Retrato pelo artista que é jovem// e leitura com e para crianças.

Alguém poderia me responder à seguinte pergunta: Quando se deixa de ser criança?
Não, não estou falando daquela coisa de que todo mundo até com 100 anos tem uma criança dentro de si e talz… e também não me interesso por aquelas crianças (irx!) que batem o pé e dizem… (se vocês pudessem me ouvir, eu estou “arremedando”:-) quer dizer, estou imitando as ‘chatonildas’ das crianças que dizem eu não sou mais criança etc etc .. geralmente quando se trata de algo que só interessa ou só pode ser feito por quem não é mais criança mesmo. Ou seja, para umas coisas elas são criança e para outras não?
Pois bem, no dia 1 de junho foi o dia Mundial da Criança. E isso, se vc não sabe, é comemorado (no Brasil, para falar a verdade, eu nunca vi ninguém falar nisso, até hoje!) desde 1958. Bom, não quero falar dessa coisa também de direitos de crianças. Se criança tem deveres também etc. e talz. Ops.. desculpem, vcs sabem que o Sub Rosa tem uma tradição de democracia e aqui podem falar o que quiserem, desde que seja para falar de coisas boas, realçar o bom, certo?;-))) hahaha, isto é uma democracia, mesmo?

O meu interesse, objetivamente, é porque fui contactada para uma entevista e fui convidada para falar sobre o que vem a ser Literatura Infantil (não é infanto-juvenil, certo?, é infantil) e eu logo recusei dizendo que não sabia nada de nada disso. Porém, ai porém como canta o meu amado namorado Paulinho da Viola, a professora de Literatura que fez o convite, perguntou se eu não podia então falar sobre o personagem *criança* na literatura.
Bom, aí já era demais eu recusar – e vou então a partir de hoje, de agora, agorinha, aceitar de vocês que me digam o que acham desse negócio de criança, certo?
Nos USA, principalmente, existe a expressão “teen* (quem não viu o belo e impressionante filme Thirteen que no Brasil levou o nome de Aos Treze) e o termo há muito que já foi imediatamente sendo apropriado por nós, brasileiros. O que tornaria então a fronteira entre criança e adolescente, a passagem dos 12 (twelve) para os 13 anos.

Então, para não dizer que eu vivo pedindo coisas de vocês, e vocês que são uns anjos (são, mesmo) e me dão e eu não dou nada pra vocês, olhem e vejam só essa indicação (ou seja essa ‘dica’, o termo dica é um short de indicação, como todos sabem).
Olhem que bonitaço: Nem preciso dizer que eu já havia feito o post do Pedro Alayon (quando recebi esse convite, o que me impediu de vir mais cedo aqui) que já é um rapaz, mas pode também dar a opinião dele.
Vejam se ficou bom.

1- Paisagem::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::2-Auto-retrato.

Todos sabem que eu não entendo nadica de nada…mas não é por isso que eu deixo de, pretensiosamente, há seis anos, usar o blog Sub Rosa em suas diferentes versões para, sobretudo, divulgar o que eu acho que é bom.
Did I make myself clear? hãn, DIMMC ?;-)
Pois então, por esta simples, clara e graciosa razão, hoje quero lhes apresentar uma descoberta: fiquem com esse artista , o Pedro Alayon – um talento jovem que surge (na verdade ele já pinta, desenha etc . desde 2003, pelo menos) e que graças aos blogs faz já sua exhibit para a mais ampla asssitência do planeta: a Internet. Em um blog! .
E foi indo ao seu blog, examinando, ‘cascavilhando’, contemplando demoradamente, tanto os thumbnails, quanto seus desenhos, retratos em tamanho ampliado, que me dou o direito de recomendá-lo.
Eu o recomendaria e qualquer forma, certo? Mas… quando tenho respaldo crítico especializado, e especialidazadíssmo, da magnitude de um Claudio Boczon, e de um EDUARDO LUNARDELI, que não vieram ao mundo a passeio (pelo menos não só para isso hohoho) , aí então, sinceramente, eu é que fico orgulhosa pela indicação.
Vejam as primeiras críticas:

Parabéns.
Muito bons trabalhos a óleo, desenhos e o seu blog. Vais longe! Voltarei para continuar acompanhando seu trabalho
.

Eduardo Lunardelli, que dispensa apresentações e que galvaniza a blogosfera no que ela tem de mais rico, ímpar, experimental, diversificado enfim a nata , la crême de la crême da blogosfera.
-=-=

“muito bons teus desenhos e pinturas, gostei bastante também do texto que, fora uns tropecinhos gramaticais, é bem natural e parece que dá para te ouvir fazendo as descrições.
vai fundo, que filho de peixe, peixe é.
Abração. “
28 de Maio de 2007 18:39

Claudio Boczon, que tem um resumé – para ninguém botar defeito. Cursos, exposições, criações etc… como vc podem ler aqui.

