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SIBILA - POESIA SOBRE TUDO, POESIA

por Claudio Boczon
(Foco -Retirado daqui)

POESIA, SOBRE TUDO, POESIA


Do poeta Régis Bonvicino - nome importantíssimo quer  na criação literária, na crítica, na divulgação, nos experimentos editoriais e numa verdadeira ‘militância/missão’ incessante de  “bateia”, ou seja a crivar a poesia de valor incontestável  - recebo o material de divulgação de mais um número da bela e especialíssima revista SIBILA  (não conheço um grande Poeta que não saiba a importância da revista e que não leia  a revista.
O nome SIBILA,  uma homenagem, de certa forma,  foi  retirado de um poema de Murilo Mendes(*)-um dos mais importantes Poetas brasileiros em todos os tempos e que merece ser muito mais divulgado. Dizendo melhor, merece ser muito, muito *conhecido*

Ao lado de uma equipe  respeitável  que você pode ler aqui , Bonvicino criou e fundou a SIBILA, cujo  primeiro número  foi lançado  nos Estados Unidos e no Brasil (São Paulo).  Agora, a revista que já possui 11 números impressos. E está on line. Ganho nosso, espero.

 O que importa ressaltar não é exatamente o impacto e a importãncia dessa revista, pois cada um pode ver pela matéria poética e o rico material traduzido.  Importa reconhecer um convite desafiador que a palavra SIBILA engendra: o desafio de interpretar uma nova maneira de dizer o já-dito,  o não-dito, o que é renovo, rompendo a cegueira da familiariedade.
Susan Bee
Susan Bee (Revista Sibila)
 
Sibila é a personagem ( na verdade, pelo menos há seis)  da mitologia grega e da romana que possui o dom da profecia, do vaticínio, muitas vezes enigmático. A Poesia é a arte que carrega  consigo o dom profético e o de ser  morada da linguagem. A poesia é  a linguagem.  Haverá  entre elas um parentesco semiótico e semiológico . Eis um ambicioso projeto. Uma ruptura. E que traz consigo, a crítica, o ensaio, a tradução,  e pricipalmente o olhar voltado para a atualidade atemporal, para o  que é materia de fatura poética.  A ingerência do olhar, da análise e posivelmente a posse, mas sobretudo e sobre tudo, a inovação e o sem limite.

No número 7, a capa, por exemplo, traz MANÉ GARRINCHA,  em outro número Oiticica em um ensaio,  ou ainda em outro,  Miriam Chnaiderman fazendo seu filme sobre José Agripino de Paula.

O que me impressiona  ao lado disso tudo, sem dúvida, é o material iconográfico. A produção fotográfica, as gravuras, as pinturas, tudo isso é de fazer a gente se orgulhar de ter um veículo de expressão. A arte de se fazer arte. Poeticamente.

E a polêmica esquenta, esquenta: sobre  INIMIGO RUMOR a outra revista brasileira, hoje luso-brasileira!

Seguem dois excertos, um deles contido na SIBILA que é uma jóia , uma gema e merece ser lida . massivamente.
Afinal, não há escrita de qualidade sem leitura de qualidade
Este aqui  :

“Nunca fomos catequizados. Vivemos através de um direito sonâmbulo. Fizemos Cristo nascer na Bahia. Ou em Belém do Pará.” 
Oswald de Andrade. Manifesto Antropófago

(more…)


10 comments May 27, 2008

Gênio! Esta crônica do César Miranda é de gênio. Falei!

Ou Olimpíadas Internacionais de PEQUI;-)

Olimpiadas de Pequi
Pequi, arroz de pequi, flor de pequi e por aí vai!

