O GALO DE GUGALA ou … e as culturas ágrafas?

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O escritor Ricardo (Ramos) Filho, que no mundo dos blogs reina sob o pseudônimo de Lord Broken-Pottery , usou certa vez, em um dos seus excelentes escritos, dos quais eu me aproximo todos os dias , a palavra *INANA* (ei!, hey, volta aqui, não vai ao dicionário, não). Acho que sou tão apaixonada pelas palavras quanto os que mais o sejam, conheço palavras que dariam nó em trilho, o que não me dá vantagem em absolutamente nada, pois só uso aquelas que são de uso corrente, como todos, e em toda a minha vida era a primeira vez que eu *VIA* aquela palavra escrita. Ouvir, já tinha ouvido. E muito. Por que será?;-)

Pois bem, esta introdução , até pequena para os meus moldes:-) é para responder, eu mesma ;-), à pergunta que eu mesma, de novo;-) ofereci aos meus adoráveis leitores e – não é por eu estar na minha própria presença – foi sucesso de crítica e de público. Foi sim.

A pergunta : “Qual – na sua opinião – é o primeiro INSTINTO (NATURAL, portanto) do “ser humano”- a LEITURA ou a ESCRITA? E pode explicar o por quê?

Todos os que vieram, escreveram, e escreveram muito bem e confesso não contei quantos acharam que era a leitura e quantos achavam que era a escrita.

Isso não era importante. Ou seja , a pergunta era e é importante. A resposta é que parece uma resposta idêntica a que se faz em uma charada, decifração de um enigma. Então, importante era que as pessoas refletissem, pensassem naquilo que acham que, por ser óbvio demais, não necessita de questionamento. (o ‘excesso de claridade’, como diz a escritora Vivina de Assis Viana, em seu livro “O Jogo do Pensamento” – às vezes nos prejudica) Concordo plenamente com esta pérola de sabedoria, e que a autora, temerosa de que os apressados fizessem confusão, chamou logo atenção para a diferença entre claridade e transparência). Às vezes, claridade demais ofusca, e sabe, gente, quando uma coisa for, por demais óbvia e alguém fizer a pergunta, não pensem mal de quem a faz, que pode ser “burrica” como eu, mas também pode não ser.
Costumo dizer que o óbvio, justamente por ser óbvio faz com que a gente tropece nele.
Tudo bem, mas não seria justo, depois de todos vocês escreverem, e terem exposto sua maneira de pensar, que eu ficasse comodamente sem dar os meus two cents.
Não é justo as pessoas terem vindo (EU IMPLOREI para elas virem rs pisc*) – muito obrigada, queridos – exposto suas razões , e algumas até meio blasés, acharem que a questão era um idiotice, outras, impacientes quiseram logo uma razão – e não uma resposta – para a pergunta (sempre acham que estou escrevendo um livro, tee hee) e outros não quiseram por nada deste mundo perder a festa que, concordo, foi uma festa , uma coisa assim *brincante* que me movia. E nos unia. Principalmente com os que me fazem rir, sempre.

Portanto, digo já que, entre os dois, o instinto básico (ops..ahaho) o mais primitivo do homem, in my so humble opinion – é a leitura.
Claramente, porém, a questão “leitura X escrita” está tão interligada que, à maneira de alguns cientistas em seus experimentos e à maneira de alguns filósofos em suas demontrações para a sistematização dos seus pensamentos – colocam nome de bichos, digo, animais, (A FORMIGA de Langton, o ASNO de Buridan, o GATO de Shöeroding etc.. e, eu também que sou chique :-) intitulei a questão de “O GALO DE GUGALA” , em homenagem ao Gugala , do mesmo nome ;-). (Aviso que só vão entender se lerem os comentários). Para que soubéssemos que muitas vezes ela parece ser uma antinomia (pergunta/questão que parece ter duas respostas indiferentemente) tal como: o que vem primeiro, o ato ou a potência; a potência ou o ato?, a manga ou a mangueira?, o ovo ou a galinha?…
E creio mesmo que se não fizéssemos essa pergunta e se não a fizermos de tempos em tempos, um dia esqueceremos as noções de memória , história e sociedade.
Que são imprescindíveis ao estudo e construção – e também preservação de uma cultura, de uma civilização. Mesmo em sociedades que não possuem uma escrita, ou seja as sociedades ágrafas, constroem-se uma cultura, uma sociedade, certo?
E quais os meus argumentos? Bom, esse parágrafo acima já diz tudo, porém, tentarei mostrar dois, deles.
E mais: alguns eu já até disse por aí nos comentários (tô avisando: vão lá nos comentários que às vezes, quase sempre, é a parte mais importante de um post) . Mas comecemos pelo começo:

