Por que é importante ler Graciliano Ramos?

Graciliano Ramos é um dos mais importantes autores do Brasil

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Seja por suas intervenções no campo político, pelo empenho em favor dos oprimidos ou ainda pela defesa do artista no mundo moderno, Graciliano Ramos reafirma, de modo inconfundível, o vínculo entre literatura e vida.Assim, “Folha Explica Graciliano Ramos” mostra que ler os livros do escritor alagoano é tarefa fundamental para todos que têm interesse em entender o Brasil –e entender a si mesmos.
Segue então o texto introdutório desse livro que nos explica porque ler Graciliano é tão, tão importante.
Foi escrito pelo próprio autor do livro, o professor Wander Melo Miranda titular de teoria da literatura na Universidade Federal de Minas Gerais e supervisor do projeto de reedição da obra completa de Graciliano Ramos. Para provar que quem sabe, sabe, ele “abre” o texto com uma citação de um dos maiores poetas de todos os tempos: Murilo Mendes.

Seu passo trágico escreve
A épica real do BR
Que desintegrado explode.
Murilo Mendes

 

Literatura e experiência confundem-se na obra de Graciliano Ramos (1892-1953) como se fossem a urdidura de uma trama comum. Romances, memórias, contos e textos circunstanciais parecem repetir a afirmação do escritor –“Nunca pude sair de mim mesmo. Só posso escrever o que sou” 1–, chamando a atenção para o espaço autobiográfico em que sua obra se insere. À primeira vista parecerá uma perspectiva restrita, encerrada nos limites de uma subjetividade que reduz o mundo a dimensão muito particular ou a visão demasiadamente referencial. Mas, à medida que avançamos na leitura de livros como Angústia (1936) ou Infância (1945), nos quais traços da personalidade do autor e episódios de sua vida pessoal aparecem fortemente marcados –pela via da ficção ou da autobiografia–, nossa expectativa se transforma.

A aderência textual à vida concreta é acompanhada da superação de seus limites autobiográficos ou referenciais, compondo a química paradoxal da obra de Graciliano Ramos. Visto de hoje, seu compromisso político-partidário é um complicador a mais. Legítimo em suas aspirações e coerente do ponto de vista ideológico –Graciliano pertenceu aos quadros do Partido Comunista Brasileiro desde 1945 até a morte–, seu engajamento retrata um período crucial da história brasileira, que culmina com o Estado Novo. Indiscutivelmente articulado com a prática literária que constitui, em nenhum momento faz essa prática resvalar para as facilidades do panfleto ou ceder à sedução das relações imediatas. Ao contrárioem razão do conflito que apresentam entre texto e história, sujeito e discurso, memória e imaginação, seus livros se abrem a uma série de indagações experimentais que, desde o romance de estréia, Caetés (1933), desautorizam toda sorte de respostas excludentes e definitivas, para nosso espanto e dos próprios narradores colocados em cena pelo autor, sejam eles autobiográficos ou não.

No território minado por onde transitam suas personagens, em busca de uma unidade de antemão impossível no decurso da experiência desdobrada no tempo, não há lugar para ilusões compensatórias, nem para processos conciliadores de integração social. Seres à margem, João Valério, Luís da Silva, os retirantes de Vidas Secas, o menino de Infância, os presos de Memórias do Cárcere, e mesmo Paulo Honório, trazem todos a marca da “desgraça irremediável que os açoita”2, para usar as palavras do escritor, que deles se aproxima solidário, com uma simpatia ora mais ora menos distanciada, sempre comovente na cautela com que se expõe.

Mesmo o recurso à memória, de que o narrador na maioria das vezes se vale, não conduz ao abrigo das certezas apaziguadoras e da verdade incontestável, espaço que é da contradição e da recorrência desintegradoras. No ato de recompor a vida pela linguagem, de ser escrevendo, a idéia do conhecimento de si a que chegam os narradores de Graciliano resulta numa construção móvel e aleatória, fruto de um saber precário, provisório nas suas conclusões e cético no tocante à validade de suas premissas. Talvez por isso nada resista em pé diante do desejo de destruir, segundo Otto Maria Carpeaux, o ‘edifício da nossa civilização artificial – cultura e analfabetismo letrados, sociedade, cidade, Estado, todas as autoridades temporais e espirituais”3. Destruição para transformar, para reverter por “linhas tortas” as diretrizes e os valores que o processo de modernização brasileira começava a implantar no país nas primeiras décadas do século 20. Recalcadas pelo poder dominante, regiões sombrias da ordem estabelecida atingem o primeiro plano do texto, que torna visível a violência contra os excluídos, então revelados em sua alteridade e desolação.