 

Então, como vocês todos (não) sabem  quando fico desaparecidinha é porque a coisa está mal-parada (leva hífen?) De saúde, claro, ah se eu tivesse saúde como tenho felicidade, ou sorte, ou whatever tudo de bom, nos outros departamentos. Ah! vocês iam ver o que era bom pra tosse (ops). Felizmente tenho médicos lindos e maravilhosos e quem sabe, graças a eles,  eu ainda vou sair ’sambando , me  acabando num cordão, na multidão de re-reco na mão e desaparecer no turbilhão da galeria’;-) A minha amada Dra. Júnia que o diga! Obrigada, doutora…

 

Pois é, mas como ia dizendo, antes de ser violentamente interrompida por mim mesma, eu só hoje pus, botei, coloquei;-) a cabecinha de fora e vim ver o que estaria acontecendo nesta FEIRA MODERNA, a que chamam de blogosfera, ver se não tinham esquecido de mim, (bem os visitantes diminuíram bastante, mas não faz mal… Mentiiiira, FAZ MAL SIM, seus adoráveis batráquios ingratos me esqueceram, não é?)  e eis que deparo com  esta maravilha (e nem vou falar mais nada, corram para lá)
É o César Miranda, em um dos seus inúmeros melhores momentos,  subvertendo os sentidos, os significados, e com o humor no ponto máximo de descolamento…ops, deslocamento significante.  Recortes e desvios. De risos.

 

“[...] Além disso, há tanta gente não mantém a palavra comigo, por que eu iria fazê-lo? Seria ridículo eu considerar a palavra de quem, logo a minha, como se fosse lei. Aliás, nem toda lei eu obedeço. A lei da gravidade, por exemplo, burlo de vez em quando e vou em vôo por aí. A lei da gravidade por sua vez também não me obedece e estamos quites (eu, com alguns hematomas). As leis não obrigam ninguém a nada, apenas nos impõem sua sanção, mas quem quiser pode desobedecer, não é proibido [...].”
Ave, César, poeta, sonetista e rei dos palíndromos. Você é a quinta coisa melhor do mundo, depois de amor de Mãe;-). Aqui, a doida (na verdade a moça falou em *distúrrrrbios mentaisss* hohoho)  que te ama.  E confirma isso, pois como todos sabemos, amor é coisa que não é para amadores.  E parece que nem para humoristas. Aliás, principalmente;-). Salut!

 Todos lá, segurem o gajo pelos pés, pois ele promete voltar a escrever, mas diz que não cumpre suas promessas. Perceberam o sentido desviante da escrita do César.?

ATENÇÃO: Agora o César está em novo endereço!!!!!! No A POSTOS


15 comments April 10, 2008

Feias, quase cabeludas (II) Um, dois, três; para Gugala e Claudio

brossa.gif(poema visual de Joan Brossa)

O Feias e Cabeludas I foi uma homenagem que fiz a Lord Broken-Pottery, -confiram, silvp- um grande Amigo, (que sempre me deixou tranqüila em relação isso, o que é fantástico)  e um dos escritores que mais amor demosntra pelas palavras. De ordinário, obviamente, escritores tem relacionamento íntimo, às vezes estranho, às vezes de amor, às vezes mágico com as palavras.
Creio que não as escolhemos, elas é que nos escolhem. São maviosas, às vezes maldosas, ora amigas, ora tiranas, indomáveis,  e ninguém me tira da cabeça que tal como falou o Huckleberry Friend, os livros e as palavras são entes animados, aliás animadíssimos;-) e fazem *gato e sapato* de nós, de acordo com o mood em que  estejam.

Então, a crônica do grande escritor Haroldo Maranhão (minha recensão sobre um livro de Haroldo, publicada na Revista COLÓQUIO - LETRAS da Fundação Calouste Gulbenkian, marcou a minha estréia como crítica literária em âmbito  internacional - te mete, se eu ia perder  a oportunidade dizer isso, exibida e modesta como sou. hohoho )

Então, hoje, apresento mais uma do Haroldo Maranhão.
 Dedicada a todos, claro, mas em especial para  Gugala e Claudio, (este já conhece, mas…) -  que como todos sabem são Os Reis do Wordplay ; do trocadilho infame ou não, lembrando sempre  que trocadilho  bom é o mais infame, claro.

