HQ e incentivo a leitura – Parte final (updated)

Pessoas queridísimas: Espero sinceramente que vocês, a esta altura do campeonato, não estejam achando essa questão boring to death. Mas, mesmo que estejam:-) dêm um desconto, certo? Pois tenho duas coisas maravilhosas para vocês, mas só depois de terminar esta série e .. ooooh! terminar aqui mesmo junto com o mês, certo? Tenho mais alguns (belos) depoimentos. Incluí dois.
Esta foi a pergunta principal, como (nem) todos já sabem:

“Você acha que história em quadrinhos (HQ) ajudaria as pessoas (principalmente os adolescentes) a lerem mais, (inclusive os clássicos, como Machado, Eça, e outros?)”

E aqui estão as respostas. Eu preparei um texto a respeito da questão em si, da situação editorial, comparei as edições populares, com as quatro obras er.. como se deveria dizer: ‘quadrinizadas’? (O neologismo existe já, ou…) “O Alienista“-Machado de Assis, “Memórias de um Sargento de Milícias“- rico e delicioso romance de Manuel Antônio de Almeida (que prima pela ridicularização do excesso emotivo e indispensável para quem quer saber a respeito do Rio de Janeiro Antigo e (na época) Imperial, e “O Cortiço“- Aloisio de Azevedo e mais A Relíquia – Eça de Queiroz – estes dois últimos altamente realistas/naturalistas) , mas, graças aos deuses, o abandonei, pois acho que eu só ia estragar tudo. Estou felicíssima de ter tido a idéia da enquete, aliás nem sei se a idéia é boa ou não, só sei que tive quase tudo, ao fazê-la. E, no fim das contas, convém não esquecer que isto é… um blog. Ri muito, muito, e muito logo com uma das primeiras respostas(e só Deus sabe o quanto eu preciso de uma folga e rir muito, muito, abençoados os que me fazem rir, porque tem muita gente irritante no mundo, não é?) e – engraçado – sabem que foi só a partir dessa engraçadíssima resposta que tive idéia de publicar?!? Pois foi. Aprendi demais, e me diverti imensamente com a correspondência trocada:-) Bom, nem vou falar mais. Asseguro que vocês irão rir no final e eu nem quero saber de mais nada. Só quero agradecer por ter amigos e colegas tão maravilhosos. E , uma vez que todos – à maneira do Monsieur Jourdain, no Bourgeois Gentilhomme, de Molière – somos filósofos ainda que sem nos dar conta, todos vão pressentir que nada é conclusivo, respostas são assassinas de perguntas. E o importante é sempre perguntar. Um beijo a todos. Ou melhor, a todos e a cada um, um beijo.

Comecemos, com as respostas, então:
1-“Maria Elisa.
Eu gosto sim de histórias em quadrinhos, desde a mais tenra meninice, e naquela época isto se chamava gibi. Uma alusão a um negrinho, que fora símbolo de uma revista em quadrinhos.Minha mãe não gostava não, destruía tudo que podia. Naquele tempo as casas tinham porões, e eu os escondia todos lá. Estragavam-se , claro, […] Os personagens que eu mais gostava[..] Mandrake, o célebre mágico criado por Phil Davis e ? (esqueci o nome agora). Outro era o Miudinho, um gigante com jeito de criança. Outro era o Brazinha, como foi apelidado aqui no Brasil. Também adorava o Pererê do Ziraldo, falo naturalmente da primeira fase, do começo dos anos 60.
Sim, os quadrinhos podem, mas não garantem, fazer com que os leitores passem a leituras mais profundas. E as adaptações servem pra fazer esta ponte. Mas não garantem que o leitor se interesse por leitura sem ilustrações. É muito provavel mas não é garantido. De qualquer forma é uma porta pra cultura, pois quadrinhos nada mais é do que literatura gráfica. O que mais acredito é que quadrinhos não dão cultura geral, mas cultura visual. Cultura geral é só mesmo com a literatura, quadrinhos tem a profundidade de um pires, salvo as exceções de sempre.
beijoão.-.
João Antônio Bührer– do blog Grafolalia.