Nas brechas abertas numa modernidade assim desencantada, Graciliano, firme na sua disposição de ir contra a amnésia histórica e social, torna efetiva, talvez como nenhum outro escritor entre nós, a possibilidade de uma prática política do texto artístico. Daí o papel fundamental desempenhado pela memória em seus livros. Operadora da diferença e trabalhando com pontos de esquecimento da história oficial, ela se formula como atividade produtiva, que tece com as idéias e imagens do presente a experiência do passado, sempre renovada, refeita, recriada – vida e morte, vida contra a morte.

A possibilidade da reminiscência descortina-se justamente onde a história triunfante dos “homens gordos do primado espiritual”4 procede ao cancelamento do que ficou para trás, ou seja, no detalhe, no pequeno, no insignificante, a partir deles e com eles, como revelam as Memórias do Cárcere, publicadas logo após a morte de Graciliano, em 1953. Se a perspectiva da morte, de fim de caminho, autoriza o autor a levar adiante suas memórias, é o desejo de fazer viver o que estaria morto para sempre, mas que ainda persiste na sua demanda, o que deflagra o processo da escrita. Reviver o passado sim, porém enterrar de vez o que mantém o memorialista encarcerado e o impede de tomar posse efetiva do presente.

O corpo do sujeito –o do preso, mas também o do menino, o dos retirantes– é o lugar privilegiado onde se marca a história e se enuncia, em carne viva, sem subterfúgios, a violência desmedida do poder. Instrumento de ataque e defesa no embate com o “nosso pequenino fascismo tupinambá”,5 o corpo vai além de si mesmo e se faz voz do vivido coletivo, balizando a dura aprendizagem da posição marginal do escritor que teima em manter-se, apesar de tudo, livre, independente e fiel a si mesmo. O instável campo de manobra que a situação de pária social lhe delega desdobra-se em vários níveis de indagações, que vão desde a consciência sofrida, que separa o intelectual da massa com a qual se solidariza, até a relação conflituosa do escritor com o mercado de trabalho.

O espaço de atuação intelectual e artística de Graciliano revela-se intervalar: entre formação burguesa e empenho político a favor do excluído, entre imposições do poder e anseio de transformação, entre qualidade artística da obra e necessidade de sobrevivência do artista. A possibilidade de a literatura realizar uma intervenção diferenciada no campo político, com os instrumentos de que só ela dispõe, reveste-se, na prosa do escritor, da reafirmação do vínculo estreito entre arte e vida, submetida com força de persuasão ao domínio da linguagem, ao território também conflituoso da palavra literária.

A auto-reflexão textual catalisa as preocupações de Graciliano Ramos. O exercício obsessivo e artesanal da linguagem e a lucidez na escolha dos procedimentos narrativos usados impedem a subserviência do texto à realidade imediata e à gratuidade lúdica, abrindo novos caminhos para a representação literária. Há um silêncio que procura fazer-se ouvir, uma fala emudecida a que o narrador procura dar ouvidos, desobstruindo, sem paternalismos, suas vias de expressão. Daí o caráter experimental da narrativa, que ensaia aproximações e recuos diante de imposições retóricas e estereótipos literários, solapados no cerne de sua orientação hegemônica, ou seja, no seu intuito de impor-se como autoridade absoluta – “Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a delegacia de ordem política e social, mas, nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei, ainda nos podemos mexer“.
É dessa forma que Graciliano Ramos contribui para ampliar os limites da narrativa regionalista que começa, por volta de 1930, a retratar o país pela óptica da consciência do subdesenvolvimento e do engajamento político. Pelos livros de escritores como José Américo de Almeida, Rachel de Queiroz, José Lins do Rego ou Jorge Amado, o romance nordestino impõe-se como nova linguagem e nova modalidade de “interpretar” o Brasil, dessa vez pela via da abordagem ficcional dos impasses regionais. De todo o grupo, o autor de Vidas Secas é, sem dúvida, o que mais avança no sentido de desmontar as estruturas de dominação literária, cultural e política, ao mesmo tempo que confere a seus textos um valor artístico efetivamente inovador.

