Posts Tagged literatura
Sarah Teasdale
I AM NOT YOURS
I am not yours, not lost in you,
Not lost, although I long to be
Lost as a candle lit at noon,
Lost as a snowflake in the sea.
You love me, and I find you still
A spirit beautiful and bright,
Yet I am I, who long to be
Lost as a light is lost in light.
Oh plunge me deep in love — put out
My senses, leave me deaf and blind,
Swept by the tempest of your love,
A taper in a rushing wind.
SARAH TEASDALE
Poetisa americana. . Uma das minhas líricas preferidas.
5 comments 9 December 2009
CANETA REVÓLVER – Marilia Castello Branco
Pessoas queridas, é por emoções como esta, enfim, é por isso que embora há mais de 5 anos eu venha me dizendo diariamente que devo acabar com o Sub Rosa, algo me faz prosseguir, às vezes, contra toda a lógica.
Abro um espaço neste recolhimento involuntário em que me encontro para dar esta notícia: quem foi blogueiro militante (mas militante mesmo) em 2002/2003 há de lembrar do soberbo blog da DIVINA ROSA, que outra não era senão a (dra.) Marilia Castello Branco, psicóloga, que cruzava a profissão com alta literatura (Marília, jamais esqueço os seus contos e exercícios inspirados em Grandes Sertões, do divino ROSA (perdão, não foi possível evitar), que era provada – posta a exame público em blogues ad hoc.
Agora, nem vou falar mais nada, vou deixar aqui o link e vejam, corram, acorram todos para o acontecimento:
Autógrafos
Amanhã, (dia 25 de setembro) às 19h
Livro: CANETA REVÓLVER
Só posso dizer que a sinopse é, embora eficente, modestíssima. Como eu dizia, quem estava por aqui em 2001, 2002 etc… sabe e muito bem o poder transfigurador da prosa de Marília, para nós a divina Rosa.
E o que é o mistério da Rosa… não é?
Marilia, eu tenho em algum lugar uma foto sua, que guardei e hoje iria servir à perfeição, mas tenho que parar por aqui. In bocca al lupo, querida.
=-=-=-=-=-=-=-=
E para confirmar que, como diz a lenda – já está virando um axioma - não existe ex-blogueiro, por favor leiam abaixo melhores, melhoríssimas informações:-) Tu-do!
* CANETA REVÓLVER Da escritora MaríliaCastello Branco! – Isso me dá uma felicidade, uma comoção igual àquela – efeito do conhaque de Drummond!
13 comments 24 September 2009
Wanna Be Startin’ Somethin’ (UPDATED)
∞ ∞ ∞
Voilà! E por que não (re)começar agora, não é, gente?
Tenho mil coisas a dizer, nenhuma porém de que me sinta capaz de falar agora…
Só sei que agradeço a todos, todos que me ajudaram neste momentos difíceis, a alguns até agradeço por me terem feito rir (ah! esse danado do Lord Caco )
Aliás, só para *me amostrar* e e embora sem querer ofender ninguém, o Lord é tão chique , mas-tão-mesmo que … lembram a coleção TEMPO_REI da Editora Positivo de que falei aqui em outro post há algum tempo? Pois muito bem, agora na mesma coleção Ricardo [Ramos] Filho e a escritora Vivina Viana são colegas . Ela lançou – como toda a torcida de todos os times já sabem – o livro Aqui em Nova York . Bem, na verdade, segundo ela me informaou, agora que está nas Minas que ela as tem Gerais e completas) houve outros lançamentos, relançamentos, mas comentarei depois.
Olha aqui, só por agora: Cronopinhos…
No mais quero dizer, que apesar de todos os contratempos e alguns dias de raro sofrimento, nunca estive tão feliz. Et pour cause…
Daí o título, que fico devendo ao querido Fausto Rego, que ganhou a Bia para enriquecer o grande elenco das mulheres (lindíssimas) da família.
Magaly, eu te amo. Pela sua amizade e apoio que nunca falharam. E isso a gente não agradece, apenas, emociona-se. E Oh moça linda do Des Tours, Des ‘Incommunales’ Délices, je t’aime aussi bien.
Pessoas todas, queridas, (as que sabem a quem estou me referindo) eu amo vocês. Obrigadíssima- pelos emails, telefonemas, colo, orações, receitas, piadas, paciência com meu humor..como é mesmo o meu humor…:-), enfim, por tudo, obrigada, e muito graças a vocês, já estou quase boa e já é hora de voltar a ser feliz.