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2-“Acredito piamente nisso porque inclusive foi o que aconteceu comigo. Recentemente escrevi um post sobre os meus livros prediletos e lá eu falei que tudo começou com as HQ.”
Yvonne
E eis aqui o post no blog da Yvonne.
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3-“Tenho minhas dúvidas, quanto aos clássicos Machado, Eça, etc. Acho que não. Mas, para despertar o interesse, para formar público leitor com certeza, sim.”
Valter FerrazPerplexo Inside.
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4-“Acho que sim. Meu filho leu “A Metamorfose” de Kafka e outros livros, gostou deles e depois foi aos originais.
Milton Ribeiro, blog homônimo
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5-“Minha idéia, Meg
Gostava de Luluzinha, lá pelos 7,8,9….Depois Peanuts.
Não acho que quadrinhos vão incentivar o pessoal pra leitura. A linguagem dos quadrinhos é pá, a literatura é pá tac tigum e etc.
Misturar linguagens? Bom, mas quadrinhos com literatura? Só se for o Macunaíma.
Creio que a fruição só virá quando o adolescente entender a linguagem verbal, trabalho com isso dia e noite. Quando entender a linguagem de Guimaraes Rosa vão que vão….
Ilustrar sim, quadrinhos, eu acho que nada a ver.
Eu costumo representar durante as aulas….ler com sentimento. Mas isso no começo , depois largo. O negócio é encarar a primeira dificuldade da literatura. Só assim vão crescer como leitores.
Quadrinhos seria um torrão de açúcar na boquinha dos ursinhos.”
Rose Marinho Prado. ( Aliás vocês precisam ver como a Rose escreve, principalmente nos profiles que ela faz de si mesma, no Ourkut e mesmo nos scraps, eu morro, morro, várias vezes, de rir, sozinha ou claro, quando dá, acompanhada :-))) E vou fazer um post só com os perfis da Rose. É fantástico, pois ela não precisa mais provar nada, é professora- excelente- há bastante tempo.
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6– “Se os clássicos fossem apresentados aos leitores, talvez sim, quem gosta de quadrinhos gosta da história, além dos desenhos, só que clássicos não vendem em bancas a preço barato e bem expostos, se tiverem conhecimento dos livros, talvez leiam sim.”
Matilda Penna
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7“Sim. Meu filho se interessou mais por leitura depois de se apossar de minha coleção de gibis.”
Sandra Pontes.
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8- Não consigo imaginar os grandes escritores em quadrinhos de uma forma que chame a atenção do adolescente, mas tudo é possível. E eu não entendo nada de adolescentes. :)
Palpiteira
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9-– “acredito que sim, pois é uma forma fácil de leitura e faz todo sentido na nossa sociedade baseada em imagens.”
Thas Fabris
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10 – “não”
Deusa Italiana:-)
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11- – “Quanto à terceira pergunta, não sei se consigo ser coerente: a leitura dos quadrinhos é uma leitura rápida; a imagem ajuda o processo de captação de idéias Pode, sim, induzir a uma curiosidade maior em relação a obras literárias, mas não de modo absoluto Tudo depende da fomação que teve, dos hábitos que formou.”
Magaly C. Magalhães- Blog “Eu pensando”.
(Nota: É preciso esclarcer que a Magaly, como sempre, culta que é, fez um belo trabalho sobre as HQ -brasileiras. É tão interessante o trabalho que, se colocado aqui, fugiria à idéia central do que se quer – e merece ser publicado isoladamente.
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12 – “Querida pessoa querida. Boa noite! Respondendo às suas perguntas:
1. Na minha infância, entre 10 e 14 anos, e também até os 16 anos, eu li, devorei como uma traça, revistas em quadrinhos como O Guri, Globo Juvenil, Histórias Maravilhosas e muitas outras em voga nos anos de 1940 a 1950. Ao lado de Monteiro Lobato, Jules Verne, Alexandre Dumas, os livros de Coleção Terra Mar e Ar, de aventuras de capa-e-espada, os livros de Tarzã, as revistas em quadrinhos tiveram um papel importante na minha leitura e posso dizer que, por intermédio do hábito de lê-las é que descobri os outros livros como os de Machado de Assis que li todos com prazer. […]
(Sim) Acredito que a história em quadrinhos pode ser um estímulo à leitura dos jovens, ainda hoje.
Antonio Augusto– que é tão “qu’rido” – meu adorável amigo lá do Orkut
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13 –:”Não sei. Talvez isso possa acontecer, se os desenhos forem apelativos. No entanto, acho que se corre o risco de, no caso dessa leitura não ser acompanhada, os adolescentes não tirarem proveito desse conhecimento com os clássicos
O’Sanji Lupuka – (Portugal), minha doce e linda O’Sanji. Obrigada, déa, diva;-)
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14-“Oi, Meguita querida,
“Claro que li, e muito, as HQ. Gibi Mensal, Globo Juvenil Mensal, e a grande expectativa dos imensos e os tão esperados albuns de final de ano; (preferidos)Tocha Humana e Centelha, Principe Submarino, o Namor, Fantasma Voador, que nunca vi voando, Quimix, Fisix e um outro que eu nem me lembro mais, Capitão América, Batman e Robin, Capitão Marvel, SuperHomem, e outros tantos,[…] Sem esquecer do Flash Gordon, seu Planeta Mongo, ….e tome recordações maravilhosas! […] Claro que acho , achava e acharei, importante as HQ´s. Se elas não serviriam para um input na direção de Machado e outros, o que mais?
Claro, tendo uma mãe que aos sete anos leu Os Lusiadas, isso tambem ajudou.”
Este é o meu queridíssimo Fernando Cals (ele é arquiteto) e podem me acusar de não ter critérios na pesquisa, podem, pois é verdade, dâhn! – Imaginem se eu ia deixar de publicar tudinho que ele mandou com esses nomes lindões que deixaram meus olhos redondinhos e arregaladíssimosss de admiração por esses nomes que os senhoritos e as senhoritas (uhuuu!) não se lembraram. Ou nem devem conhecer . Agora eu posso impressionar os meus interlocutores, certo? afinal, como eu digo sempre: isn’t that what a blog is for? – Obrigada, Fernando. Eu esperaria uma eternidade e mais dois dias, querido;-).
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15--“Sou louca por história em quadrinhos. Desde criança, com a Turma da Mônica e Luluzinha, até hoje, com as graphic novels de Will Eisner e tudo que Neil Gaiman faz.
*Luluzinha é um clássico, a ingenuidade das suas histórias ambientadas no meio do século passado me cativa até hoje. Toda a saga de Sandman, que está de novo nas bancas, em edições de luxo. Minisséries como Moonshadow e V de Vingança, lançadas nos anos 90, são ótimas de ler até hoje. E de vez em quando eu leio turma da Mônica, só de farra.
3-Sem dúvida. Uma nova roupagem dá nova vida aos clássicos, que assustam sim por terem o peso desse rótulo, a linguagem rebuscada e outro tipo de narrativa, mais lenta. A adaptação dos clássicos para os quadrinhos, quando bem feita, só tem a acrescentar a quem lê.”

