Os 40 de CEM….

E chegamos aos 40 anos da publicação de “Cem anos de solidão” de Gabriel Garcia Marquez

Muita água rolou e muita coisa ficou “rala”.

Há pessoas que torcem o nariz para Cem anos… e dizem “ah! prefiro o “Amor em tempos do cólera” ou qualquer outro.

Li, praticamente, todos até a exaustão criativa de Gabriel.
Passei por vários e voltei absolutamente convencida de que Cem anos... é imbatível.

Tirem a prova.

Cien años de soledad (1967)

Gabriel Garcia Marquez. Colombia (Aracataca) 1927.

E Macondo é sempre …Macondo.

Quanto ao realismo fantástico, foi outra história na História da Literatura

Com Borges e Cortázar, a meu ver, foi sublime.

Influenciaram Juan Rulfo e Carlos Fuentes. Particularmente eu adoro Manuel Scorza

de quem se pode ler esta bela entrevista.

E depois de Cem Anos de Solidão, o tal realismo mágico ficou insuportável.

“Cem anos.. ” é definitivo. É o que em Filosofia da Ciência se chama de paradigmático.

IMSHO.

Ah! E também há comemorações para os 80 anos de idade de Marquez e os 25 anos da sua premiação , como Nobel de Literatura (1982).

Só não sei quando vai ser a reconciliação de Marquez com Mario Vargas LLosa.

Sobre sub rosa
The most of all things and persons in the entire world drives me *flabbergasted". That includes me.

18 Responses to Os 40 de CEM….

  1. Habel disse:

    Eu só posso esperar e torcer para que este flab2.0 não vire um “vivir para contarlo”, o 1.0 e ainda os pregressos. Um velho temor de alguns místicos medievais era que a eventual “vida futura” sirva apenas para ficar falando sobre a “terrena”, infindamente. Enquanto que nesta muita gente só quer falar da futura (ou das alheias, né?…).
    Em tempo: o Vivir Para Contarla estou achando esplêndido! O velho pode ser um dinossauro, lá junto com o Fidé, mas é um dinossauro que manipula a pena melhor que todos os “não-ultrapassados” juntos. E com uma pata de meia tonelada nas costas.

  2. flabbergasted2 disse:

    Amado e amantíssimo Habel:
    Que alegria você aqui!.
    Será tal como pelo que torce, embora não saiba se será como espera:-)
    Inclua-me fora deste “a gente só quer…”, por favor.
    Dizer “bom dia e como se vai, como se passou” é convenção quase obrigatória e sei que vc não é exceção.
    Mas não temais :-) diante de tão grande aflição. É infundada!
    Tende bom ânimo, querido;-) já nos incitam os Evangelhos e Murilo Rubião:-)
    Mas, justiça se me/nos faça: como falar do futuro se minha bola – cristal barato – quebrou ontem? Só posso falar de Shakespeare porque lhe adoro os poemas e não largo o Hamlet.
    Já quanto ao Velho (por que a minúscula? por causa do Barbudo, também Velho?), o que você diz é verdade: escrever bem lá isso escreve, agora “criar” que é bom…. e como vai fazer 80, é natural que pense que estamos todos interessados nas suas aventuras. Embora com a mais absoluta certeza, bem mais interessantes que as minhas. Peut être as nossas, as de muita gente.

    Um beijo imenso para você. Obrigada pela observação, mas não temais, não temamos. Não corro o risco. Tudo muito banal. Tenhamos bom ânimo.
    E delicadeza.;-)
    Falando nisso, um beijo para D.
    E estou feliz que você tenha vindo: adoro seus puxões de orelha, ainda que apressados e injustos:-) hohoho!
    Maria Elisa

  3. fal disse:

    Macondo, tãnãnã! Macondo, tãnãnã!Macondo, tãnãnã!Macondo, tãnãnã!Macondo, tãnãnã!
    hohohohhoho
    amor, amor, amor

    Resposta que não responde:-)

    Se o Velho Gabriel tivesse conhecido você, não faria os Cem Anos…, (para mim, um dos livros definitivos, no mundo inteiro. Sei o início que recito de cor , com o fim. E sei que você adora.)
    Mas ele não faria, iria se atrapalhar, pois você é amor revestido de ouro , não de 18 carats, mas de ouro maciço. E onde pode existir solidão se se tem um “AMOR DE OURO”?

    Amor, mais ainda, querida.
    E OBRIGADA, obrigada, obrigada! Sempre!

    Dona Elisa, para você , sempre:-)))))))

  4. ane aguirre disse:

    Não li tudo de Márquez, confesso. Mas tudo o que li me deixou marcas. Cem anos eu li algumas vezes. A cada ano penso que devo ler novamente. Há algum tempo, quando eu ainda visitava a casa de minha mãe e olhava o caminho que as formigas fazim pelos muros, pelos varais em direção à casa (já muito velha) eu sentia calafrios. Mas isso era um sentimento pessoal que a leitura provocava na minha vivência. Sou mais amiga de Cem anos, apesar de ter chorado em público com os tempos de cólera e de ter me envolvido secretamente com De amor e outros demônios. Hoje, Memórias de minhas putas tristes está “começado” ali ao lado. Ele me já me arrancou as primeiras emoções, uma rápida paixão, talvez. O amor fica guardado nas esquinas de Macondo.

