O Círio de Nazaré, em Belém do Pará. o culto, a festa.

Esta foto sempre esteve linkada ao Flickr. Mas é necessário dizer que o fotógrafo é um moço bastante gentil, chamado Bento Peck (Sua página no Flickr é esta. Clique).

=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=
O Círio de Nossa Senhora de Nazaré, em Belém do Pará ( sempre no segundo domingo do mês de Outubro, sendo portanto uma data móvel) é uma das mais belas e fenomenais manifestações do culto e da glorificação mariana que, como se sabe, existe desde a mais remota Cristandade.
Tal culto em Belém é caudatário da da tradição portuguesa e um dos mais importantes fulcros de manifestações para conhecer o quotidiano de um santuário e analisar as motivações dos peregrinos nas suas relações com o sagrado, as suas formas de organização, pode ser encontrado aqui. CLIQUE. Sim, é do ano 1337 e é em (ou na) NAZARÉ, município, concelho, de Portugal
Sim, é tudo muito, muito antigo em sua origem. E é quase certo que manifestação como a de Belém, do Pará, não há outra igual. Mas temos também o nosso belo começo:

Tal começo pode ser lido aqui neste post, parte de uma série que está sendo feita pela querida (foto)jornalista e professora Luciana M. Rayol, do blog Cintaliga , a quem sou triplamente agradecida. Ela faz um convite que não é só um convite, é uma CONVOCAÇÃO. Em caráter mandatório;-). Para que, nós, paraenses, façamos posts sobre o Círio.
Devo dizer que desde 2001 – o começo dos blogs para quase todas as antenadas, ok, desculpem, pessoas no Brasil – sempre fiz posts sobre o tema. Onde quer que eu estivesse, esse segundo domingo de Outubro era impregnado de recordações imprecisas, mas fortalecidas pela distância e aguçadas… ah! uma coisa que talvez muita gente não saiba: morando no Rio de Janeiro, os paraenses têm e fazem um singelo, mas muito contrito Círio particular, saindo da Igreja (be-lís-si-ma) de Nossa Senhora de Copacabana. Não se preocupem, que chorávamos todos, telefonávamos uns para os outros e lembrávamos, principalmente – pra que mentir? – a culinária majestosa e absolutamente inimitavel, única , (unique) a nossa. O espírito de tolerância e fraternidade, claro, a união no exílio, qualquer que seja o tipo, e que, aliado à memória gastronômica, fez ser chamado o Círio, de o Natal dos Paraenses.
Posts sempre houve, mas com algo a considerar:
A consideração: Eu passei cerca de 15 anos morando fora de Belém e do Pará. Alguns fora do Brasil. Mas desde 2001, este sentimento que descrevo acima virou post nos meus blogs. Em todos e sem faltar um único ano, faço posts sobre o Círio, não só como paraense – felicíssima que sou por sê-lo – mas também como observadora da manifestação em seu aspecto antropológico: a pedido de uma jornalista conceituadíssima a professora Regina Alves, escrevi um texto que considero mediano, sublimemente modesta que sou;-) para o Jornal O Liberal, quando este lançou um vídeo, muito bonito sobre o Círio) . Não sei se houve outro.
A FESTA
Mas reparando bem, o Círio é uma festa e uma festividade. O conceito de *FESTA* (quem não lembra das comunas francesas… bom, lembra de ter lido, claro;-))) ] é muito forte do ponto de vista antropológico e do ponto de vista histórico, uma vez que não só comemora, mas re-memora, instrui, ensina, reforça, revive. Ajuda a traçar perfis sociais e também as práticas e ritmos festivos. Transfere um legado.
O antropólogo,professor Isidoro Alves escreveu uma tese que se tornou a referência fundamental dos Estudos sobre o Círio: O Carnaval Devoto.
Tal expressão foi retirada do livro de Dalcídio Jurandir – que ganhou nova edição – o que foi objeto de maciça divulgação no Sub Rosa – O livro é o “Belém do Grão Pará”. Parece que Dalcídio também foi descoberto antes pelos paulistas: a jornalista Elis Marchioni tem um site desde 2000 sobre Dalcídio. Por favor desculpem a digressão.(*)
Porém, sempre gosto de citar uma pessoa por quem eu tenho a maior admiração. Ela é de São Paulo: Rita Amaral. Ela tem site (tá bom, sítio) e é conhecida mundialmente. Ninguém entende de *FESTA* – festividades, tombamentos, procissões, festejos , incluída já a Festa do Círio de Nazaré – mais do que essa moça, Rita Amaral. Saravá, Rita!.
A Rita Amaral é t.u.d.o e quem quiser pode baixar o e-book da maravihosa.;-)
E para confimar ainda mais esse caráter, fora das tão mal-queridas “hostes” acadêmicas, a Escola de Samba Unidos do Viradouro – olha que chique: fez seu Enredo assim Pediu pra Pará, Parou!..Com a Viradouro Eu Vou/Pro Círio de Nazaré! . E vejam que já era o remake de um antigo caranaval de um ano que não se sabe bem qual. (Estão me dizendo aqui, que ninguém mesnos que ELZA SOARES era a “puxadora” do samba.!;-). Olha, gente, puxa ,eu, francamente, não sei o que vocês querem de mais maravilhoso, mais posh , mais rock, mais chique, mais fino e mais tudo o mais – do que o Círio de Nazaré. Nazaré rules!!!
AUSÊNCIA
Então, meus Círios, nesses 15 últimos anos sempre foram festas (?) de ausências. O momento de relembrar quem estava no passado e agora não mais… , quem foi, quem voltou, quem saiu, quem sempre esteve lá. Os afastamentos, os auto-exílios; os voluntários , ou os nem tanto… A vontade de, asistindo, a cobertura feita pela TV e pela Internet, “no ano que vem eu estarei lá”. Ou a luta íntima: nunca mais vou ver minha terra. Sim, realmente, O Círio é uma festa poderosa, notável , e como toda festa pode ter seu lado de alguma tristeza, mas não amargura. Sempre haverá aqueles para quem se prepara ou os que nos preparam *a festa da vinda*.

