Começando mais uma semana, aqui e na USP.

Há muito eu não tirava um fim de semana para me divertir (ufa!) rir, gargalhar, conversar, ver amigos e me dar o sagrado direito de ser fútil sem me envergonhar. Inclusive aqui no blog.

Foi ótimo: eu adorei every single minute. Começa porém hoje uma nova semana e não posso me furtar a falar sobre as questões que, embora estejam ocorrendo longe, geograficamente falando, de mim, sua importância, o significado e o alcance delas na vida da sociedade, das pessoas, individuais (expressão correta, penso, pois existem pesoas jurídicas etc..) que juntas formam uma entidade, de modo nenhum abstrata que se chama sociedade, é muito grande.

Tenho lido em vários blogs e em alguns comentei, em outros, evitei me pronunciar, a respeito da ocupação da reitoria da USP. Agora, sinto-me um pouco mais à vontade para escrever alguma reflexão de pequena cabotagem: antes eram os alunos, uns sabendo e outros não sabendo sequer porque estavam ali; já, agora, 21 dias após os alunos ocuparem a reitoria, os professores aderiram ao movimento. E a UNICAMP também.
Não é pelo fato de a USP não ser a “minha Universidade” que eu não falei antes, embora, depois desse fato, tenha deixado minha fraquíssima opinião em várias caixas de comentários em posts de blogs que tratavam do assunto e sim porque a USP é uma Universidade pública, elitista mas pública, e eu me alinho com os que defendem a autonomia do ensino público que é paga com verba de cada cidadão. Isso em São Paulo, e em todos os lugares até no arroio Chuí.
Li alguns dos decretos do governador do Estado que restringem orçamentos, como sempre e como não se poderia esperar ser diferente, – e que agora sei, videram depois da ocupação – o que realmente não lhes retira a imensa gravidade- mesmo com o histórico do Governador, fui olhar fotoblogs que nos mostram a situação dos alunos que reivindicam mais autonomia,mais contratação de professores, melhoria de condições desde moradia para os alunos, transporte interno até…. Eu poderia escrever de olhos fechados tudo o que é reivindicado, porque já passei por isso, como aluna e depois como professora no Rio de Janeiro, principalmente e depois em Belém do Pará e depois no Rio de Janeiro. E sei que se tivesse estado na Bahia, ou no já citado arroio, em qualquer outro Estado, teria participado também. E, se querem saber , ou não querem, whatever, eu vou dizer mesmo assim: não encontro uma única novidade no chamado “processo” e tenho muito medo, muito pesar e, sobretudo, muito entristecimento. Foi em uma das minhas participações no ME que reparei pela primeira vez, e depois como professora, em várias greves, atuando às vezes em mais de uma ou duas Comissões, em três, por exemplo – a mais esclarecedora é quando se tem que *fazer* finança, ou caixa) e depois é a Comissão de Divulgação, ir a jornais, rádios, TV…
No ensino público, dificilmente ou praticamente nunca (a não ser os que faziam parte do Livro Negro da… USP) os professores são demitidos, mesmo os não-efetivados. Entretanto, há e digo isso para os “beginners” para que eles saibam e esqueçam, a possibilidade da mesma descoberta que me deixou com a sensação de vários socos no estômago, ao mesmo tempo: é que se motorista de ônibus ou de caminhão fizer greve, tudo pára; bancários, e possivelmente, mesmo os garis se fizessem, haveria repercussão. Comoção, caos etc… Mas, lasciate ogni speranza: professor quando faz greve não mexe com nada, não significa absolutamente nada – a não ser serem tachados de irresponsáveis pelos pais de alunos e pelos estudantes de último ano, que muitas vezes têm estágio ou emprego já “engatilhado”, e só recebe da chamada sociedade, invectivas, de que na relação triangular- governo, docente e alunos, os professores têm que, não, têm de ensinar, os alunos têm que ir para as aulas, e o governo não coloca força policial, faz pior: espera a greve esvaziar, mata pelo cansaço. Afinal, são só professores, quase coisas.
E um fenômeno estranhíssimo que nunca vi na vida *ANTES* de ser professora (e olha que fui uma das mais jovens professoras em todo o Brasil ( aos 22 anos já era professora concursada, ou seja , isso há 253 anos) que é a bendita “reposição de aulas
Presta atenção um pouquinho e como diz aquele homem da televisão, vem comigo: se o motorista de ônibus fizer greve, dá um reboliço impensável, não esperam 21 ou 40 dias, vai haver negociação logo, e ele volta a trabalhar, a partir do momento em que termina a greve. Nunca vi motorista, condutor ou chauffeur, repôr os dias em que não trabalhou.