    Eu sou, na verdade, uma pequena leitora. Uma formiga.
    Beijo, Meg.

  5. dgr disse:

    Acho q foi o único dele que eu li. Li e gostei, ainda que tenha me enrolado no meio, quando o fio narrativo some. Cem é o

    que há. Chico Anísio chamou de 100 anos de rapadura, lembrança que sempre me abre um sorriso.

    Resposta que tenta e promete responder:- )))

    Pessoas queridas, é claro que vou responder a todos, e vou dizer como me senti, parece até festa de aniversário. ( “I were but little happy, if I could say how much” – esta vai ficar para sempre, viu minha doce barbara Anna?) porém, eu não posso sair daqui sem responder ao Dante Gabriel R.

    Não! , prestem atenção, até que enfim eu vejo o Dante gostar de um livro, digamos “canônico” (no sentido fraco do termo) e aí ele me deixa morrendo de rir…. 100 anos de rapadura me lembra “O último tango em Caruaru

    Beijos, DGR, obrigada, obrigada por tudo e enquanto envio um email pra minha brave tyger, bem que você podia ir dizendo para ela, que merece e como merece.

    Maria Elisa.

  6. Também li quase tudo dele quando eu tinha 15 anos, mas depois não li mais nada. Lembro que gostei muito de Cem Anos. Mas isso não tem a menor importância. O importante mesmo é que parei um pouco os estudos para perguntar pra você: quer dizer que não posso mesmo contar pra ninguém?
    Beijos, muitos.

  7. nora borges disse:

    Eu vim. Que graça o SubRosa ser azul…
    Seja bem vinda, Maria Elisa. Espero que tenha visto o abraço.
    Cem anos de Solidão é a obra. Adoro muito o Amor nos Tempos do Cólera e pensava que talvez ele fosse o melhor… mas não é. Você tem razão. Acabo de relê-lo. Depois de vinte anos da última lida, mudei a valoração e Cem Anos voltou ao seu posto primeiro.

    E obrigada pelo convite.

  8. flabbergasted2 disse:

    1- Nora, mais que querida: só você mesmo para reparar o azul, que nem mesmo eu reparei. Putzgrilo! (expressão que não sei a que corresponde em espanhol hohoho).
    Olhe: eu escrevi a resposta primeiro para Ane Aguirre, mas aí li você e vi que disse o que eu queria dizer para muitas pessoas com quem converso:
    Eu ficava muito triste quando via bons leitores dizer que “Amor.. ” era melhor que Cem Anos… E quando eu dizia que não, eles me olhavam como se eu fosse ( e na verdade sou) um dinossauro), ainda bem que vc jovem e linda o leu novamente vinte anos depois.
    E sabe, eu acho que nada melhor, não há crítica melhor que a da releitura.
    É o tempo que aconselho a todos. Ok! digamos um intervalo de 5 a 10 anos é perfeito.
    Obrigadíssima, querida, por estar aqui, por vir aqui.
    Ao abraço, acrescento um beijo para usted!;- )
    ===========X===========

    2- Ane, salve! salve! em primeiro lugar, um obrigada especial por você estar aqui, e num post sobre literatura.
    Olhe, eu tenho uns 273 anos de idade :-) e quando saiu o Cem anos de Solidão, foi uma enxurrada de livros do GGMarques. “Cândida Erêndira”, por exemplo, era impossível não ler: havia o apelo da grande Irene Papas e da brasileira Claudia Ohana fazendo o filme baseado no livro. “Ninguém escreve (cartas) ao Coronel”, “…Morte Anunciada…”, Outono do Patriarca…(e olhe ainda tenho ali na minha estante, o Relato de um naufrago que não li, mas vou; -)) e tudo o mais. E aí é que foi a decadência do realismo fantástico, e também um pouco de Marques: ler tudo de uma vez ou com pouco intervalo de tempo, chegou a cansar. Era do meio da década de 70 para feente. Por isso eu falei que li, praticamente, tudo. Tenho uma grande amiga, a querida Paula (Foschia) Abreu que ficou encantada com O Amor nos Tempos do Cólera. E quem não ficou? Foi aí que as pesoas começaram a dizer, por não ter a devida paciência e a difícil e rara “arte de ler” que o preferiam a “Cem Anos…” .
    ESTE É PARA MIM O PROBLEMA (perdoe o capsolock, mas não há como negritar)
    Depois do bloqueio que ele mesmo confessou, o que não deve ser confundido com a falta de criatividade que torna alguns de seus livros, francamente menores, apesar de bem-escritos, o que se tem visto é uma enxurrada de memórias, memórias, memórias….Nada contra. Como disse Habel ele escreve melhor que quase todos não-ultrapassados, embora eu não saiba onde se diga que ele está ultrapassado ; -)

    Agora uma coisa eu devo lhe dizer: estranho sua metáfora de ser uma formiga para “pequena leitora”: para mim, ela só me traz à mente que, independente do tamanho, as formigas são os animais mais vorazes que conheço:-)))
    E ler Cem Anos… todos os anos, que magnífico exercício e não só de voracidade. Mas também. ;=)

    Maria Elisa

  9. Magaly disse:

    Confesso que não li tudo de Garcia Marques, mas que fazer se entrei logo de cabeça nos grandes? Cem Anos de Solidão me deixou deslumbrada..
    Comecei tarde a descobrir as grandes cabeças latinas e sofro com o descompasso que isso me causa até hoje.
    E não sei se vou ter tempo de tirar esse atraso.