FINAL
Agora uma coisa também importante, em 99% das fotos do Círio, observa-se que há um mar de mãos levantadas dirigindo um pedido para a Virgem-Santa. Aclamam, louvam, mas também pedem , imploram e esperam pela Graça. Uma bênção especial. Uma casa , um emprego, a saúde, uma cura…

Não posso omitir um caráter secular da festa: à medida que o tempo passava, o Círio se tornou uma manifestação política, de ‘politicagem’ mesmo. Cheguei a ver governadores, prefeitos, de épocas tão distintas, tipo assim os do clã Barbalho. E os que eram seus adversários. Todos na *berlinda* Nada contra. É comum em todos os lugares que conheço ou não, manifestações como essas servirem de vitrine para políticos. Oh! e como!
Este ano que vou passar aqui, soube que mais ou menos 20.000 (vinte mil) funcionários públicos “temporários” com mais de 10, 15 e até 24 anos de serviço serão demitidos – vapt! assim se dissolvendo no ar – de seus empregos. Perderão seus direitos adquiridos, não importando o tempo que serviram às Instituições e ao povo. Fico boba! Só uma coisa já dá para perceber a gravidade do fato: 24 anos de serviço (e de trabalho) jamais serão recuperados e são anos que contam para uma aposentadoria que periga estar perdida.

Obviamente este não é um post político, mas também é, porque tudo , *T*U*D*O* na Vida é político! E então, esses vinte mil pares de mão(s) – de paraenses- estarão, com certeza mais que absoluta, dirigindo-se, mãos levantadas, à Maria de Nazaré.
*****
P.S. Luciana – eis o meu post. Obrigada pela lembrança e Parabéns pela iniciativa. Luciana também me pediu para que lhe enviasse, caso encontrasse blogs paraenses (?) ou de paraenses que, por mais que vocês não acreditem, a maioria deles data de menos de um ou dois anos. OK, Conheço praticamente todos. Alguns, que estão aí no sidebar, são bons. Ou muito bons. Em muitos deles o Sub Rosa “foi” (foi, entendem;-)?) linkado. Outros nem sequer souberam de sua existência;-) Mas os melhores, conheciam;-) Agora é bom saber que muitos desses blogueiros são a favor da medida. Agora são, antes, não eram. Se é que eu me faço clara. A lei é de 1988 com efeito retroativo a 1983 e por minhas parcas sabenças em termos de contas, pelo menos 4 ou 5 governos e respectivas Câmaras de Vereadores, Deputados etc passaram ao largo da questão . E agora, Santa?!

