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Pararabéns para Cristina Carriconde e César Miranda. Amigos.


by Camille Claudel
Cristina e César: meus queridos Amigos, dois entre os mais leais, mais sinceros, não complacentes, nem indulgentes, enfim, duas pessoas que partilham, não só o dia de nascimento (21 de maio) como também a arte de exercitar a arte da Amizade.. E Amizade, convenhamos , tal como o Amor, não é para amadores.
Eu devo muito aos dois: nos momentos em que me foi necessário muito, e em que eu me sentia tão pouco, não regatearam, nem hesitaram em oferecer mais do que eu talvez esperasse, baseada na imensa pequenez (sim, aqui vale o oxímoro)  que eu via vindo em quase todos lados.
Mas ainda que não fossem tão grandiosos (e eu nem sei se vocês  - os dois- se conheciam um ao outro) nessa ocasião, em todo o tempo de Amizade só tive de vocês dois o respeito (mútuo, é bom que se diga) a força, a valorização e o chão que me faltava.
Está certo,  a Amizade de vocês (e olha quantos anos já se passaram, com o César mais de 10 anos, ei César, já esgotamos há muito a carência, não é?) me deixa muito orgulhosa mas aqui pra nós,  comigo a Vida tem sido sempre maravilhosa, pois como diz o poeta J. R. Jimenez: “Não sou eu que escolho o melhor, o melhor é que me escolhe“.É esse milagre de serem os melhores e me presentearem com sua preciosíssima Amizade que  quero hoje agradecer nos Parabéns que lhes dou, nos votos de todos os BENS, além do BEM; e que tudo que  lhes aconteça seja sempre maior e melhor que o limite e a qualidade do que desejam (more…)


10 comments May 24, 2008

Ela voltou. (Updated)

mapplethorpe_white_vase.jpg

É da essência do ser humano ser relativo aos outros, mesmo que se esqueça isso muitas vezes. Consciências anestesiadas não sentem.  Sensibilidades distorcidas não identificam as relações.  Reconheço: a cada dia fica mais fácil perdermos as referências, tanto as maiores (Tempo e História) quanto as mais sutis.  E fica mais difícil identificarmo-nos com com quem as representa.

Claro que me incluo nisso, tanto que às vezes penso que somos treinados para fazer do cotidiano algo cego (sob pena de sermos taxados de idealistas, românticos,  conservadores, reacionários etc. ) ou , o que é bem pior, a praticar o afeto e a ação  imediatistas.

Mudando o tom cinzento, eu queria só dizer que estou encantada  com a volta dessa moça,  linda, encantadora, que nos salva de comportamentos desvinculados de compromissos, de certas referências.  E como ela faz isso, tarefa tão difícil? De muitas maneiras, suponho, mas  é através de seu blogue que  testemunhamos o engendramento de novas formas de pensamento que matam o desencanto,  promove projetos  e reconstitui  territórios de jovens pessoas: os seus alunos.

Mas ela faz isso fazendo o mesmo a si própria. Ela se faz, se refaz e se traduz. E nos conta como é… que se faz.

Eu nem vou falar muito mais, porque eu não me faria entender, eu os subtrairia da essência e da importância que ela tem. Da sua paixão e mesmo do que ocorre quando ela está - muitas vezes sem querer -  nas entressafras da paixão.

Porém,  uma coisa eu não dispenso: dizer que tive minha vida enriquecida com a presença dela, ela evitou  grande parte do aniquilamento de minha crença nas pessoas com seu belos  gestos de acolhimento, sorrisos  encorajadores, expressões de ternura, compreensão  e delicadeza. No início, foi  virtualmente.  E depois tudo foi mais que confirmado…. ao vivo e de forma adoravelmente  colorida (lembra os guarás, Lu?) , quando estivemos juntas aqui em Belém do Pará. Na minha terra, na minha/nossa casa. Em dias maravilhosos de um julho inesquecível.

Então,  pessoas, eu posso falar, porque vi, testemunhei e  sei do que estou falando;-))) Ela é demais!

Lulu, eu te amo. Você é que é! ;-0)   E é também um território sem limites de entrega,  é prova de amor, e é um universo de magia vital.

AquiA volta da que não foi

Aquipraticamente tudo o que ela mostra que é.

A ilustração é um magnífico Mapplethorpe  porque sim. E em preto e branco porque há muito de vida, cor e som na Lulu.


