Clarke lutava desde os anos 60 contra uma sindrome pós polio e sucumbiu diante de uma crise respiratória.
O escritor britânico de ficção científica Arthur C. Clarke, autor do conto que deu origem ao film e 2001: Uma Odisséia no Espaço, morreu nesta terça-feira, aos 90 anos.
Segundo informações do seu secretário pessoal, Clarke teve uma parada cardio-respiratória às 18h30 (1h30 da manhã de quarta-feira no horário do Sri Lanka).
Físico e escritor, Clarke escreveu cerca de 100 livros, incluindo “2001 - Uma Odisséia no Espaço” (que ganhou versão cinematográfica sob direção de Stanley Kubrick em 1968) além de cerca de 500 artigos e contos.
Em 1968, seu conto A Sentinela foi transformado no filme 2001: Uma Odisséia no Espaço, dirigido por Stanley Kubrick.
As descrições vívidas e detalhadas de naves espaciais e supercomputadores nos livros de Clarke conquistaram milhões de leitores ao redor do mundo.
Muitos creditam ao escritor o mérito de dar uma face mais humana e prática à ficção científica.
Nascido em Somerset, Clarke era filho de um fazendeiro. Durante a Segunda Guerra Mundial, serviu na Royal Air Force (a Força Aérea Real britânica) em um então projeto ultra-secreto de desenvolvimento de radares.
“Ele estava à frente de seu tempo de tantas maneiras”, disse o astrônomo britânico Sir Patrick Moore, amigo de Clarke desde a adolescência. “Um grande escritor de ficção científica, um ótimo cientista, um grande profeta e um amigo muito querido. Estou muito, muito triste com a sua partida.”
Três desejos
Durante as comemorações de seu 90º aniversário em dezembro de 2007, Clarke fez três desejos: encontrar extraterrestres, que o homem abandone seu hábito petroleiro e que o Sri Lanka encontre a paz.
“Se me fosse permitido fazer apenas três desejos, eu gostaria de ver alguma evidência de vida extraterrestre. Sempre acreditei que não estamos sozinhos no universo, mas ainda aguardamos que um ET venha nos visitar ou nos deixar algum tipo de sinal”, disse Clark em vídeo publicado na Internet.
“Em segundo lugar, eu gostaria que nos livrássemos de nossa atual dependência do petróleo e adotássemos fontes de energia limpas”, acrescentou. E finalmente: “Vivo no Sri Lanka há mais de 50 anos, e durante metade desse tempo tenho sido uma testemunha entristecida de um conflito amargo que divide meu país adotivo. Eu desejaria ardentemente ver uma paz duradoura no Sri Lanka o quanto antes”, disse o autor ao completar sua 90ª órbita ao redor do sol.
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BBC e UOL
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Longe de mim fazer o Sub Rosa parecer um obituário. Au contraire, fico feliz de ter vivido no mesmo século de Sir Arthur Charles Clarke, que, ao lado Ray Bradbury e Isaac Asimov, faziam a Santíssima Trindade, o A B C da Sci-fi (desculpe, caro Fábio, mas ainda vou ler o Robert Heilein, graças a você, por enquanto estou com o grande Sturgeon, aguardando por mim).
Dá-me uma sensação de inexprimível felicidade ver completar-se um ciclo, os Grandes se vão e a Vida a continuar. Parabéns à minha queridíssima , muito mesmo, amiga Alena Cairo, que está conduzindo uma pequena e doce peregrina numa viagem de renovação da força da alegria, da paz na medida em que é possível e necessária e esperança concreta de Vida melhor, mais digna e mais justa. Melhor essência humana. Milhões de beijos para minha sobrinha, por mim, ela nascerá com um livro na mão e rosas em volta:-)
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