Paulo Mendes Campos revisited - “A Marquesa…” pelos (geniais) leitores do Sub Rosa
Pessoas queridas. Nem vou falar muito, aliás, nada, nada, nada…
Apenas recomendo que abanquem-se…oopss! que é isso?…*amarquesem-se” na marquesa ao lado para ler a respeito da Marquesa láááá em baixo.
E testemunhem, comigo, o talento dos leitores e amigos do Sub Rosa… Woo-hoo!
Isto sem contar a alegria que me deram: viva a interatividade, que eu imaginava ter antes e agora não mais…. Tô tão feliz que acho que Deus existe e gosta de mim;-))). Dei umas sutis mexidinhas, qualquer coisa, reclamem . Obrigada, gente… Voilà:
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ALIKI - ma chérie-
“O Wolfgang embarcou! On dirait un message codé de la BBC à la Résistance ! Résistons donc. Foi registrado…E acho que a marquesa saiu foi às 5 da matina pé ante pé e farta de tanta farra. (Tipo Secretaria -Geral dos Annales de la Résistance;-))
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1 -Às cinco horas da tarde.
Eram cinco da tarde em ponto.
A marquesa saíu
às cinco horas da tarde.
¡Ay qué terribles cinco de la tarde!
¡Eran las cinco en todos los relojes!
¡Eran las cinco en sombra de la tarde!
(Ana Vidal, em cima do lance, em parceria com Federico García Lorca)
2-Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
E muda-se a marquesa, pr’a festança
Às cinco horas da tarde, em ansiedades!
2-Alma minha gentil que te partiste
Tão cedo desta vida descontente
Às cinco em ponto dá-se o acidente:
Morre a marquesa, ai de mim tão triste…
(Luís de Camões, amante da marquesa)
3- A marquesa é uma fingidora.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que entra
Quando sai, às cinco horas.
(Fernando Pessoa, apaixonado platónico da marquesa)
4- “- Então, homem? Quando chega a nova marquesa? - perguntou o cirurgião, impaciente. - Como quer você que eu opere, se a velha se partiu ao meio??”
- Daqui saíu às 5 horas, doutor. Mas, com o trânsito que está… - (Diálogo do médico com o fornecedor de equipamento hospitalar, atrapalhado.”)
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*Carmen-
“A marquesa (aquela cabra) que não faz nada de nada na vida saiu às 5 horas. Da tarde. Às cinco da manhã é a hora que ela chega. Esse mundo tá perdido. Aliás, “Marquesa” é o nome de guerra dela. (Colega de “ponto* da marquesa)
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* Célia Trakl
“A markz se mandoh as 5hs naum sei pq, vei. Vai ver entrou numas, o markz q se cuide, vei. (Garotão com culpa no cartório)
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Claudio Boczon – Porão abaixo
1-Às cinco horas, saiu marquesa (édito durante o Regime do Terror)
2-“A marquise caiu às cinco horas, e a marquesa, oras, saiu?” (T. psicografia do Galo do Gugala, também vitimado pela laje)
3- -”Às 5 horas, saiu marquesa mas, voltará a mesma à mesma? (filósofo existencialista e gramático;-))
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1-A marquesa saiu às cinco horas para tomar um delicioso café na Cristallo (ou na Di Cunto).Enfim, a marquesa saiu para tomar café. (Tipo cafeína)
2- Sorte da marquesa ter saído às cinco horas. Às cinco e quinze invadiram sua residência, à rua Gusmão, arrombaram a porta, mataram o empregado, o gato e o canário. No cofre arrombado, não encontraram jóias ou dinheiro. Estavam na mala quadrada que a marquesa despachou mais cedo no porto.- Elis, depois de ver uns programas forenses.
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Ery Roberto - Infinito Positivo:
1-Se 5:00 A.M.: “A Marquesa está chegando, mas finge que é saída”.
Se 5:00 P.M.: “A Marquesa saiu e o Marquês foi visto tomando catuaba.”
2- “Se a Duquesa [cometendo mais uma gafe, era Marquesa] saiu às 5 era coisa dela, se saiu às 6 era coisa dela, se saiu às 7 era coisa dela. A única coisa que posso dizer é que não sei de nada.
(Luiz Inácio LULULALA da Silva)
3- Se chorou ou se sorriu, o importante é que a Marquesa saiu… às cinco horas (Ery RobertoeErasmo”.
