex Castro, que recomendo vivamente – comprem, façam esse bem a vocês mesmos, o “Radical Rebelde Revolucionário”, que é uma espécie de diário de viagem à Ilha ‘Desencantada’: CUBA. O livro é como uma droga, você lê e não consegue se dizer, há tal força no que é escrito e na escrita, e depois fica-se bestificado querendo traçar sem ousar, as difíceis fronteiras do ser e o que parece ser. Vão por mim, e ainda mais, hoje, ele fala no seu blog, o Liberal Libertário Libertino, sobre cinema e o ICAIC ( Instituto Cubano de las Artes y la Industria Cinematográfica) e aí pode ser levantada uma discussão muito produtiva sobre Arte e Estado – o que praticamente me deixou siderada. Não a discussão, o livro. Mas, como sabem, eu estou mal, não posso escrever à altura que o livro merece, e incluo como impossível, a veemência de que eu precisaria, para escrever discordâncias de coisas que ele diz. E diz belamente. E com lucidez fantástica. Fica para uma outra vida. Só lhes digo isso: não percam a oportunidade de se darem uma chance de ter a sua própria opinião a respeito do que diz o Alex, que é um cara de intelecto brilhante. E escrita idem. E ele traduz com excelência este dito de Diana di Prima, uma Poeta , ativíssima nos anos 50, uma das pouquíssimas mulheres da Geração Beat: Imaginação não é apenas sagrada, é necessária. Não é apenas feroz, é prática. Homens morrem todos os dias pela sua ausência….”. – Diane Di Prima
Então já sabe, o livro é bacana, e vc compra por 20 reais, a versão em pdf. Vale! Vão por mim, repito.

*****
Bom, terminada a digressão, eu estava lendo sobre essa literatura de viagem, claro, impulsionada pelo livro do Alex Castro primeiramente e pelo Bob Dylan depois, as relações entre música (bebop e jazz) e literatura, hoje tão atual pela velocidade com que se formam opiniões e conceitos, e aí esbarrei nos “hipsters“, a herança beat pro rock’n’roll, ou seja anos 60 – e então lembrei de ver como estava o Brasil. E juro, gente, não estou sendo reducionista nem quero hostilizar a imagem de ninguém, mas o que me deu vontade rir ou chorar é que naquele momento tão importante pro mundo (um ano após, 1968, viriam os movimentos estudantis na França, principalmente Paris, o que também estou estudando para um artigo sobre o Ray Bradbury) – e o que tínhamos no Brasil? Caetano e Gil de um lado e dona Elis Regina protestando contra, oh my gosh, as guitarras elétricas.
Bom, mas ela mudou (bom para ela) o mundo girou, a Lusitana também e a música, como diriam os adoráveis e danados caras da PRK-30, Lauro Borges e Castro Barbosa) “se seguiu”;-).
Ah! e é bom deixar claro que embora não seja a luz do meu sol, eu gosto sim da Elis Regina, que gravava todo mundo, diga-se a favor dela, e lançou João Bosco e só por isso está perdoada. Pode ter feito o que bem quis ter feito.;-). E pelo que leio em biografias era uma pessoa fascinante.

QUANDO *BANQUINHO E VIOLÃO* VIRA NIRVANA
Agora, o que eu queria mesmo falar era de um ato de indignação. Não, nem defendo nem “desdefendo”. Não sou de julgar atitudes individuais. Externo minha opinião -o que é nada mais que isso, opinião – mas dou todo o direito devido a quem age – de forma que não se compreende. Cada um sabe onde o sapato lhe aperta e não vivemos as dores dos outros. Ou se – quem sabe- compreender, aí sim, ‘achar’ se faria o mesmo ou não. E se ‘achar’ que faria diferente, nunca saberá, com certeza, pois não viveu a situação.
Toda essa lenga-lenga, reconheço, é para falar de algo que o *mundo da música* não esquece. Ou esqueceu? e só lembra quando convém?. A ‘violadadada'(*) – que significa, aplicar um golpe com o violão;) – do magnífico Sérgio Ricardo. Um homem admirável social , cultural e politicamente. Mas é que ele foi o precursor do que o Nirvana faria e todo mundo achou lindo – eu! presente! – e os Ramones, então nem se fala, Ozzy Osborne… Pete Towshend, (obrigada, TeClaudio) bem…

Foi assim. O Sérgio Ricardo queria cantar a sua música.
sergio_ricardo.jpg
As músicas do Sérgio Ricardo eram as “chamadas cançõs de protesto” e ele foi também do movimento bossa-nova, embora, de uma forma pouco recomendável para um historiador e/ou pesquisador, Ruy Castro não o tenha incluído na seu livro “seminal” sobre Bossa Nova. Isso não se faz, Ruy Castro. O Sérgio Ricardo tinha belas músicas no formato bossa-nova, lindas e românticas também. Tudo bem que não falavam em barquinho, sol e mar, sejamos honestos, mas não seja por isso: ele “erotizou musicalmente” as PERNAS de uma mulher e tem outras, muito lindas e com melodia elaborada. Foi parceiro de Carlos Drummond de Andrade numa bela peça, tipo armorial.Estória de João e Joana. (De Chico Buarque a Geraldo Azevedo, ninguém negou fogo e participou. Mas o forte dele era bossa-nova-branch protesto, (classificação que acabei de inventar), como Nara Leão que essa era um diva, guerreira e mil anos à frente de praticamente t*o*d*o*s. Até hoje perco o fôlego com o que Nara fez, e coisas que venho a saber. Mas pergunta se ela está na web2… Bom, o S. R. também teve presença marcante em filmes do Glauber Rocha, ou em filmes de outros realizadores, sobre Plínio Marcos, por exemplo.
Continuando, então esse III Festival da Música Brasileira da TV Record foi em 1967 e o Sérgio Ricardo concorreu com a música Beto Bom de bola.
Olhem só, don’t even ask me, não, não me pergunte porque eu não sei e nem ninguém sabe responder, o Sérgio Ricardo foi impedido de cantar sua música. Ele abria a boquinha para a primeira frase musical e era interrompido pelas vaias.Vaias ensudercedoras, (porque o Sub Rosa ama clichês e não é de ferro), e não eram vaias de bêbado. Eram… vaias. Ele tentou, parece que quatro vezes. Quando conseguiu cantar, não conseguiu! Não conseguia sequer ouvir a música dos que o acompanhavam. (Ah e a música era de protesto, envolvendo futebol; acha pouco, quer mais? pois tem, estava o país na longa época da ditadura, e dizem que a coisa era muito sombria e pesada) Pois a turba, a horda, a malta, insana e desrespeitosamente, não deixou ele cantar, aí ele chegou ao limite. Nosso Kurt Cobain fez isso:
sergio_ricardo_violando.jpg
Primeiro quebrou seu violão. Primeiro – quebrou – seu- violão e só depois …
Agora, me digam, o próprio júri estava num fosso- sim senhor, naquele fosso onde ficam as orquestras, tá lembrando?- protegendo-se daquela multidão ameaçadora (EU JÁ VI ISSO NA INTERNET, isso de turba ameaçadora, sei como é), o rapaz queria cantar, não deixavam, impediam um direito, não deixavam, tantas eram as vaias. E ele nem era presidente de nada… Queriam ganhar no berro, só pode. Comprovem aqui.

