Fazer blog é padecer no paraíso…UPDATED acima.

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É eu sei, esse título não é bom, ou então devia ser para um post muito bacana. Mas verão que faz sentido.

Olhem só:

Eu recebi um comentário que me cortou o coração (de outra pessoa eu deixava passar batido) que foi de uma das minhas amadas mais amadinhas, a Clarice. ô que saudade da bichinha e como eu queria dizer coisas do coração pra ela. Mas tem as coisas da vida, Lady. Nem tudo que parece é, e errar com uma pessoa não é a mesma coisa que errar com todos. Embora eu assuma que não errar com todos e errar só com uma é igualmente erro. Entende? como diria o Pelé?

E certas coisas fogem ao nosso controle, por exemplo, um remédio que se toma e dorme-se quase 24 horas?

Foi o que aconteceu comigo e agora quando chego aqui, vejo que tenho várias coisas sobre as quais escrever e definitivamente não sei escolher uma delas para escrever se , ao menos, sei escrever sobre uma ou sobre alguma delas.

Oh Pai! por que não me fizeste nascer escritora, artista plástica ou a Anna Barbara? Ou neta do Paulo Mendes Campos, não é, Júnia?

E ainda tem a parte que mais gosto, segundo confessei a um dos meus mais admirados blogueiros , o Ery Roberto. ( Cheguem lá, que é aqui.) que é justo responder os comentários.

Então vejam:

Queria falar sobre esse dia , Dia Internacional da Mulher, que chegou a um “ponto de volta, ponto de retorno”. Mas será”. E passa mais um ano e não falo dele – isto é , existem dias disso, dia daquilo… e haver um dia explícito para algo, ou alguém, é uma realidade que comporta graus.

Já vi mulheres dizendo horrendamente : ahá, eu não aceito que haja um dia das mulheres, a menos que haja um dia dos homens (essa é uma pedrada); vejo outras pessoas dizerem que as mulheres…ora as mulheres já alcançaram tudo que queriam e mais alguma coisa – e seguindo essa toada, as que dizem que as mulheres não arranjaram foi coisa nehuma de bom, que não são mais respeitadas que antes, que o que alcançaram em termos de emprego e mercado foi apenas muito trabalho que é pago a preço inferior ao mesmo que é pago ao homem. E outras dizem, vejam só ( porque eu já vi) que nunca devia ter tido o tal de movimento de liberação, pois assim não precisavam rachar a despesa quando vão jantar fora…(hohoho, estas são folclóricas…mas eu conheço algumas. Gente, eu conheço muita gente, não vivo a vida só no plano virtual como disse o outro!).

Como eu não vou fazer o post sobre isso, só quero dizer que houve a mutação inevitável do significado do Dia.

Ora, primeiramente, a situação histórica era uma, que não vivemos mais nem na Revolução Industrial, onde tudo começou, e também não vivemos mais em uma época superdiferente como os anos 60 , de Beth Friedman, que eu com os meus 376 anos, nunca pude saber se queimaram ou não soutiens. Mas que era um movimento já totalmente diferente do primeiro, ah isso era. E surtiu seus efeitos. Outros movimentos foram subsumidos por esse no nível mais específico, como por exemplo a questão do assédio sexual, etc etc.

Então, gente, quero dizer que tal como qualquer outro, um Dia específico de Alguma Coisa, vai sendo percebido na sociedade e pela sociedade, até virar o que realmente tem que ser: o marco histórico que nos impede de voltar a viver no pasado e construir um futuro.

Quando alguém diz que não aceita que haja um Dia Internacional da Mulher, é, com perdão da má palavra, uma mulher asshole, imbecil mesmo. Ela esquece o quanto de vitórias as gerações anteriores conquistaram para permitir que elas dissessem isso.

É também e além de tudo, uma pessoa alienada que esquece, que o Dia serve para dar uma força a outros movimentos em sociedades muito diferentes social e politicamente. Como por exemplo na África, no Oriente, onde se pratica, na boa, e na maior, sem que ninguém se incomode, a terrível muitlação no corpo das mulheres – a chamada EXCISÃO. Sim eu sei que vc sabe o que é, mas o que você não sabe é que, mesmo ficando em casa, pode ajudar para que isso termine.