Greve de professor e de aluno, essa é a mais desmoralizada das greves. Não importa que greve seja uma situação de exceção e recurso último de distrato ou discordância de situações injustas. E mais, é um recurso que se quer democrático. Só utilizado em sociedades democráticas.

Se os alunos entendessem isso, e não tomassem uma posição, como li no blog da Lulu: “… uma coisa Rosa Luxemburgo(*), Maio de sessenta e oito, e assim por diante – e isso pode nos soar ultrapassado, romântico, hippie , ou coisa de gente desocupada…” , haveria uma remota possibilidade de a História não se repetir nem como tragédia, nem como farsa.
A Lulu é uma das pessoas mais inteligentes que conheço (e que bom que houve circunstâncias que me permitiram conhecê-la) mas talvez sem notar ela escreveu um post que é tudo isso que ela coloca na ressalva;-).
A Lulu que é professora e é pesquisadora, defende e pontifica sobre uma Universidade, pública e ideal, deontológica, e com toda a razão, seu arrazoado termina romanticamente: “Eu me posiciono a favor do ensino público superior, eu me posiciono a favor da USP“.
Mas, o que interessa nisso tudo é a célebre questão: o que fazer?, que quase sempre significa e se confunde com como fazer ?
E a minha brilhante colega de blog e de leituras diz textualmente e muito possivelmente, diz de forma inadvertida: “Quais as melhores formas de realizar esse combate? Não sei, talvez os alunos devesssem sair da reitoria e ocupar outro espaço, sei lá” . (grifo meu)
Parece que a “prática teórica” que era como ridiculamente os ativistas comunistas (ou não) moi y comprise, confietor, chamavam in my days, não mudou um único milímetro.
E sabe Lulu, vc não está sozinha nisso, está em brilhante companhia: o professor José Arthur Giannotti, muito embora advirta: A autonomia universitária é ameaçada, antes, por esses focos de irracionalidade que a impedem de pensar e esboçar projeto de reforma – em escorreito artigo para a Folha de S. Paulo, na quarta-feira, dia 25 de maio, na página de Opinião (Tendências e Debates). O que me chamou a atenção para esse artigo, foi um post do Jayme Serva, do ótimo blog Dito assim parece à toa.
Eu li e fiz um comentário, quem quiser pode ver lá. Falando, inclusive, que o próprio Giannotti, com seu artigo aporético, também não oferece pistas do que fazer. E que no governo FHC foi convidado para um cargo político, mas sabiamente recusou. Porque uma coisa é falar, fazer e fazer bem é que…
Mas não tem o menor valor o meu comentário. É romântico, ultrapassado, só não é hippie, porque eu não peguei a época do Paz e Amor, era muito pequenina e não entendia nada;-)

(*) Não entendi o que seria atitude, ou coisa Rosa (de) Luxemburgo. Mas de resto, o post da Lulu, guarda a mesma categoria de sempre, e a elegância de expressão , muito bem escrito.

Bom dia, boa semana (no limite do possível).

P. S. novamente: Por favor, este meu post, não é para descrever, investigar e informar a situação, e *obviamente, nem poderia ser*, não é mesmo?. Os melhores posts a respeito disso estão, IMSHO, no blog do Idelber Avelar e no de Marcelo Coelho: o meu post é sobre outro aspecto da questão, inteiramente outro.
Eis porque continuarei – tanto quanto possa – sempre a tratar aqui sobre a questão da leitura.;-)

(atualizado às 15:01 h)

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ENQUANTO ISSO, NO JAPÃO:

Tão longe, tão perto.

Sobre sub rosa
The most of all things and persons in the entire world drives me *flabbergasted". That includes me.

13 Responses to Começando mais uma semana, aqui e na USP.

  1. Eduardo.P.L says:

    Meg, muito bem colocado. Assino em baixo. Como pai de ex-alunos. E daqui a pouco, avô de estudantes! Bjs.