1-Vou pedir emprestado algo que retirei do belíssimo livro, obra prima, de Gabriel Garcia Marquez, Cem anos de solidão, a sua impecável paráfrase/metáfora do mundo:
Quando, certa vez, os habitantes de Macondo foram atacados por uma doença parecida com o que hoje se chamaria amnésia, o olvido, o esquecimento, eles pressentiram que todo o seu passado, tudo o que haviam aprendido estava desaparecendo. E aquilo que eles denominavam, por ex. uma vaca, uma árvore, podia não ser mais reconhecido pelos que viriam depois. Aí, então e só então, fizeram rótulos que diziam : isto é uma vaca , e delas é que tiramos o leite….isto é uma casa, isto é uma árvore, etc. tec.. etc… Acho que colocaram as mãos na cabeça e disseram, mais ou menos: ‘Valei-nos, Sto. Expedito, nosso mundo vai perder a significação que tem para nós’!. E então? As palavras, independentemente de que haja uma escrita, aquelas mesmo com que se narram as experiências pelas quais passamos (Erfahrung), como diz Valter Benjamin, são as que dão uma coerência e um sentido ao mundo. Sim, a Palavra.
Mas , ora, quem oferece um sentido a alguma coisa, parece já ter uma rodagem, uma quilometragem nessa coisa, nesse lugar , nesses acontecimentos. Senão, como disse a sábia Aninha Pontes, minha ídola – como que se vai escrever aquilo que não se conhece, sobre ou de aquilo que não se viveu? Se Aninha disse, a professora Rose Almeida Prado, mais detalhadamente, explicou.
2- Por via de conseqüência, é necessário que o homem viva uma ou mais experiências; se aproprie dessas experiências, daquilo que viveu. É necessário que se transmita a lembrança/experiência pessoal- e não pensem que é um paradoxo, a experiência pessoal pode ser de uma pessoa, mas também de um grupo de indivíduos, pois que (Erlebnisse) é justamente o conjunto de “histórias e vivências das pessoas, de algo que foi vivido, vivenciado, como se diz.
Como os alemães são precisos e preciosos, eles têm duas palavras simplérrimas para significar isso : Erlebnisse = vivência pessoal , as autobiografias faladas, o “comigo aconteceu…” , as tragédias pessoais, etc… a memória, que é transmitida por um narrador aos demais, e a outra é Erfahrung que vem a ser a História coletiva, a história mais ampla das descobertas, dos mitos (considerados, aqui, por mim, como histórias exemplares), o inventário dos desejos e das revoltas coletivos. Estratégias de defesa e proteção de classes, etc…

Não sei se falo aqui – entre o número reduzidíssimo de meus leitores- com , e nem com quantos – judeus. Anyways…
Para o povo judaico, há uma experiência terrível (- e olha que foi assim, tipo “ontem” e a escrita já existia desde tempo imemoriais -) de dor e sofrimento inimagináveis, de extinção de indivíduos, o que deve ser muito difícil de narrar, de se falar, e que não foi escrita por muito e muito tempo: a experiência da Shoah – que para o povo não-judaico, ou versão dicionarizada , se chama Holocausto. Acredita-se que só existe calcado na memória da civilização contemporânea, a escrita desse marco na História, ou seja, da tragédia dos campos de concentração, do extermínio de pessoas, a loucura e o assassinato em massa, porque se preservou a narrativa correspondente : Importava saber não o que a escrita iria filtrar e deixar como legado. Mas antes de tudo, importava que não esquecessem. Importava viver e passsar adiante, (a oralidade como forma de leitura ou algo não escrito) sempre, para impressionar, para ser ouvido e visto, para marcar, para que jamais se repetisse. Walter Benjamin, um dos pensadores exponenciais de toda História da Filosofia e pensamento contemporâneos, que criou o conceito de *narrador* era judeu.