******
Nota: (*) A propósito de Dalcídio Jurandir, autor da expressão *carnaval devoto* e grande militante político, leiam aqui, caso desejem: Sub Rosa- Louca por Dalcídio (em 2002) – Não deixem de ler os comentários, principalmente os professores ou alunos de Universidades;-) –
Já a querida Elis Marchioni *ROJAS*;-)- no seu “Louca por Dalcídio”, aqui, aqui desde 2000.
*******Música sobre o Círio e sobre Belém*******
1-Salomão Habib, um dos mais sublimes violonistas que já ouvi. Mas eu não conto. Que sei eu? 1
*
2
Aqui outro Sebastião. Este já “der Meister Sebastião Tapajós” acompanhando Jane Duboc (ambos acompanham-se) em Bom dia , Belém! Um poema de Adalcinda Camarão, musicado.
2-

*
3-
E mais o Habib! Oráculo. Que ganhei de presente. Obrigada. Este é o CD CORDA&FÉ

Sobre sub rosa
The most of all things and persons in the entire world drives me *flabbergasted". That includes me.

28 Responses to O Círio de Nazaré, em Belém do Pará. o culto, a festa.

  1. Magaly disse:

    Meggy
    Está soberbo este seu sexto post sobre o Círio de Nazaré. A cada ano, ao repetir o tema, torna-o novo, tal a tessitura que vc elabora em cima das variações que o tema oferece. Neste de agora, além de galvanizar a fé do paraense na festividade descrita, vc toca em implicações políticas que afetam um segmento da sociedade local, fala da saborosa e especialíssima culinária paraense, traz-nos os deliciosos violões que lhe acompanham o ritmo e o entusiasmo de boa filha da terra e ainda premia nossos ouvidos com a cristalina voz da Jane Duboc.
    Resta-nos entrar no espírito desta festa mágica e dar brados e vivas às comemorações do Círio de Nazaré .

    =-=-=-=
    Minha garota linda e preferida!
    Os violões eram pra vc e o Claudio, que são os músicos que entendem de tudo, com chiqué ;-) e refinamento.
    Eu me contento com Paco de Lucia, mas vocês não:-)
    O Mirto,também, vamos ver o que ele vai dizer.
    Sempre faço um post *quieto*, lembra, in my way!
    Mas ontem não pude resistir (e quem poderia ) ao pedido de Lu, a Luciana.?

    Mas quero vc aqui pra dizer um virundu.
    É logico do Hino Nacional, pois eu sou bobinha e não vou muito longe:
    Numa pasagem diz: “Verás que um *filho teu* não foge à luta”, não é?
    Pois bem, um amigo meu cantava: Verás que um *FILISTEU* não foge à luta:-)))
    Hahaha, agora espere que o Lord é bem capaz de trazer mais um:-)
    Ah, diga lá, Maga:-)
    Tô precisando de um carinho seu, minha flor. Hoje o dia foi barra!
    beijos da
    Sua
    Meggy

  2. Luciana disse:

    Quero lembrar que em 2005 fiquei sabendo que vc era de Belém justamente quando me deparei com seu post sobre o Círio… Eu já lia seu blog, mas pensava que vc era de São Paulo. :)
    Obrigada, Meg. Extremamente informativo e com o bom gosto de sempre o seu texto.
    Sexta, quando falar nas comidas típicas, vou linká-lo.
    Beijo.

  3. Meg, querida,
    Devo não nego, pagarei o auto-retrato encomendado asap. Sempre que vejo as festas do Círio de Nazaré comovo-me, são lindas. Tenho uma relação carinhosa com o Pará. Lady Cordélia tem sangue paraense pelo lado materno.
    Você bem sabe o fascínio que tenho pelas palavras. A primeira vez que ouvi falar em círio fiz confusão. Achei que eram os cabelinhos dos olhos de Nazareth. E ficou. Confundi durante muito tempo círios com cílios. Só hoje, agora, depois de ler seu post, concluí que círio devia ser alguma coisa, ter algum significado menos infantil do que eu havia adotado. Fui ao dicionário, meu grande amigo. Aprendi que círio é uma grande vela que se carrega em procissão. Vivendo e aprendendo.
    Grande beijo
    =-=-=-=-