—
E só pra eu ir embora, tomar meu chá com o Chapeleiro, devo dizer que não, não, não acreditem… há pessoas que morrem… e outras que, ao contrário, se imortalizam. Viva o Rei! Magina… mais vivo que jamais.
E um obrigada especial a (poucos) quem têm gentileza, sensibilidade , superioridade para, já que não podem impedir o massacre, pelo menos com elegância cobrem a nudez das almas vergastadas.
(ai, essa frase tá meio assim … não está?.., mas deixa ficar.(=)
∞∞∞
Um R. I. P. sentido ao escritor RODRIGO SOUZA LEÃO. – ( 1963 – 02 julho 2009) – aqui entrevista ao Portal Literal.
Aqui, o blog do poeta, músico, jornalista e wordsmith . Aliás, eu pergunto, quem não se lembra do seu lado *zineiro*? Quem não recebia o Balacobaco? Pois é…
Notem os posts. O último é de 25 de junho.
Rodrigo era também um provocante entrevistador. (E eu, claro, tinha as minhas preferidas).
Segundo consta aqui, está pronto um livro com suas entrevistas.
**** *****
Gente, meninos, eu juro: Eu, acreditem, não sei mais fazer post. Pelo menos, aqui. Se é que algum dia eu soube:-(
UPDATE / NOTA / ESCLARECIMENTO: Pessoinhas queridas, eu não disse que não sabia mais fazer posts, at all, ou em relação ao conteúdo deles. Isso, sem o menor medo de estar em crise de vertigem de pequena altura hohoho – acho que ainda sei. Um tiquinho, pois assunto nunca me faltou. E modéstia(falsa ou verdadeira) é coisa que como vocês sabem… vocês sabem. Existe?
O que eu disse, ou quis dizer e não me fiz entender, amados e ‘alcandorados ‘leitores atentos, foi não saber mexer com essas imensas e permanentes e incessantes inovações que são feitos a cada 3 dias aqui no WordPress Até pra colocar as categorias a coisa “pega”… Deve ser por ter passado quase 5 meses sem vir aqui. depois eu pego o jeito. Pronto, falei:-).
20 comments 8 July 2009
Čápová e Rossi

Hana ČÁPOVÁ. Renesancní sonety I. 1991, 13 x 19 cm
Clique na imagem: a vida melhora instantaneamente
Cristina Peri Rossi: nasceu em Montevideo, Uruguai, em 12 de novembro de 1941. É a primeira mulher a ganhar o Prêmio Internacional de Poesia Fundação Loewe, em sua XXI edição, com o livro “Play Station”.
R.I.P.
Ese amor murió
sucumbió
está muerto
aniquilado fenecido
finiquitado
occiso perecido
obliterado
muerto
sepultado
entonces,
…………………¿porqué late todavía?
“Inmovilidad de los barcos” 1997
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ORACIÓN
Líbranos, Señor,
de encontrarnos
años después,
con nuestros grandes amores.
“Inmovilidad de los barcos” 1997
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LAS PALABRAS SON ESPECTROS
Las palabras son espectros
piedras abracadabras
que saltan los sellos
de la memoria antigua
Y los poetas celebran la fiesta
del lenguaje
bajo el peso de la invocación
Los poetas inflaman las hogueras
que iluminan los rostros eternos
de los viejos ídolos
Cuando los sellos saltan
el hombre descubre
la huella de sus antepasados
El futuro es la sombra del pasado
en los rojos rescoldos de un fuego
venido de lejos,
no se sabe de dónde.
“Babel bárbara” 1991
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DISTANCIA JUSTA
En el amor, y en el boxeo
todo es cuestión de distancia
Si te acercas demasiado me excito
me asusto
me obnubilo digo tonterías
me echo a temblar
pero si estás lejos
sufro entristezco
me desvelo
y escribo poemas.
“Otra vez eros” 1994
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DEDICATORIA
La literatura nos separó: todo lo que supe de ti
lo aprendí en los libros
y a lo que faltaba,
yo le puse palabras.
“Evohé” 1971
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Seu blog: El poema de la semana
Web Oficial: Cristina Peri Rossi
Notícia sobre o prêmio
Mais poemas
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Eu volto ;-)
13 comments 27 November 2008
Uma vida fabiana
Edição especial que contém, além do texto integral, fotografias de Evandro Teixeira que, durante dez dias, percorreu o sertão nordestino especialmente para produzir as imagens deste livro. Publicação prevista para 28/11/2008.
Olá pessoal.
