Posts filed under 'escritores'

Bom dia!

O título do post era: É de manhã ou…etc etc… em tom maior , porque o meu querido (e agora, autorizadamente) Lord Caco gosta muito dessa música: É de manhã/ é de madrugada/ é de manhã,/vou ver minha amada/ é de manhã/ vou ver minha flor…
O disco estava aqui o tempo todo, ou melhor só a capa;-) Essa coisa de ‘viagem’… quando a gente volta;o(
Então, o título ficaria sem nexo… e troquei por Gilberto Gil, que não é assim uma troca tão má;-). Afinal, quem segura o porta-estandarte tem [que ter] arte… E eles têm. Nós Temos. Poucos não têm; -0)

…………….
Sobre os Telhados das Árvores
Sobre os Telhados das Árvores, Ricardo Filho autografa

Que felicidade voltar quando algumas das pessoas de quem mais gosto estão … ahá … bombando;-)

O escritor Ricardo Filho, nosso querido Lord Broken-Pottery, lançou,  quando eu ainda estava fora, o belíssimo, delicado (e de excelente qualidade) livro Sobre os Telhado da Árvores.

Obviamente, pela riqueza da tessitura, ela trama tão belamente esparsa e livre, e pela delicadeza e inventividade da concepção, pela poesia, pela força incontrolável de manejar pensamentos, fazendo reviver a sua vida, amores  e lembranças em cores tão verdes quanto azuis como os cabelos de sua primeira grande  Lady, pretendo escrever algo sobre o livro.

Mas, enquanto não faço, acho que é dispensável, o livro é melhor que qualquer elogio ou crítica, podem ir se deliciando com esta resenha que achei outstanding!

Sobre o Telhado das Árvores, de Ricardo Filho.

Ah Comprem, façam-se esse favor,  façam esse favor a si próprios. O meu chegou ontem,  e é uma docilindura.
Ah! comprem. Livro é força de trabalho.
Acho lindo noite de autógrafos e como podem ver pela foto, - (aliás foto de DENIS ARAKIN, - e há muitas mais) a do nosso Lord , (ah teve menestrel, crianças , leitura interpretada e comentada co os meninos pequenos e grandes..ah! - ) como diria Kika Jordão, foi trans-lum-brante! - mas a tajetória de um livro excede e transcende a festa do dia da apresentação do rebento. Vai além.

SERVIÇO:

Sobre o telhado das árvores
Autor: Ricardo Filho
Editora: GLOBO
Ilustrações Rosinha Campos
Preço: R$ 21,50.

Já comprou o seu? Tá esperando o quê?;-))

♣ ♣ ♣ ♣ ♣

Bem, os outros tons ficam por conta da poeta, letrista , produtora e ufa!!!!… ela ainda é mais, é médica (não existe ex-médica que eu saiba;-)))), certo?,  Etel FROTA  e já estamos fazendo entrevista. ;-) Demora um niquinho porque ela é ocupada e eu ainda farei mais duas ‘viagens’.

E, imagine, não é que o outro tom maior também é com uma maravilhosa poetisa, letrista, jornalista e que já saiu no Sub Rosa, vocês devem ter visto, mas a linda Aniuska  - Ana Vidal  só vive viajando é na Turquia, amanhã para Galápagos,  Edimbourgh,  Ilhas Gregas. Quando não está agenciando projetos, cuidado de publicidade e  marketing etc etc…

Aliás, não por isso, mas Ana Vidal, foi das pessoas que mais apoio me deu nesses dias. Ela merece, como todos  ser feliz, mas merece de meu coração, um sinceríssimo desejo de sucesso nesses e em todos os momentos de reequlíbrio de força. Salve, guerreira! A mais generosa de todas. Muito obrigada!

♣ ♣ ♣ ♣ ♣

 É isso!. Que culpa tenho eu, de estar sempre assim, com a cabeça cheia de coisas lindas, projetos magníficos etc…;-))) o que não é nada…mas sempre rodeada de pessoas maravilhosas?