A minha figliola Telinha, a mais linda e inteligente do mundo
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Recebi também estas respostas, da Nanda, do Idade da Pedra, que tem um CV riquíssimo e é também criadora de HQ.
“Quadrinhos não são apenas para nos fazer rir ou contar aventuras; também podem nos fazer refletir sobre muitos outros temas ( Comportamento, História, Filosofia…). Acho que, encontrando material com apelo aos jovens, sim – os quadrinhos poderiam ser uma porta para a leitura.
Viram só:-p. Nanda, querida, perdoe por eu editar tão impiedosamente o seu belo depoimento e suas criações. O “marrow” da questão eu encontrei aí e escolhi publicar isso.

16--“Respondo a 3 com um sonoro SIM. A história dos quadrinhos ja provou que o gênero pode ser sofisticado com grandes idéias e referências. A linguagem nos quadrinhos e dos quadrinhos pode ser forte o suficiente para instigar, provocar o jovem a outros vôos da imaginação, poderosos, inigualáveis e surpreendentes que o estigma da qualidade literária proporciona.
Nelson Porto. (entendi tudinho; uma pena não poder colocar todas as suas respostas, querido)
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17 – “Acredito que ajuda mais as crianças do pré-escolar a se acostumarem com os rituais (tais como virar páginas) e com a disposição da informação.”
Eu acho que nosso querido James, disse não à maneira dele:-)
Então, agora podemos fechar com esses dois depoimentos:

18Depoimento final:
“Olá:)
Eu adorava. Adorava mesmo ir em médicos e dentistas que tivessem revistinhas na sala de espera. Não sei se elas incentivam a leitura: eu lia tanto livros quanto revistinhas. Aprendi a ler aos 4 anos, portanto não me lembro muito bem dos meus primeiros anos de leitura.E pra mim eram dimensões separadas. Não sei muito hoje explicar como isso funcionava, pra falar a verdade. Porém acho que era importante, sim. Ler quadrinhos era muito rápido, portanto eu gostava especialmente em situações de espera, o que me mantinha sempre lendo. E havia em mais quantidade também, então eu podia pedir vários e ter sempre alguma novidade a mão. Eu não sentia reverência pelos quadrinhos, além do prazer de lê-los, e isso ajuda a eliminar o excesso reverência a qualquer leitura, o que eu acho importante para criar confiança no juízo particular a respeito do que se lê. Quadrinhos geralmente tinham humor, enquanto livros pra criança costumavam (pelo menos na minha época) ter um fundo moral mais evidente. O que é importante, acho, para o desenvolvimento do serzinho: ter senso de humor é sinal de inteligência, né não?
Depois tem a questão visual, eu achava um prazer ver os desenhos. Quadrinhos adicionam essa dimensão na crítica: você analisa tanto o texto quando to visual. Eu era fascinada por reproduzir os traços, imaginar como era possível fazer aqules desenhos, e além de ler as revistinhas eu tinha hobby de tentar desenhar igual, pra treinar….Eu gostava da turma da mônica. Achava os quadrinhos da disney muito confusos e prolixos, e achava o mickey especiamente chato. Gostava só do pato donald. Ódeo mortal ao gastão;) acho qeu sempre tive uma queda pelo lado loser da força…[…]”

Este é um trecho, apenas, é a minha amada Juliana que tem o texto literário mais cortante e forte de toda a blogosfera e olha que estou nela, daqui a alguns dias, entro no sétimo ano.
Ela é arquiteta, tem 25 28 anos e escreve como se tivesse, às vezes, a Idade da Humanidade.
**********

E agora, o texto final, que eu amei, do qual ri, ri, ri tanto, desculpem, não quero influenciar vocês, mas eu sou obrigada a dizer que esta resposta me fez rir muito, O autor diz que é a sério… Mas são abençoados os que me fazem rir… Parece que está faltando no mundo, coisas que, mesmo sérias, nos façam rir, não é?
Então, eu apresento a todos le grand finale:

Lord Broken-Pottery, que ‘reina’, eu disse ‘reina’ na blogosfera, pseudônimo do escritor Ricardo(Ramos) Filho, de tão nobre linhagem.
“Meg, querida,
É sempre um prazer responder a você. A questão, inclusive, me fez pensar, o que é bom.
Vamos às respostas:
1) Gosto um pouco das histórias em quadrinhos que já nasceram em quadrinhos. Embora não seja atualmente fã, li mais quando era menino, estou mais aberto àquelas que não são adaptadas. O Asterix, para dar um exemplo, me delicia, mas já nasceu quadrinho. Gosto do Fantasma, do… É até difícil lembrar exemplos. 2) Asterix, Obelix e Fantasma, sem dúvida.
3) Sou absolutamente contra. Considero adaptar clássicos para quadrinhos uma excrescência que deveria ser punida com pena de morte. É ato de mutilação da obra. Não acho que um adolescente leria mais Machado se lhe facilitassem o trabalho com HQs. Aliás acho que nada que é facilitado vale a pena. Sem suor não se consegue nada.”

Carlos, meu amigo, a quem fiz as perguntas, durante a elaboração de todos os posts, fez um aparente diálogo;-) (que também me fez rir) com Lord Broken-Pottery:
“He he. Eu não sou tão radical quanto o Ricardo, mas concordo que uma quadrinização, por si só, não vai fazer ninguém sair correndo para ler livros. E também sou contra a mania de “facilitar as coisas”. Mesmo porque uma coisa não substitui a outra.
No geral, quadrinhos tendem a estimular a leitura. Ponto. Daí a estimular a leitura de *livros*, quanto mais a de “clássicos”, já é outro papo.
Você não perguntou, mas eu acho igualmente inócuo, quando não contraproducente, *impor* a leitura desse ou daquele livro, desse ou daquele autor como *tarefa*, escolar ou familiar.”
*****
(*) Todos os grifos são meus.
Mais uma vez, agradeço a todos.
E quero fazer um agradecimento especial: Esta série, de algum modo, me valeu um prêmio – é como eu classifico o que me foi concedido. E que divido com todos.
O nomezinho do meu blog, aqui. Obrigada à La Insignia.
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UPDATE: A ne pas rater: O belíssimo post de Ery Roberto em seu blog Infinito Positivo.