Eu sempre falei que o pior tipo de mulher não é a feminista que hoje em dia virou (é acho que eu concordo, sim) muito, muito chata. E as principais chatas são as feministas de ocasião. Que só chiam quando a coisa pega no pé delas indivudualmente. O pior tipo de mulher é a mulher-machista. E isso ocorre muito quando se julga casos onde um homem e uma mulher estão envolvidos. Mas não não só isso. Ocorre onde há mulheres que ocupam postos de mando e comando.

Ainda há por esse mundo todo ( daí porque o nome não é Dia da Mulher, mas Dia Internacional da Mulher) ocasiões e situações em que a mulher é espoliada, é “viagarizada”; é chamada para e lembrada para situações inferiores.

Em geral, nunca se lembram que não há porque culpar o HOMEM disso . Porque vejam, HOMENS, como reprentantes do conceito *MALE*, MACHO*MASCULINO; praticamente, nunca viveram situações de inferioridade, históricamente, a ponto de se instilar na consciência histórica de um povo que há oscilação ou dúvida de quem é que manda, quem decide, a quem pertence o controle. E assim caminha a Humanidade.

E para quem não ia falar já fiz um discurso. Mas de qualquer forma leiam isso e se imaginem lá: HIJAB

O outro assunto importantíssimo que ocorreu enquanto eu dormia: a morte de JEAN BAUDRILLARD .

Ohmaigodi!. É imposível falar – sem ter lido Baudrillard – com alguma familiaridade, de com assuntos tais como : pós-modernismo; SIMULACRO, que ai, ai, meu Deus, não tem nada a ver com hipocrisia, literatura atual; hiper-realidade; sociedade do espetáculo, e principalmente, ( para não falar as besteiras que ouço falar do que entendem por virtual , acham que o virtual é apenas o que vêem no computador, ou através do computador) do plano do SIMBÓLICO. 2003-baudrillard.jpg

2003-baudrillard.jpg

Suas principais obras são:

O Sistema dos Objetos; A Transparência do Mal, A Ilusão Virtual; SENHAS; a Troca Impossível; Telemorfose; o belíssimo e instigante da Sedução e tantos, mas tantos outros.

Finalmente como não dá para falar mais aqui (ei, vem cá não vá embora, ) não esqueçam, quem estiver em Paris na Cartier, a exposição do DAVID LYNCH. Um dos meus diretores de cabeceira.

,;~-,.~-,.~-,.~-,.~-=;´-=

Aqui um dos livros de Baudrillard que mais gosto.

E que aconselho a todos, todíssimos:
baudrillard-seducao

beijos e tiau.
UPDATE again, coisa boa mesmo é esse post aqui: FELIZ DIA DA MULHER, MULHER…

Ai, a boca do Pacino , o tudo do George Clooney, o que havia do DeNiro, do tempo em que quando ele não estava available, mandava Deus! Ohohoho oh mauigudiness!. , como dizem os franceses: Irréprochable!

O que cês tão fazendo aqui. Lá, pra já!

Sobre sub rosa
The most of all things and persons in the entire world drives me *flabbergasted". That includes me.

10 Responses to Fazer blog é padecer no paraíso…UPDATED acima.

  1. Magaly says:

    Meg
    Senti sua falta ontem. Pena que não lembrou. Não que faça tanta questão de aniversário, mas eram os meus oitentões e eu estava na expectativa de como me sentiria como octogenária desde o meio do ano pasado. E foi tudo tão lindo! Mesmo sem festa, sem post (não tenho escrito no eupensando), mas os filhos e netos me preparam emocionantes surpresas. Depois lhe conto. Vivi o dia de hoje das emoções de ontem. Agora tarde como está, vou pro berço, tendo lido rapidamente seu post, como sempre, bem recheado de assuntos interessantes e do dia. Vi no jornal a notícia da morte do Baudrillard- uma pena, podia dar tanta contribuição ainda.
    Ciao, por agora, beijos.

  2. Ed says:

    Bom também o Simulacros e Simulações. Pena a morte do Jean, but he gave everything…

    Você não me conhece, é certo, mas acompanhei a sua história, há uns meses. Bom encontrá-la aqui. Linkar-te-ei.

