Escrevo.

“Escrevo feito um possesso: como se me restassem horas de vida e precisasse escrever um romance de trezentas páginas. Escrevo. Como um possesso. E no entretanto deixo minutos escaparem, quartos e quartos de hora. A preguiça acumplicia-se com o tempo e me devora, e contra eles preciso opor-me, levantar-me e mirá-los. E enfrentá-los, processando energias e revitalizando potencialidades que me vieram e eu enriqueci. Quando não escrevo sou um vice-morto, e as pernas atropelam-se na tentativa de imprimir velocidade às passadas. Um dia, alguém isso descobrirá, ou ninguém descobrirá e o trabalho terá sido vão. Se descobrirem, captarão o frêmito que pauta até mesmo o ato de respirar. Fecho os olhos e corro o mais rápido que posso para chegar exatamente aonde?

Para mim, inventar nunca foi uma calma tessitura de palavras hesitantemente juntadas a outras palavras, plácido trabalho, costura lentíssima, lentíssimo enfiar de linha nas agulhas, o estirar o tecido passando-se as mãos para desenrugá-lo. Para que urgências, por que não começar amanhã a afiar os lápis, arrumar os papéis, pensar as palavras, a palavra inaugural, e qual será a palavra inaugural? A letra inaugural?, vogal, consoante, que consoante e que vogal, meu deus? Me surpreendo irado ao perceber que antes da primeira nota há pausas, um silêncio de anos, uma espera de anos, que a mim mesmo precede.

A escrita começa pela paciência da espera e é tudo o que me falta: paciência da espera. Nem uns bocados de paciência, que preciso amar a mulher que não sei onde pára e sobre ela sim, calmo e vagaroso serei, calmo, vagaroso, poderei morrer até logo depois embora queira revê-la e reamá-la, apurando o recheio dos seus fêmures intermináveis, a bruna epiderme e a resignação com que suportará minhas exasperações, minha boca quase sempre calada. Aí, para que mais o consumir-se na possessão de pôr nervosamente tudo, tudo por escrito?

Escrevo porque, Deus, preciso sem cessar estar buscando no infinito a partícula irreproduzida e minha. Não ambiciono mais que a minha partícula. Ela, onde me espera expectante também? Então, percorrem-me raivas que reprocesso na palavra escrita. Eu. O tempo terminando-se. Ela que tarda, tarda.

E a maldição ou castigo deste eito e cilício, que de mim mesmo depende acabá-los mas não acabo. E todos os dias a fiação repete-se, o acerar das agulhas, o empregar as linhas melhores, o pano grosso ou o tecido de seda. E o enfiar e o reenfiar a ferramenta com força e ira, ou docemente em muito escassas vezes, fel e mel minado de mim, ódio e pequenos atos de amor, sussurro e berro.

Eu, pecador, humílimo me confesso, humílimo, e arrogante sonego minhas avarezas, minhas invejas, minhas preguiças, minhas gulas, minhas iras, minhas luxúrias, minha soberba. Eu, pecador, por mim próprio premiado e punido, punido, punido, punido. Sou caudaloso e peco de águas, singularplural, pluralsingular, desconcertante que se desconcerta, imprevisto no dobrar sombrio da mais distante estrada, déspota e oprimido, lancinante e torvo, esquivo, solto, cativo, nativo de um chão de húmus. Abcdefghijklmnopqrstuvwxzyz, as peças todas do meu puzzle, e mais cedilhas, vírgulas, acentos gravíssimos, agudos. E as pausas. As pausas. O não conseguir preencher vazios. O não conseguir preencher vazios. Ah se, ah se, ah se.”

Haroldo Maranhão
Texto introdutório, do livro”Senhoras&Senhores. Rio, Ed. Francisco Alves, 1990.

…….

