Ela voltou. (Updated)
31 March 2008
É da essência do ser humano ser relativo aos outros, mesmo que se esqueça isso muitas vezes. Consciências anestesiadas não sentem. Sensibilidades distorcidas não identificam as relações. Reconheço: a cada dia fica mais fácil perdermos as referências, tanto as maiores (Tempo e História) quanto as mais sutis. E fica mais difícil identificarmo-nos com com quem as representa.
Claro que me incluo nisso, tanto que às vezes penso que somos treinados para fazer do cotidiano algo cego (sob pena de sermos taxados de idealistas, românticos, conservadores, reacionários etc. ) ou , o que é bem pior, a praticar o afeto e a ação imediatistas.
Mudando o tom cinzento, eu queria só dizer que estou encantada com a volta dessa moça, linda, encantadora, que nos salva de comportamentos desvinculados de compromissos, de certas referências. E como ela faz isso, tarefa tão difícil? De muitas maneiras, suponho, mas é através de seu blogue que testemunhamos o engendramento de novas formas de pensamento que matam o desencanto, promove projetos e reconstitui territórios de jovens pessoas: os seus alunos.
Mas ela faz isso fazendo o mesmo a si própria. Ela se faz, se refaz e se traduz. E nos conta como é… que se faz.
Eu nem vou falar muito mais, porque eu não me faria entender, eu os subtrairia da essência e da importância que ela tem. Da sua paixão e mesmo do que ocorre quando ela está – muitas vezes sem querer – nas entressafras da paixão.
Porém, uma coisa eu não dispenso: dizer que tive minha vida enriquecida com a presença dela, ela evitou grande parte do aniquilamento de minha crença nas pessoas com seu belos gestos de acolhimento, sorrisos encorajadores, expressões de ternura, compreensão e delicadeza. No início, foi virtualmente. E depois tudo foi mais que confirmado…. ao vivo e de forma adoravelmente colorida (lembra os guarás, Lu?) , quando estivemos juntas aqui em Belém do Pará. Na minha terra, na minha/nossa casa. Em dias maravilhosos de um julho inesquecível.
Então, pessoas, eu posso falar, porque vi, testemunhei e sei do que estou falando;-))) Ela é demais!
Lulu, eu te amo. Você é que é! ;-0) E é também um território sem limites de entrega, é prova de amor, e é um universo de magia vital.
Aqui: A volta da que não foi
Aqui… praticamente tudo o que ela mostra que é.
A ilustração é um magnífico Mapplethorpe porque sim. E em preto e branco porque há muito de vida, cor e som na Lulu.
Entry Filed under: Amizade, agradecimento, blogs, comportamento. Tags: Amizade, blog, comportamento, solidariedade.
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1. lulu | 31 March 2008 at 8:20 pm
putz… meg, isso não se faz assim, desavisadamente. nocaute. Obrigada. mesmo. sem palavras, depois digo mais.
todo meu amor,
lu.
=-=-=-=
Um beijo, filhota e força!
M.
2. sofia | 31 March 2008 at 9:23 pm
olá. esta é a primeira vez que comento embora venho sempre ao seu blog. Um dos blogs que não perco, que é obrigatório é o diário da lulu.
a lulu é o máximo e meu sonho de consumo é poder ser aluna dela.
bjk
=-=-=-=
Seja bem-vinda.
E você tem toda a razão.
Sucesso!
E volte sempre!
;-)
3. André | 31 March 2008 at 9:25 pm
Correndo lá para conhecer.
A propósito, que texto bacana.
=-=-=-
Obrigada, André.
Comente lá também.
sim?
4. Milton Ribeiro | 1 April 2008 at 12:16 am
Quando falaste em referências sutis, senti sono. Quando referiste grandes referências, logo vi que era comigo mesmo. Eu, o Tempo e a História! Mas era com a Lulu…
:¬)))))
Claro que eu estou brincando e concordo contigo, né? A Lulu é referência de um monte de coisas, mas o que me impressiona nela — eu não a conheço pessoalmente — é a combinação de inteligência, calma e ousadia. Nisso ela é campeã, não?
Beijos a ambas!
=-=-=-=
Ouch!
Desculpa lá, guri, mas não estou chamando a Lulu de “referência”.
A ideía não é essa, e isso seria uma impropriedade, guri;-))
Ajeitei o texto, quem sabe não fica mais legível, mais inteligível? ;-)
O fato é que você tem toda razão, querido guri: eu escrevo muuuito mal;-)))
Dá um desconto, OK?.-)
Aceito, claro, o beijo.
5. Milton Ribeiro | 1 April 2008 at 1:10 pm
O texto está ótimo. Eu é que forcei a barra para ser engraçadinho… sem sucesso…
Beijo.
====
Miltons, não sejas suscetível, ó guri. Nem eu o fui.
A questão não é estar o texto *bom ou bonito*, a questão é a compreensibilidade, a inteligibilidade.
No que, pelos vistos, também não tive sucesso.
Choremos os dois, riamos os dois.
Mirto, sinceramente? És *TALVEZ* o único (e certamente um dos poucos) dos meus leitores (E AMIGOS) a quem nunca tive medo de ferir medindo palavras ou medindo as regras da gentileza, o que sempre achei maravilhoso. Loonge da implícita e protocolar (burocrática) cortesia. Tanto quanto longe da indelicadeza, obviamente.
E sempre achei isso ótimo!
Não interrompamos isso agora, eh?
Oh babe, don’t cry.
Sabes que te adoro, não sabes?
E, para além disso, disso te admiro.
beijo
6. O Réprobo | 1 April 2008 at 9:11 pm
Querida Meg,
Fiquei comovidíssimo com linhas tão sentidas, perante as dificuldades, felizmente passadas, de alguém que estima. Tanto que me atrevi a comentar lá. É sempre bom ver a capacidade de proclamar afectos sentidos.
Beijinhos às Duas
=-=-=-=-=
Querido Amigo Répobro:
Que bom, que bom !!!! Obrigada!
Dizem em sua terra que os amigos são para ocasiões, não é?
Eu nem de longe posso chegar à qualiade do que ela , a Lulu querida, escreveu para mim, quando eu estava mal.
Veja aqui, sff:
Para a Rosa
E outras, quando nos conhecemos.(*)
Eu agradeço, muito mesmo, a si, querido Amigo!
E já sei que Lulu ficou mais que contente;-)
Um grande beijo,
Uau! pensei que ninguém mais vinha comentar;-))) hohoho
Como se diz: Você salvou a pátria;-))
P.S Ah! dessa aqui gosto muito;-)))
7. Claudio | 2 April 2008 at 6:25 pm
Meg, bem sabes que tenho limitações durante a semana para acessar à Net. Mas achei maravilhosa as palavras da Lulu e compreendo melhor agora as tuas.
Bacana ter uma amizade assim .
Quando voltas ao Rio. Ou para o Rio?
Ah! mesmo fora de lugar, quero agradecer ao nosso grande Réprobo pela ótima conversa no post da Mae West, só que Testemunha da Acusação eu não li o livro da Agatha Christie, apenas vi o filme e o final é inesquecícel, o Charles Laughton dizendo à Elsa Lanchester que cancele a viagem pois vai defender La Dietrich. Supimpa!
Forte abraço pro Lord Réprobo (se me permite)
Beijos para as meninas.
=-=-=-=
Oh querido, não vi esse comment. É a idade;-)))) Ou os olhos.
Obrigada, querido
beijos