Homem não chora/por fim da glória/ Dá seu recado enquanto durar sua história.

Fico pensando, até hoje: ninguém ouve mais falar de Sérgio Ricardo. Fora o YouTube procurei no Imeen, no Snips, no Odeo e nada. E eu ouvi músicas dele, que um namorado e amigos mais velhos me mostraram . Entrei em Listas de Discussão, (ah! sim, duas somente, e das quais saí por vontade própria, está nos arquivos) e achei que ele é um senhor talento. Gostei imenso.
Mas, será que o esquecimento foi por causa desse gesto? Ou ele também foi vítima do efeito-sem estrela, que também fez com que um país inteiro esquecesse do grande Sidney Miller, que, anyway, teve sua música em parceria com Nelson Motta, “defendida” por Elis Regina: O Cantador.
Vou colocar aqui algumas músicas. Entre manjadas, conhecidas e desconhecidas. Mas eu pergunto: você já ouviu falar de SIDNEY MILLER? E aí conta pra gente, por favor?
Pois é! e o III Festival de Música Popular Brasileira fez 40 anos.

“Those were the days”

(*) violadada, como marinildada.

P.S.1- A Elis, uma Rainha: foi ela que – depois de o Sérgio Ricardo ter dado a violãozada naqueles antipáticos – o abraçou e o confortou. Gooollll! Ponto para Elis.
P..s.2- A Elis e a Rita Lee. ficaram anos sem se falar , se reconhendo uma à outra como sendo de ‘tribos’ antipodas. Daí, quando a Rita Lee foi presa por porte maconha e tudo o mais ficou, claro, incomunicável, um absurdo. Mas um dia recebeu uma visita de quem, quem? isso, adivinhou. Da Elis Regina, que só ela tinha poder para quebrar incomunicabilidades ditatoriais. Ficaram amigas íntimas e quando nasceu o segundo filho de Elis, uma menina, Elis batizou a filha de Maria Rita, em homenagem à Rita do mesmo nome.
“Those were the days”
****
And these are the songs:-))
1-
Ponteio -Edu Lobo/Marilia Medalha- Momento4uatro
2-
O Cantador – (Dori Caymmi/Nelson Motta) -Elis Regina (Thx, Carlos)
3-
Alegria, Alegria (Caetano Veloso) Caetano Veloso e Beat Boys (what?)
4- Domingo no Parque – Gilberto Gil) com o autor e Os Mutantes.
É bom que saibam que o som não está limpo: as gravações foram ao vivo e tudo foi gravado por causa de um senhor Andre Midani, que era dono ou coisa semelhante de uma gravadora. Que faria mais tarde o Phono 72 ou 73 -sempre tentando reviver a atmosfera do “Festival (is) da Record”, mas sem sucesso) Never more!
Bônus Extra Festival mas também de ooooutros festivais:

Tony Tornado BR-3

Amigo é pra essas coisas. Que claro, claríssimo é de Silvio Silva Jr e e letra do inexcedível ALDIR BLANC, salve, salve.! Um absurdo! essa música é o máximo.- com o glorioso MPB4 que mesmo com problemas, ainda existe , claro, claríssimo, de novo. (Ó, faço tudo para fazer direitinho pra vocês, queridos, mas isto é um blog, tenham isso em mente. Agora, o que (me) salva são os *MEUS AMADOS LEITORES, especiais, especialíssimos. Meu orgulho.
Obrigada, Fausto. )
Obrigada (sorry) ALEX CASTRO.;-)

O Radical Rebelde Revolucionário – livro do Alex aqui. ;-)
[alterado]

Sobre sub rosa
The most of all things and persons in the entire world drives me *flabbergasted". That includes me.

27 Responses to Festival da Record: 40 anos e o violão de Sérgio Ricardo (updated)

  1. Eu vi isso. Tinha 10 anos… Passou mil vezes na TV e eu ficava indignado com o quebrador do violão. Não conhecia o Pete Townshend…

    O motivo da vaia “ensurdecedora”? Dizem, dizem que era a ruindade da canção. Será?

    Excelente post, Meguita.
    Besos.

    =-=-=
    Milton !!!!!!!
    Ueba!!!!
    Legal você aqui. Obrigada, a-do-rei!
    Primeiro que tudo, deixa eu dizer que o Allan disse que só vai te chamar de Mirtillo, que é um tipo de cranberry , eu ainda disse para ele, que não etc..mas ele falou que ia. Então, eu deixei…;-))) Foi ou não foi, Allan?

    Segundo que tudo: Hahahahah!!!! Ai, ‘calaro’, né Milton, aos 10 anos tu querias já ter conhecido a Modesta Proposta do Swift:-). Claro que era a gravação.

    Terceiro que tudo: Iiiiissssooo, isso mesmo, O Pete Towshend! Tá vendo? É o que sempre digo: Nossos brasileiros são melhores e o que é ainda melhor são precursores hohoho!!!!! – A-do-rei essa elmebrança! Tanto que coloquei no post;-)

    Agora, vamos lá, pras coisas que eu não sei;-) num sei não, mas não devia ser a ruindez, nem a ruindade da música, porque se fosse, Milton, presta atenção, se fosse, eles deixavam cantar e depois vaiavam, não aplaudiriam, jogavam coisa etc… Não tô dizendo que a música seja uma maravilha, mas maninho, vê só: nesse Festival tinha… *RONNIE VON* Helowww!!! preciso concluir meu pensamento?
    Bom, pode ser, não é?
    Mas acho que esse será um daqueles casos insolúveis e imexíveis. Se cristalizam, as pessoas acham que o cara era doido, mas a pressão, ó! E ao se tentar explicar , quem explica não dá conta, mas o que acha do meu argumento? Se lá!

    Querido, bom, magnífico é estares de volta e fi-nal-men-te, vires aqui neste *modestíssimo* e encolhidinho blog;-)
    COTÉ RECLAMAÇÕES:
    Olha fiquei triste pois não me incluíste na categoria dos INSONES e bem sabes que sou insone para dedéu!
    Mas…;-(((
    ;-)
    Beijões
    Meguita

  2. Meguitar,

    Vossuncê’squeceu de outro que gostava de soltar uns “cabongues” por aí, o indefectível Pete Townshend do.. o quem mesmo?
    Muito oportuno o post e bacana as fofocas de bastidores, não parece que o Sergio Ricardo e o Simonal foram relegados a certo ostracismo por vias tortas? um pela direita desinformada e outro pela esquerda policialesca?