7 comments March 31, 2008

First, the first things

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ORAÇÃO DE SANTA RITA DE CASSIA

Poderosa e gloriosa Santa Rita de Cassia, chamada a santa dos impossíveis, advogada dos casos desesperados, auxiliar na hora extrema, refúgio na dor, salvação para os que se acham nos abismos do pecado e do desespero: com toda a confiança no vosso celeste patrocínio, a vós recorro no difícil e imprevisto caso que dolorosamente me aflige o coração.
Dizei-me, Santa Rita, não me quereis auxiliar e consolar? Afastareis o vosso olhar piedoso do meu pobre coração angustiado?
Vós bem sabeis, vós bem conheceis, o que seja martírio do coração. Pelos sofrimentos atrozes que padecestes, pelas lágrimas amaríssimas que santamente chorastes, vinde em meu auxílio!
Falai, rogai, intercedei por mim, que não ouso fazê-lo ao coração de Deus, Pai da misericórdia e fonte de toda a consolação, e obtendo-me a graça que desejo.
(Fazer o pedido).
Apresentada por vós que sois tão cara a Deus, minha prece será aceita e atendida certamente: valer-me-ei deste favor, para melhorar a minha vida e os meus hábitos, e para exaltar, na terra e no céu, as misericórdias divinas.
Amém.
Rezar um Pai Nosso, uma Ave Maria e um Glória ao Pai.

=====
À Santa Rita, a todas as santas. E a alguns santos. Obrigada pelas graças e bênçãos.
E também obrigada a algumas das minhas queridas amigas e amigos também.
Obrigada por um novo tempo, nova vida.


16 comments February 10, 2008

APRENDER A ESTUDAR - J. C Ary dos Santos

APRENDER A ESTUDAR

aprender.jpg

Estudar é muito importante, mas pode-se estudar de várias maneiras…
Muitas vezes estudar não é só aprender o que vem nos livros.

Estudar não é só ler nos livros que há nas escolas.
É também aprender a ser livres, sem ideias tolas.
Ler um livro é muito importante, às vezes, urgente.
Mas os livros não são o bastante para a gente ser gente.
É preciso aprender a escrever, mas também a viver, mas
também a sonhar.
É preciso aprender a crescer, aprender a estudar.
Aprender a crescer quer dizer:
aprender a estudar, a conhecer os outros, a ajudar os outros, a viver com os outros.
E quem aprende a viver com os outros aprende sempre a viver bem consigo próprio.
Não merecer um castigo é estudar.
Estar contente consigo é estudar.
Aprender a terra, aprender o trigo e ter um amigo também é estudar.
Estudar também é repartir, também é saber dar o que a gente souber dividir para multiplicar.
Estudar é escrever um ditado sem ninguém nos ditar;
e se um erro nos for apontado é sabê-lo emendar.
É preciso, em vez de um tinteiro, ter uma cabeça que saiba pensar, pois, na escola da vida, primeiro está saber estudar.
Contar todas as papoilas de um trigal é a mais linda conta que se pode fazer.
Dizer apenas música, quando se ouve um pássaro, pode ser a mais bela redacção do mundo…

………..Estudar é muito
……………..mas pensar é tudo!

J. C. Ary dos Santos- (7 /12/1937-18 /1/ 1984 Lisboa)

Este poema de que gosto muito -se é que posso dedicar, digamos que possa, embora ache que não- é para você, Cat.

Da # 2;-)))

Ilustração - presente (cadeau) de mon amie-fée-amie A. com descrição especialíssima do filme L’année où mes parents sont partis en vacances, ça veut dire: O ano em que meus pais saíram de férias de Cao Hamburger. Desnecessário dizer que isso muda completamente o filme. E quem disse que havia melhor para o poema?. Mercis et mercis, je t’adore! Uh la la! Chic alors!

*******

O poema parece - apenas parece - tosco e trivial , porém - ledo ivo engano - tem sua dose certa de profundidade. A eficácia do simples.


4 comments January 22, 2008

Um Poema para o Ano Novo com um pedido pelo meio;-)

.ELEGY: GOING TO BED

COME, Madam, come, all rest my powers defy ;
Until I labour, I in labour lie.
The foe ofttimes, having the foe in sight,
Is tired with standing, though he never fight.
Off with that girdle, like heaven’s zone glittering,
But a far fairer world encompassing.
Unpin that spangled breast-plate, which you wear,
That th’ eyes of busy fools may be stopp’d there.
Unlace yourself, for that harmonious chime
Tells me from you that now it is bed-time.
Off with that happy busk, which I envy,
That still can be, and still can stand so nigh.
Your gown going off such beauteous state reveals,
As when from flowery meads th’ hill’s shadow steals.
Off with your wiry coronet, and show
The hairy diadems which on you do grow.
Off with your hose and shoes ; then softly tread
In this love’s hallow’d temple, this soft bed.
In such white robes heaven’s angels used to be
Revealed to men ; thou, angel, bring’st with thee
A heaven-like Mahomet’s paradise ; and though
Ill spirits walk in white, we easily know
By this these angels from an evil sprite ;
Those set our hairs, but these our flesh upright.

; ; ; License my roving hands, and let them go
Before, behind, between, above, below.
O, my America, my Newfoundland,
My kingdom, safest when with one man mann’d,
My mine of precious stones, my empery ;
How am I blest in thus discovering thee !
To enter in these bonds, is to be free ;
Then, where my hand is set, my soul shall be.