O que eu posso fazer? Só posso cantar como na música do Noel Rosa:

Já fui convidada
Para ser estrela do nosso cinema
Ser strela é bem fácil
Sair o Estácio … é que é…
O XIS do problema
Na verdade, queria cantar mesmo  era aquela música das Frenéticas.
hohoho…pisc*****

♣ ♣ ♣ ♣ ♣

Gente, é muito bom estar de volta. A ‘viagem’ foi longa, mas fez-me bem, obrigada pelo carinho no dia do meu aniversário.  (cliquem:-) E, pronto, a gente se fala.
Podia terminar o post aqui, mas… Ah! não posso sair sem dizer pelo menos duas coisinhas.

É verdade que o nosao Rosencrantz…. está na FLIP?!!!! Pois é… “Todomundo” já deve ser amigo íntimo do dramaturgo e conhecedor profundo da obra, desde criancinha.:-) Mas é bom. Melhor vir que não vir.

♣♣♣

Finalmente: Minha homenagem a Machado de Assis. Period.


“Gosto dos algarismos, porque não são de meias medidas nem de metáforas. Eles dizem as coisas pelo seu nome, às vezes um nome feio, mas não havendo outro, não o escolhem. São sinceros, francos, ingênuos. As letras fizeram-se para frases; o algarismo não tem frases, nem retórica.”

Machado de Assis “Histórias de 15 dias”, 15 de agosto de 1876. Crônicas.

♣♣♣

Bem, por favor, Célia, querida, não diga que eu voltei com força toda. Eu levei quase 4 dias pra fazer este post., mas chego lá;)****
Quem segura o porta-estandarte, tem arte, tem arte…

Clique para ouvir e me diga se ouviu, sim?


11 comments July 4, 2008

Sub Rosa orgulhosamente (re)apresenta Juan José Arreola

perspective by ruth bernhardth

LIBERDADE

 Acabo de proclamar a independência dos meus atos. À cerimônia compareceram apenas alguns desejos insatisfeitos, duas ou três atitudes condenáveis. Um propósito nobilitante, que prometera aparecer, enviou à última hora sua escusa humilde. A cena transcorreu num silêncio pavoroso.

Creio que o erro esteve na proclamação ruidosa: trombetas e sinos, foguetes e tambores. E, para culminar, uma engenhosa queima de moral pirotécnica, que não chegou a arder de todo.

No final das contas, achei-me sozinho comigo mesmo. Despojado de todos os atributos de caudilho, os confins da noite me encontraram empenhado na simples tarefa de escritório. Com os últimos restos de heroísmo, atirei-me à penosa incumbência de redigir os artigos de uma extensa Constituição, que amanhã submeterei à assembléia-geral. O trabalho divertiu~me um pouco, apagando do meu espírito a triste impressão do fracasso.

Leves e insidiosos pensamentos de rebeldia voam como mariposas noturnas em volta da lâmpada, enquanto sobre os escombros de minha prosa jurídica passa, de quando em vez, um tênue sopro da Marselhesa.

♣♣♣

Dois pontos que se atraem não têm por que seguir forçosamente uma linha reta. Sem dúvida, é o caminho mais curto. Há, no entanto, os que preferem o infinito.

ENCONTRO

 

 

As pessoas caem umas nos braços das outras sem delinear a aventura. Quando muito, avançam num ziguezague. Mas, uma vez no rumo certo, corrigem o desvio e se juntam. Amor tão repentino representa um choque, e aqueles que assim se defrontaram são devolvidos ao ponto de partida como por efeito de um disparo. Projetados violentamente, sua trajetória de retorno os incrusta novamente, canhão adentro, num cartucho sem pólvora

Vez por outra, um par se afasta desta regra invariáveI. Seu propósito é francamente linear, não carece de retidão prévia. Misteriosamente, escolhem o labirinto. Não podem viver separados. Esta é a única certeza que os possui, e terminam perdendo-a ao se procurarem. Quando um deles erra e marca o encontro, o outro finge não perceber e passa sem cumprimentar.

♣♣     ♣♣
Juan José Arreola.Mexico, [Jalisco] - (1918-2001) - Grande representante da literatura latinoamerica. Foi amigo e interlocutor de Jorge Luis Borges. Da mesma geração que Juan Rulfo, foi um  renovador da literatura não só mexicana, mas de toda a literatura de LatinoAmerica, e abriu caminho para Carlos Fuentes e Elena Poniatowska, e outros bastante atuais.
Finíssimo representante da chamada narrativa breve (também conhecida  por minicontos ou microcontos), mas que é mais narativa tal como deve ser, e não necessita ter o minúsculo tamanho de uma linha. (Augusto Monterosso é exceção, mas, ele com o devido respeito pelos demais, era gênio, com “G”  maiusculamente maiúsculo.)