Sobre sub rosa
The most of all things and persons in the entire world drives me *flabbergasted". That includes me.

20 Responses to HQ e incentivo a leitura – Parte final (updated)

  1. palpiteira says:

    E não é que eu tou na fita?! ;)
    Bom trabalho, MEGuita.
    Agora, conte o resultado.
    Beijão.

    =-=-=-=-=
    Palpi querida, foi até bom vc mencionar isso: os resultados não são para – necessariamente – serem contados: a pesiquisa ou equete não tem valor de amostragem científica, apenas rflete o que um grupo muito restriro, EMBORA IMPORTANTE, pos são os leitores do SUB ROSA;-)) pensam
    Muitos beijos querida e obrigadíssima.
    Meguita

    P.S: Ah sim, vc sempre está e estará na fita;-)

  2. Ficou lindo o seu trabalho.
    Foi gostoso ler as respostas de todos, o que pensa cada um deles.
    Eu particularmente acho, que as HQ é só um caminho, assim como a cartilha Caminho Suave foi a primeira a abrir caminho para a alfabetização, Mas não dá para ficar só nas HQ.
    É preciso usar todos os artifícios, para incentivar, para levar a criança e o adolescente a gostar da leitura, a se envolver, a querer sempre mais.
    Um beijo meu bem.

    =-=-=-=-=

    Aninha, você recebeu meus últimos pedidos para você, no nosso chat?
    Pois foi. Pedi pro Valter lembrar você.
    (Aliás, que coisa mais linda está o livro do querido Valter, não é?
    *****
    Meu anjo,
    Que resposta maravilhosa a sua: e, não por acso, eu penso igualzinho a você;-)
    Um beijo, minha linda
    Meguita

  3. Meg, comentar os comentários, uma tentaçãp. Mas o farei. Contento-me com o do Lord Caco: “Sem suor, não se consegue nada”.
    Um beijo, querida

    =-=-=-

    Valter , querido:
    É para isso mesmo que servem os sistemas de comentário, viu, meu caro escritor do livro do ano de 2007:-))
    Comente mais:-)
    Você também é favor da punição hahahah radical do Lord.
    Essa frase aí concordo e serve para tudo na vida.
    Beijocas
    Meguita

  4. aliki says:

    Pergunta boa, essa, Meg! Aprendi a ler com a Luluzinha e o Principe Valente. Eu tinha 4 anos, e queria saber “ouvir” as estórias lidas pela minha avó, até sem ela do meu lado. Ela ia apontando os quadrinhos e eu fui captando a relação. Agora, se eu aprendi a ler, minha filha, uns 30 anos + tarde, quis “apenas” desenhar com as HQ. A imagem era bem mais forte para ela do que a noçâo do texto. Acredito piamente que as HQ sejam um excelente meio de EXPRESSAO, de expressão artistica até, mas não necessariamente vehiculo exclusivamente literário. Bisous

    =-=-=-=
    Pois é , ma chérie: você além de jovem, ainda teve essa felicidade e riqueza que é ter uma avó que nos conte histórias…diferentemente de mim.
    Eu fui sempre criada com a história de que quadrinhos = coisa boa não pode ser:-) Lia escondido, claro.

    Agora o que aconteceu com sua “gamine” é a descoberta e o desenvolvimento de uma inclinação , um pendor. O que me falta e eu morro de admiração.
    Concordo INTEIRAMENTE com você. Mas sabe que a indústria edditorial, na suposição que exista uma no Brasil, o mercado editorial está investindo pesado nas quadrinizações. É uma tendência que não é nova.

    Um beijo para vc.
    Aguarde uma surpresa (adorei saber da gamine) e vou fazer um post sobre Caramel, ai…la cartoleria et papeterie Aliki est super!!!! a-do-ro!

    Agora quando fiz esses posts só lembrava de vc e do petit Nicolas.
    Ma parole!

  5. Yvonne says:

    Meg, pelo que pude ler das respostas, acho que todos nós devemos dar um grande viva aos gibis. Beijocas agradecidas por você ter mencionado o meu blog aqui no seu.