Quando conheci Haroldo Maranhão e há um relato no site sub Rosa(*ver abaixo*)(*) desse acontecimento, um dos pontos altos de toda a minha Vida (assim, com maiúsculas, mesmo), ele já era um escritor com renome internacional, e me falava sempre desse “diário”. Sedutor, perguntava-me o que eu achava de tal adjetivo- (ele odiava adjetivos), de tal particípio, ou… (ficamos amicíssimos, depois de uma recensão que fiz de seu livro Rio de Raivas, que foi publicado na Revista Colóquio Letras, da Fundação Calouste Gulbenkian , Portugal – era diretor da revista o substituto do bom Luis Amaro, ninguém menos que o grande Poeta David Mourão-Ferreira. [Uma confissão íntima: “acho” que devo tudo isso ao meu Mestre Benedito Nunes, o sábio brasileiro, o mestre paraense, da Travessa da Estrela, que leu, em minha casa, o draft, enquanto eu sofria e sofria, respirar nem respirava, à espera da reprovação.
U-ma coi-sa! sempre achei que podia menos do que podia. Um dia falarei mais a respeito disso para vocês. Prometo (ou seria, ameaço escrever?)]
O curioso é que Haroldo, ao explicar do que se tratava, um dia, eu o aparteei, corajosa, nem sei o quanto e nem sei de onde, (acho que foi num dos meus inexplicáveis impulsos em que faço coisas desastrosas, mas nem sempre as pessoas deixam que o sejam) que aquilo não era um diário, e quando ele me mandava provas para ler – creio que só pela intenção de presentear-me com a magia de sua escrita- afinal, como diz o Outro: ‘Poemas são presentes’! – e disse e dizia , fincando e batendo os pezinhos no chão, que aquilo não era um diário! Era tudo, mas diário, não era! Trocávamos cartas, uma volumosa correspondência, que hoje deve estar, se estiver, no acervo de sua obra, em Belém, possivelmente no Centur.(!)
Tanto disse que nem sei como consegui, por artes de berliques e berloques, que ele acedesse que não era diário. Esqueci-me do caso. Haroldo escrevia muito. Prolífico, quando publicava um livro, já estava com outros três prontos e ganhando todos, todíssimos os prêmios de primeiro lugar, nos Concursos em que se inscrevia.
Já estávamos tratando da revisão para a editora portuguesa de “O Tetraneto del Rei”, e de outro livro, um de contos e absolutamente desafiador: o inédito O Nariz Curvo. Mas, quando o livro Senhoras&Senhores veio da gráfica, (iria ser ‘Senhores e Senhoras’, mas eu, pobre menina do pequeno Tejo, o grande rio da minha cidade;-) achava que não ficava bem a saudação que Sarney fazia, no programa A VOZ DO BRASIL, coisas que meninos e meninas com menos de 45 anos nem sabem o que é, hohoho). Haroldo, um ferrenho esquerdista – sim, a essa altura fazia todo o sentido essa expressão e seu oposto/contaditrório, ‘direitista’ – então mudou o título para essa grafia, com o *ampersand* – a capa horrorosa (como todas da secular e extinta Editora Francisco Alves) trazia a palavra PÓLEMOS ( Πóλεμοζ ) , em caracteres gregos, que quer dizer discussão, termo que originou polêmica, em nossa língua. Imaginem.
Mas não tinha jeito: Haroldo, que só fazia o que ele mesmo queria – se é que já não deu para perceberem – ainda escreveu um subtítulo desafiador e meio malcriado: (De um Diário) e isto foi escrito à mão, no meu exemplar autografado. E no livro, para todos, fez uma adenda (adendo): “Na capa está escrito que é um Diário. Não me importou e não me importa se o dia é 31 ou foi 14, se domingo ou terça-feira, se ainda 1956 ou se 1999. É um Diário porque invariável compromisso de todos os dias, todos os dias, ginástica diária. Exercicíos de flexão e de ficção.”

Se isso não é algo próprio de um grande escritor, então eu não reconheço um grande escritor quando sinto um… e mais, se o que está escrito em Senhoras&Senhores não é um ‘blog em livro’, ah então, eu também, não sei o que que é um blog.:-)

Maria Elisa Guimaraes
Rio de Janeiro, julho de 2003.
Notas:

1- O livro Senhoras&Senhores (com este irritante”ampersand”) será a próxima publicação do projeto de reeditar a Obra Completa de Haroldo Maranhão, e já está anunciado no site da Editora, a Planeta. Tudo está a cargo de Benedito Nunes, e do critico literário da Folha de S. Paulo, Claudio Pen.