A estratégia dissimulatória que propicia ao escritor mover-se no interior de um sistema fechado e a ele opor resistência se formula em termos de afrontamento do interdito através da ironia e da redução da linguagem àquele mínimo de recursos que a faz funcionar sem perder a carga explosiva que encerra. Num pequeno texto, “Os Sapateiros da Literatura’, Graciliano realça a dimensão utilitária da escrita ao comparar pronomes e verbos a sovelas e ilhoses: “São armas insignificantes, mas são armas“.

É esse movimento que pretendemos mostrar na leitura dos textos do escritor.

1 ‘Revisão do Modernismo’. Em: Homero Senna, República das Letras. 20 Entrevistas com Escritores. Rio de Janeiro: São José, 1957; p. 238. A entrevista foi publicada pela primeira vez em 1948.
2 ‘Discurso de Graciliano Ramos’. Em: Augusto Frederico Schmidt et al., Homenagem a Graciliano Ramos. Rio de Janeiro: Alba, 1943; p. 29.
3 ‘Visão de Graciliano Ramos’. Em: Origens e Fins. Rio de Janeiro: Casa do Estudante do Brasil, 1943; p. 350.
4 Memórias do Cárcere. Rio de Janeiro: José Olympio, 1953; v. 1, p. 7.
5 Memórias do Cárcere, v. 1, p. 6.
6 Memórias do Cárcere, v. 1, p. 6.
7 ‘Os Sapateiros da Literatura.’ Em: Linhas Tortas. São Paulo: Martins, 1962; p. 191.

SERVIÇO:
“Folha Explica Graciliano Ramos”
Autor: Wander Melo Miranda
Editora: Publifolha
Páginas: 96
Quanto: R$ 17,90
Onde comprar: nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Publifolha

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Sobre sub rosa
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10 Responses to Por que é importante ler Graciliano Ramos?

  1. E o que sionto, é que lendo, todos nós nos sentimos um pouco alagoanos, entramos num escrito gostoso de ler, as palavras são gostosas de saborear, nos infiltramos entre os retirantes, enfim, passamos a fazer parte das histórias.
    Um vez disse ao Lord, que não sabia porque as palavras que ele usava nos posts dele, me eram tão familiares, depois descobri.
    Um beijo.

  2. Eu sou da ação direta, ou seja, é importante ler Graciliano! Por quê? Ora, abra Memórias, Angústia ou Infância e saberás em dez páginas.

    Vou declarar uma coisa muito pessoal e talvez desimportante para os outros: apenas dois escritores me levaram às lágrimas durante sua leitura. (Sim, sou um osso duro.) Eles foram Cervantes no final do Quixote e Graciliano em Infância.

    O que o alagoano descreve em vários trechos do livro é minha infância gaúcha com meus medos e admirações que, com Graciliano, aos 16 anos, descobri serem universais e que, portanto, me ensinaram que seria melhor respeitar e observar mais um pouco os outros, antes ignorados pelo antipático e “superior” adolescente que fui.

    Graciliano, de certa forma, me remoldou o mundo através de seu modo de ver das coisas: apesar de ser um escritor de palavras duras ou por isso mesmo, era muito mais claro, sensível e igualitário. Como sua ideologia.

    Se Erico me mostrou a literatura, Graciliano me mostrou o homem.

    E fim. Já viram que sou apaixonado pelo cara. Ele me tornou melhor.

    Meg, beijos e bom findi.

    P.S.- O livro do Bia chegou, a MS é um mistério.

  3. Aninha, um beijo, você sabe das coisas.
    beijos
    Meguita
    =-=-=-=-=-=
    Milton, seguinte:
    Tua MS – mas mais a OPC estará na tua linda nova casa, no mínimo às 10h das manhã da terça feira, me assegurei nos Correios.
    Fui eu mesma, ou seja a minha pessoa, que enviei e tenho aqui o tal do recibo / o número para rastrear. Acredidtas mais em quem ou em que: no número ou em mim?
    Bom…
    =-=-=
    Já quanto ao que disseste de Graciliano, eu que, parece, sempre estive com Graciliano, sabendo e conversando sobre as coisas dele, sentindo, adivinhando e admirando-lhe a importância e tendo todos os seus livros, não poderia dizer algo tão tocante como o que dizes. És muito expressivo, guri!

    E quanto a isso – pedes à Claudia para me perdoar, mas por dez segundos eu te amei hoje.
    Bom, esquece ou não esquece o que disse, e pára, homem, de não acreditar em mim.
    Vou perguntar para quem saiba se o Graciliano era tão desconfiado e impertenente como tu.