    ====
    Ora, Yvonne querida:
    é privilégio para mim, vc ter aceitado responder.
    Obrigada e um excelente fim de semana, minha linda
    Meguit

  6. sandra says:

    Belo trabalho, meu anjo. E parabéns pelo La Insignia. Mérito é algo que ninguém tira de nós!

    Beijão.

    =-=-=-=-=
    Minha flor linda:
    Como você está?
    Adoro quando voce vem aqui: vou lhe deixar um regalo virtual

    E vou contar meus últimos *sucessos* lá na nossa comunidade Sorvete na Testa
    hohoho.
    beijos, linda
    Meguita
    P.S. Vou te confessar: eu fiquei mesmo envaidecida de estar lá nos links da revita online La Insígnia, http://www.lainsignia.org pois ela superprestigiosa. Você foi um anjo por mencionar.
    Gente coisa é outra fina;-)

  7. Celia says:

    Meg:
    Adorei os depoimentos. Mesmo.
    Fiquei impressionada como surgiram tantas ideias. Tanta coisa que eu nunca havia parado para pensar.
    E nos, aqui, ao ler, achamos interessante a gradacao tanto dos que sao a favor e principalmente dos que sao contra.
    O Lord sendo a favor da pena de morte e voce dizendo que ele reina, me lembrou a Queen of Hearts, entao muitas cabeças vao rolar (rsrsrs)
    Mas ele nao deixa de ter razao; quadrinizar eh mutilar a obra: nao ha como ser diferente, pelo fato de que eh necessario comprimir. Afinal, como ler uma HQ de 300 paginas, por exemplo? Aih ia ser justo o contrario a HQ ficaria chata e nem leitura nem literatura.
    outra coisa, parabens pelo premio. Ambos merecem. :)
    küssen

    =-=-=
    Vou deixar ele responder;-))
    beijos e mais bejos.
    M.

  8. Duda Santana says:

    Para o Lord:
    Só queria lembrar que é melhor facilitar do que nunca ler. Existe na didática moderna instrumentos de facilitação da aprendizagem. E são utilizados com bastante êxito também nas ciências. A visualização de imagens torna o assunto mais atraente e auxilia a compreensão.
    abraço

  9. Carlos says:

    Breve adendo. “Clássicos” em quadrinhos estão longe de ser novidade. De 1941 a 1971 houve os Classic Comics (depois Classics Illustrated), que durante vários anos tiveram edições brasileiras pela EBAL – Editora Brasil América Ltda.. A ênfase era em narrativas “aventurosas” (Três Mosqueteiros, Conde de Monte Cristo, Robin Hood, Ivanhoé), mas também incluíam titulos como Moby Dick, Os Miseráveis, Tale of Two Cities – devidamente “juvenilizadas”, claro. De novo, não sei de pessoa alguma que tivesse saído correndo para ler os originais, mas pelo menos tomaram conhecimento de narrativas que não se resumiam ao sock bam pow. E havia uma diferença: os CI eram *revistas*, e portanto baratos, vendidos em bancas ao lado dos “comics” convencionais, e não, como hoje, caros álbuns vendidos em livrarias.
    Quem foi aos livros, fosse Tarzan ou Tolstói, Machado ou Giselle, A Espiã Nua Que Abalou Paris, Shell Scott ou Faulkner, teve (também) outros estímulos. A começar pela presença de livros em casa.
    Nas sábias palavras do grande pensador Mário Cantinflas Moreno, “una cosa es una cosa, y otra cosa es otra cosa”.

  10. Meg, querida, permita-me responder.

    Duda,
    Sinceramente não sei se é melhor facilitar. Nunca ler, é claro, seria uma pena. Talvez, pudéssemos chamar de facilitar, uma escolha mais adeqüada para a idade. Existem livros que são menos pesados, densos, mais fáceis de ler. Até aí eu concordo. Certos autores são para serem lidos depois que o hábito de leitura já se arraigou no indivíduo, mais tarde. Agora transformar uma obra em HQ para facilitar a leitura, considero burrice, crime, uma excrescência, como já disse. Concordo que tudo o que estiver ao alcance da didática moderna para alavancar a disposição dos meninos para a leitura, deve ser usado. Menos mutilar um livro.
    Abraço

    =-=-=-=
    Meu querido Lord, não queria eu outra coisa. Esperava mesmo por sua resposta, mas sei que você é Garfield, e se deixasse para segunda-feira aí é que não tínhamos resposta;-)
    E eu como não tenho o seu poder de síntese, tentei como podia responder ao Carlos aí embaixo , usando o seu nome. Não em vão, espero:-). E – como tenho dito – concordo com o Lord e acho que uma alternativa ao “facilitar” seria o “não-dificultar”
    Sou absolutamente contra facilitar, pois pela minha experiência, não raro “facilitar” tende a se reduzir ao “banalizar”.
    A Duda não poderia ter melhor nem mais ilustre “respondedor” (existe isso?)

