(PRO)LER, LEITURA, INCENTIVO À LEITURA – (I)

Yo, people: muita atenção!
Este post diz respeito à leitura e ao que se chama de incentivo à leitura que é o que existe bastante, mas carece de maior divulgação. Por favor, quem puder que reproduza. Obrigada!
———

PROLER / Casa da Leitura
Programação de ABRIL / 2007 – Evento
Convite à Leitura, com Moacyr Scliar
Dia 12 de Abril, QUINTA-FEIRA, às 18h.
Entrada Franca
O PROLER/CASA DA LEITURA, da Biblioteca Nacional e do MINC promovem, sempre e regularmente, encontros onde personalidades do livro e da cultura nacional lerão seus autores favoritos para o público presente. Em abril o convidado é escritor gaúcho Moacyr Scliar. Ele fará uma seleção de seus textos prediletos.
E após a leitura, o autor contará sobre a importância dos livros para a sua formação
Logo após, haverá a sessão de autógrafos de seu livro:
O TEXTO. OU: A VIDA (atentem para a pontuação desse título)

A Casa da Leitura fica no agradabilíssimo bairro de Laranjeiras (onde Nelson Rodrigues morou algum tempo de sua vida ; que chique e o que são os fados, não é?) no seguinte endereço: Rua Pereira da Silva 86 – Laranjeiras- Rio de Janeiro-RJ

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Mas não é só isso:
Aqui eu chamo a atenção para o que de fato está ligado ao título deste post, e o que carece de divulgação, pois é feito e muito por várias instituições:

CURSO: Leitura e Interpretação de Textos para Jovens

Encontros informais de leitura onde o jovem poderá descobrir formas novas e criativas de percepção de autores atuais e clássicos da literatura brasileira e universal.
Profa. Ângela Dias – Mestre em Letras pela UFRJ. Professora de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira no CEAT – Colégio Anísio Teixeira.
Período: dias 12, 19 e 26 de Abril e 03 de Maio – sempre às quintas-feiras. Este curso terá duração de dois meses.
Horário: das 15h às 17h

Este é o meu primeiro chamado. Era para isso que eu queria chamar a atenção.

Há mais cursos, que obviamente são pagos . Mas este é a menina dos meus olhos, porque eu me preocupo muito que vivamos em uma terra onde – na política – cunhou-se a expressão: “tudo acaba em pizza” .. Já na vida, em praticamente todas as suas segmentações tenho observado que “tudo acaba em livro“.
Todo mundo suspeita, imagina, acha e até acredita que sabe escrever. E muitas vezes com relativa facilidade até… publica.
Não admira, então a imensidão do que se chama de analfabetos funcionais
A ESCRITA deve caminhar pari passum com a LEITURA. A banalização e o facilitário de uma implica praticamente a anulação, a forma defeituosa da segunda.
Se não há boa escrita o resultado será péssima leitura.
Se o ESCREVER é banalizado, a LEITURA ficará irremediavelmente comprometida.
E você, o que acha?
======
UPDATE:
Bem, a Aninha que sempre prestigia atentamente comentou. Perfeito, as usual, Aninha
Imediatamente veio a Lulu -pela primeira vez , thx- comentou e eu fui imediatamente para lá. Foi um tesouro o que achei , acho que dispensarei os 3 posts. Leiam, por favor.
E aproveito para colocar aqui os links para os artigos do ALEX CASTRO, esse rapaz bacana e tão livre, libérrimo – que sabe que eu o admiro ;-) e o do Raphael Galvão, que , aliás, Pater pecavit, não sei como não estava em meus FAVORITOS:
Vale dizer que a Lulu o escreveu agora em março, no início de março. Portanto , além de parabenizá-la, de desejar que se discutam muito essas idéias, pedir a blogs importantes (quero dizer, não que tenham milhões de leitores, mas que tenham leitores qualificados, eu sei do que falo hohoho) – louvo a sincronicidade. Os gregos tem uma palavra belíssima para “isso”.
E “isso” pode ser provado pela experiência levada a efeito pela professora DENISE RANGEL, com seu projeto RODA DE LEITURA

Conheçam-se, unam-se, discutam… as idéias como estas não podem morrer, e antes que alguns aventureiros lancem mão, quero ressaltar aquilo que os Gregos chamavam de Kairós , a experiência temporal, do momento certo, oportuno.
Este é o isso. (Kairós) Vamos deixar o Jung em paz, um pouquinho.:-)
É conosco, é com voces, é com cada um!

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BLOGS/TEXTOS::
1- RAFAEL GALVÃO sobre o assunto Leitura de qualidade e sub-leitura
2- ALEX CASTRO (Liberal, Libertino, Libertário)

3- E o da Lulu, que é professora do Ensino Médio, e que fez esse “Manifesto pelo direito de alunos leitores e não leitores.
4- ERY ROBERTO – LER DEVIA SER PROIBIDO
5- ALEX CASTRO – INCENTIVANDO A LEITURA
(Obrigadíssima, Alex! Excelente) O humor é sempre didático ou pedagógico- ;-))))

E ESTE TEXTO É IMPERDÍVEL!!!!!!!!