    Lembro de ter visto quando criança esta cena da violadada (uma gravação, of course) e de ter dado boas risadas com meu irmão por causa do insólito.

    A gente era tão inocente que eu ficava lendo e relendo a passagem das Minas do Rei Salomão em que estava escrito “bosta fumegante dos elefantes” – e no colégio de padres, passávamos o livro por debaixo das carteiras, até um infeliz rir mais alto e ser pego em flagrante – pode? Até hoje rio sem controle quando, mesmo nos programas humorísticos imbecis que grassam por aí, tem algum esquete com flatulência – não sei se é caso para análise, nem que seja clínica.

    E voltando à Record, ainda bem que a atual está deixando a fase “Fala que eu te escuto” de lado.

    beijo

    ps: será que hoje a Rita Lee, ouvindo a Maria Rita, se sente ainda homenageada?

    =-=-=-=
    Antes de responder, claro que mais munição, por pessoal que quer me internar.
    Tô morta de rir;-)))) O que é cabongue;-)) Hahahahah! Olha s letras saem de acordo com o *sacudir das risadas* (achei esse isso interesante. Estranho.
    Bem, vamos lá:
    1- esqueci dos chefão dos *Who mesmo?* hahahah. Meda!
    2º ponto: eu acho sim, acho mesmo. E gostei bastante dessa comparação. Porque olha só: o Festival acabou, a festa acabou, muita água passou debaixo da ponte, até a TV Record acabou. Agora, os dois não levantaram a cabeça.
    No caso do Simonal, putz, o cara fez, aconteceu, mas era uma coisa mais paroquial, ou seja, ele foi punido pela clase artística, não mais. Foi uma censura!
    Que fique claro que não minimizo dedurismo, se houve.
    Todo mundo teve uma oportunidade, eu acho que é a máfia da esquerda(?) do pessoal da música. Falei máfia mais no sentido de esprit de corps, a *festividade* dessa gente é uma arte. Eu imagino. O homem morreu e nada. Não há sentido nenhum nisso. Seremjuízos e senhors do destino de um homem, não, não tenho estômago pra isso. Tomara qe eu esteja errada.
    E no caso do Sérgio Ricardo, não sei explicar, não sei mesmo, sabe por que? Quando aconteceu isso, ele já era conhcido. Já tinha gravado o Zelão (nem tente saber, vc é muito jovem para isso). Tinha uma posição política definida. Já tinha gravado discos e …
    Como eu era muito menina e lia livros e não revistas;-) nunca vi ninguém levar a sério. Explicar a sério
    Sei lá!
    Tomara alguém venha e expliqe pra gente.

    Agora quanto ao seus ataques de riso por escatologias, bem uma dama não comenta, mas está muito em moda.
    Sabia quem é o homem da hora? É o Borat. O Ali G. . Minha nossa, o cara só fala nisso, m,as o tempo todo, com todo mundo. É tão exagerado que dá para rir sim. e eu que ria escondido agora estou me liberando, seguindo conselho da minha psi.
    Mas o pior é que estou me apixonando por ele. E ele está casado com aquela menina Isla Fisher (olha o nome) que é a garota do Scooby Doo.
    Que também não é outra que não a baixinha do filme Wedding Crasher que era taradíssima;-) Penetras Bons de bico.
    Eu realmente vou me internar, olha do que tô falando agora:-)))
    beijos
    M.
    ****
    P.S finalmente: a resposta para a última pergunta é um entristecido mas firme Não! Ponto.
    Anyway: eu v o DVD da Rita Lee e acho que ela ainda tá uma brasa;-)
    beijocas
    M.

  3. ops, o Milton foi mais rápido na alavanca da guitarra.

  4. aninha-pontes disse:

    Não sou profunda conhecedora do assunto, só sei que vi, ouvi, acompanhei, sem me envolver.
    A época era a minha, mas era um alienada no assunto.
    Só mesmo o que estava gritando na época, vi.
    Os nomes, todos conhecidos, mas infelizmente não cheguei a viver a situação.
    O motivo? Nenhum.
    Beijos meu bem.
    =-=-=
    Aninha, minha amorinha.
    Que bom você estar sempre aqui.
    Obrigada, minha linda!
    Obrigada, mesmo
    Mas olhe só: isso não era para entender. Nem há causas ou motivos.
    Na verdade, tudo isso é show bizz. O show não pode parar.
    Eu que não tendo capacidade pra fazer coisa mehor, faço essas coisinhas com gosto e jeito de Museu.
    Olha, passei lá no Meu Jeito de Ser e fico boba com tanto asunto importante.
    Imagine que ontem escrevi nos comentários do Lord que não sabia o que comentar. Ou seja, deixei um não comentário;-)
    E, uma amiga minha me perguntou algo imagiando que eu era expert e minha cabeça parecia de cmento armado:-)
    Vá se entender, não é?
    Peça por mim ao seu grande Amigo.(Aquele lá de cima;-0]
    Um beijão, minha flor.
    Meguita
    E obrigada. Muito, mesmo

  5. Eduardo disse:

    Meg, puxa!!! Esse post pegou fundo no assunto. Foi longe e profundo.
    Estou irritadissimo com essa turma dos “10 anos, não me lembro, não vi, não tinha nascido…”

    Eu assisti e me lembro perfeitamente de tudo, em detalhes, porque curtia adoidado esses programas da TV Record.

    Mas tudo que vi e ouvi esta no seu delicioso texto. Nem precisava ter visto. Lamento ter na época mais de “10 anos…”

    Beijos

    (;-))
    =-=-=
    Hahahah
    Eduardo, seu comentário está uma maravilha!!!!!
    Absolument délicieux;-)))
    É por isso que eu nunca tenho menos de 350 ou 716 anos
    .
    E fiquei impressionadíssima com o meu amigo Fausto Rêgo, cujo blog eu aconselho veemente mente:
    o UMORE MIO http://umoremio.blogspot.com
    Ele diz – no seu Auto-Retrato:
    Eu estou entre Sócrates e Raul Seixas que dizia eu nasci há dez mil anos atrás;-)))
    Eu a-mei!
    E falo neses assuntos todos, e adoro.
    Mas a questão mesmo é que tudo e em tudo a gente vê datas comemorativas etc etc…
    Eu, que tô meio devagar quase parando aproveito o mais fácil.

    Agora nada me faz rir mais e ficar mais feliz do que ver uma explosão da santa ira ou ira era santa.
    Adorei.