    Um beijo, Lord.
    Meguita

  11. Carlos,
    obrigada por dizer a origem ou pelo menos quem usava esta expressão deliciosa. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Ponto? não, vírgula.
    Não é bem assim, agora, O fato de eu ter trazido esse tema para debate (por inócuo que parecesse e não foi, diga-se) se deve a uma questão editorial e de mercado também:
    Veja: outras duas HQs recém-lançadas, “Memórias de um Sargento de Milícias” (por Índigo e Bira Dantas) e “O Cortiço” (por Ronaldo Antonelli e Francisco Vilachã), fazem parte da coleção Literatura Brasileira em Quadrinhos
    Reparou o nome da série?
    Claro que o alcance de um blog – ainda mais agora que eles vêm sendo fustigados pelo jornal O Estado de São Paulo, o Estadão:-) – é muito restrito, mas cabe perfeitamente para chamar atenção para isto: agora as duas coisas estão juntas.
    A professora Luana, nossa Lulu em http://lulu-diariodalulu.blogspot.com registra sua experiência com a questão da *leitura de literatura* em classe.
    Relato vivo,sentido. Os alunos chegam a pedir: Professora, Ok, mas esse livro tem “história”? uma referência ao livro “A hora da estrela” em que, segundo eles, não acontecia nada, ou demorava demaaaaais para acontecer:-)) -Como são lindos, não acha? Ou então: professora, não há livro com pessoas felizes?
    Ou seja, há sim *dores* e dificuldades para se ler, o que ela mesmo reconhce, e faz parte de sua *unique* experiência, – o que a torna referência no assunto – lidar com essas dores e as dificuldades que ela mesmo passa para explicar porque não há livro com ‘pessoas felizes e bem-resolvidas’.
    Pensei extamente – com essa série de posts fazer um contraponto entre o que seja “facilitar” e o que é a experiência “luluzística”.

    =-=-=-=-=
    Então, o senhor mire e veja: que não é novidade, como você bem diz, sim, sim, Ok, não, não é. Mas… há também outra série que publica versões em HQs de obras literárias é a “Domínio Público”, de Pernambuco, que traz HQs baseadas em contos e lançadas sem editora, por meio de leis de incentivo. E que se destinam, ora, quem diria a alunos das mesmas séiries que os alunos da Lulu (tomados aqui, como exemplo).
    Então…;-)
    Um beijo pra você.
    M.
    P.S Para uns alunos mais adiantados, creio, não sei bem isso de oitava ou undécima série, a profesora Luana, lê com os alunos o magnífico Italo Calvino. Aliás:-), pela primeira vez em quase 7 anos (só de blog) foi a primeira vez que vi um *ser humano* tipo gente, falar no verdadeiro Italo Calvino:-))). Eu lia e não acreditava. Proponho Lulu para Presidente da Blogosfera. E não é o que a viúva publicou depois que ele morreu, mas o Calvino em plena forma – como dizem os gregos, em seu *acmé* com sua trilogia, O ‘Visconde partido ao meio’, ‘O Cavaleiro Inexistente’ . Parece que o Barão Rompante, meu preferido, não;-)
    E ah, de novo: os grifos são meus.
    [alterado]

  12. Se o sujeito tem preguiça de ler, nem quadrinhos, nem nada o fará mudar.
    Tem que ser incentivado a pegar um bom livro,ler e gostar, é o que falta.
    Pessoas cultas, que leêm, que gostem de uma boa leitura.
    Pena que o que vemos hoje nas escolas, são alunos que não querem ler, porque tem professores que confessam que odeiam ler, e o círculo vicioso está instalado.
    Bem, mas eu passei aqui só prá te trazer um beijo e desejar um lindo final de semana.

