Da ‘medieval’ crueldade dos amantes…

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      El Caballero de la Triste Figura”

CARTA DE DON QUIJOTE A DULCINEA DEL TOBOSO

SOBERANA Y ALTA SEÑORA

El ferido de punta de ausencia, y el llagado de las telas del corazón, dulcísima Dulcinea del Toboso, te envía la salud que él no tiene. Si tu fermosura me desprecia, si tu valor no es en mi pro, si tus desdenes son en mi afincamiento, maguer que yo sea asaz de sufrido, mal podré sostenerme en esta cuita, que además de ser fuerte es muy duradera. Mi buen escudero Sancho te dará entera relación, oh bella ingrata, amada enemiga mía, del modo que por tu causa quedo: si gustares de acorrerme, tuyo soy; y si no, haz lo que te viniere en gusto, que con acabar mi vida habré satisfecho a tu crueldad y a mi deseo.
Tuyo hasta la muerte.

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Diz-se – não posso afirmar – que esta carta, enviada através dos bons préstimos de Sancho Pança à destinatária, infelizmente nunca pôde ser lida por ela, por dois motivos:

a) era analfabeta

b) e como “Dulcinéa” ficou sabendo que se tratava de correspondência íntima, não podia pedir a ninguém que a lesse para ela.

  • “Y así pasan los dias…”

Sobre sub rosa
The most of all things and persons in the entire world drives me *flabbergasted". That includes me.

16 Responses to Da ‘medieval’ crueldade dos amantes…

  1. Paulo Lima disse:

    verdad. así pasan los dias. Y más, pasa el dia de los dias, el que no tiene como se mirar, como decia el otro.

    phl

  2. Paulo Lima disse:

    medievais?


    Hahahah

    Digamos assim, já que você como interlocutor todo cuidado é pouco: mudo o título para “Da medieval crueldades dos amantes:-)
    Resolvo o problema da época e da sua duração temporal:-) hohoho.

    Afinal, os gregos eram menos cruéis e mais diretos:-)

    bj
    M.

  3. Eduardo disse:

    Meg, asi pasan los dias , e o AMOR continua cego, analfabeto, e imortal.

  4. valter ferraz disse:

    Meg, o amor é sábio.Atravessa todos os obstáculos. Sancho Pança e sua estória de amor não chegou até nossos dias? entonces…
    Um beijo,
    Fique bem

  5. valter ferraz disse:

    Meg, corrija por favor o assassinato de nossa última flor do lácio:”Sancho Pança e sua estória de amor não CHEGARAM até nossos dias?”
    Credo, cada uma. Fui

  6. de minha parte, não há uma vírgula no Quixote que não seja imprescindível para tomarmos conhecimento da nossa genialidade, e consequente responsabilidade por tudo que fazemos a nós mesmos e aos outros.

    Valter, até onde sei, das duas formas está certa a frase, a primeira pode soar estranha, mas não está errada não.

  7. valter ferraz disse:

    Cláudio, será? doeu nos meus ouvidos. Mas se vc diz eu creio.
    Abraço grande e obrigado,
    Thanks, Meg

  8. aninha-pontes disse:

    Meg querida, vim te trazer meu carinho!
    Amor sempre vale a pena, só o que não vale é o sofrimento.
    beijos meu bem.

  9. Solange disse:

    Meg,

    Já tinha tentado vir aqui na casa nova, mas sempre dava erro!
    Beijocas, linda!

  10. Maria Elisa Guimaraes disse:

    Obrigada a todos.
    Olhem só este post foi incluído no Today’s hot post:-))) do WordPress.
    De modo que não posso dizer nada.

    Aninha: eu pensei durante praticamente toda a minha vida que isso que vc fala de amor, se aplicava a amizade (hoje em dia eu escrevo com minúscula, pois não há , não existe a Amizade , assim com capital letter:-). Agora, amizade normal, como qualquer sentimento, isto sim não só existe como deve ser incentivado. Você verá no post de amanhã:-)

    Claudio Boczon:
    “de minha parte, não há uma vírgula no Quixote que não seja imprescindível para tomarmos conhecimento da nossa genialidade, e consequente responsabilidade por tudo que fazemos a nós mesmos e aos outros”

    Anhn?;-)))

    Beijos e obrigada.

  11. Maria Elisa Guimaraes disse:

    Sol, mon ange.
    estamos por aqui.
    Obrigadíssima, querida pela visita.
    Beijos pra filhota
    M.

  12. Habel, el cruel disse:

    Hmmm… vejamos, missmeg, algunos corolários:

    a) analfabeta. Não vai tomar conhecimento das pérolas ridículas (todas as coisas de amor são ridículas, ora pois!). Tampouco irá cometê-las.
    Seus amados estavam portanto dispensados de tomar conhecimento disso, que não havia nem haveria. E, de brinde, também estariam dispensados de continuar a cometê-las de sua parte – o que não é nada pouco…

    (Já há demais disso no mundo, lembremo-nos! É uma questão ecológica, o planeta não suporta mais. Simples e direto.)

    b) não quer que ninguém saiba da coisa quando a coisa trata de algo íntimo.
    Ora, as coisas: ou tratam de algo íntimo; ou pra quê diabos tratarmos nós delas?!
    Portanto, não tem vontade nenhuma de que ninguém saiba algo dela ou referente a ela, nunca.

    (Sua estima não tem de se preocupar em ser “auto-estima”: se é assim, só pode ser porque, na verdade, já seria sempre uma lauta-estima!
    E no entanto, sem a menor vaidade!)

    a + b =
    1( ) Dulcinéia era mineira.
    2( ) Não era Dulcinéia, era Amélia! Não tinha a MENOR vaidade!
    3( ) (1) e (2) estão corretos.

    Se (3), então… Dulcinéia era a mulher ideal, mas não se deve revelar isso a ninguém.
    Pois a MENOR vaidade passava a quilômetros de milhas dela!

    Wonderful times, maravillosas medievAlices!

    Y así (entre ellos) pasaban las noches…
    (agora, com a internet, parece que não passam mais; nunca são suficientes!)
    Espero yo que la triste figura de mi lógica no le tenga sido totalmente inutile, missmeg.

  13. Júnia disse:

    Missmeg… essa é uma palavra que parece que sempre existiu, só faltava alguém escrevê-la!

  14. júnia, linducha!!!!
    cadê a “nossa” filhota?
    E vc. como está?
    Um beijo
    Meguita

  15. Júnia disse:

    Saudades também, Meg, e muitas!! Anna Barbara só podia estar onde está. Já que aqui estamos falando de amor… Mil beijos!

  16. Habel (ou seria Havel?)

    Olhe estou desde o dia em que recebi este email, asssim, boquiabrindo-me e boquifechando-me.

    Isto é que é lógica!;-)
    Um beijo
    Meg

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