No Brasil, foi traduzido o seu livro Confabulário Total, pelo premiado Haroldo Bruno e foi recepcionado por ninguém menos que Otto Maria Carpeaux, que não hesitou em chamar a atenção para os toques fantásticos, mas mais kafkianos.

Deixo esse exemplar de Juan José Arreola,  um miniconto fantástico e kafkiano ao mesmo tempo, para meu Amigo, escritor e poeta Milton Ribeiro. Claro que é pro Milton, mas é ‘paratodos’, queridos todos, todíssimos; e - também, em seguida, uma Cláusula, o mesmo que frase, sentença lapidar, mas decidiamente não é conto.:

La mujer que amé se ha convertido en fantasma. Yo soy el lugar de sus apariciones.”

*” Soy un Adán que sueña en el paraíso, pero siempre despierto con las costillas intactas..”

Juan José ARREOLA
 

♣♣     ♣♣

Um beijo a todos.

Peço a todos a quem devo emails e outras coisas mais, e mais outras  que não me ocorrem agora;-), por favor, be patient!, OK?  Eu tardo e só muito raramente falho. Juro.

 


34 comments June 5, 2008

SIBILA - POESIA SOBRE TUDO, POESIA

por Claudio Boczon
(Foco -Retirado daqui)

POESIA, SOBRE TUDO, POESIA


Do poeta Régis Bonvicino - nome importantíssimo quer  na criação literária, na crítica, na divulgação, nos experimentos editoriais e numa verdadeira ‘militância/missão’ incessante de  “bateia”, ou seja a crivar a poesia de valor incontestável  - recebo o material de divulgação de mais um número da bela e especialíssima revista SIBILA  (não conheço um grande Poeta que não saiba a importância da revista e que não leia  a revista.
O nome SIBILA,  uma homenagem, de certa forma,  foi  retirado de um poema de Murilo Mendes(*)-um dos mais importantes Poetas brasileiros em todos os tempos e que merece ser muito mais divulgado. Dizendo melhor, merece ser muito, muito *conhecido*

Ao lado de uma equipe  respeitável  que você pode ler aqui , Bonvicino criou e fundou a SIBILA, cujo  primeiro número  foi lançado  nos Estados Unidos e no Brasil (São Paulo).  Agora, a revista que já possui 11 números impressos. E está on line. Ganho nosso, espero.

 O que importa ressaltar não é exatamente o impacto e a importãncia dessa revista, pois cada um pode ver pela matéria poética e o rico material traduzido.  Importa reconhecer um convite desafiador que a palavra SIBILA engendra: o desafio de interpretar uma nova maneira de dizer o já-dito,  o não-dito, o que é renovo, rompendo a cegueira da familiariedade.
Susan Bee
Susan Bee (Revista Sibila)
 
Sibila é a personagem ( na verdade, pelo menos há seis)  da mitologia grega e da romana que possui o dom da profecia, do vaticínio, muitas vezes enigmático. A Poesia é a arte que carrega  consigo o dom profético e o de ser  morada da linguagem. A poesia é  a linguagem.  Haverá  entre elas um parentesco semiótico e semiológico . Eis um ambicioso projeto. Uma ruptura. E que traz consigo, a crítica, o ensaio, a tradução,  e pricipalmente o olhar voltado para a atualidade atemporal, para o  que é materia de fatura poética.  A ingerência do olhar, da análise e posivelmente a posse, mas sobretudo e sobre tudo, a inovação e o sem limite.

No número 7, a capa, por exemplo, traz MANÉ GARRINCHA,  em outro número Oiticica em um ensaio,  ou ainda em outro,  Miriam Chnaiderman fazendo seu filme sobre José Agripino de Paula.

O que me impressiona  ao lado disso tudo, sem dúvida, é o material iconográfico. A produção fotográfica, as gravuras, as pinturas, tudo isso é de fazer a gente se orgulhar de ter um veículo de expressão. A arte de se fazer arte. Poeticamente.

E a polêmica esquenta, esquenta: sobre  INIMIGO RUMOR a outra revista brasileira, hoje luso-brasileira!