A BIBLIOTECA ALHEIA – no Diário…

Sobre sub rosa
The most of all things and persons in the entire world drives me *flabbergasted". That includes me.

27 Responses to (PRO)LER, LEITURA, INCENTIVO À LEITURA – (I)

  1. lulu says:

    Pô…
    vou meter minha colherinha aqui…
    é que eu acho um monte de coisa sobre leitura,e amo esse tema. Acho tanta coisa que escrevi um pouco sobre isso, uma espécie de manifesto pelos direitos dos leitores, especialmente dos alunos, leitores e não leitores. Ficou bacana, sei lá… fica o convite para a visita, com um pouco de convicção de que o tempo não será perdido.
    Abraço,
    Lulu
    deixo aqui o link para o primeiro Direito: o de não gostar do livro pedido.
    http://lulu-diariodalulu.blogspot.com/2007/03/1-o-aluno-no-precisa-gostar-do-livro.html

  2. aninhapontes says:

    Puxa, iniciativas como esta de uma importância tão grande, deveria ter muito mais. Em todas as esquinas.
    Sinto uma pena quando vejo pessoas, não só jovens, eles em maior número, claro, que não sabem escrever.
    E isto, eu credito sem sombra de dúvida à falta de leitura.
    Sabe que eu jáescreví melhor? Com opassar do tempo, a acomodação, e a diminuição da leitura, muitas vezes me pego em cada erro, que até eu me arrepio. Sem contar aqueles que cometo, e nem percebo. Acho que esses são mais cruéis.
    Mas acho Meg querida, que é isso, o inverso também é verdadeiro, sem leitura, a escrita fica totalmente comprometida.
    Um beijo querida.

    Aninha querida:
    Mas isso está dito no post: é a essência do post, conform você pode ver pelo próprio título.

    Tanto que há quem coloque a questão: o que precede o quê?
    Aleitura precede a escrita ou a escrita precede a leitura?

    O que vem primeiro, a leitura ou a escrita?

    Isso é um ótimo tema para ser discutido, não acha?

    Um beijo
    Meg

  3. thata says:

    Meguita,
    eu tenho uma teoria: ler é como tocar um instrumento. alguns já nascem com um ouvido pra música e pegam gosto pelo instrumento rapidinho, outros levam mais tempo para aprender. E o mais importante: uma música nunca vai ser interpretada exatamente do mesmo jeito por duas pessoas diferentes. Não é assim com as palavras também? ;)
    E, assim como na música, há que se conhecer muito bem o instrumento antes de sair compondo por aí.
    (mas vale lembrar que no peito dos desafinados também bate um coração)
    viajei, né? hehehe
    beijocas!!

    Thata, sua teoria é boa como praticamente toda boa teoria.;-)

    Eu concordo com ela, até certo ponto.
    Mas, veja um exemplo, quando comecei a aprender línguas, eu falava, escrevia, ouvia e entendia e lia muito bem o Francês.

    O mesmo não ocorri com o Inglês: eu lia, escrevia, mas não falava, minha pronúncia era péssima e faltavam-me idéias.

    Tão logo fui colocada em situação de necessidade de me comunicar não mais academicamente, mas de sobrevivência, comecei a falar Inglês e não acreditava que os outros me entendessem.

    Um dia, recebi essa resposta de um professor: Meg: as pessoas se enganam a respeito de seus skills, porque treinam muito algumas e desprezam outras.

    E foi isso! Eu acho que se aplica à música, à escrita e à leitura. Agora só não se pode confundir LEITURA com LITERATURA.
    Pois aí já é outra dependência, departamento, etc…

    Acho sim que há quem não goste de ler um determinado tipo de coisa. Mas alguma, qualquer coisa que não se sabe e que será descoberto depois, existirá para ser lida . E com gosto.

    beijos, amadinha

    Meguita

  4. Lulu, uma das grandes desvantagens dos blogs, é que um post como o seu, sai da página da frente e muita gente deixa de ler.:-(

    Um comentário, apenas um entre muitos: Como o leitor-aprendiz , digamos assim, sabe se gosta ou não do livro?
    Claro: se derem para ele o OS Sertões de Euclides da Cunha, já se sabe qual vai ser o resultado.
    Mas é aí que entra o professor, o facilitador, ou o que é mais próprio para mim: o SEDUTOR, o prestigidador: Um livro belíssimo como O Ateneu de Raul Pompeia eu só vim ler depois de velha (quer dizer… hammm).

    A ATICA -editora- tinha uma série Para gostar de ler… alguns livros eram tenebroso, denotativamente, como Lovecraft, por exemplo, mas há muita coisa apopriada.

    Ah! Lulu, sejamos socráticos nesse ponto, não somos escritoras (eu não sou, sou professora) mas tal como Sócartes, além de parir idéias, sabemos quando um feto é perfeito ou está bom para nascer.
    Sabemos, sim que livros são melhores.

