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Astonishing Bette(r)!

bette lindissima, você sabe qual é este filme em que ela aprece assim?

Não sei como as mulheres de “antigamente” conseguiam ser e parecer tão lindas sem os recursos de hoje. Mas, acima de tudo, não entendo porque algumas mulheres de “antigamente” conseguiam pensar e enunciar seus pensamentos de uma forma, com tanta accuracy que não se vê nem nas mulheres de hoje:
Tenho duas histórias de Bette Davis (estou assistindo entre um trabalho e uma leitura e mais trablaho, o box de filmes dela; este, aqui.clique , são quatro filmes) que me deixam absolutamente flabbergasted:
1- Beth teve uma vida longa, muito conturbada, cheia de processos, de muitas doenças, e talz, e de muitos, muitos amores e affairs - um deles com Howard Hughes , no mesmo tempo em que este saía com a bela Katherine Hepburn e pasmem! a não tão bela Bette achava “divertidíssimo” tirá-lo de Kathy, o que afinal conseguiu, iuhuu! Beleza não é tudo mas é pelo menos, 89%, anyways.).

Agora, paixão, tipo paixão mesmo, ela apaixonou-se mesmo e muito pelo diretor William Wyler um dos maiores entre os maiores, e que a dirigiu em filmes como “Jezebel“, que lhe valeu um dos Oscar® que ganhou.
Pois bem, de temperamentos fortíssimos, ele e ela, tinham brigas homéricas (depois vocês verão por que) mas ela se apaixonou pelo jeito (ou a despeito do jeito) irascível de Wyler escondido sob uma frieza prussiana. (aaai!, moi aussi, Bette, I see your point:-)
Ben , pour tout dire, após uma briga maior que as outras, eles romperam. Bette caiu em profunda depressão quando soube que Wyler estava saindo com uma atriz (eu não sei, mas acho que era uma sirigaita, só podia ser, humpft!) chamada Margareth Tallicher (who?! ninguém guardou o nome, é? Pois é!). Alguns dias depois, Bette chegando de uma filmagem, encontrou uma carta de Wyler entregue por mensageiro especial. O que fez a exasperada Bette? Deprimida, chateada e sem ânimo para nada, ignorou-a por completo. Deixou pra ler depois. Para que se aborrecer mais, não é? (moi aussi etc etceterrá)
Uma semana mais tarde resolveu, finalmente, ler a carta. Leu, quase desmaiou, largou-a e começou a chorar “rios, riverun :o(”. A carta dizia que se ela não concordasse em casar imediatamente com ele,Wyler, ele, Wyler se casaria com a tal Tallichet na quarta-feira seguinte. Quando Bette decidiu ler a carta era exatamente quarta-feira. E à noite, o locutor de rádio anunciou o casamento de Billy com … ora, Tallichet, pela manhã. Uau! Ay que nerbios! (a.d.o.r.o quando tem esses lances)
Mais um ingrediente para a história que é verdadeira: o próximo filme de Bette foi dirigido pelo mesmo William (Billy) Wyler, de mesmo nome e mesmíssima pessoa. E o título foi qual? (juro! que eu é que não ia mentir para vocês, num assunto tão sério) exatamente… yep! “The Letter“. E nem preciso dizer que o filme foi indicado a seis OSCAR®, dando o segundo Oscar para Bette. (*)Mas, diga lá, foi uma ironia, certo?

(Jamais esqueci esse episódio. Yo, eu só vim saber disso lendo umas biografias, hein? Eu não estava lá! que fique claro e bem entendido hohoho)

Agora vejam só uma declaração que Bette fez em uma entrevista concedida à revista Photoplay, algum tempo depois:

“Os homens se preocupam incessantemente e ficam ressentidos por causa da liberdade recentemente adquirida pelas mulheres em suas carreiras profissionais. O que não sabem é que a Grande Ansiedade é desnecessária. As mulheres nunca foram, não são e nunca serão independentes dos homens que amam . Todas as mulheres sabem disso. Só os homens se mantêm cegos à realidade. Mas não os culpo, afinal essa atitude que não significa submissão é uma decisão da mulher. Não fiquem pois amuados, dominem se quiserem , as mulheres adorarão.”

Isso foi em dito em 1943. Conheceram, papudos? Depois não digam que não avisei e talz.
Como diria aquele rapaz de azul: “… tantas emoções”!