  2. Eduardo, querido… obrigada, não sei se mereço, nem sei se faz sentido o que escrevi, foi puro impulso e peso de recordações, de experiências passadas e principalmente de não achar que “no meu tempo é que era bom”:-) mas gosto do fato de nos encontramos feito o sol e a lua: vc acorda e eu só agora vou dormir.
    Beijos.
    Meguita

  3. Eduardo.P.L says:

    Meg, querida, boa imagem, SOL E LUA .É isso mesmo. Bom sono.

  4. Meg, o que penso coloquei lá no Perplexoinside. Como você também conheço os dois lados. À parte minha pouca formação escolar, dentro de minha profissão também dei aulas. Eram aulas técnicas para alunos sem-escolarizados que queriam uma formação à mais. Três vezes por semana, das sete às onze da noite. Valia pelo interesse dos cansados alunos. Eu me aprimorei na profissão para poder passar algo a eles. Ao final acho que lucrei mais que eles. O salário era irrisório, mas o ambiente o must!
    Nesse caso específico da USP, acho que os alunos deveriam ocupar outro espaço que não a reitoria. A sala de aulas seria um bom lugar. Pois como disse lá, está assim ó de gente que queria estar lá e não pode, dentro de minha casa há duyas pessoas nessas condições e uma delas não sou eu.
    Um beijo grande
    ==-=-=-=
    RESPOSTA:

    Valter querido: você disse tudo no parágrafo final: “no caso específico da USP”.
    Eu me senti muito confortável fazendo esse post, pois pretendia duas coisas
    a) para mim mesma, mostrar que eu não devia ficar dizendo: Eu, Meg, não vou escrever porque não é comigo. Na verdade, tudo é com a gente… como no poema do Brecht, em que se vê acontecer tantas coisas e calamos porque é com o vizinho… e um dia quando acontece conosco, não temos como gritar pois tudo já aconteceu antes e com o outro.
    b) porque tenho uma enorme admiração pela Lulu, mas não só por isso: é que ela disse a idade dela – vc já deve ter lido no post, magnífico por sinal. Então ela tinha a ambivalência de ser ao mesmo tempo prof e aluna. E de ser professora e pesquisadora. Ora, quem mais pode escrever estando tão envolvida com essa situação?
    Ninguém, como ela, escreveu tão claramente o que significa – em última instância – uma Universidade, pelo menos no Brasil. É post para ser citado.
    Mas acontece que o que lá está dito não serve só para USP, serve para todos os alunos e professores do Brasil inteiro que estejam preocupados com algo sistêmico e que tende a se espalhar: a ameaça à garantia do ensino público , nevertheless, a USP tenha o rei na barriga, se se pode usar a *metonímia* :-)
    E, por fim, sinto muito, mas sinto mesmo, em outros posts que eu li, vi uma espécie de louvação ao passado: No meu tempo de estudante…, na minha época…, no tempo da ditadura etc….
    E isso me leva a refletir que os problemas de uma época se reproduzem da mesmíssima forma (nem como farsa nem como tragédia) e o que é assustador: PARECE SEMPRE que as pessoas não têm a menor idéia de como sustentar o processo, o desenvolvmento da manifestação: sabem porque começa mas não sabem como se desenvolve.
    Olhe, sinceramente, tomara que eu esteja erada, erradíssima.
    E também porque vi várias pessoas dizendo que eles sim contribuíram para a *REDEMOCRATIZAÇÃO* (what???) e que foram atropelados depois, pelas VANGUARDAS DO ATRASO (what again?).Ora, assim se livram da má-consciência.
    Com a Lulu eu pude ver o que Sócrates chamava de *dores do parto*: a dor de refletir e quem saber ter idéias nascendo e correndo o risco de as idéias serem boas.. Quem sabe?
    —-
    Mas, independente do post da Lulu , eu escreveria o que escrevi: porque também não sei o que deve e PODE ser feito.
    E, sinceramente, Valter, ocupar salas de aula, os alunos e professores fazem isso no dia-a dia, não é?
    Um beijo
    Meguita

  5. Yvonne says:

    Meg, eu não estou entendendo muito bem o que está acontecendo. Dessa forma não farei grandes comentários. Beijocas e uma linda semana para você.
    ——

    Yvonne, já fui lá ver o que escreveu, e não pude deixar de rir: ranário ou tartarugário:-)))
    Deus abençoe qualquer pessoa que me faça rir.
    beijos pro Gabriel.,
    e para você, minha linda.