Então, para resumir groseiramente, eu também recomendo a todos o maravilhoso livro da não menos excelente professora Ecléa Bosi: Memória e Sociedade; lembrança de Velhos, que fala da formação da sociedade paulista, a partir de coisas, fatos, lembranças que os velhos, as pessoas mais velhas sabem e que a História escrita, muitas vezes repudia, filtra, escolhe ou desconhece, ou pior, deixa desaparecer. E como elas se transmitem ? Alguém, ou vários, assumindo o papel de *NARRADOR* (mais que um nome, um conceito importante) e o historiador, o sociólogo, o antropólogo faz ou deixa de fazer, o seu papel. Mas de qualquer modo, isso se transmite pela oralidade , pela fala ouvida, pela fala lida e não-escrita. Isto não é desenho em caverna. Nem é código…digamos que Saussure não tenha nada a ver com isto. Isso é vida, o que se lê nos lábios de quem tem mais …experiência (Erlebnisse). Se o historiador vai fazer o seu “desenho rupestre”, bom, isso …é lá com Sant’antônio, como me diziam , antigamente.

Você verá que quando respondeu à pergunta – de resto, uma pergunta do mundo ao mundo – a primeira coisa que ocorreu a todos foi ou as pinturas rupestres, as gravaçoes em paredes de cavernas etc ou subliminarmente a escrita de “escritores” ou seja a fabulação, a ficção, o conto, o romance. Os códigos verbais, langue, parole etceterrá…
Foi ou não foi, meninos e meninas?, digam a verdade.:-)
Ou seja, a História romanceada (aliás, lembro aqui que é voz corrente dizer-se que só existe a História da classe que domina, ou dos vencedores de qualquer tipo de conflito, guerra, dominação, conquista). Aí é que entra a tese da professora Regina Dalcastagné, a respeito das *PERSONAGENS* na literatura de um povo, no caso, o Brasil: brancos, negros, índios, MULHERES? Vá saber.
É o caso de dizer-se, perdoem-me, mas o buraco é mais em cima:-)
Isso está claro e patente, quando falam em decodificação (em Portugal a palavra parece ser *descodificação*, o que faz sentido) de códigos verbais. Mesmo – sabemos mesmo ler? outra questão importante, não é?- que a pergunta fale em instinto básico, natural, sem intermediação das descobertas futuras. Esquecendo-se que tanto a relação da fala-linguagem com o pensamento (linguagem X pensamento) quanto a relação leitura X escrita , se tomadas sem o devido rigor e se formos confiar apressadamente que o mundo é constituído a partir do momento em que ingressamos nele:-) serão sempre perguntas irrespondíveis. Não pelo salutar motivo de que uma pergunta já é a constituição de um problema e vale mais que sua resposta, mas porque aí reside uma ‘petição de princípio’, uma falácia Petitio principii– que torna a pergunta viciosa como ..um círculo vicioso;-) Pois escrita e linguagem resultam de convenções. Mas quando é que o Homem foi suficientemente social para sentar e fazer um pacto, uma convenção? Ou então respostas tortas;-).

Verdadeiros Galos de Gugala, portanto. Que também poderiam ser chamados de Galo de Boczon, ou Galo de Lunardelli:-) – esta a razão do título. Pois vocês foram amáveis e muito bacanas vindo responder.

Não, não estaria errado . Mas eu me sentiria desonesta ao roubar o tempo de meus leitores que, como eu, têm sua vida praticamente tomada por compromissos etc, fazendo uma pergunta anódina.

Refletimos e avançamos muito, pelo menos *TODOS*, ABSOLUTAMENTE TODOS os que aqui vieram responder e explicar sua resposta.