; ; ; Full nakedness ! All joys are due to thee ;
As souls unbodied, bodies unclothed must be
To taste whole joys. Gems which you women use
Are like Atlanta’s ball cast in men’s views ;
That, when a fool’s eye lighteth on a gem,
His earthly soul might court that, not them.
Like pictures, or like books’ gay coverings made
For laymen, are all women thus array’d.
Themselves are only mystic books, which we
—Whom their imputed grace will dignify—
Must see reveal’d. Then, since that I may know,
As liberally as to thy midwife show
Thyself ; cast all, yea, this white linen hence ;
There is no penance due to innocence :

; ; ; To teach thee, I am naked first ; why then,
What needst thou have more covering than a man?

John Donne (1572-1631)

Este é um dos meus poemas preferidos ever e eu ofereço para todos.
Eu queria pedir que, por favor, os amigos me perdoassem se não os estou visitando constantemente, ou se nem os estou visitando. Não gosto de cultivar imagem de coitadinha, mas as coisas por aqui não estão bem, estou muito cóf.. cóf… e às vezes falo - como diz a Rose Marinho Prado. essa moça que se vocês não lêem o blog dela então, tadinhosss, nem sabem o que estão perdendo: eu por exemplo , que estou quase centenária, desde o tempo do Império não via alguém citar o Spengler;-00 hohoho ) - com alguma dificuldade e muita ‘chiadeira’, com poucas almas piedosas, pelo telefone. Obrigada. Às vezes nem isso, ou deixo de retribuir e-mails, cartões e telefonemas. Por favor, perdoem a coitadinha tísica, OK? Oh gente é tempo de Natal Ano Novol, perdão, paz e coisa e talz, certo? (Só lembro que, imaginem, pelo calendário azteca ou maia está previsto pra tudo terminar em 2012 portanto, nada de paz e amor só agora , certo?

Bem, para que todos possam desfrutar di questo belíssimo Poema, coloco também a tradução em português, feita por Augusto de Campos - execrado - isso mesmo, pelo Lord Broken Pottery, meu querido Amigo, o escritor Ricardo (Ramos) Filho . E esta, Lord? Para mim: simplesmente, uma das melhores que ele já fez. Diga lá! ;-)
E vai um beijo especial para minha querida Drang und Sturm: Denise.

………..ELEGIA: INDO PARA O LEITO

VEM, Dama, vem, que eu desafio a paz;
Até que eu lute, em luta o corpo jaz.
Como o inimigo diante do inimigo,
Canso-me de esperar se nunca brigo.
Solta esse cinto sideral que vela,
Céu cintilante, uma área ainda mais bela.
Desata esse corpete constelado,
Feito para deter o olhar ousado.
Entrega-te ao torpor que se derrama
De ti a mim, dizendo: hora da cama.
Tira o espartilho, quero descoberto
O que ele guarda, quieto, tão de perto.
O corpo que de tuas saias sai
É um campo em flor quando a sombra se esvai.
Arranca essa grinalda armada e deixa
Que cresça o diadema da madeixa.
Tira os sapatos e entra sem receio
Nesse templo de amor que é o nosso leito.
Os anjos mostram-se num branco véu
Aos homens. Tu, meu Anjo, és como o Céu
De Maomé. E se no branco têm contigo
Semelhança os espíritos, distingo:
O que o meu Anjo branco põe não é
O cabelo mas sim a carne em pé.

; ; ;Deixa que a minha mão errante adentre
Atrás, na frente, em cima, em baixo, entre.
Minha América! Minha terra à vista,
Reino de paz, se um homem só a conquista,
Minha Mina preciosa, meu Império,
Feliz de quem penetre o teu mistério!
Liberto-me ficando teu escravo;
Onde cai minha mão, meu selo gravo
; ; ;Nudez total! Todo o prazer provém
De um corpo (como a alma sem corpo)
sem Vestes. As jóias que a mulher ostenta
São como as bolas de ouro de Atalanta:
O olho do tolo que uma gema inflama
Ilude-se com ela e perde a dama.
Como encadernação vistosa, feita
Para iletrados, a mulher se enfeita;
Mas ela é um livro místico e somente
A alguns (a que tal graça se consente)
Ë dado lê-la. Eu sou um que sabe;
Como se diante da parteira, abre-
Te: atira, sim, o linho branco fora,
Nem penitência nem decência agora.

; ; ;Para ensinar-te eu me desnudo antes:
A coberta de um homem te é bastante.

Johnn Donne, traduzido/recriado por Augusto de Campos. In: Campos, Augusto de (1931- ). S. Paulo, Companhia das Letras, 1986 .


27 comments December 28, 2007

CHARLOT - 30 anos sem…

charlot.jpg

Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade.
Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura.
Sem essas virtudes, a vida será de violência
e tudo será perdido.

Charles Spencer Chaplin

(16 abril 1889-25 dezembro 1977)
Ver também aqui.

7 comments December 25, 2007

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Readiness is all.
Shakespeare. Hamlet. Act v. sc. 2.

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