    O que não significa imposição. Mas que todos tem o direito de não gostar ah isso tem.
    Agora, o importante é tornar o livro – ou escolher o livro de tal forma – sedutor que possa alimentar essa cadeia circulçar: mai leitura, mais escritora , melhor escrita, leitura melhor ainda.

    beijos que ainda há mais coisas a serem ditas,
    Parabéns, Lulu.
    Vc já está aqui, comigo per omnia…

  5. Ery says:

    Meg, tenho um post – que faz parte da coluna “Releituras” em meu blog – onde apresento um texto de Guiomar de Grammon que é fantástico. Chama-se “LER DEVIA SER PROIBIDO”. Ao utilizar o atalho de irônica negação, ele faz um convite a refletirmos sobre condutas políticas que se contém em agendas assistencialistas, bem como outros problemas, tão brasileiros, a exemplo da acessibilidade – o preço da boa leitura a torna cada vez mais distante dos jovens e da população em geral.
    Valem a pena iniciativas com estas comentadas aqui. Abraço.

    ERY, li o texto e acho mesmo que todos deviam o seu recurso de *RELEITURAS*. Um texto como esse e muitos outros não podem sair de pauta. Coloquei-o para discussão. Mesmo que as pessoas não escrevam sobre ele, ele permanece para reflexão.
    Obrigadíssima, por tudo
    Beijos

  6. Ery, eu ia justamente citar você, por esse recurso que utiliza para não deixar os posts importantes se perderem nos arquivos.
    Infelizmente, praticamente ninguém lê arquivos de blog a não ser que “caia” no google.
    Mas vou já para lá ler o seu texto e volto para as outras respostas:-)
    A da Thata está demais.

    Puxa e vocês podem responder uns aos outros.;-)
    Bj
    Meg

  7. valterferraz says:

    Meg, o Ery tocou no ponto. Nós publicamos esse texto no Livros e Afins não, Ery? Acho que sim. Estou morrendo de vontade de reabilitar o bloguinho.Alí era um espaço para essas discussões também. Talvez volte com uma nova proposta.
    Todas essas iniciativas como a da Denise com o Roda de Leituras vale como incentivo à leitura, à melhor formação. E as discussões nos blogues são um caminho para se ler melhor também.
    Gosto de blogues onde se resenham livros, aprendo sempre.
    Valeu, Meg!
    Um beijo para você

    Valter, querido amigo:

    Eu já coloquei o artigo para ser lido neste contexto. Agora o que vem a ser o Livro Afins? Eu adoro o nome (título) e acho que deve ser algo bom.
    Vamos reabilitar sim.

    Agora se as discussões nos blogs contribuírem para algo melhor, fico feliz
    Obrigada por me deixar saber
    Um beijão
    Meguita

  8. Matilda says:

    Disse tudo, Meg: ‘Se não há boa escrita o resultado será péssima leitura’.
    Beijos, :).

  9. Otacílio says:

    Oi Meg!
    Uma enorme honra receber um comentário seu. Alegria maior ainda é saber que você está bem, produzindo – com a maestria de sempre – o volume (seria versão?) dois do eterno Sub Rosa. Toda a felicidade da blogosfera pra você, hoje e sempre. E um grande abraço do novo amigo.
    PS: Vou reproduzir partes do seu post (Proler) no meu blog. Afinal, morei 20 anos na rua Coelho Neto, que é vizinha da Pereira da Silva, e adoro Laranjeiras, Scliar e iniciativas como esta.

    Querido: é versão 2, mas deveria ser 4:-).

    Obrigada por ter notado e perguntado.
    Na verdade tem o sub rosa do , por onde fiz o Concurso de Narativas e passei 3 anos, site próprio, mas instrumentação imprópria.

    Obrigada por vc estar aqui.
    E sim , por favor reproduza, e encontre o Scliar em Laranjeiras e conte para nós

    .
    bj
    Meg

  10. denise says:

    Ah, Meg, obrigada! Estar entre seus amigos é muito excitante, tenho a impressão que as idéias passam por aqui em alta velocidade. tanta energia! Fui lá conferir o blog da Lulu e, é claro, gostei muito. Desculpe não ter vindo aqui nestes últimos dias, é que estou pelas tabelas, chegando tarde em casa, e em tempo de avaliação(!!!), mas vou reparar esse erro e vir mais aqui, viu minha querida!
    Sobre os livros “difíceis” sou favorável a se apresentar ao aluno muito novo, as adaptações ou recriaçoes para que ele seja apresentado a clássicos, como Os lusíadas, por exemplo, de forma menos traumática.
    Bem, ainda falta eu deixar o meu beijo, né , menina

  11. alex castro says:

    como sempre, muito obrigado pelo link. mas meu melhor texto sobre incentivo à leitura é esse aqui: http://liberallibertariolibertino.blogspot.com/2007/01/incentivando-leitura.html

    Ok, Alex.
    Vou ler e colocar no corpo do post.
    Obrigada
    M.