    Aqui, tenho chance de passar a limpo minhas deficiências de auto-didata. Pode mandar, Maria Elisa Guimarães, pretendo pegar todas, todíssimas ( para lembrar um superlativo muito conhecido)

    Até, meu bem.

  10. fernando cals disse:

    Oi, Meg,
    acho que estava distraido, mas a Anne me avisou que estavas aqui, nesse novo endereço. Que bom!
    Quanto ao 100 anos, nunca li nada que me impressionasse tanto.
    Cada vez quye me lembro da descrição de Macondo, sinto a chuva e os humores e odores. Increible!
    O maior livro que eu já li!
    Recentemente, li, ou reli, Tia Julia e o Escrevinhador, do Varguinhas, Marito, outra coisa maravilhosa.
    Beijos
    fernando cals

  11. Maria Elisa Guimaraes disse:

    Magaly, a gente vai conversando minha linda.
    Mas sei que em matéria de leitura , vc está a mil anos na minha frente.
    beijões.
    M.

  12. Maria Elisa Guimaraes disse:

    Fale, querido! Meu maravilhoso amigo Fernandão!
    Você é sempre bem-vindíssimo, onde quer que eu esteja!
    Recebeu meu email?

    Fernando, vc como sempre vai no ponto: Acho que quem lê, lê mesmo o Cem Anos de Solidão, não me canso de repetir, fica preso à lembrança dele, por mais de cem anos. Aureliano Buendia, todos eles! E Macondo fica em você (eu), ou você (eu(permanece em Macondo para sempre. O homem é o que escreveu!
    Agora, venha cá!
    Você jura, mas jura que leu há pouco, Tia Júlia ,e o Escrrevinhador?
    Foi?
    Hahahahahahahahaha!!!!!!!!!!!!! Hahahahahahahah!
    E além de tudo, que é bacana nesse livreo, eu não posso esquecer dele trablahando no Radio e misturando uma novela com a outra de outro título e horário!
    Salve, Vargas Llosa, e concordo: é uma ma-ra-vi-lha!!!!!
    Beijos, querido

  13. acomentarista disse:

    Eu gosto muito desse livro, é marcante, inesquecível… boa lembrança.

    beijos

  14. Maria Elisa Guimaraes disse:

    Putz, César, queridíssimo César Miranda:

    Eu que sempre em toda a minha vida e em toda minha morte contei com você, só hoje, depois de sofrer tanto vi que seu comentário nem chegou a ser moderado . Já foi direto pra lista do Askimet Spam.
    Realmente ´preciso aprendo que a VIDA não é so isso (ou aquilo) que se vê:-)

  15. Maria Elisa Guimaraes disse:

    Fernanda (?) minha comentarista da Vida:
    li seu post hoje, e queria saber que horas vc tira para ler e tudo livro importante?
    Qu demandam tempo e atenção?
    Responda isso, OK?

    Seja muito bem-vinda a essa casa que doravante passa a ser sua também!
    beijos e obrigada.
    M.

  16. Alma disse:

    Li uma reportagem interessante sobre a briga dos dois na Folha de ontem. Parece que o Gabriel não quer escrever o segundo volume das suas memórias para não ter que falar do Vargas Llosa.
    Sou muito mais o Garcia Marquez que Vargas Llosa….apesar do Fidel.

    Beijo grande

  17. Maria Elisa Guimaraes disse:

    Alma, querida , em primeiro lugar, obrigada por você estar aqui. Não sabe o quanto precisava do apoio de pessoas de quem eu gosto e a quem respeito tanto, como você.

    Agora, veja você, esta não é uma decisão *infantil*. Ora, se existiu, se fez parte da vida dele, e se o que ele está se propondo é contar sua – soi disant- *BIOGRAFIA*, então para que não não falar Mario Vaargalgas Llhosa? Se ele não gosta do homem, que por sinal é excelente escritor, e se foram tão amigos, raios partam a decisão.
    É por isso que acredito cada vez menos em Literatura e detesto a Vida Literária.

    Beijos para você.

    E vou transformar este comment em post
    Beijos, doutora, e obrigada

  18. Carmen disse:

    Ola..

    No google digitei 100 anos gabriel e achei seu blog – bem bacana!
    Achei tbem uma matéria – http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult3891u27.shtml – Onde a Sylvia Colombo desce o pau no Gabo.
    Como adoro o Gabriel (pq Gabo é só para os íntimos), não concordo com ela.
    Se vc puder leia a matéria, e se puder tbem dê a sua opinião…gostaria de saber.

    Abraços

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