  6. aninhapontes says:

    A única coisa que sei e que digo sem medo de errar, é que cada um é responsável pelos seus atos, pelas suas conquistas, enfim por suas atitudes.
    E eu ainda pergunto: Até onde todo esse emaranhado está sendo feito com responsabilidade?
    Uma comparação bobinha:
    Numa casa onde tem escassez de alimento, come-se o que aparecer, como dizia minha mãe: Até sopa de pedra.
    Eu como milhões de brasileiros queríamos a chance de estar numa sala de aulas “estudando”. Depois dos meus trinta e cinco anos, já com as crianças grandinhas e com a ajuda e apoio do Valter, entrei na faculdade duas vezes, comecei fazer meu curso de administração por duas vezes e parei.
    Não consegui pagar as mensalidades.
    Não concluí.
    Um beijo
    RESPOSTA:
    Aninha, querida: não sei se comprendi bem sua analogia, a comparação com “casa com escassez de alimentos” seria com a Universidade- qualquer que seja – *contentar-se com a escassez e funcionar com o que se tem*?
    querida se for assim como entendi, perdoe mas não posso concordar com vc. Também entre as funções de alunos , professores e funcionários de uma Universidade está essa, a de lutar para que ela alcance um nível de excelência e se não conquistou ainda esse nível, lutar para conseguí-lo, e se já alcancou, lutar para que permaneça tendo.
    Não há outra hipótese, meu anjo.
    De toda forma, a questão que abordo é muito simples, redutora até: é o frisson que as pessoas têm de achar que qualquer tipo de resistência ou de luta é eficaz e eficiente, seja justificável ou não. E de esconderem a fragilidade das decisões numa espécie de capa de “heroísmo ou romantismo” e ignorarem a ameaça mais efetiva que é quem concede ou não o que pedem. Porque em última análise não se *concede* nada a ninguém; luta-se pelo direito de obter aquilo que se tem direito.
    Impossível ignorar que não há mágica: faz-se isto então acontece aquilo. Na verdade, todas as lutas são feitas de avanços e recuos, e, sobretudo, com uma idéia mais distinta e perceptível do que se deseja, do que é possível e do que é ou não negociável.
    Este é o meu ponto.
    Um beijo, querida.

  7. denise says:

    Meg, toda luta é válida. Impossível ficar de braços cruzados e naão fazer nada. Mas é como você diz, na Educação, não há repercussão. Estamos à beira da desmoralização. Vencidos pelo cansaço e descaso dos governantes. Não sei qual o caminho pra o Ensino no Brasil. Não vejo a luz no fim do túnel.
    beijo,menina

  8. lulu says:

    Meg,
    vc já sabe, mas escrevo aqui também…
    Fiquei o dia inteiro pensando em seu post, e no meu, e quis respondê-lo de forma tão ponderada, tão tudo, que demorei demais… Li-o logo, pois te leio diariamente, e aliás o seu é o primeiro blog que abro, todos os dias, mas fui deixando para responder aqui depois.
    Me desculpe muito, tá? Foi mal.
    Fiz uma tentativa de resposta lá no Diário, saiu longa e virou post, e quero aqui reiterar todo meu carinho, respeito e admiração por você, e minha contenteza pela sua existência.
    Um beijo grande,
    Luana.

    Resposta
    ========
    Lulu, é claro que já sei: uma de minhas maiores alegrias ultimamente, vc sabe e outros também, porque conto orgulhosamente ao pessoal mais próximo;-)) é conversar com você.

    Cheguei neste minuto e vou lá responder, mas acima de tudo e só posso fazê-lo aqui, é dizer que aquilo que a torna *para mim* tão diferente de outros e que me encanta profundamente: me diz Luana, quem mais no mundo, a não ser você, me brindaria, logo pela manhã com este termo tão delicioso, tão mágico e tão rosiano, como *contenteza*?
    :-o))
    Uau!, um beijo extremamente cainhoso e querido, e – estou para voar, levitar com essa afirmação aí em cima…. Conheceram papudos? A Lu vem sempre aqui, primeiro Woo-hoo.
    Meglyn

    Ó acho que falta alguma coisa aí , alguma palavra, mas estou muito zonza: depois ajeito, OK
    M.