    Um beijo meu querido e Obrigadíssima.
    meguita

    Estou caprichando na chapa do Chapa:-)

  6. Juro que pensei que tivesses horários diferentes, não sabia que era insônia.

    A propósito:

    Salve
    (como é que vai?)
    Amigo, há quanto tempo
    (um ano ou mais)
    Posso sentar um pouco
    (faça o favor)
    A vida é um dilema
    (nem sempre vale a pena)
    Pois,
    (o que é que há?)
    Rosa acabou comigo
    (meu Deus, por quê ?)
    Nem Deus sabe o motivo
    (Deus é bom)
    Mas não foi bom prá mim
    (Todo amor um dia chega ao fim)
    Triste,
    (é sempre assim)
    Eu desejava um trago,
    (garçon, mais dois)
    Não sei quando eu lhe pago
    (se vê depois)
    Estou desempregado
    (você está mais velho)
    É,
    (vida ruim)
    Você está bem disposto
    (também sofri)
    Mas não se vê no rosto
    (pode ser)
    Você foi mais feliz
    (Dei mais sorte com a Beatriz) <—- (Inesperada mudança de tom!!!!)
    Pois é
    (vivo bem)
    Prá frente é que se anda
    (Você se lembra dela?)
    Não me apresentei
    Minha memória é fogo
    (e o l’argent?)
    Defendo algum no jogo
    (e amanhã?)
    Que bom se eu morresse
    (pra quê, rapaz?)
    Talvez Rosa sofresse
    (vá atrás …)
    Na morte a gente esquece
    (Mas no amor a gente fica em paz)
    Adeus
    (toma mais um)
    Já amolei bastante
    (de jeito algum)
    Muito obrigado, amigo
    (não tem de quê)
    Por você ter me ouvido
    (amigo é pra essas coisas)
    Vai
    (toma um Cabral) <—- a menor moeda da época
    Sua amizade basta
    (pode faltar)
    O apreço não tem preço, eu vivo ao Deus-dará.

    Autoria? Música de Sívio Silva Junior com letra de…. de… de…. de…..Al…. dir…. Blan….. c! Canta, MPB-4, ao menos aqui em casa.

    Meg, a música do S. Ricardo já tinha sido executada nas eliminatórias. Quando começou o show das doze classificadas – ela pegou o 12º lugar – o pessoal teve um ataque coletivo.

    Besos.

    ====
    Mas ele veio muito portenho.
    Linda a letra não é?
    E veja só não sei bem qual é música mais antiga que faz esse diálogo na letra.
    Não falo nas duplas etc.
    Mas eu lembro muito da música do Paulinho da Viola
    Olá
    Tudo bem?
    Tudo bem eu vou indo
    Correndo pegar meu lugar.
    Me perdoe a presa (ai isso é tão lindo quanto)
    Aquela da conversa enquanto o sinal (semáforo para os paulistas e paranaenses;-) está fechado, sabes, lógico.
    —–
    E quem é o Silvio Silva, que por sua vez é filho de outro Silva Silva, pra mim , isso é pseudônimo:-)
    Mas que sei eu?

    OK.
    Mas então, Mirto, não reconheces, nenhum, nenhum valor no Sérgio Ricardo?
    E depois, vem cá: que ameaça aos 3 primeiors lugares pode fazer alguém que ficou em duodécimo (woo-hoo!) lugar, que justificasse aquele impeachment;-)))
    Putzgrilo!, cara!
    Tua informação só me deixou mais *bolada*
    Beijocas

    P.S, Sabes sim,sabes, sim, senhor, que sou insone;-)))
    Não queiras minimizar tua culpa. Anda, reconhece . E diz que te sentes culpado por me relegar ao ostracimo, diz!
    .-o)))
    beijos, camabalache, tango ou Joni Mitchel!
    Meguita

  7. marilia disse:

    Bom dia ,Meg.
    minha primeira visita, e de cara esse belo “resumo” deuma época que vivenciei com muita energia e da qual tenho grandes e boas lembranas.
    Assistir aos festivais era como assistir final de copa do mundo!
    Bela coletanea de musicas, e ótimas referencias.
    voltarei mais!
    um abraço e bom dia!
    =-=-=-=
    Ô Marília: que coisa mais deliciosa ver você aqui, finalmente.
    Tenho, sempre que posso, ido ao seu blog, e no blog da Aninha Ferraz, vi fotos da sua menina, linda, linda.

    Olha só, vc foi a autora do melhor, melhor mesmo, melhor resumo sobre essa época:
    “Assistir aos festivais era como assistir final de copa do mundo!”Per-fei-to!
    Putzgrilo, Marília, digo publicamente: eu adoraria , adoraria dizer essa frase que realmente traduz o espírito de uma época!
    Maravilha de síntese.

    Ah! não deixe de vir mais aqui;-) Nem sempre vou poder ir lá mas vou sempre que puder.
    Faça do Sub Rosa, um extensão do seu, da sua casa.
    Beijos de boas-vindas
    Meg

  8. Ery disse:

    Meg, ler este post foi como voltar no tempo em viagem fantástica que reativou tantas lembranças de uma fase maravilhosa da geração que vivia a juventude dos anos 60.

    Foram interessantes alguns aspectos dessa história dos Festivais da Record. Além do particular já mencionado por você – o fato de que a Globo não era esse polvo de hoje -, dois deles sempre me chamaram a atenção. Primeiro, a forma de se fazer e apresentar música era na raça e na coragem, sobretudo com inteligência porque era preciso ter algumas preocupações com o sistema dominante.

    Daí foi possível ver “monstros surgindo da lagoa”, como Chico, Caetano, Gil, dando um verdadeiro banho de jogadas fenomenais, e como um drible no futebol, eles deixavam a censura para trás.

    Segundo, aqueles Festivais se projetavam para o interior do Brasil. Como no rastro de um cometa cultural, muitas cidades organizavam seus festivais locais (lembro de pelo menos dois na região do litoral do meu estado), onde se abriam as oportunidades de expressão artística e cultural, movendo e agitando a juventude que gostava muito mais de música do que dos absurdos sintéticos das gerações atuais.

    O MBP4, dos grupos que acompanhavam os concorrentes, foi o que mais me impressionou. Aquela harmonia vocal, marca registrada, foi algo que ninguém nunca mais conseguiu fazer igual – ouçam “Roda Viva”, do Chico Buarque. Você me fez lembrar o momento em que estive mais perto deles (já nos anos 70) ao assistir a peça musical “Bons tempos, hein!”, do Millor Fernandes. Aquela apresentação, o texto fabuloso, de época, deveria estar registrada em vídeo em algum lugar (eu o tenho impresso). Seria a melhor forma mais ilustrativa de fazer as atuais gerações entenderam o que era o Brasil.

