DESTINO

DESTINO

Cada um cumpre o destino que lhe cumpre.
E deseja o destino que deseja;
Nem cumpre o que deseja,
Nem deseja o que cumpre.

Como as pedras na orla dos canteiros
O Fado nos dispõe, e ali ficamos;
Que a Sorte nos fez postos
Onde houvemos de sê-lo.

Não tenhamos melhor conhecimento
Do que nos coube que de que nos coube.
Cumpramos o que somos.
Nada mais nos é dado.

Ricardo Reis

Transcrito deste ótimo blog.

Sobre sub rosa
The most of all things and persons in the entire world drives me *flabbergasted". That includes me.

9 Responses to DESTINO

  1. Cada um cumpre o destino que lhe cumpre.
    Cumpramos o que somos.
    Se cada um de nós fizer isso de forma que não machuquemos o outro, apenas isto, basta para que nós seres humanos, sejamos mais felizes.
    Um beijo

  2. Maria Elisa Guimaraes says:

    Aninha:

    Um beijo, querida e seja muito, muito bem-vinda!
    Meg

  3. ana r. says:

    Obrigada pelo link generoso :)! Um abraço

    RESPOSTA
    Ana:

    Bem haja!

    Um grande abraço.

    M

    .

  4. nora borges says:

    Adoro todas as caras de Fernando.
    Destino é mesmo assim: ser seu tom, dançar a própria música, escrever seu ser.
    Tao bom isso!

  5. Maria Elisa Guimaraes says:

    Bom, mas difícil, não é Nora!
    Sabemos que viver é (eu não acho, mas dizem que é) fácil.
    Agora, con-viver, isso já é uma outra história. (Mitsein)

    beijo

    M.

  6. Habel says:

    “Compramos o que somos. Nada mais nos é DADO.”

    Perfeito! Não era descrição, era profecia pra umas poucas décadas depois!

    Maria, hoje é dia de a gente por cá lembrar muito da Meg.

    À noite vem aqui a Sampa mestre Benedito Nunes fazer a abertura de um certo Colóquio Rumos Literatura, num prédio metido onde o Unibanco faz propaganda (eufemisticamente chamado de “espaço cultural”, mas MUITO excepcionalmente, como deve ocorrer hoje, ele fica cultural de facto).

    Se este aí não souber mostrar algum rumozinho interessante na crítica e na litertura tupiniquim atual, é poque o algo já está extinto MESMO, ainda antes do mico-leão musgo-prateado. E só terá sobrado os espaços banco-culturebas.

    Mostrar e convencer, o que é só para mestres à toda prova.
    A nós caberá ouvir e calar. E pensar que refletiu sobre o assunto.
    Eu farei a audição em silêncio de 100 minutos, em memória da blogomeg.
    Um beijo.

  7. Eduardo says:

    Tudo muito profundo para mim! Pobre de mim!Um simples pintor!

    RESPOSTA:

    ô Eduardo, logo os pintores, a elite da cultura!!!!
    Que que isso?
    ;-)))
    Beijão
    M.

  8. Maria Elisa Guimaraes says:

    Habel, se me faz favor, querido Amigo:
    quem é exatamente a “gente por cá”?
    Quantas gentes? Quais?
    Penso que só você se lembra.

    Já agora o Benedito é que vai, ou pode, lembrar (mostrar e convencer é para cientistas, recorde-se:=)) qual-quer coisa. Habel.
    Até o que não há!

    Hoje, como disse é um dia meio trite para mim.
    Mas gosto quando me trazes boas notícias.
    Contas-me tudo depois?
    Um beijo
    M.

  9. Magaly says:

    Grandíssimo Pessoa. Com uma economia vocabular espantosa ele diz coisas profundas, viscerais, definitivas.

    Nora, você falou tão lindo!

    Beijos pras duas.

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