  12. Eduardo says:

    Meg:
    duas notícias:
    1- Fiz minha parte.
    2- Pendurei sua pessoa no VARAL, por uns dias! E estas com o Claudio , portanto em boa companhia! Por mérito.

    Eduardo:
    Agradeço imenso e fico *touched*
    Isso que vc diz é muito importante!

    Dizem que o elogio depende muito de onde e de quem provém: pois bem, vindo de você, um blogueiro ilustre e premiado, só posso me sentir mais que honrada.

    E realmente a companhia é excelente.

    ====
    Agora que fique bem claro, que foi muito oportuno: nem tanto por mim, ou pelo blog, claro, mas por essas idéias que merecem ser difundidas e espraiadas e refletidas
    Um beijão
    Obrigada
    Meg

  13. lulu says:

    Meg!!
    Vim parar aqui em meio a essas causalidades casuais ( ou não…) que esse mundo blogueiro nos faz trilhar e viver e fiquei hiper contente.

    Sou nova novíssima nesse mundo e mal sei lidar com tudo isso, e te agradeço mesmo, pois fiquei querendo e achando que o tal do manifesto poderia ser mais comentado, discutido. De fato ele fica ali, escondido, e sei lá. Que bom que a discussão se reiniciou aqui!! Obrigada pela citação e o link, tão honrosos!
    O bom é que as afinidades eletivas acabam se encontrando e formando… :)
    E, além disso, honra enorme em lhe ter como leitora e interlocutora, e obrigada por me apresentar à Denise e…. estou toda alegre pro resto do mês!!!
    beijo grande,
    Lulu.

    ===

    Lulu, saiba de uma coisa a continuar assim, como li em seu blog, você é um exemplo de blogueira. Há muita coisa ruim na blogsofera. E a gente precisa de pessoas como você. Que trabalha e usa seu tempo com coisas úteis e relevantes

    Ahá… eu também, Lulu, não acredito em coincidências.
    Beijo

  14. Quel says:

    Querida, vim deixar-te um beijo.
    Volto mais tarde para ler, sem pressa.
    saudades

    Quel, é sempre uma felicidade você me visitar.
    E fique certa, Quel, um dia ainda lhe contarei a “história ” toda tal como ela é e não tal como pensam.
    Um beijo, querida
    Beijos na filhota
    da
    Meguita

  15. valterferraz says:

    Meg, explico: O Livros & Afins é um ex-blog que montei com intuito de discutir literatura. Convidava amigos da blogosfera para escrever sobre livros, música, cinema ou outra coisa, mas a ênfase para literatura. Escreveram por lá: Manoel Carlos, Ery Roberto, Marconi Leal, Maíra Parula entre outros. Todos com brilhantismo. Mas passou o tempo, problemas vieram, o bloguinho sucumbiu. Tenho-o ainda lá no perplexo como um penduricalho. Dia desses bateu a vontade de reabilitá-lo e transformar num espaço ativo de discussões, postagens e resenha. Estou pensando se o faço. Em caso afirmativo, te comunico para que tua presença dê um brilho maior.
    Ainda não deixo o link pois vou verificar se Mr.Blogger não o eliminou. Te aviso.
    Beijo grande
    PS: adoro Moacyr Scliar. Se morasse no Rio de Janeiro, iria com certeza.

  16. Valter, faça isso! faça sim.
    Por favor!

    E obrigada, ficarei em ser avisada.
    Não se pode desanimar, dizem que para que o ruim prolifere nem se precisa fazer o bom: basta cruzar os braços. Basta desisitir.
    E concordo com isso.
    Pensamos que nossas idéias NÃO são importantes só porque não “vemos* a ressonância delas.

    Mas elas ficam sim. E a cada dia alguém tem idéias afins ou discordantes, a cada dia as pessoas aprendem alguma coisa que ontem não sabiam, e aí, só aí eu concordo que a discussão , o diálogo, a dialogia é enriquecedora.

    Ah! e o nome do meu blog é flabbergasted, uma palavra que significa, entre outras coisas, perplexo.
    Uau! fico flabbergasted, pois a cada momento você está num lugar difeente?
    Vc quer ter o dom da ubiqüidade, é?;-))
    Beijos
    ====

    E eis o que escrevi para a Aninha:

    Aninha querida:
    Mas isso está dito no post: é a essência do post, conforme você pode ver pelo próprio título.

    Tanto que há quem coloque a questão: o que precede o quê?
    A leitura precede a escrita ou a escrita precede a leitura?

    O que vem primeiro, a leitura ou a escrita?

    Isso é um ótimo tema para ser discutido, não acha?

    Um beijo

    Meg

  17. Denise says:

    Meg, que bom ver no meu blog… Estava com saudades de vc e das suas palavras tão doces ;)

    Um beijão!