UM, DOIS, TRÊS.

Três pacholas. Três alvares. Três araras. Três bocós . Três patetas. Três pongós. Três ineptos. Três papalvos. Três pataus. Três pacóvios. Três quadrúpedes. Três tapados. Três acéfalos. Três basbaques. Três sandeus. Três lanzudos. Três simplórios. Três bananas. Três trevosos. Três bisonhos. Três sabões. Três toupeiras. Três jericos. Três tijolos. Três escuros. Três paparotos. Três obtusos. Três orates. Três cabeças de galo. Três anastácios. Três paturebas. Três beldroegas. Três nanocéfalos. Três inhenas. Três coiós. Três lesmentos. Três xexés. Três varridos. Três babões. Três chasquetas. Três quartos para alugar. Três camelos. Três lapúrdios. Três marmotas. Três bocas-abertas. Três bucéfalos. Três nulos. Três mancos. Três cabeçudos. Três babosos. Três vazios. Três pachecos. Três labrostas. Três patos. Três salsinhas. Três paspalhos. Três calinos. Três estultos. Três pancrácios. Três microcéfalos. Três descerebrados. Três ocos. Três estropiados. Três desentendidos. Três alonsos. Três encasquetados. Três negativos. Três vesgos. Três hierofantes. Três letrudos. Três bolônios. Três escassos. Três burlões. Três zebróides. Três palhouços. Três lóios. Três padres de réquiem. Três desconexos. Três anfigúricos. Três pigmeus. Três acanhados. Três bordalengos. Três bate-orelhas. Três estafermos. Três marrecos. Três acanhotados. Três ningres-ningres. Três deslambidos. Três acácios. Três caras n’água. Três chochos. Três tolhidos. Três abananados. Três boiotas. Três ovas. Três pãezinhos. Três paparretas. Três contusos. Três confusos. Três sabaquás. Três manés. Três patolas. Três orelhudos. Três tábuas rasas. Três curtos. Três apedeutas. Três patacos. Três malabrutos. Três ventosas. Três mal arquitetados. Três apagados. Três pecos. Três quartas-feiras. Três nabos. Três paspalhajolas. Três deficientes. Três desalumiados. Três azêmolas. Três cepos. Três toscos. Três caliginosos. Três jacarés. Três minguados. Três pax-vóbis. Três belarminos. Três bonifrates. Três patetas das luminárias. Três matutos. Três labregos. Três parvos. Três papa-moscas. Três simplícios. Três pandorgas. Três mulas ruças. Três lerdaços. Três lucas. Três ignaros. Três abobados. Três legalhés. Três cabeças de bagre. Três pamonhas. Três canhestros. Três banfistes. Três lavados. Três savadilhas. Três zeros à esquerda. Três tontos. Três seposos. Três aluados. Três labruscos. Três capiaus. Três desbolados. Três bom-serás. Três pascácios. Três joões-ninguém. Três zés cuecas.

Haroldo Maranhão, 1991

ADENDA:

A história, por trás do texto é, mais ou menos a seguinte:
Haroldo, um sedutor (difícil um grande escritor que não o seja) era também um ótimo crítico literário embora, discreta e modestamente, sempre negasse isso.Muito do que escrevi sobre Haroldo foi com profundo constrangimento, pois ele sabia mais do que muitos escritores e críticos reunidos. (Ele dirigiu um dos melhores Suplementos Literários do País, junto com Benedito Nunes e Mario Faustino, lembrem-se). Pois bem, uma ‘jovem’ escreveu um longo artigo sobre algumas obras de Haroldo Maranhão, e desgostou certos críticos provincianos (eram três) que,  sentindo-se diminuídos, a ofenderam e insultaram. (mas… qual crítico - dos bons, nunca foi insultado?)
Haroldo - um verdadeiro D. Quixote - em (disfarçada) defesa da jovem, escreveu um alentado estudo crítico sobre/contra um pretenso projeto de história de literatura nacional, de autoria dos críticos ofensores e auto-proclamados ofendidos;-). Muniu-se de extensa argumentação e de uma bibliografia irreprochável. Tudo nos conformes.
Mas de quebra, quando o artigo foi publicado, ele não resistiu, e - retirem suas conclusões -junto ao artigo em diagramação especial , publicou essa obra-prima chamada ‘Um, dois, três’.’ Eu a ofereço a vocês. É algo precioso e raro. Dificilmente será publicado em livro, e quando quiserem ofender (com razão, por favor, só quando tiverem razões, afinal, sou uma pacifista, todos podem atestar) alguém que mereça, basta adaptá-lo. Todas as palavras têm o mesmo significado. Mas as minhas preferidas são bonifrates e belarminos. A “jovem”, claro, adorou.(quem diria!)