    Quanto ao Sérgio Ricardo, acho que ele deu azar: não era fácil agradar quando se tinha concorrência ao nível dos principais compositores daquela época. Mas ele foi corajoso; só isto é um bom motivo de tese.

    Meg, querida, não vou me estender ais porque já abusei. Só quero acrescentar que você fez um post antológico. Parabéns. Beijão.

    =-=-==
    Ery, querido:
    Claro que você não abusa, muito pelo contrário, seu comentário lê-se com prazer e deleite.
    Magnífica contribuição que deveria ser elevada à condição de post.
    Aliás, elevada, não, porque sabe-se, todos sabem, que o melhor de um blog 99% das vezes está nos comentários.
    Não importa quantas pessoas venham: sem deixar um comentário é como se não viessem. É como se não existissem.
    Gosto de usar uma expressão, que adaptei de alguém que, sinceramente não lembro, pois o crédito é todo do autor:
    “O comentário é o salário não-venal, não-pecuniário (nem sei se tem esse hífen) de quem faz o blog.”
    In fact, it is priceless!
    É o provedor de alegrias, já que se coloca num blog um esforço do afeto.

    Um grande beijo para vc e me perdoe se demoro tanto a ir lá, mas tenho algumas limitações, e quando vou, desconto e “desforro” o tempo que não fui.
    Obrigada também, pela generosidade em vir. Não posso passar sem sua leitura e sua rica presença.
    Com um beijo muito, bastante, emocionado
    Meguita.

  9. Eduardo disse:

    Meguita, obrigado pela dica do Fausto UMORE MIO.Ótimo.

    Beijosssssssss

    =-=-=
    “Num” disse?
    E eu sou lá de indicar alguma coisa que seja menos que maravilhosa?;-))
    Nasci com esse dom, Eduardo. Modéstia às favas, eu tenho o *gift*
    Quando digo que é bom é porque é maravilhoso.
    Equando não é bom, eu fico calada.
    ;-)))

    Beijos valendo mil
    Meguita

    P.S. Se prepare, na CHAPA!;-)

  10. Fausto Rêgo disse:

    Antes de mais nada, obrigado ao Eduardo e à Meg pelas boas palavras. Agora, direto ao ponto:

    – a letra de “Amigo é pra Essas Coisas” é, sim, do craque Aldir Blanc (bom de bola). Parceria com o Sílvio Silva Jr. O disco é este: http://cliquemusic.uol.com.br/artistas/artistas.asp?Status=DISCO&Nu_Disco=2915

    – o velho MPB4 ainda existe e continua trabalhando, apesar da lamentável divergência que resultou na saída do Ruy (e que foi parar na Justiça, como se pode ver em http://www.vnet.com.br/ruyfaria/textosaida.html).

    Beijos e abraços!

    =-=-=-=-=
    Huntin’ down!
    Repórter é repórter.
    Primeiro que tudo: O Lord ( http://broken-pottery.blogspot.com ) linkou o UMOREMIO, e olha, ele só linka o que gosta.
    Então tenho meus auto-retratados, perfeitamente conectados.
    =-=-=
    Agora (a)os fatos:
    Bem, primeiro uma de bastidores, agora, que graças ao nosso bom Pai, Amigo e Irmão , o Aldir e o João Bosco, *PARECE* que voltaram a compor juntos, depois do autêntico casamento que durou *ages* e nós dele nos benficiamos, pois bem, parece que era um sofrimento, um era Vasco e outro era Flamengo… Eu não entendo nada de futebol, mas acho que o Botafogo é o melhor, pois campeão desde 1903 e o Mario era Botafogo e um bando de gente boa é Botafogo. Mas se vc disser que é pra torcer pra outro time, pode dizer que eu serei a mais fiel das torcedoras: *num vu*, eu mudo!

    Claro, né? Pra dar um resposta desse tipo, aliviando minha solene (você sabe o que)… Ai, Fausto, a Diretora teve a quem sair.
    Vou ver qum ficou no lugar do Ruy, que parece esteve bem mal….
    Mas primeiro vim responder e depois é que vou lá.
    Um GOOGLE de Beijos para você, meu Amigo queridíssimo de SEMPRE!!!!!
    Meguita

  11. Meg, querida,
    Tanta coisa pra comentar… Se você tem toda a idade que você revelou eu tenho mais, bem mais de mil anos. Vivi tudo isso. Assistíamos (e quanta saudade!) aos festivais da Record juntos, na cama dos meus pais, em família. Cantávamos tudo, torcíamos, sabíamos as letras de cor.
    Temos que entender a posição de Elis relativa à Tropicália. E eu sempre justifico qualquer coisa que a Elis tenha feito. Não foi um movimento fácil de ser aceito assim de imediato. Era muito diferente e, principalmente, politicamente não aceito na época da ditadura. Poderia ser considerado como uma fuga às canções de protesto, que denunciavam e lutavam contra o que estava acontecendo. O Tropicalismo era mais irreverente na forma, no gesto, menos no conteúdo político. Lembro que Caetano e Gil foram considerados pela esquerda da época como reacionários. A Elis era uma espécie de porta voz dessa esquerda.
    Agora o que me comove mesmo, sempre, é ouvir falar de Ray Douglas Bradbury. Cresci em meio aos contos, o velho era principalmente contista e admirador do Bradbury, li quase tudo que ele escreveu. Esse marciano fez minha cabeça. The Illustrated Man marcou-me profundamente. Mesmo contos menos apreciados, como Os Exilados, onde ele homenageia seus escritores preferidos, me encantaram. Bacana saber que você está trabalhando sobre o cara.
    Grande beijo

    =-=-=-=
    Puxa, Lord, como vc (não, talvez) sabe eu ontem ia mandar um email para você.
    Mas a prova de que eu estava mesmo mal -(agora já estou no caminho do BEM;) – é que parei no meio.
    Vamos lá que são duas coisas que muito me interessam;-)]

    1- Sobre idade não falemos, sigo a minha querida godess Danuza Leão: mulher que revela idade é capaz de qualquer coisa!! hohoo. Quando eu fizer 70 anos , o que está beeeeemmm longe, escrevo um livro e digo. ;-))