2- Haroldo Maranhão, um dos melhores entre os três melhores ficcionistas brasileiros de todos os tempos, jornalista, contista, bibliófilo, que amava Eça de Queirós e Machado Assis igualmente – (ah! Haroldo era mesmo um Mestre!) morreu no dia 15 de Julho de 2004.
Bom, assim dizem, pois para mim, apesar ter sabido e visto, não acredito em morte: De pessoas como Haroldo, não, não acredito!. Esse dia não existe no Calendário dos meus Afetos. Nesse dia, sou vice-morta. Nem posso mais distinguir o que eu sabia antes de conhecê-lo, suponho que NADA e o que ele tanto, tanto me ensinou. Faz-me muita falta e como me dói a falta de meu querido Haroldo Maranhão, que só sinto quando estou em dúvida ou quero saber algo que só um “amigo-querido”, que tudo sabia, que me defendia, sim, me defendia…, extremamente factivo, anímico, feroz, como ele só, poderia me ensinar quem era Volpi, Kandinski e quem era Mondrian, sabia tudo de Arte, ou me dizer, ou conversar sobre aqueles escritores maravilhosos mas não tão conhecidos, como Murilo Rubião, como Dante Milano, J. J.Veiga e Osman Lins. Por exemplo, Benjmain Costallat – alguém sabe quem é? – pois eu sei porque Haroldo sabe… E contar coisas de Graciliano Ramos, o velho Graça , de Cecília, Mario de Andrade, acerca de Bandeira, Murilo Mendes, ou Drummond e mesmo Millôr Fernandes, todos pessoas que ele conhecia e de alguns era muito, muito amigo, caso de MARIO FAUSTINO, o poeta genial que cresceu convivendo com ele, no prédio do jornal de seu avô, o grande jornalista Paulo Maranhão. Mas, como sou desconfiada, acho que um dia ainda vou saber que Haroldo pára e me espera em algum lugar, nem que seja sob a forma de um Doppelganger para falar daquele Cancioneiro da Vaticana que era dele e lhe foi “alapardado…” Ah! como dói, como como dói. Não ter o Haroldo! Não ter mais Haroldo e suas estupendas e amedontradoras raivas, sua alegria de menino, e suas implicâncias inquisitoriais, o seu sempre precisar de ir a Portugal, onde foi premiado… Dói. Como dói.

3- Haroldo (Aroldo na Itália), também fez uma peça dramática, chamada “As Carnes Quebradas” (alusão à tortura que eu sabia ter havido) pontuada com todo o enorme, imenso e raro conhecimento de música erudita que possuia, embora eu o detestasse às vezes, quase sempre, por não gostar de ópera, logo eu que sou a própria “mulher operística” não sei não, mas como é possível? um ser humano ou uma ser humana não gostar de ópera é coisa que não me entra – pois bem, a peça – absolutamente fantástica, chegou a ter leitura dramática feita por Fernanda Montenegro, mas nunca foi encenada. Eu a tenho aqui, comigo, nos originais que ele me mandava de quase tudo o que escrevia. Para o Amigo, o mais, o seu íntimo Benedito Nunes e, receio ser vaidosa, para mim. E então eu dizia que Haroldo era , como eu dizia para enfurecê-lo, um escritor mui-to pop:-

Senão, vejam só as epigrafes do Senhoras&Senhores:

“Viajam comigo todas as palavras,
umas que levo na cabeça
e outras no coração”
CASSIANO RICARDO

e mais abaixo:

“Gosto de sentir
a minha língua roçar
a língua de Luis de Camões

CAETANO VELOSO

(i rest my case) tee hee.

Aqui meu primeiro contato com o escritor Haroldo Maranhão. Site Sub Rosa

Sobre sub rosa
The most of all things and persons in the entire world drives me *flabbergasted". That includes me.

14 Responses to Escrevo.

  1. Meg,
    Acho bacana essa coisa de tentar explicar a razão de se escrever. Ainda farei um post sobre isso. Não conheci o Haroldo Maranhão. Mai pai falava dele com carinho, tenho certeza pelo que li, pelo velho e por você que era um cara maravilhoso. Preciso ler mais Haroldo Maranhão. Estou escrevendo como uma criança da escola antiga. Preciso ler mais Haroldo Maranhão. Vou escrever mil vezes para ver se não esqueço.
    Grande beijo

    =-=-=-=
    Este seu comentário, Lord, que está respondido em forma de cachoeira ou Niagara Falls , aí abaixo, me fez mudar o título do post.
    De fato, vc tem razão, ora se é escritor então é por isso que escreve, não é, mesmo?
    Acho essas perguntas meio indecorosas de tão bobas;-)
    E escreve porque é escritor, pois se fosse pintor, pintaria, se fosse artista atuaria, e se fosse a melhor tricoteira do mundo, como a nossa fundadora da Monguaguá WFashion Week (your creation and inspiration) que é a Aninha querida, tricotearia, oras.
    Mas na verdade o texto fala mais de uma necessidade de escrever, do quão vital isso é, OU não é , para este ou aquele escritor e creio que isso se torna, (como diz um recentíssimo amigo meu ) “válido, lúcido e inserido no contexto;-) principalmente quando o Raduan Nassar botou a máquina datilógrafica de lado e foi pra a Maracangalha particular dele.
    Um beijo.
    M