Agora, vem cá: se esses mestres disseram isso, eu vou dizer o que? E daqui a a algum tempo, me encarrego até de falar com o meu querido Amigo Dudi Maia Rosaa…
Claro, eu vou dizer/exigir/ que vc diga que leu o registro primeiro no Sub Rosa v.2 , que a arte do Pedro me deixa flabbergasted: sua ainda incipiente arte já é bela e não -definida, claro, mas ele possui belo traço, e é um autor que tem autoconsciência, e sabe descrever as circunstâncias de sua criação e por aí vai.
Ou seja, não fique aqui: vá correndo para ver o PFA projeto, (gosto muito desse nome, que ele escolheu, projeto é uma palavra filosófica) arte do Pedro Alayon, que ainda se dá ao luxo de ser um gato, gatinho , cute até não poder mais, poreém essas qualidades físicas, enormes, ficam muito aquém do seu talento.
Dizem por aí que o pai do Pedro também detona, mas eu já disse que aqui é uma democracia e eu não admito nepotismo hohoho., E mais: esse post é só pra dizer que :
Pedro rules! Bookmark, please!

Sobre sub rosa
The most of all things and persons in the entire world drives me *flabbergasted". That includes me.

22 Responses to Retrato pelo artista que é jovem// e leitura com e para crianças.

  1. Segundo a Unesco – se bem lembro -, deixamos de ser criança aos 12 anos e entramos numa longa aborrecência que dura até os 20 anos.

    Porém, minha filha parece ter entrado na adolescência aos 11 e meu filho aos 14.

    Mas, como todos sabemos, é importante manter viva a criança dentro da gente… (Um dia ainda escrevo um .pps do mal! Chega de promover bons sentimentos, porra!)

    Beijos, minha querida amiga.

  2. Beijos, também para você, Milton, professor e conferencista.. Olhe, eu estou na torcida e sei que vc rock!
    E vai detonar lá:-)
    Brahms e Piazzola!
    Iuhu!
    M.

  3. sizenando says:

    passearei com mais calma, depois, aqui pelo seu blog, meg.
    brigado pela visita e, qdo tiver tempinho, volta lá e clica no desenho “criança é sempre criança”, no arquivo do mes de abril. acho que vc vai gostar. tá lá o que penso e sinto com as crianças… abraços.

  4. Eu tenho minhas questões, minha vó se casou com 14 anos e segundo ela, “naquele tempo” isso era normal. Então a adolescência não é algo assim tão velho.
    Ok, sem medo de escrever asneiras:
    Crianças são cada vez menos crianças dentro dos antigos moldes(quintal & bola de gude).
    Crianças (meninas) estão mais “erotizadas” e cada vez mais cedo, já que nas ruas é comum ver crianças de 9, 10 anos com roupas do tipo B.Spears no auge carreira musa-ninfeta ..
    Parei, não consigo ver coisas positivas no que eu vejo de infância hoje, só consigo lembrar de crianças gritando com os pais em ônibus e coisas negativas, quando não imaginar um menininho sentado no computador o dia todo e fazendo pirraça para comer.
    Acho que não dá pra aproveitar nada do que eu disse :P

    MEG, esqueceu do e-mail me ensinando como colocar música ?

    Beijos!

  5. aninhapontes says:

    Meguita, acho que não tem mesmo uma idade definida.
    As pessoas tem personalidades diferentes, umas deixam a infância mais cedo, outras mais tarde.
    Tudo depende do modo de vida eu acho. Não sou nenhuma especialista no assunto, é apenas minha opinião.
    Acho que jovens que precisam ir à luta mais cedo, amadurecem mais cedo também.
    Mas sabemos que há aqueles que ficam agarrados à saia da mãe, at´os trinta anos. E a gente percebe também a falta de maturidade.
    As coisas mudam, o mundo muda. O apelo ao consumo hoje, leva as crianças a procurar um mundo adulto muito mais cedo.
    Acho que essa “faixa”, de transição, se existe, eu desconheço.
    Deixando um beijo grande para a menina desta casa.

  6. Alvaro says:

    Eu nunca deixei de ser criança. Tem hora que é preciso ser adulto, mas é muito chato!
    Minha doce Meg, estive um tempo fora. Médicos, exames, fisioterapias, disputa de pc com a filha (tá na hora dela ganhar o dela!), preguiça de escrever… foram alguns dos motivos. Voltei!
    Uma linda semana para você. Beijos, doce Meg.