    2-De fato eu não assisti não. Mas também não foi por causa de idade, afinal de contas aos 13 anos li O Processo de Kafa, e tipo assim, com dez anos, fugi de casa e assisti dois filmes: um era o bendito Cidadão Kane, e via uma pessoas dizerem aaah! e eu apertava os olhinhos para ver porque eles idiziam e a outra é quando alguém ria, e eu achava que não era para rir. E o outro foi , por incrível que pareça: “Chico Viola não morreu”, -não digo que tudo comigo começa pelo mais simples? – olhe o filme – e logo ao chegar, tive um ataque qualquer de indisposição, ou de gripe ou whatever, o que sei é que era fraquinha, desmaiei e fiqui séculos sem ir ao cinema, pois achei que era castigo divino, por ter fugido. Ou seja o Chico Viola (who?) morreu e eu quase.
    ===
    3- Entendo isso que diz da Elis. Sabe, Lord, sou a pessoa mais parcial do mundo. Que graça teria se não fosse?. Meus amigos podem ter defeitos, afinal onde está escrito que por ser meu Amigo ou amiga, ou Amigoa, por via de transusbstanciação, eles deixam de ser humanos e passam a ser perfeitos. Sempre acho que as pessoas *devem ter um motivo*. Ponto final. Não é condescenência, não é cumplicidade. Quem não entende isso não está preparado para a grande arte da Amizade. E daí o porquê de eu ter tão poucos Amigos:o( Como diz meu afilhado blogal e Amigo: “Sé lá ví”

    De modos que eu meio que entendo vc explicar a Elis. Eu fico meio de lado, pois a *grandeza dos grandes* muito reside na capacidade de ver mais além. (Como diz o filósofo Paulinho da Viola: “A vida não é só isso que se vê/ é um pouco mais/ que os olhos não conseguem alcançar…” ) Mas a justiça me leva a acrescentar até mais coisas em relação a ela. Um amigo meu, explicou-me com uma certa indignação, que os anos de chumbo não foram *moleza*, não. E acho que foram tempos em que as pessoas pisavam em terreno minado. Respeito isso. E obrigada, achei muito bacana sua explicação. Embora eu já tenha alcançado o tempo em que Caetano cantava “It’s a long way/ it’s a long way, its a long way”.

    =====
    Agora chegamos ao que me fascina também Estou completamente apaixonada pelo Bradbury, mas de paixão mesmo. Paixão vital. E no email eu ia mandar um doc, que já coloquei na internet. Bradbury está mais vivo que nunca, é ativo e factivo, comparece à discussões em Universidades, discute não só seus livros mas as obras de outros autores. Lord, eu jamais vi num escritor um amor e um respeito tão excepcional pelos livros. Você tem razão, no que diz respeito a Os exilados”. E à literatura. Os escritores, em geral, não lêem. Está recebendo as *flores em vida*: é sempre premiado, sempre lembrado. Eu me filiei a uma coisa desas de admiradores dele.
    Lamento e me envergonho profundamento, mas nunca enfatizarei isso, o suficente: LAMENTO E ME ENVERGONHO PROFUNDAMENTE de não ter lido antes as obras de Ray Bradbury.

    Agora, no que estou escrevendo, eu abro um capítulo especial para as pessoas que nos orientaram, as pesoas que depertam em nós a atenção e o gosto de ler o que é importante, o sentimento special de dividir com outros seus achievements.
    No meu trabalho comparo esas pessoas a Virgílio orientado Dante Aliguieri.
    É só o que posso dizer, chiaro;-)) mas fico embevecida em saber que temos esse gosto. Que partilhamos uma predileção.
    Não li o que fala, no momento estou penando, dicionário na mão para comer “golden apples of the Sun’ que está no Body Elecrric , porque achei – não que seja chatice da minha parte, mas achei que devia ler em inglês, mesmo. E devoro as The Martian Chronicles. Puxa, saber que leio e amo o mesmísimo livro que Jorge Luís Borges leu e amou e lhe dedicou um Prologue.
    Oh boy!
    E o que é melhor, a medida que o tempo passa ele fica melhor. Agora é preciso ler com olhos e mente. Meu “Virgilio” no caso, foi impecável.
    Ah, sim, mas também é preciso retirar o pó da mentes em relação ao que sci-fi, n’é?

  12. Vivina de Assis Viana disse:

    Meg,

    com seu post, revivi tudo o que vi milhares de vezes. Nunca perdi um segundo de nada!
    Não posso deixar de te dizer que NARA LEÃO é a cantora que mais ouvi – e ouço -, e foi ótimo descobrir que você a distingue.
    Também não posso deixar de te perguntar: Você conhece “Pois é, pra quê?”, de Sidney Miller”? Conheça.

    Beijo “anos sessenta”,

    Vivina.

    Para não perder o ritmo:
    ===========
    QUEREMOS VIVINA BLOGUEIRA DJÁ!!!!
    VIVINA BLOGUEIRA!
    CADÊ O SEU BLOG, VIVINA
    !
    =========
    RESPOSTA:
    Vivina, querida.
    Sabe que eu tenho uma tese?
    Os anos 60 (os sixties) no Brasil aconteceram na década de 70!
    E, cada vez, acho mais, vc não acha?;-)

    Os hippies brasileiros que conheci eram todos ripongas dos 70;-)

    Agora, querida, vc tocou (um dos vários) meu fraco:
    Música e Sidney Miller!
    Querida, sou louca no Sidney Miller e recordo sim que havia disco do Sidney Miller na minha casa.
    Mas aí ele morreu e foi esquecido.
    Faço um trabalho contra o esquecimento!
    É verdade. Tenho artigos “escondidos” na Net, vou procurar um que escrevi em relação á cantora TEREZINHA DE JESUS,(que não se perca pelo nome). Ela gravou de Aldir Blanc e Abel Silva até o que vc possa imaginar.
    Mas só e conhecida em em rodas restritas.
    Quem sabe vc conhce.
    Ana Terra , a compositora, respondeu a esse meu *artigo, digamos*,
    Mas, durou o empo de uma flor.
    Então, tanto persegui pessoas, desde que li seu comentário, que consegui não só o Pois é , pra quê? E outos.
    E eu que só conhecia Maria Joana… que eu achava que era do Gilberto Gil. Putz! informação é como oxigênio.
    VIVINA, QUERIDA !!! – (na etiqueta da Internet escrever assim em caixa alta é falta de educação e sugere que se está gritando. Bem, pode ser, no meu caso, eu uso para enfatzar.
    VIVINA, cada comentário seu é um flash!;-))
    Se vc não vier com o blog, eu não respondo aquele email lindão , que é uma das minhas riquezas, sim senhora!
    Veja o quanto faz por mim!
    Beijos de tiadoro
    Meglyn
    Bem anos sessentíssimos, OK!

    E VIVA NARA LEÃO!!!!!!
    =======
    QUEREMOS VIVINA BLOGUEIRA DJÁ!!!!
    VIVINA BLOGUEIRA!
    CADÊ O SEU BLOG, VIVINA
    !