-=-=-=
POSTS RELACIONADOS:
“…Para Lord Broken-Pottery

COMO CONHECI HAROLDO MARANHÃO


9 comments April 3, 2008

NIETZSCHE e ESTRANGEIROS (Updated)

when_nietzsche_wept1.jpg
Direção:Pinchas Perry.
Elenco: Katheryn Winnick é Lou Andreas Salomé, Armand Assante é Nietzsche (deixem eu desmaiar) Ben Cross é Zarastuthra) Michal Yannai, Jamie Elman, Andreas Beckett, Rachel O’Meara Ano: 2007
Baseado no livro homônimo: Quando Nietzsche chorou, best-seller, do terapeuta Irvin Yalom
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Só por maldade dêem uma olhadinha aqui: Livros que mudaram a minha vida (*)
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LOU ANDREAS SALOMÉ!
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Agora reparem: essa moça que, não nego, é uma das mais lindas atrizes surgidas nos últimos tempo me faz o *part* de Lou Andreas Salomé. Que Deus nos livre e guarde, tomara que ela faça bem, mas…. O nome dela , claro, todos sabem é Katherine Winnick
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E a esta não menos linda, Michal Yannai um pouco menos linda, vá, lá, chacun à son goût, n’est-ce pas? coube a *part* de Berthe, a histérica tratada por Breuer.
Há aqui uma interessante (e dubitativa) análise do filme na Wikipédia -Quando Nietzscehe Chorou Você já viu o filme? Pode me dizer o que achou? Eu tenho medo…;-)
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(*)Ok foi mal. Tenho um amigo, muito, mas muito querido, que leu o livro e gostou. Confio nele.
********
Mas falando nisso, você leu o livro? Gostou? Não gostou? Por que? Ah Conta pra mim, conta?

******
RECOMENDAÇÃO SUBROSIANA:
Descubra o site *ESTRANGEIROS (veja ao lado/ no sidebar - como destaque) - uma idéia da excelente escritora brasileira DANIELA ABADE, um projeto desenvolvido com mais alguns escritores convidados por ela.

Daniela é brilhante, para dizer o mínimo, seus projetos são todos bem-sucedidos, no cinema, na propaganda/publicidade e na literatura. Quem não lembra de Mundo Perfeito (Oh Dani que falta está fazendo, agora … snifff!) e Cadeia de Palavras, com mais seis autores, entre eles o Sérgio Rodrigues do (snifff de novo) No Mínimo. Gente por que coisas maravilhosas tendem a acabar -ter vida muito breve - na Internet?!!!!! Dá pra refletir, não é?