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“Quanto à marquesa, não posso dizer nada. Nunca a encontrei, não a conheço e os dólares que ela levava não são do partido. O quê? Você pergunta como eu sabia dos dólares? Não, eu não sabia de nada, você entendeu mal, você está colocando palavras na minha boca. Vai acreditar numa monarquista como ela e me colocar assim contra a parede? Exijo respeito. Tenho uma biografia!” (Tipo o quê? Eu não sei de nada!)
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1- “- A marquesa não saiu às cinco horas. ”
(Depoimento de um conhecido politko brasuca à uma comissão de inquérito de alguma CPI
2- ” Aquela vaca não voltou ainda”
(marquês marcão)
3- “A marquesa trepou as 5 horas. Sem parar.”
(Marquês de Sade)
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Isa
“A marquesa saiu as cinco horas da tarde?! Cortem sua cabeça!!!”
(Tipo Rainha de Copas / Lewis Carroll)
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Cinco da tarde, hora estranha. Até a marquesa, sem dar explicação do porquê de tal decisão, saiu.;) (Juliana Marques, não-marquesa)
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1- A Marquesa, às cinco? Da matina? A pé ou de coche?Não, não diga mais nada. Como todos imaginavam, menos eu, claro, que não sou de muito falar, não é mesm… ? (D. Guará - mulher do barbeiro, este doublé de fotógrafo de Passaperto / Triângulo Mineiro)
2- Da matina, sim, mas só vai embora. lá pelas cinco da tarde, depois que o Doctor House fizer os exames mais estrabóticos do mundo, ameaçar o Marquês de viuvez precoce, e, finalmente, diagnosticá-la com precisão meticulosa (Magaly, programadora do Universal Channel, especial para o Sub Rosa.)
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Marie Tourvel - As letras da sopa
1- “A empregada da Marquesa estava ouvindo um belo Odair José no radinho de pilha: “Eu vou tirar você deste lugaaar”, quando a patroa a chama: Suzineeeeete, tô saindo. E lá se foi a Marquesa às 5 pro bailão pra dançar ao som do Wando.” (Estilo Marie Tourvel)
Orlando Gemaque:
1-Se saiu, ninguém sabe ninguém viu, mas as inimigas da marquesa juram que ela saiu, como era seu costume de uns tempos pra cá, ás cinco. Vá saber se foi da manhã ou se foi da tarde (Testemunha ocular)
2- “A Marquesa? saiu? às 5 h? Que Marquesa? Que 5 horas? Ainda existe marquesa no Brasil? (Moçoila com chiclete na boca, distraída)
3- A Marquesa levantou-se da marquesa e correu, foi atropelada e agora está no Pronto Socorro na última marquesa que restava, pensando 5 horas não é hora boa para sair. (Orlando, aluno virtual da professora Rose)
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“A marquesa escafedeu-se impávida, ali pelas 5 horas, afinal uma mulher elegante ao escafeder-se não pode ser lá muito precisa no horário. ( ou … afinal, ninguém se escafede em horários precisos )”
(Peri, nosso blogosférico Petrônio, árbitro da elegância, filosofando)
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Pedro S BOTELHO (PSB) – articulista do Porta do Vento -
- Porra! - disse a Marquesa, dando um murro e batendo com as tetas na mesa.
- São já cinco horas e tenho que dar corda aos sapatos… (Tipo .. ora, o Piorio Sabe-me Bem – às vezes.)
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O Réprobo - As Afinidades Efectivas
1- “É evidente que a Marquesa não saiu às cinco horas, pois´essa é a impreterível altura do seu chá”. - O Fornecedor de Alibis.
2- “A Marquesa saiu às cinco horas. Da casca, não da casa, como ficou por gralha tipográfica, sem ser notícia”. - A Redacção do Periódico, desculpando-se ante os protestos dos leitores.
3- “A única Marquesa que há hoje é a cama do consultório do médico. Como querem que ela se tenha posto a andar às cinco horas?” - O Republicano.
