Posts filed under 'adeus'

CHARLOT - 30 anos sem…

charlot.jpg

Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade.
Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura.
Sem essas virtudes, a vida será de violência
e tudo será perdido.

Charles Spencer Chaplin

(16 abril 1889-25 dezembro 1977)
Ver também aqui.

7 comments December 25, 2007

LANA - EM TOM MAIOR. (R.I.P) - Updated

lana.jpg

Quando eu a conheci, descendo de um belo carro, enorme, prateado e se dirigindo para a minha casa, eu sabia que ela era ela. Com um tailleur, cabelos loiros armados em um coque, elegantíssima, a mulher, a pessoa, a senhora mais bonita que eu já vira. Ela vinha do trabalho, quer dizer;-) do Cartório que pertencia à sua família e convidou-me a ir à noite em sua casa.
Quando a vi de novo, no mesmo dia, à tardinha, ela me levou para o seu studio (chique a até não poder mais.) A primeira coisa que eu reparei foi um poster, adivinhem, da front page do jornal New York Times, do dia 8 de novembro de 1917, sim, pois é!, a que noticiava a Revolução Russa. Então, olhei novamente para ela e comecei com a minha marca registrada que é - e temo, sempre será - *cometer* gaffes. O que eu disse? Claro que não sou boba de dizer aqui. Mas tinha a ver com com o fato de ela estar mais alta, os cabelos mais louros e soltos do coque da manhã. E o sorriso.
Idade? mas qual mulher bonita tem idade? Ela não tinha.
Conversamos, conversamos, eu não sei sobre o quê, porque só via os discos, os quadros e os livros… quantos livros, ah! e havia os livros do Che, do Mao. Um poster do Che, belo como nunca. Eu jurava que aquele estúdio era um universo daqueles, os paralelos. Foi assim.
Elanyr Pessoa Gomes da Silva, a majestosa, admirável LANA, que era dondoca, do high,high, high,high society, esposa, mãe de dois filhos, Beth e Eduardo - todos diziam que ela era a cara de várias atrizes lindas do cinema, era a Faye Dunaway, (e era), aqui está outra) e, segundo uns amigos, dizem que foi com ela que nasceu a expressão “uma loura de fechar o comércio” (que, claro ninguém entende, assim de pronto, só contando a história).
A partir desse dia, minha vida mudou completamente. Os filósofos chamam isso de clivagem. OK, eu concordo . E daí a alguns dias eu também vim saber que Lana havia passado também por uma clivagem. Ou melhor, vivia (n)uma clivagem.
A dondoca, a mulher de sociedade, da alta burguesia, soube usar brilhantemente esse lado de sua vida, para exercer um papel do qual muitas pessoas se lembram porque foram atingidas por ele: ela era a protetora, a mecena$, aquela que dava cobertura a praticamente todos os militantes que combatiam o golpe de 1964. e devo dizer que nessa época eu só sabia de ouvir falar, muito de longe, a palavra S*U*B*V*E*R*S*I*V*O*(S). Ajudava com dinheiro quem precisava, colocava pra ir levar revistas pros presos. Isso era chamado *tarefa*. Transportava fugitivos e encrencados.
Mas também, em seu estúdio recebia a “intelligentsia” da terra e os artistas que vinham à cidade (não é pra me fazer de importante, mas adivinhem onde eu troquei as primeiras palavras com o Caetano Veloso? Iuhu!!! E uma pintora, que todos os artistas conhecerão, Maria Bonomi, também conheci lá. Ney Matogrosso, ai que bonito que era. E tantos outros.
E isto sem contar que ela tinha um cinema particular em casa, onde levava filmes que jamais vi depois, nem em circuitos de cinemas de arte.
Bom, ela morreu ontem (anteontem) e sua história fascinante inclui - sem que precisasse- uma opção que fez por trabalhar fora, fora do cartório da família: trabalhou em propaganda numa firma importante a MENDES PUBLICIDADE (ela conhecia e era conhecida por todo o mundo). Depois foi ser jornalista. E o que mais ela poderia fazer melhor no jornalismo? Isso mesmo, colunismo social. E com o pseudônimo de Jeannete Blanche (por aí vocês tiram hoho). Mas logo ela viu que não era essa bem a praia que ela queria, e com a carteira de jornalista que obteve, ela passou a assinar uma coluna conceituadíssima EM TOM MAIOR, sobre artes, promoção e cobertura de eventos culturais e, claro, política. Era uma conspiradora eficiente.
Mas não deixou jamais de ser o que já tinha sido em anos de dondoquice: era hors councours das listas de Dez mais Elegantes. E por muitos anos, comandava uma mesa cativa no Hotel Hilton.
Foi professora da Universidade Federal do Pará, do curso de Jornalismo. Fez Curso de Mestrado. Em Literatura e ensinava Literatura Paraense. E vivia com um fulgurante entusiasmo (no sentido grego da palavra) das pessoas que se consomem no que fazem ou escolhem fazer. Foi magnífica como Diretora de um dos Teatros mais belos do mundo e um dos mais importantes do Brasil, o Teatro da Paz, -( aqui também )- do qual cuidava como se fosse sua casa. Claro que a chamavam de chata, mas quem entendia de preservação de monumentos…? Era zelosa demais e intervinha com dinheiro dela para gerir dificuldades de orçamento. Isso, *eu vi*, eu testemunhei.
Eu sei que este post, tal como todos os meus posts, deve estar ainda mais deconexo: eu não paro de chorar.
E então, ainda que eu tenha mais uns milhões de recordações, de anedotas, de irreverências, gaffes cometidas, eu vou parar por aqui. Não sem antes dizer, que ela era insuportável nessa coisa de ter uma opinião e não voltar atrás - o que me irritava demais - nunca aceitou que eu sofresse de depressão, arre! mas eu a adorava por ser das pouquíssimas pessoas que eu conheci que eram realmente destituídas de dois tipos de inveja: Não invejava nem o sucesso dos demais e … oh! por Gaia, ou por Jove! ela, a Lana, jamais teve inveja de quem era feliz no amor. Disso eu tenho provas. E mais, ela adorava a minha melhor amiga, a jornalista Regina Alves e quem gosta de quem eu gosto, me adoça por inteiro. E era muito amiga da fabulosa jornalista Helena Cardoso, pessoa que eu adorava também.
Ela gostava de cantar e eu ria muito de ela cantar umas músicas antigonas, das quais eu vim a gostar depois: tangos e boleros;-) . Não achei nem para comprar o tango UNO, nem NOSTALGIAS… mas, como sou uma pessoa de sorte, lembro de certa vez ela me ter dito, solenemente, qual música era mais significativa para ela.
E desta vez, Laníssima, a Lei de Murphy não funcionou. Eu achei! Aí está a tua música e letra. Fazes-me falta, querida. E serei sempre, sempre muito agradecida por tudo.