O Sub Rosa teve a felicidade de entrevistá-la no lançamento de seu segundo livro CRÔNICOS. A entrevista pode ser lida no meu site. (desculpem os “possessivos” - é que praticamente ninguém sabe que eu tenho um site, além dos blogs). Aqui está a entrevista, podem ler. Um dos grandes sucessos do Sub Rosa! que sempre escolheu muito bem seus entrevistados. Viva Daniela! Muito Sucesso!
(Claro que ESTRANGEIROS - e uma análise do conceito de étrangeté/ strangeness/ estranheza, merece post especial, que está sendo preparado).=-=-=
Sobre Daniela e CRÔNICOS
______________________
Não esqueçam de - à direita - clicar no nome dos participantes. Uma cidade, uma língua, uma criação - E não se avexem, eu sei que tentei, fiz o que pude e não consegui aprender alemão. O que me deixa com a morte na alma. Uma tragédia;-). Não falar a língua de um lugar, é uma das mais essenciais condições do *estrangeiro*. Não só essa, mas certamente uma das mais desafiadoras.
___________
Daniela Abade e seus parceiros no projeto discorrem, criam, reinventam ficcionalmente ciadade às quais não “pertencem”. A própria Daniela escolheu a cidade de Undine na Itália. Os outros escritores fizeram estas escolhas:
*a argentina Florencia Abbate, ……………………….. Hamilton/Canada
*a austríaca Claudia Chibici-Revneanu…………..Santos/Brasil
*o italiano Max Mauro.……………………………………… ..Cidade do México/México
*o canadense David McGuire…………………………….. Buenos Aires/Argentina
*o australiano Matt Rubinstein …………………………..Graz/Áustria
*e o mexicano Gonzalo Soltero …………………………..Sidney/Austrália


17 comments December 8, 2007

HQ (nona arte?) e incentivo à leitura (I) (UPDATED)

Queridos todos, todíssimos:
little_king_soglow.gif
The Little King, criação de Otto Soglow. Para saber a respeito dele e ver uma “tira” , clique aqui.
(”tira”? strip? bande? Ah! não, não há glossário aqui, eu não ia ser doida de tentar fazer;-)”No hay banda!”

Sabemos que não tem nada a ver, mas bem que podia: Sois rei:-)
Maravilhosa lembrança do não menos UMORE MIO REPORTER (esse nome é*irado*)
bunch of thx

Então;-) tentar dividir com vocês pensamentos idéias e opiniões à respeito de como e se as HQ influenciam, se ajudam ou não, se incentivam ou não a leitura, principalmente um público mais jovem, a saber os *teens e pre-teens*, nome que engloba os adolescentes, a ler, a terem mais gosto para a leitura, inclusive de clásicos como Machado e Eça de Queirós? foi mergulhar no Estige (Στύξ Stýx) .
(Hiistória em quadrinhos, no Brasil, e aos quadradinhos, em Portugal (oh!) , mas depois que eles entraram … bem mudaram e agora em Portugal chamam de banda desenhada, chupando, em tradução ao pé da letra,  os franceses , que desde que o mundo é mundo já chamavam as HQ de Bande Dessinée (de Astérix, Obelix eteceterrá até o grande Moebius, de quem eu tenho uma carta que lhe foi dirigida por Federico Fellini. Em inglês nem precisa dizer e conserva o nome em alemão, e possivelmente no Japão se pode chamar anime ou mangá. Pois bem, ao tentar entrar nesse mundo, vi que não havia salvação. Como Dante, eu precisava de um Virgílio ou vários, pois de HQ eu sabia era nada! Mas… noblesse oblige, e eu resolvi então, não esperar mais pois esse tal mundo maravilhoso estava me fazendo não dormir (e eu já sou insone de primeiro grau): mar encapelado. Quanto mais me falavam, mais eu esquecia, sei e não sei quem é um tal de Corto Maltese, The Spirit , aquele gato krazy:-), de graphic novels, e - deixei-me ficar com meu personagem favorito, que é desenhado mas em livro … que é o meu amado Petit Nicolas, criação imortal, não de Péricles, mas de Gosciny que também cirou o Astérix) e do ilustrador Sempé.
(merci toujours, Aliki). And enough is enough!
Aceitam-se correções;-)
Bem, como sabem, enviei a pessoas que têm afinidade com o Sub Rosa (c’est moi -))) três paupérrimas perguntas para os meus chics leitores. Com endereços de email expostos, e peço perdão por isso, para que as pessoas soubessem quem mais estava me ajudando.
As pessoas foram generosas em suas respostas e algumas, a quem agradeço vivamente, foram gentis o suficiente para declinar da tarefa. Obrigada a essas pessoas maravilhosas que como diz o poeta, vivem “num tempo de delicadeza”. Obviamente, isto não diz mal das pessoas que não responderam e não se manifestaram. Sinceramente, quando fiz a enquete:-) fiz a medo, medo de importunar, medo de roubar o tempo das pessoas e - sim, também - medo de depois não saber usar os dados. Afinal, quem foi que me disse que eu trabalhei no IBGE;-) ou no CNPq?- (gracinha, com meus colegas pesquisadores).
Pois nesse medo eu estava, quando hoje ao ler os jornais, fui brindada com isto:
assasinato_campo_golfe.jpg.assasinato_expresso_oriente.jpghercule_poirot.jpg
Sim, senhores e oh yes, milord!
Na merry old Albion, como (nem) todos sabem “os livros da escritora britânica Agatha Christie, já imortalizados em filmes (cinema), televisão e palcos, foram transformados em histórias em quadrinhos [...] mais de um bilhão de cópias de seus livros já foram vendidas em inglês”. Apenas William Shakespeare (oooh!) já foi mais lido que a autora segundo o Livro Guinness dos Recordes“. E para que mesmo? Ora quem diria? fechem a boca: “O relançamento das obras nste formato é um esforço para fazer com que Agatha Christie - a segunda autora mais vendida no mundo - seja mais conhecida de uma geração mais jovem de leitores”.
Sim, quilidos: Agatha Christie Comic Strip