♥♥ ♥♥ ♥♥

(*) O filme em que Bette aparece assim, divina, é The Star, (Lágrimas Amargas) 1952 - cujo tagline é: “The story of a woman…who thought she was a star so high in the sky no man could touch her! ” pisc*
=-=-=-
Agora é o seguinte, estou sem acesso a computador, este post é uma reedição, (claro que com alguns toques mais meglynicos) mas se quiserem, podem deixar uma frase, uma quote ou line, de qualquer filme da minha, da sua, da nossa idolatrada, salve, salve, Bette Davis:
Eu começo logo, pela mais óbvia, para deixer todo o brilho e glamour para os meus amados e amáveis leitores, de cujo carinho jamais duvido , nem jamais duvidei;-)
Olha só:
Fasten your seatbelts, it’s gonna be a bumpy night!” (adoro essa e vivo dizendo:-))).
Podem colar se quiserem , lá no Cinefilia tem um post só sobre quotes da Bette (procurem nos arquivos) , pois estamos sempre (ainda que tacitamente) vendo quem é mais fã da maravilhosa, se eu ou o Moa, ele garante que é ele e eu garanto que sou eu:-)) Brincadeirinha, Moa, claro que sabemos que sou *EU* hahaha, vc é o maior fã da Tippi Hedren e/ou da Meryl Streep:-))
Ah e só mais uminha, umazinha, pequenininha: “Don’t let’s ask for the moon. We have the stars”. Do filme… it’s up tou you, beibes!?

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(*) O Oscar® de 1935 foi ganho por Bette por Dangerous. Ay, Moa Grrrrrrr ;-)))!


20 comments September 6, 2007

Cesse tudo, inclusive as promessas: Ingmar Bergman 1918-2007(R.I.P)

ingmar_sonata1.jpg
Ingrid Bergman e Liv Ulmann piangendo pianissimo na Sonata
gritos_e_sussurros_bergman_pieta250.jpg
Anna e Agnes, a Pietá de Bergman: COMPAIXÃO!(Gritos e Sussurros)
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Pelos olhos de Fanny e Alexander.
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Saraband, remanescência de Cenas de um Casamento.

No UOL, clique aqui, O blog de cinema da FOLHA de S.PAULO, coitadinhos, comeram mosca:-( não atualizaram, não existe nada a respeito. Mas a Folha como um todo é freguesa (quem sabe, sabe) . Shame on them. Já o Luis Carlos MERTEN, competentíssimo, embora com imensos compromissos, não deixou de atualizar. É o maior, é assim que a gente faz!


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Ingmar, o Possesso.
Ingmar Bergman , a grande obssessão de Woody Allen. E de praticamente todos os diretores de cinema que relataram, descreveram ou representaram relações pessoais conflituosas, ansiosas, atormentadas e, por isso, também, muito fortes e sem a preocupação de redimir o que ou quem quer que fosse. E também, de todas aspessoas, como as pessoas que viveram um tempo que foi o meu: A Morte é um assunto fatal, quero dizer, inelidível, em obras de Bergman, ou a Morte, assim como o Tempo, é apenas uma ilusão metafísica, que despreza a ontologia? Vida, Amor, Morte, e as pessoas ou entendiam ou diziam que entendiam. Gostavam ou diziam que gostavam. Jamais conheci um “serumano , nem uma serumana* que não gostasse de algum “filme do Bergman’”. (”Filme do Bergman” parecia já ser um gênero diferente, isolado, um gênero outro). Dele, que jamais fez concessões em sua condição de realizador. Um dos maiores do Olimpo! Ao lado, claro, de quem? Faça você a sua lista e aposto que ele estará lá.
Ingmar que certo dia deu uma surra (sim, ele bateu feio e forte na ex-mulher) a sublime Liv Ulmann, dizendo que a cena, o take, a tomada, whatever,não saíra do jeito que ele queria. Liv reclamou, mas fez. (O episódio é deliciosos e como eu o entendo)

(Esta, um grande boo para todos, papudos me perdoem, mas parece que só eu registrei no Sub Rosa, e Pedrinho Dória , o Ped reproduziu no seu blog do maravillho NoMínimo.)

INGMAR BERGMAN , nascido a 14 de julho de 1918 em Uppsala, ao norte de Estocolmo, aos 89 anos , na ilha praticamente particular, de Faaro, no Mar Báltico. Ele vivia praticamente isolado do mundo, depois da morte de sua última esposa, a quinta de de uma espécie, a das mulheres mais interessantes do mundo, com quem ele se casou, ou teve um casamento não convencional: Ingrid von Rosen, em 1995.