Pequeno concerto que virou canção
(Geraldo Vandré)
Não,
Não há por que mentir ou esconder
A dor que foi maior do que é capaz meu coração
Não,
Nem há por que seguir
Cantando só para explicar
Não vai nunca entender de amor
Quem nunca soube amar.
Ah…
Eu vou voltar pra mim
Seguir sozinho assim
Até me consumir
Ou consumir
Toda essa dor
Até sentir de novo
O coração
Capaz de amor.


Agora, um tango que ela adorava cantar e eu morria de rir, até que hoje vi bem a letra e entendi porque ela me chamava de Hermana;-) Hey, Obrigada, you rule!,

É um tango de reponsa, olha só o “tamanho do estrago” - como diz Ali G. - que é a letra:
=-=-=-=
Nostalgias
Juan Carlos Cobián/Enrique Cadícamo/con orquesta/Canta: Charlo/

Quiero emborrachar mi corazón
para apagar un loco amor
que más que amor es un sufrir…
Y aquí vengo para eso,
a borrar antiguos besos
en los besos de otras bocas…
Si su amor fue “flor de un día”
¿porqué causa es siempre mía
esa cruel preocupación?
Quiero por los dos mi copa alzar
para olvidar mi obstinación
y más la vuelvo a recordar.
Nostalgias
de escuchar su risa loca
y sentir junto a mi boca
como un fuego su respiración.
Angustias
de sentirme abandonado
y pensar que otro a su lado
pronto… pronto le hablará de amor…
¡Hermano!
Yo no quiero rebajarme,
ni pedirle, ni llorarle,
ni decirle que no puedo más vivir…
Desde mi triste soledad veré caer
las rosas muertas de mi juventud.


19 comments November 27, 2007

Com todo o meu amor por você…

Não quero saber de mais nada. Aliás nem saberia dizer mais nada.

Nunca eu entendia o que realmente queriam dizer expressões como estas: “perdas irreparáveis , dores inconsoláveis”. Um dia eu, finalmente, soube: não há nada a dizer, pois quando é assim, só mesmo como no poema de Auden :

“Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.”
…..

Todo o meu amor, meu carinho por você, que, talvez ninguém mais saiba, mas foi o ser mais digno, mais doce e maravilhoso comigo e me amparou na hora difícil. E foi a primeira, sempre com a palavra certa que dá o lugar ao silêncio. Quanta grandeza!

Queria fazer o mesmo, mas agora, que nada, nada se compara ao que sente , e eu sou tão pequena diante de você, só quero que saiba que estou com você.
Nada mais a dizer… é assim, é isso, nada…

Meu carinho, meu respeito…


Add comment August 29, 2007

Escrevo.