I rest my case;-)))
—-
OK, vou publicar as respostas mais *maneiras*, não porque as de todos não sejam, por exemplo, uma escritora, a advogada mais maravilhosa do mundo (bom, um pouquinho depois da minha brave tyger, que essa é maior que o Denny Crane), pois bem, Paula Abreu, minha amiga queridíssima, mantém o mais acessado site especializado - melhor blog jurídico, o Dynamic Layers, e mais o favorito das multidões no Blogworld:  Epinion .Em ambos, ela trata enfaticamente do valor da leitura: mantém Clubes de Leitura -estão lendo agora o Tristram Shandy de Laurence Stern e - interesantísimo, ela ainda não chegou aos 30 anos. Era, portanto, para mim, muito importante perceber, sentir reações de pessoas como ela (ainda se evitam cacófatos?) bem como a opinião de pessoas que, como eu - (Valei-me Santo Ambrósio!) cresceram lendo livros como O Processo de Fanz Kafka, o Crime e Castigo de Dostoiewski  (Iswear) mas ainda sonhando que o Fantasma (Phantom) viria me buscar, um dia, ah! um dia largaria da Diana Parker e viria. E quando não veio, eu dei-lhe o mó desprezo e apaixonei-me perdidamente por Tarzan, cuja foto vai aí abaixo, e que esteve com Jane só para disfarçar. Mas este Tarzan que lançava aqueles uivos para a lua (saibam todos, por amor a mim) - bem, é um personagem que veio da literatura. Da mente de Edgar Rice Burroughs. Mas quem lembra disso? Quem sabia disso? Talvez porque para nós, uma coisa era uma coisa e outra coisa era… outra coisa. Talvez.
weiss_maureen.jpg

E eu volto assim que puder, e então, já publicando as respostas.
Ah! sim: muito embora eu tenha perguntado por personagens favoritos e foram citados desde os er..Katzenjammer Kids, maldade de um grande e muy amigo;-) são Os Sobrinhos do Capitão, Luluzinha, (Bolinha não foi citado por ninguém), Mafalda do Quino (como se houvesse outra), Valentina, e campeã absoluta, Mônica, e sua turma, do bom Maurício de Souza e muitos, muitos outros, ah sim, o Woodypecker (O Pipacapu), Tio Patinhas que ganhou do Pato Donald (conhecido como Pato Donaldo, em Portugal) e outros, mas o quente mesmo é a última pergunta: “3-Você acha que história em quadrinhos (HQ) ajudaria as pessoas (principalmente os adolescentes a lerem mais, (inclusive os clássicos, como Machado, Eça, e outros?)