A nossa Meg não está bem de saúde e me pediu que viesse aqui para agradecer a todos vocês, leitores do Sub Rosa e amigos que enviaram seus depoimentos e deixaram comentários durante esses dias de comemoração.
Ela também me pediu para publicar meu depoimento, o texto “Uma vida fabiana” e o artigo “Enxada versus caneta: educação como prerrogativa do urbano no imaginário de jovens rurais” em seu outro blog Textos Especiais.
Fico encabulada, confesso, mas não consegui me escusar: quando tentei falar com ela ontem à noite, não pôde me atender. Assim, antes de irmos aos Textos Especiais, breves explicações sobre os textos.
No início deste ano, ao concluir uma especialização, depositei uma monografia onde procurei homenagear “Dialética do esclarecimento” (1947-2007), obra de Adorno e Horkheimer e “Vidas Secas” (1938-2008), de Graciliano Ramos. Abaixo, seu resumo:
Além de homenagear os aniversários de setenta anos de Vidas secas (1938-2008), romance de Graciliano Ramos, e de sessenta anos de Dialética do esclarecimento (1947-2007), clássico dos filósofos Max Horkheimer e Theodor W. Adorno, este trabalho é uma análise comparativa entre o imaginário de Fabiano – personagem de Vidas Secas – e o de jovens da zona rural do sul e sudeste do Brasil pesquisados por Maria José Carneiro (1998), para discutir a educação como prerrogativa do urbano no imaginário do homem rural. Através da análise de resultados da referida pesquisa de campo (CARNEIRO, 1998), pôde-se constatar que, tal qual Fabiano, o homem rural ainda percebe a educação como prerrogativa do urbano, tendo as vezes que optar entre sair do rural para freqüentar escolas e universidades ou ficar, se não tiver aptidão para os estudos, ocorrendo, dessa forma, a antinomia do título deste trabalho: enxada versus caneta. Ao mesmo tempo, o esclarecimento está associado à evolução, modernidade e domínio da natureza, visão que é dialética e filosoficamente criticada por Horkheimer e Adorno (1985) na obra também objeto desta homenagem. Este trabalho também enfoca o fenômeno da desruralização em busca de educação e qualidade de vida, políticas públicas de incentivo à permanência no campo e as novas configurações dos espaços urbanos e rurais. Ressalta que o desenvolvimento rural deve ser promovido porque é um direito do cidadão rural, que este deve ter acesso a educação em seu espaço de origem para que não continue a ser forçado pelas circunstâncias a optar entre sua profissão e a educação, ou seja, enxada ou caneta.
Em outubro, para participar de um colóquio internacional de educação, converti a monografia em artigo e, já que precisava resumir o trabalho a um máximo de quinze páginas, retirei a crítica filosófica de Adorno e Horkheimer, mas consegui publicá-la a parte, na Revista Autor, com o título “Uma vida Fabiana” em 01-Nov-2008.
Quanto ao artigo apresentado no colóquio, estou aguardando o parecer – tomara que uma carta de aceite – de uma revista. Assim, pelo menos por enquanto, não poderei atender ao pedido de Meg e postá-lo em Textos Especiais, pois uma das exigências para sua publicação é que seja inédito. Mas vejam como ficou o resumo de seu resumo:
Este artigo [...] adotou trabalho de campo de Carneiro (1998) sobre o ideal “rurbano” dos jovens de duas áreas rurais do sul e sudeste do Brasil e o comparou ao imaginário de Fabiano, personagem do romance Vidas secas de Graciliano Ramos (2006). Tal qual Fabiano, embora desejem educação, os jovens pesquisados a percebem como prerrogativa do mundo urbano, enquanto o espaço rural é visto como lugar de trabalho , tendo que optar entre sair do rural para freqüentar escolas e universidades ou ficar, quando não têm aptidão para os estudos [...].
Em Vidas Secas, vocês devem lembrar, um dos filhos faz uma pergunta à Fabiano e este “vira o rosto para fugir à curiosidade infantil”. Acha que os filhos não têm o direito de saber, porque vão querer aprender sempre mais. O que eles devem aprender mesmo é a cortar mandacaru, amansar gado, consertar cercas… No entanto, já no final do livro, quando mais uma vez fogem da seca em direção à cidade grande, pensa nos filhos “em escolas, aprendendo coisas difíceis e necessárias”. É esta antinomia que meu trabalho aborda, comparando-a a resultado de trabalho de campo realizado por Maria José Carneiro, professora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, em 1998. Espero que ele seja publicado.
Meg manda beijos.
Um abraço,
Isabela.
11 comments 24 November 2008