Seguem dois excertos, um deles contido na SIBILA que é uma jóia , uma gema e merece ser lida . massivamente.
Afinal, não há escrita de qualidade sem leitura de qualidade
Este aqui  :

“Nunca fomos catequizados. Vivemos através de um direito sonâmbulo. Fizemos Cristo nascer na Bahia. Ou em Belém do Pará.” 
Oswald de Andrade. Manifesto Antropófago

(more…)


10 comments May 27, 2008

LOUISE LABÉ, “mulher de verdade” ou “criatura de papel”? - mistérios da escrita.

LOUISE LABÉ - (1524-1566)

SONNET XVIII

SONETO  XVIII

  Louise Labé nasceu e viveu toda a sua vida em Lyon. Diz-se que era mulher de muita beleza, casada com um comerciante de cordas, e que promovia grandes saraus literários.
Sua poesia é inferior à sua obra em prosa “Débat entre la Folie et Amour” que retoma o “motif” em que Loucura é a responsável pela cegueira de Amor.
E seus sonetos ainda que cheios de fragilidades formais são mais conhecidos do que a obra em prosa. E deles, o mais célebre é este Soneto 18 que, como se pode ver desde quando foi publicado no ano de 1555, é praticamente licencioso e revela uma rebeldia pouco aceitável e praticamente inaudita não só para a época, como também para o meio provinciano em que ela nasceu e viveu.

Queria que vissem que se há lirismo em Louise, a ele sobrepõe-se a paixão, os sentidos e  a incitação.

         Curiosamente, os sonetos, em número de 24 - o primeiro deles foi escrito em italiano, o que seria uma marca da influência do Renascimento peninsular em sua obra - têm como tema, aspirações, desejos, arrependimentos, desilusões e -quem sabe?- realizações de aventuras amorosas que lhe eram atribuídas e eles lhe renderam um processo judicial pelos calvinistas que então governavam Lyon.
De toda forma, a despeito dos deslizes formais, até hoje, passados mais de 4 séculos, Louise continua a ser estudada e admirada, como uma criadora de histórias de Amor, que não importa sejam ou não reais, ideais ou idealizadas. São uma intenção de vivência. Penso eu.

Obra:  Labé, Louise. Oeuvres. Lyon, 1555.
Tradução de Sergio Duarte.

        Neste “*enlace*” (link), que eu achei very hot & cool ;-), pode-se ver o poeta Louis Aragon confessar sua admiração modelar (?) por Labé e que ela foi inspiração de poemas feitos por ele. Pode também ser constatada  a ambiência bastante singular,  prosaica, da cena em que Louise vivia.

E esse mote de L. L. é verdadeiramente frappant:

“ Je vis, je meurs ; je me brûle et me noie“

Pessoas, a moça viveu no seculo XVI, qual é?;-)

O que eu não faço por vocês;-)))

Ora, muito bem, este post com algumas modificações - era maior - foi publicado originalmente em 27.07.2004. Fez sucesso. (moderado, talvez:-:). O que sei é que foi largamente copiado por outros blogs. Logo…;-)

E eis que 4 anos depois, no mês passado,  recebi do eminente  Felipe Fortuna - não por acaso, tradutor das Obras,  1555 de Labé - o seu artigo  no JORNAL DO BRASIL, em que apresenta e analisa a tese  de uma professora , universitária de renome,  Mireille Huchon -   que sustenta  que  Louise Labé -elle-même -  nunca existiu. Foi uma criação de vários homens  de letras, cerca de 24 criaturos…

Leia aqui e tire as suas conclusões.

Eu tenho lido, tenho pensado  e repensado e fico com Felipe Fortuna.  Mas o que importa é você, o que acha?

Bookmark Felipe Fortuna - escritor, ensaísta, tradutor e poeta. 
=-=-=-=
Este post é dedicado  a três amigos de que muito gosto e dão alento e cor e som à minha vida. Pela ordem cronológica de ‘conhecimento’ :  Nelson,  Ricardo e Paulo.

O artigo de Felipe Fortuna  (essencial para a compreensão do post) pode ser lido aqui:

ou  no Jornal do Brasil 

ou  aqui nos Textos Especiais.

Vale a  pena: DESFAZENDO OS MITOS DO AMOR


13 comments May 9, 2008

Duas linhas, enquanto não volto: o que acham?