“Escrevo feito um possesso: como se me restassem horas de vida e precisasse escrever um romance de trezentas páginas. Escrevo. Como um possesso. E no entretanto deixo minutos escaparem, quartos e quartos de hora. A preguiça acumplicia-se com o tempo e me devora, e contra eles preciso opor-me, levantar-me e mirá-los. E enfrentá-los, processando energias e revitalizando potencialidades que me vieram e eu enriqueci. Quando não escrevo sou um vice-morto, e as pernas atropelam-se na tentativa de imprimir velocidade às passadas. Um dia, alguém isso descobrirá, ou ninguém descobrirá e o trabalho terá sido vão. Se descobrirem, captarão o frêmito que pauta até mesmo o ato de respirar. Fecho os olhos e corro o mais rápido que posso para chegar exatamente aonde?

Para mim, inventar nunca foi uma calma tessitura de palavras hesitantemente juntadas a outras palavras, plácido trabalho, costura lentíssima, lentíssimo enfiar de linha nas agulhas, o estirar o tecido passando-se as mãos para desenrugá-lo. Para que urgências, por que não começar amanhã a afiar os lápis, arrumar os papéis, pensar as palavras, a palavra inaugural, e qual será a palavra inaugural? A letra inaugural?, vogal, consoante, que consoante e que vogal, meu deus? Me surpreendo irado ao perceber (more…)


14 comments August 8, 2007

MM- 45 anos depois.:o(

Marilyn Monroe (Marilyn Monroe (1926-1962)
marilyn in red

A pessoa que não consegue enfrentar a vida - sempre precisa, enquanto viva, de uma mão para afastar um pouco de seu desespero pelo seu destino… mas com a sua outra mão ela pode anotar o que vê entre as ruínas, pois vê mais coisas, e diferentes, do que as outras; afinal está morto durante sua vida e é o verdadeiro sobrevivente.”
Franz Kafka. Diários. Apontamentos de 19 de outubro de 1921
(more…)


11 comments August 5, 2007

Cesse tudo, inclusive as promessas: Ingmar Bergman 1918-2007(R.I.P)

ingmar_sonata1.jpg
Ingrid Bergman e Liv Ulmann piangendo pianissimo na Sonata
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Anna e Agnes, a Pietá de Bergman: COMPAIXÃO!(Gritos e Sussurros)
ingmarbergman_fanny.jpg
Pelos olhos de Fanny e Alexander.
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Saraband, remanescência de Cenas de um Casamento.

No UOL, clique aqui, O blog de cinema da FOLHA de S.PAULO, coitadinhos, comeram mosca:-( não atualizaram, não existe nada a respeito. Mas a Folha como um todo é freguesa (quem sabe, sabe) . Shame on them. Já o Luis Carlos MERTEN, competentíssimo, embora com imensos compromissos, não deixou de atualizar. É o maior, é assim que a gente faz!


♣♣♣♣♣♣♣♣♣♣

Ingmar, o Possesso.
Ingmar Bergman , a grande obssessão de Woody Allen. E de praticamente todos os diretores de cinema que relataram, descreveram ou representaram relações pessoais conflituosas, ansiosas, atormentadas e, por isso, também, muito fortes e sem a preocupação de redimir o que ou quem quer que fosse. E também, de todas aspessoas, como as pessoas que viveram um tempo que foi o meu: A Morte é um assunto fatal, quero dizer, inelidível, em obras de Bergman, ou a Morte, assim como o Tempo, é apenas uma ilusão metafísica, que despreza a ontologia? Vida, Amor, Morte, e as pessoas ou entendiam ou diziam que entendiam. Gostavam ou diziam que gostavam. Jamais conheci um “serumano , nem uma serumana* que não gostasse de algum “filme do Bergman’”. (”Filme do Bergman” parecia já ser um gênero diferente, isolado, um gênero outro). Dele, que jamais fez concessões em sua condição de realizador. Um dos maiores do Olimpo! Ao lado, claro, de quem? Faça você a sua lista e aposto que ele estará lá.
Ingmar que certo dia deu uma surra (sim, ele bateu feio e forte na ex-mulher) a sublime Liv Ulmann, dizendo que a cena, o take, a tomada, whatever,não saíra do jeito que ele queria. Liv reclamou, mas fez. (O episódio é deliciosos e como eu o entendo)

(Esta, um grande boo para todos, papudos me perdoem, mas parece que só eu registrei no Sub Rosa, e Pedrinho Dória , o Ped reproduziu no seu blog do maravillho NoMínimo.)

INGMAR BERGMAN , nascido a 14 de julho de 1918 em Uppsala, ao norte de Estocolmo, aos 89 anos , na ilha praticamente particular, de Faaro, no Mar Báltico. Ele vivia praticamente isolado do mundo, depois da morte de sua última esposa, a quinta de de uma espécie, a das mulheres mais interessantes do mundo, com quem ele se casou, ou teve um casamento não convencional: Ingrid von Rosen, em 1995.