Agora, depois “ficam babando roxo e sapateando encarnado” quando eu digo que os meus leitores são os melhores do mundo em todos os tempos. HellooW! eles são mesmo. Morram de inveja, cambada, os meus são ótimos!:-)))

Brincadeirinha, gente, sei que meus leitores são também blogueiros e leitores de outros blogs. Mas mesmo assim eu acredito que … hahahah. Valeu!

Bom dia e façam as perguntas que quiserem: vocês sabem as respostas.

Putzgrilo, falei demais, não foi?
=-=-=-=

Iconografia: The Menacing Cupid , de Etienne-Maurice Falconet (que está em uma exposição sobre arte erótica, no centro cultural Somerset House, em Londres.
Eclea Bosi e Vivina

Sobre sub rosa
The most of all things and persons in the entire world drives me *flabbergasted". That includes me.

23 Responses to O GALO DE GUGALA ou … e as culturas ágrafas?

  1. James says:

    Cara Mestra:

    Outrs grande aula!

    Um abraço.
    PS:Tem um convite para brincar lá no Reflexões.

  2. Nelsinho says:

    E pôe aula nisso, caro James!…
    Pena eu agora dispor de tão pouco tempo.

  3. Lou says:

    Aula MARAVILHOSA! Faz pensar…equilibrar…descobrir…Que mais se pode desejar? Voltar… para digerir lentamente?… Obrigado! Os links…as dicas de leitura…tudo muito bom e importante, para mim (para todos?). Adorei!
    BRAVO!

  4. Giovanna Alcântara says:

    Eu amo esse blog!
    Cada vez que venho aqui (e venho quase todos os dias) nunca saio como entrei.
    Hoje então, gostei tanto que resolvi sair do anonimato para te cumprimentar pelo conteúdo e graça desse post.
    Receba, Maria Elisa, todo o carinho e admiração de uma fã sua daqui das bandas do sul.
    Um beijo.
    Giovanna

  5. Meg,
    Você nunca fala demais. Maravilha!
    Beijão

  6. Meg,
    Volto para agradecer o carinho lá de cima. Não mereço. Fiquei tão embasbacado com o seu texto que esqueci completamente da educação.
    Beijão

    Hahahah, este seu comentário me fez rir: vc, esquecendo da educação?
    Ora, milord, nunca, jamais eu vi um Lord tão lord.
    Isso, sim
    Um beijo aristocrático,
    Meguita

  7. gugala says:

    é uma honra paradoxal estar ao lado do Asno. ahahah
    Sensacional o texto, meguita. Bj
    <strong><blockquote>Não senhor, o senhor não está ao lado do Asno: quem está ao lado do asno é a FORMIGA e o GATO e o *GALO*
    O senhor está ao lado de fisicos quânticos, de cientistas e filósofos.
    Sim, eu sei que poderia procurar algum experimento arquitetônioco, mas sinceramente, não achei.
    Fica para a próxima.
    Eu sabia que colocar esse asno, iria me causar problemas;-)))
    É o tal negócio hahahah
    Beijos</blockquote></strong>
    ATENÇÃO, digo, velhinha;-)))

  8. Eduardo P.L. says:

    Junto me ao Asno e ao Guga, para elogiar o magnifico texto e aula que tomamos!
    Beijos
    <strong>Hahaha
    Eduardo, quanto vou ter que dizer que você tal como o Claudio Boczon e o Guga
    disseram com muita graça e verve, extamente o que eu queria ter dito:-0)))
    Agora a primazia é do Guga que disse primeiro – OK vc complementou de forma acachapante:-)
    Então repito: essa CONVERSA, nosso, muito boa por sinal, eu adorei tanto o que me responderam, pois
    (sem querer dar idéias) vocês poderiam me mandar passear, porque a Internet não é para essas coisas,
    mas não, vieram comigo.
    E com muita honra vieram O GATO, O ASNO, O GATO e a FORMIGA com seus respectivos donos: um artista plástico, um PAI DE ARTISTA PLASTICO, outro artista mutimedia, e rockeiro heavy metal e também piadista de marca mairo
    A minha seleção está composta igual ao filme do Monthy Python:
    GUGALA, BOCZON, LUNARDELLI, DIÓGENES, PLATÃO, digo ARISTÓTELES, SNTO ANSELMO DE AOSTA, e mais os FÍSICOS e físicos QUÂNTICOS…
    Puxa, Eduardo , tá reclamando quê, homem de Deus?
    Beijinhos
    Meguita!</strong>