Você leu a biografia dele? Então, veja todos os filmes que quiser, mas guarde tempo para ler “A Lanterna Mágica

Então, para não falar essas besteiras, eu reproduzo, com todo o meu pesar, mas como quem se despede de um parente que tivemos por muito tempo em nossa casa. E que em absolutamente *T*U*D*O* o que realizaou, deixou a marca de verdadeiro GÊNIO (ah essa palavra , tantas vezes usada em vão)
Requiem, portanto, para Ingmar Bergmar, e umas palavras de luto enviadas por um grande Amigo, um grande esteta, que ama cinema, música e Artes, e que é um dos melhores escritores que conheço:

As palavras dele, falam melhor do que eu jamais poderia.
Um beijo e fiquem com ele, o escritor: (foi ele que me avisou da passagem do possesso Bergman.

 

“Eu gostava de uns poucos, raros filmes.Acho que pelo menos 1/3 desse pouco deve ter sido feito por Bergman.Um terço do que houve ou (ainda) há de arte na chamada “Sétima Arte” passou hoje a ser apenas memória e repetição.Dá até vontade de esquecer um pouco o “purismo” voltado à reprodução musical e adquirir um receiver e umas caixas satélites, para sonorizar uma sala voltada aos efeitos surround de cinema.Mas sei que Bergman debocharia de toda essa aparelhagem, assim como de todo desenvolvimento tecnológico do cinema desde os anos 40… som e cor… o que veio depois é dispensável.
Muito abraço,
Habel

=-=-=-=-

Agora, vem cá, diz pra mim, qual o seu filme preferido do Bergman e por que?
Quem me conhece sabe que amo os filmes do Bergman , e assisti a praticamente todos eles. No meu círculo, digamos de amizades, geramente professores, e outros tipo de ooooooohmaigüdiness de intelequituais, era um programaço ver filme de Bergman no cinema ou em…tee. VHS, lembram de VHS?
Então, meu filme preferido, et pour cause, é Morangos Silvestres. Ops, desculpem, mais que nunca, Freud explica, tsss. tsc… é SONATA de OUTONO(Höstsonaten) Não há como esquecer aquela relação angustiada entre mãe e filha. Expliquei? Pois é, creio que eu disse-me!

(Putz, não encontro nenhuma picture da Liv Ulmann e Ingrid Bergman em “Autumn Sonata”. Vc tem alguma? Se tiver, você me dá? Obrigada!

 

Reproduzo, por pura vaidade de me ter feito mulher, a mulher que sou, num processo que deve absolutamente tudo a Bergman. Milton diz que Bergman é o maior cineasta de todos os tempos. Eu respondo: (ops..onde foi que eu aprendi a usar tanto o pronome eu?
Dirigindo-me ao cinéfilo Milton Ribeiro, em comentário à sua bela homenagem a Ingmar Bergman:

“Por defeito de formação e mais principalmente, por defeito de profissão, evito ao máximo os superlativos absolutos.Seria então esta, uma das pouquissímas vezes em que eu secundaria palavras como as tuas. Por dever tanto a ele, sendo e aprendendo a ser mulher, sob a ótica de quem nega o que outros negam: a condição de SER ao ser mulher. O que sempre será aterrorizante. Pela visão política de se encarar o o MAL, o horror que pertence à Vida. Pelas angústias inevitáveis e pela compreensão de que somos seres-para-a-morte. Irremissível constatação! Vivi um tempo riquíssimo de contradições e descobertas, e aprendemos com ele que, de forma soberba, nos colocou em contato com a angústia da vida, os tormentos do amor, as impossiblidades de ficar (*patinando*) nas pequenezas e ter um universo mais largo e a mente mais aberta.
GÊNIO, sim, ele era. GÊNIO: esta palavra tão incompreendida e tão inflacionada de sentido.
Mas, com quem quiser, compartilho meu abraço de entendimento e solidariedae.
E uso aqui as palavras de Woody Allen, o cineasta/realizador que teve mais familiaridade com as idéias de Bergman e mais *proximidade* no sentido heideggeriano, do pensamento que ao abarcar algo, tudo abarca:
” …Ingmar Bergman, provavelmente o maior artista do cinema como um todo, desde a invenção da câmera de cinema”

Beautifully said!
Bergman vive!
Maria Elisa Guimaraes

Caso você tenha também, como eu, uma estima pelo filme “Autumn Sonata” SONATA de OUTONO, não perca este blog , que foi uma descoberta de minha amiga querida  Isa. Obrigada, querida..(Höstsonaten)


14 comments July 30, 2007


Readiness is all.
Shakespeare. Hamlet. Act v. sc. 2.

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