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♣Rose Marinho Prado – Aulas da Rose
“Temos a presença da Intertextualidade e também a primeiridade pierceana, quando trafegamos pela modernidade , flertando assim com as flotilhas malarmaicas , poundianas e, também !com o signo , por que não? o quali e ,mui digno, signo. Em ” marquesa saiu às cinco horas”, há o dialogismo do narrador personagem, o tempo, o qual em instantes verbivoco ( Ler meu livro, lançado pela editora do Cogeae. “Onde anda a onda de Haroldo?” - um excerto design literário e por que não? culinário, já que um signo envolve os órgãos todos do humano e também daquilo oculto”
Tem-se que Bakthin, oculto, trafega e flerta ( sim o flerte existencial e materializado em signos palpáveis) com o tempo, no tempo e para o tempo. Tempo que pára engendrando a epifania (que também flerta com “O Búfalo”, de Clarice Lispector. O tempo, a Marquesa e a impossibilidade do ódio, nessas contemporaneidades dum texto que contempla autores como Domenico di Masi, em “O Ócio Criativo”.
Fica evidente que , no ócio , toda a epifania clariceana vislumbra e atravessa num esgar a narrativa que, assim como um bailarina em pas-de-deux alça ao ar a Marquesa, sustentando-a em criaçoes que funcionam tal qual orgasmos múltiplos, que também dialogam com o qualissigno pierceano , engendrando para o leitor a segundidade que, febril caminhará par aa terceiridade, onde a Marquesa surge numa linguagem pictórica . O eme (m) de Marquesa delineiam suas pernas abertas, envolvendo o tempo que é o ponto G. Este que flerta com o dialogismo das flotilhas não só de Lispector mas também de Sousândrade.Este que coaduna com a criação, fechando o tempum, usando seu chapéu, símbolo fálico,marcando assim a presença freudiana ; Lacan também comparece, embora, não cobre nada à Marquesa que, num exato divã, ouve de sua analista que o tempo acabou.
Cabe assinalar a cumplicidade da narrativa com o flerte que capta as sonoridades: o som esa em associação densa e em primeiridade capta o Guesa Errante . (Professora da Semiótica da Puc)
2- “Pela primeira vez na história do Brasil , a marquesa saiu às cinco horas, porque, hoje, neste país, ninguém dá mole pra marquesa. A marquesa trabalha duro, minha gente. E pessimista nenhum vai dizer que a marquesa não faz parte do meu governo.” (tipo Governo)
3 – “1970…
Saiu a marquesa, a baixela, o tapete, os dois candelabros, a bergère, a banheirinha dos pés, o aquário. A televisão.
À noite, o dela. Gritado. Eu, a um passo da meia-noite.
Exaustos, no colchão. Amanhã, à estrada.” (Tipo Memorialista)
4-
Marquesa
Martelulia vibrilínica
Babe lúdica , barbeirando
Cloacacaquesa
Cloalíndrigo
Estrela dalvadando
Vale publicitas
Saindoindonde
Marc, doramarca
Doriana, dorilama
Dore a cama
Pé discreto pianolando
Setas cinco viajando
Vituperiana javanesa
Piano piano
Babe Coca
Beba a marquesa (Tipo concretino estilo ‘criado’ pelo Ruy )
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√Teresa –A Gota de Rantanplan
“«A desavergonhada da marquesa saiu às cinco horas do leito do adultério - já ia atrasada para o chá conjugal com o corno do marquês» - João da Ega para Carlos da Maia.
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Sum - já com um blog à espera;)
“Já a tarde ia longa
Quando o cuco espreitou
E cinco badaladas cantou.
A marquesa levantou-se e desceu
o seu cabelo ajeitou,
Pegou no lulu e basou.
Já a noite espreitava
Quando a Marquesa voltou
E o que fez, a ninguém contou.”
A Marquesa deu de frosques por volta das cinco.
Um embrulho trouxe quando voltou
E no lixo o deitou
Mas quem lho fez a ninguém contou
A Marquesa vestiu-se, bateu a porta e sumiu.
Eram cinco da tarde, mas ninguém viu.
No limiar da porta a criada espreitou e avisou a sua senhora de que as cinco tinham acabado de bater. Calmamente a Marquesa levantou-se, deu um jeito no cabelo amassado, vestiu um casaco e dirigiu-se à porta. Sem dar explicações saiu.
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Ladies and Gentlemen: Muito obrigada! Olha aí: ELA! A MARQUESA! Tadinha!;-) 
11 comments March 9, 2008