    Hahahah!
    Puxa, Lord:
    Risos à parte, aliás, gargalhadas à parte, vc tem razão: não está explicado no post, o que vem a ser o Círio, e círio.
    [(Só pra lhe contar uma: Estudei no melhor colégio de Belém (claro, a história é minha, o colégio tem de ser o melhor hohoho) o Colégio Moderno. E tinha uma colega de sala chamda Círia (de Nazaré Martins) Bessa. Círia Bessa!
    Eu, sempre inconveniente quando se trata de fazer perguntas;-) soube que o nome dela devia-se ao fato de ter nascido, claro num dia do Círio, yadda, yadda, yadda.
    Mas me impressionava muito, até hoje, é quando o/a professor/a fazia a chamada, eu entendia: “Siri à beça!!!!
    E imaginava uns siris (primos do caranguejo, Lord) já invadindo a sala de aula. Me dava uma agonia;-))]

    Mas, queria mesmo dizer que essa do CÍLIO, é um ótimo VIRUNDU (há até blogs, um do Inagaki que é só
    sobre virundus. Que, claro, todo mundo que seja escritor famoso sabe o que é. Eu adoro virunduns e meus preferidos são:
    “Elvira do Ipiranga…” E mais ainda um feito com o meu nome: *Meg* o seu amor/ e o seu carinho;-) Infame eu sei!

    São os famosos misheards. modengreen parece que começou por causa de um artigo de Sylvia Wright publicado em 1954, em que a bonitinha confessava ter entendido “lady Mondegreen” no verso (lyrics) de uma musica que dizia “and laid him on the green” (e o deitou na relva.) As you know. Na Internet há ou havia sites especializados em coletar coisas tipo *CÍLIO de Nazaré*;-) http://www.kissthisguy.com (da musica , letra do Hendrix) e http://www.theantsaremyfriends.com – este último por causa do James Taylor.
    E temos o ma-ra-vi-lho-so do Inagaki http://www.virundus.blogger.com.br

    Mas o quente mesmo é: http://www.kissthisguy.com/
    Daria um belo post. Embora já tenha o blog do Ina. Mas começamos a falar de Virundus quando ainda se chamamva *mondegreens* tipo asim, por volta de 1996;-)

    Volto paro trabalho e para minhas gargalhadas;-) Obrigada! hohoho.

  4. Eduardo disse:

    Assisti vários anos o Círio, quando morava em Belém. Festa de muita religiosidade e fervor!

    1000beijos

  5. Matilda disse:

    Ótimo post, Meg.
    Do Círio tenho lembranças carinhosas, povoadas de tortas de cupuaçu, de pato no tucupi, de ser dia de roupa nova, de ser pouco antes das cheias, da corda, da berlinda, do Hino a Nossa Senhora de Nazaré, de quem fiquei devota para sempre.
    “Ó Virgem Mãe amorosa, fonte de amor e de fé, dai-nos a benção bondosa, Senhora de Nazaré!”
    ‘E pelas estradas da vida nunca mais sozinha estive, comigo pelo caminho Santa Maria foi…’
    Tenho uma imagem da Virgem comigo desde que voltei de Belém.
    Um beijo e bom Círio para você, :)

    =-=-=-
    Tilda:
    Tenho a honra – concedida pela querida e linda Luciana M. Rayol do Cintaliga, que é paraense,
    de convidá-la para escrever um post sobre o Círio. Suas lembranças, enfim, as comidas, verdadeiros Babette’s Feasts.
    Tudo!

    Luciana me autorizou a convidá-la. Logo. É ir pro computador e mandar ver.
    beijos, querida.
    Sei que sairá um belísimo post
    Meg

  6. Luma disse:

    Meg, ouvi dizer que o McDonald´s em Belém fechou para o carrinho de tacacá da esquina.
    Maravilhosa essa valorização da cultura regional!
    As comemorações com certeza serão um sucesso! Infelizmente mais ou menos vinte mil pessoas não estarão plenas para isso!
    Beijus, Luma

  7. Hahahahaha!
    =O-)))))))))
    Pessoas queridas todas que já vieram e comentaram. A-do-ro! A-mo vocês. E respondo tudo, tudinho como vcs podem ver nos posta anteriores.
    Mas agora, não resisti;-))))e vou fazer uma revelação:

    O Poderoso Lord Broken Pottery. famosíssmo escritor (vou revelar a identidade dele no final – aliás todos sabem) ele adora, a-do-ra fazer isso comigo: quando sente que estou assim meio tristinha , de pescocinho caído . (E TAMBÉM QUANDO NÃO ESTOU) ele faz SEMPRE isso comigo:
    Uma conspiração para mandarem me internar;-)
    Hahahahaha!
    Os cílios de Nazaré:-)))))))
    Lady Cordélia, querida!!!!!!!! Socorra-nos!!!!
    Pessoas, claro que vcs não acreditaram, não é?
    Agora, Lord, vai ser muito, mas muito difícil superar esta. Eu du-vi-dê-o-dó!!!!!!
    Aliás tarefa difícil para todos.
    Pronto, já ganhei o meu dia!!!;-))))

    Um beijão para a querida Matilda, sim querida esqueci,
    vc já fez belos coments que retratam Belém com especial poesia.
    (Viu? é o *mal* de quem escreve *bem*) Vou falar com a Luciana;-)
    Obrigada Edu. Maga e Luma.
    Gente, eu não posso continuar escrevendo hahahahah
    Hahahahah
    Beijos.

    assinado
    Meg, com os cílios cheios de lágrimas de tanto rir.
    _____
    QUEREMOS VIVINA DJÁ!!!!
    QUEREMOS VIVINA BLOGUEIRA!!!!!!

  8. Saramar disse:

    Olá Meg.
    Gostei demais deste pos tinteiro, meio emocionado e ainda assim, cheio de coisas para aprender.
    Irei indicá-lo agora mesmo para um queridíssimo paraense perdido aí pelo Rio e que morre pelo Círio.
    Aliás, quem não morre?

    Perdoe-me a ousadia, mas gostaria de convidá-la para ler um pequeno poema de primavera no http://bloguesuite.blogspot.com/ que, além de bonito, tem músicas lindíssimas.
    Agradeço muito sua visita e comentário.

    beijos
    Saramar

  9. Meg,
    Quando eu era menino, só pra você levantar um pouco o pescoço, eu cantava… Sabe a música do Caymi?:
    “Ai, ai que saudade eu tenho da Bahia
    Ai, se escutasse o que mamãe dizia.
    Vem, não vai deixar sua mamãe frita (de fritar, viu?)…”
    Serve?
    Já cumpri minha obrigação, o auto-retrato está escrito.
    Beijo

    =-=-=-=
    Gente: (e também os não-gente;-)
    Vocês repararam a provocação, hein? Viram só?
    Ele, o Lord! fez o VIRUNDU e ainda …pra humilhar, explicou:-))
    Adorei, Lord.
    E eu que sabia tantos vejo-me reduzida a ficar com um olhar bobo e batendo a cabeça
    Mas tem a inesgtável fonte que é o mesmo o Hino Nacional:
    “Do que a terra margarida …(de mais garrida, viu?)
    ;-)))))
    Vamos, faça um postlá no Lord, pra todo mundo ir e escrever, porque vc sabe que se for aqu, nem a Aninha nem o Valter aparecem;-0)))))))))))
    beijos
    M

    P.S Caso eu demore demais a colocar um post já sabem: estou rindo ou com dores dde tanto rir.
    Vamos à “exitem se a LISTA” da Vivina que como já viram temos de dizer
    QUEREMOS VIVINA BLOGUEIRA DJÁ!

    Vivina, vc já viu o maior fã-clube que vc tem e teria mesmo se saber.
    Que bom que a Luciana querida revelou o livro seu e do co-autor e já sabemos que ele é blogueiro!
    QUEREMOS VIVINA BLOGUEIRA DJÁ!
    QUEREMOS VIVINA BLOGUEIRA DJÁ!