  9. vivina says:

    Meg,
    li tudo, pensei, repensei, entendi, não entendi.
    Sei que aprendi. Até onde sou capaz, aprendi.
    Não sou muito eficiente em leituras de textos teóricos e/ou críticos. Acho lindo, mas demoro pra apreender, sabe como? Dificuldade que me acompanha desde a época da Facudade, há décadas!..
    Há algum tempo – um mês? – venho passeando no Sub Rosa, querendo palpitar. Ensaio, me calo.
    No entanto ontem, no Lord Caco, parecendo mágica, olha você falando de um livro meu, escrito – também – há décadas!….
    Foi a senha. Agora escrevo, pensei. Feito pinto no lixo, escrevi.
    Trabalhoso -e bom – te ler. Parabéns, de verdade.
    Beijo claro/transparente,
    Vivina.
    <strong><blockquote>Ai, minha flor bela:
    Sinto que vou desmaiar… sinto, e sei.
    Prefiro responder por email
    Uma honra oferecer a você o Sub Rosa, como sua casa que já era,
    sempre foi.
    Lord Caco (eu não gosto de chamar assim os membros da realeza, sabe:-))
    mas ele só me traz coisas boas.
    Agradeço aos dois.
    Um beijo, mineiro, maneiro, da sua fã de muito tempo.
    Meg</blockquote></strong>

  10. aninhapontes says:

    Meguita minha querida, você, se não existisse, teria que ser inventada.
    Como poderíamos ficar sem vir te ver, receber esse carinho que você tem conosco?
    Eu fico assim, boba, boba. Como pode alguém de alma linda como você, de uma cultura sem medidas, dizer-se minha fã?
    Meu Deus!
    Sem dúvida nenhuma, ter a presença da Vivina em nossa casa, é o que de melhor podemos ganhar dos céus. Uma pessoa doce, com uma bondade imensa, e que já faz parte daqueles amigos que ganhamos agora, mas com certeza estavam escondidos, porque sempre fomos amigos.
    Um beijo querida, tenha um final de semana bem gostoso.
    Nós amamos você!

    ====RESPOSTA=====

    Terei, querida, terei um final de semana cheia de de ricos presente, verdadeiras bênçãos (upa! será que é assim esse plural? eu outro dia bati a cabeça para escrever o plural de *poeta catalão* hahahaha, juro, querida
    Bom, mas vamos agora ao filé mignon: dia que vc não vem aqui é dia vazio. Ou dia em que não vou lá ao seu blog. Tenho para mim, Aninha, que é muito difícil escrever de uma maneira que ao se ler o texto aparenta ser fácil. julgo que é muito complicado escrever a respeito de coisas tão vitais e importantes, como eu vi vc escrever um post sobre a vacinação, e que depois o texto pareça simples.
    Às vezes me flagro cortando adjetivos, podando advérbios, arrancando pontos de exclamação e meu mal maior: as reticências.
    Você tem um texto belo, ewcorreito, como se diz no meu ofício de crítica, que jamais deixarei de ser, praise Gott, embora as pessos pensem que só sei elogiar, esquecendo que do que NÃO* é bom , eu me calo a respeito, ou dedico um silêncio, que já é outra forma de linguagem, minha Aninha.
    E sei que nova inda como vc é, sim, não diga que não é, é mais nova que eu e eu me considero uma jovem, muito jovem senhora (an old and marvellous lady) há de sistematizar seus conhecimentos numa Universidade, (pensa que não entendi tão bem , sua posição à época da greve? ) numa Universidade à Distância, das boas, que as pessoas estão usando muito e vejo aqui estar dando resultado.
    Não é o essencial, mas se você fizer, aí não tem pra ninguém hahah, ah! mas não tem mesmo. Digo, sem medo de errar: blogues há muitos, de todos os feitios e escritas (olhe na próxima semana falaremos sobre ESCRITA (ou ESCRITAS) mas bem poucos como o seu e um dia ehei de escrever sobre isso.
    Afora, bem à parte, você ser o nosso porto seguro, que às vezes a gente está fraca , fraquinha que nem pode ir lá, mas só de saber que se conta com vc e seu doce suporte, a indivídua aqui já melhora se considerando a pessoa de mais sorte neste mundo.
    Diante disso, ser sua fã é algo, repito, sem mérito e que não causa nenhum esforço, pois basta ir lá e constatar.
    Fale sem pre e fale muito: é um alimento pra mim. E acho que não só para mim.
    E falando nisso, e o Valter Ferraz, conhece?:-)) está fazendo jogo duro comigo…ora, ora..ora… ele pensa que não vejo . Pois sim.
    Para você, querida meu beijo, aliás meus beijos por todos os comments não respondidos, e por todos os seus posts não comentados por mim. Que você sabe bem a maré como é:-) E cadê a Denise?????, by the way?
    Com o meu maior carinho e admiração.
    Meguita.
    P.S. Sobre a Vivina, estou em estado de êxtase:-)