    Oh Cherry, uma saudade…meio amarga de você, eu adoro doce,
    vou gostar SEMPRE.
    Não gosto é que as pessoas de quem eu gosto fiquem longe:-)
    Um beijo
    M.

  18. lulu says:

    Olá Meg,
    bom dia!

    Fiquei matutando e quero continuar a(s) conversa(s).

    Você me pergunta como o leitor aprendiz ( e somos sempre, leitores aprendizes, turistas aprendizes, como nos ensinou o Mario de Andrade, não?) sabe se gostou do livro , ou mesmo se gostará, pois alguns, com posturas menos de aprendiz e mais de já “sabedouro de tudo”, torcem o nariz desde o início, ao ver a capa, ou o nome do autor, ou serem obrigados a ler, ou sei lá o quê.

    E sim, sim, sim. Cabe a nós, professoresprofessoras aprendizes, mostrar caminhos, abrir para os alunos as portas para o que há de melhor e mais legal no mundo da literatura. Eu sou bem rigorosa nesse assunto, e escolho livros, em todos os gêneros, que considero excelentes. Tolkien, Italo Calvino, Edgar Allan Poe, Hemingway, Clarice, até Dostoievski, um monte ( tem uma lista dos livros que leio com meus alunos lá no blog, no lulu na escola).

    Alguns preferem alguns gêneros, naquela fase da vida, outras preferem outros. Já tive fases de ficção científica, uma fase romântica – em que ficava lendo todo o Camilo Castelo Branco – fases de livros de tribunal, sei lá …. Essas fases foram me formando cmo leitora e escritora, e li muita, muita porcaria mesmo. Mas fico chateada de ter lido porcarias dentro da escola também, ficava achando que a escola devia ter me dado para ler o que há de bom e de melhor, dentre os livros de mistério, ficção científica, aventura, romance, dentre todos os livros que há. Claro que não quero que me dessem Ulisses do Joyce, mas tive um professor que me deu Kafka para ler na sétima série e eu adorei a história da barata.
    E durmo sempre que tento ler a Montanha Mágica, e sei que é um livro bom, mas durmo, confesso. Precisaria de um bom professor, que me acordasse entre as páginas, ou mais empenho de minha parte.

    Porque, Meg, eu fico achando que a boa literatura ( assim como a boa arte) tem sempre um quê de incômodo, de mudança. de transformação, de abertura para o novo, que nos faz refletir e sentir, acabamos meio iluminados por dentro, de um ejito que nem sempre é confortável. E o fato é que não tem tanta gente aí por aí disposta a enfrentar tudo isso. Gentes adolescentes e gentes grandes também. E o professor deve, eu penso, em primeiro lugar proporcionar essas possibilidades de abertura, que em termos concretos significam também abertura para uma linguagem mais difícil, muitas vezes, num primeiro momento, estranha para os ouvidos, uma abertura para uma leitura e escrita mais pacientes, cuidadosas, introspectivas, calmas…
    Porque sim, há livros Grandes e livros Médios e livros Bem pequenininhos. :)
    eu acho que a escola deve proporcionar ao aluno a possibilidade de esbarrar nos livros Grandes ( e isso não quer dizer livros chatos, de maneira alguma), e que ele deve lê-los. Agora, gostar, o livro fazer sentido para a alma de cada um, naquele momento de vida, entre trinta alunos, para que os trinta gostassem mesmo, não sei… eu não consigo… acho que os bons professores de verdade talvez consigam!! mas não sei…
    beijo,
    Lulu.

  19. aninhapontes says:

    Lulú, isso é praticamente impossível mesmo, você conseguir fazer com que trinta alunos gostem. Nem você, nem professor nenhum.
    Veja você está lidando com pessoas diferentes, que pensam e agem diferentemente umas das outras.
    Mas pense, se você conseguir dez, cinco ou um que seja, que você conseguiu despertar, conseguiu que se encantasse com a leitura de um livro, isso já será fantástico. Porque veja, a primeira missão neste sentido, cabe a nós educadores-pais, incentivar, mostrar ou até ensinar nossos filhos a ler, ler e gostar de ler.
    Continuando a isso, vem a vez do educador-mestre, com mais incentivo e mostrando gosto pela leitura, para que este ser continue a ler, a partir daí, a base foi feita, dificilmente vai abandonar o hábito gostoso de ler.
    Sabe o que eu particularmente acho, que livro tem a hora certinha de cair em nossas mãos. As vezes começamos a ler um livro, e o sono é fatal, como acontece com você quando tenta ler a Montanha Mágica. Numa outra situação, o mesmo livro te prende tanto, que você o devora sem parar.
    Enfim o que acho fundamental é que nós pais, não podemos transferir essa missão bonita de educar nossos filhos como leitores, para o professor. Acredito sim, que a união, fará a diferença.
    Um beijo prá você.
    Vou lá visitar sua escola.