  7. Luma says:

    Acho que se deixa de ser criança quando passamos a nos preocupar com o mundo conscientemente ou com os problemas que nos rodeiam.
    Esse menino tem a quem puxar!! É filho do Guga!! Que beleza de família! :P
    Beijus

  8. parece papo de velho, mas além dos desenhos e pinturas do Pedro, o quê me chamou muito a atenção foi a maneira como ele escreve e se descreve, sem essas afetações que a piazada da idade dele geralmente utiliza para se comunicar.

    valeu pelo post, Meg, ficou “da hora”!

  9. Yvonne says:

    Meg, nós deixamos de ser crianças quando descobrimos que o mundo não é lá essa maravilha que os outros dizem. Linda, não sei que merda eu fiz que não consequi linkar o seu blog lá no meu. Me aguarde que vou tomar essa providência no dia que estiver bem inspirada porque qualquer coisa com relação à Internet é um problemão para mim. Beijocas carinhosas e sobretudo respeitosas

  10. gugala says:

    meguita, quando pensamos que sabemos uma resposta para esta pergunta. Aí já é hora de partir.
    bj

  11. Deixamos de ser crianças quando a desilusão se instala, e isso se faz tão aos poucos, mas tão devagarinho, que só quando chegamos à UTI, sem bilhete de volta, alguém diz: -“O médico o desenganou”! Aí, já é tarde…

  12. Júnia says:

    Meg, você é demais!!! Como consegue descobrir essas maravilhas? Saudades suas!

  13. Júnia says:

    E concordo com o Cláudio Boczon- parece um adulto para escrever (e para desenhar também). A árvore para a mâe dele não tem adjetivos!

  14. Segundo minha mulher, sou uma criança até hoje. Logo, não me sinto em condições de dar uma resposta, hehehe beijão

  15. Eduardo.P.L says:

    Meg, criança não tem idade. É um estado de espirito. Tem crianças velhas, e velhos idosos que são cranças!. Todo mundo já disse isso.
    O que eu queria ressaltar é como o Pedro desenha , pinta e escreve (descreve) bem!. Mas como vc mesmo falou , já é um adolecente, e não mais uma criança!

  16. Queridos amigos, devido a compromissos, ou seja cumprindo minha AGENDA;-) , não pude aindfa, mas virei responder todos os comentários.

    Digo apenas que estou felicíssima pelo sucesso desta “postagem, que alcançou experts e outros leitores que admiraram o que Claudio e Eduardo Lunardeli já haviam previsto.

    Um grande beijo.
    Meg

  17. … quando deixamos de ser crianças???

    talvez quando temos noção da nossa 1ª desilusão…
    vou de seguida ver o blog do Pedro … pois aguçaste a minha curiosidade.

    obrigada pela gentileza em me linkares … já retribui e no meu Blog, também já consta o teu…

    beijinhos

  18. Eduardo.P.L says:

    Meg, obrigado pelas repetidas citações! Beijão.

  19. Magaly says:

    Meggy
    Estou com quem afirma que a infância é um coneito tanto cultural quanto biológico.
    O meio ambiente responde pelas diferenças: o meio familiar, o meio social, o tipo de experiências vivenciadas, tudo influi no desenvolvimento físico como no mental. A maturidade, que se adquire ao longo dessas fases, depende muito do meio em que está inserida a criança ou o adolescente.
    Não tenho base para falar seriamente de assunto tão específico. É tema para pediatra, pedagogo, psicólogo. Tenho receio de ser leviana oa afirmar isso ou aquilo,
    Só posso acrescentar, como experiência de vida, uma coisa: – num mesmo ambirnte familiar, e, portanto, sócio-econômico-cultural, há diferenças no desenvolvimento da maturidade de cada um. por serem diferentes os momentos emocionais, diferentes os estímulos acionados.
    Meguinha, não me sinto segura para continua;, desculpe a contribuição canhestra, mas você conhece minhas limitações.
    Um beijo.

  20. Magaly says:

    Ih, Meg! Voltei para falar sobre os trabalhos do Pedro Alayon. Gostei, ele parece ter talento. Um traço leve e expressivo no desenho. Muito bom o auto-retrato e a paisagem muito linda. Parabéns a ele e à família Palavra de leiga no assunto, mas com sensibilidade dirigida por ser mãe de artista.

  21. denise says:

    Ah, Meg, cada um tem sua hora. Depende do tipo de vida que leva e a que experiências é submetido pela realidade. Creio que há pessoas que amadurecem mais cedo e a percepçao da realidade tira delas um quê de infância lançando-a na fase adulta de seu desenvolvimento. Já adultos, conscientes da realidade e que apresentam comportamento infantil, é outra coisa.
    beijo, menina

  22. nelson says:

    Quando deixo de ser criança? Quando paro pra pensar e deixo de brincar ou faço de conta se não quero mais brincar a brincadeira ta chata:..Nunca sei uma coisa tem a ver..apenas faço e me divirto..

    Adorei o post, minha querida Meguita in Wonderland…
    Beijos,

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