  11. Yvonne says:

    Isso é que foi uma verdadeira aula. Beijocas

  12. Meg,
    eu fazendo jogo duro? Vc não sabe esperar, é como eu: ansiosa demais. Calma, mulher.
    Já, já a gente teremos novidades, by de way my lady.
    Bom final de semana,
    Um beijo grande
    ps: A Aninha leu sua resposta aqui junto comigo. Ficou toda babona e se recusa terminantemente a fazer o almoço. E agora, como fico?
    Essas mulheres!

    —–RESPOSTA—

    Pois é , Valter, justamente, essas novidades que acompanho , você vai me deixar de fora, é?
    Humpft!!!!

    Ah! pra vc ver: comigo a Aninha não cora, não é?
    hahahaha
    Um beijo menorzinho para vc, pois está sendo machista hahahahah
    from the marvellous lady (eu não disse que ia arranjar um título de nobreza para mim
    hhohoho.
    pisc*
    Fica bem, também

  13. Yvonne says:

    Meg, por favor me desculpa. Não li o seu post porque fiquei fora uma semana. Normalmente quando retorno, eu só leio o último que está no blog. Querida, que bom que você deixou o Benício para mim, rsrsrs. Beijocas

  14. Janaína says:

    Gosto de textos que misturam várias áreas de conhecimento. Não gosto de pessoas que se afundam em um ponto para embasar tudo. Um dia darei conta disso, ainda tenho muito que ler e aprender e isso, às vezes, me assusta.
    Vou imprimir e mostrar pro meu marido, ele cursa História e precisa ler isso.

    Mas sabe o que é a essência de tudo (tudo mesmo) e que vc colocou muito bem?

    O se questionar. A desconfiança do óbvio. A eterna busca de novas perguntas ou de novas respostas para velhos conceitos.

    A busca é a essência do ser, em minha opinião.

    Abraço.

    Janaína.

  15. AV says:

    Meguita,

    Registada, a lição.
    Gosto de navegar por labirintos de imaginação, dar rédea solta às ideias e deixar-me embalar por elas. Mas sou mais empírica, mais intuitiva, tenho tendência para a preguiça de aprofundar conhecimento académico. Mea culpa…
    Por isso agradeço a sua brilhante dissertação, que me obriga a voltar à terra e a procurar respostas nos que já disseram muitas coisas melhor do que eu, antes de mim. A humildade é sempre um bom ponto de partida.
    Parabéns também pela qualidade dos seus interlocutores, não é todos os dias que se junta uma audiência destas, num blog!