  20. Oi Lulu, conversaremos, discutiremos sim…até porque esse é o objetivo de posts como o que fiz.

    a) Sim, sim – deve-se atentar porém, Lulu, que *NOSSOS* preferidos não necessariamente os melhores e ainda que o fossem, não seria por isso que eles iriam gostar.
    Isso seria uma imposição.
    “O que eu axho é que leitura, como tudo que é imprescindível para uma pessoa, deve seguir um escala não só de qualidade como também de quantidade e “dosagem”.

    Talvez você não acredite, mas por eu ser muito curiosa e dispor de muito tempo e uma grande bliblioteca o primeiro livro que li por escolha pessoal, foi O PROCESSO do Kafka, o que eu não recomendaria para quem está iniciando: eu tinha 12 anos.

    Antes havia lido com prazer intermitente, um grande livro de SiR Arthur Conan Doyle…isto mesmo … uma antologia de casos/histórias de Sherlock Holmes.
    Há quem julgue o romance policial *literatura menor*. Qualquer professor – que não você ou eu, não recomendaria, mas eu conheço poucos escritores tão bons quanto REX STOUT e sua ciação NERO WOLFE,
    Parucia Highsmith, N’GAIO MARS, Patricia Sayers e outros que a lista é interminável e chega a até o nosso carioca Alfredo Garcia-Roza.
    P.D. JAMES é detestável para mim e Paricia Cornell é “engraçadinha”

    Eu não sei o efeito provocado por Dostoiewski em jovens de quantos anos?…17, 16, 14?
    Não se pode prever: o encontro com a leitura é/será sempre um blind date.


    Quer ver, um dos meus romances preferidos é Herman Broch A morte de Virgílio e nunca eu consegui conquistar ninguém com ele;-))) – lembro aqui do texto do Alex Castro;-)

    Mas confesso que mesmo me tendo sido oferecido por um grande mestre, eu julgava A Montanha Mágica do Thomas Mann, dificilima de ser escalada e – sempre conto isso – só pude *APAIXONAR-ME* , de fato, por esse livro, quando soube que ele era um ‘roman à clef’, ou seja cada personagem dele representava signmifica, ou retratava alguém da sociedade política e civil do século em que Mann o escreveu….

    É dificil dizer por que se gosta de alguém, por que se detesta alguém (menos quando é por inveja hohoho) – o mewsmo acontece com os livros.

    O Italo Calvino é interessante, pois é fantástica a sua trilogia inicial que praticamente ninguém conhece: ele só foi conhecido depois de morto – e infelizmente as pessoas só conhecem o Calvino de CIDADES INVISÍVEIS para cá. Mas quando ele morreu era importantíssimo e só por isso foi convidado para ir aos USA apresentar as Propostas… que se por um lado
    representou sua morte física, impediu que se conhecesse por exemplo o “Se um viajante…”

    =====
    No mais, a literatura portuguesa de que vc fala, Camilo por exemplo – a classificação ROMANTICO é duvidosa.
    Amor de Perdiçlão por exempla.. lmebra muito o velho Eça de Queiroz que é um “trágico”, um realista… tal como “nossos” escritores, O Pompéia, o Aluisio, o Machado. Eles são tão grandes que não cabem em rubricas.

    E pasa agora uma idéia na minha cabeça: acho mesmo que se deve ler Eça e machada em fase adulta, para *VER com olhos de entendimento* que não se possui – ou raramente se possui na adolescência.

    Clarice é absolutamnete não-recomendável para iniciação:-) a não ser – talvez as crônicas que ela fazia para o Jornal do Brasil.

    Lygia Fagundes Telles, acho que é ideal para essa fase.

    ===
    Bom, infelizmente não sou mais professora que recomende leitura (bem, sempre se é) mas falei tudo isso por duas razões:
    a) concordo plenamente com você com a resistência ao desconforto pessoal de alguns e- que por antinomia – vêm a ser o atrativo e o “chamado” para outros.

    e b) , mas acho que você não deve atormentar-se: ninguém consegue fazer o outro gostar de nada… nem eu, nem você nem ninguém.

    P.S> Você já leu Murilo Ribião? – pois eu recomendo a você.
    E se conseguir, divida comigo pois eu ainda não entendi de todo o O Coelho Teleco.
    Acho que Cortázar, no O JOGO da Amarelinha é muito menos complexo que Murilo Rubião.
    Ai, esses mineiros.

  21. lulu says:

    ai gente, eu não me incomodo não, com o aluno não gostar do livro lido. Esse é justamente o primeiro primeiríssimo item do meu manifesto, o aluno não precisa gostar do livro lido, não mesmo, numa boa, nem acredito nisso, e acho inclusive autoritário. É porque a meg perguntou algo que ia nessa direção…

    Adoro Murilo Rubião, Meg, adoro. Também ainda não entendi de todo o Coelho Teleco, mas acho lindo.