  2. Lord, querido milord:
    Haroldo simplesmente ‘amava” seu Pai – há poucos dias falamos disso eu e Regina Alves, minha melhor amiga e bibliotecária, por formação inicial, como eu – Haroldo guardava em comum com Ricardo Ramos, afora o talento, o fato – muitas vezes não muto leve – de ambos serem descendentes de *monstros sagrados, e *ferozes*:-) desculpe se falo assim de seu avô e do avô do Haroldo.
    Foi pelo Haroldo que conheci seu Pai, antes mesmo de conhecer-lhe a escrita, e de tantos ouros, Haroldo era vizinho do João cabral naquele edifício redondo e escuro da Praia do Falamengo… E tantos, mas tantos outros, milord, um dia talvez lhe conte… Haroldo era queridíssimo, em especial pelos livreiros, e as livrarias – como sabe. eram pontos de reunião dos *bons* –
    Embora, para ser justa, ele um tinha gênio, um temperamento atrabiliário, como ele mesmo confesava, de iras rápidas, como chuvas de verão, mas mesmo assim, raivas!;-) Li os contos de seu Pai, na Biblioteca Central, quando também conheci os livros de Vivina.
    Tenho como minha, ou praticamente minha, a experiência do conhecimento de Haroldo como alguém que fazia *REALMENTE* Literatura e sabia distingüí-la de “Vida literária”, que é muuuito diferente. (Era muito amigo também do Alvaro Lins que acabou escrevendo um livro com esse título)
    Haroldo, num trabalho que escrevi sobre ele, começou a escrever aos 14, 16, mas só publicou quando já tinha + de 40 anos (ele era advogado da Caixa Econômica (go figure, again) Ou seja, ao contrário de tantos, tardou. Levou tempo para “enlivrar-se”. E vc vai adorar saber que ele trabalhou com o Aurélio Buarque, como a pessoa que apreendia signifcados dos léxicos…. Tudo muito especial, muito rico… Que falta…
    Olhe, milord, faça-me dois enormes favores: 1- me perdoe e faça com que me perdoem os outros amigos, o Valter, o Eduardo, as meninas que vão sempre aí. Não tenho tempo nem gôsto ou aplomb para sair lendo os blogs que tanto amo. Não deixo de ir por falta de Afeto, mas…
    Eu pensei que passados 3 anos de não ter mais o Haroldo fisicamente, eu iria estar mais fortezinha , de pescocinho menos caído, e até tenteii ontem.Tenteei, de tentear…mas não convenceu.
    Não deu, não lido bem com essa coisa de morte – (go figure, again!) é uma droga e por favor, me mande seu endereço, mande por favor, desculpe fazer esse pedido publicamente, me escreva pra o subros at gmail dot com
    E me dê seu endereço e de lady Cordélia (dos dois, claro, juntos:-)
    Vou mandar coisas do Haroldo.
    Queria poder mandar também algumas peças e recortes de lembranças que infelizmente são pessoais e me acompanharão a vida inteira e que cujo suporte é apenas a minha lembrança.
    A mémoria da memória .
    Com um beijo de muito carinho , por vc, pela milady e pelo Ricardo, seu Pai, e pelo Haroldo, que sempre serâo – um doída ausência presente. Mas maravilhosa presença!
    Obrigada,
    Meguita.

    P.S. obrigada por também vir comentar… eu estva aqui, olhando o computador , a tela, o vazio…
    É isso, a hell of a lack of Him, a f*** missing!

    sorry,
    M.

  3. Magaly says:

    Meu Deus, Meg, o homem é avassalador. À proporção que lia o texto com que vc iniciou o post, eu dizia a mim mesma: aposto que é do fenõmenoi Haroldo Maranhão. Que força de expressão que ele tem, não é.? Um aluvião trazendo o que encontra no caminho com uma intrepidez e domínio absoluto.
    O que vc conta das peripécias resultantes do trabalho que os mantinha próximos é uma fábula! Que maravilha essa camaradagem com a fina flor da literatura.! Olhe, minha amiga, vc viveu num meio ideal. Ainda bem que contamos com vc, que está a nosso alcance para nos dar o prazer de tantas histórias enriqquecedoras.
    Adorei este post de hoje!
    Gente assim não morre nunca. Ele é o Haroldo Maranhão aqui, presente, com toda a torrente substantiva de sua escrita .