    =-=-=-=
    Aew Aninha!
    Vc sempre com sua maraca registrada: vai direto ao ponto.
    É sim, não gostar de ler é -pela quantidade – quase como uma doença com registro na Organização Mundial de Saúde e catalogada pela C.I.D;-))
    Beijos e igual fim de semana para vc.
    Plz , use toda a sua influência com *O* Cara, OK?
    beijos
    Meguita

  13. Luma says:

    Meg, tanto incentiva que todos aqui se lembram de algum HQ.
    Cássia Zanon é o nome da blogueira que traduziu o Snoopy – seu blogue – O Dia que se espatifa – http://cassiazanon.googlepages.com
    Bom fim de semana! Beijus

    =-=-=-=-=-
    Luma queridíssima, preciso dizer é que vc tem um conhecimento impressionante da História das HQs!.
    E precisamos divulgar mais, a Cassia Zanon. De quem eu, de fato, só vim a ter conhecimento graças a vocêzinha.
    Será que ela aceitaria uma entevista blogal:-)
    Veja e me diga:-)
    Sem pressa e sem compromisso, por enquanto, OK?
    Uau! quem tem Luma tem tudoooo!
    Você está melhor, não é? Boazinha, mesmo?
    beijus
    Meg

  14. Duda Santana says:

    Lord,
    Era isto o que eu queria dizer e me faltou ler mais e ter as palavras:-)
    obrigado.
    Para a Maria Eloisa, quero dizer que sou engenheiro, já fui professor de Matemática e sou aficionado das HQ , em especial as citadas pelo Carlos e pelo Claudio. E fora das HQ gosto da B.P e da L.B.
    E também gosto muito do seu blog.
    Eduardo (Duda) Santana.

    =-=-=-
    Ah Duda, se vc pudesse me ver, veria que estou com a cabeça enfiada debaixo da mesa.
    Não foi.. quero dizer, desculpe o mau jeito, sim;-)
    E volte todas as vezes que puder. E comente, OK?
    Um abraço, Eduardo
    da
    Maria Elisa.

  15. juliana says:

    Ainda acho que são estímulos diferentes, o literário e o visual, e que não necessariamente competem ou se ajudam, mas como todo estímulo provoca algo no fruidor (palavrinha horrivel, mas não encontrei outra melhor). Estimular um cerebrozinho de toda forma possível é o que eu acho que faz a educação.

    Obrigada por suas palavras, Meg, querida

    beijos
    =-=-=-=
    Minha linda, é isso mesmo.
    Há que haver algo ou alguém(ns) que estimule(m) sempre.

    Um beijo pra você, testemunha:-)
    Meguita

  16. não dá para ter uma versão ilustrada com desenhinho? muita letrinha nesses comentários.

    ;-)

    ai, que preguiça!
    =-=-=
    Meu macunaímico afilhado:
    Be my guest.
    Escolha as armas, vai ser gravura ou entalhe:-))))
    Pocalunki com l cortado
    Pode trazer a noiva;-)
    Sim, porque pra não fazer trocadilho..né?
    djá!
    Meguita

  17. Matilda says:

    Ler é um costume, assim como ouvir música, assistir teatros, ver espetáculos de dança, apreciar um filme, uma exposição, até uma boa refeição.
    E os quadrinhos estão mais perto dos jovens, porque não tentar despertar interesse por outras artes através deles?
    Se nem se sabe da existência como procurar?
    Uma citação aqui, outra ali, uma história baseada em livros clássicos, uma menção a um quadro, uma música, uma idéia, tudo isso pode levar sim a uma busca pela obra inteira, por um autor, por um livro, porque não?
    Beijos e saudades, :).

  18. tô mais para encalhe que para entalhe…

    ah! mais um detalhe:
    deus me livre e guarde!

    só quero só cego
    imagina amolar a goiva,
    no rebolo da noiva

    ou vice-versa

    m’atriz à prova de estado
    interessante embaraçado
    na estopa das moiras
    goela e ponta-seca
    por água-forte e água-tinta
    óleo de cravo e outras

    cruzes,
    seria traço, seria linhaça
    ou serigrafia impressão minha?

    hein, madrinha?

  19. James says:

    Mais uma aula inesquecível.

    Grato pelas generosas palavras palavras de incentivo.

    Um abraço.

  20. James says:

    Espiei tudo mais uma vez.

    As possibilidades dos “sistemas de comentários”: gostei particularmente desse aspecto da aula.

    Um abraço.

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