    Abraço, bom dia.

  3. Sim, sim, Meg! É padecer no paraíso. Eu tento que tento, mas temo mais que tudo e sobretudo. Exercito e padeço.

    Sempre te li calado. Hoje resolvi me manifestar, talvez pela nova fase.

    Beijo procê (pra ti, seria mais correto) – de um mineiro nascido em Sampa, que adora o Rio e o Pará.

  4. Magaly says:

    Acordei firme, o sono me recuperou o equilíbrio emocional, estou ótima
    agora.

    Acabei de ler o Hijab. Surpreende e angustia a gente.

    Bem a tempo a indicação de Sedução. Ando mesmo com vontade de retomar as leituras importantes enquanto posso contar, se bem que parcialmente, com minha capacidade de enxergar. Mesmo que para isso tenha que desistir de algumas atividades de que gosto, mas que absorvem muito tempo. como blogar. Já montar, enriquecer meu material de música que me servirá para a fase em que entro agora, me seduz muito também.
    Estou, assim, em vias de fazer escolhas que me garantam tranqüilidade diante das limitações que tendem a crescer.

    Ih! Ando numa fase egoísta. Falo só de mim.

    Aguardo seu próximo post e que venha tão reheadinho como todos os anteriores, dando-nos direções, ,apontando as diversidades, falando-nos do novo e do velho.

    Um beijo.

  5. Clarice says:

    ai, Meg, não era para cortar o coração. o seu e-mail é o mesmo? preciso te contar. beijos.

  6. Maria Elisa Guimaraes says:

    Magaly, oh Magly, minha querida.
    Olhe, nem há o que falar, nem há o que falar: me perdoe, me perdoe, me perdoe.

    Ninguém melhor que você sabe o baque que levei, o sofrimento imenso, a força buscada em lugares dentro de mim, que como é normal, sequer havia.

    Eu todos, todos esses dias, pensando em você, mas vc sabe eu já lhe disse: troca de medicação é terrível: até o organismo acostumar os hábitos mudam, tudo é imprevisível.
    Minha filhota mais velhinha pouquinha coisa, vc me perdoa? vou correr pro telefone.
    Ooooh! maaai gaud! Good Grief! estou com a carinha no chão.
    Eu amo você, você sabe! Não há perdão!

    ~=~=~=~=~=~=~=
    Clarice, minha linda q querida, não o meu email, mudou , (eu tinha que mudar, não sabe o que de terrível eu recebia) para:
    subros at gmail dot com
    Um beijo, amorinha.

  7. Eduardo says:

    Anotado, DA SOLUÇÃO, vamos conferir! Bjs.

  8. Magaly says:

    Meg
    Se eu imaginasse que você ia pedir perdão até ficar sem fõlego, eu não teria sido a indiscreta que fui. A liberdade que temos me deixou sair a queixosa mensagem. Ponha na conta de atos espontâneos.
    Olhe, vou pra o seu post pelo meu niver, mas vou demorar um pouco a comentar, pois está subindo minha amiga Toninha que vem ver o DVD feito pelos netos. Assim que ela sair volto aqui, tá bem?
    Beijinhos.

  9. Maria Elisa Guimaraes says:

    Eduardo, não é DA Solução, querido: é DA SEDUÇÃO, se bem que as vezes, parafraseando o Poeta, uma solução pode estar na rima:-)
    =-=-=-=-=-=-=-=-=-=

  10. Maria Elisa Guimaraes says:

    Uau!

    Ei, gente, isso é aniversário meu e vocês estão dando o presente por conta, ou é brincadeira, vocês tão me zoando?
    Ed, Leandro Siqueira, e o Guga alí em outro post : vocês estão me dizendo palavras que eu não recebi nem de pessoas que…xapralá.
    Estou emocionada e qualquer coisa que eu dissesse, quebraria a vibração, seria outra voltagem, enfim…
    Um sincero obrigada
    E um beijo imenso, enorme. Sem perda de prazo de validade.
    Meg (ufa, como é bom assinar o nome assim, na boa!)

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