Você leu a biografia dele? Então, veja todos os filmes que quiser, mas guarde tempo para ler “A Lanterna Mágica

Então, para não falar essas besteiras, eu reproduzo, com todo o meu pesar, mas como quem se despede de um parente que tivemos por muito tempo em nossa casa. E que em absolutamente *T*U*D*O* o que realizaou, deixou a marca de verdadeiro GÊNIO (ah essa palavra , tantas vezes usada em vão)
Requiem, portanto, para Ingmar Bergmar, e umas palavras de luto enviadas por um grande Amigo, um grande esteta, que ama cinema, música e Artes, e que é um dos melhores escritores que conheço:

As palavras dele, falam melhor do que eu jamais poderia.
Um beijo e fiquem com ele, o escritor: (foi ele que me avisou da passagem do possesso Bergman.

 

“Eu gostava de uns poucos, raros filmes.Acho que pelo menos 1/3 desse pouco deve ter sido feito por Bergman.Um terço do que houve ou (ainda) há de arte na chamada “Sétima Arte” passou hoje a ser apenas memória e repetição.Dá até vontade de esquecer um pouco o “purismo” voltado à reprodução musical e adquirir um receiver e umas caixas satélites, para sonorizar uma sala voltada aos efeitos surround de cinema.Mas sei que Bergman debocharia de toda essa aparelhagem, assim como de todo desenvolvimento tecnológico do cinema desde os anos 40… som e cor… o que veio depois é dispensável.
Muito abraço,
Habel

=-=-=-=-

Agora, vem cá, diz pra mim, qual o seu filme preferido do Bergman e por que?
Quem me conhece sabe que amo os filmes do Bergman , e assisti a praticamente todos eles. No meu círculo, digamos de amizades, geramente professores, e outros tipo de ooooooohmaigüdiness de intelequituais, era um programaço ver filme de Bergman no cinema ou em…tee. VHS, lembram de VHS?
Então, meu filme preferido, et pour cause, é Morangos Silvestres. Ops, desculpem, mais que nunca, Freud explica, tsss. tsc… é SONATA de OUTONO(Höstsonaten) Não há como esquecer aquela relação angustiada entre mãe e filha. Expliquei? Pois é, creio que eu disse-me!

(Putz, não encontro nenhuma picture da Liv Ulmann e Ingrid Bergman em “Autumn Sonata”. Vc tem alguma? Se tiver, você me dá? Obrigada!

 

Reproduzo, por pura vaidade de me ter feito mulher, a mulher que sou, num processo que deve absolutamente tudo a Bergman. Milton diz que Bergman é o maior cineasta de todos os tempos. Eu respondo: (ops..onde foi que eu aprendi a usar tanto o pronome eu?
Dirigindo-me ao cinéfilo Milton Ribeiro, em comentário à sua bela homenagem a Ingmar Bergman:

“Por defeito de formação e mais principalmente, por defeito de profissão, evito ao máximo os superlativos absolutos.Seria então esta, uma das pouquissímas vezes em que eu secundaria palavras como as tuas. Por dever tanto a ele, sendo e aprendendo a ser mulher, sob a ótica de quem nega o que outros negam: a condição de SER ao ser mulher. O que sempre será aterrorizante. Pela visão política de se encarar o o MAL, o horror que pertence à Vida. Pelas angústias inevitáveis e pela compreensão de que somos seres-para-a-morte. Irremissível constatação! Vivi um tempo riquíssimo de contradições e descobertas, e aprendemos com ele que, de forma soberba, nos colocou em contato com a angústia da vida, os tormentos do amor, as impossiblidades de ficar (*patinando*) nas pequenezas e ter um universo mais largo e a mente mais aberta.
GÊNIO, sim, ele era. GÊNIO: esta palavra tão incompreendida e tão inflacionada de sentido.
Mas, com quem quiser, compartilho meu abraço de entendimento e solidariedae.
E uso aqui as palavras de Woody Allen, o cineasta/realizador que teve mais familiaridade com as idéias de Bergman e mais *proximidade* no sentido heideggeriano, do pensamento que ao abarcar algo, tudo abarca:
” …Ingmar Bergman, provavelmente o maior artista do cinema como um todo, desde a invenção da câmera de cinema”

Beautifully said!
Bergman vive!
Maria Elisa Guimaraes

Caso você tenha também, como eu, uma estima pelo filme “Autumn Sonata” SONATA de OUTONO, não perca este blog , que foi uma descoberta de minha amiga querida  Isa. Obrigada, querida..(Höstsonaten)


14 comments July 30, 2007

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