  4. AV says:

    Meg, querida
    Que maravilha ler gente apaixonada pela escrita, com paixão mesmo, como por um amor de carne e osso ou ainda maior, daquelas que não se desgastam com o tempo e não morrem nunca.
    E que maravilha ver isso também em você, essa mesma paixão pelas palavras que explode em cada palavra sua.
    Conheço pouco a escrita de Haroldo Maranhão, mas este post abriu-me o apetite. Vou procurar, comprar e ler.
    Viu, Meg, a magia de que você é capaz?

    O beijo de sempre
    Ana

  5. Matilda says:

    Haroldo Maranhão, “É um Diário porque invariável compromisso de todos os dias, todos os dias, ginástica diária. Exercicíos de flexão e de ficção.”
    Dream, a little dream of me…
    Ella Fitzgerald e Louis Armstrong, não?
    Delícia de ler e concordar, delícia de ouvir, delícia de post.
    Beijos, :).

  6. Meg,
    lendo um post como esse, descobrindo um Haroldo Maranhão, para mim desconhecido, sinto-me um ignorante. Que raio de escritor sou eu? Mas penitencio-me prometendo (mesmo!) procurar e ler com afinco e atenção merecidos.
    Vendo o teu apaixonado entusiasmo por Haroldo e sua escrita e a familiaridade que fala de teus escritores preferidos, sinto-me honrado em partilhar de tua amizade e, mais que isso ter em meu livro prestes a vir ao mundo, tua assinatura (assim como a do Lord e de Vivina). Sou um privilegiado. Embora tardiamente(ousadia, igualar-me ao Haroldo nisso), estou cercado dos bons amigos. E quem tem bons amigos, não carece de mais nada nessa vida.
    Querida, trenho lido todos os dias, só não tenho comentado o quanto queria, tá?
    Fique bem,
    Um beijo grande

  7. Eduardo says:

    Meguita, preciso ler Haroldo Maranhão. E vejo que com urgência. Adorei seu texto na resposta ao Lord!

    Bjs

  8. Oi MEG!
    Passa lá no blog, indiquei o sub-rosa para o blog 5 estrelas, ou algo assim.
    beiijos

  9. nelson says:

    Querida Meguita, o Haroldo, a gente, a Lindsay, ao rehab já, essas dependencias, vicios de linguagem e amores presentes e outros perdidos no futuro que não chegam na hora, na hora mais precisa…
    Nosso amor, do quilate que escapa a palavra, a virgula, o texto e se encontra na ideia escrita pelo Haroldo.
    Muitos e muitos, beijos, que mais…

    =-=-=
    Escrevi para vc, não é
    acho que agora o blog não tendo texto vou colocar tudo que eu achar do WEEDS.
    Beijo
    claro que eu amo você, muito e como há muitoo não amava ninguém.
    Meg

  10. Meg,
    Achei interessante você ter citado o Raduan. Outro dia encontrei com ele na fila do supermercado, começamos a conversar, tenho muito carinho por ele. Perguntei se ele estava escrevendo. Respondeu-me que a declaração de que tinha parado de escrever era séria. Não escrevia, nem escreveria mais. Agora só cuidava da fazenda. Como se consegue parar de escrever?
    Beijo

    =-=-=-
    É o maior mistério de toda a literatura… que eu conheço.

    E agora, ainda fiquei mais impressionada, com a afrimação da seriedade de sua declaração.
    Este é outro que eu tiro o chapéu e sinceramente, quando vejo pessoas se declarando escritores…lembro dele.
    beijo
    M.

  11. Que texto empolgante e vertiginoso. E, na tua narrativa:

    “Trocávamos cartas, uma volumosa correspondência, que hoje deve estar, se estiver, no acervo de sua obra, em Belém, possivelmente no Centur.”.

    Isto vale uma Vida.

    Beijos, Meg.

    =-=-=
    Beijos para ti, Milton

  12. Meg,
    Mandei o endereço para subros@gmail.com. Está certo? Caso contrário atendo no rramosfilho@uol.com.br.
    Beijo

  13. thata says:

    delícia conhecer os processos criativos das pessoas. adoro. e adoro mais ainda, depois de ler um texto ótimo, poder saber um pouco mais sobre o autor. deve ser por isso que eu gosto tanto de blogs, né? e do seu em particular ;)
    love, love, love!
    e beijos
    Thata

    ====
    eu te amo, querida e tenho todas as razões para isso.
    Vc sabe.
    Beijos, minha querida
    meg

  14. Isabela says:

    Obrigada pela música :)
    Beijo

    =-=-=-=
    Oh minha querida, queria poder te dar mais do que isso.

    Me dá noticias, sim?
    Beijo
    M

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