  13. Eduardo disse:

    HOJE É DIA DE BLOGAGEM COLETIVA :

    LIBERDADE PARA MIAMAR

    Bjs

  14. alex castro disse:

    muito obrigado!! adorei!! vc é linda! mas meu nome é alex… ;)

    =-=-=-=-=
    Putzgrilo, Alex. Perdão!
    Também, vc não lê o Sub Rosa;-) e dá nisso;-)))
    Sem contar, as mudanças, não é;-)))
    Mas eu devia ter sido mais antenta
    Só que, confesso, estava “drogada”;-)
    hohoho
    Desculpe, sim? Lamento
    Meg.

  15. Magaly disse:

    Ah, esta minha amiga enciclopédica! Este post é uma página de enciclopédia, sim, e os comentários, notas valiosas de pé de pagina.
    O tempo dos festivais! Nunca vai se reproduzir coisa igual. Vocês eram pré-adolescentes, eu já ia arrastando o meu primeiro filho já pré- adolescente. E não havia ninguém mais enlouquecido que eu, garanto. Tanta coisa pra ser lembrada dessa época! As músicas vitoriosas do Chico, as letras cifradas para driblar a censura. Era tudo tão emocionante. A voz de Nara, a atuação de Nara, Nara anterior a seu tempo!
    Boas lembranças de um tempo social e politicamente conturbado.
    Beijocas

  16. rose marinho prado disse:

    Nem sei o que dizer…Com o tempo direi…Beijos

    =-=-=-=
    Ahá!
    Nada disso.
    Por favor diga.
    Por impedimento técnico não tenho ido visitá-la minha linda.
    Diga *SEMPRE* o que tem para dizer: eu adoro
    Nós adoramos

    Mas fique certa que adorei você ter vindo e escrito.
    Vc é um anjo.
    Um beijo
    M

  17. Carlos disse:

    Acorrigindo um: O Cantador é de Dori Caymmi e Nelson Motta; o Sidney concorreu com A Estrada e o Violeiro, “defendida”, como se dizia na época, pelo próprio e pela Nara, ganhou prêmio de melhor letra.
    Acorrigindo dois: Disparada é do Festival anterior, dividiu o primeiro lugar com A Banda; em 67, o Vandré trocou o campo pela estrada (“Sou chofer de caminhão”) e não pegou nem placê.
    O lance da Elis (melhor intérprete, com o Cantador) é mais complicado, e a “passeata contra as guitarras” é anterior ao Festival, era contra a Jovem Guarda (mas a Elis depois levou o Roberto Carlos ao Fino da Bossa…). A “violada no auditório” é mais complicado ainda, o próprio SR admite hoje que a(s)apresentação(ôes) dele foi(ram) catastrófica(s),
    Nara era um caso à parte.
    No mais…
    “O autmóvel corre,
    a lembrança morre.
    O suor escorre,
    molha a calçada.
    A verdade na rua,
    a verdade no povo,
    a mulher toda nua,
    mas nada de novo.
    A revolta latente
    que ninguém vê
    nem sabe se sente,
    pois é, pra quê?”
    (São 72 versos…)

    =-=-=-
    Vergonha! Vergonha! Vergonha!
    Quanto erro!;-)))
    Putz,
    Só não entendi porque o “acorrigindo dois”: Eu falei em Disparada?
    Diga logo, onde, para eu corrigir, sim, por favor?
    Obrigada,
    Um beijo

  18. Carlos disse:

    Ah, sim. Essa é – pelos padrões sidneymillerianos – até curtinha:
    “Chegou a hora da escola de samba sair,
    deixar morrendo no asfalto uma dor que não quis.
    Quem não soube o que é ter alegria na vida
    tem toda a avenida pra ser muito feliz.
    Ah,
    arrasta a felicidade pela rua,
    esquece a quarta-feira e continua
    vivendo, chegando.
    Traz
    unido o povo cantando com vontade,
    levando em teu estandarte uma verdade,
    seu coração.
    Vai,
    arrasta a bandeira colorida,
    pede passagem pra viver a vida.”
    Gravado – claro – pela Nara.

  19. Sophia K. disse:

    Carlos
    Esta musica que voce escreveu (muito linda) eh que ganhou a melhor das letras?
    Estou bem curiosa a proposito de Sidney Miller que nao percebeu logo para mim ser um autor etrangeiro.
    (pardoe meu portugues-brasileiro)
    E ao final, Sergio Ricardo eh bom ou não eh bom cantor e autor?
    Catastroficas? O que quer isso dizer?

    Maria se tem musica de Miller pode colocar para ouvi-la?

    Gosto desses comentarios.
    =-=-=-
    Chegou a mandatária da nação;-)))
    Ok, Sophia, linda. Vou colocar para você a música cuja letra o Carlos já “colou”. É imensa.
    Obrigada , Carlos.

    Olhe só, em São Paulo, que é ralmente uma terra à parte, existe um sebo de discos. Cahamdao SEBO de ELITE.
    Acho que iria virar uma gravadora, enfim, não sei, estou, agora muito longe.
    Mas realmente é lindo. Que talento, o Sidney Miller.
    Eu, espero que a Vivina não se espante: acho que ele tem muito, mas muito mesmo com o Chico.
    Não sei explicar a diferença;
    Mas acho que a pricipal é de Fate, destiny, fado, sorte, estrela. O que seja!
    Um beijo aos três.
    Outro a todos.

    Obrigada pela alegria que me dram.
    Hoje estou muito sensível.
    Obrigada.
    M.