É mesmo assim?

“… havendo de tratar da dor do bem perdido, o primeiro perdido sou eu, porque, quando quero combinar a dor com a perda, a perda com o bem, e o bem com a dor, me acho cercado por todas as partes, e preso sem saída, dentro de um círculo por uma parte inevitável, e por outra incrível. Todos crêem que a dor é a medida da perda, e a perda a medida do bem; sendo, porém, certo, como é, que o bem possuído se estima menos, e o mesmo bem perdido se estima mais, daqui se segue que a perda cresce e faz maior o bem, e que o bem perdido, feito maior, faz também maior a dor. De maneira que, caminhando do bem para a perda, e da perda para a dor, o bem, a perda e a dor são menores; porém, tornando da perda para o bem, e do bem perdido para a dor, a dor, a perda e o bem são maiores; e tudo isto, sendo o bem o mesmo, e não diverso”

Antônio Vieira (Portugal [Lisboa]*1608 + Brasil[Salvador/Bahia] 1698)
Pe. Antonio Vieira
Fico uns dois dias fora do ar.
Volto logo. Nem respirem;-)
————-
 


P.S. Meninas e meninos:-) Volto logo com o post sobre esta delícia aqui.

Um beijinho para a Sofia.


24 comments April 15, 2008

Gênio! Esta crônica do César Miranda é de gênio. Falei!

Ou Olimpíadas Internacionais de PEQUI;-)

Olimpiadas de Pequi
Pequi, arroz de pequi, flor de pequi e por aí vai!

 

Então, como vocês todos (não) sabem  quando fico desaparecidinha é porque a coisa está mal-parada (leva hífen?) De saúde, claro, ah se eu tivesse saúde como tenho felicidade, ou sorte, ou whatever tudo de bom, nos outros departamentos. Ah! vocês iam ver o que era bom pra tosse (ops). Felizmente tenho médicos lindos e maravilhosos e quem sabe, graças a eles,  eu ainda vou sair ’sambando , me  acabando num cordão, na multidão de re-reco na mão e desaparecer no turbilhão da galeria’;-) A minha amada Dra. Júnia que o diga! Obrigada, doutora…

 

Pois é, mas como ia dizendo, antes de ser violentamente interrompida por mim mesma, eu só hoje pus, botei, coloquei;-) a cabecinha de fora e vim ver o que estaria acontecendo nesta FEIRA MODERNA, a que chamam de blogosfera, ver se não tinham esquecido de mim, (bem os visitantes diminuíram bastante, mas não faz mal… Mentiiiira, FAZ MAL SIM, seus adoráveis batráquios ingratos me esqueceram, não é?)  e eis que deparo com  esta maravilha (e nem vou falar mais nada, corram para lá)
É o César Miranda, em um dos seus inúmeros melhores momentos,  subvertendo os sentidos, os significados, e com o humor no ponto máximo de descolamento…ops, deslocamento significante.  Recortes e desvios. De risos.

 

“[...] Além disso, há tanta gente não mantém a palavra comigo, por que eu iria fazê-lo? Seria ridículo eu considerar a palavra de quem, logo a minha, como se fosse lei. Aliás, nem toda lei eu obedeço. A lei da gravidade, por exemplo, burlo de vez em quando e vou em vôo por aí. A lei da gravidade por sua vez também não me obedece e estamos quites (eu, com alguns hematomas). As leis não obrigam ninguém a nada, apenas nos impõem sua sanção, mas quem quiser pode desobedecer, não é proibido [...].”
Ave, César, poeta, sonetista e rei dos palíndromos. Você é a quinta coisa melhor do mundo, depois de amor de Mãe;-). Aqui, a doida (na verdade a moça falou em *distúrrrrbios mentaisss* hohoho)  que te ama.  E confirma isso, pois como todos sabemos, amor é coisa que não é para amadores.  E parece que nem para humoristas. Aliás, principalmente;-). Salut!

 Todos lá, segurem o gajo pelos pés, pois ele promete voltar a escrever, mas diz que não cumpre suas promessas. Perceberam o sentido desviante da escrita do César.?

ATENÇÃO: Agora o César está em novo endereço!!!!!! No A POSTOS


15 comments April 10, 2008

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Shakespeare. Hamlet. Act v. sc. 2.

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