    Só tô pensando na Magaly e no Tecclaudiosound;-)

  10. Vivina de Assis Viana disse:

    Meg,

    já te disse, sou preguiçosa e desorganizada, pessoa boa pra ler, não pra escrever (diz-se “postar”, não é?) blogs… Seja como for, fico feliz que você me veja como alguém da tribo…
    Pra enriquecer suas histórias com o Lord: Quando eu era criança (também já fui, como não?), minha mãe, que gostava muito de cantar, vivia anunciando que
    Chiquita bacana, lá da Martinica, se vestia com uma casca de banana nanica. Até aí, tudo bem, fácil. A coisa se complicava quando ela dizia que Chiquita, além de andar quase nua, também era “existencialista, com toda a razão”.
    Pois bem. Eu tinha certeza de que minha mãe cantava “existem-se a lista”, embora não soubesse, com não sei até hoje, que linguagem e que lista seriam essas.
    Meg, falando sério, o “Cílio” de Nazaré, sempre tão longe daqui, faz parte da vida de todos. É comovente. Pela multidão, pelo rito, pela pompa, pela simplicidade. Pelas flores, milhares delas.
    Um dia -quem sabe? – ainda vejo de perto.
    Beijo da
    Vivina.

    =-=-=
    Obrigada querida!
    Emocionante comment.
    Vivina, a favorita dos BLOGUEIROS!!!
    Terei o (bom) senso de nada mais acrescentar a este comment *COMPLETO*!
    – claro a não ser as gargalhadas com o virundu *existem-se a lista* (de Lista, viu L.?) A-do-rei, e eu que pensava não haver virundu que eu não conhecesse. Não por imodéstia, mas porque imaginei que o assunto tivesse esgotado, viram?
    Apenas incluirei um de paulista , já que nenhum de nós é paulista, embora todos amemos São S Paulo, meu amor”, como se paulistas fôssemos:
    É a musica do Adoniram :
    “Era uma casa velha, um palacete a sombra dágua” hahahah – (Precisa explicar?) hein? De assobradado, viu?;-)

    Ah ! e um grande amigo meu dizia que quando criança ele ouvia dizerem Adoniram Barbosa, ele entendia “A Dona Iran Barbosa” esperava uma mulher aparecer e aparecia o Adoniram, o que sempre causou-lhe muita confusão;-)))

    No mais:
    =-=-
    QUEREMOS VIVINA!
    QUEREMOS VIVINA BLOGUEIRA JÁ!
    QUEREMOS VIVINA … QUANDO ELA
    QUISER,
    DESDE QUE SEJA JÁ!!!!!
    Isto é para ser gritado mentalmente como gritos de guera de PAZ ou palavras de ordem!
    beijos
    M.
    P.S Mas todos entenderam que fiquei nervosa de emoção e escrevi mais do que devia hoho

  11. Meg,

    descurpe a falta de contato, ultimamente estou merecendo um “cilício mais à ré” e, não bastasse, ando mais chato que pão sírio.

    Mas, como canta o grande Nelson Ned: “tudo passa, tudo passará” – passarins e passarão

    beijo

    =-=-=-=
    Ah! Claudio,
    Vc é duro, José, como diria o Carlos aquele;-)
    Tá roendo alguma coisa no coração?
    Vou fazer um post sobre o significado dessa palavra *ROER*;-)
    Mas, vc não perde a pose, não é?
    Boa! Boa!
    Sempre em “low profile and high style!!!!
    Valeu, afilhado.
    Cilício é das palavras mais lindas em qualquer língua: CILICE!
    E sim, nunca esqueço a lição desse grande filósofo Nelson Ned! Que uma grande filósofa que eu adoro me ensinou.
    Um beijo de todo o BEM do mundo, meu afilhado, querido!
    Madrinha

  12. nelson disse:

    Lindo post Meguita, e as musicas, ah as musicas, na primeira vez que ouvi estava pronto pra almoçar e lutei como um danado pra não comer soluçando de tanta emoção..até que as lagrimas de esguicho (Nelson Rodrigues espirito apropriado) cairiam bem, a comida tava insossa..rsrs
    Beijos e muito amor,

    =-=-=-=
    Querido…oh querido!
    Beijo
    Meguita

  13. Matilda disse:

    Meg, li agora a resposta-convite.
    Vou tentar, tantas lembranças do Pará, do Círio…
    Mando para seu mail, certo?
    Beijos, :).