    Essa é ótima, tínhamos em casa, uma pessoa que era do interior e ela dizia: que coisa! essa criança chorando, que crainaça impertenente!
    Incorporou-se ao nosso vocabulário, este termo cunhado pela boa e doce Ruth que hoje não está mais entre nós.
    Chega de
    impertenência e vai esperar a MS sossegadinho, j’ouviste?
    Já que assanhamento não te falta nos dias de sábado hohoho.

    =-=-=
    Ah quero dividir contigo e com todos:
    Bom, é sobre um disco da outra face da MS- trata-se da Teresa Salgueiro e o Septeto de João Cristal, um CD chamado *Você e eu* , conheces? Conhecem?
    =-=-=-
    Daniella Thompson, estás aí, D.?
    -=-=-=
    Gente, só hoje irei responder to-dos, todinhos os comentários.
    Minha vida de trabalhadora nas minhas de carvão (laiê, laiê) terminou ontem.
    Alguns de vocês sabem, não sabem?
    Após dias de trabalho forçado et des nuits-blanches, dormi por quase 18 hoiras seguidas, estou ótima.

    Inté
    Viva!
    Beijos
    Meguita

    =-=-=
    Quero deixar mais beijos e carinho para CAT:-)

    P.S. Agora, desde que acordei, leio o livro do Alex Castro -já que o Milton vive me azucrianando com esse livro do Biajoni, só porque o Biajoni nem ninguém escreve cartas à coron ops…ou seja a mim.- e devo dizer que estou a-do-ran-do. O Radical Rebelde Revolucionário.
    M.

  4. Meu Deus, mamma mia,
    Só agora vi os letrões estão aí!
    Dammit!
    ;-(

  5. Conheço o CD de Teresa com o Cristal. Como é que ela consegue “quase” perder o sotaque? É uma gravação maravilhosa.

    Acredito em ti, claro. Nem precisa me mandar o numerozão. Logo logo, o Fulano Sicrano e o “Um que tenha” vão comemorar. Os caras me pedem o CD quase todo dia, acredita? Acham que é uma mácula não possuir esta gravação… e têm razão!!!

    Beijo.

    ====

    Olha só Milton!
    Eu já estou ficando até chata, chatíssima azucrinando a paciência dos outros com esse belíssimo, I mean, falando desse belíssimo CD.
    Não é que ela consegue: eu penso que ela está cantando com transcrição fonética, só pode!
    È absolutamente impressionante.
    Então, ninguém *consegue* e muito menos *quase* petder o accent.
    Para mim é isso.
    Vou colocar , mas qual música, mon dieu?
    Ah! já sei uma do Chico (ai!!!) que é infalível;-)
    beijos

    Ah! e manda um beijo (*MEU*) para um desses que não sei quem é que foi muito
    engraçado, falando do *namorado alemão*.
    Hahahah

  6. Magaly says:

    Meggy, ninguém repete o seu apelido cunhado por mim e que acho tão bonitinho!
    Bom, este intróito é só para aliviar a tensão porque, qdo se trata de Graciliano Ramos, eu me sinto afetada de modo diferente, tal é a admiração que tenho por sua obra – pela agudeza perceptiva com que expõe a subvida de uma significativa parcela da sociedade nordestina, atada à permanente ausência de recursos imperativos á existência humana; pela maneira como conduz a tragédia do bruto de São Bernardo; pela maestria como exibe as sufocantes situações que vivem os homens e mulheres de Angústia; por sua linguagem concisa, pelo seu estlo parcimonioso, pela dolorosa galeria que criou em matéria de criaturas e bichos.
    Vidas Secas é impressionante, tal a profundidade de análise que realiza em síntese desesperada. Mas o meu favoriito é Angústia cuja trama se desenvolve em parte nas imediações de uma rua em que morei, quando adolescente, em Maceió. E me ficaram sinais de ruídos e risos e pragas indissolúveis em minha memória.
    Está aí , perco os limites quando o homenageado é o meu ilustre conterrânneo Graciliano Ramos.