  20. Carlos disse:

    Sophia, a música do comentário # 18 é Pede Passagem; a do # 17 é primeira estrofe de Pois é, Pra Quê, mencionada pela Vivina no # 12. A letra de A Estrada e o Violeiro (essa eu vou ter que “colar”, é sidneymillermente enorme), é um dueto, o Sidney cantando a parte do violeiro e a Nara, a da estrada:
    “Sou violeiro, caminhando só
    por uma estrada, caminhando só.
    Sou uma estrada procurando só
    levar meu povo prá cidade e só.
    Parece um cordão sem ponta,
    pelo chão desenrolado,
    rasgando tudo que encontra,
    a terra de lado a lado.
    Estrada de sul a norte,
    eu que passo, penso e peço
    notícias de toda sorte,
    de dias que não alcanço,
    de noites que desconheço,
    de amor, de vida e de morte.
    Eu que já o corri o mundo
    cavalgando a terra nua
    tenho o peito mais profundo
    e a visão maior que a sua.
    Muita coisa tenho visto
    nos lugares em que eu passo,
    mas cantando agora insisto
    neste aviso que ora faço:
    não existe um só compasso
    pra contar o que eu assisto.
    Trago comigo uma viola só
    para dizer uma palvra só,
    para cantar o meu caminho só
    porque sozinho vou a pé e pó.
    Guarde sempre na lembrança
    que esta estrada não é sua.
    Sua vista pouco alcança
    mas a terra continua.
    Segue em frente, violeiro,
    que eu lhe dou a garantia
    de que alguém pasou primeiro
    na procura da alegria
    pois quem canta noite e dia
    sempre encontra um companheiro.
    Minha estrada, meu caminho,
    me responda de repente,
    se eu aqui não vou sozinho,
    quem vai lá na minha frente?
    Tanta gente e tão ligeiro
    que eu até perdi a conta.
    Mas lhe afirmo, violeiro,
    fora a dor, que a dor não conta,
    fora a morte quando encontra,
    vai na frente um povo inteiro.
    Sou uma estrada procurando só
    levar meu povo prá cidade só.
    Se o meu destino é ter um rumo só
    choro e meu pranto é pau, é pedra, é pó.
    Se este rumo assim foi feito
    se aprumo e sem destino
    saio fora desse leito,
    desafio e desafino.
    Mudo a sorte do meu canto,
    mudo o norte dessa estrada,
    que em meu povo não há santo,
    não há força e não há forte,
    não há morte e nem há nada
    que me faça sofrer tanto.
    Vai, violeiro,
    me leva pra outro lugar,
    que eu também quero
    um dia poder levar
    tanta gente que virá
    caminhando, procurando
    a certeza de encontrar.”
    A Estrada e o Violeiro está no primeiro LP (epônimo) do Sidney, lançado em 1967 pela Elenco. Saiu em CD há alguns anos, boa sorte tentando achar.
    Em tempo: existiu um compositor / arranjador estadunidense chamado Sidney Miller; nada a ver.

  21. Vivina de Assis Viana disse:

    Meg, querida,
    estou sempre voltando por aqui, e acabei encontrando os comentários do Carlos, que percebo meu irmão musical. Posso dizer isso a ele?
    Só falta, além da paixão pela Nara e pelo Sidney Miller, uma fixação em Paulinho da Viola. Será ?
    Beijo

    =-=-=-=
    QUEREMOS VIVINA BLOGUEIRA JÁ!!!!

    Minha linda:
    Diga sim, diga para ele, faça tudo o que quiser.
    Desde que blogue;-)
    Falando nisso, quem tem fixação pelo Paulinho da Viola sou eu.
    Mas lhe mandei um presente. veja lá!
    Um beijo.
    Meguita

    QUEREMOS VIVINA BLOGUEIRA JÁ!!!!

  22. Pingback: Um filme, links importantes de Eduardo Lunardelli: gifts galore! « Sub Rosa (flabbergasted) v.2

  23. Carlos disse:

    Tardiamente: Vivina, Paulinho é um dos meus “ídalos” musicais (e “íconos” pessoais). Desde os primevos tempos de Zicartola, Rosa de Ouro e Voz do Morro.
    Quando eu crescer, quero ser.
    O Sidney foi meu colega de colégio, contemporâneo, coetâneo e chapinha, donde aí não vale, sou suspeito…

  24. Vivina de Assis Viana disse:

    Não menos tardiamente: Carlos, por que será que a gente fica rindo à toa, quando descobre cultuar os mesmos ídolos cultuados por alguém que a gente nunca viu, nem, talvez, venha a ver?
    Fiquei rindo atoa quando li, aqui no Sub-rosa, que você era da minha turma, isto é, da turma da Nara e do Sidney Miller. E tive Uma intuição: esse cara deve gostar do Paulinho. Não deu outra. Agora, a pergunta que não quer calar: Lupiscínio Rodrigues também???
    Você foi colega do Sidney Miller onde, na Bahia?
    Conheci a Nara pessoalmente, conversei com ela após um show, aqui em São Paulo, chegamos a nos escrever.
    Paulinho eu conheço, mas ele é tímido, eu, mais ainda, não rende muito. Melhor ouvi-lo, e isso eu faço desde o Zicartola, Rosa de Ouro, tudo igualzinho a você.
    Obrigada pela resposta, e um abraço musical,
    Vivina.
    PS: Meg, obrigada pelo espaço, e por “Filosofia”, com o Paulinho, no outro post.

  25. Fabio disse:

    Salve.

    Tenho um bloguinho novinho ainda, mas que vai aos poucos crescendo em meio ao caos de textos conectados apenas pelo meu gosto um tanto errático. Uma das séries de pequenos textos que fiz foi sobre o Festival de MPB de 1967. Coloquei os vídeos das seis músicas mais interessantes (para o meu gosto) e comentei cada uma.

    Entre as idas e vindas das minhas pesquisas sobre o Sérgio Ricardo, vim parar aqui no seu blog. Uma coisa puxa outra, outra puxa uma, acabei fuçando mais uns textos seus e gostei do que vi. Neste nosso mundo que por vezes parece tão chato e igual, sempre fico feliz quando encontro o diferente que considero semelhante a mim. Viva a afinidade de gostos!

    Se você permitir, gostaria de colocar um linkzinho do meu blog para o seu, naquela coluninha reservada aos blogs que considero interessante, sejam de pessoas que conheço pessoalmente ou não.

    (O excesso de diminutivos foi quase proposital: pintou uma lembrança forte do Vinicius enquanto eu escrevia.)

    Valeu.

    =-=-=-=
    Valeu, Fabio.
    Vou voltar pra responder ese belo comentário.
    Nem imagina como fiquei feliz.
    Beijão
    Meg

  26. Hocaet disse:

    Pois é…

    Belo espaço para se discutir a essência de fatos.
    Alguém poderia dizer : isso é história.

    Quero apenas dar uma contribuição…

    Estive com Sergio Ricardo duas vezes. Uma no Rio, quando (descaradamente) pedi-lhe um autógrafo. Ele me olhou com cara de mau e perguntou: porque devo dar autógrafos?
    Respondi: Você canta o que penso. Ganhei o autógrafo.

    Outro momento foi em Vitória. Parece que o cara se lembrou de mim( será pretensão minha?). Conversamos em uma roda de amigos e êle a certo momento se declarou de s.. cheio com essa coisa de cantar pra burgueses que fazem protesto de apartamento ( não sei o que quer dizer isso).
    Coincidentemente ele foi se apagando a partir daí. Mas o cara é de fato um ” Sr. Talento”.

    Desculpe haver entrado sem ser convidado, o fato é que gostei do nível do blog.

    Abraços

    Hocaet.

  27. Osvaldo Afonso disse:

    Desculpem a intromissão, mas as vaias, no festival, não eram para o S. Ricardo…. eram para o juri que havia desclassificado uma musica anterior.
    Quando mencionamos os festivais da Record não podemos deixar de lado autores como: Torquato Neto ;Capinam; Macalé entre outros.
    O trabalho do Sérgio Ricardo é ímpar.

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