  14. Meg querida, Belém do Grão Pará é um dos meus romances preferidos. O Círio passa pela janela de Alfredo, naquele casarão caindo aos pedaços.. coisa ótima de lembrar. E tem também os cheiros-cheirosos feitos pela Mãe Ciana – morri de vonatde de reler o livro agora. Mas, acredite, Meg, eu só conheço o Círio pelas leituras de Dalcídio, como posso? Prometo que no próximo ano eu dou um jeito de passar o Círio aí.
    Sobre os sites de Dalcídio, você se lembra do Semifusa Dalcidiana, que era hospedado no blogger.com.br? Pois bem consegui transportar todo o conteúdo para o UOL, antes do Blogger encerrar as contas dos não-pagantes. O Dalcidiana é composto de colaborações, clippings de mídia e tudo que sai sobre Dalcídio na web (pelo menos o que eu encontro). Ontem, saiu uma matéria no New York Times sobre literatura amazônica e já está lá, com Hatoum e Dalcídio.
    O visual do site é bemmm pobrinho, ainda preciso saber como tirar de lá e passar para um lugar mais bonito e com mais recursos:
    A Dalcidiana – http://elismarchioni.blog.uol.com.br/
    Site de 2000 – endereço ok! – conteúdo jurássico. Tentei corrigir, mas o UOL criou dois endereços. Então, o mesmo site mais atualizado está aqui:
    http://elismarchioni.sites.uol.com.br/

    Posso reproduzir este post no Dalcidiana?
    Beijos, com saudades.

  15. Alena Cairo disse:

    Estou rindo aqui também… :D :D :D

    Este Lord… comecei apensar nos virundus… hora destas eu posto ou também exijo! que ele faça o post para a gente comentar…

    Olha, Meguita, não conheço a festa aí no Pará, mas amei o post porque o link inicial me levou a Nazaré em Portugal. Fui buscar correndo minhas fotos e vou bolar algo legal aqui para prestar esta homenagem a vocês.

    Um beijo

    E nada desta greve acabar? (Sua carta vai virar relíquia para arqueólogos egípcios!)

  16. Alena Cairo disse:

    Faço coro: bloga VIVINA!!!

  17. Alena Cairo disse:

    Outro P.S. : comer sardinhas com todos assadas na brasa em Nazaré é um programa maravilhoso! Se a cervejinha acompanhar … (fiu, fiu!)

  18. aninha-pontes disse:

    Meg querida, você é danadinha né?
    Como assim que eu não venho aqui?
    Sabe, acho lindo essas demonstrações de fé do povo, talvez porque eu seja uma pessoa que têm fé, quando assisto algo assim, esse fervor todo, me emociona.
    Taí uma festa que eu gostaria muito de ver.
    Iria me sentir em casa, olhando para os olhos da virgem de Nazaré.
    Um beijo menina.

  19. Eduardo disse:

    Voltei para reler, agora com mais cuidado e atenção esse DEFINITIVO post sobre o Círio.

    1000 beijos.

  20. Júnia disse:

    Ei Meg, adorei os virundus! Todos! Quando mocinha, numa primeira aula de alemão (era leiga de tudo, não sabia nem como eram os tratamentos) vendo o professor chamar uma colega minha de Frau Miriam pra lá, Frau Miriam pra cá, achava que ela se chamava Fraumíria. E conversei com ela uns bons dias depois das aulas, chamando-a assim: Fraumíria pra lá, Fraumíria pra cá…
    Beijos! Júnia

  21. Matilda disse:

    Feito, já está lá, beijos, :).

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  24. SEBASTIANA FERREIRA DE ALMEIDA disse:

    Realmente fiquei empolgada com a festa do Círio de Nazaré ; tive lendo todos depoimentos gostei bastante. Quem sabe! No proxímo ANO estarei por aí.

    BAIXIO-CE.

  25. festas que eu sinto falta dai eu sou paraense torcedor leao arzul mandi umas fotos para mim eu moro tocantins gurupi ok3

    • sub rosa disse:

      Sigismundo, eu vou fazer o possível pra lhe mandar umas fotos e algumas notícias daqui de Belém. Minha família também torce pelo Leão – filho da glória e do triunfo, não é?:-)
      Aguarde.
      Um Feliz Círio pra vc, pois o Círio é um estado de espírito e deve alegrar e encher de fé o coração de todos. Em qualquer lugar que esteja.
      Um forte abraço.

  26. junior disse:

    MUITO MASSA

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