  9. Não sabia que você tinha voltado, Meg. Vou passar sempre aqui.
    Te amo.

    RESPOSTA

    Elis, minha querida, minha flor das maravihas
    Que injustiça eu não ter escrito para vc avisando!
    Sou uma boa moça, mas às vezes sou muito goiaba;-)
    Julguei que não valesse a pena.
    Então… venha mais aqui, venha escrever sobre o Dalcídio Jurandir, dar notícias e olha,
    o que vale a pena, meessssmo, é essa alegria do reencontro, como escrevi ainda
    há pouquinho para uma amiga que está chegando de NY.
    Mas, você, Elis, está agora só de *Multiply*, ah! eu nem sei se ainda deixam eu entrar lá:-)))
    E claro que te amo muito, muito, também, minha escrivinhadora-escritora-mor, daquelas coisas que só vc sabe fazer bem.
    Aqueles contos….ah!
    Vamos marcar um papo, uma conversa, OK?
    Ah! e ler tudo o que vc disse de mim, me ajudou muito, muitíssimo a ficar feliz e maravilhosa como estou.
    Obrigada. Muitíssimo!!!
    beeeijosss
    Meguita.

  10. Magaly says:

    Meg
    Neste último parágrafo de seu arrazoado, i.é., sua resposta à Aninha, você sintetza inteligentemente toda a questão. E acho que é isto mesmo o que acontece e o que não é plenamente percebido, de um modo geral.

    Obrigada, querida.
    Não sei bem o que é, mas se vc diz, só posso dizer sim e alertá-la para o fato de que HOUSE passa amanhã, digo quinta-feira.
    Viu?
    beijocas
    Me ligue, estou se o seu número à mão.
    smacks.

    Ah! e claro, muito obrigada.

  11. Paula says:

    Meg, que bom ver que você está se divertindo. Estou te devendo um email, então vou a ele agorinha. Beijo.
    Então, imagine, estou na rehab.
    Mas estou muito bem, às vezes penso, ei, que alegria é essa, mas puxa, não sou tão doida assim para reclamar da alegria: ninguém é, não é?
    hohoho.
    Aliás preciso daquele video.
    Como está linda a Amy , não é?
    Beijos.
    Uma coisa boa da minha vida é seu carinho para comigo.
    Obrigada, minha linda Doutora.
    E thank goodness
    para vc a tisket, a-tasket;-)
    Já foi:-)
    Um beijo

  12. jayme says:

    Meg, ufa, consegui parar um minuto para comentar. Tô adorando este espaço. É curioso, o post sobre a invasão da reitoria me rendeu uns bons emails, alguns de quase bronca. Eu fiquei com a sensação de que há também uma espécie de “postura de tadinho” das pessoas em relação ao ME: faça ele hoje o que fizer, seja pertinente ou sem-noção, seja inútil ou revolucionário, tudo deve ser aceito e aprovado, talvez por conta das barbaridades da ditadura. Age-se como se age com filho que nasceu prematuro, manja? “Pode, filhinho, pode rasgar a revistinha do seu irmão”, “Pode, filhinho, pode tomar toda a lata de leite condensado”; “Pode, filhinho, pode fazer experiência com o Rex, se sair sangue a Marinalva lava”. Enquanto isso, a Universidade não pára para discutir sua reforma, sua verdadeira inserção na sociedade (esta é a razão ser da autonomia, não o contrário insular que se vê hoje), seu diálogo com o Brasil. Não consigo deixar de ver o artigo do Giannotti como cristalino — e, infelizmente, pessimista. Grande beijo!

    -=-=-=-=-=-
    Hahahah!
    bom, primeiro dizer que adoro o seu tom: é bem-humorado. Eu adoro isso.
    E dizer que a casa é sua, pode vir sempre que quiser.
    Eu só , jayme, que parece que no Brasil a gente está fadado ao maniqueísmo: se se dicordar de alguma coisa então, como diria o hemingway: estamos jodidos… Parece que só existe uma única forma de agir e não se pode ir contra: à discussão algumas pessoas preferem a condescendência. Não existe meio termo, a fatura é assim resolvida – infelizmente e cansativamente – ou tudo está bom ou tudo está errado. Pior ainda, pensei que Universidade era uma questão da sociedade inteira , como um todo, e que *todos* podiam discutir. Infelizmente, não. Tô fora:-)

  13. Pingback: Ainda sobre o ensino público: Diário da Lulu

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