    Beijo atlântico
    Ana

  16. Carmen Santiago says:

    Bem, Meg
    Gosto muito do seu blog, embora às vezes não entenda muito bem os assuntos, mas eu gosto. E estou comentando pela primeira vez, porque achei uma coisa que eu estava procurando a tempos, justamente isso, o que vem primeiro na história. Foi um tema de trabalho do professor de Antropologia, na minha facul.
    Por favor, me diga se entendi certo:
    1- Não é importante a gente saber se foi a leitura ou a escrita que veio primeiro? Que cada um pode pensar do modo que quiser?
    2- E se no caso de aceitarmos sua opinião: a leitura é mais importante porque a gente pode viver muito bem sem a escrita?
    Eu fiquei com essa dúvida e acho muito irônico que esteja sabendo dessas coisas justamente num bloger, que é da Internet, e que é onde a gente fala com outros, se comunicando atravez da escrita.
    Me desculpe, não estou querendo ofender, mas agora a minha cabeça deu um nó. Será que pode explicar melhor ? Ou vamos ter mais posts sobre o assunto?
    um abraço

  17. Magaly says:

    Oi, Meg, acabei de ler sua aula magna.Talento e abertura. Conhecimento em profundidade e grandeza em compartilhá-lo.
    Acho que entendi tudo o que expõs, mas não explorei os links ainda.Há assunto pra muitos serões..
    Reabilitada do mal-estar que me malbaratou uma semana, tenho que tirar uns atrasos e, depois, visito os links que são do meu interesse imediato. Necessidade urgente de melhorar o padrão de conhecimento ou parar de navegar.
    Dá para um papinho na linha? Vou tentar, hein?

  18. aninhapontes says:

    Meguita querida, votei em você.
    Vai ver lá meu bem.
    Beijo

  19. O galo, gaiato,
    se fez presente
    para escapar à sina
    do ovo e da galinha,
    num futuro galeto

    digna de comiseração essa vida galinácea, que quando ainda são novas e vão pra panela, quem leva a fama no elogio do prato é o frango; depois, as que sobrevivem ao cutelo e já poedeiras, têm que aguentar o assédio de garnisés e dos papagaios e matutos das piadas do Ari Toledo.

    por fim, são as aves “homenageadas” quando se fala das mulheres de vida airada, assim como as mamíferas cadelas, as aquáticas piranhas e as lepidópteras mariposas.

    ao menos em polonês, alguma justiça se faz às penas pelas quais elas passam, já que lá na terra do Karol são conhecidas por kura, e daí as vantagens medicinais de sua tradicional canja ficam mais evidentes, e é sabido que este acepipe, e conselho, não fazem mal a ninguém.

    recomendo a audição da música “O pintinho”, do Arca de Noé 2, para melhor compreensão da vida no terreiro.

    concluindo, isto tem alguma coisa a ver com o proposto no post?

  20. Meg (Subrosa) says:

    Faz sim, hahahah
    Mande bala! Mande a música)
    para provar, a experiência Galo de Gugala:_)
    Pocalunki

  21. ah, esqueci de escrever sobre o pinto, mas isso só a partir das 23h, quando as crianças já tiverem ido dormir (bem depois das galinhas).

    pîr corococó

  22. Meg,
    Seu blog é uma das 7 maravilhas da blogosfera. Pelo menos eu fiz a indicação lá no Lord.
    Beijão

  23. nelson says:

    Meguita, perdi o bonde andando, blog girando, a pelota redonda e o universo bem dito..tem nada não, a leitura me trouxe ao mundo, minha irmã lendo Miseraveis e Dickens, o bom gosto fala tudo e eu sem referencias, sem escrita, sem alfabeto do conhecimento, inventava imagens e daí diante pensei por que escrita? quando posso opinar cores e nanquim e traços minimos numa resposta solta. Minhas historinhas cabiam em aguadas fortes de colorido..Compensava a ausencia da escrita ilustrada, falando pelos cotovelos..A imaginação prega peças..Ainda me vejo pequeno, recolhido algum canto, inventando algumas historias falando sozinho, e no primeiro momento possivel dar nome aos bois quando listava titulos num caderno escolar..

    Oh Gosh!!!!!
    Feliz esse post hein?, pra merecer um comentário deste, como este!
    por coisas assim é que o viver vale a pena
    Speechless!
    Todas as leituras, a leitura
    que é o que faz (ou não-faz o escritor)
    Um dia as pessoas vão entender exatamente o que vc diz aí!
    Perfeito
    Beijos
    Meguita

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