    E cada um tem seu percurso pessoal de leitura, cada um suas fases, e eu amo ver as estantes das pessoas leitoras justamente por causa disso, dá para contar uma vida inteira pela estantes. acho lindo. e já que não páro de fazer propaganda , tem um texto sobre isso ( as bibliotecas dos outros) meu aqui: http://lulu-diariodalulu.blogspot.com/2007/01/biblioteca-alheia_05.html
    ( ah… fiquei achando que vcs iriam gostar, desculpa porque é feio ficar fazendo auto-citação, paro por aqui, prometo)

    E diria ainda mais, Aninha, tem gente que não gosta de ler, e pronto, assim como há gente que não gosta de esportes, ou sei lá o quê. E tudo bem também (o Alex fala sobre isso muito bem).

    Enfim… traços de formação, caminhos de formação. Achoq ue só não se deve, nem se pode, barrar os caminhos, e sonegá-los aos alunos .
    De resto… blind dates, uma atrás da outra ( adorei o emprego da expressão!)

    beijos a todos,
    Meg, obrigada.
    Lu.

  22. Ah Lulu, eu entendi o seu “ai, gente…
    Eu façõ a mmesma coisa quando penso que NÃO ENTENDERAM o que falei ou escrevi.
    Mas eu entendi , sim, chérie:-)
    Sim, sim, Lulu
    Claro que no seu Manifesto vc diz que “o aluno não precisa gostar do livro.
    Ok! OK! OK!
    Mas eu tomei isso que usei em minha resposta, a condição hiperbólica: ou seja, e se nenhum dos seus alunos gostar de livro nenhum, como estes “papa-fina” (hohohoho) que você menciona?

    Olhe, dito assim parece à toa :-) e parece que é gozação, mas não é não.
    Eu sou (pois nunca se deixa de ser) professora de filosofia e já me aconteceu de em uma turma, ninguém gostar de Platão que carrega consigo uma característica: além de ser o “Pater Philosophiae” -pois foi o Prímeiríssimo que nos cheou por completo e depois da INVENÇÂO DA ESCRITA – pos bem, além grande filósofo, ele NÃO é o que os brilhantres e geniais às vezes são: ELE NÃO É CHATO: PLatão tão excelente filósofo quanto é excelente escritor

    E aqui pra nós, querida Lulu, venha aqui pertinho de mim e diga baixinho:
    Ás vezes não é muito significativo, alunos não gostarem de determinado livro?
    É ou não é.
    Eu não me preocupo se meus alunos chegavam dizendo que não gostavam de heidegger, de Nietzsche (a não ser as considerações itempestivas, ou os aforismas) > Não, não me preocupava: sabia que para se gostar de algo muitas vezes precisamos de algo que nos sirva de apoio para o gosto.

    Mas me preocupo muito se alguém diz que adora o Paulo Coelho e não gosta do Fernando Sabino, do Nelson Rodrigues ou do Paulo Mendes Campos.

    Não sei que dor é maior, se é isso ou não gostar *point* (absolutamente) de ler.

    Um beijo
    Meg
    ===
    Por que não sabemos do que ele vai gostar, não impomos o que ele deverá gostar (e isso escrevi, chérie!), mas de algum modo, somos sim a pessoa ,a intermediária, a alcoviteira (Sócrates não era filho de parteira?) pois somos alcoviteiros desse amor deles pela leitura. Ou você não acha?

  23. Eu fiquei apaixonado, há algumas semanas atrás, pela Lulu. Foi uma coisa platônica, claro; estou em Porto Alegre e acho que ela está em São Paulo. O texto dela – no qual sente-se ter sido escrito rapidamente, o que o torna ainda mais notável – é melhor, mais realista e mais razoável do que o clássico “Como um Romance” de Daniel Pennac.

    (Olha, pessoal, eu acho a Meg exagerada, principalmente comigo. Mas eu não sou assim. A Lulu conhece, tem a vivência incorporada.)

    E o que é bom é que, DEPOIS DE ADMIRÁ-LA, vim a saber que é neta do imenso Boris Schnaiderman. Isso prova que a genética às vezes funciona e outras vezes não, como no caso da filha de Paulo Rónai.

    Mas o assunto era a leitura. Sim, sim, ela ou anda sozinha ou anda junto à escrita, que não sobrevive só. Lembro que o Milton dos anos 70 pensava que as declarações de amor à leitura, que Borges fazia e refazia, eram resquícios de uma mentalidade aristocrática que preferia que preferia ler (fruir) a escrever (trabalhar). Mas que adolescente imbecil eu fui! É ou não é verdade?

    Beijos a todos.

    P.S.- O Rafael Galvão também escreveu coisas nada esquecíveis sobre o ato de ler. É leitor também, dos bons.

  24. Meg.
    Poderias corrigir?

    Sai: “pensava que as declarações de amor de Borges eram resquícios de uma mentalidade aristocrática que preferia..”
    Entra: “pensava que as declarações de amor à leitura, que Borges fazia e refazia, eram resquícios de uma mentalidade aristocrática que preferia..”
    Obrigado.

    Ah, e podes deletar esta errata que suja o belo grupo de comentários.