Bom, por ser uma jóia de tão sucinta, publico logo a resposta do Antônio Augusto, a quem tanto devo e que é meu maravilhoso amigo de Orkut:
“Nãããão ao 3!”
Obrigada, Antônio. Valeu!;-)

E reforço minha gratidão por todos aqueles a quem incomodei.;-)

(*) grifo meu)

ATENÇÃO : NAO ESQUEÇAM: HOJE , último episódio da 3a temporada de HOUSE, MD que eu acho que todos já viram, bitorrentiado, but me. :o-((( . Mas quem viu diz que é do barracobasco .-)))))))))))) © TeClaudio BocSON

ATTENTION,  PLEASE: “Zérramos”, oh my gosh!

1- O autor do ensaio  “SHEENA e as  tarzanas” é Carlos Eduardo A. Martins e não outro a quem,  eu, certamente, indignada com o look da Jane ali acima, erradamente,  atribuí  a autoria, no post anterior. Mea culpa . Desculpem, sim? Foi publicado na prestigiosa revista on line La Insignia. Insisto na importância e riqueza do conteúdo, notadamente, pelas preciosas notas.

2- Sono felice dipinto di blu: Comemore comigo, as letronas são coisa do passado, nunca mais virão me atormentar: a partir de hoje, graças à pessoínha , a minha querida  Cat, o Sub Rosa passa a ostentar  l’élégant *font* Georgia. Merci, ma belle. Iuhuuu! Felicidade, enfim!;-)

3- Desculpem, mas eu mando um beijo (ok, ok, eu sei…é terrívelmente XuXa) para a minha linda amiga O’Sanji e claro, para o Nelsinho, El Gran Señor   e  sua lady, a doce e linda,  N.
Claro, que eu também concordo com vc que está lendo, mas what can/could  I do? I’m happy! That’s that! e como diz Sir Elton John, esq. :”That’s What Friends Are For”.


19 comments August 23, 2007

O GALO DE GUGALA ou … e as culturas ágrafas?

menacingcupidfalconet.jpg

O escritor Ricardo (Ramos) Filho, que no mundo dos blogs reina sob o pseudônimo de Lord Broken-Pottery , usou certa vez, em um dos seus excelentes escritos, dos quais eu me aproximo todos os dias , a palavra *INANA* (ei!, hey, volta aqui, não vai ao dicionário, não). Acho que sou tão apaixonada pelas palavras quanto os que mais o sejam, conheço palavras que dariam nó em trilho, o que não me dá vantagem em absolutamente nada, pois só uso aquelas que são de uso corrente, como todos, e em toda a minha vida era a primeira vez que eu *VIA* aquela palavra escrita. Ouvir, já tinha ouvido. E muito. Por que será?;-)

Pois bem, esta introdução , até pequena para os meus moldes:-) é para responder, eu mesma ;-), à pergunta que eu mesma, de novo;-) ofereci aos meus adoráveis leitores e - não é por eu estar na minha própria presença - foi sucesso de crítica e de público. Foi sim.

A pergunta : “Qual - na sua opinião - é o primeiro INSTINTO (NATURAL, portanto) do “ser humano”- a LEITURA ou a ESCRITA? E pode explicar o por quê?

Todos os que vieram, escreveram, e escreveram muito bem e confesso não contei quantos acharam que era a leitura e quantos achavam que era a escrita.

Isso não era importante. Ou seja , a pergunta era e é importante. A resposta é (more…)


23 comments June 29, 2007


Readiness is all.
Shakespeare. Hamlet. Act v. sc. 2.

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