    =-=-=-=
    Maga querida:
    Você sabe que minha admiração e meu amor por você não conhecem limites… Se os hpa, então há, mas por enquanto, ilimitado:
    As pessoas talvez achem que esse Meggy, seja um modo só nosso , meu e seu, de tratarmos uma à outra. Pelo menos era assim que eu pensava..mas se não é, …;-)
    Mas me chamam de tantas maneiras.
    Se vc quiser eu digo para me chamarem assim hohoho

    Quanto a Graciliano, é o contraponto mais que esperado: exatamente por ele ser seco e econômico, o que em parte era seu estilo e em parte era o domínio impressionante que este homem tem sobre a tecnica, ‘ciência’ e magia de escrever ( depois ainda há quem venha dizer que escrever é instinto, o mais primitivo do homem, com certeza ou estão sonhando – com todo o respeito por quem acha – ou então, foram contagiados pela “graforréia”, pela mania de achar que quem articula duas frases escritas já se pode considerar um escritor.
    Graciliano me deixa no seu (his) mood.
    Estudei acerca dele com os que mais sabiam a respeito do ato de escrever.
    E talvez seja mesmo Graciliano que falate a muita gente.
    Graciliano três vezes por dia na veia!

    É adstringente, livra-nos das enxúndias que se vê por aí.
    Eu que não tenho como destino ou fado o escrever me sinto constrangida a ler tanta coisa a mais que o essencial.
    poverina di me!
    E olhe que não sou suspeita para falar isso, admiradora que sou do próprio Machado, de Laurence Sterne e do sublime Henry James, três prolixos absolutamente enxutos.

    Mas não sou como você, que tendo o estilo embora adjetivo, consegue ser precisa e clara.
    Parabéns a você, a quem lê Graciliano (vc sabia que esse post antes de ser *danificado* era dedicado a Isa, a você ao Valter Ferarz e ça va sans dire, ao Lord Broken-Pottery, Ricardo Ramos Filho ?) como você.
    Um beijo
    e fica a minha assinatura do jeiro que vc achar mais bonito e carinhoso.;-)

  7. Meg,
    obrigado pela minha parte. Ter um post sobre Graciliano e de presente, é bom demais da conta, como dizem os mineiros.
    Bom domingo e fique bem,
    Beijo grande

  8. palpiteira says:

    Meg, óbvio que eu a leio sempre que escreve – tá lá, na minha coluna direita para que todo mundo saiba que quem está ali deve ser lido, sem medo – mas não só. Sub está marcado no meu ‘blogsurfer’: escreveu vai fresquinho para leitura. Pra mim, é sempre uma aula proveitosa. Como vc sabe das coisas, hein? Eu acho lindo, adoro, admiro e fico pensando: onde será que ela guarda tanto conhecimento? Eu sei que vc disse que vai dar umas paradas, mas nem que tenha que morrer mais um bando, espero que esteja sempre aqui. A blogosfera precisa de ti. Ficou até poético, ou patético? humpf! Tenho muito que aprender, ainda bem. ;)

    Ah, eu ia me esquecendo, adorei aquela expressão francesa. Não sei onde o Jôka estava com a cabeça para deixar um simples ‘Mon Dieu!’, isso eu sei. hehehe.
    Beijos.

    =-=-=
    Puxa vida, Palpi
    E eu que pensei que vc ia dar ênfase ao *meus Homens e Himens etc etc* hahahah
    Tá vendo é como eu sempre digo: escrever não é nada fácil hohohoho.
    Sacré nom d’un chien!
    Beijos
    M.

    P.S: Mas o Jôka tá certo, em inglês, por exemplo, é muito, mas muito forte essa expressão, aliás em ingês, um Jesus Christ! e um Oh my god até pouco tempo era quase ou era mesmo um palavrão.. Oh my god era escrito de forma déguisée, assim Oh my gosh ou oh my gawd! e agora como essa expressão virou *febre*, está se generalizando o *OMG!*
    Logo o Joka tva certo: Oh mon dieu!, dito 3 vezes deve ter uma força devastadaora.písc*
    Dá um beijo meu pro Jôka
    Meguita

  9. Carlos says:

    “Graciliano três vezes por dia na veia! É adstringente, livra-nos das enxúndias que se vê por aí.”

    Disse-o muito bem. Nada a acrescentar.

    =-=-=-=-
    Amazing!

    Não sabe o quanto fiquei temerosa de escrever isso, pois me pareceu que as pessoas poderiam me levar a mal!
    Mas se vc aprovou, muito obrigada.
    Elefoas, ter esse aval, o seu, it’s a bliss.
    ;-)
    Xizes
    M.

  10. Meg,
    Não vou falar sobre Graciliano. Apenas pra falar sobre a admiração que tenho pelo Wander. Caminha para ser um dos mais completos especialistas sobre a obra do velho.
    Grande beijo

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