    Deletar não deleto, não. Pelo contrário, enriquece os comentários;-)!!!! Passo, então a responder.

  25. Oh Milton:
    Jamais sou exagerada, Milton. Há uma enorme diferença entre o que sou e aparento daquilo que realmente faço e penso.
    Tenho dito, há tempos, que elogios quando se referem a qualidades verdadeiras deixam de ser elogios e passam à esfera de *MERA CONSTATAÇÃO” – por isso é sempre bom aprender um pouco [ou muito] do nosso latim ou do nosso grego -. E só digo coisas quando realmente constato que elas são passíveis de uma prova.
    Só falo e escrevo o que sei que é verdade em ti. Quer gostes ou não, quer eu seja ouvida ou não, o que digo é constatável!
    Exagero, portanto, nenhum, nenhum, nenhum.
    E invoco a meu favor, o fato me ter apaixonado – e deixado isso registrado em outro lugar – depois de ti, é verdade, NÃO SÓ pelo texto , mas pelas idéias da Lulu. E faço uma rigorosa diferença entre *ter um texto ótimo”, escrever bem e *SER UM ESCRITOR*. Há excelentes escritores que escrevem mal ou não têm bom texto. E o inverso é verdadeiro. Daí a diferença entre jornalistas e escritores:-)
    Mas reconhecer isso se deve à experiência, não é questão de idade.

    Apraz-me (oooohhhh!) dizer que não sabia que ela era neta de Boris Schnaiderman com quem a USP, todo o nosso País e a língua portuguesa em geral contraiu um débito inestimável (aliás ao Jacob e a praticamente todos os da Perpectiva) – Alô, alô tradutores!

    E sabê-lo agora, não muda em nada minha apreciação à Lulu, a não ser no foro mais recessivo da riqueza da INTIMIDADE que ela deve ter tido. Como sabes nesse ponto sou EXISTENCIALISTA. E sou cria de um verdadeiro heideggeriano!;-)
    Não somos o que os outros fizeram ou tenderam a fazer de nós, mas o que NÓS PRÓPRIOS fazemos do que eles – *OS OUTROS* – de nós fizeram, ou tentaram fazer.:-) Viver é SER de uma forma incompleta, que se busca dia a dia e no dia-a-dia – é um “que hacer?”, “um quehacer“, que se determina pela eleição, pelas escolhas que fazemos ao longo da Vida. Tivesem as pessoas isso mais em conta, mais em mente ….:-(
    Sendo que(m) é, a Lulu deve ter uma Sorge, uma pré-ocupação em relação ao feixe de possibilidades que se descortinam diante dela. Maior, mais rico que o dos demais, por certo, mas que a deixa, não obstante, tão livre quanto todos.

    Por fim, devo lembrar-te e tranqüilizar-te, ó modesto MILTON que jamais teu Paraíso foi perdido que não eras bobo não, e sabes disso. NÃO, NÃO É VERDADE! As odes, panegíricos e os poemas e as rapsódias de Borges – numa palavra – toda a sua obra É uma declaração de amor principalmente À LEITURA (embora não só a isso).
    Porém, aiii porém, não desse modo que falas.
    Leitura e Escrita não são só fruição. Embora sejam.
    Nevertheless, BORGES que não era bobo nem nada, conseguiu um trabalho que era tudo de bom e do marrom:-)). Foi ser BIBLIOTECÁRIO. E vitalício.

    Obrigada pelo comentário meg-avilhoso
    Beijão pra ti, beijo para Lulu e beijo para todos.

    P.S. E voltando à leitura, escrita, incentivo e projetos, não tenho mesmo como agradecer a todos os que comentaram e , espero, ainda comentem aqui.

  26. valterferraz says:

    MEG, LULU e MILTON, estou aqui caladinho no fundo da sala(sempre fui da turma do fundão, aquele temido fundão que apavora os professores iniciantes, mas guarda também os melhores e mais pensantes, aqueles que se aborrecem com as tarefas repetitivas). Rnquanto discorrem sobre o LER. o ESCREVER, ser ou estar escritor, cabeças coroadas e outras nem tanto, vou aprendendo sobre filosofia, Platão, Sócrates,e outros. Depois ouço o nome de BORGES e levanto bem as orelhas que já foram chamadas “de burro”, seguro a vontade ir fazer xixi e presto um pouco mais atenção. Pois quem fala são pessoas vividas, experientes e polidas na dura lida de ler, escrever e ensinar.
    Aguardo ansioso pela continuidade, pois sempre fui ávido em aprender.
    Um abraço respeitoso a todos

  27. Valter, eu também espero que continue e sei que vai continuar.. Tenho ainda outros posts abordando esse mesmo asunto, mas por um outro ângulo.

    Agora, uma coisa é certa: você se senta no fundão (hahah, é mesmo isso que você disse), porque pode.
    E também porque você sabe que a casa é sua!;-)

    Beijos pra você e para a Aninha.

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